sábado, 28 de fevereiro de 2009

Linyca

Esse não é bem o jogo que gostaria de publicar hoje aqui. Queria mesmo era falar do Electric Box, um jogo que exige um pouco de estratégia e mexe com conhecimentos de física. Contudo, o E. Box está em inglês e aí teria de colocar muitas instruções aqui. Se você tem um bom nível de inglês ou tiver paciência de ficar traduzindo tudo pra poder jogar, vá lá!
 
Bem… então vamos ao Linyca! O Linyca é um jogo que lembra um pouco o Tetris; porém, aqui as peças não caem da parte de cima da tela.
 
Lynica
 
No Linyca as linhas já estão completas com peças. Você só terá que removê-las. E como isso é feito? Simples: clique sobre uma pedra de uma determinada cor para remover todas iguais a ela que se encontrarem na mesma linha. Obviamente o ideal é remover todas as peças da tela; entretanto, haja estratégia pra isso.
 
Ao remover 5 vezes seguidas pedras da mesma cor, você ganha uma pedra dessa cor como espécie de prêmio [ela vai praquele quadro logo acima da palavra MENU]. Entretanto, não sei exatamente pra quê serve esse prêmio.
 
Quanto mais pedras remover numa linha, mais pontos você ganha. Se você clicar numa pedra, e não existirem outras iguais a ela na mesma linha, você perde pontos!
 
Clique aqui para jogá-lo no site dos seus desenvolvedores – eles permitirão registrar seu recorde lá.
 
Boa diversão!

Quem não queria um desses?!




Saiba mais sobre esse brinquedinho que, segundo o Metamorfose Digital, custa R$ 300.000, no site do fabricante dele, a JetLev.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Discurso de menina de 12 anos mexe com professora pró-aborto

A menina “Lia” de 12 anos, que vive em Toronto, Canadá, virou estrela na sua escola e no Youtube com seu discurso pró-vida de cinco minutos, feito para uma competição escolar. Apesar do desânimo e oposição total, a apresentação de Lia tão bem feita que ela ganhou a competição, embora ela tivesse sido avisada que ela seria desqualificada, devido à mensagem “polêmica” de seu discurso.
 
A mãe disse para LifeSiteNews.com que um das professoras da menina apoiou seu discurso, muito embora a professora fosse pró-aborto. “Depois de ajudar Lia a fazer o discurso ela disse, ‘Isso realmente me fez pensar’”, observou a mãe.
 
O vídeo  foi traduzido e adaptado pelo Julio Severo.
 
 
Se a legenda em português não aparecer, clique sobre o botão que tem uma seta no canto inferior direito e escolha a opção logo acima de "HQ".
 
 
Se preferir ler o discurso, ele encontra-se transcrito nessa página aqui de O Verbo. Lá também tem mais detalhes sobre essa história.
 

Entrevista com Augusto Cury

Procurando ontem sobre textos falando sobre a mente de Cristo, encontramos esse aqui, que até tem o tema no título; porém, ele não trata da mente de Cristo em nós, mas sim do que se pode conhecer da própria mente de Jesus a partir das escrituras.
Na verdade, a entrevista não trata só do assunto mente. O Augusto também fala de outras coisas: a relação do cristão com a psicologia, coerência bíblica, um pouco de sua fé etc.. Já ouvi uns boatos, umas pessoas não falando bem do Augusto Cury e de suas idéias, mas, bem, leia o texto de forma crítica – retenha o que é bom!
 
 
 
 
A Mente de Cristo - O homem de Nazaré
 
augusto cury Especialista em mente humana taça perfil psicológico de Jesus Cisto e mostra facetas desconhecidas da personalidade do Mestre.

Entrevista com o médico psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Jorge Cury, autor dos livros (coleção) - Análise da inteligência de Cristo.

Aquele foi realmente um dia tumultuado. Em meio às comemorações da mais tradicional festa do ano, a pena capital dada a três homens agitava a já fervente Jerusalém do ano 3790 do calendário hebraico. Passava da hora sexta do dia (meio-dia) e os homens, pendentes completamente nus em cruzes, no monte conhecido como Gólgota ou Caveira, eram um espetáculo de horror para quem passava por ali. Porém, aquele que estava crucificado no centro chamava a atenção. Nunca alguém tão grande se fizera tão pequeno. Afinal, fora condenado devido a uma trama que misturou intolerância religiosa, interesses políticos e uma boa quantidade de acusações falsas. Contudo, mesmo naquele momento extremo da vida, suas palavras continuavam carregadas de sensibilidade, paciência e ternura.
 
Como explicar uma reação assim diante da morte e do aparente fracasso? Por causa de comportamentos como esse, têm surgido cada vez mais teorias de que o Cristo que viveu há dois mil anos nas terras da Província da Judéia, nos confins do Império Romano, é muito diferente daquele descrito nos evangelhos e que dividiu em dois a História. Na contramão dessa polêmica, não poucos cientistas, arqueólogos e historiadores cristãos contestam tais informações e reafirmam a veracidade dos relatos bíblicos.

Pois chegou a vez da psicologia entrar na disputa. Cristão daqueles que consideram a vida um ministério, o médico psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Jorge Cury, 44 anos, foi um dos que gostava de criticar a veracidade da Bíblia. Autor de uma teoria revolucionária sobre a construção dos pensamentos - a da inteligência multifocal, reconhecida internacionalmente -, ele começou a estudar a mente de grandes personagens históricos como Platão, Van Gogh e Freud. Mas foi quando decidiu investigar a trajetória terrena de Cristo que teve a maior surpresa de sua vida. "Eu era um ateu convicto e tornei-me cristão apaixonado", conta. O resultado dessa pesquisa virou uma coleção de quatro livros, Análise da inteligência de Cristo (Editora Academia de Inteligência www.academiainteligencia.com.br), que viraram best-sellers, com quase 200 mil exemplares vendidos no Brasil e no exterior. Tanto que há meses Cury freqüenta a lista de mais vendidos da revista Veja. Ao todo, ele já escreveu dez livros, todos na área de psicologia.

Agora, ele prepara o quinto e último volume da série, O Mestre inesquecível, no qual estudará as transformações na personalidade dos apóstolos, durante e após suas caminhadas com o Filho de Deus. Aliás, o tem especial interesse em analisar as relações interpessoais de Jesus. Junto com a atividade de escritor, ele concilia as pesquisas que realiza para uma universidade espanhola e consultas em sua clínica psiquiátrica. De sua casa em Colina, uma tranqüila cidade do interior paulista, onde reside com a mulher e três filhas, Augusto Cury falou com exclusividade a ECLÉSIA sobre a vida e a incrível personalidade do homem de Nazaré, mostrando mais uma vez que o melhor retrato do Cristo é aquele mesmo descrito nos evangelhos.

ECLÉSIA - O que existe de singular na personalidade do homem Jesus Cristo?

AUGUSTO CURY - Ele era coerente, dócil, gentil, simples, perspicaz, audacioso, poético, feliz e inteligentíssimo. Nunca analisei alguém como Jesus Cristo. Ele gostava de jantar na casa das pessoas e de ter longas conversas com elas. Todos tinham acesso à sua agenda - os grandes e os pequenos, os ricos e os miseráveis. Algumas de suas características fogem completamente ao padrão psicológico previsível. Sua personalidade revelava uma sinfonia que rimava nos extremos. Ele proclamava ser imortal, mas amava ter amigos mortais. Sob o risco de morrer, ele, como qualquer ser humano, devia bloquear sua memória e reagir por instinto, expressando medo e ansiedade. Mas, para espanto da psiquiatria, Cristo abria as janelas da sua inteligência e gerenciava seus pensamentos como ninguém o fez na História.

E quais foram suas características mais marcantes?

Na sua humanidade, escondem-se as coisas mais belas e de que mais necessitamos: a paciência, a tolerância, a capacidade de superação do medo, a singeleza, domínio próprio, o diálogo aberto, a capacidade de contemplação do belo nas pequenas coisas. A fantástica noticia é que apóstolo Paulo comenta que todas essas características podem ser comunicadas ao homem através do Espírito Santo. O homem frágil e débil pode ter acesso à natureza de Deus. Pode ser comum por fora, mas especial por dentro.

A minissérie Jesus, exibida pela TV há dois anos, mostrava um Cristo excessivamente humano, que até certo ponto de sua vida nem sabia quem era e tampouco qual sua missão. A partir de que momento ele teria tomado consciência de quem realmente era?

Como Filho de Deus, desde o início da sua infância ele tinha a consciência do seu passado eterno e atemporal. Isso não é uma crença teológica, mas psicológica. Só isso explica porque, aos doze anos, quando seus pais o perderam, ele estava discutindo com segurança com os mestres da lei, a ponto de deixá-los maravilhados. Ficar longe dos pais deveria tê-o deixado com medo, como qualquer garoto. Mas ele mostrou um controle emocional que deixou sua mãe pasmada. Ali, ele discorreu com eloqüência e convicção sobre aspectos da lei judaica, dando um significado ao templo que jamais fora dado por alguém. O jovem Jesus chamou-o de "casa do meu Pai", e não um simples lugar de adoração. Tal informação não lhe foi ensinada pelos seus pais. De onde Jesus Cristo a teria extraído? De sua memória, que excede os limites do tempo. Com sua sabedoria, ele encantava seus amigos e fascinava seus inimigos. Pilatos sentiu-se um menino diante de sua postura. No encontro dos dois, foi a primeira vez que um réu abalou completamente a estrutura de um juiz autoritário.

Especula-se bastante sobre o que teria feito Jesus entre os 12 e os 30 anos, quando iniciou sua trajetória pública. Na sua opinião, o que aconteceu com ele naquele período?

A pergunta é tão complexa que perturbou teólogos e pensadores de todos os séculos. Dos 12 aos 30 anos, Jesus não foi para a Grécia nem para a índia, como alguns especulam, para de lá extrair conhecimento. Ele fez uma outra viagem, mais importante e difícil de ser realizada - viajou para dentro de si mesmo a cada dia que viveu. Ficou nas imediações de Nazaré por 18 anos e nesse período vasculhou no anonimato seu próprio ser, analisou suas experiências e as limitações humanas. Ele aprendeu a ser um homem espetacular. Foi o Mestre dos mestres porque soube aprender. Conhecer um fato é diferente de vivê-lo. Como Deus, ele conhecia a ansiedade, a discriminação social e as aflições humanas, mas nunca as tinha vivido. Enxergava as nossas lágrimas, mas nunca as tinha chorado.

Mas em que momento podemos dizer que ele foi apenas humano?

Bem, Jesus tinha aflições humanas quando suas experiências eram totalmente humanas, como cair, conquistar pessoas, ser rejeitado, superar sua angústia no Getsêmani; mas tinha a certeza divina nas questões que envolviam sua natureza transcendental. Por isso, discorria sobre a superação da morte e sobre a eternidade com uma convicção que deixa perplexo os mais lúcidos cientistas. A morte é a falência da medicina - mas para Cristo, ela não existia. Deus quis ser um homem. O Filho de Deus dizia com prazer que era o filho do homem. Ele, que era ilimitado, aprisionou-se num corpo frágil e limitado.

Como homem público e popular. Cristo atraía as multidões. Em algumas passagens bíblicas, podemos vê-lo rodeado de discípulos, pessoas com interesses imediatos e até bajuladores. Como ele lidava com tanta pressão?

Todos temos limites e devemos cuidar da nossa qualidade de vida para não falirmos com nossa saúde. Costumamos viver extremamente estressados e com diversos sintomas psicossomáticos como cefaléia, dores musculares e fadiga, devido à tensão, trabalho excessivo e responsabilidades sociais. Jesus não era diferente. Todos os dias, haviam pessoas suplicando por sua ajuda. Pesava sobre ele a responsabilidade de resgatar a humanidade para Deus. Ele era perseguido, discriminado e ainda por cima tinha que perdoar e ter paciência, não apenas com seus inimigos, mas também com seus amigos. Os discípulos não eram um fator de alívio, mas de problemas. Eles não enxergavam seu plano transcendental e freqüentemente discutiam e entravam em disputa. Mas pelo fato de saber filtrar tais estímulos, além de proteger sua emoção, Jesus tornou-se uma pessoa tranqüila, capaz de convidar as pessoas a aprender com ele a arte da mansidão. Meses antes de morrer, ele estava famosíssimo. Milhares de pessoas o seguiam. Mas ele jamais perdeu as suas raízes, nem abandonou sua simplicidade.

E com relação ao eventual assédio feminino?

Com respeito à sexualidade, Jesus superou seus instintos porque o amor que fluía do seu ser transcendia ao prazer da sexualidade. Além disso, ele nunca se encontrava com mulheres em lugares fechados ou isolados, mas em lugares públicos, abertos. Ele amou muito cada ser humano, inclusive as prostitutas, e cuidou para que nunca ferisse a consciência de ninguém.

Muita gente, com base em representações artísticas, acredita que Jesus foi uma pessoa frágil e sofredora. Tal juízo corresponde à realidade de como era ele?

Tenho convicção de que não. Jesus transbordava alegria, gostava de festas. Ao redor de uma mesa, ele disse belíssimas palavras. Era tão comunicativo e sociável que teve a coragem de se convidar para jantar na casa de uma pessoa que não conhecia, como Zaqueu. Do ponto de vista psiquiátrico, eu não creio que seja possível se ter uma emoção mais alegre, serena e estruturada como a de Jesus Cristo.

O que o motivou a escrever a coleção Análise da inteligência de Cristo?

Poucas pessoas foram tão longe no ateísmo como eu. Por pesquisar a construção de cadeias de pensamentos e a gênese dos conflitos humanos, eu considerava Deus, bem como Jesus Cristo, como desculpa do cérebro que não aceitava seu fim. Para mim, Deus era um produto imaginário da psique, para aliviar sua dor diante das frustrações e perdas existenciais e da inevitabilidade da morte. Mas duas coisas mudaram meu pensamento. Primeiramente, ao estudar exaustivamente o funcionamento da mente humana, descobri que ela tem fenômenos que ultrapassam os limites da lógica. Para produzir um pensamento, entramos na memória e em meio a trilhões de opções resgatamos verbos, substantivos e pronomes, sem saber como o fazemos. A construção de cadeias de pensamentos não pode ser explicada pelo universo físicoquímico cerebral, pelo computador biológico do cérebro. Compreendi que só a existência de um Deus fantástico poderia explicar o anfiteatro da nossa inteligência. O segundo momento foi o estudo das reações, dos pensamentos e das entrelinhas das idéias de Jesus. Compreendi que era impossível que ele fosse fruto de uma ficção. Nenhum autor poderia construir uma personalidade como a dele, que ultrapassa os limites da previsibilidade psicológica. Amá-lo não é apenas um ato de fé, mas uma decisão de muita inteligência.

É possível fazer tal estudo apenas baseado nas informações contidas nos Evangelhos? Os relatos bíblicos não conteriam narrativas com elementos fantásticos demais?

Há mais de 5 mil manuscritos do Novo Testamento existentes até hoje, o que o torna o mais bem documentado dos escritos antigos. Muitas cópias pertencem a uma data próxima dos originais. Há aproximadamente 75 fragmentos datados desde 135 d.C. até o século 8. Todos esses dados, acrescidos ao trabalho intelectual produzido pelos estudiosos da paleografia, arqueologia e crítica textual, nos asseguram de que possuímos um texto fidedigno do Novo Testamento. É necessário imergir no próprio texto e interpretá-lo de maneira multifocal e isenta, tanto quanto possível, de paixões e tendências. Foi o que procurei fazer. Questionei os mais diversos níveis de coerência intelectual dos autores dos evangelhos e dos textos que escreveram.

Nas suas obras, o senhor fala sobre intenções conscientes e inconscientes dos autores dos evangelhos, para provar que o personagem Jesus não seria apenas uma criação literária. Quais eram essas intenções?

Os autores dos evangelhos não tinham a intenção de fundar urna filosofia de vida, de promover um herói político, ou construir um líder religioso - nem mesmo criar uni homem diante do qual o mundo deveria se curvar. Queriam registrar fatos, mesmo que incompreensíveis, de uma pessoa que revolucionou suas vidas e os ensinou a linguagem do amor. Se os evangelhos fossem fruto da imaginação literária desses autores, eles não falariam mal de si mesmos, não comentariam a atitude vexatória que tiveram ao negá-lo, como fez Pedro. Eles teriam mesmo escondido a angústia de Cristo, que clamava ao seu Pai para que afastasse de si seu cálice.

Jesus tinha uma forma própria de instruir seus discípulos. O senhor afirma em seus livros que muitos desses pressupostos estão sendo desprezados pelos educadores modernos. Por que? Estariam ultrapassados?

Jesus não enfileirava seus discípulos, mas os fazia sentar ao redor de si e os instigava a desenvolver a arte de pensar. Ele era, sim, um magnífico contador de histórias. Usava a arte da dúvida. Através de perguntas sistemáticas, fazia abrirem-se as janelas da mente dos seus discípulos. Atuava nos papéis da memória através de gestos e reações surpreendentes. Essas e outras técnicas psicopedagógicas que ele usou produziram pensadores, e não servos; homens livres, e não dominados. Jesus mesclava a sua história com a dos discípulos. Ele eliminava todas as barreiras entre eles. Discorria até sobre suas angústias.

Se vivesse no mundo hoje, como Jesus Cristo seria visto pela psicologia?

Nos dias de hoje, as palavras de Jesus não apenas abalariam os alicerces da psiquiatria, mas também das ciências, da educação. Ele deixava atônitas sua platéia. Seus discípulos eram incultos, agressivos, competitivos, reagiam sem pensar. Ele escolheu a pior estirpe de homens para segui-lo e os transformou não apenas em discípulos, mas na casta mais nobre de pensadores.

Algumas correntes teológicas defendem que Jesus não teria realizado milagres ou só teria feito alguns deles, que poderiam ser explicados de maneira natural pela ciência. Sem a manifestação de poder sobrenatural, ele teria conseguido influenciar tanto a sociedade de sua época?

Analisando os textos das biografias de Cristo, eu me convenci de que os milagres que ele realizou não foram retóricas literárias, nem delírio coletivo, e muito menos ilusão das pessoas que o cercavam. O que está registrado ali foi realmente realizado. Ele fez coisas inimagináveis. Se Einstein estivesse lá analisando a maneira como Jesus manipulava os fenômenos físicos, teria que rever a teoria da relatividade. Mas Jesus mudou a História da humanidade muito mais pelo seu comportamento do que pelos seus milagres. Por exemplo, quando Pedro negou a Jesus pela terceira vez, o Mestre, embora estivesse ferido e mutilado, esqueceu da sua dor e fitou-o com um olhar. Pedro negou-o, mas Jesus o amou. Pedro disse que não o conhecia e Jesus, com um olhar, revelou que jamais o esqueceria. São esses comportamentos, que muitas vezes passam despercebidos, que revelam uma pessoa surpreendente.

Por causa de comportamentos como o que teve no jardim do Getsêmani, alguns estudiosos acreditam que Cristo sofria de depressão. O senhor concorda?

A depressão é o ultimo estágio da dor humana. Só sabe o seu drama quem já a viveu. Jesus não teve depressão no Getsêmani, mas uma reação depressiva intensa que durou horas. Ele antecipou seu martírio e o vivenciou no palco de sua mente. Fez isso para se preparar para suportar o que viria. Ele iria ser espancado, mutilado e crucificado, e mesmo assim teria que agir com mansidão, doçura e perdão, como um cordeiro. Era uma exigência insuportável. O estado de estresse a que estava submetido foi tão violento que ele teve um sintoma psicossomático raríssimo na medicina, chamado hematidrose, que é o suor sanguinolento. Ele sofreu em poucas horas mais do que qualquer pessoa numa grave crise depressiva. Só que diferentemente da grande maioria das pessoas, inclusive intelectuais e líderes cristãos, ele não escondeu a sua dor. Chamou três amigos, Pedro, Tiago e João, e contou-lhes sobre seu sofrimento, mesmo sabendo que eles o abandonariam horas depois. Com tal gesto, ele nos deixou um princípio - não podemos maquiar nosso sofrimento, devemos sempre ter alguns amigos para poder dividi-lo. Infelizmente, não poucos pastores, padres, executivos e médicos se calam diante da sua dor, se destroem e até cometem suicídio porque têm vergonha de falar dos seus sentimentos.

Há muito se discute, no meio evangélico, sobre uma eventual incompatibilidade entre a psicologia e a fé cristã. Argumenta-se que o crente não precisa de assistência psicológica, posto que sua fé em Deus seria capaz de eliminar todos os problemas. O que o senhor pensa disso?

Os cristãos aceitam que as doenças físicas, mas não as psíquicas. Mas no fundo, todos nós estamos doentes em nossa psique; todos temos transtornos emocionais. Podemos não estar doentes por doenças catalogadas na psiquiatria e na psicologia, tais como a síndrome do pânico, a depressão, o transtorno obsessivo, a fobia social. Mas estamos doentes em nossa capacidade de amar, respeitar, dialogar, tolerar erros, superar a solidão, vencer a culpa, governar nossos pensamentos, gerenciar nossa irritabilidade. Jesus nunca fez milagres na alma, mas somente no mundo físico e no corpo humano. A alma, ou psique, é lugar de transformação. Não há cura interior milagrosa, mas reedição do filme do inconsciente, que às vezes é lenta e contínua. Algumas doenças, como fobias ou conflitos sociais, resolvem-se mais rapidamente; mas outras, como os transtornos obsessivos, que são idéias fixas, têm solução muito mais lenta. Quem não conseguir superar uma doença psíquica através de sua fé deve procurar ajuda, sem medo ou culpa.

Então, qual deve ser o papel do terapeuta cristão?

Um bom psiquiatra ou psicólogo não faz milagre na personalidade das pessoas - apenas leva o paciente a usar as próprias ferramentas da sua psique, que foram criadas por Deus, para que ele deixe de ser vítima e passe a ser autor da sua história.

Quais as queixas mais comuns que pessoas praticantes da fé cristã apresentam nos consultórios de psicologia?

Não há diferença entre as queixas de um cristão e de um não-cristão. A depressão e a ansiedade são e serão cada vez mais as doenças psiquiátricas da modernidade. E elas atingem igualmente as pessoas, independente de sua fé. O que difere um tratamento é que o cristão freqüentemente dá mais trabalho. Eles têm muito dinheiro - ou seja, os recursos espirituais -, mas não sabem sacá-lo, preencher o cheque. Ou seja, eles têm o amor de Deus, seu perdão, sua compreensão, seu encorajamento, sua esperança, sua vida eterna, mas sente-se culpados, incompreendidos e tímidos. Têm mais receio de se abrir e de praticar técnicas psicoterapêuticas. Isso dificulta o tratamento. Se eles descobrissem a ferramenta que possuem, seriam artesãos da emoção.

O senhor acha que o crente tem mais possibilidades de ser feliz?

Alguém que pratica a fé tem mais possibilidade de ser saudável e feliz. Alguém que incorpora as características da humanidade de Jesus Cristo transforma a sua vida num canteiro de segurança e liberdade. Mas ninguém tem um jardim sem espinhos, uma estrada sem obstáculos. Não há gigantes na alma humana; todos somos aprendizes e sujeitos a muitos conflitos. Mas quem passa por um conflito e o supera torna-se mais belo interiormente e pode ser mais útil para Deus e para os homens.

Até que ponto neuroses e mesmo patologias psicológicas, como a esquizofrenia e a loucura, em seus diversos níveis, podem ser atribuídos meramente a distúrbios mentais ou, como querem diversos segmentos evangélicos, a atuações espirituais malignas sobre a vida da pessoa?

A grande maioria das patologias psíquicas não é produzida por influência espiritual. Não podemos negá-la, mas não devemos maximizá-la; caso contrário, negamos o livre arbítrio. A grande maioria das patologias psíquicas deriva de leituras das matrizes de memória que geram cadeias de pensamentos que desorganizam a psique. Se as doenças mentais fossem derivadas de forças espirituais, não haveria muitos cristãos internados em hospitais psiquiátricos. O apóstolo Paulo, que mencionou essas forças, não se referiu a elas como causadoras de doenças, mas como bloqueadoras do plano de Deus. O que estou convencido é de que o maior carrasco do homem é ele mesmo. O maior drama do homem não é lidar com o mundo que o rodeia, mas com seu próprio ser. Preocupamo-nos com a faxina da casa e do escritório, mas não com o lixo depositado na nossa memória. Esse lixo é que contaminará o palco de nossa mente e o transformará num palco de terror. O mal não é o que entra dentro do homem, mas o que sai da sua mente

Além da coleção Análise da inteligência de Cristo, o senhor é autor de outras obras, como Revolucione sua qualidade de vida, na qual analisa diversos tipos de doenças e fobias. Parece que o mercado literário está mesmo consolidando este tipo de estilo. Por que livros como esse, que pode ser classificado na categoria chamada auto-ajuda, têm feito tanto sucesso, inclusive no mercado evangélico?

À medida que se deteriora a qualidade de vida nas sociedades modernas, as pessoas, incluindo os cristãos, procuram ansiosamente por informações que as ajudem. É isso que promove o sucesso dos livros de auto-ajuda. Mas a maioria das informações desses livros não resiste ao calor dos problemas, digamos, da segunda feira. Falta-lhes consistência. Embora alguns dos meus livros estejam classificados na categoria da auto-ajuda, eles são de divulgação científica. Valorizo o desenvolvimento do pensamento mais profundo. As pessoas devem detectar os pequenos trincos de suas vidas, e não ser alertadas apenas quando a casa desaba. Cristo foi quem foi por ser mestre em ajudar as pessoas dessa forma. E ele é muito maior do que nossa religiosidade consegue imaginar.
 
Fonte: Revista Eclésia (edição 86) via JesusSite (publicado em dezembro e 2003); Imagem do website da Prefeitura de Guarapuava, Paraná.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Traquinagem

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Publicado aqui sob a autorização do autor, Erin Gillespie (EZG Toons).
Agradecimentos a Martin Erwin (Christian Cartoons).
 
Tradução e adaptação por Mural na Net.

A nossa mente, a mente de quem?

Fez parte do tema do retiro da UMADF deste ano a mente de Cristo.
 
Sem querer reproduzir aqui tudo o que foi falado a respeito do assunto, mas querendo sim compartilhar algo, busquei na net textos que pudessem fazer uma síntese do que se entende por mente de Cristo. Descobri que há muitos textos dissertando sobre o assunto; e alguns até divergem da idéia que pode ser tomada como central. Mas esse texto reproduzido abaixo me pareceu ser bem direto e sucinto. Vejam só.
 
 
A Mente de Cristo

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Longe de tentar subjugar pela ameaça e pelo medo, o que se vê nos mandamentos do Senhor (anunciados pelo próprio Jesus e também pelos apóstolos) é o incentivo para que desenvolvamos em nós o que todo aquele que está em Cristo já recebeu, ou seja, a própria mente de Cristo (I Coríntios 2:16).

Para isso é que os apóstolos (os verdadeiros) - numa linguagem firme, mas amorosa – rogam que:

acatemos, consideremos, aceitemos, perdoemos, busquemos, participemos, aconselhemos, admoestemos, cresçamos, renovemos, recebamos, amparemos, consolemos, suportemos, dividamos, evitemos, deixemos, rejeitemos, despojemo-nos, revistamo-nos, sigamos, anunciemos, façamos, edifiquemos, persistamos, amemos, falemos, compartilhemos, alegremo-nos, regozijemo-nos, oremos, intercedamos, louvemos, glorifiquemos, caminhemos, creiamos, libertemos, confiemos e vivamos.

O objetivo de tudo isso é remover o véu legalista que nos mantém na cegueira religiosa e farisaica e, em um processo gradual, que deve ser sempre crescente (Colossenses 1:9-10; II Pedro 3:18), ensinar-nos a enxergar com os olhos do Espírito, sem o véu da Lei (II Coríntios 3:12-18).

Fonte: Fernando Carlos em "A Morte da Lei" via Verdades: Nuas e Cruas

Mais coisas vêm por aí.

JT Ollemhebb

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Por que a pele descasca depois de tomar muito sol?

Pele descasca 1  

1

Ao atravessarem a epiderme, a camada mais superficial da pele, os raios ultravioleta (UV) atingem as células basais , que estão sempre se dividindo para dar origem a novas unidades. Sem espaço para se acomodar, elas naturalmente sobem.

Pele descasca 2  

2

Em um efeito em cadeia, a radiação solar atinge o DNA das células basais, inibindo os genes que controlam sua divisão. Isso estimula ainda mais a multiplicação desenfreada.

Pele descasca 3  

3

O excesso de células, exposto aos raios solares, morre depressa de desidratação. As unidades mortas, então, formam uma camada que logo descasca para abrir caminho a outras, novinhas em folha.

 
 
Fonte: César Kurt em SAÚDE! é vital

A Guerra dos Mundos

Couple fights with pillows
 
A aspiração dos crentes de se apartarem do que chamam "o mundo" já dificulta, por si só, o entendimento deles por quem não vê problema em ser um simples terráqueo.
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Mas o mundo não é coisa fácil da qual se apartar e, gostem ou não, os crentes têm que viver nele e conviver com o que dele é.
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Na vida cotidiana os crentes têm que interagir com "o mundo", cuja rejeição plena em prol de uma crida realidade mais alta só seria possível se o pio se tornasse um João Batista moderno, morando no deserto e comendo apenas gafanhotos e mel silvestre, alternativa que não é acolhida com entusiasmo naquela comunidade.
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O grau de concessão ao mundano que os crentes têm como doutrinariamente admissível varia da rigidez dos legalistas conservadores – que são contra quase tudo que não tenha o selo de garantia da Igreja, aos liberais, que toleram até aquela coisa esquisita que é o white metal.
Sempre achei estranho nunca ter conhecido um crente, seja lá de que vertente fosse, que rejeitasse a coisa mais mundana de todas, o dinheiro. Mas eles certamente têm alguma explicação bíblica para isto.
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Se a dicotomia de rejeitar o mundo e ainda assim viver nele é difícil para muitos crentes, é ainda mais confusa para quem não consegue entende-los, já que, neste quesito, a diferença entre o discurso e a prática dos religiosos imita o nativo da anedota, que se veste e comporta como turista por conta de uma insatisfação crônica com suas próprias origens.
Embora os crentes costumem reagir a estes comentários acusando a impiedade de quem os coloca, o fato é que eles próprios são divididos e conflitantes quanto a esta questão.
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Um bom exemplo disto é o confronto entre os crentes radicais, defensores do isolacionismo, e os simpatizantes do chamado mundo gospel.
O primeiro grupo quer segregar seus fiéis do mundo mantendo-os a maior parte de seu tempo livre dentro das igrejas ou à serviço delas, enquanto o segundo se propõe a criar fora de seus templos um mundo de mentirinha e imitação, que estaria protegido das tentações do mundo real pela aplicação de algumas regras da igreja a atividades que absolutamente nada têm a ver com ela.
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É este mundo gospel que gera, além da música insuportável, exotismos como a boate gospel, o bar gospel e a balada gospel.
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A existência ou não de sentido lógico em chamar de bar um local cujo apelo de público é não vender nenhuma bebida alcoólica é um problema dos crentes, não meu. Mas se o objetivo deste manual é esclarecer pontos que dificultam aos não crentes entende-los, esta é uma das coisas que mesmo observadores atentos têm dificuldade de explicar.
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É difícil para os céticos compreender o mundo dos crentes também porque suas divergências internas o fazem de difícil compreensão até para os próprios.
 
 
A guerra dos mundos é o Capítulo 2 do Pequeno manual para entender os crentes disponível no Religião é Veneno, um site voltado ao ateísmo/ceticismo e coisas do gênero. Tomamos conhecimento por meio do Lion of Zion.
Imagem de 123 Royalty Free.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A história por trás dos produtos que consumimos

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Projetos
 
 
Fonte: Infelizmente não lembro mais. Desculpa a gente aê, tá?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

DEUS: o transcendente em parte revelado

dramatic deep blue cloudscape, brightly lit in some places Fico olhando ao meu redor, e encantado, percebendo duas coisas essenciais: a sutileza de cada uma das coisas que carregam as mais singelas expressões de Deus e a transitoriedade da vida.

Não compactuo com as teses panteístas, [panenteístas?] não é sobre isso que eu gostaria de falar. O que eu quero é utilizar-me daquilo que os seres humanos dizem ser Deus, como são frágeis e quase que contraditórias as características sob as quais de alguma forma bricolamos para constituir a "face de Deus". A tentativa de imagetizar é o esforço para a “visualização” do que seria "o verdadeiro Deus". Acho que o denominacionalismo presente hoje caricaturiza bem isso que eu quero dizer. Triste é que Deus fica refém dos pincéis de cada uma das denominações. Cada um(a) pinta Deus nas telas da vida eclesiástica, o que influencia diretamente o cotidiano, de acordo com sua cosmologia, por exemplo, contexto... etc.. São tantos os detalhes que tentam aprisionar de alguma maneira a verdadeira fisionomia de Deus... e Deus vai ficando refém (ou pelo menos pensamos que sim)... também do humor das pessoas, das filosofias, ideologias pessoais, e coisas assim. Um Deus muito particularizado e personalizado, adequado aos dogmas (desejos) de cada pessoa-instituição.

Em contrapartida, vejo os seres humanos constantemente se surpreendendo, e muitos se frustrando. A cada dia descobrem uma outra característica de Deus, e que quase sempre rompe com a antiga “fisionomia divinizada do Deus pintado” – Deus nos dá a oportunidade, o privilégio, da surpresa. A cada dia Ele mesmo nos mostra o quanto somos pequenos diante de sua criação, diante de sua majestade.

Uns dizem: Deus não existe!! Outros dizem: agora descobrimos Deus!! E outros ainda se denominam: "caçadores de Deus”, e outros mais absolutistas dizem que: “Deus é!”, como se já tivessem conquistado "o Deus caçado [dos caçadores de Deus]". Sinceramente não sei mensurar o tamanho do vazio presente em cada uma dessas afirmações. Prefiro ficar com as afirmações de fé da Bíblia: “em parte conhecemos...”. O Deus que nos surpreende é belo, não se deixa capturar; o Jó da Bíblia aprendeu isso dialogando com Ele, com o transcendente.

Que tal se hoje parássemos para refletir sobre como são frágeis as nossas afirmações, aquelas que absolutizadas acabam por reprimir e construir estruturas tão transitórias e portanto frustrantes – geradoras de esquizofrenia. Talvez refletindo possamos nos tornar mais humanos, responsáveis pelos nossos próprios atos, mais humildes em reconhecer nossas faltas. Erramos tanto quanto qualquer um outro ser humano erra. Deveríamos idolatrar menos “a imagem” do Deus que os humanos criaram em seus processos institucionalizadores, imaginário; nisso consiste o grande pecado. Deveríamos estar abertos ao Deus que é amor e nos chama ao compromisso com a nossa humanidade, ao cuidado com a vida.

Fico pensando o quanto ainda iremos nos surpreender, e outros se frustrar. Que no fim de tudo, ou pelo menos quando ele chegar para cada um de nós (o fim), tenhamos a oportunidade de descansar em paz nos braços desse Deus: infinito e transcendente, ainda em parte revelado, que nos convida à vida eterna, à plenitude dos tempos.

Esse é o meu desejo, mas também não saberia quantificar o tamanho do vazio presente nesse texto, então, o que me resta senão viver. Uns dizem que ele se vitimiza e se utiliza da dialética (criada pelo demônio) para as relativizações... eu diria que não... eu diria que eu penso sobre cada detalhe, eu vivo os detalhes.

O que me resta? Olhar para trás para viver bem o presente, e lançar-me ao futuro esperançoso de que dias melhores virão... porque "O que era" (em parte) será plenamente revelado.

Abraços amigos.

ALFJr. em Reflexões Teológicas/Libertos para pensar... // Imagem de 123 Royalty Free

Novo jeito de fazer a barba

Aprenda com esse cara aí abaixo como fazer sua barba usando somente as mãos.
 
 
 
 
Produzido em stop motion.
 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Revista vesga

Conforme tinha dito no comentário sobre o comentário do Thiago Bomfim [Livraria do Thiago] no post Aniversário de Darwin, aquela revista é mesmo parcial, como expõe o Michelson Borges no Criacionismo.com.br:
 

O estrabismo (vesgueira) ocorre quando um olho fica mal alinhado impedindo que os dois olhos sejam direcionados para o mesmo objeto ao mesmo tempo. Normalmente, ambos os olhos se movem juntos, de maneira que o cérebro produz uma única imagem tridimensional daquilo que os dois olhos vêem. No caso do vesgo, as imagens recebidas pelo cérebro são tão diferentes que, para evitar a diplopia (visão dupla), o cérebro pode eliminar a imagem do olho desviado. Isso faz com que a visão desse olho seja gradualmente perdida, perdendo-se também a visão de profundidade.

Com todo respeito aos portadores desse defeito visual, algumas publicações brasileiras têm se mostrado igualmente vesgas. Como era de se esperar, a matéria de capa da revista Veja da semana passada (sobre Charles Darwin) foi o assunto mais comentado, com 236 e-mails/cartas. Em segundo lugar veio a matéria sobre o PMDB, com 16 manifestações. O polêmico Diogo Mainardi ficou em terceiro, com 11.

Mais uma vez, a revista de maior circulação nacional mostrou sua visão sem profundidade ao publicar apenas quatro mensagens de leitores – todos darwinistas. São elas:

A reportagem ‘A Darwin o que é de Darwin...’ (11 de fevereiro) é de uma didática excepcional. Por influência da religião, fui ‘acordar’ e conhecer Darwin apenas no colegial. Hoje, analiso e vejo que é muito triste privar uma criança do conhecimento de um mundo tão fascinante como o de Darwin, muito mais fascinante que as histórias da Bíblia – que não fornecem respostas lógicas para o desenvolvimento da vida no planeta” (Eduardo Diaz, Valinhos, SP).

Sou monge beneditino, acredito em Deus, acredito na Igreja – e também em Charles Darwin. Qual o problema? As Escrituras não são, nem querem ser, um livro descritivo do funcionamento da natureza. A Bíblia não é um manual de ciências, e é um grande erro lê-la desse modo. No livro do Gênesis, a narrativa da Criação (por sinal duas, escritas com séculos de diferença) é apenas uma reflexão sobre a condição espiritual humana, dentro do quadro de uma introdução teológica à Aliança entre Deus e seu Povo. Os autores não tinham a mínima intenção de ‘informar’ os leitores a respeito de como o homem apareceu no mundo, mas do porquê da Aliança e da necessidade da redenção. A ciência, por sua vez, nada tem a dizer a respeito de Deus, nem a favor nem contra. Um bom cientista pode ser mau teólogo e, apesar disso, fazer boa ciência; por outro lado, um bom teólogo não pode contradizer a ciência, sob pena de fazer péssima teologia. A ciência e a fé não se opõem porque respondem a perguntas diferentes” (Dom Mateus de Salles Penteado, Ponta Grossa, PR).

Eu sou evolucionista, mas creio firmemente que antes de todas as explosões da matéria, antes dos Big Bangs, que não sei com que calendário os cientistas fixam em bilhões de anos atrás, antes de tudo, no princípio de tudo, existe o Ser infinitamente poderoso, infinitamente sábio e infinitamente santo, que nós, cristãos, chamamos Deus, autor do universo” (Dom Edvaldo G. Amaral, Arcebispo emérito de Maceió, Recife, PE).

Quando Albert Einstein afirmou que a ciência sem a religião é manca e a religião sem a ciência é cega, vaticinou que, em alguns aspectos, criacionismo e evolucionismo podem caminhar de mãos dadas” (Edvaldo Araújo, Salvador, BA).

Sem dúvida, e-mails convenientemente escolhidos, como aconteceu na semana passada.

Se Veja dá esse tratamento ao assunto das origens, o que me garante que é honesta quando trata de outros temas? Cancelei minha assinatura faz tempo. E não me arrependo.

Veja também:

Reflita em mim

Prisma Brasil cantando ao vivo Reflita em mim. Medite na letra. Aprecie a melodia.
 
 
 
 
Veja a transcrição da letra clicando no Continue lendo.
 
Achado no Terceiro Dia
 
 
Letra de Reflita em mim:
 
Reflita em Mim
Numa Bíblia envelhecida pelos anos
Reflita em Mim
Num templo com silentes orações
Pois ano a ano, lado a lado
Sobre a graça e a paz
Com amor filho de Deus
Cuido de você
Reflita em Mim

huuuu
haaaa

Reflita em Mim
Quando a cor do pôr-do-sol encher o céu
Reflita em Mim
Quando as lágrimas surgirem ao orar
Pois ano a ano, lado a lado
Sobre a graça e a paz
Com amor filho de Deus
Cuido de você
Reflita em Mim

Reflita em Mim
Se as crianças entoarem seu louvor
Reflita em Mim
Se for velho ensinar...
Velho pra pregar, velho pra sair
Pois ano a ano, lado a lado
Sobre a graça e a paz
Com amor filho de Deus
Cuido de você
Reflita em Mim

Ano a ano, lado a lado
Sobre a graça e a paz
Reflita em Mim
Com amor filho de Deus
Eu cuido de você
Ó, reflita em Mim

É a crise, meu filho!

É a crise
 
 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Felicidade e realização

A felicidade e a realização pessoal são a mesma coisa? Uma pessoa realizada pode dizer que é feliz?

(1) Imagino que uma pessoa realizada é aquela que, dentro de suas possibilidades, tenha conseguido concretizar tudo o que pretendeu fazer.

(2) Uma pessoa feliz parece-me estar em outro universo.

Vejamos:

(1) É possível ser feliz vendo as mazelas do mundo, tudo de triste que há para ser visto e vivido?

(2) Não seria a realização pessoal um dos poucos momentos de felicidade experimentado pela pessoa?

Acredito piamente que é possível um ser humano se considerar realizado, mas descreio que alguém possa dizer, nesse mundo miserável, que é feliz.

É claro que existem momentos felizes e a realização é um deles

Você concorda?
 
 
É que expõe Enéias Teles Borges em seu blog Convictos ou Alienados?
Mas e aí? Concorda? Deixe sua opinião aí nos comentários.

Os caminhos das Índias que você nunca viu

… e provavelmente nunca veria se dependesse da atual novela das 8 horas da Rede Globo.
 
A matéria abaixo é de janeiro, veiculada um dia após a estréia de Caminho das Índias.
 
 
caminho das Índias
Estado de Bengala Oeste, Índia.

Ontem iniciou mais uma novela da Rede Globo, intitulada Caminho das Índias. Sinceramente não tive interesse nenhum em ler a sinopse para tentar entender do que se trata ou o que pretende mostrar esta novela, se é que novela tem algum objetivo definido.

Mas algumas coisas me chamaram a atenção nas propagandas emitidas pela emissora durante a semana passada e ontem fui conferir. A emissora mostrou algumas vezes cenas com seus atores em um rio, o Rio Ganges, onde curiosamente flores boiavam no rio(onde na verdade é um depósito a céu aberto de cadáveres).

Outras cenas mostraram os lindos lugares da Índia, o Taj Mahal, algumas fortificações, mercados públicos, uma terra bela sem dúvida, com uma população de extremo valor e muito alegre, porém como sempre a realidade é maquiada pela Rede Globo.

Ainda está cedo para falar, não sabemos o desenrolar (e sinceramente não me interesso em saber) da história, mas mais uma vez a verdade, o mundo real é temperado de ilusão pela emissora que mostra uma fantasia.

Alguns dados sobre a Índia real

A Índia é o segundo país mais populoso do mundo com mais de um bilhão de habitantes, e apesar de ser a décima segunda maior economia do mundo e a quarta maior em poder de compra e as reformas econômicas que a transformaram na segunda grande economia de mais rápido crescimento ainda possui 25% da população vivendo abaixo da linha da pobreza, possui mais famílias pobres do que África, Ásia e América Central juntas (1).

A miséria, a falta de saneamento, serviços básicos como saúde e educação tornam a Índia um dos lugares onde se pode contrastar mais claramente a miséria e riqueza junta, dividindo o mesmo espaço.

A riqueza e luxo de cidades como Mumbai exibe um contraste enorme de seus edifícios suntuosos e uma periferia aonde se vive milhares de pessoas sobre o encanamento que alimenta a cidade. Ali crianças crescem em meio à miséria, lixo e doenças, mas quero salientar que a Índia não é só pobreza, miséria e dor, é um lugar belo, de um povo feliz e que assim como todos nós tem seu valor.

Essa Índia a Rede Globo não mostra.

Quero compartilhar com você algumas imagens da Índia real que não é apresentada na novela, de pessoas que sofrem de gente que vive na miséria, algumas fotos são fortes [aliás, muito fortes], se desejar pode vê-las nesta Galeria de fotos pública.

Fonte: Enzo Almeida em Encontro com o Poder. A foto é de © Bettmann/CORBIS e faz parte da galeria citada acima. O texto em itálico é comentário do Mural.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

GROW

O jogo que recomendamos desta vez é diferente de todos os que já apresentamos aqui até hoje e de muitos outros que você já deve ter visto por aí na net.
 
GROW, que significa crescer, é um dos vários joguinhos legais do site Eyez Maze. Há outros um pouco mais complexos lá, mas preferimos começar por um dos mais simples. Cremos que se você entender a lógica por trás dele, ficará melhor habilitado para encarar o desafio de outros jogos, como, por exemplo, o Grow Tower.
 
Grow
 
O objetivo do jogo, como o próprio nome diz, é crescer, isto é, fazer crescer essa bolinha que você vê no centro da tela do jogo, levando-a a… digamos… evoluir, fazer surgir algo novo de si, atingir um objetivo final… coisa do tipo! Para conseguir esse feito, a cada nível lhe são oferecidas duas opções/ferramentas para você "mexer" com a bolinha. A escolha não é aleatória, acredite; segue um raciocínio lógico! Veja, por exemplo, aí acima a imagem do primeiro nível. O que lhe parece mais lógico tendo em vista que você tem em mãos uma bolinha suspensa sobre o chão, um ninho e uma pá? Pra quê serve uma pá? Será que a bolinha não passa de uma bolinha? Pense! E faça sua escolha.
 
Você precisa crescer sete níveis: aqueles sete retângulos ao lado da palavra MAX (rodapé da tela). Querendo desfazer a última escolha, clique sobre a palavra Undo. Querendo voltar ao início, clique em Reset. Quando se cansar da música de fundo, clique no símbolo do microfone no canto inferior direito. Eu, JT Ollemhebb, consegui acertar todas as escolhas de primeira! Segui o que me pareceu lógico!
 
Grow é divertido e certamente as crianças vão gostar. O criador do jogo diz na página do Grow que seu filho de 4 anos ama esse webgame. Então chame seu irmãozinho, primo, sobrinho ou filho pra jogar também.
 
Boa diversão!

Adivinhas

Lembram daquelas advinhas que começam com um "O que é, o que é?" que povoavam as brincadeiras de nossa infância? (Pelo menos povoavam a minha!) O raciocínio proposto por elas costumavam, aliás, costumam (porque ainda existem) não ser coisas extremamente cabeça. Basta parar pra pensar um pouquinho.

O que acho mais interessante nessas adivinhas é que mesmo hoje, quando já somos bem crescidos e supostamente mais sabidos, elas ainda nos desafiam a provar nossa inteligência. E olha que a gente bota a cachola pra raciocinar direitinho e mesmo assim, várias vezes, não consegue achar a resposta. Certa vez vi num blog por aí que, segundo o resultado de pesquisas de estudiosos, as crianças tendem a achar as respostas pra essas adivinhas de forma mais rápida que nós. Não lembro qual foi a justificativa apontada pelos estudiosos, mas acho que deve ser porque elas não se complicam levantando conjecturas, teses etc. – mas também acho que é porque elas tem um menor banco de dados de respostas possíveis pra fornecer, sei lá. Qual sua teoria?

E agora… que tal relembrar a infância (pra quem já não está mais nela) e voltar a brincar de adivinhar, hein?! Responda às dez advinhas abaixo:

1. Qual o lugar em que todos podem sentar menos você?

2. Por que algumas pessoas colocam o despertador do debaixo do travesseiro?

3. O que tem no meio do ovo?

4. Quem é que nasce no rio, vive no rio e morre no rio, mas não está sempre molhado?

5. Qual a cidade sul-americana que pende nos galhos da árvore?

6. O que é o que é: destrói tudo com três letras?

7. Por que o pato tem ciúme do cavalo?

8. O que é o que é: tem 5 dedos, mas não tem unha?

9. O que é, o que é? Que é meu, mas meus amigos usam mais do que eu?

10. Ao todo são 3 irmãos: o mais velho já se foi o do meio está conosco e o caçula não nasceu?

Clique no "Continue lendo" para ver as respostas.

Respostas:

1. O seu colo; 2. Para acordar em cima da hora; 3. A letra "v"; 4. O carioca; 5. Lima; 6. Fim; 7. Porque o cavalo tem quatro patas! 8. A luva; 9. O meu nome; 10. Passado, presente e futuro.

Fonte: Rei da Cocada Preta

JT Ollemhebb

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Mais de Darwin e de sua teoria

Complementando o post de segunda-feira, Aniversário de Darwin, informamos que algumas partes das matérias da Veja e da Scientific American Brasil estão disponíveis para leitura on line a partir da seguinte matéria do UOL Ciência e Saúde: Duzentos anos depois de seu nascimento, Darwin ainda gera polêmica.
 
Partindo quadro de links logo abaixo das primeiras imagens você poderá escolher 15 destinos diferentes. Na verdade, algumas das matérias lá não são das revistas citadas acima ou das edições que falamos no outro post, mas sim complementos para a leitura delas.
 
Boa Leitura!

O fim do mundo em 2012...?

A revista Mundo Estranho deste mês traz como título de capa “As profecias do fim do mundo”. A reportagem mostra algumas profecias que tratam do assunto, entre as quais a que está se tornando famosa pelo fato de supostamente anunciar o fim para o ano 2012: a profecia do calendário maia. Mas a coisa não é bem assim. Na verdade, quem acaba em 2012 é o próprio calendário maia. O resto - colisão de meteoros e planetas com a Terra, previsões de “paranormais” sobre o fim do mundo naquele ano, etc. - é pura especulação. A “profecia maia” já tomou grande proporção na internet pelo mundo afora com milhões de pessoas acreditando que o mundo vai acabar em 2012. Bom seria, mas comumente o que ocorre é que, depois que o fim não vem, muita gente desanima e perde a fé.

“O calendário de conta longa é apenas um entre os vários que os maias usavam. Assim como os nossos meses, anos e séculos, ele se estrutura em unidades de tempo cada vez maiores. Cada 20 dias formam um ‘mês’, ou uinal. Cada 18 uinals, 1 tun, ou ‘ano’, cada 20 tuns faziam um katun e assim sucessivamente. Enquanto o nosso sistema de contagem de séculos não leva a um fim, o calendário de conta longa maia dura cerca de 5.200 anos e se encerra na data 13.0.0.0.0, que para muitos estudiosos (não há um consenso a respeito) corresponde ao nosso 21/12/2012. Isso não significa que eles esperassem pelo fim do mundo naquele dia. ‘Os povos ameríndios não tinham apenas uma concepção linear de tempo, que permitisse pensar num fim absoluto’, diz Eduardo Natalino dos Santos, professor de história da América Pré-hispânica da USP. ‘Em nenhum lugar se diz que o ciclo que estamos vivendo seria o último.’ A maioria dos estudiosos acredita que, após chegar à data final, o calendário se reiniciaria. Assim como, para nós, o 31 de dezembro é sucedido pelo 1 de janeiro, para eles o dia 22/12/2012 corresponderia ao dia 0.0.0.0.1″, explica a revista Galileu.

Muitas profecias “furaram” no passado. Uma “lenda evangélica” dizia: “Mil passará, dois mil não passará.” E passou… Centúrias de Nostradamos igualmente falharam (mas são tão vagas que acabam sendo reinterpretadas. De minha parte, prefiro ficar com a Bíblia que nunca errou um prognóstico em suas profecias precisas e detalhadas. Ela diz: “Mas a respeito daquele dia e hora, ninguém sabe” (Mt 24:36); “Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá” (Lc 12:40); “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade” (At 1:7).

Fonte: www.criacionismo.com.br
Pego no: http://amp746.wordpress.com

Hora de definir o que são alterações

E lembrando a passagem do aniversário de Charles Darwin (foi ontem)…
 
 
After Eden_Time to define change
 
Tradução:
Rodapé » Hora de definir o que é alteração.
Balão » Eu concordo. Somos todos produtos de uma alteração.
Lápide » Adão e Eva
 
Veja Gênesis 3.
 
 
Publicado aqui sob a autorização do autor, Dan Lietha (AFTER EDEN).
 
Tradução por Mural na Net.

Por que não se cala?

Esse texto de Ziel Machado no Cristianismo Hoje tem como subtítulo "A crítica como uma forma construtiva de edificar a Igreja". Bom para refletir sobre a forma como criticamos a igreja de hoje e também como lidamos com as críticas que lemos aí na net.
 
 
chávez carlos no te calla A pergunta do rei Juan Carlos de Espanha ao presidente venezuelano Hugo Chávez, na Cúpula Ibero-Americana realizada no Chile, em novembro passado [na verdade, novembro de 2007], já foi imortalizada no folclore político. O constrangimento daquela situação chamou minha atenção para a necessidade de se qualificar a crítica quanto a seu conteúdo, sua forma, motivação e momento. Quatro elementos que, quando não são tomados em conta, podem desqualificar até mesmo uma crítica justa. Fiquei pensando na forma como hoje se critica este segmento da sociedade denominado Igreja Evangélica. Em muitos casos, as críticas públicas que se fazem a ela estão impregnadas de uma visão ingênua sobre a ambigüidade dos projetos e realizações humanas, como se a tarefa de fazer a distinção entre o trigo e o joio fosse algo fácil. Outras vezes, o esforço crítico está impregnado de ressentimento, sem falar em personalidades narcisistas, suportadas por grupos de narcisistas complementares que encarnam o espírito cruzadista moderno. A alternativa à crítica inadequada não é a ausência de contestação, mas sim, sua qualificação em conteúdo, momento, motivação e forma. O Senhor Jesus nos deu o exemplo. A forma como se dirige às sete igrejas da Ásia, no Apocalipse, oferece-nos uma excelente perspectiva de como reconhecer e afirmar o que é bom; ao mesmo tempo, indica o que deve ser corrigido. É bom lembrar que a descrição da situação de cada uma daquelas comunidades cristãs, e a exposição de seus respectivos problemas, não impediram o Senhor de chamá-las de “minhas igrejas”. A literatura apocalíptica tem por finalidade colocar o momento presente à luz da perspectiva das realidades, ainda não vistas, do futuro, assim como de colocar o momento presente à luz das realidades, não vistas, do presente. Portanto, aquele que anda no meio de sua Igreja e que conhece suas obras primeiro se apresenta de forma distinta a cada congregação em particular. Em seguida, revela seu conhecimento de cada situação – elogia o que deve ser elogiado e critica o que deve ser criticado; chama ao arrependimento e alerta para as conseqüências dos erros; adverte cada uma e termina com promessas. Fico me perguntando: o que nos quer comunicar o Senhor por meio desta estrutura? Aproximadamente 60 anos após a morte e ressureição de Jesus, sua Igreja enfrentou uma crise cristológica. As comunidades descritas no Apocalipse esqueceram aspectos importantes de seu Senhor e se tornaram parecidas com o que se via no seu entorno social. Por esta razão, o Senhor decide enviar uma carta aos seus servos, e o faz por meio de seu servo João. Este, exilado na Ilha de Patmos, recebe a revelação – e a partir dali, o Filho de Deus expressa suas impressões sobre diversas congregações, com o conhecimento de quem “conhece suas obras”. Foram críticas mais que legítimas, portanto. Em que contexto nascem as nossas críticas? Será que as mesmas expressam toda a reverência devida àquele que “anda no meio da igreja e conhece as suas obras’? Será que nossa crítica ao Corpo de Cristo hoje pode ser vista como expressão de adoração ao Senhor da Igreja? Será que ela nasce de uma íntima relação com o Senhor ou apenas dos nossos limitados pontos de vista? Como poderíamos depurar nossa crítica através do conhecimento que só aquele que anda no meio de sua Igreja dispõe? Talvez, enquanto não nos seja possível responder de forma adequada a tais indagações diante do Senhor que também conhece nossas obras, o melhor seja considerar a pergunta do rei de Espanha: “Por que não se cala?”

Imagem da Revista Época

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

As bodas de Fígaro

Você pode não conhecer, entender ou mesmo gostar de música clássica, mas com certeza conhece trechos de algumas obras famosas dos grandes compositores. É isso que trazemos no vídeo abaixo, e certamente você vai gostar. Nele um cara toca a abertura da ópera As bodas de Fígaro, de Mozart. E o cara faz isso num violão, como você jamais viu!!
 
 
 
 
Foi feito usando a técnica de stop motion não só na imagem mas também no áudio. Haja trabalho!
"Tudo que você escuta [no clip] foi feito pelo violão conforme foi gravado pela câmera" diz um dos textos do vídeo.

Entrevistando… Quico

Olha só que legal essa charge animada do Charges.com.br. É uma entrevista com o Quico da turma do Chaves.
 
 
 
 
Se preferir a versão com legenda, pra não precisar ligar as caixas de som, clique aqui.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Após trabalho com índios no Amazonas, missionário evangélico vira cientista ateu

Uma matéria/entrevista que passeia por vários temas: fé, ciência/curiosidades lingüísticas, missões e até um pouco de política. Muito boa!

 

O americano Daniel Everett, 55, negou Deus por duas vezes. Primeiro o Deus literal, cristão, cuja inexistência declarou depois de conviver por décadas com os índios pirahãs, do Amazonas, com o propósito inicial – frustrado – de traduzir a Bíblia para a sua língua. Depois, o deus dos intelectuais, Noam Chomsky, cuja Gramática Universal, a mais ilustre de todas as teorias lingüísticas, passou a ser questionada por Everett justamente por causa de peculiaridades do idioma pirahã.

DanielEverett2008
Daniel e uma coleção de ferramentas.
(Imagem tirada de sua página na Illinois State University)

Professor da Universidade do Estado de Illinois, Everett tem protagonizado nos últimos anos uma verdadeira guerra com os lingüistas da escola de Chomsky, os generativistas.

Ele afirma que seus estudos sobre a língua pirahã – iniciados em 1977 quando ele veio para o Brasil a serviço da organização missionária Summer Institute of Linguistics, ou SIL – derrubam a Gramática Universal por uma série de fatores.

O idioma pirahã, diz Everett, não partilha supostos universais lingüísticos tidos como essenciais para a Gramática Universal, segundo a qual a biologia humana molda a linguagem e a variação gramatical possível nas diferentes línguas. O principal ponto é a alegada falta de recursividade do pirahã, ou seja, a capacidade de formar frases infinitamente longas encaixando elementos um no outro.

No fim do ano passado, Everett lançou no Reino Unido o livro “Don’t Sleep, There Are Snakes” (”Não Durma, Aqui Tem Cobra”), no qual desenvolve mais amplamente, para o público leigo, sua tese.

A obra vai muito além da linguística. Ele narra sua trajetória de três décadas entre a tribo, uma verdadeira saga que envolveu mudar-se com a mulher e três filhos pequenos dos EUA para o meio da selva, uma crise de malária que o fez remar por horas e viajar por dias de barco para salvar sua mulher (que insistia para ficar na aldeia, esperando que Deus a curasse) e ameaças de morte. E todo o processo que o fez se transformar de missionário evangélico em cientista ateu.

É cedo para dizer se as ideias de Everett representam um golpe mortal para a teoria chomskiana. (Não seria de todo impensável: o próprio Chomsky protagonizou um episódio desses, quando pôs abaixo em 1959, com um único artigo, toda a psicologia behaviorista de B. F. Skinner.) “Don’t Sleep, There Are Snakes” não avança nesse sentido.

No entanto, é um livro que precisa ganhar logo uma versão brasileira, por conta do olhar perspicaz de Everett sobre a vida na Amazônia.

Enquanto militares e ministros do Supremo discutem se as terras indígenas representam perda de soberania sobre a floresta, Everett e outros “gringos” que escrevem bons livros a respeito da região acabam por internacionalizá-la metaforicamente, ao aproximá-la do coração e da mente de seus leitores… em inglês.

De seu escritório em Illinois, falando um português com sotaque manauara, Everett deu a seguinte entrevista à Folha:

Folha - O sr. entrou na Amazônia como um missionário cristão e saiu de lá como um cientista ateu. Como aconteceu essa “desconversão”?

Daniel Everett - Eu nunca me converti até os 17 anos, quando comecei a namorar uma filha de missionários. Eles me falaram sobre as necessidades dos índios do Amazonas. Eu, como novo cristão, pensei que isso seria melhor que ficar nos EUA. Em 1978 eu fui para a Unicamp fazer mestrado, e obviamente não tem muito fundamentalista lá. E comecei a admirar muito o Aryon [Rodrigues, orientador de mestrado de Everett e principal estudioso de línguas indígenas do Brasil, hoje na UnB].

Uma vez ele me convidou para uma palestra que o Darcy Ribeiro foi dar na Unicamp quando voltou do exílio. A ideia de chegar para o Darcy Ribeiro e dizer que ele ia para o inferno sem Jesus Cristo parecia tão ridícula que eu comecei a pensar sobre essas crenças. Quando comecei a falar com os pirahãs, fiquei no meio do mato conversando com um grupo de pessoas que nunca manifestaram interesse nesse Deus do qual eu falava.

Pensei: “O que eu estou dizendo realmente deve ser muito irrelevante para eles”. E finalmente eu vi que intelectualmente eu não podia mais sustentar essa crença em mim.

Folha - Como é a sua relação com os missionários do SIL hoje?

Everett - Tenho relação próxima apenas com minha filha é missionária lá, e o Steve Sheldon, que trabalhava entre os pirahãs antes de mim. Eles não viraram meus inimigos, mas sou contra o trabalho. Minha filha e eu não falamos sobre isso.

Folha - O sr. conhece algum caso de evangelização que tenha sido danoso para os índios?

Everett - Você tem entre os índios banawás e os índios jamamadis os missionários mais conservadores. Os banawás tiveram um casal pentecostal entre eles e um casal do SIL. Você tinha dois casais de missionários num grupo de 79 pessoas.

É demais. Você tinha índios que achavam que Deus ia curar picada de cobra, malária, essas coisas. Os missionários sempre justificam sua presença nas aldeias pelo trabalho médico.

Hoje, com a Funasa assumindo um papel importante nas aldeias, eu não vejo nem essa necessidade para os missionários.

Acho que pregação, traduções, “testemunhos” etc. são superstições e não vejo como superstições podem ajudar os índios.

É a mesma coisa de dizer que os índios não podem viver bem sem crer em Papai Noel.

Folha - O sr. publicou suas conclusões sobre a língua pirahã num livro para o público leigo, quando o procedimento padrão é publicar em um periódico científico. O livro vem em vez de uma publicação científica ou além dela?

Everett - Além. Vai sair em setembro. A revista “Language”, a mais importante da linguística dos EUA, terá um artigo de 50 páginas atacando meu trabalho e uma resposta minha do mesmo tamanho. Eu não considero meu livro um livro principalmente lingüístico. Ele trata de aspectos da minha vida e da minha interação com os pirahãs.

Folha - Qual é sua crítica à Gramática Universal de Noam Chomsky?

Everett - A Gramática Universal tem muitas formas. Se você tomar a ultima versão dela, nas formulações mais recentes do Chomsky, a GU (Gramática Universal) é a “teoria verdadeira da base biológica da gramática”. Bom, se aceitarmos isso, a proposta perde todo o interesse, porque ninguém duvida de que os humanos têm uma biologia que é responsável pela linguagem. Mas as versões anteriores atribuíam princípios e parâmetros à Gramática Universal.

No trabalho com Tecumseh Fitch e Marc Hauser [de 2003], Chomsky fala ainda de outros conceitos, a Faculdade Ampla da Linguagem e a Faculdade Estrita. Eles dizem que “talvez” a única característica específica da faculdade estrita seja a recursividade. Isso faria parte dos genes. Tudo bem. Então, digamos que haja uma língua sem recursividade –candidatos além do pirahã incluem o nunggubuyu, da Austrália, e o hixkaryana, do Brasil. Bom, Chomsky diz que nem todas as línguas são obrigadas a manifestar a recursividade. Mas, se existe uma língua sem ela, poderia haver duas? Três? Se uma língua pode existir sem recursividade, todas poderiam. Então que sentido faz dizer que recursividade é fundamental mas não é obrigatória?

Folha - Como a academia tem reagido às suas idéias?

Everett - Você tem quatro tipos de reação. Há pessoas que não gostam de Chomsky e vão aceitar qualquer argumento contra Chomsky; você tem os chomskianos, que não vão aceitar de jeito nenhum um ataque à Gramática Universal; você tem pessoas que têm inveja, ou reagem mal, a toda a publicidade que eu venho recebendo; e tem pessoas que querem saber onde estão os dados. Esta é a reação mais saudável.

Folha - O sr. diz que o pirahã é uma língua única, que coloca em questão a teoria chomskiana. E, ao mesmo tempo, diz ser o único não-pirahã a dominar a língua. Então a questão permanecerá em aberto até alguém mais aprender a língua e confirmar ou não os seus achados.

Everett - Ou até um pirahã fazer um doutorado em linguística. Eu já levei pessoas para fazer experiências. Há 20 anos, quando eu publiquei um artigo sobre o sistema de acentuação na língua pirahã, isso criou uma controvérsia na linguística. Então o maior foneticista do mundo, Peter Ladefoged, foi comigo para a aldeia, fez testes e agora isso é aceito entre os lingüistas.

Há maneiras de fazer a experiência sem usar a língua, ou usando a língua muito pouco.

Minha hipótese é falseável. Você tem de planejar as experiências, ir lá fazer e contar a história. Mas é difícil. Eu já trabalhei com vários grupos indígenas do Brasil e os pirahãs são o único grupo com o qual eu não posso trabalhar usando o português.

É falseável, mas não vai ser fácil. Eu sei que não vai ter uma aceitação de 100% dos lingüistas. Mas eu não acho que os pirahãs sejam um caso único em tudo. Estou dizendo que é um caso primeiro de um contra-exemplo da teoria de Chomsky.

Folha - Chomsky diz que o sr. entendeu tudo errado.

Everett - Meu primeiro aluno de doutorado foi o professor Ed Gibson, que trabalha no departamento do Chomsky no MIT.

Ele não conseguiu esse emprego porque teve uma má orientação. Eu passei um ano com o Chomsky e em todos os anos em que eu praticava a teoria generativa o Chomsky me deu cartas de recomendação. Só agora, que eu estou tentando dizer que ele está errado, é que eu não entendo a teoria.

Folha - O sr. diz que os pirahãs são monoglotas, mas eles estão em contato há 200 anos. Como é possível?

Everett - Alguns pirahãs falam um pouquinho de português, ainda mais os termos de troca.
Mas tem outro fenômeno interessante: às vezes, quando os pirahãs falam com um comerciante, eles usam palavras da língua geral, e o comerciante responde em língua geral [mistura de tupi, português e outras línguas amazônicas]. O comerciante acha que está falando pirahã e o pirahã acha que está falando português.

Folha - O sr. apresenta no livro uma idéia chamada “princípio da experiência imediata”, segundo o qual o ambiente torna a gramática pirahã tão peculiar. Mas há várias outras tribos que compartilham esse ambiente e não têm essa mesma limitação gramatical.

Everett - Essa preocupação com a experiência é comum na Amazônia. Os pirahãs a valorizam mais que outros grupos. A evidência é esse termo que eu menciono no livro, “xibipíío” (pronuncia-se “ibipíu”), algo que entra ou sai da experiência imediata. Esse é um termo que eu nunca vi em nenhuma outra língua amazônica. Digamos que haja um certo número de coisas do ambiente que são comuns a todas as línguas amazônicas. Entre elas, cada língua tem o direito de valorizar ou ordenar as coisas de forma diferente. Uma cultura pode dizer que a experiência imediata é importante, mas é colocada num degrau mais baixo da escala de valores. Os pirahãs colocam esse princípio, que é compartilhado com outros grupos amazônicos, muito alto na escala de valores deles. E isso explica coisas muito particulares da cultura e da língua deles e que são raras em outros grupos, como a ausência de números.

Folha - No ano passado, um general disse que a política indigenista do Brasil é caótica. Diz-se também que é muita terra para pouco índio. O sr. concorda?

Everett - Os pirahãs, que são 300 pessoas, junto com os parintintins, que são menos de cem pessoas, têm 330 mil hectares. Eles usam toda essa terra. E para os pirahãs ela deveria ter o dobro do tamanho. Os índios, tanto no Brasil quanto nos EUA, foram conquistados por culturas européias, e essas culturas devem reconhecer o dever de deixar os índios em suas áreas tradicionais vivendo sem interferência, se quiserem.

Folha - Nos EUA essa discussão está encerrada, não? Os índios têm terras grandes e o governo dos EUA não acha que elas sejam uma ameaça à soberania nacional.

Everett - É, mas o governo dos EUA tirou os índios dos melhores lugares há mais de cem anos. Os cherokees tinham terras lindas no Kentucky e no Tennessee e foram removidos para Oklahoma, que não tem nada! Agora, que eles descobriram como ganhar a vida com cassinos, as pessoas questionam seu direito de controlarem as reservas, porque fazem concorrência com Las Vegas.

Fonte: Folha Online via Gospel+ Notícias

Desse texto podemos tirar a mesma lição do que aconteceu a Adão e Eva: há pessoas que não podem ter acesso a certas formas de conhecimento, pois, uma vez de posse delas, não sabem lidar com as mesmas.

Um dia chega o fim

 





A fresh, cut daffodil lying on the road

Só nos resta um minuto, um instante, um só momento
e como num breve piscar de olhos
tudo já se foi
tudo já passou
ninguém se lembra mais
nada mais restou...
Breve vida,
curta história
poucas páginas bem vividas
e muitas lágrimas na memória,
quem se lembra ou quem recorda
ou realmente quem se importa?
É tão depressa que passa a vida
e tão rápido que chega a morte
e tudo o que você mais queria
fica por aí... entregue a própria sorte...
e só nos resta um minuto
um breve instante
uma só chance
pois assim como chegamos
partiremos de relance...
Um só momento, um só segundo,
e tudo muda no seu mundo
tudo vira só saudade
ou melancolia da idade...
Então se achega aqui comigo
e escuta o que lhe digo
há um lugar muito bonito
guardado para ti no Paraíso,
não é lenda ou estória
não é fábula ou loucura
é o amor de Cristo que te cura
é a vida eterna
é a alegria pura
é o Caminho e a Salvação
e é o Único que sabe as verdades do teu coração.

 
Imagem de Crestock.com

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Frase inteligente do dia

Pra você usar no seu negócio; na fachada, no menu/cardápio/catálogo etc., ou seja, onde for mais conveniente:
 
Em virtude do grande sucesso da promoção "Peça fiado e ganhe um não", resolvemos estendê-la por tempo indeterminado.

Revista Veja fala da música gospel nacional

Assim como no post de ontem, falamos da revista Veja de novo, mas desta vez a matéria está disponível para leitura on line.
 
 
oficina G3
Pessoal do Oficina G3 (imagem da própria matéria reproduzida lá no Gospel+ Notícias).
 
 
A matéria encontra-se reproduzida nessa página aqui do Gospel+ Notícias. Na verdade, eles não falam só da música evangélica; falam da música cristã nacional. Tanto é que eles citam o padre Fábio de Melo.
 
Boa leitura! E comente aqui se achar, INCLUSIVE, que a matéria mostra uma visão tendenciosa do cenário da música cristã brasileira. Mas… sinta-se livre também pra falar do que acha das declarações dos artistas citados lá, por exemplo.

O mestre marinho dos disfarces

Essa criatura fascinante, chamada polvo mímico, foi descoberta em 1998 na costa de Sulawesi, Indonésia. Ele é uma espécie de camaleão dos mares, mas que faz mais que apenas trocar as cores quando sente-se em perigo. É capaz de imitar a aparência e os movimentos de mais de quinze criaturas marinhas como peixes, arraias, cobras marinhas, por exemplo. Essa espécime de polvo é tão inteligente que consegue saber exatamente qual criatura deve imitar para evitar o predador mais próximo.
 
O vídeo tem a narração em inglês. Observe que quando aparecem outros animais marinhos no vídeo é pra mostrar quem esse polvo consegue imitar. O cara é o mestre, meu!
 
 
 
 
As obras de Deus são realmente fascinantes!
 
Fonte: Omedi
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