segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Eu como “crente” sou insuportável


Eu não rejeito seu Cristo. Eu amo seu Cristo. Apenas creio que muitos de vocês cristãos são bem diferentes do vosso Cristo. Gandhi de uma forma sincera não convivendo com os mesmos cristãos que nós convivemos hoje nesse tempo moderno onde blogs, twitters, sites se transformaram em verdadeiras plataformas para que isso aconteça cada vez mais.

Nos últimos dias tenho visto alguns comentários em alguns textos que me deixaram pensativo que se eu não fosse Cristão seguidor de Cristo e tivesse querendo conhecer Cristo eu jamais gostaria de me relacionar com qualquer Cristão pelo simples fatos da grande maioria ser insuportável, donos da verdade, donos do que é certo ou o que é errado, donos das chaves que abrem ou fecham o céus, sempre prontos a te enviar para o inferno ao invés de ajudar você se levantar de um tombo ou sempre pronto a dizer o que é realmente verdade ou mentira quando você tem uma simples pergunta. Com uma arrogância suprema eles sussurram ao te jogar cada vez mais no abismo.

Será que Jesus realmente se preocupa com que musica você está escutando ou se eu escutar uma musica “do mundo” eu serei condenado por ele para ir para o inferno? Será mesmo? Será que Jesus se preocupa se um músico “do mundo” da uma entrevista dizendo que ele é um verdadeiro Crente? Será que Jesus vai cobrar dele o que ele fez na noite do show anterior? Será que Jesus vai jogar na cara dele que ele não pode tocar com tal artista porque aquele tal artista não é “crente” como ele.

Eu não consigo imaginar isso. Mas eu consigo imaginar os “cristãos” que olham para tudo isso e não conseguem compreender o final do contexto de Jesus em Mateus 15:11 quando ele diz que “Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem”. Entendo perfeitamente que quando um “cristão” critica alguém por escutar musica do mundo, entendo quando um musico do mundo dizer que ele é tão seguidor de Jesus quanto esses “cristãos” e os “cristãos” que vão a igreja no domingo e não fazem mais nada do que isso ficam louco por tal declaração eu entendo esses “cristãos” que se preocupam mais do “aparência de santos, do que fazer a diferença no mundo”.

Aparência para esses “cristãos” é tudo.

“Você está escutando musica que não é do senhor?”
“Você acha mesmo que aquele cara é cristão?”
“Como você pode ter certeza que Jesus não era gospel?”
“Nunca que essa banda é cristã. Impossivel, eles não tem frutos”
“Eu nunca vou ler esse livro, ele é um livro que mostra que o diabo criou tal coisa”

Se for relacionado a música, só existe um tipo de música, a boa e a ruim. Nós cristãos que exercemos nossa fé no Brasil somos defasados em pelo menos uns 200 anos. Porque nossa historia teológica é ruim ao extremo. Achamos primeiramente que o diabo tem poder de criar ou fazer alguma coisa. Exemplo? conversando com um amigo que mora em NY ele me disse que participou de um batismo de uma igreja que se reuni em um Starbucks e no começo do ano ele batizou 20 pessoas dessa comunidade, e o engraçado é que nessa comunidade se batizaram alguns católicos, alguns espíritas, budistas, porque eles já passaram por esses problemas de relacionamento com essas outras religiões a uns milhões de anos atrás. Musica nem se fala então, eles não perdem mais tempo se X banda é cristã ou se Z musico é gospel, só existe duas coisas, bandas boas ou músicos ruins.

Aqui no Brasil? Estamos ainda vivendo e perdendo tempo com essa porcaria de discussão que sinceramente não vai levar a nenhum lugar.

O Sandro Baggio escreveu um lance muito interessante

A música foi criada por Deus e já existia mesmo antes de haver o homem. No livro de Jó, o mais antigo das Escrituras, lemos que quando Deus lançava os fundamentos da terra, as estrelas da alva cantavam e todos os filhos de Deus rejubilavam (Jó 38.1,7). Se compararmos esta passagem com Isaías 14.12 onde Lúcifer é chamado de estrela da manhã e filho da alva, podemos entender que, mesmo antes da criação do universo, havia no céu uma hoste angelical separada para cantar louvores ao Eterno Deus, da qual Lúcifer parece ter sido o regente (Ez 28.12-15). Então porque caspita achamos que Lúcifer pode criar alguma coisa?

O homem como criatura de Deus, recebeu a música como um dom divino. Mesmo os povos mais primitivos são dotados de musicalidade. Não existe nem um povo que não tenha sua própria música, assim como não existe ninguém que não aprecie algum tipo de música. Vivemos em um universo musical onde, desde que nascemos, somos envolvidos pela música e aprendemos a apreciá-la.

Se Jesus estivesse aqui hoje? Será que ele entraria em sua igreja? Ou ele iria num show de musica boa falar sobre a importancia dessas pessoas nos amar? Vamos para os próximos problemas ou vamos brincar apenas?

Fonte: Jota Mossadihj via solomon

domingo, 30 de janeiro de 2011

E se eu tropeçar ? Dc Talk

Uma canção maravilhosa do Dc talk, se eu tropeçar, seu cair, você ainda me amarar?


sábado, 29 de janeiro de 2011

Tim Conway: Não jogue com Deus

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Para gostar de ler: A informação veste hoje o homem de amanhã


Lembro que aprendi a ler com quadrinhos, uma edição antiga do Mickey chegou as minhas mãos e eu ficava ali por horas, desvendando cada balão, cada palavra .A magia das palavras invadiam minha mente e faziam-me sonhar. Com o tempo veio a literatura infanto juvenil, e a fantástica serie para gostar de ler, publicada pela editora ártica. Serie esta que da nome a nossa nova seção do mural.
A série é fascinante e com ela descobri o prazer da leitura. Foi com ela que conheci o genial Carlos Eduardo Novaes, e sua forma singular de transforma palavras e textos em momentos de puro prazer. Como ele aprendi a delicadeza da poesia, a intensidade e densidade do romance, a magia do conto, e o sabor inigualável da variedade da crônica. Ler é mergulhar em um universo particular de sabor singular.
Neste espaço quero compartilhar com vocês partículas de universo, pedaços saborosos deste universo literário, o nosso desejo é que você possa se deliciar com elas, e que possa desperta naqueles que ainda desconhecem este universo o doce prazer de ler.

"Pélê tinha razão ao pedir pelos microfones – no dia em que marcou seu milésimo gol – que se cuidasse mais das criancinhas. Realmente é necessário mais cuidado com elas. Eu conheço muita criancinha que já nada lendo a Playboy.

Não, meus caros, as criancinhas não mais aquelas. Estão perdendo rapidamente a infância. E a prosseguir nesse ritmo, daqui a pouco com cinco anos já serão adolescente. Há pouco tempo, remexendo o passado, dei de cara com um pião, velho companheiro de brincadeiras de rua. Sem saber o que fazer com ele resolvi dar de presente para o filho do porteiro. O garoto pegou-o, examinando-o sem muita animação e me perguntou insensível:

- O que é isso?
Seu pai que se aproximava respondeu: um pião. E esquecendo-se por um momento de suas funções na portaria apanhou o brinquedo, agachou-se e numa animação quase infantil ficou tentando solta-lo. O filho, em pé, olhou-o fixo, virou-se para mim e assumindo um ar critico comentou:
- Olha ai – disse apontando para o pai abaixado- parece um débil mental.
Segundo educadores, as mudanças decorrem do fato de as crianças da década crescerem muito bem informadinhas. Um jornal publicou uma matéria baseada em pesquisa realizada entre crianças de 3 a 15 anos ( se é que hoje ainda se pode chamar um cidadão de 15 anos de criança) cujo titulo era: “ Como se esta fazendo o homem de amanhã”. Eu particularmente creio que o homem do amanhã continua sendo feito com os mesmos ingredientes com que se fazia o homem de ontem, ou seja: um homem e uma mulher, que devem ser temperados com uma pitada de amor antes de levados ao forno. Mas não é isso que interessa. Num determinado trecho, a reportagem dizia: “O menino André Luiz, de quatro anos, viu pela TV a chegada do homem a lua. Achou o fato natural, pois estava informado sobre os preparativos e podia descrever perfeitamente o módulo lunar. Sabia de cor o nome dos astronautas e discutia sobre as possibilidades de o homem chegar a marte”. Os senhores estão sentido o drama? André Luiz sabia mais sobre o espaço do que qualquer datilografo da NASA.

A pesquisa revela também que que as novas crianças preferem novelas e outros tipos de programa aos feitos especialmente para classe. Outro dia fui a casa do vizinho pedi gelo, e ao chegar assisti a maior discussão entre ele e o filho de cinco anos diante da televisão. Meu vizinho querendo ver desenhos animados e seu filho interessado no National Geograofich.

Antigamente os campos eram bem definidos: as crianças de um lado e os adultos do outro. Agora não há mais fronteiras. As crianças invadiram e tomam de assalto mundo dos adultos. Eu me lembro do dia em que, com quatro ou cinco anos , meu pai
me levou ao Jóquei Clube. Paramos ali junto ao padoque e pela primeira vez vi um cavalo de perto. Excitado com a novidade, depois de um esfoço – se vocês me permitem: cavalar - , o maximo que consegui perguntar ao meu pai era o que o cavalo comia. Pois bem, ontem voltei com meu sobrinho de seis anos ao hipódromo. Recostamos no padoque perto de um cavalo castanho e eu me recordei da cena com o meu pai. Imaginando que o garoto poderia me fazer a mesma pergunta, antecipei-me com um certo orgulho e fui logo lhe informando que “ o cavalo come aveia, alfafa e cenoura”. Quando acabei de falar, o menino me lançou um olhar enfastiado e disse:
- o que o cavalo come eu já sei, tio. Agora estou interessado em saber é quanto ela vai pagar na ponta.

Carlos Eduardo Novaes

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

AME A QUEM VOCÊ VÊ!



A grande realidade é que a tarefa do coração não é “ACHAR" uma pessoa amável para amar—tenha sido isto uma dádiva ou uma escolha—, e ser capaz de continuar amando-a, não importando o quanto aquela pessoa mude em relação ao objeto-sujeito que um dia foi, quando se começou a amá-lo (a).

De fato, ninguém tem que ACHAR tal pessoa, basta não fechar os olhos a fim de não vê-la. Amar é amar a pessoa que você vê!

Foi exatamente isto que João, o apóstolo, nos ensinou, quando disse: “Aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (I Jo 4:20).

Neste ponto, talvez valesse a pena a gente dar uma olhada no olhar de Jesus a Pedro, quando este o traiu na casa do Sumo-sacerdote Caifás.

Que outro olhar foi mais curador e divino?
Que olhar foi aquele? Terá sido um olhar repelente ou de rejeição?

Certamente aquele olhar deve ter sido como muitos que recebi de meu pai e de minha mãe quando minhas ações me botavam em perigo.

Quando isto acontecia o olhar deles me falava não de rejeição, mas de amor que queria me preservar para a vida, e me livrar de perigos.

A questão é: Pedro estava em perigo ou estava se salvando do perigo?

Poucos de nós entendemos de fato o significado de um dia haver traído um amigo, nesse caso, o Amigo.

Eu já fui traído por amigos centenas de vezes, e sempre percebi que quem corria o maior perigo eram eles, não eu. Também, quando traí, soube na carne como é o traidor quem sofre a mais infernal de todas as dores...aquelas mesmas que levaram Judas a se matar.

Bem, isto para quem não pedrou...e perdeu a consciência para a cristalização em estado rochoso!

Pedro Pedra! O que salvou você de ficar tão pedrado?

O problema é que quando nos sentimos traídos e desprezados—sangrando sem poder estancar a dor—, nem sempre nos damos conta de que quem corre risco é o traidor.

Todavia, Jesus viu isto claramente. Ele viu. Ele olhou. Ou melhor: Fitou!

E o que ele viu?

Um traidor?

Um covarde?

Um ser sem raízes?

Não! Ele viu um amigo em grande perigo!

Jesus não julgou que Sua causa estava perdida para sempre, apenas porque o amigo com o qual Ele mais contava não viera em Seu socorro. Ele amava uma alma mais que o mundo inteiro!

O amor de Jesus por Pedro foi tão ilimitado, que amando a Pedro, Ele amava a pessoa que Ele via, e que era real, não uma "projeção". Nossos amores, na maioria das vezes, são idealizações; por esta razão não sobrevivem a traição.

Jesus, todavia, jamais diria: “Pedro, você agora terá que me demonstrar, através de muitos anos de claro arrependimento, se você me ama ou não. Então veremos como vai ficar...”

A resposta dos olhos de Jesus só pode ser entendida pelo resultado obtido na vida de Pedro.

O que teria então dito Jesus com o olhar?

“Pedro, meu amigo; você é Pedro, o meu amigo; e eu amo você. Tenha meu amor neste instante; porque se alguma coisa há de lhe ser útil agora é a certeza de meu amor por você. Somente meu amor poderá fazer de você um Pedro mais Pedro ainda.”

Jesus não ficou “de mal” com Pedro até que houvesse a demonstração de que aquele amigo da praia tivesse se tornado, indubitavelmente, um outro homem.

Ao contrário, Ele preserva a amizade incondicionalmente; pois é em tal amor que o traidor pode encontrar redenção.

Ou será que alguém tem a pretensão de pensar que haveria um “outro caminho” para a salvação de Pedro?

Se há... Jesus o desconhecia!

Nossa estupidez é tão grande que quando acontece de um amigo “mudar para pior”, conforme nosso entendimento, nós pensamos que isto nos desobriga de amá-lo.

Pobres e cegos que somos!

O verdadeiro amor só conhece o seu próprio caminho; e é somente nele que se pode “salvar” o traidor: sendo seu amigo; especialmente depois da traição!

Este, porém, é o Caminho de Jesus. Nós temos a ousadia de ter nossos próprios caminhos...todos eles fundados nos mais “nobres princípios”.

O que Jesus está ensinando é chocante:

Ame a Pedro na noite da traição, e o meu olhar sempre olhará você como você olhou para ele...pois eis que em sua vida há muitas traições; e eu as vejo!


Assim, não invente alguém para amar. Ame a quem você vê. E, como é obvio, amor aqui é Ágape, não é Eros.

Caio

Fonte: CaioFabio

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Diga-me porquê (Tell Me Why)

Esta é uma das canções mais belas que já ouvi, sua letra nos arrasta à reflexão.

Por que tem que ser assim? Quando deixamos de nos importar? Diga-me porque! Onde caímos? Quando foi que nos tornamos superficiais e insensíveis?

Com uma voz forte e cristalina Declan Galbraith canta Tell me why de uma forma arrepiante e nos proporciona momentos de emoção e reflexão em uma mensagem poderosa para todos nós.

Vale a pena conferir.


TELL ME WHY – DIGA-ME POR QUE
cantor: Declan Galbraith
Nos meus sonhos, as crianças cantam
Uma canção de amor para cada menino e menina
O céu é azul, os campos são verdes
E o riso é a linguagem do mundo
Então eu acordo e tudo que vejo é um mundo cheio de pessoas necessitadas

Diga-me por que (por que) tem que ser assim?
Diga-me por que (por que) — existe alguma coisa que eu perdi?
Diga-me por que (por que) — porque eu não entendo —
quando tantos precisam de alguém
nós não damos uma mão amiga?
Diga-me porquê.

Todo dia, eu me pergunto
o que eu tenho que fazer para ser um homem
Eu tenho que ficar e lutar
Para provar a todos quem eu sou
É para isso que minha vida serve?
Para ser desperdiçada em um mundo cheio de guerra

Diga-me por que (por que) tem que ser assim?
Diga-me por que (por que) — existe alguma coisa que eu perdi?
Diga-me por que (por que) — porque eu não entendo —
quando tantos precisam de alguém
nós não damos uma mão amiga?
Diga-me porquê. (Diga-me porquê)
Diga-me porquê. (Diga-me porquê)
Diga-me porquê. (Diga-me porquê)
Basta dizer-me porquê. (por que, por que, por que)

Diga-me por que (por que) tem que ser assim?
Diga-me por que (por que) — existe alguma coisa que eu perdi?
Diga-me por que (por que) — porque eu não entendo —
quando tantos precisam de alguém
nós não damos uma mão amiga?
Diga-me por que (Por que, por que os tigres correm?)
Diga-me por que (Por que, por que vamos disparar a arma?)
Diga-me por que (Por que, por que nós nunca aprendemos?)
Alguém pode nos dizer por que deixamos a floresta queimar?

(por que, por que dizemos que nos importamos?) diga-me por que
(por que, por que paramos e olhamos?) diga-me por que
(por que, por que os golfinhos choram?) diga-me por que
alguém pode nos dizer por que deixamos o oceano morrer?

(por que, por que, se somos todos iguais?) diga-me por que
(por que, por que passamos a culpa?) diga-me por que
(por que, por que nunca vai acabar?)
alguém pode nos dizer por que não podemos ser apenas amigos? (x2)

Por que, por que?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Salvos da perfeição


Deus de tão perfeito conheceu a plenitude do tédio. De tão cercado pelo idêntico a si mesmo, incapaz de dizer porque hoje não é apenas um reflexo de ontem, sem jamais ter sonhado com um outro dia, enfadado com a previsibilidade de um mundo impecável, inventou o amor. Ou seria, preferiu amar?

A invenção do amor, ou dos amigos, é o encontro com o imperfeito e aqui esta a sua grandeza. Nada se compara ao estase da imaginação, à adrenalina do inusitado, ao ciúme diante do livre amante, à ardência do anseio do pelo melhor, ao sabor fugidio do fugaz, à satisfação de um mundo transformado, ao descanso gostosamente dolorido diante do que não mais é caos. Sensações próprias da vida imperfeita, do que está para sempre para ser, dos que sempre podem desejar outra coisa. Dos humanos.

Logo depois de inventar o imperfeito, Deus conheceu a lágrima da frustração. A dor mais feliz que espíritos livres sentem. Viu as costas dos que mais amou. Duvidou sem desistir, o criador chorou mais uma vez. Desta lágrima descobriu o perdão. Lágrima esquentada com afeto e graça.

Mal compreendido pelos amigos, inimigos tolos, pecado, recobriram-no de ídolo. De tão cansados do incerto, angustiados por tanta liberdade, os amigos inventaram ídolos, pretensos profetas e arrogantes senhores do futuro, sacerdotes e magos de um deus acuado, cristos milagreiros da mesmice ressurreta. Inventaram a religião, vestiram-se de absoluto.

Deus, que do absoluto fugiu em desespero, que inventara o imperfeito, imperfeito se fez. Inventou-se entre os incertos. Aperfeiçoou a imperfeição. Humanizou-se entre humanos. De tão impreciso, despido das forças do absoluto, igualmente inapreensível, excepcionalmente frágil, tão vivo e tão morto, descortinou o absoluto como quem desnuda o que é mau. Imperfeito, salvou-nos da perfeição.

Elienai Cabral Jr em Salvos da Perfeição
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