quinta-feira, 31 de maio de 2012

Graça e meritocracia

 
Carlos Carrenho (Cristianismo Hoje)
 
Ouvi do subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo Federal, Ricardo Paes de Barros, a seguinte frase numa entrevista: “Esta nova classe média fala muito de meritocracia; eles esquecem que muito de seu sucesso se deve à solidariedade e começam a falar sobre mérito”. Espantei-me ao ver ali a palavra meritocracia, cujo significado, segundo o Aurélio, é “um sistema em que os mais dotados ou aptos são escolhidos e promovidos conforme seus progressos e consecuções”.  Eu não imaginava que a nova classe média brasileira, que tanto sofreu nos estratos mais baixos da pirâmide social, já fosse capaz de demonstrar ares meritocráticos tão rapidamente. E isso é extremamente preocupante.
 
Sou um grande crítico da meritocracia. Acredito que ela só poderia se aplicada em sua totalidade se houvesse a igualdade absoluta entre as pessoas. Ou seja, uma sociedade meritocrática só seria justa na medida em que todos os seus membros nascessem absolutamente iguais e tivessem chances equivalentes na vida. Como isso não acontece, a meritocracia plena é utópica, e aqueles que a defendem como justa vivem no mundo da fantasia. Se quiséssemos realmente aplicar a meritocracia, teríamos que acabar com o direito de herança. Afinal, que mérito existe em se herdar fortunas e propriedades dos pais?
 
Podemos ir ainda mais longe. Concursos públicos aprovam justamente aqueles mais aptos e melhor preparados. Mas é justo que aqueles que estudaram à noite, após horas no trabalho, sejam avaliados da mesma forma que candidatos de melhor poder aquisitivo, que se dedicaram de forma integral ao concurso? Não, não é justo. É claro que permitir que cada repartição contrate quem quiser daria margem ao nepotismo e a outras atitudes ainda mais desonestas. Beste sentido, o concurso público passa a ser melhor – ou menos pior – opção. Já o modelo de quotas para negros, tão discutido no Brasil, traz em seu âmago um antídoto à meritocracia. Afinal, trata-se de uma tentativa de compensar a falta de “mérito” dos negros, tão desfavorecidos ao longo da história brasileira. Por isso, o sistema de quotas têm sua validade, e qualquer tentativa de tornar a sociedade mais igualitária deve ser valorizada.
 
Mas o maior problema da meritocracia não está em dar poder, recursos e mais oportunidades aos mais aptos e com mais “mérito”. O problema está em justamente retirar poder, liberdade, oportunidades e direitos daqueles menos preparados. Ou seja, no seu limite, a meritocracia é um sistema onde os menos aptos são massacrados pelos mais capazes – um verdadeiro darwinismo social. No campo da fé, o catolicismo possui um lado bastante meritocrático, ao valorizar a salvação pelas obras e condicionar o céu e o inferno às atitudes do cristão ao longo da vida. Já o protestantismo passa, na teoria, bem longe da meritocracia, pois defende a salvação pela graça. E a graça é justamente o oposto da meritocracia, pois significa receber algo que não merecemos. Deus, em sua bondade e justiça, é absurdamente antimeritocrático. Paradoxalmente, no entanto, os Estados Unidos, maior país de tradição protestante, são tomados de uma meritocracia atroz, capaz de permitir que seus cidadãos menos favorecidos sofram até pela falta de atendimento médico.
 
O paradoxo é estranho e parece que a maioria dos americanos se lembram apenas dos galardões no céu, esquecendo-se da graça que Deus lhes concedeu. Como cristão, a meritocracia me parece absurdamente incompatível com a graça divina, a qual deveríamos incorporar em nossas vidas. OK, os meritocratas costumam dizer que muitos não querem trabalhar e não é justo que se beneficiem do trabalho comum da sociedade. Mas a maioria dos necessitados que vivem nas sociedades ditas meritocráticas não são carentes de vontade de trabalhar, mas sim, de oportunidade – e mesmo as que se recusam a trabalhar têm direito em minha opinião a um padrão mínimo de sobrevivência com dignidade. Quando João Batista disse “quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo”, ele não mandou averiguar se a pessoa necessitada trabalhava ou não, nem qual o motivo pelo qual não tinha túnica ou comida. Ele disse apenas que deveríamos repartir o que temos.
 
Todo cristão deveria questionar o conceito de meritocracia e contrastá-lo com a graça de Deus, lembrando-se sempre de que, se o Senhor fosse um meritocrata, arderíamos todos no fogo do inferno.
 
Imagem de PhotoXpress
 
 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Faça Seu Próprio Tipo De Música

Em um mundo de cópias, onde as pessoas perdem a sua identidade para o coletivo, existem aqueles que ousam andar na contra-mão. Aqueles que escrevem sua própria canção especial.
A todo momento somos influenciados a fazer o que os outros nos determinam. Ouça tal música, vista esta marca, emagreça, corte o cabelo, estude direito, faça a barba... a lista é enorme. No entanto, não é verdade o que eles dizem. Você não tem que ser uma cópia. Ninguém além de você mesmo deve dizer o que você tem que fazer.
Não existe apenas uma canção que vale a pena ser cantada”, por mais que eles tentem te convencer disto. Você é livre para escrever a sua própria canção especial, mesmo que ninguém mais cante com você. E ainda que esta canção te coloque dentro da mais forte solidão, que você possa sentir, não importa; você precisa fazer sua própria canção especial, o seu próprio tipo de música.
“MaKe your own kind of music” é um convite a fazermos a nossa própria canção especial. E você, já tem a sua? Mama Cass é musica para a minha alma.



terça-feira, 22 de maio de 2012

Grande exemplo


Taí um grande exemplo de coragem para seguirmos. E você, o que pensa?
 


 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A religiosidade sem Deus

 
Por Eliseu Antonio Gomes (blog Belverede)

Two guys argueing (Crestock.com É muito triste encontrar pessoas dedicadas à religião, porém, desconhecedoras de Deus, embora acreditem que o conheçam.

O apóstolo Paulo chamou a atenção de todos nós, ao lembrar que o exercício religioso é um potente alimento da carne. Ou seja, nem sempre praticar religião é sinônimo de caminhar no Espírito (Colossenses 2.20-22; Gálatas 5.16-23).

Considero importante a reunião regular em uma igreja, mas jamais o estatuto de uma instituição humana poderá estar em mais alto conceito do que os mandamentos do Senhor. A partir do momento que uma pessoa troca esses valores, ela passa de espiritual para alguém meramente religiosa.

Sou favorável à erudição, porém é preciso lidar com ela com equilíbrio. Há quem valorize mais os diplomas de academia teológica do que as Boas Novas do Senhor. Usam nomenclaturas extrabíblicas - arminianismo, calvinismo, etc - para reprovar a fé alheia.

Religiosos não se dedicam ao crescimento do reino de Deus, mas ao crescimento de uma denominação ou movimento, à expansão de uma ideia ou filosofia. Assim como torcedores de times de futebol empunham bandeiras e usam uniformes, os religiosos torcem por uma placa denominacional e defendem teorias e regras criadas por homens. Ou seja, mesmo portando uma Bíblia não têm o conteúdo bíblico como regra de fé e conduta. Para eles está em primeiro lugar o credo da instituição a que pertencem e não o Evangelho de Cristo que nos ordena amar, mesmo que citem o nome de Jesus e trechos do Antigo e Novo Testamento em seus argumentos.

Os religiosos colocam o ponto de vista humano acima do mandamento do amor a Deus e ao próximo. São portadores de orgulho denominacional. São propensos a agredir, de maneira verbal e às vezes até física, em defesa de seu grupo e interesses. Consideram que esse tipo de falta de amor é prestação de serviço ao Senhor.

Faz um bom tempo que eu decidi parar de conversar sobre as Escrituras Sagradas com religiosos fanáticos, porque percebi que eles consideram todos os discordantes como inimigos.

A minha decisão em parar de conversar com religiosos fanáticos foi porque eles, apaixonados pela causa terrena, perdem a compostura objetivando fazer prevalecer à opinião da religião que estão agregados. Como praticar inimizade os expõe como carnais, douram a pílula usando eufemismo, dizem opinar negativamente em nome da apologia cristã. Dizendo fazer uso da apologética sentem-se livres para classificar desafetos e "concorrentes" como lobos em pele de cordeiro, mercenários e hipócritas.

Leitor (a), todo cuidado é pouco. Não é porque alguém recebe adjetivos de outra, que se apresenta com título de apologista cristão, que de fato o alvo da crítica seja o que é dito que ela é. Não se apresse em deduções e nem se deixe guiar por julgamentos de irmão contra irmão. Existe uma indústria se alimentando com essa pseudo-apologética cristã. São produzidos livros, DVDs, palestras. Há quem esteja ganhando muito dinheiro com a realização de maledicência, julgamentos injustos.

"Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" – João 13.35.

"O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor" – Romanos 13.10.

"Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor" – 1 João 4.8.
 
Foto de Crestock.com
 
 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A ciência da generosidade

 
Matéria de capa da edição mais atual da revista IstoÉ.
 
CAPA IstoÉ 2218 Livro de professor da Universidade de Harvard revoluciona a teoria da seleção natural de Darwin ao mostrar que o grupo pode alcançar muito mais sucesso quando atua de forma coletiva e em benefício dos outros.
 
Encontrar explicações convincentes para a origem e a evolução da vida sempre foi uma obsessão para os cientistas. Tanto que, quando Charles Darwin criou a teoria da seleção natural, na segunda metade do século XIX, parecia ter encontrado a solução para o intrincado quebra-cabeça da evolução da vida no planeta Terra. A competição constante, embora muitas vezes silenciosa, entre os indivíduos, teria preservado as melhores linhagens, afirmava o naturalista britânico. Assim, um ser vivo com uma mutação favorável para a sobrevivência da espécie teria mais chances de sobreviver e espalhar essa característica para as futuras gerações. Após consecutivas linhagens, a tendência seria de que todos os indivíduos fossem descendentes daquele com a boa mutação, e que quem não a possuísse desaparecesse. Ao fim, sobreviveriam os mais fortes, como interpretou o filósofo Herbert Spencer, no início do século XX – ideia erroneamente atribuída a Darwin. Um século e meio depois, um biólogo americano agita a comunidade científica internacional ao ousar complementar a teoria da seleção darwinista. Segundo Edward Wilson, da Universidade de Harvard, considerado o pai da sociobiologia, ganhador de dois prêmios Pulitzer na categoria de não ficção e um dos mais respeitados acadêmicos da atualidade, o processo evolutivo é mais bem-sucedido em sociedades nas quais os indivíduos colaboram uns com os outros para um objetivo comum. Assim, grupos de pessoas, empresas e até países que agem pensando em benefício dos outros e de forma coletiva alcançam mais sucesso, segundo o americano.
 
Ao cravar essa tese, defendida no recém-lançado "A Conquista Social da Terra" (W.W. Norton & Company, 2012), uma compilação de pouco mais de 300 páginas, Wilson pôs à prova o benefício de agir em causa própria, presente na seleção individual de Darwin. O americano não contraria a teoria darwinista, mas afirma que ela é insuficiente para se entender a evolução, que aconteceria em múltiplos níveis – o individual, como proposto por Darwin, e o de grupo. Afinal, se o mais importante era fazer com que seus genes seguissem adiante, por que muitas vezes o indivíduo era capaz de se sacrificar pelo outro? A luta constante pela sobrevivência realmente explicou muita coisa, mas não foi capaz de lançar luz sobre uma característica intrigante, observada pelo próprio Darwin: o comportamento altruísta – chave da teoria de Wilson. “A seleção individual é importante, mas não explica tudo”, disse à ISTOÉ o diretor do centro de bem-estar da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, Robert Cloninger.
 
CLIQUE AQUI e leia o restante da reportagem.
 
[evolução, evolucionismo, evoILUSÃO, evoILUSIONISMO]

domingo, 13 de maio de 2012

Dia das mães

 
Mensagem do Dia das Mães do projeto Desperta Débora.
 
 
 
 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Página de Fãs do Mural na Net no Facebook

 
 
 
Pessoal, o blog agora conta com uma Página de Fãs no Facebook! O endereço é www.facebook.com/MuralNaNet.
 
Você já pode curtí-la para poder acompanhar as atualizações do blog enquanto estiver navegando — ou seria melhor vivendo? — lá no Face.
 
Há uma Like Box aqui na coluna lateral do blog, logo acima da widget de Seguidores, através da qual também é possível acessar a Página.
 
Por enquanto a Página só é alimentada automaticamente com as atualizações do blog, mas vamos tentar alimentá-la, também automaticamente, com as atualizações de nossa Página do Google+.
 
 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

eBook: 10 Acusações Contra a Igreja Moderna

 
10 Acusações Contra a Igreja Moderna por Paul Washer
 
 
Está disponível para download no site da editora Fiel o eBook 10 Acusações Contra a Igreja Moderna, de Paul Washer. A sinopse da publicação diz:
Em “10 Acusações Contra a Igreja Moderna”, Paul Washer chama a igreja e os pastores ao padrão Bíblico de doutrina e vida. Alguns disseram que tal pregação figura as 95 teses de nossa era. Isso somente o tempo dirá, contudo é certo que cada ponto dessa mensagem deve ser martelado na mente e no coração de cada pessoa que deseja ver uma reforma na chamada “igreja moderna”.
As acusações abordadas por Paul são:
  1. Uma negação da suficiência da Escritura;
  2. Uma ignorância a respeito de Deus
  3. Um fracasso em abordar o mal do homem
  4. Uma ignorância quanto ao evangelho Jesus Cristo
  5. Um convite antibíblico ao evangelho
  6. Uma ignorância quanto à natureza da igreja
  7. Uma falta de disciplina eclesiástica amorosa e compassiva
  8. Um silêncio a respeito da separação
  9. Uma substituição do ensino bíblico sobre a família por psicologia e sociologia
  10. Pastores mal nutridos na Palavra de Deus
A versão em papel custa cerca de 16 R$; porém, agora você tem a oportunidade de baixá-lo de graça em formato PDF ou ePUB! CLIQUE AQUI e acesse a página de download.
 
Alerta: na hora de preencher o formulário, é necessário marcar a caixinha Aceito receber o Informativo Fiel mesmo que você já esteja cadastrado no site deles com o email que você está fornecendo no momento.
 
 

domingo, 6 de maio de 2012

Vida simples

 
É preciso viver com simplicidade para que os outros simplesmente vivam.
 
Viv Grigg
 
 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Os fantásticos livros voadores do Sr Morris Lessmore

 
Um interessante curta-metragem, feito em computador, sobre livros e o poder da leitura. Para refletir
 
 
 
 
 
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