sexta-feira, 29 de junho de 2012

A "Virgem Maria" dos Evangélicos



Por  Alex Martins

“Ave Maria cheia de graça o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres...”

Essa é a frase mais conhecida e citada entre os católicos. Uma reza que todo católico, praticante ou não, conhece de cor. Uma frase de reconhecimento, mesmo que ilegítima, da santidade e mediação de Maria entre Deus e os homens. Quem nunca ouviu ou leu a frase: Pede para a mãe que o filho atende.”

Hoje está sendo reivindicado o título de medianeira para Maria. Muitos acreditam que a virgem é o elo de ligação entre o divino e o humano. Jesus não passa de uma figura de menor importância.

Apesar do assunto dar muito “pano pra manga” não quero falar sobre a deidade de Maria ou sobre o catolicismo. Quero me ater no que ela representa aos seus devotos: Santidade, mediação, admiração e devoção.

Nós como cristãos somos especialistas em nos acharmos a raça eleita, os queridinhos de Deus na terra e condenamos os católicos por eles colocarem Maria no lugar de Jesus, até citamos o versículo “Deus não divide sua glória com ninguém”, e, na verdade, temos razão em dizer isso. Mas o problema é que fazemos a mesma coisa que os católicos fazem, sei que você deve estar pensando orgulhosamente: “Não! Eu não adoro Maria, não acho que ela é santa e nem é minha intercessora!”. E eu acredito em você.  Mas infelizmente, sim! Fazemos a mesma coisa que os católicos. Apenas trocamos a figura de Maria por uma outra qualquer mas o sentimento de dependência e devoção é o mesmo.

Muitos evangélicos não têm Maria como objeto de admiração excessiva mas têm o pastor, o apóstolo, o líder ou o discipulador como tal.

Hoje Maria se “encarnou” nos super stars gospel e a infabilidade papal se encontra nos líderes inerrantes quando falam ex-cathedra.

Muitos evangélicos têm nos seus líderes uma imagem, uma dependência e uma mediação muito similar aos católicos. Se eles têm peregrinações nós também, os gideões missionários – GMUH - em Camburiu é um evento aguardado o ano inteiro e seus “devotos” viajam milhares de quilômetros, alguns sem dinheiro para a volta, para adorar no “grande templo” e ouvir as palavras dos gurus, há quem diga que é uma viagem obrigatória para os cristãos, uma romaria gospel. O sonho de muitos pregadores é pregar lá um dia. Pura Vaidade!

Nossos lideres incentivam a veneração de si próprio, sob pena, não de excomunhão, mas de “se levantar contra o ungido do Senhor” ou de “rebeldia”.  E como as ovelhas são ingênuas! Levadas por ventos de doutrinas  se espelham em homens, confiam em braços humanos e dependem de suas orações. Fazem do líder um mediador, pedindo incontáveis imposições de mãos e são dependentes de intercessões. Estão debaixo de uma pseudo cobertura espiritual, e se é espiritual como pode ser feita por um humano? Maria é para os católicos o que muitos líderes são para os evangélicos – Mediadores, coberturas, intercessores.

É muito mais fácil entregar a responsabilidade sobre o líder do que ter um relacionamento com Cristo e buscar na fonte. Assim como no catolicismo Jesus perde espaço para Maria, nos evangélicos Ele é ofuscado pelo brilho de lideranças cheias de glória. Agendas sempre lotadas, seguranças, carros de luxo, helicópteros, jatos, programas de TV , são inacessíveis, não se misturam com o povo, a cada dia mais se parecem com astros e menos com Cristo.

Cristão dependentes da intervenção de terceiros para se relacionar com Deus ou para tomar atitudes na vida, pisam na graça e ressuscitam um período em que Deus só falava com pessoas especiais. Pedem aprovação do líder para começar um curso, trocar de emprego , namorar ou casar. Buscam a benção do pastor e não a de Deus, algo do tipo “Pede para o apóstolo que o Pai atende”.

Assim como os católicos consideram Maria eternamente virgem, ou seja, pura, alguns evangélicos fazem da santidade do seu líder uma cláusula pétrea não importa se o líder for pego em flagrante, cometendo algum crime, se fica preso por meses, se é cassado no cargo político ou se é fotografado saindo de um hotel com uma mulher que não é a sua. Ele sempre será considerado puro.

Querido amigo, vamos combinar uma coisa, nós, até precisamos em certo ponto, mas não dependemos  de ninguém para nos achegarmos a Deus, não precisamos de intercessores, mediadores, cobertura espiritual, discipulador,pastor, apóstolo, bispo,  nem de ninguém, sabe porque?

Porque “Deus é por nós” e se o próprio Deus é por nós pra que precisamos de humanos nesse ofício? O véu foi rasgado e o Deus que fala com eles é mesmo que fala conosco, a bíblia que eles lêem é a mesma que a nossa, o Espírito Santo que lhes revela é o mesmo que nos revela e quem morreu por eles também morreu por nós. Lembre-se o Espírito foi derramado sobre TODA a carne, até sobre os ímpios (isso é assunto pra um outro artigo).

Antes de sair falando sobre os católicos analise antes se você não tem nenhuma Maria em sua vida e inconscientemente faz essa oração:

Ave líder, cheio de unção, o Senhor é convosco, bendito sois vós entre os homens...


Pense nisso,

Fonte: O excelente site do Alex Martins Desejando Deus



O que os cientistas acham dos céticos do clima



Tem crescido no Brasil o volume das vozes que questionam as preocupações com o aquecimento global. Alguns dizem que o aquecimento não é grave. Outros que não é provocado pelo homem. Outros ainda que a Terra nem está aquecendo. Um deles, o professor Ricardo Augusto Felicio, da USP, questiona até a relação entre os gases CFCs e o buraco na camada de ozônio, uma descoberta que rendeu o Prêmio Nobel de 1995.
Na última semana, em paralelo à Rio+20, representantes do Instituto Hearthland , grupo de lobby anti-aquecimento nos Estados Unidos, declararam que o alerta sobre as mudanças climáticas é lobby das indústrias verdes.

Perguntamos para alguns pesquisadores de renome no Brasil e no mundo como eles enxergam a atual onda de ataque dos céticos:

James Hansen, diretor do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da Nasa e professor no Departamento de Ciências Ambientais da Universidade de Columbia, nos EUA:
“Os céticos atrasam as decisões diplomáticas ao plantarem supostas dúvidas onde existe consenso. Não há fundamento científico em suas suposições. A falta de ação trará consequências dramáticas para o planeta”.


Aaron McCright, da Universidade Estadual de Michigan, nos EUA, pesquisador do perfil dos céticos americanos:
“Ao me debruçar sobre dez anos de pesquisa sobre meio ambiente, feitas pelo Instituto Gallup, notei que o grupo dos céticos era composto majoritariamente por homens brancos e conservadores. Sem dúvidas o ceticismo é um manifesto ideológico, uma característica de autoproteção. Quando você começa a falar sobre mudanças climáticas, impostos de carbono e mudanças no estilo de vida, algumas pessoas vêem isso como uma ameaça ao capitalismo e à prosperidade.


Mayanna Lahsen, antropóloga cultural do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), estuda a política da ciência das mudanças climáticas:
“Os céticos do clima estão aparecendo mais. Eles estão na TV e nas redes sociais, especialmente nos Estados Unidos. É preciso entender que os valores individuais contam muito entre os céticos. É por isso que os homens brancos e conservadores, que dominam a economia do país, tendem a ser mais céticos. Afinal tendem a perder mais com qualquer alteração no modo de produção”.


Adam Corner, pesquisador da Universidade Cardiff, no Reino Unido, e autor de um estudo sobre as motivações que levam as pessoas a se tornarem céticas:
“A opinião que se tem sobre as mudanças climáticas depende mais da ideologia de cada indivíduo que da capacidade de entender o fenômeno cientificamente. Boa parte dos céticos tem um bom grau de instrução e se autodeclara conhecedor da ciência”.


Dan Kahan, da Universidade de Yale, nos EUA, pesquisou a estratégia dos céticos para revelar seus argumentos. Seu estudo foi feito com 1,5 mil adultos americanos e publicado na revista Climate Change:
“Há um padrão no argumento dos céticos. Eles tendem a se concentrar em pequenas partes do quebra-cabeça, ignorando o conjunto. Boa parte não desconsidera o aquecimento global como fenômeno climático, mas não acredita que a atividade humana seja responsável por ele”:


Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo, trabalha com física aplicada a problemas ambientais, autor de 322 trabalhos científicos:
“É visível que o discurso dos céticos tem efeito na população. Recentemente passei a esclarecer em todas as palestras que as mudanças climáticas estão em curso e estão acontecendo. É uma dúvida que parecia superada, mas agora voltou a ser recorrente”.


Carlos Nobre, engenheiro do Inpe e secretário de Políticas e Programas de pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia:
“Enquanto deveríamos estar discutindo a melhor forma de enfrentar as mudanças climáticas, algumas pessoas voltam a questionar se ele realmente existe. Entre boa parte dos céticos há uma falta de projeção acadêmica. Talvez se jogar na direção oposta seja a única forma de aparecer”.


(Luciana Vicária)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pr. Rupert Teixeira refuta Silas Malafaia: "Você nunca nasceu de novo e não conhece Deus"

O Trágico desafio de Silas Malafaia. Veja o vídeo e não deixe de comentar.

O ritmo que mudará o mundo


A juventude do nosso país pode começar uma revolução que mudará o mundo!
Essa é a proposta da Tearfund, simples, porém desafiadora. Por meio da mudança de nossos hábitos e olhares mais sensíveis às necessidade daqueles que nos cercam, é possível fazer das nossas vozes um som escutado a uma distância inimaginável. O objetivo é influenciar decisões e chamar mais pessoas que dancem no mesmo ritmo.
Assista ao vídeo e veja algumas ideias.

ALGUÉM SABE ONDE ESTÃO OS CRENTES?


Onde estão os crentes? Sim! Onde anda essa gente outrora farta em número proporcional, mesmo que fizessem parte de uma esmagadora minoria?

Onde se esconderam os crentes? Sim! Aquela gente simples, que comia a Palavra e respirava pela oração?
Onde enterraram os crentes? Sim! Aqueles homens e mulheres que chamavam depressão de tristeza e a angústia de tribulação ou apenas de provação?
 Onde mataram os crentes? Sim! Aquela gente que mesmo morta ainda falava, mas que agora mesmo existindo já está morta?

Ah! Como sinto falta dos crentes! Sim! Daquela gente que temia a Deus, que amava o próximo, que guardava o coração para não pecar nem na emoção raivosa e que se deleitava na alegria sua ou dos irmãos!

Sim! Morro de saudades até da ignorância santa dos crentes!
Ignorantes de muitas coisas, mas crentes nas virtudes do amor e da fé; e que carregavam a Palavra na mente todos os dias; e que, quando erravam, era por não saberem melhor!

Sinto saudades dos crentes que criam na Bíblia e se deleitavam no estudo da Palavra.
Sinto saudades da reverência dos crentes para com todos.

Ah! Quanta saudade do tempo em que os crentes eram simples e humildes, e tinham apenas Deus como consolo e fortaleza.
Meu coração anseia por encontrar pobres satisfeitos, rejeitados não amargurados, abandonados que não ficam se sentindo sozinhos, expulsos que sabem que não perdem nada, escorraçados que aceitam o maltrato como privilégio.

A iniquidade vai aumentando e o amor vai esfriando!
Desse modo os crentes vão minguando e deles se vê apenas a sombra tímida e reclusa.

Onde estão os crentes? Sim! Aqueles mesmos que não esmoreciam ante nada, que brincavam de roda à volta das tumbas e chamavam até mesmo o morrer apenas de promoção?

Ah! Meninos e meninas tolos! Filhos da incredulidade! Enteados da descrença! Escravos da insensatez!
Será que vocês não vêem, não ouvem, ou terá o seu coração perdido as carnes do sentir?

Crente tinha essência. Sim! Tinha caráter e fibra! Crente era forte, era firme, era homem ou mulher de verdade!
Crente perseverava, e nada o abatia para sempre!

Crentes? Hoje? Não! São palitos de algodão doce! São pirulitos chupados pelo capricho do diabo. São mercenários que tentam contratar Deus para qualquer serviço sujo, que antes os crentes até diziam que “era coisa do diabo”.

Crentes? Comunhão? Não! Hoje a comunhão virou suruba de perversa fraternidade!
Crentes? Solidariedade? Ah! Não! O que há é apenas “swing” de interesses sórdidos!
Crentes? Não! Nem mesmo são mais querentes. Agora, quando são ainda bons, são apenas carentes! Os eleitos estão sendo enganados!

Não leem a Palavra. Não conferem mais coisas espirituais com coisas espirituais. Não buscam mais a verdade, mas apenas as riquezas deste mundo!
Sim! Perderam o prazer em Deus! O amor de Cristo neles feneceu!
Devagar os verdadeiros crentes estão sendo levados, arrebatados pelo tempo e pela morte; e no lugar ficamos nós, essa gente nojenta de tanto nada e pegajosa de tanto sebo de engano!

Até os melhores entre nós ainda são fracos e não suportam nada. Escandalizam-se com tudo e arranjam pretextos para se matar de depressão por qualquer coisa:

“Meu marido não me quer...”
“Sou gay e quero morrer...”
“Minha mãe não me amou...”
“Perdi a esperança na igreja...”
“Fui abusada pelo meu irmão...”
“Cresci sem amor...”
“Por que não dei cabo da vida ainda quando estava no ventre materno?...”

Ah! Quanta desculpa para não andar, para não crer, para não se apossar do verdadeiro amor!
Sim! Meu Deus! Onde estão os crentes? Onde anda aquele povo alegre, embora não dançante; feliz, embora não gargalhante; sério, embora sempre andando em gozo?

Sim! Onde andam aqueles que fazem o mundo indigno perante o seu caminhar de estrangeiros e peregrinos sobre a terra?

O que vejo é um vale de ossos secos!

Ora, diante do que vejo apenas creio que o Senhor sabe, e que por Sua Palavra esse vale de morte ainda pode encontrar o espírito da vida!

Nele, que sabe onde estão os crentes,
Caio


fonte: caminho da graça

terça-feira, 26 de junho de 2012

Ele não é um peso para mim, ele é meu irmão!


Um vídeo incrível, inspirado na entidade "Missão dos Orfãos", de Washington, DC. Foi lá que ficou eternizada a música "He ain't heavy, he is my brother (Ele não é um fardo, ele é meu irmão" de "The Hollies".

A história conta que certa noite, em uma forte nevasca, na sede da entidade, um padre plantonista ouviu alguém bater à porta. Ao abri-la, ele se deparou com um menino coberto de neve, com poucas roupas, trazendo em suas costas, um outro menino mais novo. A fome estampada no rosto, o frio e a miséria deles comoveram o padre. O sacerdote mandou-os entrar e falou:

- Ele deve ser muito pesado.

Ao que o que carregava disse:

- Ele não pesa, ele é meu irmão. (He ain't heavy, he is my brother)

Não eram irmãos de sangue realmente. Eram irmãos da rua.

O autor da música soube do caso e se inspirou para compô-la . E da frase fez-se o refrão.

Esses dois meninos, foram adotados pela instituição. É inspirador ouvir histórias como estas e poder compartilhar com vocês grandes histórias e belas canções.



segunda-feira, 25 de junho de 2012

Mal agradecido


Via: facebook


A Bíblia do Matuto

Você, com certeza, já ouviu, ou viu em outros blogs, a já famosa série "Bíblia do Matuto". É isso mesmo! Uma ideia super criativa do Rayan Rodrigues, um paraibano arretado, de João Pessoa, que encontrou um jeito todo nosso "Nordestino" de propagar a mensagem do evangelho através da cultura nordestina. Parabéns, Rayan Rodrigues. Você deixa a gente muito orgulhoso de ser Nordestino. Então, sem mais prosa, com vocês: a Bíblia do Matuto.














quarta-feira, 20 de junho de 2012

O que aprendi com Esaú




Por Gonzaga Soares

Gosto dos coadjuvantes da bíblia. Me identifico com eles, não sei ao certo o motivo. Talvez por não estarem sob os holofotes da trama, na qual figuram em plano secundário. Na historia dos gêmeos bíblicos, o foco narrativo é centrado em Jacó, restando a Esaú o papel de coadjuvante na trama de seu irmão. Todos conhecem a historia de Jacó, um relato bíblico cheio de intrigas, trapaças, traições e temor. Desde da primeira vez que li o texto bíblico, simpatizei com Esaú, que diante da traição da mãe e do irmão, sempre demostrou um caráter admirável. E como em um filme ou romance literário em que você torce pelo mocinho, que sofre com as maldades do vilão, eu torcia para que no final da história Esaú desse uma boa sova em Jacó. No entanto, o final da história é surpreendente e contraria todos os romance e filmes, em uma manifestação de pura graça. 

Quando Jacó resolve regressar do seu exílio de vinte anos imposto pelo pecado que cometera contra  seu irmão, este teme por sua vida e de sua família. Tantos anos passados seriam suficientes para acalmar o coração do irmão traído? Jacó havia prosperado, Deus o abençoara, mas nada aliviava o fardo pesado dos crimes que cometera contra o irmão. Jacó tinha muitas posses, mas no fundo sabia, que o que tinha não era seu, e a paz que tanto desejava, não possuía.

No caminho de volta à sua terra é alertado que o seu irmão vem ao seu encontro. Assustado, o usurpador entende que chegara a hora de finalmente confrontar a ira de Esaú. Temeroso e certo do destino que o aguardava, Jacó busca estratégias para acalmar a fúria de seu irmão enviando-lhe presentes na esperança de comprar o perdão de seu irmão, e os manda em grupos, colocando-se no fim da caravana, como uma última alternativa de fuga caso o suborno que oferecera ao seu irmão falhe, e possa salvar a suas esposas, filhos e a si mesmo.

É neste ponto que a historia dos gêmeos atinge seu clímax, e é neste ponto que a história contraria todas as expectativas do leitor, pois ao contrário dos romances literários, o irmão traído não busca vingança, sua mão não empunha o metal frio de uma espada, mas seus braços lançam-se ao pescoço de Jacó, abraçando-o, beijando e chorando. A graça que tanto o usurpador buscara, lançara-se sobre ele e finalmente o alcançara. Os crimes que cometera já não importavam mais, e inexplicavelmente não há ódio no coração de Esaú, mas apenas amor irrestrito de um irmão. E, como prova máxima de graça, Esaú rejeita o suborno do irmão — "Eu já tenho muito, meu irmão. Guarde para você o que é seu" (Gênesis 33:9) — para espanto do usurpador a graça não pode ser comprada.

Não me lembro de ter ouvido, nem ao menos uma vez, sobre o caráter e compaixão de Esaú. Sempre que ouço seu nome é de forma pejorativa ou em tom de acusação diante de suas falhas. Mas posso afirmar com certeza que com Esaú aprendi o grande caráter de um homem que, ao ser traído, soube aplacar a sua ira e honrar a figura do seu velho pai. Com ele descobri o valor do perdão e — pasmem! — de que ouro e gado não podem comprá-lo. Com Esaú aprendi que posso perder tudo, primogenitura, bênçãos, o carinho de uma mãe, e que ninguém pode roubar o amor que existe em mim, amor que só se pode explicar na graça irrestrita do Criador.

A história é de Jacó, mas a maior lição aprendi de Esaú, que, nas poucas vezes que aparece, rouba a cena do irmão



segunda-feira, 18 de junho de 2012

100 anos de Gonzagão


No ano do centenário do rei do baião o Mural tem a honra de homenagear um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos: Luiz Gonzaga, o mestre lua, filho de Januário e pai de Gonzaguinha, ou  simplesmente o Gonzagão. Seja bem-vindo a uma serie de homenagens ao mais ilustre dos nordestinos, Luiz Gonzaga, o rei do baião.

Um sertanejo à frente do seu tempo, Luiz Gonzaga musicou a saga da vida no sertão nordestino e ganhou o mundo com suas composições geniais. Nascido em 1912, na cidade de Exu, Sertão de Pernambuco, o pequeno Luiz aprendeu com seu pai, o lavrador e sanfoneiro Januário, a admirar, ouvir, tocar e respeitar a sanfona de oito baixos.

Mas foi no Rio de Janeiro, na década de 40, que ele começou a sua carreira depois de comprar uma sanfona fiado. Pediu dispensa do Exército, onde ele serviu como voluntário por quase dez anos, e começou a mostrar a sua música nas ruas e nos bares, encantando a nordestinos, a cariocas e ao resto do Brasil. Porém, foi no programa de calouros de Ary Barroso, onde ele tocou Vira e Mexe, recebeu nota máxima e começou a ganhar espaço na mídia.

Entre seus maiores sucessos, destaca-se Asa Branca (1947), que ele compôs em parceria com Humberto Teixeira. A música é regravada até hoje por diversos artistas influenciados direta e indiretamente pelo Rei do Baião, não somente os forrozeiros, mas aqueles que captaram a riqueza de suas notas. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Geraldo Vandré são alguns dos que fizeram releituras de obras do mestre.

Poeta , músico, instrumentista e acima de tudo um grande nordestino, que lutou pelo sertanejo e até mesmo ajudou a pacificar a sua terra natal Exu, Luiz Gonzaga do Nascimento, deixou um legado cultural inestimável para o povo brasileiro e para a sua gente que se orgulha e sente saudades do seu mais ilustre sertanejo. *

 No ano do centenário do rei do baião, os nordestinos enchem o peito e falam Luiz Gonzaga, me dar Orgulho de ser nordestino , no mais, só nos resta fazer coro a sua canção:

‘Saudade assim faz doer e amarga que nem jiló, mas ninguém pode dizer que me viu triste a chorar, saudade, o meu remédio é cantar...”.


LL



FORMATANDO


terça-feira, 12 de junho de 2012

Músicas para Namorar



Ah, o dia dos namorados, aquele momento em que você declara todo o amor do mundo para aquela pessoa especial. E para comemorar este dia separamos uma seleção com as mais românticas  de todos os tempos, para embalar o seu romance. Então aumenta o som e aproveita.




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segunda-feira, 11 de junho de 2012

MÚSICA PARA UMA SEGUNDA-FEIRA DE CHUVA


Hoje, ao acordar, o céu estava cinza, o dia frio e eu sem vontade alguma de ir trabalhar. Tudo que queria era ficar na cama curtindo um som, e sonhando com um belo dia de sol. E, coincidência ou não, acordei ao som de California Dreamin de The Mamas and the Papas.

Amo esta canção e, às 5:00 da manhã, o celular me despertou para mais uma semana de trabalho, mas tudo que eu – e, acredito, todo mundo – queria era ficar "Sonhando com a Califórnia". São 21:50 h e continua chovendo, então deixo para vocês esta obra prima da música. The Mamas and the Papas são música para a minha alma. Tenham todos uma grande semana e fiquem na paz.



Eis o perigo de mexer com pessoas inteligentes



O humorista Danilo Gentili postou a seguinte piada no seu twitter: “King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?”
A ONG Afrobras se posicionou contra: “Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal”, diz José Vicente, presidente da ONG. “Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade” , avalia Vicente.
Alguns minutos após escrever seu primeiro “twitter” sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog:
“Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?” (GENIAL) “Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês é que têm preconceito.” Mas, calma! Essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESTA:
“Se você me disser que é da raça negra, preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?
Quem propagou a ideia que “negro” é uma raça foram os escravagistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: “Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra”.
Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, MAS SIM DE BURRO.
Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.
Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:
- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.
Prefiro ser chamado de macaco a ser chamado de girafa. Peça a um cientista que faça um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.
Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa, e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?
Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo “preto” pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: “Branco, Amarelo, Vermelho, Negro”?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho, não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas, é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.
Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: “E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!”. Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer “Desculpe meu querido, mas já que é um afrodescendente, é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!” Sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas; afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra “preto” ou “macaco”, que são palavras tão horríveis.
Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite: isso é racismo, pois transmite a ideia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus “defendidos”
Agora peço que não sejam racistas comigo, por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso, nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade, SOU ÍTALO-DESCENDENTE. ITALIANOS NÃO ESCRAVIZARAM AFRICANOS NO BRASIL. VIERAM PRA CÁ E, ASSIM COMO OS PRETOS, TRABALHARAM NA LAVOURA. A DIFERENÇA É QUE ESCRAVA ISAURA FEZ MAIS SUCESSO QUE TERRA NOSTRA.
Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano, e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.
Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca ter escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.
Se é engraçado piada de gay e gordo, por que não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café com leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.
Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo “negro” ou “afrodescendente” , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça, você será apenas preto e eu, branco, da mesma raça – a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita “100% humano”, pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão.”
Fonte: Ana Côrtes, via solomon
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