terça-feira, 30 de julho de 2013


(adaptado de Carlos Drummond de Andrade)

O culto acabou, a luz apagou,a igreja fechou, o povo se foi, a noite
esfriou.

E agora, José? E agora, você? Você que dizima, não falta às
campanhas,unge com óleo,e toma da água que o apóstolo orou.

A noite esfriou, e a bênção não veio, mas o bispo pregou que a culpa
é só sua: “você não tem fé”.

E agora, José? Está sem recursos,está sem amigos, e acabou o
carinho daqueles irmãos do errante caminho.

Perdeu a esperança porque confiou em palavra de homem que só se
interessa em ovelha tosar, enganar os mais simples, e passar um
sermão em quem duvidar.

E agora, José? Se você cantasse, se você orasse, se você louvasse…

Mas você já não crê, e prefere morrer a ser iludido mais uma vez
com tantas promessas de espertos profetas que cobram pedágio pra
se alcançar as bênçãos do céu.

A noite esfriou, as lágrimas rolaram. E agora, José? Sozinho no
escuro qual bicho-do-mato, José abre a Bíblia.

E como milagre caíram-lhe escamas que impediam seus olhos de
enxergar a Verdade.

A partir desse dia o Evangelho reinou dando-lhe Paz e indizível
alegria.

E agora, José? Agora que eu vejo, não tem mais conversa: deixei as
mandingas, os fetiches e crenças.

Posso dizer que mudou minha história: Desde então, é somente a
Palavra, somente a Graça, apenas a Fé no Filho do Homem, e a Deus,
somente a Deus, eu dou toda a glória.


Escrito po Daniel Rocha
Via: Blog do Theo Pimenta

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Gosto de você, Francisco.



Os índios acreditavam que a fotografia roubava a alma das pessoas. Sob certos aspectos eles estavam corretos. A fotografia não rouba a alma das pessoas, mas as revela.

Em um instantâneo não há poses ou máscaras. Os homens pegos de surpresa refletem a sua essência e mostram-se como realmente são.

Ao ver esta bela foto do papa Francisco, vi a essência de um homem simples cuja  alma é leve e feliz, que mesmo carregando o fardo do cargo que ocupa, não perdeu a característica do homem simples que é.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Dominguinhos: Descanse em paz, sanfoneiro!

 

É tão difícil ficar sem você. O teu amor é gostoso demais.Teu cheiro me dá prazerQuando estou com você, Estou nos braços da paz"


Garanhuns esta de luto, com a morte de um dos seus mais ilustres filhos,José Domingos de Morais, o Dominguinhos, morreu hoje aos 72 anos, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Cantor, compositor e um dos maiores sanfoneiros do Brasil, o músico lutou sete anos contra um câncer de pulmão e com o agravamento da doença ele desenvolveu insuficiência ventricular, arritmia cardíaca e diabetes. Dominguinhos foi transferido para a capital paulista em 13 de janeiro. Antes, esteve internado por um mês em um hospital no Recife.estava internado desde dezembro do ano passado.

Natural de Garanhuns, Dominguinhos nasceu no dia 12 de fevereiro de 1941. Ele iniciou sua carreira  junto com seus irmãos,  tocando nas feiras e na porta do Hotel Tavares Correia, para ganhar uns trocados. Um dia, de passagem por Garanhuns, Luiz Gonzaga, o rei do baião, descobriu o artista. Ficou impressionado com o talento do rapaz e o convidou a procurá-lo no Rio de Janeiro. O pernambucano de Exu, estendeu a mão e abriu as portas para o sanfoneiro de  Garanhuns. 

Desde então Dominguinhos aprimorou sua arte e se tornou um dos músicos mais prestigiados do Brasil.Gravando com Caetano, Gilberto Gil, Gal Costa, Elba Ramalho, Marinês, Fagner, Roberto Carlos,o próprio Luiz Gonzaga, e uma porção de artistas famosos. Considerado um dos melhores acordeonista do Brasil, José Domingos era interprete, compositor além de fazer arranjos para seus discos e dos colegas de profissão.

Dominguinhos tinham um taleto desses que não se explicam e que apenas a graça do criador poder justificar, suas canções e sua obra ficará para sempre reverenciada pelo povo e por tantos artistas consagrados da MPB que tiveram o privilegio de estarem ao seu lado , quer no palco ou no estúdio.

Descanse em paz mestre Dominguinhos. Você sempre nos orgulhou e nos orgulhará de sermos nordestinos. 
.


jj


g

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Jerusalém de Ouro, Ofra Haza


Jerusalém de Ouro, é uma canção que me traz a sensação, tal qual Paulo, de arrebatamento ao terceiro Céu. Ouço-a e vejo o mestre a contemplar a cidade santa e lançar um lamento sobre esta. Ouça esta maravilhosa canção na voz belíssima de Ofra Haza.




Yerushalayim Shel Zahav, ירושלים של זהב ( Jerusalém de Ouro) é uma canção popular israelita e teve sua origem 1967, quando Naomi Shemer, foi convidada por mais quatro colegas para compor uma música para o festival Canções de Israel, ocorrido em 15 de maio de 1967, na noite após 19 anos da Independência de Israel.

A canção original descreve o anseio, por dois mil anos, do povo judeu em voltar para Jerusalém. Shemer adicionou um verso final depois da Guerra dos Seis Dias para celebrar a reunificação de Jerusalém, após 19 anos de ocupação jordaniana. Ela escolheu o então desconhecido Shuli Nathan para cantá-la. Naquele momento, a Cidade Antiga ainda estava ocupada pelos jordanianos e sob suas leis.

Grande parte da letra refere-se a poesias e temas tradicionais israelenses.

 "Jerusalém de Ouro" é uma referência a uma jóia especial mencionada em uma famosa lenda talmúdica sobre Rabi Akiva.

"Eis que eu sou, para todas as tuas canções, um violino" é uma citação de um poema do Rabi Yehudah Halevi.
"A cidade assenta-se solitária" é uma referência ao primeiro verso do livro bíblico das Lamentações.

 "Se eu me esquecer de ti, Jerusalém" é uma citação do Salmo 137, verso 5.

Parte da melodia é baseada em uma canção de ninar basca, Pello Joxepe (Tolo José), composta por Juan Francisco Petriarena 'Xenpelar' (1835-1869), a qual Shemer ouviu em uma apresentação do cantor e compositor Paco Ibañez, que visitou Israel em 1962 e cantou essa canção para um grupo que incluía Naomi Shemer e Nehama Hendel.

Shemer disse que baseou, inconscientemente, sua melodia na da canção de ninar, e sentiu-se muito mal por conta disso. Paco Ibañez foi, então, perguntado sobre como se sentiu quando soube que Shemer havia inspirado parte da melodia em Pello Joxepe. Ele respondeu que estava "orgulhoso por isso ter ajudado de alguma maneira" e que ele não percebia isso como plágio e que não estava com raiva.

Jerusalém de Ouro é indiscutivelmente música para minha alma!

A única coisa que importa saber



Deus é amor. E amor é o que todo ser humano quer. Portanto, quando alguém quer amor/amor, tal pessoa quer Deus, mesmo que não saiba.
Assim é que João, um dos apóstolos de Jesus, já idoso, mais ou menos aos 90 anos de idade, resumiu tudo o que de Deus em Cristo Jesus aprendeu e apreendeu, apenas dizendo:
Deus é amor. Quem ama é nascido de Deus e naturalmente conhece a Deus. Mas como Deus é amor e tanto Deus quanto o amor são invisíveis e inconfiáveis  o único modo de se expressar o amor a Deus e à tudo quanto seja Vida em Deus, é amando o próximo e a toda a criação do Criador/Pai.
Desse modo é que se pode dizer que se Deus tem uma religião, ela tem apenas Um Dógma: amor segundo Deus.
Ora, o amor segundo Deus é entrega. Para Deus amar é dar vida e até a própria vida!
Entretanto, esse amar/dar/vida só se torna significativo no encontro do homem com outro humano ou com outra criatura, ainda que menor supostamente na percepção do existente.
O homem não tem como amar a Deus sem ser através do próximo!
Eu só expresso amor se minha vida for uma dádiva ao mundo no qual eu habito; seja esse mundo do tamanho que seja; grande ou pequeno; ou mesmo ínfimo.
Não adianta amar o Infinito se não se ama o finito!
O amor ao Infinito só é possível aos humanos como amor ao finito!
Afinal, de acordo com o espírito do Evangelho, quem não ama o pequeno, não ama o grande, assim como quem não é fiel no pouco, não é fiel no muito.
Desse modo se reconhece um filho de Deus: pela sua existência em estado de entrega ao amor como serviço sincero aos vivos e à vida.
E para que isto aconteça basta que a pessoa se dê em amor onde quer que esteja!
Em certas pessoas isto só acontece quando são chocadas pela pregação do Evangelho e se convertem. Há outras, todavia, que nunca tiveram essa informação, mas cresceram segundo o caráter dela, da informação. Com certeza apenas por causa de um segredo de Deus inexplicavelmente falado no silêncio de seus corações sinceros. Esses são os filhos de Deus que os religiosos insistem em chamar de “criaturas” de Deus, a fim de diferenciar um humano do outro; ou seja: o religioso do não religioso, ou do indiferente à religião.
O Pai, no entanto, sabe quem são os Seus filhos apenas e tão somente pela prática da fé que atua pelo amor, mesmo que tal fé na vida em amor não decorra de um ensino direto do corpo organizado do Evangelho.
Ora, isto é tudo que os “crentes” não gostam, ou mesmo abominam. Sim, pois tal liberdade de Deus lhes mata o discurso de “poder e detenção” da verdade e de sua aplicação “conquistadora” na existência do próximo.
Foi por esta razão que alguns entenderam no passado que a igreja — como ente social e visível — tem a muitos que Deus não tem; ao mesmo tempo em Deus tem muitos que a igreja não permite entrar.
Ou seja: a igreja pode estar cheia de gente sem Deus, enquanto Deus é Deus de muita gente sem “igreja”!
Nele, porém, todos os que são do amor, são da Igreja!
Nele, do mesmo modo, todos os que não são do amor, não são Dele; ainda que tenham igreja entre os homens.
É esta realidade prática do amor como confissão encarnada da fé que os “crentes” abominam; pois é melhor dizer que se crê num corpo de doutrinas do que entregar o corpo/ser para ser a encarnação do dogma de Deus: o amor.
Se o Evangelho não produz esse fruto em mim, saiba: é porque em mim o Evangelho de Deus não habita… ainda.
Nele,
Caio
fonte: site  Caio Fábio

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Amigo do Sol, amigo da Lua - Benito Di Paula

Existem canções que são tão maravilhosas, que nos arrebatam a um tempo de sabores, alegrias, paz e serenidade da nossa infância dos quais jamais esqueceremos.

"Amigo do Sol, amigo da lua" de Benito Di Paula é uma dessas canções com gosto de felicidade.

Vale a pena ver e ouvir esta linda canção e animação extraordinária. Tenham todos uma grande semana e lembrem-se:

No vale, no mato e no mundo vamos brincar!




domingo, 7 de julho de 2013

Minha mãe é uma peça


Professor de língua portuguesa, crítico literário, cinéfilo e amante da boa música. Dono de um senso de humor mordaz e provocativo, Mauber Santos tem um estilo peculiar de escrever.
Então sem mais delonga com vocês o meu amigo Mauber Santos, o mais novo colaborador do Mural na Net. Em sua primeira participação no totalmente excelente “MINHA MÃE É UMA PEÇA”.

Transpor um romance ou uma peça teatral  para a linguagem cinematográfica não é uma tarefa fácil para ninguém, e quando se trata de filme nacional temos então mais trabalho ainda. 

Ontem fomos ao cinema Gleidson FernandesManoel Almeida,Adailton Cortez e eu) para assistir o filme Minha Mãe é uma Peça, obra homônima de Paulo Gustavo que encarna a mãe Dona Hemínia, uma senhora de meia idade, que passa a relatar a difícil arte de educar os filhos. Do monologo ao filme temos a aparição dos famosos filhos e de outras personagens que encorpam a produção, mesmo com a participação de Ingrid Guimarães, Sueli Franco, Herson Capri, quem inevitavelmente rouba a cena é Paulo Gustavo, que tem se tornado o novo ícone do humor. 

Com piadas fortes e deliciosas a película consegue divertir e creio que este seja o principal objetivo desse filme. Não se pode esperar um roteiro complexo em forma artistica, mas ele é ágil e divertido. Desde Para Roma com Amor eu não havia rido tanto dentro de uma sala de cinema comercial. Se você quiser rir, corra ao cinema e veja essa deliciosa comedia nacional.

 Mauber Santos


Barbosa recebeu R$ 580 mil em benefícios atrasados



RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

Crítico dos gastos do Judiciário, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, recebeu R$ 414 mil do Ministério Público Federal por conta de controverso bônus salarial criado nos anos 90 para compensar, em diversas categorias, o auxílio-moradia concedido a deputados e senadores.

Chamado de PAE (Parcela Autônoma de Equivalência), o benefício já foi repassado para 604 membros do Ministério Público Federal, incluindo Barbosa. O pagamento consumiu R$ 150 milhões.

Embora legalizados, auxílios do gênero provocaram polêmicas ao longo dos anos. A mais recente é travada no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), presidido por Barbosa. Em breve, o conselho vai analisar uma proposta que pede a suspensão do pagamento de auxílio-moradia a juízes trabalhistas.

No mês passado, o CNJ autorizou o pagamento de cerca de R$ 100 milhões a oito tribunais de Justiça nos Estados relativos a auxílio-alimentação. Barbosa foi contrário, e sua posição contra os penduricalhos salariais ganhou amplo destaque. Ele chamou de "esdrúxula" e "inconstitucional" a resolução do CNJ.

O ministro ironizou o benefício ao dizer que "não cabe a cada Estado estabelecer auxílio-moradia, auxílio-funeral ou auxílio-paletó".

Em 2010, o próprio Barbosa foi relator de pedido da Associação dos Juízes Federais que buscava reconhecimento do direito dos juízes ao auxílio-moradia em ação no STF.

Ao negar a liminar, o ministro escreveu que o auxílio "não serve para complementar a remuneração do magistrado federal, mas sim para indenizá-lo por despesas que surgem da sua designação para o exercício em localidade distante".

Em 2000, a Procuradoria Geral da República estendeu aos procuradores os efeitos de resolução do STF que determinava o pagamento da PAE aos ministros do tribunal. Em 2002, a resolução virou lei.

Além desse auxílio, o presidente do STF recebeu, em 2007, R$ 166 mil (ou R$ 226,8 mil, em valores corrigidos) mediante a conversão em dinheiro de 11 meses de licenças-prêmio não gozadas.

Esse benefício, não mais em vigor, permitia que um servidor recebesse três meses de folga a cada cinco anos de vínculo empregatício. A ideia era estimulá-los a efetivamente tirarem as folgas, mas muitos, como Barbosa, preferiram não usá-las, deixando que elas se acumulassem.

Em outubro de 2007, o Conselho Nacional do Ministério Público autorizou a conversão em dinheiro, no ato da aposentadoria, das licenças-prêmio e férias não gozadas.
Somando os dois benefícios, o presidente do STF recebeu do Ministério Público Federal R$ 580 mil referentes ao período em que ele foi procurador. Corrigido pelo IPCA, o total atinge R$ 704,5 mil.

OUTRO LADO

A assessoria do STF informou que Barbosa, após ser empossado na corte, "viu-se impossibilitado" de tirar licenças a que tinha direito e "requereu, com êxito, ao procurador-geral da República" o pagamento delas, o que teria sido feito também "por antigos membros do MPF que ingressaram na magistratura".

A resposta é diferente da fornecida pela Procuradoria Geral da República, que afirmou: "A conversão do saldo de licença-prêmio não foi feita a pedido do servidor, mas por decisão administrativa".

Sobre a PAE, o STF informou que "o presidente esclarece que não recebeu nada ilegal, e nada além do que foi recebido por todos os membros do Judiciário do país, do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União"

segunda-feira, 1 de julho de 2013

flashback com Boyce Avenue

Olá, pessoas! Hoje quero deixar um presente para vocês, duas incríveis, para vocês curtirem durante esta semana.
Heaven de Bryan Adams e Fast car de Tracy Chapman, interpretadas pelo grupo Boyce Avenue, com participação especial das talentosas Megan Nicole e Kina Grannis. Olha só que maneiro que ficaram essas versões. Então uma boa semana com muita música boa para vocês. Valeu!



kbbbbbbbbbbbbbb

Jesus nunca pertenceu ao cristianismo


Li esses dias sobre olhar para o mundo sem os crivos das “denominacionalidades” e suas inusitadas formas tradicionais ou contemporâneas. No texto, a autora se sentia cansada de termos e títulos que mais atrapalham do que ajudam, de certificados que só provam que o que fazemos é mera preocupação com o que os outros vão dizer e não tem o sentido profundo e real daquilo que estamos fazendo.

Eu admito que não sei ainda pensar fora da caixa religiosa, ainda não consigo olhar pras gentes sem classificá-las por isso ou aquilo. Ainda tenho a péssima mania de dividir judeus e não judeus, crentes e não crentes, diluindo meu pre conceito sobre alguém pelo mero título que carrega, como se faz com um negro ou com uma etnia diferente. Nós é que chamamos e pensamos por classes, Deus não vê assim, para Ele existem gentes e só.

Todas as gentes precisam de Deus, mesmo o crente que eu encontro no evangelismo precisa de algo de Deus, ele não se faz perfeito e incorrigível ou mesmo completo por ser crente, assim como eu não me faço pronto e de tudo conhecedor por ser missionário. Como seria perfeito se pudéssemos viver fora da terrível caixa que montamos e nos escondemos.

Jesus não veio criar uma religião, nem mesmo se declarou cristão, apenas veio e nos ensinou a viver. As boas novas são a religião de Jesus, o cristianismo é a religião dos homens. Para entender as boas novas precisamos de relacionamento com Deus, e dEle temos a destra fiel para que sejamos em tudo acompanhado, estado de alma onde tudo é pessoal, é íntimo, é pleno. Por esse modo de vida não estar pronto em 3 minutos, os homens criaram a “denominacionalidade”, onde tudo é mais fácil de controlar, onde regras caem direitinho e se sobressaem no território das dúvidas e incertezas. É mais fácil proibir do que caminhar junto.

Caminhar significa sentir o cheiro, cansar-se, bater de frente, machucar-se, perdoar, recomeçar, enfim. Enquanto regrar significa dizer uma só vez e esperar a obediência cega e ignorante, sob o pretexto de não se poder tocar no “ungido do Senhor” para não ser taxado de rebelde e insensato. Poderia estar falando de Hitler, Stalin, Mussoline ou mesmo de um reino distante daqui, mas infelizmente encontro esse sistema de governo bem mais perto, bem mais intragável, bem mais sutil e camuflado de santidade.

Vejo igrejas perdendo tempo com partidarismos, discutindo se deve usar saia ou calça, se deve ou não cortar o cabelo, se fala em língua ou não, se canta em pé ou sentado, se bate ou não palmas, se dá a “paz do Senhor” ou “graça e paz”. Saibam que enquanto isso acontece, índios pelados estão recebendo o evangelho e fazendo rituais sinceros para Deus, tribos são redimidas pelo sangue do cordeiro e iniciam uma nova forma de exercitar sua cultura.

Deixemos de nos portar como políticos partidários que investem tempo para ganhar alguns, com o argumento de que tem propostas melhores que outros, sejamos UM. Deixemos de lado os títulos, as fogueiras santas, os cultos das bênçãos, vamos viver o evangelho. Se você acha que o maior presente que Deus tinha para você era a salvação por meio da morte de Jesus, então precisa experimentar o que Ele preparou para ser usufruído por meio da vida exemplar de Jesus. Olhe pra Jesus, por favor! Olhemos para Ele! “Vejamos com apreço seu andar, pois é a imagem perfeita da verdade”.


Não se engane, eu não vivo tudo que aqui falei, mas convoco você para viver junto comigo, pois Cristo é o cabeça do corpo, ou seja, Ele reina quando estamos juntos. Não apenas para um culto, mas em um propósito específico: amar a todos, sem distinção. Isso sim é loucura. Isso sim é revolução. Vamos fazer um protesto? kkkkk

Amilton Joaquin
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