quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A Alma da Ciência - Fé cristã e filosofia natural

 
Dica de leitura!
 
 
A Alma da Ciência
Considero A Alma da Ciência como o livro mais significante que, em nossa era científica, deveria ser lido por todos os cristãos que pensam e por todos os cientistas.

Os autores demonstram como o desabrochar da moderna ciência dependeu da cosmovisão judaico-cristã da existência de um universo real, físico e contingente, criado e sustentado por um Deus pessoal onipotente, com o ser humano possuindo as capacidades da racionalidade e da criatividade, sendo assim capaz de investigar esse universo.

Pearcey e Thaxton fazem excelente uso de analogias para elucidar conceitos difíceis. A clareza de suas explicações para leigos, por exemplo  da teoria da relatividade de Einstein ou sobre o conteúdo informacional do DNA e suas consequências para as teorias da evolução prebiótica, são excepcionais.

Dr. David Shotton, professor de Biologia Celular (Departamento de Zoologia, Universidade de Oxford)

Pearcey e Thaxton demonstram que a aliança entre ateísmo e ciência é uma aberração temporária e que, longe de haver sido inimigo da ciência, o teísmo cristão desempenhou e continuará a desempenhar um importante papel no crescimento da compreensão científica. Este brilhante livro merece ser amplamente lido.

Phillip E. Johnson (Universidade da Califórnia, Berkeley)
 
 
 

sábado, 25 de janeiro de 2014

O céu não é o meu lugar




Por Marcos Botelho

Quem nunca ousou imaginar como será o céu?

Nuvens brancas, fofas e planas, pessoas com mantos brancos. Todos falam bem baixinho, de forma controlada, harpas por todos os lugares com músicas suaves.

Ninguém anda, todos flutuam. As vestes estão impecáveis de tão limpas, afinal não tem onde se sujar. Temos algumas frutas servidas na mesa, mas não precisa comer, é apenas decoração. Ninguém sente cheiro de nada.

Tem muitos abraços, carinho no rosto, mas não tem beijos “calientes” com a amada, não tem mordida, não tem sexo…, socorro! Acho que virei um anjo!!!

Nunca gostei desse céu mitológico da sociedade.

Cadê as cores das matas? O marrom das montanhas? O céu preto da noite nublada? Aqui na terra tive todas as experiências boas com as cores, não quero deixá-las.

Cadê aquele meu amigo que não sabe falar baixo? Cadê o silencio sendo rompido com uma risada escandalosa do meu pai? Cadê o grito da torcida do time do meu coração? Cadê o Rock and Roll? Aqui na terra tive todos os sons, todas as músicas, todos os instrumentos, não quero deixá-los.

Cadê o esporte que eu gosto? O trabalho que me da prazer e que o próprio Deus me deu o dom? A lasanha, o churrasco, a Coca-Cola? Aqui na terra tive todos esses gostos e essas ocupações, não quero deixá-los.

Cadê o cheiro dos perfumes importados?  Cadê o olhar sedutor da minha esposa? Cadê o sexo? Tive a companhia dela nessa terra, não quero deixá-la.

Chego a conclusão que o céu não é o meu lugar, pelo menos esse céu mitológico não.

Essa ideia de ir para um lugar onde os prazeres, a matéria, a nossa humanidade são negados vem de longe, vem dos gregos. A ideia de que a terra é toda pecaminosa e só uma desencarnação pode purificar-nos eternamente…

Fico tão feliz que essa ideia e esse céu não são os mesmos descritos pela bíblia.  Esse conceito negativo da matéria e do prazer nunca foi o judaico-cristão, nunca foi revelado por Deus, nem no Antigo e nem no Novo testamento.

Muito pelo contrário. A encarnação de Jesus,  aquele que João descreve em sua primeira carta como alguém possível de  se tocar, beijar e abraçar, é  a prova de que tudo o que vivemos hoje, mesmo deturpado pelo pecado, não será jogado fora, e sim restaurado.

A ressurreição de Jesus é a inauguração de uma nova era, onde toda a criação tem uma esperança de restauração e salvação eterna. Jesus ao ressuscitar é o  primogênito da nova criação, de um novo reino, de uma nova humanidade.

Não quero apenas que minha alma seja salva, quero que meu corpo, minha história, minha identidade, minha família seja salva também. Certa vez ouvi que Alma sem corpo é fantasma e corpo sem alma é defunto.

Jesus ao ressuscitar mostra que a salvação não é só para as nossas almas, mas para o homem todo, para toda a criação.

Apocalipse revela que haverá um dia quando Deus se mudará para a terra, onde tudo foi restaurado e não haverá mais choro, nem dor, tampouco morte e tudo será o novo céu e nova terra.

“Ouvi uma voz, como um trovão, vinda do trono: “Olhe! Olhe! Deus está de mudança: vai morar entre homens e mulheres! Eles são seu povo, ele é o Deus deles. Ele vai enxugar toda lágrima dos olhos deles. A morte se foi de vez, e também se foram as lágrimas, o choro e a dor. A primeira ordem das coisas não existe mais”. Aquele Que Está Entronizado continuou:“ Olhe! Faço tudo novo. Apocalipse 21:3-5

É até difícil imaginar essa nossa vida aqui sem o mal, a cidade sem o desprezo dos guetos, os relacionamentos sem nenhum choro, o trabalho sem angustia da cobrança, o passar do tempo sem morte.  A nova terra será tão boa que até Deus se mudará para cá, não sou eu que vou ter que voltar para casa e sim Deus que fará da terra de novo a sua casa.

“Não permitirei que vocês fiquem órfãos. Eu voltarei!” João 14:18

Encontrei o meu lugar, esse é o meu lugar, a terra é o meu lugar. Viver a eternidade perto de Deus na nova terra. Tirar o que o pecado estragou nessa vida e potencializar o que temos de bom de Deus hoje. Esse é o lugar que quero passar a eternidade.

[Versão dos texto parafraseado da bíblia A Mensagem]

Fonte: blog do Marcos Botelho



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