Pular para o conteúdo principal

The Blind Boys of Alabama


Olá, pessoas. Depois de um longo período sem postar, estou de volta ao Mural. Sei que o JT tava junto com vocês todo esse tempo, mas eu tava morrendo de saudade de passar por aqui e trocar aquelas idéias com vocês, caros muralistas. E para celebrar o nosso reencontro eu trago um pôster super especial, com as lendas vivas do Blues / Soul / Gospel mundial, The Blind Boys of Alabama.




Celebrados pelo Grammy e The National Endowment for the Arts com o Lifetime Achievement Awards, cantado por dois presidentes na Casa Branca e vencedores de cinco Grammy Awards, “os garotos cegos do Alabama”, em mais de seis décadas extrapolaram todas as fronteiras da música religiosa, levando-a da igreja para o grande público, sem descaracterizá-la de sua força e mensagem. Criado em 1939 por cegos saídos do “Alabama Institute for Negro Blind”, o grupo hoje é formado por Jimmy Carter (seu fundador), Clarence Fountain, George Scott, Joey Williams, Ricky McKinnie, Bobby Butler e Tracy Peirce, quase todos na faixa dos 70 anos de idade, mas com uma vitalidade em suas apresentações que faz uma literal reverência ao nome do grupo “Blind Boys”.

Em 1948 gravaram “I Can See Everybody’s Mother But Mine”, hit famoso entre antistas do R&B e também do rock. Lutaram junto ao amigo Martin Luther King, nos meados dos anos 60, pelos direitos civis. The Blind Boys, já gravaram com Bonnie Raitt, Randy Travis, kd lang, Lou Reed, Peter Gabriel, Charlie Musselwhite, Susan Tedeschi, Solomon Burke, Marty Stuart, Asleep at the Wheel e muitos outros.

Sua música nunca foi preconceituosa, e em sua longa discografia de mais de 70 álbuns, o seu repertório variou, desde a música gospel tradicional, como Amazing Grace e o Salmo 23, e releituras de canções de Bob Dylan (I Believe in You), Tom Waits (Way Down in the Hole) e Ben Harper (I Shall Not Walk Alone). Além de gravações de canções dos Rolling Stones, Prince, Jimmy Cliff, Stevie Wonder e Curtis Mayfield, entre outros. Alémdisso, participaram de trilhas de filmes e seriados de TV famosos nos Estados Unidos. 

O grupo influenciou duas gerações de gospel, soul, R&B e rock, e ainda hoje são referência na música mundial. Com uma energia indescritível, e com interpretações de tirar o fôlego de quem os escuta, Os Garotos Cegos do Alabama mostram como fazer música cristã de qualidade e como torná-la popular ao grande público. Eles são indiscutivelmente um modelo a ser seguido pela música gospel brasileira.

Mas nada que se fale dos The Blind Boys, se iguala a ouvi-los. Então, sem mais enrolação, com vocês, direto do Alabama, “The Blind Boys of Alabama” no Som do Mural. 


 

 

 

 

 

Site oficial: www.blindboys.com

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

William Barclay, o falso mestre

  O texto a seguir foi traduzido por mim, JT. Encontrado em inglês neste endereço . As citações de trechos bíblicos foram tiradas da bíblia Almeida Revista e Atualizada (ARA).     William Barclay, o falso mestre Richard Hollerman Estamos convencidos de que muitas pessoas não percebem o quão difundido o falso ensinamento está em nossos dias. Elas simplesmente vão à igreja ou aceitam ser membros da igreja e falham em ter discernimento espiritual com respeito ao que é ensinado pelo pastor, pregador ou outro "sacerdote". Elas meramente assumem que tudo está bem; caso contrário, o quartel-general denominacional certamente não empregaria uma pessoa em particular para representar sua doutrina publicamente. Esta é uma atitude desgraçadamente perigosa a sustentar, uma que nos conduzirá de forma desencaminhada e para dentro do erro. Alguns destes erros podem ser excessivamente arriscados e conduzirão ambos mestre e ouvinte à condenação eterna! Jesus nos advertiu sobre os fa...

O escafandro e a borboleta

Uma dica de filme bacana, um motivacional apesar de não ser um filme cristão.     por Juliana Dacoregio   Impossível assistir a O escafandro e a borboleta (França/EUA, 2007) e não pensar em valorizar mais a própria vida. É o pensamento mais simplista possível, mas é também o mais sábio. Eu estava com um certo receio de assistir ao filme. Sabia do que se tratava e não queria sentir o peso da tragédia daquele homem. É uma história realmente pesada. E por mais que Jean Dominique Bauby – que, baseado em sua própria história, escreveu o livro homônimo que deu origem ao filme – conseguisse rir apesar de sua situação, o riso dele faz só faz aumentar o nosso desconforto, por ficar evidente que seu rosto permanece estático enquanto há emoções em seu interior.   Bauby se viu preso em seu próprio corpo em 1995, quando sofreu um derrame que o deixou totalmente paralisado e incapaz de falar. Apesar disso ele não teve sua audição e visão afetadas e suas faculdade...

O Natal por Caio Fábio

NATAL CONFORME A NATA DE CADA ALMA Paulo disse que não era mais para se guardar festas religiosas como se elas carregassem virtude em si mesmas. Assim, as datas são apenas datas, e as mais significativas são aquelas que se fizeram história, memória e ninho em nós. Ora, o mesmo se pode dizer do Natal, o qual, na “Cristandade”, celebra o “nascimento de Jesus”, ou, numa linguagem mais “teológica”, a Encarnação. No entanto, aqui há que se estabelecer algumas diferenciações fundamentais: 1. Que Jesus não nasceu no Natal, em dezembro, mas muito provavelmente em outubro. 2. Que o Natal é uma herança de natureza cultural, instituída já no quarto século. De fato, o Natal da Cristandade, que cai em dezembro, é mais uma criação de natureza constantiniana, e, antes disso, nunca foi objeto de qualquer que tenha sido a “festividade” da comunidade dos discípulos originais. 3. Que a Encarnação, que é o verdadeiro natal, não é uma data universal — embora Jesus possa ter nascido em outubro —, mas sim um...