sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Em 2011 MUDE !

Que em 2011 você possa Mudar seus hábitos, seus caminhos, suas roupas, seus amores, suas esperanças... "Mude" é um belo vidéo criado por Camila Bossolan e com texto de Edson Marques, e é o nosso desejo para você em 2011, mas lembre-se, toda mudança começa conosco. Mude e veja que tudo a sua volta mudará também.


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Bispo recusa comenda do Senado: Estes aqui são representates do povo?



O Bispo de Limoeiro do Norte (CE), Dom Manuel Edmilson da Cruz recusa comenda no Senado e diz que os homens que aprovam o vexatório aumento para si, enquanto categorias básicas do país vivem em dificuldades não têm a estatura de representantes do povo.

O bispo Dom Manuel da Cruz foi à cerimônia de entrega de sua comenda. Abriu a folha de discurso e na sua dificuldade normal (86 anos) e humildade declara (resumo):

- Parlamento é coisa para ser respeitada. É a representação do povo, da vida democrática.

- Estamos vendo sindicatos e, greve e tendo suas reivindicações salariais negadas. Empregados de transportes, educação, saúde. Todos fundamentais ao povo e tendo suas reivindicações negadas após muita luta.

- Contudo, este congresso aprova para si aumento absurdo, na maior facilidade.

- Podem ser chamados de parlamentares? Representantes do povo?

- Quem vota em político corrupto está votando na morte.

- O aumento dos parlamentares devia seguir o aumento do salario mínimo e da aposentadoria.

- Em virtude destas questões a comenda que lhe é oferecida não está à altura do homem que dá o seu nome (Don Helder Câmara) e, portanto, não posso recebê-la.





"São homens como este, que me fazem acreditar em um Brasil diferente, que me fazem crer que sim é possível mudar. Parabéns Dom Manoel Edmilson, o seu exemplo nos enche de orgulho de sermos brasileiros e cristãos".

Fonte: Genizah

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Joe Cooker :Com uma pequena ajuda dos meus amigos

O ano tá terminando, mas a semana ta só começando; então, pra gente começar a semana bem, nada melhor que uma bela música, uma canção que fala do valor da amizade e da necessidade de termos alguém para caminhar junto.

With a Little Help From My Friends é uma das mais belas canções dos Beatles, mas a versão de Joe Cocker é perfeita, é simplesmente maravilhosa. Sua voz rouca e a emoção com que ele canta é indescritível.

Lembro de ter lido em algum lugar a respeito de músicas que foram escritas por uns músicos, mas que foram tomadas para si por outros, tornando-as as suas próprias canções. Seria algo como perder uma namorada para outro. "With a Little Help From My Friends" é a namorada perdida dos Beatles, para Joe Cocker.

"With a Little Help From My Friends" (Com uma pequena ajuda dos meus amigos) interpretada por Joe Cooker é, sem duvida, música para a minha alma!



sábado, 25 de dezembro de 2010

Montgomery gentry - Um feliz natal para a família

Merry Christmas to the Family. UM FELIZ NATAL divertido para você e para toda a família, caro leitor do Mural.

O Natal por Ariovaldo Ramos


(Des) Mobilidade ou Feliz Natal!
Houve tempo em que os seres humanos se comunicavam pelo som dos tambores e por sinais de fumaça, e havia que se contar com a contribuição do meio ambiente e com um sem número de imponderáveis para que as mensagens fossem recebidas.

Hoje todos são encontrados a qualquer hora e em qualquer lugar. E, mais, tudo está à mão, de tal maneira que um ser humano pode estar em vários lugares ao mesmo tempo. Transmissões “on time” ou em “real time”, todos “on line”. Tudo “on” em todo o tempo.

“Facebook”; “twitter”; “orkut”; “buzz”; “ios4”; “android”; “google”; “yahoo” e assemelhados por todo o mundo: todos disputam a preferência humana e, cada vez mais, com cada vez menos aparelhos, muito mais tarefas são deflagradas, monitoradas, concretizadas. E vem muito mais por aí, mais “gadgets” e maior mobilidade.

Cada vez mais falamos com e através de máquinas, e já tem gente prometendo, para 2045, robôs que decidem por si; mas, infelizmente, essa explosão de relações não é tão verdade quanto ao relacionamento entre humanos.

As pessoas estão cada vez mais distantes entre si, os relacionamentos estão desmoronando, os casamentos não resistem à menor crise, o individualismo ganha proporção geométrica, embora, a privacidade esteja se tornando impossível: como demonstrou o site “wikileaks”, nem os sistemas mais seguros conseguem garantir o privado.

É a época do paradoxo: sem privacidade, mas, com cada vez menos amizade!

Aliás, as personalidades públicas parecem já ter se dado conta de que a privacidade se perdeu, e, então, via “reality shows”, tentam controlar o nível de exposição pessoal.

Em meio a tudo isso é Natal! Data em que se comemora o maior ato relacional de todos os tempos: Deus se fez homem para que os homens pudessem entendê-lo. Em que, também, se comemora, a maior perda de mobilidade em todos os tempos, Deus, que tudo pode, passou a poder apenas no nível do humano, ainda que repleto de fé; Deus que em todos os lugares está, passou a estar, limitado pela física, num só lugar de cada vez. Tudo para se relacionar.

Nesse tempo em que nos comunicamos cada vez mais, para nos relacionarmos cada vez menos, é tempo de pensar no Personagem máximo do Natal, e de lembrar a importância que uma vez foi dada ao relacionamento com e entre os seres humanos.

É Natal para que “twits”, “e-mails” e SMS, não deletem apertos de mão, abraços e beijos. Feliz Natal!©ariovaldoramos

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal com Elvis Presley: "Christmas Duets"

Natal tem que ter trilha sonora, e melhor ainda se essa trilha for composta por Elvis Presley. É isso aí! Prepare-se para se emocionar com Elvis Presley em duetos natalinos inimagináveis, Ouça o rei do rock cantando seus clássicos White Christmas, Santa Claus is Back in Town, Merry Christmas Baby, O Come All Ye Faithful, Silent Night, com Amy Grant, Wynonna Judd, Sara Evans, entre outros nomes do universo country feminino. Com cereteza o seu Natal será cheio de emoção, e o som do seu Natal agradará a gregos e troianos.






Ouça o álbum Elvis Presley Christmas Duets

O Natal por Caio Fábio


NATAL CONFORME A NATA DE CADA ALMA

Paulo disse que não era mais para se guardar festas religiosas como se elas carregassem virtude em si mesmas.
Assim, as datas são apenas datas, e as mais significativas são aquelas que se fizeram história, memória e ninho em nós.
Ora, o mesmo se pode dizer do Natal, o qual, na “Cristandade”, celebra o “nascimento de Jesus”, ou, numa linguagem mais “teológica”, a Encarnação.
No entanto, aqui há que se estabelecer algumas diferenciações fundamentais:

1. Que Jesus não nasceu no Natal, em dezembro, mas muito provavelmente em outubro.

2. Que o Natal é uma herança de natureza cultural, instituída já no quarto século. De fato, o Natal da Cristandade, que cai em dezembro, é mais uma criação de natureza constantiniana, e, antes disso, nunca foi objeto de qualquer que tenha sido a “festividade” da comunidade dos discípulos originais.

3. Que a Encarnação, que é o verdadeiro natal, não é uma data universal — embora Jesus possa ter nascido em outubro —, mas sim um acontecimento existencial que tem seu inicio em nós quando cremos que Deus estava em Cristo, e se renova em nós cada vez que vivemos no amor de Deus, confiantes na Graça da Encarnação e na Encarnação da Graça: Jesus, o Emanuel.

4. Que embora o Natal da Cristandade não seja nada além de uma celebração religiosa e sincrética, nem por isso ele faz mal a quem o celebra como quem come o pão e bebe o vinho do Amor de Deus em Sua Encarnação. Isso porque, como qualquer outra coisa, o que empresta sentido às coisas não são as coisas em si mesmas, mas o olhar de quem nelas projeta, simbolicamente, o seu próprio coração.

Assim, que cada um tenha o Natal que em si mesmo tiver sido gerado!

O meu é todo dia, pois, a cada dia vivo apenas porque creio que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo.

Do contrário, para mim não haveria natal, posto que um homem como eu já não encontra ilusões viáveis como paliativo e auto-engano para a existência.

Por isso digo: sem o meu natal de fé em Cristo, sobraria apenas o meu funeral de tristeza.

Há quem faça um natalzinho existencialmente do tipo “Casas Bahia”.

Há quem o torne algo tão “exato” que não o celebrar é como não comparecer ao “Aniversário de Jesus”.

Há quem não o celebre por julgá-lo uma festa pagã.

E há também quem o denuncie de modo estapafúrdio, como um certo “apóstolo” que, desejando “teologizar” — coisa, para ele, mais difícil do que boi voar —, disse que a Encarnação não é para ser celebrada, mas apenas a Ceia do Senhor. E concluiu que quem celebra a Encarnação celebra o Primeiro Dia em vez de celebrar o Sétimo. Assim, conclui ele, tal pessoa voltou atrás. E isso tudo sem lembrar que João diz que todo espírito que não confessa a Encarnação não procede de Deus, pois é espírito do anticristo, o qual já está no mundo, e, segundo João, “procede do meio de nós”.

Sem Encarnação, Aquele que morreu e ressuscitou não poderia dizer: “Vede! Um espírito não tem carnes nem ossos, como vedes que eu tenho!”

Sem começo, não há fim. Portanto, tratando-se de Deus, Alfa e Ômega são a mesma coisa, pois Aquele que é é, e nEle não se pode m separar eventos que salvam e eventos que não salvam. E isso por uma única razão: Quem salva é Ele, e não pedaços dEle!

Portanto, como todos os dias, celebre seu natal com a gratidão dos filhos da Graça que se encarnou como manifestação de uma reconciliação que já estava feita antes de acontecer na História, visto que o Cordeiro de Deus já havia sido imolado desde antes da fundação do mundo.

Portanto, não há nada tão final quanto o próprio começo de tudo!

NEle,

Caio

Fonte: CaioFabio.net

O Cântico de Maria

Linda composição de Stênio Március na voz de João Alexandre, que retrata o lado materno de Maria para com o nosso salvador, que tantas vezes nos passa despercebido.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Papai Noel dos deputados


Frei Betto

“Pior que tá não fica, vote Tiririca!” E não é que o deputado federal mais votado do país tem toda razão! Em pleno apagar das luzes da atual legislatura, deputados federais e senadores decidiram se dar um generoso presente de Papai Noel: aumento salarial de 62%.

A partir de fevereiro, os membros do Congresso passam a ganhar, por mês, R$ 26,7 mil. Hoje, ganham R$ 16,5.

Tudo aprovado em regime de urgência, com o desacordo de apenas 35 deputados federais, entre os quais a bancada do PSOL e Luiza Erundina, do PSB.

E vem aí o efeito cascata. A Constituição prevê que deputados estaduais podem ter remuneração de até 75% do valor dos vencimentos dos federais. E os vereadores não ficarão atrás. O aumento terá impacto de R$ 2 bilhões por ano nas contas públicas. E nós, contribuintes, pagaremos toda essa farra.

Não pense o leitor que o assalto aos cofres públicos se reduz a este aumento. Cada um dos 513 parlamentares da Câmara dos Deputados recebe, todo mês, além do salário, R$ 60 mil como verba de gabinete; verba indenizatória (hospedagem, combustível e consultoria) de R$ 12 mil; R$ 3 mil de auxílio-moradia; R$ 4,2 mil para telefone e correspondência; além de cota para passagens aéreas, cujo valor varia de R$ 6 mil a R$ 16,5 mil, dependendo do estado de origem.

Em resumo: um deputado federal custa por mês, ao nosso bolso, R$ 119.378,87, no mínimo, podendo este valor chegar a R$ 130.378,87.

E, com frequência, deputados enfiam no próprio bolso, através de “laranjas” e empresas-fantasmas, dinheiro de emendas parlamentares.

Tiririca, por concidência, visitou pela primeira vez o Congresso na última quarta-feira, dia em que os parlamentares se deram o valioso presente de Papai Noel. Não se conteve e declarou: “Cheguei na hora certa.” Tem razão.
Frei Betto é escritor, autor de "Cartas da Prisão" (Agir), entre outros livros. www.freibetto.org - twitter:@freibetto, Via pavablog

O natal por Ed René kivitz


O Natal não é um só: um é o Natal do egoísmo e da tirania, outro é o Natal da abnegação e da diaconia; um é o Natal do ódio e do ressentimento, outro é o Natal do perdão e da reconciliação; um é o Natal da inveja e da competição, outro é o Natal da partilha e da comunhão; um é o Natal da mansão, outro é o Natal do casebre; um é o Natal do prazer e do amor, outro é o Natal do abuso e da infidelidade; um é o Natal no templo com orquestra e coral, outro é o Natal das prisões e dos hospitais; um é o Natal do shopping e do papai noel, outro é o Natal do presépio e do menino Jesus.

O Natal não é um só: um é o Natal de José, outro é o Natal de Maria; um é o Natal de Herodes, outro é o Natal de Simeão; um é o Natal dos reis magos, outro é o Natal dos pastores no campo; um é o Natal do anjo mensageiro, outro é o Natal dos anjos que cantam no céu; um é o Natal do menino Jesus, outro é o Natal do pai dele.O Natal de José é o instante sublime quando toma no colo o Messias. A partir daquela primeira noite jamais conseguiria dormir em paz. Sob seus olhos e sua responsabilidade cresceria aquele de quem falaram a Lei e os profetas. Era de José a tarefa de ensinar ao menino a respeito de sua verdadeira identidade. Enquanto recitava o profeta Isaías: “Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do SENHOR. E deleitar-se-á no temor do SENHOR; e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos. Mas julgará com justiça aos pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio, e a justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade o cinto dos seus rins”, dizia ao garoto, “esse aí é você, meu filho”.

O Natal de Maria é um canto de redenção: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador”. O Magnificat anuncia a redenção de geração em geração, obra das mãos do Deus que visita e abençoa os humildes e pobres, mas humilha e despede de mãos vazias os poderosos e prepotentes. Uma redenção que transborda a subjetividade do foro íntimo e se esparrama pelo chão das sociedades injustas, atravessando o tempo e fazendo livres nossos filhos e os filhos dos nossos filhos.

O Natal do anjo mensageiro é proclamação de boas notícias a todos: José, Maria, pastores no campo e todos os que inclinarem seu ouvido e coração para ouvir. Menos para o menino Jesus. A boa notícia de Deus aos homens a quem quer bem, é também vaticínio de morte para o menino na manjedoura. Ao divulgar que na cidade de Davi nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor, o anjo mensageiro desperta a ira de Roma, seus governantes e imperadores. Somente César é Salvador, filho de Deus e Senhor. Mas de agora em diante estaria presente no mundo aquele cujo reino jamais terá fim. A pedra profetizada por Daniel, solta pela mão de Deus para esmagar todos os reinos deste mundo já rolava na história, e atendia pelo nome de Jesus. As espadas romanas derramaram sangue inocente (os impérios deste mundo sempre derramam sangue inocente), mas o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, sobreviveu para desfazer a grande mentira: a Pax nunca foi romana.

O Natal dos anjos cantores definiu que Deus somente é glorificado nos céus quando há paz na terra entre os homens. Desde então, Natal é necessariamente compromisso com a justiça, convocação para a reconciliação, outorga de perdão. Os pastores no campo deixaram seus rebanhos, que guardavam do mal, movidos pelo ímpeto da curiosidade e pelo impulso do maravilhamento, e quem sabe, guiados pela intuição de que naquela noite em Belém o mal estava acuado, reforçando as frágeis trancas das portas de seus territórios, sabendo já que seus dias eram contados. Havia irrompido o tempo quando o lobo e o cordeiro dormiriam juntos, e nenhum espírito tenebroso ousaria ferir a noite do nascimento do príncipe da Paz.

E o Natal dos três reis Magos? O Natal dos três (que não eram necessariamente três) reis (que não eram reis) magos (que não eram magos) foi tempo de adoração. Estudiosos dos corpos celestiais, viram a estrela no Oriente, e foram em busca do rei dos judeus, para o adorar. Trouxeram consigo ouro, incenso e mirra, pois sabiam que adorar é servir, doar, presentear. O menino que recebeu presentes enquanto na manjedoura distribuiu entre os pobres as suas riquezas e nos ensinou: quem deseja me dar um presente que o faça a um dos meus pequeninos. Assim, até hoje, os adoradores de Jesus se espalham no mundo distribuindo riquezas, abençoando os que sofrem, suprindo os pobres, promovendo a justiça e sinalizando a paz.

O Natal não é um só. O menino Jesus também teve seu Natal. E assim o explicou: Eu vim para que tenham vida; eu vim buscar e salvar o que se havia perdido; eu não vim para ser servido, mas para servir e dar a minha vida em resgate de muitos. O Jesus do primeiro Natal até hoje segue seu caminho batendo em todas as portas e dizendo “quem ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele, e ele comigo”.

Fonte: Ed René Kivitz

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O Natal por John Piper


Eu compreendo aqueles que querem ser rigorosamente e distintamente Cristãos. Que querem ser libertos do mundo e qualquer raiz pagã que possa repousar sob nossa celebração do Natal, mas não me posiciono da mesma maneira nesta questão porque penso que chega um ponto onde as raízes já estão distantes de tal forma que o significado presente não carrega mais nenhuma conotação pagã. Fico mais preocupado com um novo paganismo que se sobreponha a feriados cristãos.

Eis um exemplo que eu uso: Todo idioma tem raízes em algum lugar. A maioria dos nossos dias da semana [em inglês] —se não todos— saíram de nomes pagãos também. Então deveríamos parar de usar a palavra “Sunday” (domingo) porque ela pode ter estado relacionada à adoração ao sol em um tempo distante? No inglês moderno, “Sunday” (domingo) não carrega aquela conotação, e é a própria natureza do idioma. De certa forma, os feriados são como a linguagem cronológica.

O Natal agora significa que marcamos, no meio cristão, o nascimento de Jesus Cristo. Nós achamos que o nascimento, a morte e a ressurreição de Cristo são os eventos mais importantes na história humana. Não marcá-los de alguma forma, através de uma celebração especial, me parece que seria insensatez.

Eu lembro de ter sido vizinho de um casal nos tempos de seminário que não celebrava os aniversários de seu filho. A ideia era, em parte, que todos os dias eram especiais para o menino. Mas se todos os dias são especiais, então provavelmente significa que não há dias especiais. Contudo, algumas coisas são tão boas e preciosas — como aniversários e até mesmo mortes — que são dignas de serem marcadas. Quão mais o nascimento e a morte de Jesus Cristo!

Realmente vale o risco, mesmo que a data de 25 de Dezembro tenha sido escolhida por causa de sua proximidade com algum tipo de festival pagão. Vamos apenas tomá-la, santificá-la e fazer o melhor com ela, porque Cristo é digno de ser celebrado em seu nascimento.

Não há motivo para escolher outra data. Não vai funcionar.

John Piper

Fonte: desiringGod.org,

domingo, 19 de dezembro de 2010

Dericky em desventuras na Terra Brasilis:O problema do Funk


Dericky é um estudante americano e passou um tempo aqui no Brasil, aprendendo português, e ele aprendeu direitinho, de volta a sua terra natal, Dericky criou um blog vlog sobre suas experiências no Brasil. Ficou muito bom, adorei ver o Brasil pelos o olhos de um gringo. Com vocês Dericky e suas desventuras na Terra Brasilis!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O Natal por Bráulia Ribeiro


O natal esta se aproximando e, como de costume, os textos e discussões sobre o mesmo aparecem. Se você nos acompanha de outros natais, já sabe a nossa opinião. Portanto, sim, vamos falar do Natal, das luzes, das canções e do menino Deus. E neste Natal vamos partilhar com vocês textos de irmãos de fé, gente como a gente, que está no caminho e que, assim como nós entende que Natal é tempo e oportunidade para expressar a nossa fé no menino Deus. Pra começar a nossa série de posts, a gente traz um super texto da Bráulia Ribeiro "QUEM VAI CONTAR A HISTÓRIA DO MENINO-DEUS?". Boa leitura e um Feliz Natal!


De como os evangélicos vão ficando cada vez menos humanos e trabalham sem saber para a desevangelização do Brasil

Satanizaram o Natal. Me parece até surreal quando vou a igrejas, e a sites evangélicos, e não se faz nem uma referência ao Natal sequer, nem se tem um culto de celebração dia 24, ou 25 parte da tradição cristã há tantos séculos. Às vezes não acredito, me belisco, penso, não, esta doença vai passar, mas que nada, se alastra mais e mais. Mesmo os cristãos que contra a corrente mandam seus cartõezinhos, se sentem no dever de nos exortar contra o comercialismo, contra os presentes, no meio de votos tímidos de felicidade e feliz ano novo. Quando encontro um irmão na rua e desavisadamente comprimento com um animado: “Feliz Natal!” Eles me olham como se estivesse falando uma heresia, ou num ar condescendente explicam que já não estão mais neste mundo e que Cristo nasce todo dia....

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Conheça o blog Imagens Cristãs

Olá, pessoal! Já era pra ter feito essa divulgação aqui faz tempo, mas o corre-corre da vida e o esquecimento não deixaram. Perdão!
 
Há tempos estou participando também do blog Imagens Cristãs colaborando com o trabalho do Sammis Reachers e do Eliseu A. Gomes, seus fundadores.
 
 
Screenshot da página do Imagens Cristãs
 
 
O Imagens Cristãs é voltado a divulgação de conteúdo relativo a imagens de interesse de uso do cristão, ou seja, fotografias, gráficos vetoriais, cliparts, quadrinhos, charges/cartuns etc., tudo isso sendo imagens tipicamente cristãs, imagens para evangelização, imagens artísticas ou imagens de temas variados. Também rola lá no blog dicas de livros/revistas, papéis de parede, fontes, programas ou aplicativos on line para edição de imagens e otras cositas más. Todo o conteúdo lá indicado é gratuito, viu?!
 
O projeto Imagens Cristãs atende desde o interesse do blogueiro cristão, que sempre necessita de imagens para ilustrar os posts de seu blog, até o de você mesmo que apenas busca imagens para uso em apresentações, seminários, panfletos/cartazes na sua igreja ou trabalhos de cunho cristão.
 
Conheça o projeto e divulgue. O blog está disposto a receber mais colaboradores. Saiba mais na seção Como contribuir.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O rosto de Deus



Por Ricardo Gondim


Rafael, Michelangelo e vários outros pintores tentaram retratar o rosto de Deus. Foram infelizes. Como mostrar na tela quem nunca foi visto? Com a proximidade do Natal, mais artistas procuram esboçar o que imaginam ser o rosto de Deus.

Ele se parece com uma criança? É o frágil bebê das manjedouras? Talvez; o reino do céu pertence aos pequeninos, aos que mamam. Ao tentar desenhar o mistério, o artista termina com um ídolo.

O rosto de Deus, entretanto, pode ser experimentado nos sem-teto que perambulam pelas ruas e dormem nos viadutos das grandes cidades. Quando Jesus nasceu, a família estava sem moradia certa, não possuía recursos para pagar uma hospedaria e viu-se obrigada a refugiar-se em um estábulo.

O rosto de Deus pode ser percebido em vítimas de preconceito e em injustiçados. Sobre o menino que nasceu em Belém pairou uma dúvida: ele era de fato filho de José? O casal não inventara aquela história toda para se safar de um rolo?

O rosto de Deus se revela nos desprezíveis, nos que foram condenados à margem da história. Quando o menino nasceu, ninguém notou ou escutou o alarido dos anjos. A trombeta que anunciou paz na terra pela boa vontade de Deus passou desapercebida da grande maioria. Apenas um punhado de pastores foi sensível para presenciar o momento mais importante da história.

Qual o rosto de Deus? Ele não se parece com os cartões postais ou com o menino de barro das lapinhas. Deus é igualzinho a Jesus. E Jesus é bem parecido com o vizinho do lado, com a mulher que pede socorro na delegacia do bairro e com a família que chora a morte do filho no corredor do ambulatório.

Não é preciso muito para encontrar Deus, basta um coração de carne, humano.

Soli Deo Gloria


Fonte: Ricardo Gondim

domingo, 12 de dezembro de 2010

Orgulho de ser Nordestino: Faces do nordeste

Bem vindos ao Orgulho de ser Nordestino. Já há algum tempo queria inaugurar este espaço aqui no blog, um espaço para falar um pouco sobre a cultura, as belezas, as lutas, o cotidiano e a gente da minha terra, um lugar apaixonante de uma gente sofrida, que traz no rosto as marcas da vida, mas que acima de tudo traz um sorriso na face de quem se orgulha de ser nordestino. E pra inaugurar o este espaço, um vídeo com o melhor do Nordeste, o nordestino, nas belas fotografias de Carlos Cajueiro.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Dia em que eu Morri

Homofobia: não cabe ao cristão discriminar



Além de não poder praticar nem dar seu aval à conduta sexual adulterina e à homossexual, o cristão precisa aprender a arte da convivência com aqueles que as praticam. Por ter se comprometido espontaneamente com Cristo ao se converter, o cristão é membro de uma comunidade cristã e responsável por seu comportamento e testemunho. Porém, ele não é retirado do mundo, da sociedade no meio da qual vive. Segundo Paulo, o cristão não deve ficar separado dos não-cristãos, que vivem a seu bel-prazer. Para viverem separados, os cristãos “teriam de sair deste mundo” (1Co 5.10, NTLH), atitude com a qual Jesus não concorda. Na oração sacerdotal do Cenáculo, Jesus é claro: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (Jo 17.15, NTLH). Retirado do mundo, o cristão jamais seria “o sal da terra” e “a luz do mundo” (Mt 5.13-16).

Por uma questão de princípios, se o cristão não se retira da sociedade, ele tem de aprender a conviver com seus contemporâneos e vizinhos, sem se deixar influenciar ou enredar por eles. Convivência e conivência são coisas distintas: “convivência” é viver com outra pessoa; “conivência” é cumplicidade, colaboração, conluio.

Não cabe ao cristão discriminar, desprezar, odiar, maltratar, humilhar ou apedrejar o homossexual ou a lésbica, em uma sociedade em que há muitos outros desvios, como a injustiça, a avareza, o consumismo, a hipocrisia, a idolatria, o ódio, a vingança, a arrogância, a frivolidade e assim por diante. Cabe ao cristão conviver com todas essas pessoas, com temor e tremor, sem espírito de superioridade, reprovando todas essas coisas mais pela conduta do que pelas palavras.

O ensino de Paulo tem um valor imenso se o contexto for considerado. Não há concessão alguma ao desregramento sexual. No mesmo capítulo, o apóstolo é enfaticamente contrário à presença de certo indivíduo da comunidade cristã de Corinto que estava tendo relações com a mulher de seu pai (já morto ou não), provavelmente sua madrasta. Ele deveria ser temporariamente afastado dos privilégios da comunidade, até que sua natureza carnal fosse suplantada pela nova natureza (1Co 5.1-5). No capítulo seguinte, Paulo recorda que entre os membros fundadores da comunidade cristã havia ex-homossexuais ativos e ex-homossexuais passivos, bem como muitos outros ex-isto-e-aquilo (1Co 6.9-11).

Na comunidade, o critério seria um; na sociedade, seria outro. Não se pode exigir que o não-cristão se comporte como cristão, mas é lícito exigir que o cristão se comporte como cristão.

Elben M. Lenz César


Negro, Eu?!

Sábado passado postei aqui no blog um vídeo sobre preconceito, onde a comediante Wanda Sykes toca num assunto delicado de uma forma bem engraçada.

Um amigo meu viu o vídeo e mandou uma dica de um outro vídeo, com o mesmo teor, humor e racismo. Detalhe: o vídeo é do extinto e genial programa de humor "TV Pirata". Então dá uma conferida e veja como se fazia humor há um tempo atrás.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

TODO HOMEM É DESEJADO!...


Esta é a frase que os machos humanos mais gostam de ouvir quando associam-na ao poder de provocar desejo e ser desejado pelo sexo oposto.

Entretanto, não é pelas mulheres que os homens sejam desejados..., isso se compararmos o desejo natural do sexo feminino pelo homem ao desejo dos seres espirituais pela mente do homem.

Sim! Os seres humanos [homem/mulher] são objetos de desejos uns para outros, porém, o grande tesão pelos humanos não vem de um gênero pelo outro, mas de um outro gênero de criatura, por seres de outra dimensão, os quais cobiçam nossas mentes e consciências como um faminto almeja pelo pão.

O Diabo e tudo o que a ele se associa tem fome de gente!

E mais:

Todo ser humano que viva como um ente da natureza, sem nenhuma visão do mundo espiritual; e pior: sem nenhuma fé no Único Deus de amor no coração —, torna-se uma espécie de “médium” natural, inconscientemente aberto para todas essas “penetrações” perversas...

Quem não tem o capacete da salvação sobre a mente, esse é um “médium”; ou seja: vive em estado de “abertura” [a designação certa é vulnerabilidade total] para todos os seres invisíveis que amam comer gente [...] alimentarem-se de almas, lamberem agonias dos espíritos humanos atormentados...

Por isto não esqueça:

Nossa luta não é contra carne, sangue ou fisicalidades apenas, mas sim contra o que não se vê; ou seja: Principados, Poderes, Autoridades, Tronos, Soberanias, etc.

E mais:

Esses seres sofrem uma especie de obsessão pela alma humana; sim, trata-se de uma tara de anjos demoníacos pelas capacidades de alma que os humanos possuem e que os anjos ambicionam.

Quem entende põe logo o Capacete na Mente!

Pense nisso!

Nele, que é meu guardião eterno,

Caio

Fonte: Caiofabio.net

sábado, 4 de dezembro de 2010

Wanda Sykes: É mais difícil ser negro ou gay?

Afinal o que é mais difícil, ser negro ou gay? A comediante Wanda Sykes mostra com muito humor a dura hora de revelar-se negro para os pais. É muito legal a inversão de papéis para demonstrar o preconceito. Eu dei muitas risadas. Vale a pena conferir.


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Os ratos tomaram conta

Já mostramos aqui um vídeo dum coelhinho muito macho que peitava uma cobra, lembram? Pois agora vocês vão ver um rato botando gatos pra correr! Sim, é isso aí mesmo!
 
 
 

 

Como dizia um certo pagode (ou samba, não sei) que ouvi em minha adolescência, esse mundo tá todo mudado!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dia Mundial de Combate à Aids, mitos e verdades


Foto:Navesh Chitrakar/Reuters

Hoje é o dia mundial de combate a Aids, então descubra o que é mito ou verdade sobre esta epdemia. As informações são do infectologista Munir Akar Ayub, professor da Faculdade de Medicina do ABC.

1 - Aids e HIV são a mesma coisa


Mito - O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o vírus causador da Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). No entanto, há muitas pessoas soropositivas (com o vírus) que vivem durante anos sem desenvolver a síndrome e apresentar seus sintomas, como febre prolongada, emagrecimento, falta de apetite, cabelo ralo.

São notificados entre 33 mil e 35 mil novos casos de Aids no país por ano. Em relação ao HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), a estimativa é de que existam 630 mil pessoas infectadas.


2 - HIV pode passar pelo beijo na boca

Verdade - Apesar de ser uma afirmação verdadeira, segundo o médico, a possibilidade de alguém ser infectado pelo vírus durante o beijo é mínima e existe apenas se tiver com um ferimento grande na boca, como logo após uma cirurgia de extração de dente. Situação incômoda que, venhamos e convenhamos, não dá condições e nem ânimo para trocar esse tipo de carinho, não?

3 - Toda criança que nasce de mãe com HIV tem o vírus


Mito - Bebês que nascem de mães soropositivas têm 17% de chances de serem contaminadas caso a mulher não tome as medidas de prevenção necessárias, segundo o infectologista. Quando as segue à risca, a possibilidade cai para 0,5%.

Durante o pré-natal, toda gestante tem o direito e deve realizar o teste de HIV. Quando o problema é identificado, entre as recomendações estão o uso de drogas antirretrovirais, o parto cesariano e a suspensão do aleitamento materno, substituindo-o por leite artificial (fórmula infantil) e outros alimentos, conforme a idade da criança. "No parto normal, o filho tem contato com a secreção da vagina, o que aumenta o risco de transmissão."

4 - Ninguém morre de Aids

Verdade - A doença pode deixar a pessoa muito debilitada, o que abre espaço para outras patologias. Estas sim têm a chance de levar o infectado à morte. Portanto, a pessoa não morre de Aids, mas em decorrência dela.

5 - O uso de preservativo impede a transmissão do vírus


Verdade - Se o preservativo não estourar, estiver dentro do prazo de validade, for armazenado do modo adequado e usado de maneira correta, impede a transmissão. Pesquisas indicam que o rompimento do produto deve-se muito mais ao uso incorreto do que à falha estrutural.

Abra a embalagem da camisinha com cuidado, nunca com os dentes ou objetos cortantes que possam danificá-la. Coloque-a no pênis somente quando estiver ereto. Aperte sua ponta com o intuito de retirar o ar e, só então, a desenrole até a base do órgão sexual. Após a ejaculação, retire-a com o pênis ainda ereto, fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze. Nunca a utilize mais de uma vez.

Certifique-se de que contenha a identificação completa do fabricante ou do importador. Observe as informações sobre o número do lote e a data de validade e verifique se a embalagem traz o símbolo de certificação do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). Não utilize preservativos que estejam há muito tempo guardados em locais abafados, como bolsos de calça, carteiras ou porta-luva de carro, pois ficam mais sujeitos ao rompimento.

6 - Fazer tratamento com os coquetéis impede totalmente a manifestação da doença ?

Mito - O tratamento impede em boa parte dos casos. Mas, às vezes, os medicamentos podem não ter o efeito esperado em determinados pacientes, ou o portador começa a tomá-los muito tarde e torna mais difícil o processo.

7 - A probabilidade de uma mulher contrair HIV é maior que a de um homem?


Verdade - A mulher é mais vulnerável por ficar mais tempo em contato com a secreção sexual. O esperma ainda pode ser encontrado no colo de seu útero de 24 a 48 horas após a relação.

8 - Há pessoas imunes à Aids ?


Talvez - Algumas prostitutas na África não adquirem o problema mesmo sem o uso de preservativos. Elas estão sendo estudadas, mas ainda não se chegou a uma conclusão quanto à possível imunidade.

9 - O vírus é transmitido apenas em relações sexuais


Mito - O HIV também pode passar com o compartilhamento de seringas e agulhas; transfusão de sangue contaminado; reutilização de objetos perfuro-cortantes com presença de sangue ou fluidos com o vírus; durante o parto normal.

10 - O coquetel oferecido após caso de abuso sexual elimina as chances de contrair HIV ?


Mito - O coquetel não impede por completo, mas diminui muito o risco: cerca de 90%.

11 - Equipamentos de salão de beleza não esterilizados passam HIV ?


Verdade - Objetos perfuro-cortantes com presença de sangue podem transmitir o vírus, sim. Basta que sejam lavados com água e sabão para eliminar esse risco.

12 - Ter relação sexual sem camisinha com alguém infectado significa 100% de chance de contrair o vírus ?


Mito - A relação sexual sem camisinha com alguém infectado oferece 0,3% de risco de contrair o vírus, como disse o médico. "Se tem uma segunda relação, sobre para 0,6%; uma terceira, para 0,9%, e assim por diante. Em casos de estupro, a pessoa fica sensibilizada e a chance é maior."

13- O grupo de risco não abrange adolescentes e mulheres com mais de 50 anos ?


Mito - Qualquer pessoa pode ter a doença, desde que tenha comportamentos de risco, como relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada e sem o uso de preservativos; compartilhamento de seringas e agulhas; transfusão de sangue contaminado pelo HIV; reutilização de objetos perfuro-cortantes com presença de sangue ou fluidos com o vírus.

No começo da epidemia, pelo fato de a Aids atingir principalmente os homens homossexuais, os usuários de drogas injetáveis e os hemofílicos, eles eram considerados grupos de risco. Atualmente, fala-se em comportamento de risco, já que o vírus passou a se espalhar de forma geral, sem se concentrar em grupos específicos.

14- O portador de HIV tem de separar todos seus pertences pessoais dos de seus familiares ?


Mito - O vírus da Aids pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno. Dessa forma, a convivência deve ser normal, sem que haja a necessidade de separar os pertences, mas não compartilhe objetos perfuro-cortantes.

15 - O portador do HIV não está apto para o mercado de trabalho ?


Mito - Os soropositivos podem viver normalmente, mantendo as mesmas atividades físicas, profissionais e sociais de antes do diagnóstico. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, informou que têm o direito de manter em sigilo a sua condição sorológica no ambiente de trabalho, como também em exames admissionais, periódicos ou demissionais.

Se o fato de ter HIV for motivo de demissão, o portador pode buscar na Justiça seus direitos por ser vítima de discriminação, desde que apresente provas. Pode ainda propor ação trabalhista, com pedido de liminar, para ser imediatamente reconduzido ao cargo, com o pagamento de todos os salários referentes ao período de seu afastamento (corrigidos monetariamente); e o pedido de ressarcimento moral e anulação em definitivo do ato rescisório do contrato de trabalho.

Caso a demissão esteja relacionada a outros motivos, como faltas seguidas injustificadas e cargo extinto, não há nenhum meio de proteção, assim como para qualquer trabalhador.

Fonte: Terra

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Marcelo Adnet ironiza eleitores elitistas no Comédia MTV

Dica do meu amigo Rafael. O comediante Marcelo Adnet, em seu programa Comédia MTV, ironiza parcela do eleitorado de José Serra nas eleições 2010, que se destacou por suas opiniões preconceituosas. O quadro passou no programa do dia 10 de Novembro de 2010 e expõe a elite que odeia o Brasil, mora em Miami e não suporta pobres. Valeu Rafa.


domingo, 28 de novembro de 2010

Qual é a aparência de um cristão cheio de graça?


A vida cristã, eu creio, não se centraliza principalmente em ética ou regras, mas, antes, envolve uma nova maneira de ver. Eu escapo da força da "gravidade" espiritual quando começo a ver a mim mesmo como um pecador que não pode agradar a Deus por nenhum método de autodesenvolvimento ou auto-engrandecimento. Então posso voltar para Deus para buscar ajuda de fora: a graça. E, para o meu próprio espanto, aprendo que um Deus santo já me ama apesar dos meus defeitos.

Consigo escapar da força da gravidade novamente quando reconheço que meus semelhantes também são pecadores amados por Deus. Um cristão cheio de graça é aquele que olha para o mundo por meio de "lentes tingidas de graça".

U m pastor amigo meu estava estudando o texto de Mateus 7 no qual Jesus dizia, mais ou menos impetuosamente: "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade!". A frase "Nunca vos conheci" saltou da página. Claramente Jesus não disse Vocês nunca reconheceram", ou "Vocês nunca conheceram o Pai". Meu amigo se assustou ao perceber que uma de nossas principais tarefas, talvez a principal, é fazer-nos conhecidos de Deus.

Boas obras não bastam — "não profetizamos nós em teu nome?" — qualquer relacionamento com Deus deve ser fundamentado na plena revelação. As máscaras têm de ser tiradas. "Não podemos encontrá-lo se não reconhecermos que precisamos dele", escreveu Thomas Merton. Para alguém que foi criado em fortes fundamentos eclesiásticos, essa conscientização não vem facilmente. Minha própria igreja inclinava-se para o perfeccionismo, o que nos tentava todos a seguir o exemplo de Ananias e Safira, fingindo espiritualmente. Aos domingos, famílias aparentemente impecáveis saíam dos seus carros com sorrisos em seus rostos mesmo quando, depois ficávamos sabendo, haviam brigado vergonhosamente a semana inteira.

Quando criança, eu me comportava da melhor maneira possível nos domingos de manhã, vestindo-me para Deus e para os cristãos que me cercavam. Nunca me ocorreu que a igreja era um local para ser honesto. Agora, entretanto, quando procuro olhar para o mundo por meio das lentes da graça, percebo que a imperfeição é o requisito da graça. A luz só consegue passar pelas rachaduras. Meu orgulho ainda me tenta a parecer melhor, a limpar as aparências. "É fácil reconhecer", disse C. S. Lewis, "mas quase impossível aceitar, que somos espelhos cuja luminosidade, se somos luminosos, deriva totalmente do sol que brilha sobre nós. Certamente, temos um pouco, não importa quanto, de luminosidade natural. Não temos? Certamente, não podemos ser apenas criaturas". E ele continua em seu raciocínio: "A graça substitui uma aceitação total, infantil e deliciosa da nossa necessidade, uma alegria na dependência total. Nós nos tornamos 'mendigos joviais"'.

Nós, criaturas, mendigos joviais, damos glória a Deus pela nossa dependência. Nossas feridas e defeitos são as próprias fissuras através das quais a graça poderia passar. É nosso destino humano na terra sermos imperfeitos, incompletos, fracos e mortais, e apenas aceitando esse destino podemos escapar da força da gravidade e receber graça. Só então podemos crescer, aproximando-nos de Deus.

Philip Yancey em Maravilhosa Graça (ed. Vida)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Participe do abaixo-assinado em favor da liberdade religiosa


O Underground , ministério de jovens da Missão Portas,lidera no Brasil a campanha , Free to Believe,uma mobilização organizada pelo Portas Abertas Internacional, que tem o objetivo de arrecadar assinaturas em todo o mundo para se posicionar contra a Resolução da Difamação da Religião.

A campanha visa alertar sobre o perigo dessa resolução que tem sido apresentada na Organização das Nações Unidas desde 1999. Ela apoia as leis muçulmanas como a de apostasia e condena qualquer atitude considerada contra o islamismo. Quem mais sofre com essas leis são as minorias religiosas, principalmente os cristãos.

A Organização da Conferência Islâmica, que compreende 57 países, sendo a maioria de população muçulmana é quem está por trás dessa resolução e deverá apresentá-la à Assembleia Geral da ONU em dezembro, mas é muito importante que ela não seja aprovada este ano.

Com o passar dos anos, o apoio a essa resolução vem diminuindo porque os países que inicialmente a apoiavam estão desistindo aos poucos. Alguns países como o Brasil se abstiveram de votar. Por isso devemos orar para que as autoridades brasileiras se posicionem contra essa resolução, uma vez que ela fere completamente o direito de escolha religiosa dos cidadãos.

Acesse a página da campanha e assine a petição eletrônica em favor dos milhares de cristãos que enfrentam diariamente restrições e perseguição por conta da intolerância religiosa, principalmente por parte dos muçulmanos.

Você também poderá fazer download de alguns recursos como vídeos, apresentação em powerpoint e arquivos para fazer um marca-página. Além disso, você pode imprimir o abaixo-assinado quantas vezes quiser e distribuir para muitas pessoas. Quanto mais assinaturas coletarmos, mais chance existirá para que essa resolução seja derrotada.

O escritório da Portas Abertas dos Estados Unidos levará o abaixo-assinado para a ONU. Por isso, é importante que todas as assinaturas cheguem aos nossos cuidados até o dia 22 de novembro, pois enviaremos somente os que recebermos até esta data.

Contamos com sua ajuda na divulgação da campanha para o maior número de pessoas possível. Assine e incentive seus amigos, familiares e irmãos a participar também. Você pode fazer diferença na vida dos cristãos perseguidos.

Diga SIM à liberdade religiosa e NÃO para a Resolução da Difamação da Religião.



Por: Missão Portas Abertas, Fonte: Underground

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Pensando assim ...



Um belo texto do meu amigão e blogueiro Tarcísio Paz. Só para pensar.

Nos melancólicos tons menores da melodia que soa em minha vida

eu tento afinar as certezas e eliminar as duvidas e esquisitices

que ferozmente inquietam minha alma sonhadora.

Pensar, pensar e pensar,

alcançar horizontes inatingiveis,

alcançar a intensidade da paixão do olhar dos amantes

e a pureza do sorriso das crianças com o meu pensar.

È pensando assim que eu me pergunto:

Até quando eu não farei nada em prol do necessitado ?

Quando é que vou amar a Deus de todo meu coração ?

Pior ainda, quando é que vou amar o próximo como a mim mesmo ?

Será que um dia serei parecido com Cristo ?

Será que um dia eu amarei aqueles que me fazem mal e me odeiam ?

Será que um dia eu volto a ser como criança,

a brincar nessa ciranda de derrotas e vitórias que é a vida ?

A única certeza que tenho é que dependo de Deus,

de seu amor e de sua infinita graça,

Pois como disse o apóstolo Paulo

“O bem que quero fazer não faço, mas o mal que não quero esse faço”.

Por isso vou escutando essa musica que manda a Deus me entregar,

vou lutando com minhas maldades e imperfeições

nessa sinfonia de lágrimas e relutancias onde Deus é o grande maestro.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

True Colors ( Cindy Lauper )

Não consigo ouvir essa canção sem deixar de pensar nas inúmeras pessoas que encontro, tão sobrecarregadas, com problemas e cargas que acumulam ao longo da vida. Penso em como elas se perdem tentando agradar a outros, ou se encaixar dentro de um sistema.

Penso no Mestre, e como ele conseguia ver além do que os olhos podem enxergar. Penso no Mestre fitando-nos com o olhar de compaixão e falando ... "Você de olhos tristes... que se sente tão pequeno, não tenha medo... eu verei você como você é... brilhando, e é por isso eu te amo". Não parecem palavras saídas da boca do Mestre?



True Colors (Cores Verdadeiras)

Composição: Steinberg/Kelly intérprete Cindy Lauper

Você com estes olhos tristes
Não perca a coragem até eu perceber
Que é difícil ter coragem
Em um mundo, cheio de gente
Você pode perder de vista
E a escuridão, dentro de você te faz sentir pequeno

Mas eu verei você como você realmente é, brilhando
Eu vejo você como realmente é, e é por isso que te amo
Então não tenha medo, de mostrá-las
Suas cores verdadeiras, cores verdadeiras
São lindas, Ohh como um arco-íris

Me mostre um sorriso
Não fique infeliz. Não me lembro
Da última vez que te vi sorrindo
Quando esse mundo te deixar louco
E você tiver aguentado tudo que pode aguentar
Apenas chame-me, porque você sabe que eu estarei lá

E eu verei suas verdadeiras cores, brilhando
Eu vejo suas verdadeiras cores, e é por isso que te amo
Então não tenha medo, de mostra-las
Suas verdadeiras cores, verdadeiras cores
São lindas, Ohh como um arco-íris

Philip Yancey: "O Jesus que eu nunca conheci"

Qual a imagem que você tem de Jesus? Quando você pensa no salvador, o que lhe vem a mente? O Jesus dócil e sorridente, Salvador da Era Vitoriana inglesa e de todos os clichês da cultura popular, amplamente divulgado em molduras e quadros religiosos?

Esqueça tudo isto. Philip Yancey, com seu estilo investigativo, nos leva em uma jornada em busca da verdadeira figura do Messias. E nos apresenta um Jesus emblemático, criativo, imprevisível e desafiador.

Acompanhe Yancey nesta série de vídeos, com legendas do Izaque Resende do excelente blog Crônicas para cristãos cansados e desvende "O Jesus que eu nunca conheci".


Sérgio Pavarini entrevista o apóstolo da graça divina

Foto: Tom Fernandes

O profeta da graça Philip Yancey esteve no brasil para o lançamento do seu novo livro Para que serve Deus", lançado pela Mundo Cristão e Sérgio Pavarini conversou com ele, sobre o livro e como anda o cristianismo atual.

"De mil passará, mas a 2.000 não chegará..." Incontáveis vezes esse vaticínio repetido durante muito tempo foi reputado como "profecia bíblica". O fato é que chegamos ao ano 2.000 sem nenhum tipo de problemas, o que inclui o tal "bug do milênio". Foi um ano marcado pela vitória do PT nas eleições municipais e conquistas como a segunda vitória de Guga em Roland Garros. Antigas rivais, Brahma e Antarctica se fundiram e sepultaram a frase clássica atribuída a Vicente Matheus. No campo pessoal, virei titio com o nascimento do meu primeiro sobrinho.

Foi durante esse ano emblemático que dirigi até Águas de Lindóia (SP) para entrevistar Philip Yancey pela primeira vez. O papo foi agradabilíssimo e passamos mais de duas horas conversando. O escritor e jornalista já se destacava em meio à mornidão reinante nas prateleiras de livros cristãos e iniciou debates que ainda fazem parte das discussões entre o rebanho. Em sua quinta visita ao Brasil para o lançamento mundial de "Para que serve Deus", a Mundo Cristão gentilmente me convidou para rever um dos meus autores favoritos. Nada melhor para celebrar esses 10 anos do que levar o Henrique (meu sobrinho) para acompanhar o encontro. Confira o nosso papo.


Dez anos atrás o sr. afirmou que o seu público havia mudado e que muitos não-cristãos estavam lendo seus livros. Como é o seu público hoje?

Só posso falar sobre os leitores que entram em contato comigo, que me escrevem. Em geral, são pessoas que foram machucadas de alguma maneira pela igreja e, mesmo assim, não desistiram de sua busca por Deus. Um dos motivos que as atraíram a meu trabalho é que sou muito franco sobre minhas próprias feridas. Se a pessoa não crê em Deus, provavelmente nem pegará meus livros. Porém, se elas acreditam que existe "algo mais" e não se sentem confortáveis indo a uma igreja, então esse é o tipo de pessoa que lê os meus livros.

Os últimos presidentes norte-americanos declararam-se cristãos. Que diferença isso fez para os EUA? Estamos às vésperas de eleições no Brasil. Cristão deve votar apenas em cristão?

É interessante que um dos presidentes que recebeu o maior número de votos nos últimos tempos foi Jimmy Carter. Ele é um conhecido batista do sul. Durante todo o período em que foi presidente, continuou dando aula de Escola Bíblica todos os domingos. Ninguém pode questionar a sua fé. O mais engraçado é que a maioria dos cristãos norte-americanos não gostava dele, nem de sua maneira de fazer política.

Então veio Ronald Reagan, que foi o nosso primeiro presidente divorciado. Ele quase nunca ia à igreja e não deu quase nenhum apoio a obras cristãs beneficentes. Mesmo assim, era muito popular entre os evangélicos conservadores. Eles gostavam do seu jeito de fazer política. Quando penso sobre isso, lembro-me de algo que Martinho Lutero disse: "Se for me operar, prefiro um médico muçulmano a um açougueiro cristão".

Prefiro um líder que saiba liderar e conheça as melhores políticas para o país. Não adianta ter alguém que saiba a coisa certa a dizer, mas não age tendo em vista o que é melhor para a nação.



Veja a entrevista completa no pavablog

Fonte:
Mundo Cristão , via pavablog

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Uma doutrina estranha!


Há 1.800 anos, em meio ao mundo romano, surge uma nova doutrina, estranha, nada semelhante a nenhuma das que a haviam precedido e atribuída a um homem, Cristo.

Esta doutrina era inteiramente nova (tanto na forma, quanto na substância)para o mundo judaico que a tinha visto nascer e sobretudo para o mundo romano, onde era pregada e propagada.

Em meio às complicadíssimas regras religiosas do mundo judaico — onde, segundo Isaías, havia regra sobre regra — e à legislação romana, levada a um alto grau de perfeição, surge uma nova doutrina que negava não apenas todas as divindades,como também todas as instituições humanas e suas necessidades.

Em troca de todas as regras das antigas crenças, esta doutrina não oferecia senão um modelo de perfeição interna, de verdade e de amor na pessoa do Cristo e, como conseqüência desta perfeição interna, a perfeição externa, preconizada pelos profetas: o reino de Deus, no qual todos os homens, não mais sabendo odiar, serão unidos pelo amor, e no qual o leão estará frente ao cordeiro. Ao invés de ameaças de castigo para as infrações as regras ditadas por antigas leis religiosas ou civis, ao invés da atração das recompensas por sua observância, esta doutrina só atraía por ser a verdade.

“Se alguém quiser cumprir Sua vontade, saberá se minha doutrina é de Deus ou se falo de mim mesmo" (Jo 7,17). "Vós, porém, procurais matar-me, a mim que vos falei a verdade" (Jo 8,40), "e a verdade vos fará livres. Não devemos obedecer a Deus senão com a verdade.

Toda a doutrina será revelada e compreendida pelo espírito da verdade. Façam o que Deus lhes manda e conhecerão a verdade" (Jo 8,36). Nenhuma outra prova da doutrina foi apresentada além da verdade, a adequação da doutrina com a verdade.Toda a doutrina consistia na busca da verdade e em sua observação, na efetivaçâo cada vez mais perfeita da verdade e do desejo de dela se aproximar, sempre
mais, na vida prática.

Segundo esta doutrina, não é por meio de práticas que o homem se torna justo.Os corações elevam-se à perfeição interna através de Cristo, modelo de verdade, e a perfeição externa pela efetivaçâo do reino de Deus. O cumprimento da doutrina está no caminho da estrada indicada, na busca da perfeição interna pela imitação de Cristo, e da perfeição externa graças ao estabelecimento do reino de Deus. A maior ou menor felicidade do homem depende, segundo esta doutrina, não do grau de perfeição que ele pode alcançar, mas do seu caminho mais ou menos rápido para esta perfeição.

O ímpeto para a perfeição do publicano Zaqueu, da pecadora, do ladrão na cruz é, segundo esta doutrina, uma felicidade maior que a imóvel virtude do fariseu. A ovelha desgarrada é mais querida ao coração do pastor do que 99 ovelhas não desgarradas; o filho pródigo, a moeda perdida e reencontrada são mais caros a Deus do que tudo o que nunca foi perdido.

Cada situação, segundo esta doutrina, não é mais que uma etapa para o caminho da perfeição interna e externa realizável.


Leon Tolstoi em 'O reino de Deus está em vós'

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O céu é para os outros !

Foto: João Viegas


Meus heróis não morreram de overdose. Estão bem vivos trabalhando ou morreram de morte morrida ou matada. Não se entregaram estupidamente a vícios sem sentido nem se rebelaram sem produzir nada.

Um destes heróis acabou de partir para o Senhor. Se chamava Alberto Graham. Não era bonito nem interessante. Falava esquisito em inglês e pior ainda em português sua terceira ou quarta língua. Vestia umas roupas espalhafatosas e deselegantes, e tinha uma maneira peculiar de andar balançando para os lados como um marinheiro.

Quando jovem recebeu um chamado de Deus para trabalhar com tribos indígenas. Se inscreveu com a esposa no Instituto Lingüístico de Verão. A missão Wycliffe treinava seus possíveis missionários no ILV, mas só aceitava aqueles que tivessem notas acima de 95%. Alberto era um cabeça torta conforme lhe explicaram os índios mais tarde. Ele não conseguia aprender. Foi-se um verão de estudos, foi-se o outro. No meio tempo trabalhava duro quebrando asfalto com britadeira. Não é a toa que a cabeça ficou torta. Fez o curso três vezes antes de passar.

Finalmente passou e foi trabalhar entre os Sateré-Mawé no baixo Amazonas. Já contei esta história antes, talvez tenha esquecido algum detalhe, o fato é que o Alberto conseguiu comunicar Jesus aos Sateré de um jeito que Jesus não se tornou nem estrangeiro nem esquisito e irrelevante. Jesus ficou próximo da cultura e da vida diária da tribo, e Alberto foi tomado como um profeta.

Profeta ele era mesmo e nunca se acomodou ao lugar comum. Quando eu o conheci já velho, ele era um crente diferente. Fazia amigos entre as pessoas de rua, não freqüentava igreja evangélica, ia numa sinagoga em Belém, diz ele que era pra fazer amigo, distribuía dinheiro pelas ruas a desconhecidos. Quando falava dos índios chorava como criança.

Alberto era livre. Conhecia o amor de Jesus que não se limita à religião. Mas esta liberdade ao invés de torná-lo um libertino o tornou um escravo de Cristo. Já aos 70 anos terminou o novo testamento Sateré (talvez uma das mais demoradas traduções do Brasil), e foi trabalhar em outra tribo, depois em outra. Alberto e Dona Sue sua esposa nunca pensaram que já tinham feito o suficiente. Eram simplesmente servos trilhando o caminho da obediência.

Há alguns dias atrás eu soube que o Alberto partiu. Me fez pensar na herança que deixou para todos os que o conheceram e no que talvez signifique para nós o fim de uma era. A nossa formação evangélica hoje nos educa para gozarmos a vida em Cristo, não para perder a vida com Ele. Muito jovens que acompanhei conseguem ir até a entrega, mas esperam nas emoções que sentem a força pra continuar. E as emoções vêem controversas, uma hora te estimulando a ir pra frente, na maioria das vezes te chamando pra trás.

Ouvi outro dia um hino adaptado por uma banda de rock cristã, era um daqueles hinos antigos que falam do céu. O céu é um lugar feliz onde está Deus. Muita gente se liga nas tais das ruas de ouro. Eu tenho ojeriza de pensar numa rua de ouro e muros de pedras preciosas. A metáfora é um tanto absurda que certamente não se refere a nada que conhecemos aqui na terra. Imagine a dificuldade de se descrever algo que nunca se viu antes. Ouro transparente foi o mais próximo que João conseguiu chegar. Mais importante que o esplendor pra mim seria o fato de que a cidade é pura luz, sem que haja nenhuma iluminação a não ser a luz do Cordeiro. Do Cordeiro não do Leão. Não há cantos escuros nela, não há esquecidos. A cidade também não fecha suas portas, nela não há segredos, ou exclusão e não há términos.

O conjunto jovem se deteve por vários minutos no refrão que enfatizava meu desejo pela cidade celestial. Não consegui cantar. O Alberto tinha morrido. Não quero a cidade pra mim. Não a desejo para me aliviar de minhas mazelas. A quero para os outros. Quanto tempo você cantaria se o hino dissesse que o céu é para os outros? Quero o céu para os excluídos, o quero para os que sofrem , o quero para os sem esperança. E por causa disto estou disposta a viver aqui o inferno. O inferno verde, o inferno de mosquitos o inferno de desconforto de décadas de dedicação aos mais pobres dentre os pobres. Foi-se Alberto para a cidade depois de 50 anos de inferno verde. Salve, herói da fé que entendeu que o meu inferno é céu dos outros.

Braulia Ribeiro


Fonte: Ultimato

Hora de levantar! É segunda - feira!

Segunda-feira... tudo que você quer é ficar na cama, e no melhor do sono ele toca. Esse vídeo mostra a eterna luta entre nós e o nosso amigo indesejado, o despertador. Bom, se você tá vendo isso é porque já acordou, então boa segunda feira e divirta-se!


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

As normalidades do mundo...



Cuidado com as normalidades do mundo…

Sim, pois no mundo a vida é um morrer de descuido e de descaso...

Portanto, seguir a normalidade da vida segundo o mundo, de fato é entregar-se ao fluxo dos que vão na avalanche pensando que o abismo não chegará nunca...

A normalidade do mundo é doença segundo Deus...

Tal é a normalidade do mundo que pelo voto se pode escolher Barrabás...

No mundo um homem que salve uma vida em situação de por a sua própria em risco, é um herói; enquanto aqueles que vivem todos os dias salvando vidas, são apenas pessoas que fazem isso...

No mundo..., poder é domínio sobre outros...

No Evangelho..., poder, antes de tudo, é controlar a si mesmo.

No mundo a inveja faz os homens quererem crescer segundo o mundo...

No Evangelho, por exemplo, o que move um homem na vida deve sempre ser o amor que a ninguém inveja, e que é contente em ser quem é...

O mundo diz que o Grande é o quantificável...

O Evangelho diz que o quantificável é nada, pois o que É não é mensurável...

O mundo diz que odeia o ódio, mas odeia sempre com mais ódio ainda aqueles sobre os quais são impostas as certezas de “eles” serem os promotores do ódio...

No mundo quem não aceita um desafio é covarde...

No Evangelho aquele que aceita um desafio é tolo...

O homem do Evangelho nunca deve aceitar desafios de outros, mas apenas andar segundo sua própria superação em amor sábio.

Entretanto, no mundo é normal dar segundo se recebeu...

A toda ação corresponde uma reação equivalente, advoga o mundo, seguindo como sabedoria para a vida a Lei da Gravidade e das forças das pedras e dos projéteis...

No Evangelho... à cada ação que incida sobre nós, deve haver uma ponderação...; e, então, depois, a escolha do curso de caminho que seja o nosso próprio caminho, e não um andar tangido pelo pastoreio dos impositores de caminhos e veredas desviados...

Na normalidade anestesiada do mundo, todo sucesso é prisão e mais escravidão ainda ao sucesso como deus...

No Evangelho todo verdadeiro sucesso liberta a pessoa da escravidão do sucesso segundo o mundo.

O mundo do qual falo é apenas um: esse feito de ideologias, grifes, objetivos e cronogramas de alcance de alvos bem materiais e terrenos... Sim, o mundo do qual falo é esse ente sem dono humano aparente, mas que controla todas as nossas decisões, dando-nos a ilusão de livre arbítrio...

Ora, nesse mundo pode-se odiar quem nos odeia; pode-se antipatizar gratuitamente; pode-se tudo o que se pode...; exceto matar... [exceto nas exceções convencionadas] ou roubar [a menos que se evite ser “pego”].

No mundo é normal ser aflito, angustiado, preocupado, desejoso, insatisfeito, sempre em busca de algo, sempre se medindo por outros, sempre na Maratona das Comparações...

No mundo o normal é consumir...

Portanto, tome cuidado; pois ser normal segundo o mundo é fazer-se louco diante de Deus e da vida que é.

Não esqueça nunca que a única normalidade já vista em um homem está no Filho do Homem.

Pense nisso!

Caio Fabio


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sim, a mulher pode


Fonte: Duke

O CAMINHO DA CONFIANÇA


Daniel Considine escreveu na década de 1930: "Nunca houve uma mãe tão cega para os erros do filho quanto o Senhor para os nossos".6 Portanto, nunca devemos nos desani¬mar com nossos erros. Podemos começar a fazer isso se não ficarmos surpresos com eles. Uma criancinha que não sabe andar direito não se surpreende com seus tropeços e quedas a cada passo que dá. Embora a gravidade do pecado não deva ser minimizada, desperdiçar tempo deplorando o passado man¬tém Deus longe de nós. Como disse o Pastor de Hermas no segundo século: "Pára de bater na tecla dos teus pecados e ora pedindo justiça".

Qual a utilidade de nossa vida de oração, de nosso estudo da Bíblia, da teologia ou da espiritualidade, se não confiamos naquilo que aprendemos? Ficar num vai e vem entre um sim definitivo e um não desanimador nos mantém num estado de procrastinação terminal. Da mesma forma, uma ênfase exclusi-va nas questões teológicas e quentes da moda (muitas das quais não são nem quentes nem teológicas) ou uma ênfase unilateral nas questões urgentes de justiça social podem temporária ou permanentemente adiar uma decisão de confiar no amor de Deus, mantendo-nos assim num estado de limbo espiritual.

Minha avó paterna costumava dizer: "Viver sem correr riscos é correr o risco de não viver". O caminho da confiança é uma coisa arriscada, não há dúvida sobre isso. Mudar de profissão de uma hora para outra porque não nos sentimos realizados, assu-mir o cuidado extenuante dos pais idosos, isolar-se por três dias em silêncio e solitude com Jesus sem ficar estressado, fazer um trabalho voluntário no subSaara com somente alguns escassos recursos espirituais, assumir um cargo impopular com rumores

de descontentamento e medo nos bastidores, dominar a desilu-são quando ficamos de frente com o descrédito nos lugares onde menos se esperava — todos esses desafios exigem disposição para arriscar uma jornada rumo ao desconhecido e prontidão para confiar em Deus mesmo no meio das trevas.

É claro que não se deve agir impulsivamente. Toda e qualquer decisão mais importante deve ser precedida por um pro-cesso de discernimento cuidadoso, e isso envolve família, amigos e um mentor espiritual. Mas quando chega a hora certa, somente o discípulo que confia com determinação em Deus ousará correr o risco. E essa confiança não parte da ingenuida-de, mas há consciência de que a possibilidade de errar e de se dar mal é bem concreta. Mas sem se expor à possibilidade de fracasso, não existe risco.



Brennan Manning, Confiança cega (ed. Mundo Cristão)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A verdade do nosso evangelho

Dica do meu amigo Otaviano. Caíque, líder do ministério de teatro Jeová Nissi, fala de uma verdade que infelizmente é o retrato do evangelho fútil e mesquinho que tem-se vivido hoje no nosso país. Sim, Caíque, nós precisamos mesmo tomar vergonha na cara e agirmos realmente como corpo de Cristo.


Joyful 'toon: Adição de quartos

Joyful 'toon de número 162.
 
 
   Joyful 'toon 162_Room additions PT.BR
 
 
 Comentário do autor:
Temos esta promessa de Jesus: de que Ele tem um lugar preparado para cada um de nós que depositou a fé nEle. Esse lugar está na casa de nosso Pai, onde um dia iremos viver juntos como uma família.
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

OBRIGADO, SENHOR



Em seu livro Mortal lessons, o médico Richard Selzer escreve:

Estou em pé junto ao leito onde jaz uma jovem, seu rosto em pós-operatório; sua boca, retorcida com paralisia, tem um quê de palhaço. Um minúsculo ramo do seu nervo facial, aquele que controla os músculos da boca, foi removido. Ela ficará assim daqui em diante. O cirurgião havia seguido com religioso fervor a curvatura da sua carne, isso eu podia garantir. No entanto, para remover o tumor de sua bochecha, tive de cortar aquele nervinho.

O jovem esposo dela está no quarto. Ele está em pé no lado oposto da cama e juntos eles parecem habitar a luz vespertina da lâmpada, isolados de mim, num mundo particular. Quem são eles, pergunto a mim mesmo, ele e esta distorcida boca que fiz, que olham-se um ao outro tão generosamente, com tanta avidez? A jovem fala:

— Minha boca vai ficar assim para sempre?
— Sim — digo.
— Vai ficar assim, porque o nervo foi cortado.
Ela assente e silencia. Mas o jovem sorri.
— Eu gosto — ele diz. — Acho uma gracinha.

De repente sei quem ele é. Compreendo e baixo os olhos. Não devemos ser ousados na presença de um deus. Sem nenhum constrangimento, ele inclina-se para beijar a boca torta, e estou tão perto que consigo ver como ele entorta seus próprios lábios para ajustá-los ao dela, para mostrar-lhe que o beijo deles ainda funciona".

Desde que li essa passagem, tem me assombrado a imagem do marido entortando a boca e retorcendo os lábios para um beijo íntimo com a esposa paralisada.

Porém algo me escapou até que um dia, em oração, veio-me à memória de forma renovada a violência ocorrida numa colina do lado de fora das muralhas da velha Jerusalém.

O corpo mutilado do Filho está suspenso, exposto ao escárnio do mundo. Ele é um blasfemador de Deus e um sediciador do povo. Que morra em desgraça. Seus amigos estão dispersos, sua honra estilhaçada, seu nome motivo de zombaria. Ele foi abandonado por seu Deus. Deixado absolutamente só. Arrastem-no para fora da cidade santa e pelos meandros aos quais pertence gente como ele. O Cristo maltrapilho é tratado grosseiramente, empurrado de um lado para o outro, açoitado e cuspido, assassinado e enterrado em meio aos da sua própria laia.

A fim de dramatizar a sua morte, alguns pintores cristãos concederam ao Cristo crucificado um olhar dirigido para o alto e uma boca contorcida; usaram pigmento vermelho para fazerem gotas de sangue realistas fluírem de suas mãos, pés e lado.
Em 1963, um amigo deu-me um crucifixo de grande valor.
Um artista francês havia entalhado em madeira, com grande cuidado, as mãos de Jesus na cruz.

Na Sexta-feira Santa os artistas romanos entalharam — ah! Deus, como entalharam! — nosso irmão Jesus sem qualquer cuidado. Nenhuma arte foi requerida para bater os pregos com os martelos, nenhum pigmento vermelho necessário para fazer sangue de verdade jorrar de suas mãos, pés e lado. Sua boca contorceu-se e seus lábios ficaram retorcidos no mero ato de erguê-lo para a cruz. Nós já teologizamos tanto a paixão e a morte desse homem santo que não enxergamos mais o vagaroso rasgar dos tecidos, o alastramento da gangrena, sua sede exacerbada.

Em sua obra monumental, The crucified God, Jurgen Moltmann escreve: "Tornamos a amargura da cruz, a revelação de Deus na cruz de Jesus Cristo, tolerável para nós mesmos aprendendo a compreendê-la como uma necessidade no processo da salvação".

Roslyn e eu estamos caminhando ao longo da Royal Street no Bairro Francês de Nova Orleans. Adjacente à infame Borboun Street com seus entrepostos de jazz, lojas de camisetas e sex-shops, a Royal é pontuada de lojas de antiguidades.

— Venha ver isso — diz o antiquário.
— A Vénus custa mais, mas esse Cristo crucificado de marfim é bonito a seu modo, especialmente contra um fundo roxo.

E quanto mais o reproduzimos, mais esquecemos a respeito dele e da agonia da sua terceira hora. Transformamo-lo em ouro, prata, marfim ou o que quer que seja a fim de nos libertarmos da sua agonia e morte como homem.

"Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus" (2Co 5:21).

Brennan Manning em O Evangelho maltrapilho

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O mundo piorou?


“Não foi o mundo que piorou, as coberturas jornalísticas é que melhoraram muito.”
— G.K. Chesterton.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

As razões porque as pessoas não vão à Igreja !

Qual o motivo de você não ir a igreja? Todos têm um motivo. Qual é o seu?


O crime organizado

— Crime organizado, boa tarde.
— Boa tarde, eu queria agendar um assalto.
— Perfeitamente. Para sua segurança a ligação estará sendo gravada. Para quando seria o assalto, senhor?
— Deixa eu ver aqui na minha agenda... Quinta-feira, entre 2 e 3 da tarde vou estar de bobeira no Centro da Cidade...
— Em qual rua, senhor?
— Ali pela Presidente Vargas.
— Queira aguardar alguns instantes, senhor, que estarei verificando.Música de espera: Pra dançar créu / tem que ter disposição / Pra dançar créu / Tem que ter habilidade / Pois essa dança / Ela não é mole não / Eu vou te lembrar / Que são 5 velocidades...
— Quinta feira temos disponível 14:30 na esquina de Presidente Vargas com Rio Branco. Confirma, senhor?
— Pode ser, sim.
— Qual seria o seu carro, senhor?
— É um Palio.
— Senhor, no momento não estamos roubando Palio. Para este veículo oferecemos apenas roubo do celular e da carteira.
— Tudo bem, pode ser. O bandido vem armado?
— Não é necessário, senhor. Para roubar apenas alguns pertences basta ele fazer cara de mau e dizer “perdeu, perdeu”.
— Tem razão.
— Queira anotar o nome do bandido que vai abordá-lo, senhor.
— Peraí, deixa eu pegar uma caneta. Pronto, pode falar.
— O nome do meliante é Cleberson, senhor.
— Cleberson, anotado.
— Deseja mais alguma informação, senhor?
— Vocês estão agendando seqüestro relâmpago?
— No momento só para clientes que possuem Visa Electron, senhor.
— Poxa, que pena, eu só tenho Rede Shop.
— Infelizmente ainda não trabalhamos com Rede Shop, senhor. Mas caso o senhor deseje, entraremos em contato tão logo comecemos com esse serviço, senhor.
— Ótimo, vou querer sim.
— Queira informar o telefone de cadastro, senhor.
— 2345678.
— Telefone cadastrado, senhor. Mais alguma informação?
— Não, não, é só isso.
— Queira aguardar mais uns instantes, que estaremos efetuando o seu pedido, senhor.
Creu-créu-créu-créu...
— Apenas mais uns instantes, senhor, que o sistema está meio lento.
Creu-créu-créu-créu...
— Senhor, com apenas uma taxa adicional o senhor ainda ganha um tapa na cara para deixar de ser otário. Deseja confirmar, senhor?
— Tapa na cara? Hummm... pode ser.
— Perfeitamente. Só mais um momento.
A primeira é devagarzinho / só o aprendizado / é assim, ó / crééééééu...
— Confirmando, senhor: próxima quinta-feira, 14:30, na esquina da Presidente Vargas com Rio Branco, roubo de alguns pertences, bandido Cleberson, bônus adicional de um tapa na cara, senhor.
— Beleza.
— Para agilizar nosso serviço, queira deixar a janela do carro aberta, senhor.
— Deixa comigo.
— O crime organizado agradece a sua chamada. Tenha uma boa tarde, senhor.

Bruno Mazzeo

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A música 'Sabor de Mel'

Por Marcio Luiz

Aqui, em rápidas palavras, quero expor minha visão e compreensão critica da música já tão cantada nos cultos, e que até já se tornou tema de festividades em algumas igrejas, que é a música 'Sabor de Mel'. Confesso que só estou postando essa crítica por que muitas pessoas não aceitam minha repulsa por essa música. Por isso quero explicar a todos o fato de que não concordo com a letra.

1 – O agir de Deus é Lindo na vida de quem é Fiel?

- Diz Pv 15.3 que "Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons". Deus age com fidelidade na vida de todos sem acepção de pessoas, independente da nossa fidelidade ou infidelidade. Afirmar que Deus só se volta para uma classe de pessoas ou que só age na vida de quem é fiel seria um sentimento anti-bíblico. Será que só os que são fiéis é que são filhos de Deus? E os infiéis são filhos de quem? Ou foram criados por quem para não serem beneficiados com a misericórdia de Deus?

2 - Você vai ver a mão de Deus te exaltar. Quem te vê há de falar 'Ele é mesmo escolhido'.

- Diz Mt 5.16 "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus". Nessa afirmativa a gloria é de Deus ou do homem? Por mais que Deus nos exalte, nos coloque em lugar de destaque, todos devem olhar para nós e glorificar ao Pai, e não ser reconhecido como o ESCOLHIDO. Parece que o mais importante é ser escolhido, e não glorificar a quem nos escolheu.

3 - Vão dizer que você nasceu pra vencer, que já sabiam porque você tinha mesmo cara de vencedor, e que se Deus quer agir ninguém pode impedir. Então você verá cumprir cada palavra que o Senhor falou. Quem te viu passar na prova e não te ajudou, Quando ver você na benção vai se arrepender, Vai estar entre a plateia e você no palco, vai olhar e ver Jesus brilhando em você. Quem sabe no teu pensamento você vai dizer 'Meu Deus, como vale a pena a gente ser fiel. Na verdade, a minha prova tinha um gosto amargo, mas minha vitória hoje tem sabor de mel'.

- Fico impressionado com tanta palavra egoísta e vingativa que Deus fala nesse refrão, se é que foi Deus que falou mesmo. Plateia e Palco? Então quer dizer que nossa vida, culto, ministério, chamado e vida com Deus é um teatro? Que todos têm que nos ver em grande destaque e se culpando por não nos ajudar? E só porque estou no palco e com vitória as pessoas vão dizer que “vale a pena ser fiel”? E que minha vitória só tem sabor de mel porque eu vejo os outros com inveja de mim? Sinceramente, é melhor pensar um pouco antes de cantar certas coisas ou glorificar a Deus com qualquer música.

O pior é que ainda falam mal de músicas do mundo, enquanto dentro das igrejas o que se canta é puro egoísmo, egocentrismo, soberba e vanglória. E, ainda por cima, gritam dando 'Glória a Deus', 'Aleluia' e 'Amém'.

Irmãos, creio que o princípio da adoração não é a autoajuda, por mais que a adoração nos mude ou molde nossa vida. E essa música nem autoajuda é; trata-se de um grande sentimento de vingança e de falsa exaltação em Deus, e que ainda incita a quem está ouvindo a analisar se as vitórias de nossas vidas estão de acordo com o que a música diz.

A bíblia diz em Mc 12.31 "E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes", e Gl 5.14-16 "Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros. Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne".

Enfim, que sentimento de amor está em nós quando glorificamos a Deus por estar em um palco e ver nosso irmão numa plateia arrependido porque não me ajudou, e ainda pensar que sou mais fiel do que aquele que não me ajudou, e que por isso tenho mais vitória do que ele? Que sentimento de amor ao próximo é esse? Que respaldo bíblico essa música tem? Nem venha me dizer que isso foi revelação de Deus, porque Deus não está em um palco nos assistindo, nem muito menos é soberbo, egocêntrico. Vale a pena pensar no que estamos cantando.


Marcio Luiz

JOCUM-AL
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