quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Canção atômica do Natal tardio

 
Christmas time [www.123rf.com]
 
 
Há um Natal suspenso
nos gatilhos e bolsas de valores do planeta,
na dependência de o assassino
disparar ou não
 
Espírito Santo
esparja a canção
pela paz
deflagre a epidemia
de armistícios
 
Há um Natal envenenado
na química porca & barata
de uma pedra de crack
 
Mas Senhor, Espírito Santo
espalhe a paz pela canção
dissolva os contratos de escravidão
esculpidos em pedra
 
Há um Natal latente
na mente de um embriagado
que Hoje cisma: Hoje deixarei
esta bebida e aquela prostituta
e voltarei para casa
e se a porta não se abrir,
sequer neste vasto dia
que é Hoje, deitarei
na serventia como um cão,
como um Bartimeu que brada
até cegar-me mudo de gritar
 
Espírito Santo,
cante a canção que rompa
que abra que despedace grilhões
e grileiros de corações
com a sua (ir)radiação
 
cante a canção que cumpra
as canções de Isaías e Davi
e de cada qual dos quais
o mundo não era digno
 
Espírito artefato Santo nuclear
exploda a estrela
no lugar exato,
o miolo da treva,
para rasgar de nós
o silêncio-nossos-mantos
 
contempla-nos, cá no pó
beduínos dispersos no deserto
entoe a canção atonal & auroral
da estrela-que-anda
e faz todos os descaminhos da Terra,
com nossas torrentes de pranto
convergirem até o oceano-Ele
 
Sammis Reachers em Liricoletivo

domingo, 23 de dezembro de 2012

Jesus online

 
[Matéria da IstoÉ edição 2250 (dezembro/2012)]
 
Capa IstoÉ 2250Milhões de católicos e evangélicos estão usando a internet para se aconselhar com padres e pastores, assistir a missas e cultos e tirar dúvidas sobre a doutrina cristã. Como esse novo hábito está mudando a relação dos fiéis com as igrejas
 
Rodrigo Cardoso
 
Em visita à Itália, há dez anos, o padre carmelita brasileiro Reginaldo Manzotti perambulava pela cidade do Vaticano, a sede mundial do catolicismo, quando resolveu entrar em uma igreja para fazer uma oração. Para sua surpresa, o religioso descobriu que era proibido acender velas de cera dentro daquele templo. Os fiéis só podiam se valer das artificiais, que funcionam com lâmpadas, acionadas por moedas. Imediatamente, Manzotti pensou: “Se em Roma é válido eu acender uma vela que não queima ou faz fumaça, por que não criar uma vela pela internet?” Uma década depois, o pároco do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba, no Paraná, é um dos sacerdotes brasileiros mais atentos às possibilidades da evangelização digital. Aos 42 anos, é dono de um blog, possui perfil no Facebook, conta no Twitter e atua em rádio e tevê. Seu site recebe cerca de 1,1 milhão de visitas por mês, de gente que se vale dos rituais online disponíveis em um santuário virtual. Nesse espaço, a procura por serviços religiosos digitais só cresce (leia quadro). No mês passado, por exemplo, 148 mil pessoas acenderam uma vela via computador, 12 mil a mais do que no mês anterior. “É um novo modo de ser religioso”, afirma o padre Evaldo César de Souza, 35 anos, que dirige o portal A12 do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo, outro que possibilita que sejam feitas novenas, vias-sacras e pedidos de orações virtuais.
 
CLIQUE AQUI e leia a reportagem completa.
 
 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Um Natal sem Papai Noel

 
Capa do livro "Era uma vez um Natal sem Papai Noel"A Ultimato preparou uma página especial neste Natal que condensa links para coisas diversas relacionadas à esta data.
 
Um dos links é para o livreto eletrônico gratuito Era Uma Vez Um Natal Sem Papai Noel, um devocionário que relembra o primeiro Natal, com 31 meditações diárias.
 
O ebook pode ser baixado em PDF ou ePub. E o site ainda dá dicas de como seu conteúdo pode ser usado.
 
Há ainda um link para uma galeria de imagens com versículos ilustrados sobre o Natal e outro link para uma lista das reflexões sobre a data já publicadas dentro do site da Ultimato.
 
Usufrua! Acesse a página!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Boas Novas de Grande Alegria

 
Boas Novas de Grande Alegria
 
 
O Blog Fiel, da Editora Fiel, em parceria com o Desiring God (versão em português), começou a publicar a partir de hoje (2 de dezembro), e continua até a véspera do Natal, uma série de leituras diárias baseadas no e-book Good News of Great Joy ("Boas Novas de Grande Alegria"), do pastor John Piper.
 
Com o objetivo de meditar nas boas novas do nascimento de Jesus Cristo, e evitar que os anúncios comerciais e o estímulo ao consumismo nos distraiam do verdadeiro sentido do Natal, o Blog Fiel de convida-nos a acompanhá-lo nesta leitura!
 
O link direto para ver somente os posts do blog com essas leituras diárias é: www.blogfiel.com.br/tag/especial-de-advento-2012.
 
 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Porque Deus nos Criou – Devocionais sobre a Glória de Deus

 
Série de 5 devocionais com John Piper. Este é o primeiro vídeo.
 
 
 
 
Fonte: Blog FIEL (Editora FIEL)
 
 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

I Have Dream - ABBA

I Have Dream é uma daquelas canções especiais que ouvimos na vida e que nunca mais deixaremos de ouvir. Ela fala de fé, esperança e sonhos. É uma de minhas canções preferidas. Gosto de ouvi-la sempre para me lembrar que “Sim, eu tenho um sonho. Eu acredito em anjos. Eu tenho uma canção para cantar que me ajuda a enfrentar qualquer coisa. Eu vejo maravilhas em um conto de fadas, e, ainda que falhe, estou certo que posso agarrar o futuro”.

Abba é música para minha alma! Uma ótima segunda-feira para vocês!





10 conselhos da madrugada para jovens cristãos



Por Daniel Serrano
1 – Fale português:
Vamos começar pelo básico. Troque jargões e expressões Bíblicas por expressões atuais. Não conjugue a segunda pessoa do plural, ninguém faz isso. “Tá amarrado”, “Misericórdia!”, “Oh! Glória” e derivados são lindos para uma personagem cristã de novela, pra você não.
obs: “Sarcasmo” e “Ironia” são duas línguas importantes para o jovem cristão falar… sugiro tentar, mas com parcimônia. Não é todo mundo que entende e acaba ficando ofendido.
2 – Seja amigo: 
Chore com os que choram, sorria com os que sorriem. Não diga ao seu amigo corno que “Deus tem um propósito pra tudo”, nem vá dar sermão no seu amigo recém-aprovado em um concurso que exagerou na bebida. Vá buzinar alto junto com seu amigo na casa da ex dele e dê um banho no que foi recém-aprovado.
É difícil, o processo é lento, talvez você transpareça que tem defeitos. É o jeito =/

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Funk Clássico!

Para os meus amigos e todas as pessoas de bom gosto, com vocês o FUNK CLÁSSICO!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Enquanto caminho...

Olá, pessoas! Deem as boas vindas ao mais novo colaborador do Mural, o missionário Amilton Joaquim! É isso aí. A partir  de hoje, o meu mano Amilton, vulgo Kryptoniano, vai nos presentear com seu olhar sobre o mundo, a vida e nosso relacionamento com o Pai Criador.

Se a frase "Deus está no controle" pode ser aplicada a alguém, uma destas pessoas é o Amilton, afinal, como ele mesmo afirma: " ...não existe outro sentido na vida senão dar a vida para Jesus. E entregar a vida para Ele é ser desafiado a entregar a vida aos outros..." .

Amilton é missionário da JOCUM Maceió, e é casado com a missionária Alba. Ambos residem em Marechal Deodoro Alagoas.
 





O mundo gira em uma velocidade acima do permitido por nossos sentidos, acelera antes mesmo que tenhamos compreendido o que deveria e logo estamos diante de um novo desafio. Não poderia ser diferente, mesmo porque o tempo nenhuma satisfação nos deve. Contudo, a despeito da pressa do pano de fundo de nossa existência, é possível ver que algumas coisas mudaram desde que eu era quem não sou hoje, situações moldaram minha vida.

Para novas perguntas, novas respostas. Em uma de suas cartas, o apóstolo Pedro diz que devo estar sempre pronto a dar razão de minha esperança (I Pe 3.15). E é a isso que quero me deter agora. Creio que me passaram os dias de viver como aquela mulher samaritana que tinha um problema, a meu ver, maior do que o de ter maridos alheios, ela padecia da doença que mata muitos cristãos pelo mundo a fora: adorar o que não conhece (Jo 4.22). Quero conhecer mais e mais aquele que me sustenta e com quem vou morar para sempre. Ninguém teria coragem de morar com uma pessoa desconhecida, mas todos querem morar no ceu, a casa de um Deus que poucos conhecem, pois se conhecessem já não seriam vítimas dessa vida finita (Jo. 17.3).

Falam por aí que a fé é para os fracos, para os que precisam de muletas ou desculpas para fugir da realidade. Afirmam ser a fé a fantasia dos alienados, uma crença em um deus criado para controle social. Condenam-me, imputando-me o crime de não acreditar na capacidade humana, a ponto de criar um ser não humano para controlar o mundo. Falam, falam e nada escutam, pois fecharam os olhos e taparam os ouvidos enquanto eu falo, mas vou falar, pois tenho aprendido a fazer uma oração similar a de Jesus no getsêmane: “Pai, afasta de mim esse cale-se”

Minha fé não serve para afirmar, ou mesmo justificar minhas impossibilidades, mas, serve sim, para aumentar minhas possibilidades e faculdades de fazer o bem. Acredito no homem como um ser criado para fazer o que é bom e justo, mas que se perde no caminho de si mesmo e dificilmente encontra o outro como ele realmente é, enquanto caminha para a virtude. Dessa forma, acredito que o encontro com Jesus torna o homem mais humano, leva-o para mais perto de seu propósito, enquanto ganha o teomorfismo (Rm 8.29).

Por certo há quem apenas sirva a Cristo por medos interiores, por medo do inferno, pela tradição familiar, ou até mesmo para fugir de suas responsabilidades enquanto ser pensante; chamaria esses de desinformados, noviços ou até mesmo pseudocristãos. Há até quem não mais acredite no ser humano. Declaro, portanto, que acredito muito no ser humano, acredito em sua força, em sua capacidade de fazer o que é bom, acredito no seu potencial de reverter situações difíceis e de vencer barreiras quase que intransponíveis. Mas, acima de tudo, acredito em um ser humano que pode ser mais humano, que pode ir além de suas impossibilidades, que pode potencializar sua força, que pode superar suas crises internas: este é o ser humano que estar mais perto de Deus e que tem um relacionamento com Jesus, Seu filho.

Prefiro apoiar-me em Deus a depender de boas ações de um ser humano que, apesar de todo potencial, sofre com os desejos incontroláveis, luta por uma igualdade enquanto é desigual, trai o amigo com um beijo, lava as mãos quando deveria “sujá-las” e suja quando deveria lavá-las. Penso que o grande problema do homem que não se aproxima de Deus consiste em não poder apresentar nada de justo diante daquele que é a própria justiça.

Minha esperança não está em expectativas futuras de um homem que sabe muito e faz pouco, mas em um Deus que existe antes mesmo que eu acredite nEle, e que me faz saber que eu posso ser bem mais humano do que sou, pois apesar de não ter nada mais complicado do que ser humano, nada substitui a sensação de fazer exatamente aquilo que se deveria. 

Amilton Joaquim



Ciranda da Bailarina


Olá, pessoas do mundo todo! Tempão sem postar, mas, “OLHA AEEE!”, Estamos de volta e em grande estilo. Para começar, queria dedicar esta canção a meus amigos Alain, Pedro, Paulo e Wesllipe, a trilha sonora oficial dos nossos dias de folga na ETED.

Então repare bem nesta pérola de Chico Buarque na fantástica interpretação de Adriana Calcanhoto.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Política e fé - LU&TERO com Marcos Botelho


Uma excelente visão sobre Fé e Politica, voto de cabresto e relevância crista na sociedade.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Comunicado importante

 
 
 
Não sei quem é o cartunista/chargista, mas encontrei no Genizah.
 
 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

De Paradas e Paradas (ou a história da Banda do Chico ao contrário)



Por Braulia Ribeiro

Me lembro de gostar do 7 de Setembro quando era criança. Belo Horizonte tinha bonitas paradas militares, Portentosos,  os militares desfilavam seu poder para a diversão dos cidadãos oprimidos pela ditadura. Engraçada a alma brasileira. Até o poder tirânico nos diverte se acompanhado por música e cores.

Eu amava as paradas militares e seu show de armamentos. Não sabia  na época que o exército brasileiro é um dos mais mal armados e obsoletos do mundo. Mas se soubesse não daria a mínima porque meu interesse era a beleza uniforme das fardas, os rostos bem barbeados e os cabelos bem cortados dos soldadinhos. Ah… os soldados. Sonhava casar-me com um.

Agora estou vivo na terra do Tio Sam por mais de dois anos. Não na terra principal,  terra-mãe como se diz por aqui. Moramos nas ilhas havainas. O Havaí é um estado bem peculiar, e apesar de todo o turismo é bem mais pobre e negligenciado do que a maioria dos estados do continente. A ilha onde vivo é meio que nem o litoral da Bahia. Lindo,  mas tem seus problemas.

Passei por três 4 de Julho aqui. Em nosso primeiro  fomos recrutados por dois amigos brasileiros (sim brasileiros)  para marchar em sua parada eleitoral.  Um dos amigos é cidadão americano apenas há uns 3 ou 4 anos, e concorria ao cargo no city council, a camara de vereadores do município. O cargo de vereador aqui é voluntário (isto mesmo, voluntário, repetindo:  não remunerado) e eles se reelegem de dois em dois anos. A outra pessoa era uma amiga nascida no Brasil e adotada aos 5 anos por uma família americana. Ela concorria ao cargo equivalente ao de deputada estadual, cargo também voluntário (isto mesmo) e bi-anual.

Caímos desavisados na paradinha local, no meio dos velhinhos de cadeira de rodas, obesos rotundos, crianças nos ombros de pais orgulhosos de mãos dadas, sem-teto com seus carrinhos de super-mercados cheios de tranqueiras. Tinha de tudo. Todo mundo apoiando e marchando, cada bloquinho com sua musica independente. Marchavam candidatos e seus apoiadores de camisas iguais, marchavam pequenos negócios, veteranos, etc.

Achei a parada sem graça e pobre, beirando o ridículo. Desapontei-me comparando-a com a glória de meus 7 de Setembro da infância. No segundo ano  fui observar  novamente e me frustrei. Levei meus filhos explicando que o dever cívico de apreciar a parada era deles também já que moramos aqui, blábláblá, tentando tornar o evento interessante. Nem os fogos do final da tarde lançados do mar aos céus da baía de Kailua tornaram a parada menos tosca.

Ontem foi meu terceiro 4 de Julho. Ano eleitoral novamente, local e nacional. O lugar estava coalhado de fuscas velhos, jeeps de guerra mais velhos ainda, candidatos passeando com araras no braços. Tinha ONGs de ajuda aos cegos, de velhinhos, de socorro ao sem-teto. Desfilaram inúmeras associações de veteranos de várias guerras, inválidos ou válidos. Músicos,academias de ginástica, centros de apoio à crianças deficientes, a velhos o escambau. (Engraçado aqui não percebi ainda o “movimento social” como definimos no Brasil, um bando de desocupados que militam profissionalmente.)

Meu desafio foi tentar entender qual era a cola de tudo aquilo, e porquê a reverência e a celebração de todos eles no dia da pátria. Pátria! Finalmente entendi. Porque aquilo, com a tosqueza local, os carros velhos, os deficientes, as crianças, os pássaros, os malhadões fazendo ginástica, aquilo é pátria. Pátria não são os militares a marchar sua artilharia pesada, ou o governo a mostrar seu potencial cada vez maior de esmagar o cidadão. Isto se exibe lá fora. Isto se tem, para se preservar aqueles que aqui compõem a pátria. Pátria é o velho, a mãe o pai, a criança. São estes que desfilam, celebrando-se a si, numa efusão de comunsisses ordinárias. Sou eu o ninguém. Este é meu dia porque sou americano.

Celebro portanto junto com eles. Que viva a parada dos feios. É a Banda do Chico ao contrário. Quando o povo passa a Banda sai na janela. Que viva a América de todos.

fonte: ultimato


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Quem vai cuidar de Daisy ?





Por Bráulia Ribeiro

Era um travesti alto, magro e desengonçado, e tinha uns implantes. Não sei como começou na homossexualidade, mas disse que tinha sede de Deus desde antes. Quando criança, num passeio a uma Igreja Católica com sua mãe, viu um caixão de vidro com uma estátua de Jesus dentro. “Igreja do Jesus morto”; a mãe era devota. Quando chegaram perto, ele, pirralho, sentiu que Jesus lhe olhava.

– Mãe, Jesus está vivo!
– Pare de dizer besteira, menino… – ela não viu, mas ele sabia que Jesus não estava morto.

Adulto, Daisy foi se desiludindo consigo mesmo numa sede que não terminava por outro tipo de vida, apesar de ter tudo o que um travesti poderia desejar, como um parceiro e um filho adotivo. Ligava o rádio na sintonia dos pentecostais. Ouvia músicas e pregações o dia inteiro.

Não se cansava nem da repetição nem dos chavões. Ouvia até a hora de sair para ganhar a vida na rua. Tornou-se um hábito ouvir o evangelho. O parceiro e os vizinhos se irritavam. Daisy ficava mais amuado, mais convicto. Começou a ler a Bíblia.

Uma noite não agüentou mais. Percebeu que não tinha coração para levar a vida assim. Decidiu que aquela seria a sua última noite na rua. Ouviu rádio e pegou a Bíblia. Abriu no primeiro capítulo de Apocalipse, que fala sobre a revelação de Jesus, em suas vestes de luz e língua como espada de fogo. Lindo! Assim seria sua fantasia, a última da vida de rua.

– Vou de “drag-jisas”.

Enfeitou-se todo de branco e dourado, reverente. Não era uma drag qualquer, era o próprio Jesus de uma maneira simbólica dizendo-lhe que chegara sua hora de mudar. Não conseguiu fazer a vida naquela noite; pregava sem parar, como os pregadores do rádio que ouvia há tanto tempo. Pregava para as prostitutas, para os clientes, para os passantes. O ponto se esvaziou, os habituais corriam para não ouvi-lo. Finalmente, no romper da manhã, tendo arruinado a noite de todos os freqüentadores do ponto, sentou-se feliz, cantando uma daquelas músicas do tipo “sai demônios e vem Jesus”.

Logo depois Daisy adoeceu e descobriu-se portador do vírus HIV.

Estranhamente não teve medo. Sua irmã conhecia algumas pessoas em Belo Horizonte e resolveu dar uma passada por lá para ver se encontrava ajuda para ele. A vida tem seus caminhos; ao receber a medicação, Daisy encontrou também algumas pessoas do grupo VHIVER, que ajuda portadores do vírus da aids a viver com qualidade. De lá esbarrou nos crentes da Caverna de Adulão e conheceu o Jesus que amava. Converteu-se, “destravecou-se”, “homenzou-se” do melhor jeito que pôde. O parceiro ficara no Rio de Janeiro com o filhinho adotivo.

Teve de dizer-lhe que era homem agora e que cuidaria do filho, mas já não seria “casado”. Sentiu-se puro como um bebê. Dizia que já tinha feito sexo demais a vida toda e agora não precisava mais; iria viver para Deus de todo o seu coração…

Mas não podia ficar em Belo Horizonte, tinha de voltar ao Rio. O Geraldo, da Caverna, se preocupou: “E agora, o que vai ser de Daisy? Quem vai entendê-lo para integrálo?”

A essa altura Daisy já se chamava como homem, mas os trejeitos de uma vida no submundo não saem fácil. As marcas (as mãos na cintura, o andar reboloso e a voz fina que ainda desafina) ficam. Daisy voltou para o subúrbio do Rio. Despachou o parceiro, pegou suas coisas e mudou-se. Mas aí veio a parte dura: conseguir um emprego, se sustentar de maneira digna e encontrar uma igreja onde fosse aceito. Nos primeiros meses quase não tinha dinheiro; a única congregação do bairro era o lugar mais perto. As emoções de Daisy ainda eram as emoções de uma caricatura de mulher. Ia à igreja esperando amor como o que encontrara em Belo Horizonte. No começo encontrava o porteiro:

– “Tem culto hoje não, desculpe.”
– “Ah…” – o ar decepcionado de Daisy não mudava em nada a cara do porteiro.

Infelizmente a igreja não conseguiu entender o rapaz. Daisy tentou mais uma e mais outra. Mas o que aconteceria se no bairro vissem aquele homem ainda com peitos freqüentando os cultos? Terminou por entender que não era bem-vindo – mais uma ferida para carregar para quem já sofreu tantas.

Sem ajuda na fé e sem apoio econômico e social para recomeçar, a fé de Daisy se apagou. Geraldo o viu um dia desses nas páginas de uma revista, militando pela causa homossexual, e respirou aliviado, pensando: “Pelo menos ele ainda está vivo…”

Daisy, se você está lendo isto, tente outra vez. Vamos aprender a caminhar com você pelo caminho da restauração. Vamos aprender a fazer da sua vergonha a nossa vergonha e, pelo naosso amor, fortalecer a sua fé naquele que nos transforma.

Fonte: ultimato

segunda-feira, 23 de julho de 2012

TestemunhosPerdidos – uma obra colaborativa





Segue a transcrição da hastag #TestemunhosPerdidos, feita em colaboração com diversas pessoas no Twitter e publicada no blog do Ariovaldo Jr, ou o que chamo de o maior testemunho que  ouvi.

O nosso sonho é que quando alguém dissesse que tem um “testemunho” a dar, que ouvíssemos algo similar a isto:

- Aprendi que igreja é gente.

- Aí Deus me abençoou com vergonha na cara e eu trabalhei duro pra pagar todas as dívidas que fiz!

- Então parei de acreditar que sou um ‘santarrão’, hoje sei que somos todos iguais.

- Irmãos aqui diante de todos assumo que o que venho ensinando a todos durante anos é um anti-evangelho.

- Aprendi que “disciplina” é pegar quem está em pecado e trazer pra mais perto. É amar mais, ser mais amigo. Andar mais junto!

- Abri mão de achar que era líder ou mestre de algo, e comecei a ensinar pessoas a seguirem o único Mestre.

- Deus me abençoou e eu percebi que toda a fofoca na Igreja era minha culpa.

- Desisti de comprar a Hilux e comprei 5 carros populares pra poder abençoar os irmãos que nunca iriam poder comprar carro.

- Eu ia de avião, mas preferi gastar o dinheiro com a gasolina pra poder levar mais gente da Igreja na viagem.

- Então eu disse pra todo mundo que podiam me chamar pelo nome ao invés de me chamar de bispo/pastor/apóstolo.

- Juntamos o dinheiro dos fogos e do aluguel dos helicópteros e fizemos uma campanha do agasalho.

- Parei de chamar pessoas da igreja de “amados” e comecei realmente tentar amar sem força de expressão.

- Este ano o acampamento custará 40 reais. E se alguém não puder pagar, por favor vá do mesmo jeito.

- Paramos de cobrar a Dízimos e Ofertas e ajudamos a igreja a ter seus corações fiéis ao Senhor.

- Aprendi que ser pastor é ser amigo das pessoas e não mandar nelas.

- Aí percebemos que o dinheiro de viajar pra Israel poderia abençoar muitos irmãos. Por isso desistimos da viagem!

- Parei de buscar cargos ou liderança e viver um evangelho verdadeiro de Cristo!

- Consegui perdoar uma pessoa que não perdoo a anos. Sem contar que tenho me tornado menos orgulhoso.

- Deus me abençou e parei de fazer propaganda sempre que ajudo alguém.

- Libertação da religiosidade e sua filha, a mediocridade. Graças a Deus, isso está acontecendo comigo.

- Hoje não faço mais trocas com Deus. Sei agora que tenho que devo dar mais, não receber muito mais.

- Mediante a crise economica que viví, Deus me fez ver o quanto que não atendi as minhas prioridades. Obrigado Deus!

- Minhas orações ficaram mais corretas, agora não começo com a lista de pedidos e termino com declarações.

- Eu sou próspero de egoísmo, me ensina Senhor a ser pobre de espírito.

- Estamos gratos porque Deus nos impediu de fazer aquela reforma no prédio da Igreja. Aprendemos que isso não é prioridade!

- Abandonei o farisaísmo e adotei a transparência diante de Deus.

- Vamos fazer um almoço de domingo na igreja! Não irmão, não custará nada, afinal voce já pagou com suas ofertas!

- Deixei a oferta na minha carteira e corri pedir perdão pra aquele irmao que eu tinha ofendido.

- Parei de esperar o retiro pra eu mudar, e mudei hoje.

- E tivemos que deixar o prédio gigante mas hoje temos pequenos grupos refletindo a graça por toda a cidade.

- Aprendi contar minhas merdas e como tento superar pra um neófito, ao invés de tentar parecer um superespiritual.

- Não levamos mais pessoas à igreja de forma irregular a lei humana, mas a igreja irá até eles em amor e retidão.

- Não cantamos mais nos cultos as novas mentiras, mas sim as velhas verdades.

- Aprendemos que Deus tá no controle e que nao adianta querer dobrar a mão dele em oração, mas sim os nossos joelhos.

Fonte: Ariovaldo Jr

A História dos Direitos Humanos



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Feliz Dia do Amigo!


Hoje é o Dia do Amigo, e não consigo imaginar uma forma melhor de comemorar este dia especial do que com muita música. Por isso, preparamos uma seleção de canções especiais para você compartilhar com seus amigos. Espero que você curta e que compartilhe com todos eles.

"That's What Friends Are For", é mais que uma canção é um hino a amizade, sua mensagem diz que não importa o que aconteça, em tempos bons e ruins, o amigo sempre estará ao seu lado, afinal é para isso que servem os amigos.



"You've got a friend" é uma incrível declaração de amor de um amigo que sempre virá quando nós precisarmos. E como precisamos dos amigos! Quantas vezes nós nos sentimos tristes ou desanimados e carecemos de um ombro amigo e de seus ouvidos para nos ajudar. Então jamais esqueça que "Você tem um amigo".




"Circle of Friends"  fala da necessidade de vivermos em comunhão com nossos irmãos e irmãs, e de como devemos cuidar destes como uma grande família não importa como a estrada da vida se dobrará a nossa frente. Nós jamais perderemos este círculo de amigos, e o mundo saberá que há segurança dentro deste circulo.  

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O que torna uma música evangélica, ou porque só escuto música cristã.




Por Gonzaga Soares

Você já deve está cansado de ouvir este tema, mas quando acho que isto é discursão antiga, deparo-me com pessoas sinceras que me perguntam angustiadas:

 - O cristão só deve ouvir música evangélica?
    Minha resposta é direta, SIM e NÂO!
    Como assim, sim e não?

É muito simples, a minha resposta depende do que você compreende como música evangélica. Pense comigo, se você acredita que música  evangélica são estas que tocam nas emissoras gospel, feitas para alimentar o crescente MERCADO GOSPEL, eu direi não, eu não escuto e nem recomendo que você escute  música “evangélica”.

 Agora se você me falar que compreende como música evangélica, canções que transmitem as verdades do reino eu te direi SIM, eu só escuto música evangélica e você deveria fazer o mesmo.
Ora como você pode ver, é tudo uma questão de compreensão do que entendemos como música secular e música evangélica. Não classifico as canções que escuto, como seculares ou gospel ( lembrando que gospel refere-se ao modo como classificamos as canções evangélicas no Brasil e não ao estilo norte americano), mas sim como boa música e musica ruim.

Ora, então o que torna uma música “EVANGELICA”? Na verdade nada, música é uma expressão do homem, e esta reflete sua relação com Deus, amigos, família, vida, sonhos, etc. No entanto no meio cristão criou-se uma dicotomia musical, que nos foi introduzida por nossos antepassados, e logo dividimos as músicas em seculares e evangélicas. Mas enfim o que torna uma canção secular ou gospel? Não entrarei em detalhes das diversas  opiniões ou conceitos que tenho visto por ai do que seria música gospel, portanto partirei direto para a minha compreensão do que considero música gospel.

Não é porque uma canção traz o nome Deus ou Senhor, Senhor, ou mesmo porque o seu interprete é cristão que esta torna-se evangélica, mas sim,  a mensagem do reino que esta transmite.

  A parti deste critério, tudo torna-se mais simples, e fica bem mais fácil definir música gospel de música secular.  Vejamos alguns exemplos de canções do reino, canções que transmitem a mensagem do evangelho, mas que por ignorância, boa parte dos cristãos as ignoram totalmente.
Na canção “ O que é o que é” de Gonzaguinha, ele declara:

Viver! E não ter a vergonha. De ser feliz
Cantar e cantar e cantar. A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei. Que a vida devia ser
Bem melhor e será. Mas isso não impede
Que eu repita. É bonita, é bonita
E é bonita.

O que é o que é, é uma das mais belas canções do reino que conheço, na letra o autor fala da beleza de aprender a cada dia, sem envergonha-se desta eterna condição de aprendiz, a letra mostra alguém que está em constante crescimento e que não se envergonha da felicidade diária, que se alegra com o que a  sua momentânea vida lhe oferece;  e continua afirmando sua esperança em um futuro melhor, ainda que a vida seja repleta de imperfeições e injustiças,  isto não o impede que ele a celebre e por isso repete a resposta das crianças...

É bonita é bonita e é bonita!
Outra bela canção do reino vem da poesia de Marisa monte, na canção vilarejo:
Há um vilarejo ali

Onde areja um vento bom

Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração

Lá o mundo tem razão

Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá...

Em todas as mesas, pão

Flores enfeitando

Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção

Tem um verdadeiro amor

Para quando você for

A letra de Vilarejo, dispensa comentários, sempre que a escuto, penso no paraíso, na Terra como Deus a criou originalmente, penso na esperança que nos aguarda em um  lugar onde sopra um vento bom, sem fome ou dores, onde sempre é primavera, uma terra de heróis que venceram muitas batalhas e agora desfrutam de uma paz singular, onde cabem todos os povos, um lugar de abundância e beleza indescritível e onde nos espera o Verdadeiro Amor, o amor do nosso Criador.

Agora responda, se estas canções são ou não cristãs? Sua mensagem é a mensagem do reino? O evangelho puro e simples de Jesus Cristo?

Em contra partida temos muitas músicas, que são cantadas a exaustão em nossos templos, e feitas por pessoas cristãs, mas cuja mensagem contraria a mensagem do evangelho. Vejamos alguns exemplos:

A canção “ Sabor de mel”, da cantora Damares:

Deus vai te levantar das cinzas e do pó
Deus vai cumprir tudo que tem te prometido
Você vai ver a mão de Deus te exaltar
Quem te vê há de falar
Ele é mesmo o escolhido...

Quem te viu passar na prova
E não te ajudou
Quando ver você na benção
Vão se arrepender
Vai estar entre a plateia
E você no palco...

Tem sabor de mel
Tem sabor de mel
A minha vitória hoje
Tem sabor de mel...

Ora, basta ouvir uma estrofe desta canção que sinto asco, a letra é totalmente focada no egocentrismo, e no triunfalismo, a canção é voltada  essencialmente ao individuo, e quando sai desta linha cai em algo mais perigoso ainda o sentimento exagerado de triunfo, a letra é de um egoísmo absurdo. Deus não passa de uma fonte, capaz de liberar bênçãos, para alimentar o ego doentio de seus supostos adoradores. E o que mais me desagrada nesta canção é o sentimento de  vingança que ela desperta. 

Quem me viu passar pela prova e não me ajudou...
Vai se arrepender...

Egocentrismo, triunfalismo, raiva, vingança, definitivamente, não são atributos de um cidadão do reino. Este não é o evangelho do filho do homem, não mesmo. Ou você acredita que são?

Grande parte do que se canta hoje nos púlpitos do Brasil, são canções voltadas para o eu, e existem aquelas que vão além e desfasem o evangelho de Cristo.

Na letra de  “Jesus me chamou e eu não atendi”  de  Senivalda Menezes, lemos:

Quem não vem por amor, vem pela dor
Mais é pela dor que estou aqui
Exaltando o santo nome do Senhor...

Ora, tudo foi por amor, por amor Deus entregou seu filho e por amor Cristo entregou-se a cruz, em 2 Coríntios 5: 14,15 lemos:

 "Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”

A dor é uma consequência de um mundo caído, mas nunca foi e nunca será motivo para ninguém aceitar a Cristo, aqueles que supostamente aceitam a Cristo pela dor, não buscam o abençoador, mas a benção que este pode lhes oferecer, o alivio para a sua dor. A letra fere a verdade do evangelho e portanto destoa da mensagem do reino .

Uma outra canção muito executada em nosso meio  é “O Melhor de Deus Está Por Vir” de Kleber Lucas.

As eiras se encherão de trigo..houooo

E os lagares transbordarão

De óleo e vinho

Restituirei os anos

Que foram consumidos

O melhor de Deus ainda está por vir...

Mais uma vez há ênfase nas bênçãos em detrimento do abençoador, mas o que realmente não dar para cantar é afirma o já consagrado chavão evangélico   “o melhor de Deus ainda está por vir”, ora, talvez você diga que estou sendo radical, que os irmãos falam isto esperando o dia em que estarão com o Pai, e se assim o fosse, eu seria o primeiro a proclamar isto, mas não é verdade, basta observa o contexto em que esta frase aparece e logo descobriremos que  “o melhor de Deus” que é cantado é simplesmente a ausência das tribulações e a tão sonhada prosperidade. 
E só para ficar claro, o melhor de Deus já veio, lembra de Jo 3:16, basta uma rápida revisão nas escrituras e saberemos que sim, o melhor de Deus já veio, Jesus Cristo o nosso Salvador.

Agora me responda sinceramente, quais dessas músicas são evangélicas? Quais transmitem a mensagem de Cristo? As canções de Gonzaguinha e Marisa Monte ou as canções de Damares, Senivalda Menezes e Kleber Lucas?

Quando deparo-me com este paradoxo, penso no que disse o mestre, “se estes se calarem, as pedras clamarão”;Seria este um clamor das pedras?

Portanto a resposta definitiva  para a questão inicial é sim, o cristão só deve escutar músicas evangélicas, então não se escandalizem se ao me  encontrarem, eu esteja louvando a Deus, ou simplesmente curtindo uma boa música ao som de Luiz Gonzaga, Zé Ramalho, Mercedes Sosa, U2 e tantos outros.

E antes que você me questione sobre músicas seculares profanas ou imorais, digo-lhes:

O critério para se ouvir música é o reino de Deus e sua mensagem, qualquer canção que contrarie esta mensagem deve ser desprezada, seja ela uma canção secular ou uma canção gospel, cabe aqui o conselho de Paulo  aos colossenses “...mas ponde tudo à prova, retende o que é bom; “

E claro o meio cristão, tem uma grande quantidade de bons músicos, fazendo musica devocional com qualidade e respeito, a Deus, as escrituras e aos nossos ouvidos. Fica aqui a dica para seus momentos a sós com Deus, canções de Logos, João Alexandre, VPC, Gerson Borges, palavrantiga e tantos outros. 


Um forte abraço e fiquem na paz.

terça-feira, 17 de julho de 2012

O $how tem que parar: Protesto na Marcha para Jesus em SP



No dia 14 de julho de 2012, o Movimento pela Ética Evangélica Brasileira e os irmãos da Intervenção na Marcha se reuniram num protesto pacífico pela volta da pregação do Evangelho segundo ele é, conforme os ensinos de Jesus e seus apóstolos. Foram levantadas faixas com versículos bíblicos e frases que remetiam ao combate da corrupção e do comércio na igreja.

Porém, como sempre, isso desagradou a muitos que estão conformados com este mundo. Mas estivemos lá e a Palavra foi levada, mesmo a troco de agressões (um dos participantes tomou um soco nas costas), pisadas nos pés, ameaças e afins, todos esses atos nada dignos de pessoas que se dizem seguidoras de Cristo.

Falando em seguidores, muitos ali seguiam ao líder da Marcha e aos artistas gospel que se apresentaram no palco principal.

Em meio ao oba-oba gospel lá estávamos. Se apenas uma pessoa leu nossas mensagens e refletiu sobre elas, deixando o Espírito Santo falar ao seu coração, tudo foi válido.

Fonte: Youtube via Pavablog

Você quer saber mais? Então acesse Web Evangelista

Meu mito não é melhor que o seu, mas minha economia…



Vi um cartaz feito por alunos universitários defendendo o direito indígena de ter sua própria religião. O cartaz dizia:

Seu mito não é melhor que o meu.

(O estado laico vai proibir missionários em terras indígenas)

Simpatizo-me com estes  estudantes. Crêem que as culturas indígenas devem ser preservadas, e crêem também como muitos no mundo acadêmico que o mal mais pernicioso que estas  culturas indígenas  enfrentam é o cristianismo. Dois erros crassos numa enxurrada de erros. O primeiro é pensar no índio como um animal em extinção ameaçado pelas mudanças.

Índio não é animal exótico e culturas não são estáticas, são fluídas, mutantes.  Qualquer cultura humana está em mudança constante e inevitável. A cultura na qual minha avó viveu em Minas Gerais quando Belo Horizonte era uma cidade pequena, já não existe mais. Me dói pensar que não se faz mais pão de queijo em casa, broa de fubá, coxinha.  Não se fala mais em virgindade antes do casamento, daqui a pouco não se falará mais de casamento. Não se conversa na sala de estar, não se conta histórias do passado. A cultura mudou a sociedade mudou.

Culturas indígenas são menores e talvez as implicações da perda de certos costumes são mais sérias. Perdem-se conhecimentos com a morte destas culturas e línguas que a humanidade jamais vai recuperar.

As mudanças inevitáveis não deveriam causar a obliteração de costumes importantes para a preservação da dignidade do povo, ou seu conhecimento secular. Um povo digno reage a mudanças se reconstruindo. Mas mudanças diversas acontecerão sempre. Se evitarmos todas as influências externas, todos os agentes estranhos à cultura indígena, ainda assim acontecerão mudanças sempre toda hora todo dia. Os seres humanos que detém a cultura mudam sempre, com ou sem influência externa.

O segundo erro presume que os agentes de mudança mais perniciosos são os missionários porque literalmente pregam a mudança. Certo? Errado. A cultura material é na verdade um fator mais importante para preservação do estilo de vida do que a religião.

A religião de um povo pode mudar, substituindo-se alhos por bugalhos, deuses por Deus. O estilo de vida, a necessidade da selva e seu conhecimento sobre ela não vai mudar a menos que se transforme suas demandas  econômicas.

Mudamos a cultura se transportamos as famílias indígenas das casas tradicionais para casas de cimento, construídas em série por agentes externos. Se empregarmos indígenas como professores, caciques, motoristas. Se distribuirmos aposentadorias para garantir renda, permitindo a compra de álcool, comidas industrializadas, roupas, cigarros, e  obrigando-os a constantes viagens para as cidades para receber.  Se instalarmos TVs e antenas com satélite para que a aldeia assista novelas da Globo. Se comprarmos borracha que eles produzem, se garimparmos ouro, se compramos artesanato.

As mudanças econômicas transformam radicalmente as culturas indígenas. Ao que me consta quem causa esta mudança de maneira sistemática,  constante, financiada por nossos impostos e por ONGs estrangeiras é a FUNAI, orgão que representa para os índios o governo federal.

Deuses? Sempre teremos conosco. Aliás um deus a mais outro a menos não faz mal a ninguém. Muitas culturas adotarão o Deus cristão como mais um espírito para seu panteão.

Se expulsarmos todos os missionários das áreas, ainda assim muitos indígenas se tornarão cristãos, através de igrejas nas cidades, programas de rádio, etc. Pior. Pela falta de missionários que contextualizam a mensagem eles imitarão o que vêem fora, construírão igrejas, cantarão hinos, vestirão terno. É inevitável. Do mesmo jeito que os jovens aprendem calypso e forró,  também  buscam novas propostas religiosas. É parte da natureza humana.

O Cristianismo comunicado de maneira clara e cuidadosa como fazem alguns missionários, e que inclui a tradução da Bíblia na língua nativa não trabalha contra valores culturais. Ela ajuda a preservar a dignidade e auto-respeito do povo, lhe conferindo um valor extra. No entanto confronta sim os costumes  que prejudicam o povo. Porque culturas indígenas também tem pontos fracos, paradigmas de comportamento que prejudicam o povo e tem que ser mudados para o próprio bem daquela sociedade. Um exemplo é o infanticídio.

As culturas indígenas cristianizadas pelos missionários mudam seu conceito à respeito do valor da vida. Vida humana tem valor em si, e não apenas quando o ser é fisicamente e mentalmente capaz, ou socialmente aceitável. Por incrível que possa parecer aos anti-cristãos o Cristianismo ensina que o “bastardo”, filho do pecado nascido de uma mãe sem prestígio social tem tanto valor quanto o filho legítimo do chefe da tribo… O animismo permite as castas, a eliminação sistemática dos estigmatizados, a exclusão social. Presença missionária portanto preserva vida humana, e por consequência preserva cultura.

Se queremos ajudar mesmo estas culturas indígenas temos que lutar para que os missionários continuem presentes, e para que o governo se torne menos patrão e menos causador das mudanças econômicas que estão sim destruindo as tribos e seu estilo de vida.

E outra coisa, mas é assunto para outro post, função de estado laico não é proibir a expressão religiosa de ninguém.

Fonte: ultimato.com.br/sites/brauliaribeiro


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