terça-feira, 30 de abril de 2013

Forró Atual: Alguma coisa está muito errada com nosso país!



CRÍTICA DE ARIANO SUASSUNA SOBRE O FORRÓ ATUAL (Texto de José Teles)



"Tem rapariga aí? Se tem levante a mão!". A maioria, as moças, levanta a mão.

Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.

O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da Banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto.
Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Ariano exclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.

Para uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.

Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

Realmente, alguma coisa está muito errada com esse nosso país, quando se levanta a mão pra se vangloriar que é rapariga, cachorra, raparigueiro, cachaceiro, que gosta de puteiro, aonde vamos parar? como podemos querer pessoas sérias, competentes? e não pensem que uma coisa não tem a ver com a outra não, porque tem e muito! E como as mulheres querem respeito como havia antigamente? Se hoje elas pedem 'ferro', 'quero logo 3', 'lapada na rachada'? Os homens vão e atendem. Vamos passar essa mensagem adiante, as pessoas não podem continuar gritando e vibrando por serem putas e raparigueiros não. Reflitam bem sobre isso, eu sei que gosto é gosto... Mas, pensem direitinho se querem continuar gostando desse tipo de 'forró' ou qualquer outro tipo de ruído, ou se querem ser alguém de respeito na vida!  

Jesus é a palavra.


Por que é tão difícil compreender isto? 


terça-feira, 23 de abril de 2013

Olha os crente burro... @anapaulavaladao



Site especializado em cobrir notícias do ministério Diante do Trono publica em sua página principal uma notícia FAKE totalmente estapafúrdia - como são as declarações de Ana Paula Valadão - como se verdadeira fosse.

O Editor do noticioso LIVRES DT inclusive citou a fonte do site do programa Sensacionalista, um programa de humor muito conhecido que  emprega o expediente de criar notícias totalmente sem-noção, um humor misturando o iconoclasta e o besteirol.

Depois, quando dizem que o camarada para seguir certos líderes tem de ser muito burro, as pessoas dizem que é exagero, maldade...

São as notícias com a cosmovisão desde a Lagoinha!

A seguir a matéria do LIVRES DT



Essa semana de abril o deputado Jean Wyllys juntamente com toda a bancada homossexual lançou um projeto de lei no Congresso do Brasil que se for aprovado deverá impedir o casamento entre evangélicos e anular os casamentos que já foram realizados até agora.

Segundo o deputado Marcelo Almeida a medida é justa: “Eles são contra o casamento gay, então nós também somos contra o casamento evangélico. Evangélico não tem condições de criar um filho, olha no que dá, nasce coisas como Silas Malafaia e Marco Feliciano.”

Para o pastor Álisson Amorim, a tentativa é absurda: “Eles não podem anular, pois para nós, o sexo só é permitido dentro do casamento e se for anulado, significa que nós não estávamos casados, ou seja, estávamos fazendo sexo fora do casamento com a própria esposa, logo estávamos em pecado!”


Texto: Vinícius Antunes
Com informações de Sensacionalista


Livres DT, o seu canal do notícias do Diante do Trono e do Mundo Cristão.

Livres DT - Por César Costa
(livresdt@yahoo.com.br)



E ai crente, revoltou?


Convidado a comentar a notícia, o cantor Caetano Veloso enviou um vídeo:



Quando eu falo que os "gospel" viajam na maionese,  meus amigos dizem que eu sou muito critico, mais fala sério, é ou não é de arrancar o sabiá do toco. Por favor parem o mundo que eu quero descer!

Fonte: Genizah

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Bono Vox, salvo pela graça.

A maior parte das celebridades têm motivações diversas para se engajarem em uma causa. No entanto a inspiração de Bono Vox , líder do U2 vem das escrituras, sua fé em jesus Cristo, o seu chamado para servi e a sua imensurável graça, são o assunto do bate papo de Bono com o reverendo Bill Hybels, lider da igreja de Willow Creek, no estado de Ilinois,  EUA.

Filho de pai católico e mãe protestante, quando questionado se era protestante ou católico ele respondia que preferia ficar em cima do muro, talvez  para não tirar partido no conflito entre católicos e protestante de sua terra natal. O fato é que Bono cresceu sobre a teologia cristã, e sempre se declarou um seguidor de Cristo, e sinceramente, isto é tudo que importa.

É prazeroso ouvir o que o evangelho pode fazer em uma vida, e como esta vida pode irradiar o reino de Deus entre nós. Não há religiosidade na entrevista, apenas graça e evangelho do reino, veja você mesmo o que a graça de Cristo pode fazer por um homem e este pelo mundo.




Se você quer saber mais sobre o trabalho do Bono, não deixe de acessar ONE.ORG, a organização cujo fim é combater a pobreza extrema e as doenças evitáveis nos lugares mais pobres do mundo, especialmente na África, onde os desafios são maiores.  

sexta-feira, 19 de abril de 2013

A Carga

Em meio a um apocalipse zumbi, um homem põe em movimento um plano improvável para proteger a preciosa carga que ele carrega: a sua pequena filha. Um grande pai, uma historia comovente. 

O filme não possui falas, elas são  desnecessárias


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Xand: Fui chamado para fazer discípulos, e não para cantar para crentes.



Alcançando os não alcançados, Alexandre Canhoni o ex-paquito da Xuxa que abandonou a carreira, por causa de JESUS, foi entrevistado por Danilo Gentili no Agora é Tarde. Xand falou sobre o seu chamado para fazer missões no Niger/África, o segundo país mais pobre do mundo segundo a ONU.

 E no final da entrevista ele compartilhou uma iguaria do Niger, gafanhoto frito, uma vez que somente uma pequena parcela da população pode consumir tal prato, visto que custa caro. No Niger  85% da população faz apenas uma refeição por dia e esta consiste em arroz com areia e pedaços de pimenta para inibir a fome. 

A entrevista foi ao ar no dia 16 de Abril, Xand falou sobre o projeto que desenvolve no Niger onde cuida de 2.000 crianças. Vale a pena conferir a, e não deixe de visitar também o site do projeto guerreiros de Deus, onde você poderá conhecer melhor o projeto e saber como participar.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

#Marina Silva Me Representa (por enquanto)



Por Braulia Ribeiro 
Vi esta frase marcada por hashtag no twitter de alguém por aí. Engraçadíssima. Emblemática destes tempos anti-felicianistas. Por enquanto. Não sei exatamente por quanto tempo. Me defendo aqui, porque se ela sair por aí amanhã fazendo afirmações racistas, dizendo que o  cabelo dela é ruim, que a população Amazônica é sub-nutrida, ou que os Jacarés podem ser caçados pelos ribeirinhos, à moda Mestrinho, então eu não sei não. Vou certamente largá-la de mão e talvez até começar uma campanha de caça às bruxas contra ela.
Incrível. Não entendemos mesmo o que é representação democrática. Não entendemos o papel dos deputados que elegemos, o que significam as comissões parlamentares, qual seja o papel dos relatores.
Esta campanha toda anti-feliciano só gerou uma coisa, e o dito cujo que não é bobo nem nada sabe: um ibope tão grande para ele que pode catapultá-lo à presidência. Se o Lula pode porque ele não poderia? No Brasil o que importa é fama. De qualquer espécie e a qualquer preço.
Meu pai gostava de contar uma anedota sobre alguém que (presumo) entrevistou em seus tempos de repórter, ou de quem ouviu falar. A mulher estava sempre nas manchetes porque tentava suicídio. Escapava sempre. Pulava de um prédio (baixo), se jogava na frente de carro (em baixa velocidade), tomava remédio (pouco). Parava no hospital, dava entrevista.
Um dia um espertinho lhe pergunta. Mas Senhora Fulana, se queres tanto se matar, porque não tomas Formicida?
No que a Senhora Fulana responde, serelepe:
- Ah… Formicida não. Formicida mata.
A fama importa. A verdade não.
intelligentsia evangélica pode ter acabado de eleger Feliciano presidente em 2014.
#burrice.
Fonte: ultimato 

What a Wonderful World Playing For Change



Que Playing for Change é um projeto maravilhoso, você já esta cansado de saber, que a jornada musical do produtor Mark Johnson pelo mundo, combinando o talento de inúmeros músicos de rua cantando a paz atraves da música você também já sabe, e da criação da Fundação e das escolas de músicas  para dar formação a talentos que, de outra forma, na sua maioria se perderiam, você também já estar ciente. Que Playing for Change é um fenômeno global, nós também temos conhecimento. 

No entanto a cada video lançado pelo projeto eu fico mais maravilhado, a ultima joia da coroa do projeto foi a versão da magnifica What a  Wonderful world com o talento absurdo de vovô Elliot e com a participação de coros de crianças de varias partes do mundo, de longe um dos melhores já lançados projeto. Playng for Change é Som do Mural e Música para a minha alma!

domingo, 14 de abril de 2013

Brennan Manning: Tudo é graça.

A revelação central de Jesus Cristo no Novo Testamento é que Deus é ABA, papai...

Você crê que o Deus de Jesus o ama para além de dignidade ou indignidade, para além da fidelidade e infidelidade, que Ele te ama no sol da manha e na chuva da noite, que ele te ama quando sua mente nega esse amor, quando suas emoções recusam esse amor, quando todo o seu ser rejeita esse amor? 

Você crê que Deus o ama sem condição ou reserva e que te ama neste momento como você é, e não como você deveria ser?



Agora não há mais multidões, não há mais luzes,
Ainda assim, tudo é graça.
Agora meus olhos estão envoltos em uma noite sem fim,
Ainda assim, tudo é graça.
Agora vago pela noite e durmo durante o dia
Eu ainda assim ouço meu Pai dizer
"Tudo é graça".

Era facil quando jovem
Dissipar tudo em terra distante
Onde pecado era pecado, assim Como preto é preto.
Mas o pecado, velho irmão, é branco,
É a dadiva que me assalta à noite
" Será que jesus ainda me ama?"

Agora tomo meus remédios e ouço o jogo,
Ainda assim, tudo é graça. 
Agora, velhos amigos passam por
aqui e me abençoam,
Ainda assim, tudo é graça.
Agora um pródigo sempre serei,
Meu Pai ainda assim corre em minha direção.
Tudo é graça.

Brennan Manning

sábado, 13 de abril de 2013

R.I.P Descanse em Paz Maltrapilho.

“O que o mundo anseia encontrar na fé cristã é o testemunho de homens e mulheres audazes o bastante para ser diferentes, humildes o bastante para cometer erros, selvagens o bastante para ser queimados no fogo do amor, verdadeiros o bastante para perceberem como eles são irreais." Brennan Manning


Vejo você em breve, irmão.

Escritor e pensador brilhante, Brennan Manning faleceu ontem (12) aos 78 anos de idade. Seu best-seller O evangelho maltrapilho falou de forma aguda e penetrante sobre o escândalo da graça. Apesar de estar com a saúde debilitada há algum tempo, sua voz continuou a impactar milhões com sua mensagem simples e poderosa sobre o inefável amor de Deus.
Batizado Richard Francis Xavier, o escritor Brennan Manning nasceu e cresceu, junto com os dois irmãos, num subúrbio barra pesada de Nova York. Sua família enfrentou dificuldades – experiência que certamente contribuiu para aguçar-lhe a sensibilidade pelos anseios dos humildes e simples no ministério que abraçaria anos depois -, mas isto não o impediu de entrar para a Universidade St. John, da qual sairia para servir no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (os famosos marines) durante a Guerra da Coréia.
De volta à vida civil, Manning tentou estudar jornalismo na Universidade do Missouri, mas seus questionamentos pessoais e a palavra de um conselheiro o levaram a um seminário católico. Em fevereiro de 1956, ao meditar sobre o caminho de Jesus até a cruz, sentiu-se comovido pelo Evangelho e chamado por Deus. “Naquele momento”, relata, “a vida cristã passou a ter um novo significado para mim: uma relação íntima e profunda com Jesus.” Quatro anos mais tarde, graduou-se em Filosofia e, posteriormente, em Teologia, pelo Seminário St. Francis.
Um dos aspectos mais interessantes sobre a trajetória ministerial de Brennan Manning é o trânsito entre a academia e as favelas, a universidade e as vilas, povoados e cortiços. Pensador brilhante, especialista em Escrituras e Liturgia, foi entre as populações carentes dos Estados Unidos e da Europa que encontrou o caminho para colocar em prática o tipo de cristianismo com o qual se comprometera desde o início de sua vocação: o da compaixão e serviço abnegado. Viveu em clausura e contemplação; carregou água para populações rurais e foi ajudante de pedreiro na Espanha; lavou pratos na França; deu apoio espiritual a presidiários suíços.
Com a fé reafirmada, Brennan Manning retornou aos Estados Unidos, fixando-se inicialmente no Alabama, onde tentou organizar uma comunidade nos mesmos moldes da Igreja primitiva. Voltou ao campus no fim dos anos 1970 e, depois de enfrentar uma crise pessoal, começou a escrever e ministrar palestras, atividades que mantém até hoje, sempre com o objetivo de comunicar o amor incondicional de Deus em Jesus. “Aprendi de um sábio franciscano que, para quem conhece o amor de Cristo, nada mais no mundo é tão belo e desejável.” 
 Com a sua visão simples, mas poderosa, da centralidade do Evangelho no Amor, Manning provocou seus leitores a um confronto intimo e pessoal em obras como: O Evangelho MaltrapilhoO impostor que vive em mimDeus o ama do jeito que você é, entre outros. 
Descanse em paz irmão Brennan , ou como você preferia ser chamado "O MALTRAPILHO DE ABA".

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Almir Sater o violeiro do Brasil


Almir Eduardo Melke Sater , é sem duvida um dos últimos remanescentes da pura linhagem do sertanejo raiz.  Nascido em Campo Grande, Mato Grosso do Sul em 14 de novembro de 1956, Almir Sater  chegou a estudar direito no Rio de Janeiro, mas sua paixão pela música o levou, por sorte nossa, a outros caminhos. 

Seu estilo  musical é descrito como experimentalista, e possui uma sonoridade caipira da viola de dez cordas, assim como o folk norte-americano além das influências da música paraguaia e andina. O resultado é de uma sonoridade única, o que torna Almir Sater sem duvidas o maior violeiro do Brasil.

Sua grande influencia musical foi  Tião Carreiro, e sua grande paixão a viola caipira. Com um timbre de voz manso e suave, seus shows são marcados pelos casos que conta durante a apresentação. Seus grandes sucessos são:  Tocando em frente, Comitiva esperança, Peão, entre outros sucessos.

Com mais de anos de carreira sólida, Almir tornou-se um dos responsáveis pelo resgate da viola de dez cordas, sendo reinventada por este, ele acrescentou um toque mais sofisticado ao instrumento, estilos como blues e rock, embalados pela pegada folk, tornando sua música uma mistura de música folclórica, erudita e popular, considerada atemporal. 

Dono de um talento impar e versatilidade como cantor, compositor, violeiro e instrumentista, Almir é reconhecido como um dos artistas mais completos da música brasileira. Único cantor brasileiro a se apresentar em Nashville, nos EUA, cidade considerada o berço da música contry americana.  Ganhou dois prêmios Sharp com as canções “Moura” e “ Tocando em Frente”, participou de algumas novelas como Pantanal, Ana Raio e Zé Trovão, O rei do gado e Bicho do Mato.

Além da multiplicidade de talentos, o artista é um defensor e preservacionista do meio ambiente, sempre engajado em projetos de cunho socioambiental, estimulando à conscientização e "atitudes verdes" para a melhoria do planeta bem como a preservação dos costumes do homem pantaneiro.

Eu sou um violeiro. Violeiro não é algo regional, mas de varias regiões do pais. Violeiro leva a bandeira do Brasil. Toco músicas brasileiras com a influencia do folk mundial. Minha música tem influência do folk americano, da música paraguaia e andina. Esta mistura é bonita, uma música para a alma, difícil de copiar. 
Quando anunciam - Hoje vai tocar aqui o sertanejo Almir Sater - eu acho equivocado. Mas se a pessoa acha que é quem sou eu para julgar? Se eu não disse qual é o meu estilo, eu deixo a pessoa seguir a intuição dela.
 Eu sou um violeiro, na verdade. Não é bandeira sertaneja, é brasileira. Meus discos não são caipira. Meu som é uma mistura do que eu gosto. Usar chapéu e estar em contato com a natureza são coisas que fazem parte da minha vida desde que me conheço por gente. É uma coisa minha, assim como tocar viola, mas nunca fui sertanejo. Gosto de passear por esse universo. Na verdade, sou um violeiro popular brasileiro”.

Almir Sater é música para a minha alma!












Pior seca no nordeste brasileiro confirma ONU



O nordeste brasileiro enfrenta em 2013 a maior seca dos últimos 50 anos, com mais de 1.400 municípios afetados. A informação foi anunciada nesta segunda-feira (8) pelo Governo brasileiro. A seca deste ano já é pior do que a do ano passado, também recorde.
Essa realidade, no entanto, não é isolada. A previsão das Nações Unidas é de que até 2030 quase metade da população mundial estará vivendo em áreas com grande escassez de água.
“Já identificamos a tendência de que as temperaturas se elevam no mundo acima do normal. Em novembro de 2012 tivemos o mês de número trezentos e trinta e três em que as temperaturas subiram, seguidamente, acima do normal no século”, diz a Chefe da Equipe de Apoio da ONU sobre Mudança Climática, Marcela Main.
Ela acrescenta que se trata de um problema que ocorre em todos os lugares, sejam países pobres ou ricos. Nos Estados Unidos, 2012 foi considerado o ano mais quente já registrado, enquanto na região do Sahel, na África, repetidas secas causam a escassez de alimentos. “É uma questão para a comida, para a água, para a segurança, para a energia, para tudo”, diz a pesquisadora.
As secas têm afetado principalmente as regiões do Chifre de África e do Sahel, EUA, México, Brasil, partes da China e da Índia, Rússia e o sudeste da Europa. Além disso,168 países afirmam ser afetados pela desertificação, um processo de degradação do solo em terras secas que afeta a produção de alimentos e é agravado pela seca.
Desde 1950, terras secas aumentaram quase 2% em todo o mundo por década, segundo dados de um declaração conjunta, feita em março deste ano, pelos chefes da Organização Meteorológica Mundial (OMM), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).

O planeta Terra em um ano


A Agência Espacial Americana, NASA, preparou um vídeo de dois minutos com melhores imagens do planeta Terra vistas do espaço no ultimo ano. O vídeo mostra as transformações ocorridas pela ação humana na superfície do planeta neste período, é impressionante ver o planeta por esse angulo e mais ainda como as ações humanas transformam a superfície da Terra. Um vídeo para vermos e repensarmos em como nossos atos estão afetando o nosso lar. 


quarta-feira, 10 de abril de 2013

“vidas fiadas” dão o que falar.


Se o cristianismo é verdadeiro, então por que nem todos os cristãos são necessariamente mais agradáveis do que os não-cristãos? O que está por trás dessa questão é em parte razoável e em parte inadmissível.

 A parte razoável é esta: se a conversão ao cristianismo não representa nenhum aperfeiçoamento nas ações do ser humano – se ele continuar sendo tão metido, rancoroso e vingativo; tão corroído pela inveja ou ambicioso como antes – então teremos fortes motivos para suspeitar que sua “conversão” foi totalmente imaginária. Depois da nossa conversão inicial, toda vez que achamos que fizemos algum avanço, esse é o teste que devemos aplicar. Sentimentos delicados, novos insights, um interesse maior pela “religião” podem não significar nada, se o termômetro indicar que a nossa temperatura continua subindo. Nesse sentido, o mundo secular está totalmente certo em julgar o cristianismo por seus resultados. Uma árvore é conhecida pelos seus frutos; ou, como diz o dito popular, a prova do pudim está em comê-lo.

Quando nós, cristãos, nos comportamos mal, ou deixamos de nos comportar como deveríamos, tornamos o cristianismo desacreditado para o mundo lá fora. Os cartazes e panfletos dos tempos de guerra diziam que conversa fiada pode custar vidas. A recíproca é verdadeira: “vidas fiadas” dão o que falar. Se levarmos nossas vidas sem responsabilidade, as pessoas de fora começarão a falar; e nós teremos lhes dado bons motivos para duvidar do próprio cristianismo.

C. S. Lewis em Cristianismo Puro e Simples, ed. MarthinsFontes

terça-feira, 9 de abril de 2013

Porque eu odeio religião, mas amo Jesus.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Marcos Feliciano: Loucura pouca é bobagem!

“Um tiro em nome do Pai, o outro em nome do Filho e o outro em nome do Espírito Santo.”
 Qual a logica desse cidadão? O que pensa um homem desse? Que Deus nos defenda desses senhores destiladores de ódio e loucura.

Fé cega, faca amolada



 


Por Carlos Bezerra Jr. 

“Novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” | João 13:34 e 35


Quando Rosa Parks se negou a ceder seu lugar no ônibus a uma mulher branca, nos Estados Unidos dos anos 1950, havia um pastor ao seu lado para protestar contra segregação racial. Ele liderou esse movimento por anos. Enfrentou ameaças e ataques. Seu nome era Martin Luther King. E sua participação foi decisiva na luta contra a discriminação não só nos transportes, mas em toda a sociedade norte-americana. Foi assassinado brutalmente. Mas virou herói em seu país, e, hoje, não é possível falar de Direitos Humanos ou minorias sem citar sua enorme contribuição.

Esse movimento de mais de 60 anos atrás me lembra de que, quando a fé encontra a ação política profética, não precisa necessariamente se transformar em acusações, falso moralismo ou hipocrisia. Antes, pode ser traduzida em ação contra a injustiça, a favor da inclusão e pela paz. Infelizmente, porém, parece que o modelo capaz de combinar atuação pública relevante e cristianismo genuíno está sendo ignorado por alguns daqueles que resolveram se dizer porta-vozes da Igreja brasileira.

Tenho acompanhado com perplexidade – e, tenho de dizer, com constrangimento – o noticiário dos últimos dias. A conclusão é óbvia: a plataforma dos Direitos Humanos virou palanque predileto de um certo povo lá de Brasília… Usar tema dessa importância só pra se promover já não seria coisa boa. Porém, se ao menos estivessem batendo bumbo contra a corrupção, a violência e a injustiça vá lá… Mas não. O que estão fazendo é acentuar preconceitos e rancores, estimular a exclusão e o racismo, e defender a intolerância. E o pior: tudo isso em nome de Deus (e no meu e no seu nome também!).

É evidente que, num país democrático, ninguém pode impedir quem quer que seja de expressar suas opiniões, valores e crenças. E o princípio vale também para nós, evangélicos, que temos de ter liberdade para dizer o que pensamos. Não se combate intolerância com intolerância, nem fundamentalismo com mais fundamentalismo. Sem dúvida, repudio qualquer tentativa de cerceamento desse direito. Porém, não podemos nos esquecer de que Jesus veio a esse mundo com a missão de salvá-lo e não de acusá-lo.

Quem me conhece, sabe da minha militância de quase 20 anos pelos Direitos Humanos. Sabe de minha luta e da luta do grupo que represento para garantia de direitos aos pobres, aos injustiçados, aos mais fracos, aos escravizados… E, na semana que passou, fui ao microfone do plenário e me posicionei contra essa redução da agenda bíblica de transformação social a questões de sexualidade. No entanto, não protestei como ativista do tema: discursei como cristão.

Fui ao microfone e critiquei esse modelo de política e púlpito que explora questões étnicas ou de sexualidade em troca de lucro eleitoral (ou seja, voto). Mas, sobretudo, usei meu pronunciamento para pedir perdão. Sim, dirigi-me aos não-crentes, àqueles que não professam a mesma fé que eu e você, e pedi que nos perdoassem se, de alguma forma, o barulho que está sendo feito os estiver impedindo de entender a verdadeira mensagem de Jesus.

Há mais de dois mil versículos na Bíblia falando sobre o cuidado com os pobres e aproximadamente seis tratando sobre homossexualidade, por exemplo. No entanto, não se vê nenhum projeto para atender a quem sofre. Pergunto: 

Quantas vezes Jesus falou sobre homossexualidade? Respondo: Nenhuma… No topo da lista dos confrontados pelo Mestre estavam os homossexuais? Ou eram os hipócritas religiosos de Sua época? 

Por que, então, super explorar alguns temas de forte apelo eleitoral e desvalorizar outros, claramente enfatizados pela Bíblia e por Jesus? A quem interessa reduzir a essência amorosa e transformadora da mensagem de Jesus à agenda moralista? Será que esses que fecham os olhinhos diante das câmeras da imprensa, parecendo muito espirituais, não os mantêm bem abertos, fixos nos votos que podem tirar de todo esse teatro?

“Errais não conhecendo as Escrituras”, diz a Palavra. E o problema fica ainda mais agudo quando esse discurso sem amor ou sabedoria contamina algumas igrejas. Aí, é mesmo como na velha música: fé cega, faca amolada. Crentes sinceros têm aderido a essa ideologia esdrúxula, sem saber que estão assumindo uma agenda que nada tem a ver com os reais desejos do coração do Pai.

Atenção, caro leitor. Não estou propondo que essa ou aquela prática seja, agora, legitimada. Há questões que são específicas da Igreja. E outras que são de Estado. Não apoio aqueles que tratam a nós, evangélicos, como ignorantes. Minha fé e minha consciência cristã não estão alinhadas a esses que querem impor no grito sua condição como regra. Defendo que respeitem a nós, evangélicos, com o mesmo respeito que têm exigido.

Porém, o que acontece é, no meio de todo esse barulho, a ideia de cristianismo transmitida está errada. O testemunho público está ruim. Pesquisa recente, realizada pelo Barna Group, nos Estados Unidos, questionou jovens não-cristãos sobre sua percepção sobre os cristãos. O resultado? Para eles, a principal característica dos crentes é a de ser anti-homossexual. Triste conclusão a de que cristãos estejam se tornando mais conhecidos pelo que são contra do que pelo que são a favor. Vale a reflexão. Essa com certeza não era a impressão que as pessoas tinham ao encontrar Jesus ou os irmãos da primeira Igreja.

Perde-se tempo com posições discussão de modos e costumes, quando uma agenda cristã contemporânea, biblicamente fundamentada, conduzida com honestidade e humildade, poderia diminuir a violência, lutar por melhores condições de saúde, erradicar a pobreza e a escravidão moderna, cuidar da Criação, fortalecer as famílias, promover o respeito à sacralidade da vida humana e sua dignidade intrínseca – bem ao contrário dos absurdos que temos visto.

A esses pastores ou políticos que se autodenominam defensores dos evangélicos, lembro que a Igreja já tem em Cristo o seu maior e suficiente defensor. As vozes cristãs que mais foram ouvidas e mais transformaram a história da Humanidade não foram essas que se apressam em julgar e condenar. Foram aquelas que pregaram e viveram a essência da mensagem de Jesus: o amor, a paz, a justiça, o perdão, a tolerância, a não violência, a defesa dos mais frágeis, a vida com integridade. Foram vozes que se levantaram contra o racismo e a hipocrisia religiosa. Salve Mandela, salve Desmond Tutu, salve Martin Luther King, Bonhoeffer, Wilberforce, Jaime Wright, Robinson Cavalcanti! Com esses, estou alinhado, hoje e sempre.



Carlos Bezerra Jr., é pastor, médico e deputado estadual. É líder do PSDB na Assembleia Legislativa-SP e vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos do Estado de São Paulo. Autor da lei que criou o Programa Mãe Paulistana e da nova lei paulista contra o trabalho escravo. Acredita que a missão do cristão na política seja a definida pelo texto de Salmo 82, nos versículos três e quatro: “Vocês estão aqui para defender os indefesos, para assegurar que os prejudicados tenham uma chance de justiça. O trabalho de vocês é proteger os fracos, perseguir os que os exploram”



"São de cristãos como Carlos Bezerra Jr de que carecemos, gente que entende que fazer politica é legislar pelo povo e não por facções. Fico feliz que ainda existam homens de bem cristãos que merecem nossa admiração e respeito, e que não envergonham o nome de Cristo diante dos homens. "





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