Pular para o conteúdo principal

Sagrado (120º episódio): Cristãos católicos

De acordo com o site da série, o tema cujos vídeos começamos a exibir hoje, Crianças abandonadas pelas mães, é o último abordado por ela; no entanto, o site Globo Vídeos ainda mostra episódios posteriores. Bem, vamos verificar isso. Fique aí com o padre Antonio Manzatto, que veio responder às perguntas:
1) A proibição religiosa do controle da natalidade não contribui para esse mal (o abandono dos filhos)?
e:
2) O nascimento de um filho é um momento marcante para a maioria das mulheres. Mas, após o parto, algumas passam por distúrbios emocionais que comprometem a formação de um laço afetivo sadio entre a mãe e a criança. Como esse tipo de comportamento se explica à luz da religiosidade?
 
Tony Ramos cita o artigo 5º do Estatuto da Criança e do Adolescente: “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”.
 
 
 
 
 
Boa a resposta do padre Antonio à primeira pergunta, não? Querem por a culpa na religião pela irresponsabilidade das pessoas ao colocarem gente no mundo sem ter condições de criá-las. A religião (no caso aqui, a fé cristã) primeiramente afirma os direitos dos pequenos, dos mais fracos, dos necessitados, e não conjuntos de regras e obrigações a serem seguidas.
 
As doenças e patologias não devem ser atribuídas a Deus, sobretudo aquelas que são reforçadas por comportamentos culturais e sociais”, disse o padre ao responder à segunda pergunta. E ele completa dizendo que os desejos egoístas de aproveitar os prazeres da vida a todo custo pode levar ao abandono de crianças.
 
A título de curiosidade, aqui vai o link pruma matéria cujo título aparece durante o vídeo: Estudo sugere explicação para depressão pós-parto.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

William Barclay, o falso mestre

  O texto a seguir foi traduzido por mim, JT. Encontrado em inglês neste endereço . As citações de trechos bíblicos foram tiradas da bíblia Almeida Revista e Atualizada (ARA).     William Barclay, o falso mestre Richard Hollerman Estamos convencidos de que muitas pessoas não percebem o quão difundido o falso ensinamento está em nossos dias. Elas simplesmente vão à igreja ou aceitam ser membros da igreja e falham em ter discernimento espiritual com respeito ao que é ensinado pelo pastor, pregador ou outro "sacerdote". Elas meramente assumem que tudo está bem; caso contrário, o quartel-general denominacional certamente não empregaria uma pessoa em particular para representar sua doutrina publicamente. Esta é uma atitude desgraçadamente perigosa a sustentar, uma que nos conduzirá de forma desencaminhada e para dentro do erro. Alguns destes erros podem ser excessivamente arriscados e conduzirão ambos mestre e ouvinte à condenação eterna! Jesus nos advertiu sobre os fa...

O Natal por Caio Fábio

NATAL CONFORME A NATA DE CADA ALMA Paulo disse que não era mais para se guardar festas religiosas como se elas carregassem virtude em si mesmas. Assim, as datas são apenas datas, e as mais significativas são aquelas que se fizeram história, memória e ninho em nós. Ora, o mesmo se pode dizer do Natal, o qual, na “Cristandade”, celebra o “nascimento de Jesus”, ou, numa linguagem mais “teológica”, a Encarnação. No entanto, aqui há que se estabelecer algumas diferenciações fundamentais: 1. Que Jesus não nasceu no Natal, em dezembro, mas muito provavelmente em outubro. 2. Que o Natal é uma herança de natureza cultural, instituída já no quarto século. De fato, o Natal da Cristandade, que cai em dezembro, é mais uma criação de natureza constantiniana, e, antes disso, nunca foi objeto de qualquer que tenha sido a “festividade” da comunidade dos discípulos originais. 3. Que a Encarnação, que é o verdadeiro natal, não é uma data universal — embora Jesus possa ter nascido em outubro —, mas sim um...

O natal por Ed René kivitz

O Natal não é um só: um é o Natal do egoísmo e da tirania, outro é o Natal da abnegação e da diaconia; um é o Natal do ódio e do ressentimento, outro é o Natal do perdão e da reconciliação; um é o Natal da inveja e da competição, outro é o Natal da partilha e da comunhão; um é o Natal da mansão, outro é o Natal do casebre; um é o Natal do prazer e do amor, outro é o Natal do abuso e da infidelidade; um é o Natal no templo com orquestra e coral, outro é o Natal das prisões e dos hospitais; um é o Natal do shopping e do papai noel, outro é o Natal do presépio e do menino Jesus. O Natal não é um só: um é o Natal de José, outro é o Natal de Maria; um é o Natal de Herodes, outro é o Natal de Simeão; um é o Natal dos reis magos, outro é o Natal dos pastores no campo; um é o Natal do anjo mensageiro, outro é o Natal dos anjos que cantam no céu; um é o Natal do menino Jesus, outro é o Natal do pai dele. O Natal de José é o instante sublime quando toma no colo o Messias. A partir daquela primei...