segunda-feira, 18 de junho de 2012

100 anos de Gonzagão


No ano do centenário do rei do baião o Mural tem a honra de homenagear um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos: Luiz Gonzaga, o mestre lua, filho de Januário e pai de Gonzaguinha, ou  simplesmente o Gonzagão. Seja bem-vindo a uma serie de homenagens ao mais ilustre dos nordestinos, Luiz Gonzaga, o rei do baião.

Um sertanejo à frente do seu tempo, Luiz Gonzaga musicou a saga da vida no sertão nordestino e ganhou o mundo com suas composições geniais. Nascido em 1912, na cidade de Exu, Sertão de Pernambuco, o pequeno Luiz aprendeu com seu pai, o lavrador e sanfoneiro Januário, a admirar, ouvir, tocar e respeitar a sanfona de oito baixos.

Mas foi no Rio de Janeiro, na década de 40, que ele começou a sua carreira depois de comprar uma sanfona fiado. Pediu dispensa do Exército, onde ele serviu como voluntário por quase dez anos, e começou a mostrar a sua música nas ruas e nos bares, encantando a nordestinos, a cariocas e ao resto do Brasil. Porém, foi no programa de calouros de Ary Barroso, onde ele tocou Vira e Mexe, recebeu nota máxima e começou a ganhar espaço na mídia.

Entre seus maiores sucessos, destaca-se Asa Branca (1947), que ele compôs em parceria com Humberto Teixeira. A música é regravada até hoje por diversos artistas influenciados direta e indiretamente pelo Rei do Baião, não somente os forrozeiros, mas aqueles que captaram a riqueza de suas notas. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Geraldo Vandré são alguns dos que fizeram releituras de obras do mestre.

Poeta , músico, instrumentista e acima de tudo um grande nordestino, que lutou pelo sertanejo e até mesmo ajudou a pacificar a sua terra natal Exu, Luiz Gonzaga do Nascimento, deixou um legado cultural inestimável para o povo brasileiro e para a sua gente que se orgulha e sente saudades do seu mais ilustre sertanejo. *

 No ano do centenário do rei do baião, os nordestinos enchem o peito e falam Luiz Gonzaga, me dar Orgulho de ser nordestino , no mais, só nos resta fazer coro a sua canção:

‘Saudade assim faz doer e amarga que nem jiló, mas ninguém pode dizer que me viu triste a chorar, saudade, o meu remédio é cantar...”.


LL



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