quarta-feira, 25 de julho de 2012

Quem vai cuidar de Daisy ?





Por Bráulia Ribeiro

Era um travesti alto, magro e desengonçado, e tinha uns implantes. Não sei como começou na homossexualidade, mas disse que tinha sede de Deus desde antes. Quando criança, num passeio a uma Igreja Católica com sua mãe, viu um caixão de vidro com uma estátua de Jesus dentro. “Igreja do Jesus morto”; a mãe era devota. Quando chegaram perto, ele, pirralho, sentiu que Jesus lhe olhava.

– Mãe, Jesus está vivo!
– Pare de dizer besteira, menino… – ela não viu, mas ele sabia que Jesus não estava morto.

Adulto, Daisy foi se desiludindo consigo mesmo numa sede que não terminava por outro tipo de vida, apesar de ter tudo o que um travesti poderia desejar, como um parceiro e um filho adotivo. Ligava o rádio na sintonia dos pentecostais. Ouvia músicas e pregações o dia inteiro.

Não se cansava nem da repetição nem dos chavões. Ouvia até a hora de sair para ganhar a vida na rua. Tornou-se um hábito ouvir o evangelho. O parceiro e os vizinhos se irritavam. Daisy ficava mais amuado, mais convicto. Começou a ler a Bíblia.

Uma noite não agüentou mais. Percebeu que não tinha coração para levar a vida assim. Decidiu que aquela seria a sua última noite na rua. Ouviu rádio e pegou a Bíblia. Abriu no primeiro capítulo de Apocalipse, que fala sobre a revelação de Jesus, em suas vestes de luz e língua como espada de fogo. Lindo! Assim seria sua fantasia, a última da vida de rua.

– Vou de “drag-jisas”.

Enfeitou-se todo de branco e dourado, reverente. Não era uma drag qualquer, era o próprio Jesus de uma maneira simbólica dizendo-lhe que chegara sua hora de mudar. Não conseguiu fazer a vida naquela noite; pregava sem parar, como os pregadores do rádio que ouvia há tanto tempo. Pregava para as prostitutas, para os clientes, para os passantes. O ponto se esvaziou, os habituais corriam para não ouvi-lo. Finalmente, no romper da manhã, tendo arruinado a noite de todos os freqüentadores do ponto, sentou-se feliz, cantando uma daquelas músicas do tipo “sai demônios e vem Jesus”.

Logo depois Daisy adoeceu e descobriu-se portador do vírus HIV.

Estranhamente não teve medo. Sua irmã conhecia algumas pessoas em Belo Horizonte e resolveu dar uma passada por lá para ver se encontrava ajuda para ele. A vida tem seus caminhos; ao receber a medicação, Daisy encontrou também algumas pessoas do grupo VHIVER, que ajuda portadores do vírus da aids a viver com qualidade. De lá esbarrou nos crentes da Caverna de Adulão e conheceu o Jesus que amava. Converteu-se, “destravecou-se”, “homenzou-se” do melhor jeito que pôde. O parceiro ficara no Rio de Janeiro com o filhinho adotivo.

Teve de dizer-lhe que era homem agora e que cuidaria do filho, mas já não seria “casado”. Sentiu-se puro como um bebê. Dizia que já tinha feito sexo demais a vida toda e agora não precisava mais; iria viver para Deus de todo o seu coração…

Mas não podia ficar em Belo Horizonte, tinha de voltar ao Rio. O Geraldo, da Caverna, se preocupou: “E agora, o que vai ser de Daisy? Quem vai entendê-lo para integrálo?”

A essa altura Daisy já se chamava como homem, mas os trejeitos de uma vida no submundo não saem fácil. As marcas (as mãos na cintura, o andar reboloso e a voz fina que ainda desafina) ficam. Daisy voltou para o subúrbio do Rio. Despachou o parceiro, pegou suas coisas e mudou-se. Mas aí veio a parte dura: conseguir um emprego, se sustentar de maneira digna e encontrar uma igreja onde fosse aceito. Nos primeiros meses quase não tinha dinheiro; a única congregação do bairro era o lugar mais perto. As emoções de Daisy ainda eram as emoções de uma caricatura de mulher. Ia à igreja esperando amor como o que encontrara em Belo Horizonte. No começo encontrava o porteiro:

– “Tem culto hoje não, desculpe.”
– “Ah…” – o ar decepcionado de Daisy não mudava em nada a cara do porteiro.

Infelizmente a igreja não conseguiu entender o rapaz. Daisy tentou mais uma e mais outra. Mas o que aconteceria se no bairro vissem aquele homem ainda com peitos freqüentando os cultos? Terminou por entender que não era bem-vindo – mais uma ferida para carregar para quem já sofreu tantas.

Sem ajuda na fé e sem apoio econômico e social para recomeçar, a fé de Daisy se apagou. Geraldo o viu um dia desses nas páginas de uma revista, militando pela causa homossexual, e respirou aliviado, pensando: “Pelo menos ele ainda está vivo…”

Daisy, se você está lendo isto, tente outra vez. Vamos aprender a caminhar com você pelo caminho da restauração. Vamos aprender a fazer da sua vergonha a nossa vergonha e, pelo naosso amor, fortalecer a sua fé naquele que nos transforma.

Fonte: ultimato

segunda-feira, 23 de julho de 2012

TestemunhosPerdidos – uma obra colaborativa





Segue a transcrição da hastag #TestemunhosPerdidos, feita em colaboração com diversas pessoas no Twitter e publicada no blog do Ariovaldo Jr, ou o que chamo de o maior testemunho que  ouvi.

O nosso sonho é que quando alguém dissesse que tem um “testemunho” a dar, que ouvíssemos algo similar a isto:

- Aprendi que igreja é gente.

- Aí Deus me abençoou com vergonha na cara e eu trabalhei duro pra pagar todas as dívidas que fiz!

- Então parei de acreditar que sou um ‘santarrão’, hoje sei que somos todos iguais.

- Irmãos aqui diante de todos assumo que o que venho ensinando a todos durante anos é um anti-evangelho.

- Aprendi que “disciplina” é pegar quem está em pecado e trazer pra mais perto. É amar mais, ser mais amigo. Andar mais junto!

- Abri mão de achar que era líder ou mestre de algo, e comecei a ensinar pessoas a seguirem o único Mestre.

- Deus me abençoou e eu percebi que toda a fofoca na Igreja era minha culpa.

- Desisti de comprar a Hilux e comprei 5 carros populares pra poder abençoar os irmãos que nunca iriam poder comprar carro.

- Eu ia de avião, mas preferi gastar o dinheiro com a gasolina pra poder levar mais gente da Igreja na viagem.

- Então eu disse pra todo mundo que podiam me chamar pelo nome ao invés de me chamar de bispo/pastor/apóstolo.

- Juntamos o dinheiro dos fogos e do aluguel dos helicópteros e fizemos uma campanha do agasalho.

- Parei de chamar pessoas da igreja de “amados” e comecei realmente tentar amar sem força de expressão.

- Este ano o acampamento custará 40 reais. E se alguém não puder pagar, por favor vá do mesmo jeito.

- Paramos de cobrar a Dízimos e Ofertas e ajudamos a igreja a ter seus corações fiéis ao Senhor.

- Aprendi que ser pastor é ser amigo das pessoas e não mandar nelas.

- Aí percebemos que o dinheiro de viajar pra Israel poderia abençoar muitos irmãos. Por isso desistimos da viagem!

- Parei de buscar cargos ou liderança e viver um evangelho verdadeiro de Cristo!

- Consegui perdoar uma pessoa que não perdoo a anos. Sem contar que tenho me tornado menos orgulhoso.

- Deus me abençou e parei de fazer propaganda sempre que ajudo alguém.

- Libertação da religiosidade e sua filha, a mediocridade. Graças a Deus, isso está acontecendo comigo.

- Hoje não faço mais trocas com Deus. Sei agora que tenho que devo dar mais, não receber muito mais.

- Mediante a crise economica que viví, Deus me fez ver o quanto que não atendi as minhas prioridades. Obrigado Deus!

- Minhas orações ficaram mais corretas, agora não começo com a lista de pedidos e termino com declarações.

- Eu sou próspero de egoísmo, me ensina Senhor a ser pobre de espírito.

- Estamos gratos porque Deus nos impediu de fazer aquela reforma no prédio da Igreja. Aprendemos que isso não é prioridade!

- Abandonei o farisaísmo e adotei a transparência diante de Deus.

- Vamos fazer um almoço de domingo na igreja! Não irmão, não custará nada, afinal voce já pagou com suas ofertas!

- Deixei a oferta na minha carteira e corri pedir perdão pra aquele irmao que eu tinha ofendido.

- Parei de esperar o retiro pra eu mudar, e mudei hoje.

- E tivemos que deixar o prédio gigante mas hoje temos pequenos grupos refletindo a graça por toda a cidade.

- Aprendi contar minhas merdas e como tento superar pra um neófito, ao invés de tentar parecer um superespiritual.

- Não levamos mais pessoas à igreja de forma irregular a lei humana, mas a igreja irá até eles em amor e retidão.

- Não cantamos mais nos cultos as novas mentiras, mas sim as velhas verdades.

- Aprendemos que Deus tá no controle e que nao adianta querer dobrar a mão dele em oração, mas sim os nossos joelhos.

Fonte: Ariovaldo Jr

A História dos Direitos Humanos



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Feliz Dia do Amigo!


Hoje é o Dia do Amigo, e não consigo imaginar uma forma melhor de comemorar este dia especial do que com muita música. Por isso, preparamos uma seleção de canções especiais para você compartilhar com seus amigos. Espero que você curta e que compartilhe com todos eles.

"That's What Friends Are For", é mais que uma canção é um hino a amizade, sua mensagem diz que não importa o que aconteça, em tempos bons e ruins, o amigo sempre estará ao seu lado, afinal é para isso que servem os amigos.



"You've got a friend" é uma incrível declaração de amor de um amigo que sempre virá quando nós precisarmos. E como precisamos dos amigos! Quantas vezes nós nos sentimos tristes ou desanimados e carecemos de um ombro amigo e de seus ouvidos para nos ajudar. Então jamais esqueça que "Você tem um amigo".




"Circle of Friends"  fala da necessidade de vivermos em comunhão com nossos irmãos e irmãs, e de como devemos cuidar destes como uma grande família não importa como a estrada da vida se dobrará a nossa frente. Nós jamais perderemos este círculo de amigos, e o mundo saberá que há segurança dentro deste circulo.  

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O que torna uma música evangélica, ou porque só escuto música cristã.




Por Gonzaga Soares

Você já deve está cansado de ouvir este tema, mas quando acho que isto é discursão antiga, deparo-me com pessoas sinceras que me perguntam angustiadas:

 - O cristão só deve ouvir música evangélica?
    Minha resposta é direta, SIM e NÂO!
    Como assim, sim e não?

É muito simples, a minha resposta depende do que você compreende como música evangélica. Pense comigo, se você acredita que música  evangélica são estas que tocam nas emissoras gospel, feitas para alimentar o crescente MERCADO GOSPEL, eu direi não, eu não escuto e nem recomendo que você escute  música “evangélica”.

 Agora se você me falar que compreende como música evangélica, canções que transmitem as verdades do reino eu te direi SIM, eu só escuto música evangélica e você deveria fazer o mesmo.
Ora como você pode ver, é tudo uma questão de compreensão do que entendemos como música secular e música evangélica. Não classifico as canções que escuto, como seculares ou gospel ( lembrando que gospel refere-se ao modo como classificamos as canções evangélicas no Brasil e não ao estilo norte americano), mas sim como boa música e musica ruim.

Ora, então o que torna uma música “EVANGELICA”? Na verdade nada, música é uma expressão do homem, e esta reflete sua relação com Deus, amigos, família, vida, sonhos, etc. No entanto no meio cristão criou-se uma dicotomia musical, que nos foi introduzida por nossos antepassados, e logo dividimos as músicas em seculares e evangélicas. Mas enfim o que torna uma canção secular ou gospel? Não entrarei em detalhes das diversas  opiniões ou conceitos que tenho visto por ai do que seria música gospel, portanto partirei direto para a minha compreensão do que considero música gospel.

Não é porque uma canção traz o nome Deus ou Senhor, Senhor, ou mesmo porque o seu interprete é cristão que esta torna-se evangélica, mas sim,  a mensagem do reino que esta transmite.

  A parti deste critério, tudo torna-se mais simples, e fica bem mais fácil definir música gospel de música secular.  Vejamos alguns exemplos de canções do reino, canções que transmitem a mensagem do evangelho, mas que por ignorância, boa parte dos cristãos as ignoram totalmente.
Na canção “ O que é o que é” de Gonzaguinha, ele declara:

Viver! E não ter a vergonha. De ser feliz
Cantar e cantar e cantar. A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei. Que a vida devia ser
Bem melhor e será. Mas isso não impede
Que eu repita. É bonita, é bonita
E é bonita.

O que é o que é, é uma das mais belas canções do reino que conheço, na letra o autor fala da beleza de aprender a cada dia, sem envergonha-se desta eterna condição de aprendiz, a letra mostra alguém que está em constante crescimento e que não se envergonha da felicidade diária, que se alegra com o que a  sua momentânea vida lhe oferece;  e continua afirmando sua esperança em um futuro melhor, ainda que a vida seja repleta de imperfeições e injustiças,  isto não o impede que ele a celebre e por isso repete a resposta das crianças...

É bonita é bonita e é bonita!
Outra bela canção do reino vem da poesia de Marisa monte, na canção vilarejo:
Há um vilarejo ali

Onde areja um vento bom

Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração

Lá o mundo tem razão

Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá...

Em todas as mesas, pão

Flores enfeitando

Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção

Tem um verdadeiro amor

Para quando você for

A letra de Vilarejo, dispensa comentários, sempre que a escuto, penso no paraíso, na Terra como Deus a criou originalmente, penso na esperança que nos aguarda em um  lugar onde sopra um vento bom, sem fome ou dores, onde sempre é primavera, uma terra de heróis que venceram muitas batalhas e agora desfrutam de uma paz singular, onde cabem todos os povos, um lugar de abundância e beleza indescritível e onde nos espera o Verdadeiro Amor, o amor do nosso Criador.

Agora responda, se estas canções são ou não cristãs? Sua mensagem é a mensagem do reino? O evangelho puro e simples de Jesus Cristo?

Em contra partida temos muitas músicas, que são cantadas a exaustão em nossos templos, e feitas por pessoas cristãs, mas cuja mensagem contraria a mensagem do evangelho. Vejamos alguns exemplos:

A canção “ Sabor de mel”, da cantora Damares:

Deus vai te levantar das cinzas e do pó
Deus vai cumprir tudo que tem te prometido
Você vai ver a mão de Deus te exaltar
Quem te vê há de falar
Ele é mesmo o escolhido...

Quem te viu passar na prova
E não te ajudou
Quando ver você na benção
Vão se arrepender
Vai estar entre a plateia
E você no palco...

Tem sabor de mel
Tem sabor de mel
A minha vitória hoje
Tem sabor de mel...

Ora, basta ouvir uma estrofe desta canção que sinto asco, a letra é totalmente focada no egocentrismo, e no triunfalismo, a canção é voltada  essencialmente ao individuo, e quando sai desta linha cai em algo mais perigoso ainda o sentimento exagerado de triunfo, a letra é de um egoísmo absurdo. Deus não passa de uma fonte, capaz de liberar bênçãos, para alimentar o ego doentio de seus supostos adoradores. E o que mais me desagrada nesta canção é o sentimento de  vingança que ela desperta. 

Quem me viu passar pela prova e não me ajudou...
Vai se arrepender...

Egocentrismo, triunfalismo, raiva, vingança, definitivamente, não são atributos de um cidadão do reino. Este não é o evangelho do filho do homem, não mesmo. Ou você acredita que são?

Grande parte do que se canta hoje nos púlpitos do Brasil, são canções voltadas para o eu, e existem aquelas que vão além e desfasem o evangelho de Cristo.

Na letra de  “Jesus me chamou e eu não atendi”  de  Senivalda Menezes, lemos:

Quem não vem por amor, vem pela dor
Mais é pela dor que estou aqui
Exaltando o santo nome do Senhor...

Ora, tudo foi por amor, por amor Deus entregou seu filho e por amor Cristo entregou-se a cruz, em 2 Coríntios 5: 14,15 lemos:

 "Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”

A dor é uma consequência de um mundo caído, mas nunca foi e nunca será motivo para ninguém aceitar a Cristo, aqueles que supostamente aceitam a Cristo pela dor, não buscam o abençoador, mas a benção que este pode lhes oferecer, o alivio para a sua dor. A letra fere a verdade do evangelho e portanto destoa da mensagem do reino .

Uma outra canção muito executada em nosso meio  é “O Melhor de Deus Está Por Vir” de Kleber Lucas.

As eiras se encherão de trigo..houooo

E os lagares transbordarão

De óleo e vinho

Restituirei os anos

Que foram consumidos

O melhor de Deus ainda está por vir...

Mais uma vez há ênfase nas bênçãos em detrimento do abençoador, mas o que realmente não dar para cantar é afirma o já consagrado chavão evangélico   “o melhor de Deus ainda está por vir”, ora, talvez você diga que estou sendo radical, que os irmãos falam isto esperando o dia em que estarão com o Pai, e se assim o fosse, eu seria o primeiro a proclamar isto, mas não é verdade, basta observa o contexto em que esta frase aparece e logo descobriremos que  “o melhor de Deus” que é cantado é simplesmente a ausência das tribulações e a tão sonhada prosperidade. 
E só para ficar claro, o melhor de Deus já veio, lembra de Jo 3:16, basta uma rápida revisão nas escrituras e saberemos que sim, o melhor de Deus já veio, Jesus Cristo o nosso Salvador.

Agora me responda sinceramente, quais dessas músicas são evangélicas? Quais transmitem a mensagem de Cristo? As canções de Gonzaguinha e Marisa Monte ou as canções de Damares, Senivalda Menezes e Kleber Lucas?

Quando deparo-me com este paradoxo, penso no que disse o mestre, “se estes se calarem, as pedras clamarão”;Seria este um clamor das pedras?

Portanto a resposta definitiva  para a questão inicial é sim, o cristão só deve escutar músicas evangélicas, então não se escandalizem se ao me  encontrarem, eu esteja louvando a Deus, ou simplesmente curtindo uma boa música ao som de Luiz Gonzaga, Zé Ramalho, Mercedes Sosa, U2 e tantos outros.

E antes que você me questione sobre músicas seculares profanas ou imorais, digo-lhes:

O critério para se ouvir música é o reino de Deus e sua mensagem, qualquer canção que contrarie esta mensagem deve ser desprezada, seja ela uma canção secular ou uma canção gospel, cabe aqui o conselho de Paulo  aos colossenses “...mas ponde tudo à prova, retende o que é bom; “

E claro o meio cristão, tem uma grande quantidade de bons músicos, fazendo musica devocional com qualidade e respeito, a Deus, as escrituras e aos nossos ouvidos. Fica aqui a dica para seus momentos a sós com Deus, canções de Logos, João Alexandre, VPC, Gerson Borges, palavrantiga e tantos outros. 


Um forte abraço e fiquem na paz.

terça-feira, 17 de julho de 2012

O $how tem que parar: Protesto na Marcha para Jesus em SP



No dia 14 de julho de 2012, o Movimento pela Ética Evangélica Brasileira e os irmãos da Intervenção na Marcha se reuniram num protesto pacífico pela volta da pregação do Evangelho segundo ele é, conforme os ensinos de Jesus e seus apóstolos. Foram levantadas faixas com versículos bíblicos e frases que remetiam ao combate da corrupção e do comércio na igreja.

Porém, como sempre, isso desagradou a muitos que estão conformados com este mundo. Mas estivemos lá e a Palavra foi levada, mesmo a troco de agressões (um dos participantes tomou um soco nas costas), pisadas nos pés, ameaças e afins, todos esses atos nada dignos de pessoas que se dizem seguidoras de Cristo.

Falando em seguidores, muitos ali seguiam ao líder da Marcha e aos artistas gospel que se apresentaram no palco principal.

Em meio ao oba-oba gospel lá estávamos. Se apenas uma pessoa leu nossas mensagens e refletiu sobre elas, deixando o Espírito Santo falar ao seu coração, tudo foi válido.

Fonte: Youtube via Pavablog

Você quer saber mais? Então acesse Web Evangelista

Meu mito não é melhor que o seu, mas minha economia…



Vi um cartaz feito por alunos universitários defendendo o direito indígena de ter sua própria religião. O cartaz dizia:

Seu mito não é melhor que o meu.

(O estado laico vai proibir missionários em terras indígenas)

Simpatizo-me com estes  estudantes. Crêem que as culturas indígenas devem ser preservadas, e crêem também como muitos no mundo acadêmico que o mal mais pernicioso que estas  culturas indígenas  enfrentam é o cristianismo. Dois erros crassos numa enxurrada de erros. O primeiro é pensar no índio como um animal em extinção ameaçado pelas mudanças.

Índio não é animal exótico e culturas não são estáticas, são fluídas, mutantes.  Qualquer cultura humana está em mudança constante e inevitável. A cultura na qual minha avó viveu em Minas Gerais quando Belo Horizonte era uma cidade pequena, já não existe mais. Me dói pensar que não se faz mais pão de queijo em casa, broa de fubá, coxinha.  Não se fala mais em virgindade antes do casamento, daqui a pouco não se falará mais de casamento. Não se conversa na sala de estar, não se conta histórias do passado. A cultura mudou a sociedade mudou.

Culturas indígenas são menores e talvez as implicações da perda de certos costumes são mais sérias. Perdem-se conhecimentos com a morte destas culturas e línguas que a humanidade jamais vai recuperar.

As mudanças inevitáveis não deveriam causar a obliteração de costumes importantes para a preservação da dignidade do povo, ou seu conhecimento secular. Um povo digno reage a mudanças se reconstruindo. Mas mudanças diversas acontecerão sempre. Se evitarmos todas as influências externas, todos os agentes estranhos à cultura indígena, ainda assim acontecerão mudanças sempre toda hora todo dia. Os seres humanos que detém a cultura mudam sempre, com ou sem influência externa.

O segundo erro presume que os agentes de mudança mais perniciosos são os missionários porque literalmente pregam a mudança. Certo? Errado. A cultura material é na verdade um fator mais importante para preservação do estilo de vida do que a religião.

A religião de um povo pode mudar, substituindo-se alhos por bugalhos, deuses por Deus. O estilo de vida, a necessidade da selva e seu conhecimento sobre ela não vai mudar a menos que se transforme suas demandas  econômicas.

Mudamos a cultura se transportamos as famílias indígenas das casas tradicionais para casas de cimento, construídas em série por agentes externos. Se empregarmos indígenas como professores, caciques, motoristas. Se distribuirmos aposentadorias para garantir renda, permitindo a compra de álcool, comidas industrializadas, roupas, cigarros, e  obrigando-os a constantes viagens para as cidades para receber.  Se instalarmos TVs e antenas com satélite para que a aldeia assista novelas da Globo. Se comprarmos borracha que eles produzem, se garimparmos ouro, se compramos artesanato.

As mudanças econômicas transformam radicalmente as culturas indígenas. Ao que me consta quem causa esta mudança de maneira sistemática,  constante, financiada por nossos impostos e por ONGs estrangeiras é a FUNAI, orgão que representa para os índios o governo federal.

Deuses? Sempre teremos conosco. Aliás um deus a mais outro a menos não faz mal a ninguém. Muitas culturas adotarão o Deus cristão como mais um espírito para seu panteão.

Se expulsarmos todos os missionários das áreas, ainda assim muitos indígenas se tornarão cristãos, através de igrejas nas cidades, programas de rádio, etc. Pior. Pela falta de missionários que contextualizam a mensagem eles imitarão o que vêem fora, construírão igrejas, cantarão hinos, vestirão terno. É inevitável. Do mesmo jeito que os jovens aprendem calypso e forró,  também  buscam novas propostas religiosas. É parte da natureza humana.

O Cristianismo comunicado de maneira clara e cuidadosa como fazem alguns missionários, e que inclui a tradução da Bíblia na língua nativa não trabalha contra valores culturais. Ela ajuda a preservar a dignidade e auto-respeito do povo, lhe conferindo um valor extra. No entanto confronta sim os costumes  que prejudicam o povo. Porque culturas indígenas também tem pontos fracos, paradigmas de comportamento que prejudicam o povo e tem que ser mudados para o próprio bem daquela sociedade. Um exemplo é o infanticídio.

As culturas indígenas cristianizadas pelos missionários mudam seu conceito à respeito do valor da vida. Vida humana tem valor em si, e não apenas quando o ser é fisicamente e mentalmente capaz, ou socialmente aceitável. Por incrível que possa parecer aos anti-cristãos o Cristianismo ensina que o “bastardo”, filho do pecado nascido de uma mãe sem prestígio social tem tanto valor quanto o filho legítimo do chefe da tribo… O animismo permite as castas, a eliminação sistemática dos estigmatizados, a exclusão social. Presença missionária portanto preserva vida humana, e por consequência preserva cultura.

Se queremos ajudar mesmo estas culturas indígenas temos que lutar para que os missionários continuem presentes, e para que o governo se torne menos patrão e menos causador das mudanças econômicas que estão sim destruindo as tribos e seu estilo de vida.

E outra coisa, mas é assunto para outro post, função de estado laico não é proibir a expressão religiosa de ninguém.

Fonte: ultimato.com.br/sites/brauliaribeiro


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dia Mundial do Rock 'n' Roll by Larry Norman


Olá, pessoas! Hoje é o dia mundial do rock 'n' roll, e eu adoro  rock. Mas por mais absurdo que pareça, ainda ouço pessoas olharem atravessado e falarem que o rock 'n' roll é do diabo, como se este tivesse alguma coisa.  Então, para comemorar esta data especial, o Mural traz para vocês o som contagiante do “pai do rock cristão”, Larry Norman. Reflita nas palavras de Larry:

Porque o diabo deve ficar com todas as músicas boas?

Um super fim de semana para você com muito rock 'n' roll.




terça-feira, 10 de julho de 2012

NÃO FOI ACIDENTE!



Nosso governo gasta R$ 8 bi/ano em uma guerra que enfrentamos diariamente no Brasil: as imprudências no trânsito. São cerca de 40 mil vítimas de acidentes de transporte por ano. Dessas, 40% são decorrentes do álcool na direção. É também a principal causa morte de crianças de 1 a 14 anos em nosso país.

Rafael Baltresca teve a mãe e a irmã mortas no dia 17/09/11, vítimas de um atropelamento por um carro em alta velocidade, em São Paulo. O atropelador, Marcos Alexandre Martins, se recusou a fazer o exame do bafômetro, mas fez exame de sangue. No B.O., testemunhas afirmam que Marcos estava completamente embriagado. Frente a esta situação e à realidade que o Brasil enfrenta, Rafael Baltresca criou o movimento Não Foi Acidente, com o objetivo de mudar as leis brasileiras que abrem tantas portas para a impunidade.

“O Homem é o único ser do planeta que mata sua própria espécie. Temos que dar um basta nisso. Tantas e tantas mortes acontecem por pessoas embriagadas que, na hora da alegria, da bebedeira, não entregam a chave do carro para um amigo, não voltam de taxi, não colocam a mão na consciência e pensam na consequência. Quando deixamos de lado a possibilidade do acidente, o acidente acabou de começar. Quando você bebe e dirige, o acidente já começou.” (Rafael Baltresca)

E você pode fazer parte desta mudança, é simples e rápido, entre no site do Rafael Baltresca, conheça o projeto assine a petição e espalhe esta ideia de todas as formas que você poder.  Para que a mudança na lei seja encaminhada ao Presidente do Congresso Nacional, são necessárias 1 milhão e 300 mil assinaturas e isto depende somente de nós. 

Você pode fazer parte dessa campanha ativamente! Ajude-nos a conseguir as 1.300.000 assinaturas.
Espalhe essa campanha para seus amigos ou em sua empresa. Publique em seu site ou blog.

Conheça o site da campanha:
Não foi acidente

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Eu sou mesmo um cristão?

 
Interessante dica de leitura que me foi sugerida através dos boletins enviados por email pela editora Fiel. Um bom livro para leitura individual ou para presentear pessoas que não andam num caminho que não é lá muito firme na fé — por isso, também uma boa ideia para usar na evangelização.
 
Abaixo segue a sinopse.
 
 
Eu sou mesmo um cristão? [Mike McKinley]
 
 
Você é realmente um cristão?
 
Você pode pensar que é um cristão, mas talvez não seja. O próprio Senhor Jesus disse que algumas pessoas fariam algumas coisas aparentemente "cristãs" em nome dEle, mas não o conheceriam verdadeiramente. Ou talvez você saiba que não é um cristão e se pergunte o que significa realmente ser um cristão.

Certamente, há clareza na perspectiva de Deus. Ele não se confunde quanto a quem o conhece ou a quem não o conhece. Embora a nossa autoconsciência seja limitada, temos critérios bíblicos para ajudar-nos a avaliar se somos realmente seguidores de Cristo.
 
Livro de Mike McKinley, com 190 páginas. Veja mais detalhes no site da editora.
 
 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A importância da Metamorfose




“Eu prefiro ser…
Esta metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…”

Raul Seixas

Por Bráulia Ribeiro 

Parece que tem sabedoria nas palavras do Raul, apesar de tudo. Provavelmente quando cantava ele pensava estar criticando o status quo, a estrutura vigente. E nada mais representativo desta estrutura do que o cristianismo. Ele com certeza achava que estava batendo de frente com o pensamento cristão… 

Mas será que estava? Somos criticados, nós os cristãos, por mantermos padrões, seguirmos doutrinas e dogmas. Mas o cristianismo vivo e dinâmico nos leva para muito além dos dogmas, aliás chega a chamar os dogmas de idolatria. Este cristianismo nos incentiva a “conhecer e prosseguir conhecendo”(Oséias 6:3), numa busca incessante e sincera: “buscar-me-eis e me achareis quando me buscares de todo coração” (Jeremias 29:13) Este conhecimento também além de dinâmico deve gerar em nós algum tipo de transformação pessoal. Não é meramente intelectual, mas é vital, humano, entra fundo em nós gerando mudanças constantes. 

Só é capaz de buscar aquele que não tem. Para que possamos ser a motivados a continuar conhecendo, temos que reconhecer que não sabemos. Este é o estado de alma da metamorfose ambulante. Estou sempre disposto a mudar através do conhecimento que adquiro. Me metamorfoseio constantemente numa nova pessoa, através de mais revelação da pessoa de Deus. Quanto mais me aproximo d’Ele mais preciso conhecê-lo e ser transformado. A isto se referiu Carlos Finney, grande avivalista do século XIX, quando dizia que devemos nos converter todos os dias. O que conheço de Deus hoje não é o suficiente, preciso mais, ainda que este conhecimento novo venha questionar idéias anteriores, desafiar meus conceitos, ou gerar novos paradigmas de comportamento na minha vida. 

O cristão não dogmático (soa como uma contradição de termos para você? Pois não é…) não é um cristão sem convicções profundas. Mas ao invés de valorizar em primeiro lugar a doutrina à respeito de seu Deus ele valoriza seu relacionamento com o próprio Deus. O Deus vivo, dinâmico, que muda, não em caráter e valores morais, mas que muda na sua estratégia de confronto com o ser humano, na dispensação da sua presença, na quantidade de revelação que derrama, Deus que encobre coisas (Deuteronômio 29:29) mas que as revela aos justos (Daniel 2:47). O Deus que vai “brilhando mais e mais.” na nossa vida, “até ser dia perfeito” (Provérbios 4:18). 

O preço desta vida de metamorfose é muitas vezes uma certa insegurança. Para onde estou indo? Será que isto é certo? É tão fácil se segurar em convenções, que todos o fazem, principalmente os não cristãos… O próprio Raul tinha dogmas. Eram com certeza, os não-não. – Não há Deus, não há caráter humano que preste – não há nada bom no velho, no “establishment”, e com certeza não há nada de bom que se possa esperar no novo também… 

A diferença de um cristão e de um pseudo livre-pensador é que o cristão sabe que é limitado, que conhece apenas em parte á e de que necessita de uma âncora além de si mesmo para se segurar. Esta âncora não é um dogma doutrinário, mas o relacionamento com uma Pessoa, amorosa, sensível e divina. O cristão deve a esta Pessoa submissão e humildade. Ele tem que trazer sua mente escravizada a esta pessoa: “trazendo cativo todo pensamento à pessoa de Cristo.”(II Coríntios 10:5). Mas o intelectual-liberal no entanto não “deve” nada a ninguém. Ele é seu próprio Deus. Sua âncora é sua razão e nela está seu orgulho. “firmado com os pés no estribo de sua própria razão” (Provérbios 3:6-7) ele nunca vai além de si mesmo, anda em círculos ao redor de seus dogmas pessoais, e vive cego pela idolatria da razão. Este não é capaz de se metamorfosear nunca, porque não há mudança possível para alguém cuja única referência são suas próprias idéias… 

Ah, Raul, quão enganado você estava… 

Fonte: Ultimato

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ozark Mountain Daredevils - You Made It Right live

Eu amo música. Para mim não existe nada tão perfeito como uma bela canção, e "You made in right" é uma destas canções especiais que fazem parte da trilha sonora da minha vida. Você fez tudo certo é Música para minha Alma. Uma grande celebração à vida e a Deus, que fez tudo na medida certa. 

"Obrigado, Senhor, você fez tudo certo.
Obrigado, Senhor, você fez tudo na medida certa!"


quarta-feira, 4 de julho de 2012

A chave hermenêutica para a compreensão das Escrituras


Desigrejados sim, desviados não!



Por Hermes C. Fernandes

Acredito ter sido o primeiro a usar a expressão “desigrejados”. Estava em busca de uma palavra que expressasse a condição de muitos cristãos de nossos dias, daí surgiu esse neologismo. Aqui nos Estados Unidos, cunhou-se a expressão “churchless” para designar esta enorme massa de crentes que deixaram os currais denominacionais para servirem a Deus em seu próprio ambiente doméstico. 

Ser “desigrejado” não é o mesmo que ser “desviado”. O desviado seria aquele que não apenas deixou a igreja, mas afastou-se do próprio Cristo, voltando às práticas pecaminosas que antes dominavam sua vida. Já o desigrejado não pretende afastar-se de Cristo, nem de Seus ensinamentos, mas tão-somente da máquina eclesiástica. 

Solidarizo-me com os milhões de desigrejados espalhados em nosso País, ainda que eu mesmo não me considere propriamente um. 

Embora seja bispo de uma igreja sediada no Brasil, tenho experimentado um pouco da sensação de ser desigrejado durante meu exílio aqui nos Estados Unidos. Não deixei de pregar para nossa igreja, ainda que via Skype com freqüência semanal. Até a Ceia tenho celebrado com minha família, com transmissão ao vivo para o Brasil. Nosso povo lá, e nós aqui, todos ao redor da Mesa do Senhor. Embora unidos no espírito, temos estado separados fisicamente por mais de um ano. Temos saudade do calor humano, do cheiro de gente, das atividades da igreja, etc. 

Creio que esta sensação de exílio tem sido sentida por muitos desigrejados. No meu caso, devido à distância geográfica. Mas para muitos, deve-se a outros fatores, tais como, discordância doutrinária, não conformismo com a maneira em que a igreja tem sido conduzida, etc.

Os blogs apologéticos têm servido de púlpito para muitos desses cristãos autênticos, que decidiram não se dobrar ao espírito de Mamom. Eles se alimentam do que neles têm sido postados diariamente. 

Infelizmente, não dá para dizer o mesmo da maioria dos programas evangélicos veiculados nos canais de TV ou em emissoras de rádio, onde a marca registrada é o proselitismo descarado. 

Fenômeno semelhante ocorreu durante os dias da igreja primitiva. Houve um êxodo de cristãos que abandonaram o templo em Jerusalém e as sinagogas espalhadas pelo império, para servir a Deus em suas próprias casas. Santuários cristãos só surgiriam séculos depois com a paganização do cristianismo. 

Os desigrejados não estão abandonando a Igreja, como geralmente se alega, e sim as estruturas denominacionais que se arrogam o direito de se intitular “igreja”. A Igreja de Cristo não é e nunca foi presbiteriana, batista, metodista, pentecostal, episcopal ou coisa parecida. Tais termos designam estruturas eclesiásticas. Isso inclui a denominação que presido. Muitíssimas vezes tenho declarado em nossos cultos: O Reino é muito maior que a REINA (nome de nossa denominação). O problema é que estamos mais preocupados em preservar os odres do que o vinho. 

As estruturas denominacionais servem como andaimes usados na construção da genuína Igreja. Depois que esta estiver pronta, de nada servirão aquelas. Foram feitas pra acabar. 

Meu conselho aos desigrejados é que busquem unir-se para cultuar a Deus e dar testemunho do Seu amor. Seu desânimo para com as instituições é justo. Mas não permitam que isso lhes afaste da prática do primeiro amor. 

* Escrito e postado originalmente em 22/06/2010, durante meu "exílio" nos EUA. 

Fonte: Cristianismo Subversivo via Hilario e Severo

Quem controla a sua vida?

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Jô Soares fala sobre o dom de línguas na Bíblia

No vídeo, Jô faz um raciocínio claro e simples sobre o que  bíblia relata sobre o dom de linguas, sem partidarismos ou paixão, simplesmente a bíblia pela bíblia. Em seguida, coloquei uma resposta do jornalista e consultor bíblico Leandro Quadros sobre o dom de línguas. Vale a pena  conferir.




"O querido telespectador Elvis fez uma pergunta sobre o dom de línguas em 1 Coríntios 14:13. Respondi-o e achei importante também disponibilizar a questão neste espaço do blog:

Que bom receber sua pergunta aqui no blog do programa! Será uma grande satisfação lhe ajudar.

Os irmãos da igreja de Corinto estavam fazendo o uso errado do dom de línguas. Quando lemos especialmente o capítulo 14, percebemos que eles:

1) Não usavam o dom com o propósito evangelístico, pois falam de maneira que os estrangeiros não entendiam – versos 9 e 11;

2) Preocupavam-se mais em “aparecer” do que edificar a igreja – versos 22 e 12;

3) Quando alguém falava em línguas (no grego, o termo significa “idiomas”), tal pessoa não sabia o que dizia ou não possuía um intérprete para ajudá-la – versos 13 e 27;

4) Usavam o dom de forma desordenada – versos 27, 33 e 40.

Com base nesse contexto fica mais fácil compreendermos 1 Coríntíos 14:13. Paulo está dizendo, em outras palavras: “se não há uma pessoa que interprete o dom, então, você que fala em línguas, ore para que Deus dê a você a capacidade de traduzir para os estrangeiros que assistem ao culto a fim de que eles entendam a mensagem e aceitem a Jesus como Salvador”.

Embora alguns cristãos creiam que o dom de línguas em 1 Coríntios 14 seja diferente, ou seja, de uma forma “estática” e “ininteligível”, acreditamos ser ele da mesma natureza de Atos 2, Atos 10 e 19 (assim como em Marcos 16:17) por vários motivos, entre eles:

1) A expressão grega para “língua”, usada em Coríntios é a mesma utilizada em Atos 2: “glôssa”, que significa “língua de nações” ou “idiomas”;

2) O verbo grego “falar” – “laléo” no mesmo capítulo refere-se à “linguagem humana usual”, do “dia-a-dia”;

3) Na expressão “línguas estranhas”, o termo “estranhas” não se encontra no original grego, contrariando assim a ideia de alguma manifestação incompreensível do dom. Veja a tradução da Nova Versão Internacional: “Pois quem fala em uma língua [ou outro idioma] não fala aos homens, mas a Deus. De fato, ninguém o entende; em espírito fala mistérios” 1 Coríntios 14:2..

Desse modo, o dom de línguas de 1 Coríntios 14 (e de outros textos) era o mesmo dado pelo Espírito Santo na ocasião do Pentecostes. E, o problema na igreja de Corinto girava em torno da forma desordenada como o dom era usado.

O dom de línguas tem propósitos evangelísticos. Se o evangelho não for compreendido, as pessoas não serão salvas.

Biblicamente, há apenas um tipo de dom de línguas: aquele pelo qual as pessoas entendem a vontade de Deus para a vida delas.

Espero ter lhe ajudado. Conte comigo sempre que precisar – ok?"

Um abraço.

Leandro Quadros
Jornalista e Consultor bíblico

Fonte: Novo Tempo
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