segunda-feira, 1 de julho de 2013

Jesus nunca pertenceu ao cristianismo


Li esses dias sobre olhar para o mundo sem os crivos das “denominacionalidades” e suas inusitadas formas tradicionais ou contemporâneas. No texto, a autora se sentia cansada de termos e títulos que mais atrapalham do que ajudam, de certificados que só provam que o que fazemos é mera preocupação com o que os outros vão dizer e não tem o sentido profundo e real daquilo que estamos fazendo.

Eu admito que não sei ainda pensar fora da caixa religiosa, ainda não consigo olhar pras gentes sem classificá-las por isso ou aquilo. Ainda tenho a péssima mania de dividir judeus e não judeus, crentes e não crentes, diluindo meu pre conceito sobre alguém pelo mero título que carrega, como se faz com um negro ou com uma etnia diferente. Nós é que chamamos e pensamos por classes, Deus não vê assim, para Ele existem gentes e só.

Todas as gentes precisam de Deus, mesmo o crente que eu encontro no evangelismo precisa de algo de Deus, ele não se faz perfeito e incorrigível ou mesmo completo por ser crente, assim como eu não me faço pronto e de tudo conhecedor por ser missionário. Como seria perfeito se pudéssemos viver fora da terrível caixa que montamos e nos escondemos.

Jesus não veio criar uma religião, nem mesmo se declarou cristão, apenas veio e nos ensinou a viver. As boas novas são a religião de Jesus, o cristianismo é a religião dos homens. Para entender as boas novas precisamos de relacionamento com Deus, e dEle temos a destra fiel para que sejamos em tudo acompanhado, estado de alma onde tudo é pessoal, é íntimo, é pleno. Por esse modo de vida não estar pronto em 3 minutos, os homens criaram a “denominacionalidade”, onde tudo é mais fácil de controlar, onde regras caem direitinho e se sobressaem no território das dúvidas e incertezas. É mais fácil proibir do que caminhar junto.

Caminhar significa sentir o cheiro, cansar-se, bater de frente, machucar-se, perdoar, recomeçar, enfim. Enquanto regrar significa dizer uma só vez e esperar a obediência cega e ignorante, sob o pretexto de não se poder tocar no “ungido do Senhor” para não ser taxado de rebelde e insensato. Poderia estar falando de Hitler, Stalin, Mussoline ou mesmo de um reino distante daqui, mas infelizmente encontro esse sistema de governo bem mais perto, bem mais intragável, bem mais sutil e camuflado de santidade.

Vejo igrejas perdendo tempo com partidarismos, discutindo se deve usar saia ou calça, se deve ou não cortar o cabelo, se fala em língua ou não, se canta em pé ou sentado, se bate ou não palmas, se dá a “paz do Senhor” ou “graça e paz”. Saibam que enquanto isso acontece, índios pelados estão recebendo o evangelho e fazendo rituais sinceros para Deus, tribos são redimidas pelo sangue do cordeiro e iniciam uma nova forma de exercitar sua cultura.

Deixemos de nos portar como políticos partidários que investem tempo para ganhar alguns, com o argumento de que tem propostas melhores que outros, sejamos UM. Deixemos de lado os títulos, as fogueiras santas, os cultos das bênçãos, vamos viver o evangelho. Se você acha que o maior presente que Deus tinha para você era a salvação por meio da morte de Jesus, então precisa experimentar o que Ele preparou para ser usufruído por meio da vida exemplar de Jesus. Olhe pra Jesus, por favor! Olhemos para Ele! “Vejamos com apreço seu andar, pois é a imagem perfeita da verdade”.


Não se engane, eu não vivo tudo que aqui falei, mas convoco você para viver junto comigo, pois Cristo é o cabeça do corpo, ou seja, Ele reina quando estamos juntos. Não apenas para um culto, mas em um propósito específico: amar a todos, sem distinção. Isso sim é loucura. Isso sim é revolução. Vamos fazer um protesto? kkkkk

Amilton Joaquin

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