sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Joyful 'toon: Desarmado

Joyful 'toon número 111.
 
 Joyful 'toon 152_Disarmed PT.BR
 
 Comentário do autor:
Colossenses 2:15 nos diz que Jesus desarmou e despojou Satanás e seu reino. As únicas armas que restaram a Satanás são suas mentiras, mas elas não são páreo para a verdade da Palavra de Deus.
  
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

Sagrado (95º episódio): Muçulmanos

Quarto episódio tratando do tema Fome versus vontade de comer. Sami Armed Isbelle é quem responde às perguntas:
1) Se somos parte matéria e parte espírito, por que os desejos mundanos sempre falam mais alto muitas vezes até entre aqueles que mais creem?
e
2)  As religiões não têm conseguido estimular a fraternidade e o amor entre os homens? Por que muitas vezes se dedicam mais à guerra e à discórdia?
 
Stenio Garcia cita La Fontaine: “Arriscamo-nos a perder quando queremos ganhar demais”.
 
 
 
 
 
 
Ambas as perguntas trazem nítidos traços de que não professa fé alguma aquele que as formulou. Elas exibem o ponto de vista de quem está fora, alheio às religiões.
 
A primeira pergunta parece querer levantar o seguinte questionamento: “Por que somos tão tentados por desejos mundanos? E por que isso ocorre mesmo aos mais religiosos? A religião não é capaz de fazer morrer esses desejos que estão dentro do homem”? Esse seria o questionamento inteligente que o narrador poderia ter feito, e não fez porque vê as coisas de outra forma, com olhos carnais preconceituosos, e não espirituais. A resposta do Sami foi boa ao mostrar que sua religião busca o equilíbrio entre o material e o espiritual – desde que, é claro, a visão do islamismo sobre esse equilíbrio seja como a do cristianismo, ou seja, a de Jesus.
 
Um bom conhecimento a respeito de religiões em geral deve ter o Sami ao afirmar que nenhuma delas traz em seus princípios o incentivo à guerra ou à discórdia, mas sim a prática do bem. E se assim o for, sua resposta inteligente desmonta o também preconceituoso e mal formulado questionamento feito na segunda parte do episódio. Agora, lhe passou pela cabeça que esse segundo questionamento pode ter sido maquiavelicamente escolhido para cutucar os muçulmanos? Captou a possível malícia embutida lá, hum? É uma pena não haver mais tempo para os representantes das religiões entrarem em detalhes e esclarecerem mais dúvidas né?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sagrado (94º episódio): Budistas

Terceiro episódio tratando do tema Fome versus vontade de comer. O lama Rinchen Khyenrab é quem responde às perguntas:
1) As religiões têm se deixado contaminar pela onda de consumo e acumulação reforçando as desigualdades sociais ao invés de combatê-las?
e
2)  A religião tem sido incapaz de controlar a sede de consumo desenfreado promovendo o bem comum?
 
Christiane Torloni cita um provérbio de origem desconhecida: “A ambição cega o coração”.
 
 
 
 
 
 
Interessante é que – e não me recordo se isso já ocorreu antes com outros representantes – o  lama responde tentando falar por todas as religiões, e não somente pela sua. Observe que na primeira pergunta e na resposta é usado o termo ‘religiões’.
 
O Rinchen diz crer que as religiões não têm se alterado, mas sim possivelmente a mente de quem as praticam. Pois é, ele deve estar certo, afinal vemos isso hoje, não vemos? O mundanismo influenciando muito a cabeça dos diferentes religiosos?! Agora, o lama talvez não conheça a teologia da prosperidade. Essa aí é uma alteração de uma religião, o cristianismo, que tem ganhado adeptos e se alastrado sorrateiramente pelo cristianismo protestante.
 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sagrado (93º episódio): Religiões afro-brasileiras

Segundo episódio tratando do tema Fome versus vontade de comer. O pai-de-santo Etiene Sales é quem responde às perguntas:
1) O mundo já viveu momentos de crise, falta de água e comida para a sobrevivência; porém, água e comida nunca faltaram aos poderosos, inclusive aos religiosos mais poderosos. Como podemos entender tamanha desigualdade?
e
2)  Se por um lado o acúmulo de bens produz diferenças sociais por outro as indústria e o comércio dos objetos de desejo movimentam a economia, geram empregos. Afinal, o consumo não é parte da inclusão social?
 
Juliana Paes cita John Steinbeck: “O homem é o único animal que bebe sem ter sede, come sem ter fome e fala sem ter nada a dizer”.
 
 
 
 
 
 
Posicionamentos bastante firmes e admiráveis esses das religiões afro-brasileiras, não? Mas confesso que chego a duvidar que toda essa substância realmente tenha raiz nos princípios religiosos dessas crenças. Creio que muitos pensamentos deles são herdados do meio em que vivem. Creio sofrerem muita influência do pensamento cristão ou da ideia moderna do que é ‘politicamente correto’.
 
Novamente vem aquela impressão de que essa série de episódios parece ser uma repetição do tema Ganância. Caso se interesse, reveja o episódio 54, também estrelado pelas religiões afro-brasileiras.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sagrado (92º episódio): Judeus

Hoje se inicia mais um tema, Fome versus vontade de comer. O rabino Sérgio Margulies é quem responde às perguntas:
1) Como a ambição, que parece ser uma marca inegável da natureza humana, influencia as doutrinas religiosas?
e
2)  A religião tem contribuído para refrear ou intensificar a ganância?
 
Nathalia Timberg cita Goethe: “O homem deseja tantas coisas e, no entanto, precisa de tão pouco”.
 
 
 
 
 
 
Pelo título podemos pensar que a série está abordando um tema novo, mas as perguntas feitas mostram semelhança com o que foi abordado na época do oitavo tema (Ganância: a permanente tensão riqueza ‘versus’ felicidade). Parece repetição. Se se interessar, reveja o episódio dos judeus falando do tema acima (Clique aqui).
 
O Sérgio não respondeu diretamente à primeira pergunta, mas levantou um instigante questionamento: “O quanto abdicamos daquilo que somos em prol unicamente daquilo que almejamos ter? E, quando temos, o que fazemos com o que possuímos? Como compartilhamos?”
 
Achei estranho quando, ao responder à segunda pergunta, o Sérgio diz que a religião conecta o homem a si próprio. Não seria, na verdade, o objetivo dela nos conectar ao criador? Não é esse o significado por trás do termo ‘religião’?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sagrado (91º episódio): Cristãos protestantes

Cristãos protestantes expõem seu posicionamento no sétimo e último episódio tratando do tema Vida após a morte. O pastor Ricardo Gondim responde às perguntas:
1) O que acontece quando morremos?
e
2)  Por que não aceitamos com naturalidade o fim inevitável?
 
Oscar Magrini cita Bertold Brecht: “Temam menos a morte e mais  a vida insuficiente”.
 
 
 
 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Joyful 'toon: Justiça

Joyful ‘toon mais recente (número 151).
 
  
 Joyful 'toon 151_Justice PT.BR
 
 
Comentário do autor:

Deus mostra não só Sua justiça ao julgar e condenar o pecado, mas também Seu amor em Jesus, a quem Ele enviou para pagar a pena por nosso pecado. Se O autorizarmos através da fé, Jesus será nosso advogado de defesa ante o juiz.

 
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

Sagrado (90º episódio): Cristãos católicos

Cristãos católicos expõem seu posicionamento neste sexto episódio tratando do tema Vida após a morte. Novamente Maria Clara Bingemer aparece, e responde às perguntas:
1) O que acontece conosco depois da morte?
e
2)  É justo pregar que devemos ser punidos depois da morte pelos erros cometidos durante a vida?
 
Tony Ramos cita Leon Tolstoi: “O homem não tem poder sobre nada enquanto tem medo da morte. E quem tem medo da morte possui tudo”.
 
 
 
 
 
 
Boa foi a resposta à primeira pergunta, mas a Maria Clara esqueceu de dizer que tudo aquilo ocorre aos que são salvos em Cristo. Os não salvos, até onde sei, se não mudaram a crença cristã, ao morrerem já estão condenados.
 
De fato, como explicou a Maria Clara na resposta à segunda pergunta, a pregação do Evangelho (as Boas Novas de Cristo) não é a condenação dos pecadores, mas sim de que há salvação em Jesus. Entretanto, ainda vejo um tom de verdade na pergunta, pois não é certo que aquele que cometeu erros durante a vida e que não alcançou a salvação em Cristo, nem sequer pouco antes do último suspiro, será condenado?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Sagrado (89º episódio): Muçulmanos

Muçulmanos expõem seu posicionamento neste quinto episódio tratando do tema Vida após a morte. Novamente Sami Armed Isbelle aparece, e responde às perguntas:
1) A vida se limita à existência terrena?
e
2)  Por que queremos viver eternamente?
 
Stenio Garcia cita Blaise Pascal: “Tudo o que sei é que devo morrer em breve, mas o que mais ignoro é essa mesma morte que não saberei evitar”.
 
 
 
 
 
 
Observe na resposta à primeira pergunta que o islamismo crê em salvação por obras. O Sami disse que se tivermos em nosso “currículo” ações que agradem a Deus, herdaremos o paraíso. Paulo nos alertou: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2:8,9)
 
Falou o bem o Sami ao responder à segunda pergunta: “Geralmente tememos o que é desconhecido. Em relação á morte, muitos ignoram o que virá depois dela”. O medo da morte ocorre aos que não têm certeza de salvação, pois, mesmo sem saber como é a vida pós-morte em todos os seus pormenores, se tivermos certeza de nosso acesso ao que é bom, não temeremos o fim da vida; ele será visto até como um alívio.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sagrado (88º episódio): Budistas

Os budistas estão com a palavra neste quarto episódio tratando do tema Vida após a morte. O lama Rinchen Khyenrab responde às perguntas:
1) Devemos acreditar que existe uma vida espiritual e eterna?
e
2)  Por que comprometemos nossa vida mesmo sem saber o que vem depois?
 
Christiane Torloni cita Samuel Johnson: “Não importa como uma pessoa morre, e sim como ela vive”.
 
 
 
 
 
 
Os budistas crêem que a vida espiritual que vem após a morte é eterna. Para eles não há a morte eterna. O “castigo” para uma vida desregrada é reencarnar para receber a chance de tentar fazer direito na próxima. A forma como o lama inicia a resposta à primeira pergunta parece deixar no ar a impressão de que ele não tem muita certeza no que prega, não acham? Parece que ele quis dizer “A filosofia budista diz que sim, e eu espero que seja verdade…”.
 
A segunda pergunta do narrador não faz sentido para qualquer pessoa que tenha uma crença religiosa, pois toda ela crê em algo após a morte. Bastava notar que a resposta do lama à primeira pergunta foi SIM (independente d’eu ter dito que ela não pareceu firme)!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Sagrado (87º episódio): Religiões afro-brasileiras

São o seguidores das crenças afro-brasileiras que têm a voz neste terceiro episódio tratando do tema Vida após a morte. Etiene Sales responde às perguntas:
1) Por não sabermos quando nem como ela virá, deixamos de viver plenamente por medo da morte?
e
2)  Temos uma missão espiritual durante a vida que não se encerra na hora da morte?
 
Juliana Paes cita Horácio: “A pálida morte bate com pé igual nos casebres dos pobres e nos palácio dos ricos”.
 
O vídeo deste episódio não está disponível no site de vídeos da Globo. Clique na imagem abaixo, para acessar o site da série, e escolha o vídeo do dia 02/02/2010.
 
 
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As religiões afro-brasileiras crêem em reencarnação! Não me lembro deles terem revelado isso em episódios anteriores! E que resposta confusa essa do Etiene à primeira pergunta, não? Vê só: “A vida deve ser vivida plenamente, mas sem excessos, com responsabilidade e sem medos para que possamos ser conscientes do nosso livre arbítrio; e entendendo que somos responsáveis por nossos atos e pensamentos, e suas consequências”. Não deveria primeiro o indivíduo ser consciente de seu livre arbítrio e da(s) consequências(s) das suas escolhas para que então vivesse plenamente, sem medos? Essa é a lógica, né não?
 
Que fique claro que o deus ao qual o Etiene se refere na resposta à segunda pergunta é Olorum, e não Deus, ou seja, Javé (ou Jeová). Como crêem em reencarnação, os seguidores das religiões afro-brasileiras também crêem que em cada vida o indivíduo tem sim uma missão. Guardam, dessa forma, semelhança com o espiritismo.
 
Para saber mais sobre o que as religiões afro-brasileiras pensam sobre livre arbítrio assista ao episódio 75.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sagrado (86º episódio): Judeus

Judeus têm a voz neste segundo episódio tratando do tema Vida após a morte. Sérgio Margulies responde às perguntas:
1) Qual é nosso destino quando a vida chega ao fim?
e
2)  Preocupamo-nos com nossa conduta moral por medo do que pode nos acontecer após a morte?
 
Nathalia Timberg cita Sêneca: “Não é da morte que temos medo, mas de pensar nela”.
 
 
 
 
 
 
O rabino respondeu à primeira pergunta com perguntas! Aí não mostrou qual é a crença do judaísmo em relação ao assunto.
 
Boa a primeira parte da resposta à segunda pergunta, quando o Sérgio fala da religiosidade, mas a segunda parte foi ruim. Dizer que devemos fazer o certo porque é certo, e não o errado porque é errado, é vago! O que é o certo e o que é o errado? Pro mundo essas coisas são relativas! Deveria, pelo menos, ter dado uma referência de onde ele tira a noção de certo e errado, né? Das Escrituras, de um código sagrado judaico… ou de onde mais?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sagrado (85º episódio): Espíritas

O tema da nova rodada de episódios agora é Vida após a morte. O representante do espiritismo, Cesar Reis, é o primeiro a falar. Ele responde às perguntas:
1) A morte física é o fim de uma vida?
e
2)  Enxergar luzes, ter visões e encontro com amigos ou parentes falecidos – tudo isso relatado por quem teve experiência de quase morte – é aceito pela religião como provas de que existe vida após a morte?
 
Carlos Vereza cita Gustave Flaubert: “Talvez a morte tenha mais segredos para nos revelar que a vida”.
 
O vídeo não se encontra disponível – ainda – no site de vídeos da Globo. Então assista no site da série. Clique na imagem abaixo e selecione o vídeo do dia 29/01/2010.
 
 
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A primeira pergunta deveria ser “ A morte física é fim da existência?”, né não? Ao que parece, ambos os questionamentos foram especialmente escolhidos para deixar o espiritismo bem à vontade para apresentar seus pontos de vista. Vamos ver se este mesmo tipo de questão (ou as mesmas questões) serão feitas aos representantes das outras crenças.
 
O Cesar apresenta uma afirmação falaciosa para defender que existe vida após a morte. Só porque muitas pessoas relatam terem passado por experiências de quase-morte dizendo terem visto parentes e amigos mortos isso não quer dizer que seja verdade o que o espiritismo prega. Aliás (tá certo que não sou entendido em espiritismo), mas se eles dizem que reencarnamos depois de morrer, não deveria se falar de ‘vida após a morte’, mas sim de ‘vida após vida’, não?
 
É difícil engolir essa afirmação do Cesar de que laboratórios de pesquisa científica têm alguma informação que comprove a existência de vida após a morte. Podem até existir laboratórios/cientistas por aí pesquisando o assunto, mas dizer que as ciências estão mergulhadas no tema aí já é forçar a barra. O fato é que a ciência não tem autoridade nenhuma para falar de assuntos espirituais. Seus métodos não se aplicam ao mundo espiritual. Também não vivemos momento luminoso algum, como afirma o Cesar, onde há encontro da aspiração religiosa com a constatação científica. Se for repararmos direito, possivelmente encontraremos que a ciência nunca foi tão inimiga da fé como nos dias de hoje. O próprio meio científico, em algumas áreas, se opõe a quem manifesta alguma crença religiosa. Cientistas cristãos têm sido demitidos de seus cargos em universidades e centros de pesquisa ou relegados ao esquecimento por terem posicionamento religioso que “possa” influenciar em seu “pensamento científico”.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sagrado (84º episódio): Cristãos católicos

Sétimo e último episódio tratando do tema Liberdade de expressão. Maria Clara Bingemer comenta a afirmação:
1) A democracia garante, por lei, a livre manifestação artística. Em certos casos as religiões têm dificuldade em conviver com a liberdade de expressão?
e responde à pergunta:
2)  A censura religiosa à manifestação artística não fere o direito de livre expressão?
 
Tony Ramos cita um provérbio hindu: “Pode-se cortar todas as flores, mas não se pode impedir o retorno da primavera”.
 
 
 
 
 
 
Em suas respostas a Maria Clara apenas confessa que o catolicismo foi contrário à liberdade expressão no passado e defende que hoje a mesma é tida como uma grande conquista do mundo moderno.

Joyful 'toon: Astrônomo

Joyful ‘toon mais recente (número 150).
 
   Joyful 'toon 150_Astronomer PT.BR
 
 
Comentário do autor:

As estrelas podem não soletrá-la em palavras, mas devemos captar a mensagem de que há um criador.

 
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sagrado (83º episódio): Muçulmanos

Sexto episódio tratando do tema Liberdade de expressão. Sami Armed Isbelle comenta a afirmação:
1) Nas sociedades democráticas nada justifica o cerceamento da liberdade de expressão. No entanto, a religião tem sido adversária das artes profanas e até mesmo da ciência;
e responde à pergunta:
2)  Os meios de comunicação costumam fazer críticas sociais e políticas através do humor, do riso que provoca e questiona. Quando valores religiosos são alvos dessas críticas o respeito ao sagrado é abalado? Qual o limite ético para a liberdade expressão?
 
Stenio Garcia cita o Barão de Montesquieu: “A liberdade, esse bem que nos permite desfrutar dos outros bens”.
 
 
 
 
 
 
Os questionamentos deste episódio parecem ter sidos especialmente escolhidos para os muçulmanos, não? Pois, em virtude de notícias relatando atos de intolerância por parte de seguidores do islamismo, há um pensamento no ocidente cristão de que tal religião é pouco favorável à liberdade de expressão.
 
Se as respostas do Samis não são um discurso hipócrita, então vemos que certamente há muitos fanáticos fundamentalistas dentro do islamismo que levam as coisas ao extremo e sujam a imagem de sua religião.
 
Inerente = Que é próprio ou característico de alguém ou algo, ou a ele intrínseco; ESPECÍFICO; PERTINENTE (iDicionário Aulete)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sagrado (82º episódio): Budistas

Quinto episódio tratando do tema Liberdade de expressão. É o lama Rinchen Khyenrab  quem responde às seguintes perguntas:
1) A garantia constitucional de liberdade de expressão e de manifestações artísticas deve prevalecer mesmo quando envolve valores religiosos?
2)  A religiosidade não se manifesta apenas nos templos e lugares sagrados, também está presente nas manifestações culturais laicas, mas muitas vezes como uma visão crítica. A religião sabe conviver com a liberdade expressão?
 
Christiane Torloni cita Platão: “Onde não há igualdade, a amizade não perdura”.
 
 
 
 
 
 
Boas as palavras do lama afirmando que a liberdade de expressão deve ser limitada pela ética do indivíduo e por seus valores religiosos de forma que a mesma seja usada no sentido construtivo e positivo, e não ofensivo, destrutivo. A partir disso aí podemos até deduzir que há um problema quando pessoas desprovidas de valores religiosos fazem uso de sua liberdade de expressão. Restaria a estas recorrer à sua própria ética. Mas será que essa ética consegue distinguir direito as coisas?
 
“Todos os valores religiosos devem ser norteados [dirigidos, orientados] à experiência de felicidade, contentamento e liberdade do ser humano”, disse o Rinchen ao responder à segunda pergunta. Isso confere com o cristianismo desde que a noção de liberdade do budismo seja a mesma nossa. De resto, a fala do lama repete a argumentação da resposta anterior.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sagrado (81º episódio): Religiões afro-brasileiras

Quarto episódio tratando do tema Liberdade de expressão. O pai-de-santo Etiene Sales vem responder às seguintes perguntas:
1) As constituições nas nações democráticas dão ao cidadão o direito de manifestar ideias e opiniões assim como buscar e receber informações. No terreno religioso esse direito é garantido, também é respeitado?
2)  Religião não combina com liberdade de manifestação?
 
Juliana Paes cita um provérbio chinês: “Há três coisas na vida que não voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”.
 
 
 
 
 
 
A segunda pergunta é insinuadora e preconceituosa, algo que deve ser evitado num debate racional. Muitas das perguntas da série parecem ser feitas com o intuito de afrontar, provocar os representantes das diferentes religiões; não parecem ser feitas com o intuito de permitir que cada religião esclareça seu posicionamento em relação a algo. Alguém já notou isso aí?
 
Outra coisa em relação ao segundo questionamento (segunda pergunta mais a fala que vem antes) é que ele é praticamente uma repetição do primeiro questionamento. Liberdade de manifestação não é a mesma coisa que liberdade de expressão? Ou a segunda não já englobaria a primeira? A segunda pergunta deveria ser: “A religião é contrária à liberdade de manifestação?”

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sagrado (80º episódio): Judeus

Terceiro episódio tratando do tema Liberdade de expressão. O rabino Sérgio Margulies vem responder às seguintes perguntas:
1) Usar a religião como um limite não é uma forma de autoritarismo?
2) O mundo intelectual, artístico e cultural geralmente trabalha com valores distintos dos religiosos. Mas isso pode justificar algum tipo de censura?
 
Nathalia Timberg cita Machado de Assis: “A verdade sai do poço sem indagar quem se acha às bordas”.
 
 
 
 
 
 
Faltou ao narrador contextualizar a primeira pergunta! Apesar de antes de formulá-la ele falar do direito garantido pelo estado, não fica claro se a pergunta é também falando do governo (usando a religião como código regulador) ou se ele fala das religiões impondo limites aos próprios membros ou aos outros . Partindo do ponto de que o governo brasileiro é laico entende-se que a pergunta trata do segundo caso, o das religiões querendo impor limites. O rabino mostra que o judaísmo não é contrário à liberdade de expressão, mas que apenas se opõe ao uso abusivo dessa liberdade por alguém para dizer o que bem entender sem medir consequências.
 
O judaísmo crê que a religião não deve censurar outras manifestações em virtude de ser influenciadora delas e de também ser influenciada por elas; tudo está interligado. A verdade prática que observamos é que a censura feita pela religião só é lícita quando aplicada aos seus próprios membros, seguidores. Tentar impor seus limites a quem está de fora é forçar a barra, não é verdade?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sagrado (79º episódio): Espíritas

Segundo episódio tratando do tema Liberdade de expressão. Cesar Reis vem responder às seguintes perguntas:
1) A liberdade de expressão deve garantir tolerância e respeito às diferentes formas de pensar. Esse direito constitucional é compatível com a prática religiosa?
2) Políticas governamentais submetidas a princípios religiosos inevitavelmente cerceiam as produções intelectual e científica. Religião é incompatível com o direito da livre expressão?
 
Carlos Vereza cita Horácio: “Há uma medida nas coisas, existem enfim limites precisos, além dos quais e antes dos quais o bem não pode subsistir”.
 
 
 
 
 
 
“Não podemos imaginar uma prática religiosa divorciada das questões constitucionais”, afirma o Cesar Reis. Partindo do pressuposto de que o termo ‘religiosa’ que ele usa não tem a mesma conotação que ‘religiosidade’ tem para nós, cristãos protestantes, então a afirmação precisa ser repensada. Se as leis do país vierem a proibir determinada prática religiosa (a denúncia do erro da homossexualidade, por exemplo), então as diferentes manifestações de fé deverão aceitar a regra sem questionar, sem se defender, é?
 
O Cesar nem precisava responder à segunda pergunta. Ele devia dizer que isso já foi tratado na série de episódios que falaram do ‘estado laico’. Lá ficou claro que várias crenças, inclusive o espiritismo, se opõem ao estado ligado e/ou regulado pela religião. Ainda que uma religião seja contra o direito de livre expressão, isso só diz respeito ao comportamento dos membros de tal crença. Um estado laico não se submeterá à censura de religião alguma.
 
O espiritismo acredita no evoILUSIONISMO, né? É o que dar pra entender quando o Cesar fala de ‘processo evolutivo’. Será que o home evolui mesmo, em algum sentido? A única que percebo é a evolução do conhecimento científico. Já o homem, este não parece ter melhorado nada desde a queda. A natureza corrompida é a mesma.
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