quarta-feira, 2 de setembro de 2009

CREIO... MAS NÃO ACREDITO



O Credo Apostólico e algumas de suas desconstruções e distorções na igreja pós-moderna.

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Creio em Deus Pai Todo-Poderoso criador do céu e da terra...

Mas não acredito no deus coadjuvante da teologia da prosperidade, o deus desesperado procurando agradar para ser aceito, como alguém com problema de auto-estima. Também não creio no deus totalmente submisso de algumas teologias em voga, um deus refém do nosso livre-arbítrio. Ou ainda, um deus que não é soberano para quem o futuro é tão incerto quanto para qualquer um de nós, por isso nos chama para uma parceria nessa construção do futuro.

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Creio em Jesus Cristo, Filho unigênito...

E em seu ministério terreno: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e nos confiou a palavra da reconciliação” 2 Co. 5:18.
Mas não acredito, e me recuso a fazer parte da confraria dos pregadores sem dono. Esses mesmos que saem por aí com uma Bíblia, uma toalhinha, uma roupa chamativa e um monte de frasesinhas feitas (digo ocas) na cabeça (idem). Cheio de motivações torpes, dentre as quais se destaca o avivamento “caça-níquel-com-prazo-de-validade”. A Bíblia, mero detalhe... A toalhinha faz parte da performance, no fim das contas a mensagem é só para garantir o retorno nas próximas festas, e a oferta, bom deixa pra lá...
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Creio no Espírito Santo...

E na continuidade de seus dons e na distribuição conforme lhe apraz. Mas não acredito nas “profetadas”, coisa mais patética! Às vezes infestam nossos cultos “sem poder” (digo o culto) da forma mais monótona. Antigamente havia pelo menos certo “clima”, não importa se era forjado (digo o clima), hoje não tem nem clima, vai à seco mesmo; é só começar um “zum-zum-zum” e lá está o tal profeta “eis que digo: tenho me agradado...” do quê ? Perguntar não ofende...

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Creio na Santa Igreja universal...

Mas não acredito na igreja que rompeu de vez com o sagrado, cujo culto está mais para programa de auditório, às vezes até daqueles bizarros, adorando o grande “deus entretenimento”, como bem disse A. W. Tozer. Também não acredito na igreja imperial que vive somente para se manter ou manter a cúpula, no fim é a mesma coisa. Não creio na igreja que perdeu o propósito de ser “coluna e esteio da verdade” para ser mais uma divulgadora dos best-sellers de auto-ajuda, ao invés de buscar ajuda do alto. Não acredito nas igrejas de nomes imponentes, que só expressam a megalomania dos seus lideres, puro marketing!

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Creio na comunhão dos santos...

Sim, creio na comum unidade da Igreja, mas não acredito na comunidade das picuinhas intermináveis, sempre pelos motivos mais banais, claro, gente rasa não briga por coisas profundas. Os conteúdos estão fora de qualquer questão, o que incomoda mesmo são as aparências, os rótulos e os formatos. Como bem cantou João Alexandre “ali ninguém conhece a essência, tão somente a aparência de viver em comunhão”.
Àquele que não nos confunde seja a Glória para Sempre!

Francisco Jr

Fonte: Adoracão e Pregacão

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