segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Não desperdice sua vida

Uma rápida palavra de John Piper. O vídeo está ligado ao seu livro Don’t Waste your Life.
 
O livro tem um site (http://dontwasteyourlife.com) no estilo de um blog. Lá você encontrará o livro disponível para download gratuito no formato PDF, papéis de parede, outros vídeos relacionados ao tema, notícias etc.. Tá tudo em inglês, viu? Inclusive o livro! Mas quem sabe essa não é uma boa hora pra você unir o útil ao agradável, ou seja, ler literatura cristã exercitando o que você aprendeu da língua inglesa, hein? Se quiser, porém, lê-lo em português, aí você vai ter que comprar! Pode comprar ele aqui, ó!
 
 
 
 
Achado no vemver.TV
 
 
Neste post aqui do dLIVEr blog há um índice com 10 vídeos hospedados no Youtube (com legendas em português) intitulados A Essência da Vida Não Desperdiçada. Ainda não assisti, mas certamente devem estar ligados ao livro, uma vez que o dLIVEr postou junto a imagem da capa dele.

Analisando a parábola das dez virgens

As virgens sábias e as virgens tolas [Peter von Cornelius]
As virgens sábias e as virgens tolas (Peter von Cornelius na Wikipedia)
Uma análise devidamente contextualizada da parábola das dez virgens feita por Hermes C. Fernandes.


Uma das passagens mais usadas para aterrorizar os crentes é a parábola das Dez Virgens. De acordo com a interpretação de alguns pregadores, a parábola indica que apenas uma porcentagem dos crentes em Jesus participariam do Arrebatamento, e os demais seriam deixados para trás. Se formos um pouco mais literais, somente 50% dos crentes serão realmente salvos. Os demais estão entre os imprudentes, que serão pegos de surpresa, despreparados, e por isso, inaptos para subir com Cristo. Será que tal interpretação faz jus àquilo que Jesus intentava dizer aos Seus discípulos?

Nessa parábola, Jesus está falando da chegada do reino, e não de Sua segunda Vinda. E o Seu reino foi inaugurado ainda em Seu primeiro advento.

O texto diz que “o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo” (Mt.25:1).

Sôa até estranho, se não atentarmos para o contexto cultural da época. Estaria Jesus defendendo algum tipo de poligamia? Por que “dez virgens”, em vez de apenas uma? Teria Jesus mais de uma noiva?

As virgens da parábola não seriam desposadas pelo noivo. Elas eram como “madrinhas” da noiva. Fazia parte do ritual de bodas judaicas, o encontro das “madrinhas” virgens, com o noivo, para acompanhá-lo até a noiva.

Ora, o noivo da parábola representa o próprio Cristo. E a noiva, embora não figure na parábola, é a Igreja. Quem seriam, então, as virgens? Elas representam o povo judeu.

É interessante que em outra passagem, João Batista se apresenta como “o amigo do Noivo”. Além das virgens madrinhas, o noivo também era assistido por um amigo, geralmente, aquele que fosse considerado o melhor amigo. Assim como não podemos confundir o noivo com o amigo do noivo, também não podemos confundir a noiva com as dez virgens.

Ao ser confundido com o Cristo, João respondeu: “Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. A noiva pertence ao noivo. O amigo do noivo, que lhe assiste, espera e ouve, e alegra-se muito com a voz do noivo. Essa alegria é minha, e agora está completa” (Jo.3:28b-29).

De acordo com o protocolo, as virgens madrinhas deveriam sair ao encontro do noivo, portando lâmpadas devidamente acesas.

Segundo a parábola, dentre as dez virgens, cinco eram prudentes, e cinco eram insensatas.
As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com suas lâmpadas. Demorando o noivo, todas elas acabaram cochilando e dormindo” (Mt.25:3-5).

Repare no detalhe: todas elas acabaram dormindo. Ficaram desatentas, e cochilaram. A diferença entre elas era o suplemente extra de azeite que cinco delas haviam trago. Portanto, a questão não era apenas de vigilância, como bradam os pregadores, mas de prevenção e prudência. Ser prudente aqui, é ser precavido.

Por isso, não parece razoável usar esse texto para amendrontar os crentes, fazendo-os duvidar de sua salvação, temendo que o Senhor lhes flagre “dormindo”.

Paulo escreve acerca disso em sua primeira epístola endereçada à igreja em Tessalônica:

Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas, não necessitais de que se vos escreva, pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite (sem aviso prévio) (...) Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Todos vós sois filhos da luz, e filhos do dia. Nós não somos da noite, nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios. Pois os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite. Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios (...) Pois Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele” (5:1-2,4-8a, 9-10).

É claro que devemos “vigiar”, isto é, estar atentos, para que não sejamos surpreendidos. Entretanto, quer vigiemos ou durmamos, nosso encontro com o Senhor é garantido. O risco é o de sermos pegos de surpresa, e não o de sermos condenados.

Voltando à parábola:

Mas, à meia-noite ouviu-se um grito: Aí vem o noivo, saí ao seu encontro” (Mt.25:6).

Esse “grito-convocação” foi o grito dos profetas, dos quais, João foi o último expoente. Apenas parte do povo judeu deu ouvidos ao alarde profético. A outra parte se manteve surda e insensível ao apelo de Deus. Faltava-lhes o azeite, a luz, a revelação. Seu coração foi endurecido.
Paulo compreendia bem tal situação, pois a havia testemunhado. Em sua última investida evangelística direcionada aos judeus, o apóstolo dos gentios se viu profundamente decepcionado com seus patrícios.

Segundo o relato de Atos, dentre os judeus que vieram ao seu encontro em Roma, “alguns foram persuadidos pelo que ele dizia, mas outros não creram” (28:24). Os que criam eram as virgens prudentes, e os que desdenhavam eram as virgens insensatas. Suas lâmpadas estavam apagadas. Lucas diz que eles “discordaram entre si, e começaram a sair, havendo Paulo dito esta palavra: Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías: Vai a este povo, e dize: Ouvindo, ouvireis, e de maneira nenhuma entendereis; vendo, vereis, e de maneira nenhuma percebereis. Pois o coração deste povo está endurecido; com os ouvidos ouviram pesadamente, e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, e se convertam e eu os cure” (Atos 28:25-27).

Dentre os filhos de Israel, somente o remanescente pôde entrar no Reino de Deus. Quem são os remanescentes? Os que deram ouvidos ao grito profético, e foram ao encontro do Noivo. Isso é confirmado por outras passagens, como aquela que Paulo menciona aos Romanos: “Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo”( Rm.9:27).

Somente os que atentarem para as profecias, e se derem conta de que elas falam de Jesus de Nazaré, e confiarem em Sua provisão para a salvação, serão, de fato, salvos.

Ninguém será salvo por pertencer a uma etnia, ou por ter o sangue de Abraão correndo em suas veias.

É Paulo quem declara: “Tenho declarado tanto aos judeus como aos gregos que devem se converter a Deus, arrepender-se e ter fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (At.20:21).

Por todo o livro de Atos encontramos o cumprimento da parábola das virgens. Em Antioquia, por exemplo, “muitos dos judeus e dos prosélitos devotos seguiram a Paulo e Barnabé, os quais, falando-lhes, exortavam-nos a que permanecessem na graça de Deus” (At.13:43). Esses equivalem às “virgens prudentes”. Mas logo abraixo no texto, lemos que “os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja, e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava” (v.45). Esses equivalem às “virgens insensatas”.

A parábola prossegue:

Então todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas. E as insensatas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite; as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam: Não seja o caso que nos falte a nós e a vós. Ide antes aos que o vendem, e comprai-o” (Mt.25:7-9).

De quem elas deveriam comprar o azeite? Onde encontrariam a luz de que suas lâmpadas necessitavam? Com a palavra, Simão Pedro, o apóstolo da circuncisão:

E temos ainda mais firme a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que ilumina em lugar escuro, até que o dia clareie, e a estrela da manhã surja em vossos corações” (2 Pe.1:19).

Revelação não é algo que se possa receber de terceiros. Não há como terceirizá-la. Tem-se que buscar na fonte. Podemos adquirir informação através de outros, mas só adquiriremos “azeite” para nossas lâmpadas, se buscarmos diretamente na fonte. Por isso Jesus insistia: “Examinai as Escrituras...”

Por muitos séculos, os judeus negligenciaram a Palavra. Por isso, foram incapazes de reconhecer o Messias, quando Ele apareceu nas ruas da Galiléia.

Quando procuraram por Paulo em Roma, queriam um pouco de azeite para suas lâmpadas, mas a porta já se havia fechado. Como disse Jesus, o Reino lhes fora tirado, e entregue a um outro povo, a igreja. Somente os remanescentes* “entraram com ele para as bodas”.

Para esse “remanescente”, a porta sempre estará aberta. Como bem afirmou o apóstolo: “Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça” (Rm.11:5).

Como vimos, a parábola das virgens jamais teve a intenção de causar pânico aos seguidores de Cristo. Não estamos nem entre as cinco prudentes, nem entre as cinco insensatas. Somos a única noiva do Cordeiro, aquela que está sendo preparada para ser apresentada “como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co.11:2).

Christus Victor!

* a palavra remanescente aparece nas bíblias NVI e ARA.

Fonte: O post original do Hermes tá nesse link aqui.


Veja também:
Churrasco do Carlão [uma parábola pros dias de hoje?]

Brincando de morto

After Eden_Playing Dead 
 
Tradução:
Balão » Que tipo de fingimento os opossuns praticavam
antes que houvesse morte no mundo?
Rodapé » Muitas coisas mudaram desde o Éden, inclusive opossuns.
 
 
Publicado aqui sob a autorização de Dan Lietha (AFTER EDEN).
Agradecimentos a Martin Erwin (Christian Cartoons).
 
Tradução por Mural na Net.
 
 
Curiosidade:
Segundo o Dicionário Online de Português, opossum é um mamífero da América, da ordem dos marsupiais, cuja pele é muito apreciada como abrigo. Nunca vi um bicho desse, mas sei que ele é conhecido por se fingir de morto em situações de perigo. Um casal deles aparece no desenho animado (animação computadorizada) Os sem Floresta – as cenas onde eles se fingem de mortos são bem engraçadas.
 
Mas a pergunta que não quer calar é essa da menininha do cartum. Quem aí pode responder? Veja abaixo o resultado da enquete feita em outubro de 2009 a respeito. Apenas 6 pessoas votaram, infelizmente! :-((
 
 
image
 
 
No gráfico acima, as opções 1 a 8 são, respectivamente:
1. Estar dormindo
2. Nada. Não precisavam fingir nada pra ninguém!
3. De morto mesmo, ora! Esse era o trunfo!
4. Ficavam paralisados feito uma estátua
5. Ser um outro bicho que fosse perigoso
6. Ser um gambá
7. Opossuns não podem ter existido antes da morte!
8. Tenho outra opinião

sábado, 29 de agosto de 2009

3D Maze

Um jogo pra dar nó no seu raciocínio espacial é esse 3D Maze.
 
Gosta de jogos com labirintos como o Maze Frenzy? Então que tal agora percorrer um labirinto em 3 dimensões, hum? O que me diz?
 
O seu objetivo no jogo é levar a bolinha azul ao encontro da vermelha.
 
 
3D Maze
 
 
Os movimentos do jogo são todos pelo teclado:
 
◙ a barra de espaço faz a bolinha azul andar (pressione-a continuamente);
◙ as setas fazem o labirinto girar em torno do seu ponto central;
◙ a combinação shift + setas (as duas juntas) fazem o labirinto girar momentaneamente, isto é, depois de soltar as teclas o bicho volta à posição anterior;
◙ a combinação Ctrl + setas (as duas juntas) também fazem o labirinto girar, mas parece que é de uma forma mais organizada.
 
Um pequeno detalhe… a bolinha azul só andará se o caminho onde ela puder se mover estiver direcionado/apontado pra dentro do desenho, que nem a situação que você tá vendo na figura acima; aí sim pode apertar a tecla de espaço que a bolinha se move.
 
No começo você certamente vai apanhar um bocado dos controles do jogo. hi hiii
 
 
Boa diversão!

Logomarcas para a época da crise

09020802_blog_uncovering_org_logos
 
 
Como ficam nessa época da crise as logomarcas das empresas mais conhecidas no mundo? A Ford ganhou essa paródia aí acima!
 
Veja como ficam as de outras marcas visitando esse post aqui do Obvious.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Porque ‘abençoamos’ os espirros?

Conheça as raízes históricas dessa prática.
 
 
The Sneeze [xpistwv em MorgueFile] No Brasil, quando uma pessoa espirra, dizemos “saúde”, mas em Portugal se fala mais “santinho“. Nos países de língua inglesa, a expressão mais utilizada nessas situações é “bless you”, que vem de “god bless you”, e significa “deus te abençoe”. As pessoas fazem isso por hábito e consideram que seja a coisa adequada a se fazer. É bem possível que o “saúde” dos brasileiros e o “benção” dos estadunidenses tenham a mesma origem.
 
Entretanto, ninguém deseja saúde ou abençoa quando alguém arrota ou solta gases. Mesmo assim, o espirro é uma reação corporal tão normal quanto aquelas, então, por estas culturas que desejam bençãos em casamentos e batizados fazem o mesmo para um espirro?
 
Existem algumas teorias que tentam explicar a origem disso: uma das mais comuns é que, antigamente, na Europa, durante as crises da peste bubônica, acreditava-se que a alma da pessoa ficava desprotegida durante o espirro, e por isso as pessoas abençoavam quem espirrava, para protegê-los.
 
Em outras culturas, espirros não são vistos como um sinal de falta de proteção contra o diabo, mas mesmo assim têm superstições associadas aos espirros. No Japão, espirrar sem motivo aparente é um sinal de que alguém está falando de você, parecido com aquela história de ficar com a orelha quente.
 
Quanto à superstição do espirro, existem vários sentidos para uma benção, desde a invocação de um poder divino, um encorajamento de boa sorte ou até uma aprovação. Em algumas religiões, é sugerido que as pessoas abençoem seus inimigos, em vez de amaldiçoá-los. Na Bíblia cristã, por exemplo, uma passagem sugere isso. A ideia de abençoar seus inimigos consiste em invocar um poder superior para intervir a seu favor – mesmo que seja para algo bom acontecer à pessoa e ela deixar de ser sua inimiga. Então, quando espirrar da próxima vez: “saúde e deus te abençoe!”.
 
Fonte: Examiner via HyperScience; foto de xpistwv em MorgueFile
 
 
 
E por falar em espirro, vem à mente uma certa gripe que anda assolando o mundo ultimamente. Aí talvez você também se interesse em ler:
◙ Espirro lembra doença e doença lembra remédio. Lê isso aqui então: Remédios especiais

Sermão digno de ir pro Guinness Book

 Church Mice_3 seconds

Pregador:
Tenho recebido queixas de que meus sermões são muito longos.
Então vou tentar passar a mensagem de hoje de forma curta…

Pregador:
Deus bom…
Diabo Mau!
Amém!

Pregador:
3,2 segundos!

[ouvintes aplaudem]

Um dos ouvintes:
Podemos ir pro almoço agora?
 
 
Publicado aqui sob a autorização de Karl Zorowski (Church Mice).
Agradecimentos a Martin Erwin (Christian Cartoons).
 
Tradução por Mural na Net.
 
 
 
Veja outros cartuns clicando em Cartum/Charge lá nas Categorias de Artigos (barra lateral do blog).

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Fé Cristã e Cultura Contemporânea

Fé crista e cultura contemporâneaFé Cristã e Cultura Contemporânea - Cosmovisão cristã, igreja local e transformação integral
 
Livro de Leonardo Ramos e outros sugerido e também à venda no site da Editora Ultimato.
 
As mudanças culturais enfrentadas pela sociedade brasileira, a globalização e o consumismo são desafios cada vez mais presentes na vida cristã. A adesão a métodos, o consumo de experiências religiosas e a ausência de uma ética bíblica fazem parte do dia-a-dia de grande parte das comunidades evangélicas brasileiras.

É raro perceber alguma articulação com bases bíblicas que contraponha a tendência cultural dominante. Não há uma mentalidade evangélica. Assim, muitos cristãos assumem formas de pensamento que revelam uma visão limitada do senhorio de Cristo e do alcance do reino de Deus.

Fé Cristã e Cultura Contemporânea apresenta a cosmovisão cristã como fonte e ferramenta de transformação e, ao mesmo tempo, aponta as possibilidades da prática cristã integral em áreas como ação social, arte, psicologia e economia. Uma leitura essencial para os cristãos que querem responder às perguntas do nosso tempo e atuar nos diferentes campos da cultura.

Leia o resto da sinopse, o sumário e parte do livro (até o primeiro capítulo, em PDF, on line) e conheça um pouquinho sobre o autor nesta página aqui da Editora Ultimato, e/ou visite o hotsite do livro, onde, entre outras coisas, você pode falar com os autores/organizadores e participar de um fórum.
 
 
►► Veja outras dicas de livros clicando em Dica de leitura lá nas nossas Categorias de Artigos (barra lateral do blog).

Cão babá de leões

Cão labrador cuida de leõezinhos na África, diz a legenda desse vídeo lá da TV UOL.
 
 
Clique sobre a imagem para ir à página do vídeo.
 
Cão labrador e leõezinhos 
 
 
O mundo animal também tem lições pra nos dar.
 
 
 
Talvez você também ache interessante:

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Joyful ‘toon: Carta de amor

E aqui vai o Joyful 'toon mais recente, publicado pelo Mike no começo desta semana.
 
 
Clique sobre a imagem para vê-la em tamanho maior.
 
 
 Joyful 'toon 135_Love letter PT
 
 
Comentário do autor:

Quando nós demonstramos amor pelos nosso vizinhos, nós nos tornamos algo como uma uma carta de amor de Jesus para elas.

 
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

Aleluia, Jesus Cristo Ressuscitou!!!

Ainda sobre o JESUS MOVEMENT... Existe um documentário de 30 min sobre o movimento, no Youtube. Vamos tentar traduzi-lo e postar aqui no mural pra vocês. Enquanto isso, fique ao som contagiante de "Hallelujah, Hallelujah; Jesus Christ is Risen" na voz de Debby Kerner. E quem dera aqueles tempos voltassem, o tempo dos "Jesus Freaks", os loucos de Jesus. Fiquem na paz e cantemos "Aleluia, Jesus Cristo Ressuscitou".


Woodstock e Jesus Movement, 40 anos de contracultura



Por volta de 1967 aconteceu nos Estados Unidos algo impressionante. Parece que Deus decidiu que iria visitar o pessoal de uma maneira diferente. O que se deu a partir daquela época nos afeta até hoje, um grande movimento de fé e salvação que poucas pessoas ouviram falar (pelo menos no nosso meio), o “Jesus Movement” (ou, “movimento de Jesus). Longe de mim querer decifrar teologicamente o que aconteceu; apenas quero compartilhar com vocês algo que descobri e tem me feito repensar o que é fé, igreja, pregação e tudo o mais…

O Jesus Movement teve início na Califórnia e foi se espalhando por várias cidades, faculdades; onde havia jovens essa onda foi se espalhando através da música, das artes e dos esportes. Havia nessa época o movimento hippie, a rebeldia, a “contra-cultura”. Era a época das drogas, das “viagens espirituais”, a época de Aquários. Tudo isso colaborou para que essa sede pelo radical, pelo novo e pelo sobrenatural brotasse no coração da moçada.

As Igrejas tradicionais não conseguiam absorver essa geração de malucos, e por isso criou-se todo um pano de fundo propício para que o Evangelho fosse pregado de maneiras “alternativas”, com o surgimento dos grupos caseiros, pregações nas praias e nas quadras esportivas. Os pastores relutavam em receber em seus templos jovens cabeludos, fumando, com aquelas músicas esquisitas. Alguns poucos pastores tiveram a coragem de romper esse preconceito e apoiar o ministério entre os “malucos”.

Muitas comunidades “underground” foram surgindo para absorver as novas conversões desse pessoal esquisito. Surgiu a fusão do rock e a música gospel (sacra) e vários jornais (tipo os fanzines que os fã-clubes editavam) eram publicados para atingir a galera. Esses foram instrumentos poderosos para o avivamento que se espalhava. É verdade que muitas comunidades radicais e heréticas surgiram junto com esse movimento todo, mas a maioria foi de algo saudável e bíblico.

Somente em 1970 a mídia americana notou a existência desse movimento, e os jovens eram chamados de “Jesus Freaks” (Loucos de Jesus). As redes de televisão começaram a notar que se tratava realmente de um “movimento”, e começaram a divulgar os grandes batismos feitos nas praias, as enormes reuniões de oração e os festivais de música cristã. Importantes veículos de comunicação como as revistas Time, Newsweek, Life eRolling Stone registraram esses eventos. Dentre tantos, “Jesus Movement” era um dos fenômenos sociais mais notáveis da década de 60/70.

Com o final da guerra do Vietnã, os ideais de paz e amor chegavam ao fim. Todo o idealismo de uma época também começava a dar sinais de exaustão. O “Jesus Movement” também foi murchando, até ter o seu fim no meio dos anos 70. Mas seus frutos estão aí: ministérios surgiram, igrejas foram organizadas, bandas gravaram suas músicas. Nada foi igual depois do “Jesus Movement”.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Não temos medo de pensar. Temos medo de não amar.

Foto: kininha


Não temos medo de (re) pensar conceitos sobre Deus. Temos medo de não (re) amar como Cristo, quem na realidade não amamos: os mendigos, os pobres, os excluídos, os marginalizados, as crianças africanas, os homens e mulheres de Darfur.

Não temos medo de incertezas. Temos medo que nosso Amor deixe de ser nossa bandeira do Reino de Deus.

Não temos medo de não saber. Temos medo das certezas que prendem Deus a um esquema.

Não temos medo de questionar dogmas. Temos medo de que os dogmas impeçam a transformação de vidas.

Não temos medo do inferno. Temos medo de que nossas mãos se fechem, e não possam ajudar o nosso próximo a sair de sua existência-inferno. Ou pior, que as nossas próprias mãos sejam as quais o empurra para esta existência-inferno.

Não temos medo de devanear teorias loucas. Temos medo que a loucura desse mundo violento cegue nossos olhos a ponto de sempre que pararmos num farol, nesta cidade-sombria, fechemos nossos vidros para a sinceridade dos filhos da injustiça.

Não entendemos como problema sair do molde da teologia sistemática. Temos medo de sistematizar Deus e modela-lo a algum padrão.

Nós não temos medo de chorar por nós mesmos. Nós temos medo de que não mais choremos o choro dos outros.

Não sentimos culpas pelas nossas dúvidas. Mas pedimos que nos lembre sempre de amar como Cristo.

Não temos medo ter uma fé cheia de espelhos em enigmas e despedaçada, que não tem a precisão de uma fé “face a face”. Temos medo de perder o que existe de mais precioso: Amar.

Não temos medo de balançar alicerces religiosos construídos por pensamentos humanos. Temos medo de perder a doçura e a simplicidade de Jesus.

Não temos medo de sermos rejeitados pela instituição. Temos medo da hipocrisia religiosa.

Não temos medo de sermos chamados de hereges. Temos medo de compactuar com o sistema religioso e seus interesses, e esquecermos de amar pessoas.

Não temos a pretensão que nossos argumentos tenham todos os versículos a favor, e assim entrarmos numa guerra de versículos. Temos medo que nós não cumpramos aquilo que Cristo chamou de o resumo da lei e dos profetas: Amar a Deus e ao próximo.

Não temos medo de nos manifestar a favor de alguém. Desde que esse alguém não se esqueça que o conceito central do cristianismo é o amor.

Aprendemos que não podemos ficar presos às amarras da religião e da instituição.
Aprendemos que Deus está acima da religião.
Aprendemos que no Reino não importa o que se pensa, importa o que se ama.
Aprendemos a olhar pessoas como “filhos de Deus”, e amá-las incondicionalmente.
Aprendemos que qualquer um que tenta abrir os olhos de pessoas encabrestadas pela religião, acaba sendo queimado na fogueira da instituição.

Estamos seguros que o Verdadeiro Amor lança fora todo medo, e por isso não temos medo de caminhar com alguém que nos ensina a lidar responsavelmente com a liberdade do amor.

Lucas Lujan e Suênio Alves

Elo, um legado de amor e qualidade para todas as gerações



Quem teve o privilégio de ouvir o Grupo Elo sabe que qualquer coisa que se fale da banda é muito pouco para expressar o que eles representaram e ainda representam para a música cristã brasileira.

Em uma época em que o mundo evangélico rejeitava instrumentos elétricos e baterias em seus santuários, o Grupo Elo quebrou todos os paradigmas daquela época com uma música de grande impacto, e de uma qualidade ímpar, trazendo uma mensagem de salvação fiel ao evangelho, falando à juventude daqueles e dos nossos dias.

Quem teve o privilégio de ouvir este grupo (ao vivo, k7, vinil ou CD) sabe bem da qualidade e do respeito com que éramos tratados quando se consumia canções do GRUPO ELO. Eram letras, música e arranjos de primeira linha. Até hoje temos boas referências com estes poucos trabalhos que o Grupo Elo nos deixou, mas vale a pena ouvir mais uma vez estas preciosidades.

“O Grupo Elo sugiu em 1978 para ser uma das iniciativas evangelísticas e de edificação da Editora Musical E Literária Elo. O Grupo foi fundado por Jayro Trench Gonçalves (mais conhecido como Jairinho) e Paulo César da Silva, acompanhados por suas respectivas esposas, Hélia Trench Gonçalves e Nilma Soares da Silva, e pelo casal Dick Torrans e Nancy Torrans.

A Editora Musical E Literária Elo foi estabelecida como uma companhia privada, mantida com recursos próprios, com o objetivo de produzir música Gospel de excelente qualidade no Brasil. Como a Editora alcançou a venda de um número recorde de discos e livros, bem como produziu uma revista bimestral (Revista Elo), que alcançou um vasto universo de assinates. Ela foi capaz de se auto-sustentar sem maiores dificuldades.

Entretanto, abalados pela trágica morte de Jayrinho, sua esposa Hélia, e o seu filho André Felipe, em um acidente de carro em Atibaia, São Paulo, a companhia decidiu parar com as suas atividades em 1981. Os outros dois filhos do casal, Jayro Filho e Melissa, estão vivos até hoje e são uma fonte de bênção para a família e amigos.

Apesar de ter parado com as suas atividades formais e normais, a Editora Musical E Literária Elo tem mantido o seu registro comercial durante todos estes anos. Ela tem permitido que um número limitado de seus produtos seja distribuído pelo grupo Vencedores por Cristo, também estabelecido em São Paulo, Brasil.

Do grupo musical daqueles dias, Inaye, Nilma, Reginaldo, Beto, Paulo César, Oscar e Tim continuam com suas atividades profissionais particulares. Devido a inúmeros pedidos de amigos e admiradores em várias partes do Brasil e do Mundo, o Grupo Elo (a banda) decidiu criar um website com o objetivo de manter contato com os milhares de amigos que conheceram o grupo e ainda tocam suas músicas, que você pode conferir no link abaixo.”

(Trecho extraído do website do grupo)

Grupo Elo - Website oficial (em inglês) ou veja-o em português com auxílio do Tradutor do Google (Não é uma tradução perfeita não, mas quebra o galho).


E, nas palavras do próprio Grupo, o Som do Mural deseja para todos aqueles que nunca ouviram o Grupo Elo, que vocês possam, ao ouvir as músicas do grupo, encontrar Cristo e a salvação que Ele oferece a todo o que nEle crê.








Joyful 'toon: Prescrição de Deus

Esse é o penúltimo Joyful 'toon publicado pelo Mike (o 134º). Os que publicamos antes são ainda do começo da série de cartuns. Vamos tentar traduzir os Joyful ‘toons mais recentes assim que o autor publicá-los. Dessa forma, os divulgaremos tão logo o Mike produza a versão traduzida. E ao longo da semana publicaremos os mais antigos também a medida que o Mike os produzir.
 
 
Clique sobre a imagem para vê-la em tamanho maior.
 
 
Joyful 'toon 134_God's Prescription PT.BR
 
 
Comentário do autor:

Uma tradução alternativa para a palavra "saúde", no versículo, é "remédio". A palavra de Deus é bom remédio para todo o nosso ser: espírito, alma e corpo.

 
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

domingo, 23 de agosto de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Building Blaster

Nada de raciocínio lógico ou estratégia muito complexa pra solucionar problemas onde a meta é o bem de algum personagem bonitinho e fofinho! Não! O objetivo de Building Blaster é destruir!!!! Yeaaah!
 
Calma, porém! Não é pra destruir qualquer coisa ou o mundo com objetivos maléficos, pois building blaster significa explodidor de edifícios, o que quer dizer que nesse joguinho você é um “engenheiro de demolições”. Quanto maior a bagaceira que você fizer, mais din din ($) você ganhará.
 
 
Building Blaster 2
 
 
As regras do jogo são simples, conforme você pode ver na figura abaixo.
 
 
Building Blaster 1
 
 
Seguindo a numeração na figura acima, você vê que o negócio funciona assim:
 
1. Arraste os explosivos para a área desejada;
 
2. Pressione – ou + para ajustar o timer dos explosivos (o tempo está em segundos);
 
3. Pressione Detonate (o botão vermelho no centro da barra que tá na parte inferior da tela);
 
4. Atinja o resultado (Goal). O jogo permite jogar a mesma fase ilimitadas vezes. Enquanto estiver numa fase pressione Reset para reiniciar a mesma (botão verde) ou escolha a opção Replay Level na tela que surgirá após encerrar a fase. Quanto mais o longe o ponteiro for na área verde, mais perto do objetivo principal (não deixar nada de pé! é claro) você chegou;
 
5. Deixe as partes avermelhadas intocadas para ganhar mais pontos, quer dizer, dinheiro ($);
 
6. Combine bombas para alcançar maior poder explosivo.
 
 
Boa diversão!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Casamento animado

Tá pra aparecer gente fazendo cerimônia de casamento mais animada que essa!
 
 

Boas boas-vindas essas!

Creio que esta deve ter sido uma das primeiras tirinhas (ou a primeira mesmo) que o Karl fez do Church Mice.
 
 
Church Mice_Marching band

Diácono:
Bem-vindo ao corpo de
obreiros, pregador… Tem alguma pergunta?

Pregador:
Sim… qual o tamanho do seu coral?

Diácono:
Ah, nós não temos um coral!

Reverendo:
O quê? Não há coral?

Diácono:
Não. Nós o substituímos
por uma banda marcial! Ajuda a manter a congregação acordada!
 
 
Publicado aqui sob a autorização de Karl Zorowski (Church Mice).
Agradecimentos a Martin Erwin (Christian Cartoons).
 
Tradução por Mural na Net.
 
 
 
Veja outros cartuns clicando em Cartum/Charge lá nas Categorias de Artigos (barra lateral do blog).

Fé até demais

Educação religiosa nas escolas vira polêmica! Seria somente cômico se também não fosse trágico!
 
Essa versão aí tem som e legenda; portanto, se não quiser, não precisa ligar as caixas de som.
 
 
 
 
Veja também:

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Agostinho e o tempo

Yellow wall clock [123RF.com]
Uma matéria da revista Filosofia (Portal Ciência e Vida) mostrando as reflexões filosóficas de Agostinho a respeito do tempo.



O QUE É O TEMPO?

A reflexão filosófica de Agostinho sobre o tempo é uma de suas mais brilhantes análises filosóficas, a qual o torna, embora sendo um pensador medieval, muito mais contemporâneo do que muitos outros da atualidade. O modo como Agostinho expõe suas interrogações com relação ao tempo marca a reflexão ocidental até os dias de hoje.

Questiona Agostinho: “Que é, pois, o tempo? Quem poderá explicá-lo clara e brevemente? Quem o poderá apreender, mesmo só com o pensamento, para depois nos traduzir por palavras o seu conceito? E que assunto mais familiar e mais batido nas nossas conversas do que o tempo? Quando dele falamos, compreendemos o que dizemos. Compreendemos também o que nos dizem quando dele nos falam. O que é, por conseguinte, o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei.”

Agostinho defronta-se com algumas dificuldades principais ao falar sobre o tempo: não podemos apreendê-lo, pois o tempo nos escapa, não conseguimos medi-lo. E também não podemos percebê-lo.

Esse aí acima foi só um trecho; clique aqui para ler o texto completo.
Veja também:
Mordomia do tempo [dica de leitura] ◙
Tempo de estudar [cartum] ◙

O deus das trincheiras

brasil-reza-confederacoes-436
Seleção brasileira orando na final da Copa das Confederações 2009
(AP Phot/Themba Hadebe via Abril).
 
 
Tão querendo proibir manifestações de fé nos gramados do futebol. Muitos têm se incomodado com as demonstrações de fé dos jogadores e têm se pronunciado manifestando visões um tanto preconceituosas e desvirtuadas – pelo menos em alguns pontos. Vê só aí abaixo uma crônica do Luís Fernando Veríssimo.
 
 
O deus das trincheiras
 
Dizem que na Primeira Guerra Mundial, durante as tréguas de Natal, de uma trincheira se podiam ouvir as comemorações na trincheira inimiga. Nos dois lados cantavam hinos cristãos e havia sermões e imprecações a Deus, que era o mesmo para os dois lados, mesmo que as religiões não fossem as mesmas. Os capelães militares sempre tiveram a dura tarefa de convencer as tropas e a si próprios de que o Deus a que rezavam lhes daria a vitória. Já que não podiam dizer que cada lado tinha o seu Deus e o deles era mais forte, inferiam que o Deus invocado era único mas tinha seus gostos, e os preferia. Deus torcia por eles, não importava o que dissessem os capelães do inimigo.
 
 
 
 
Veja também:
A fé incomoda (também falando da seleção brasileira)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Pense Diferente

Nós não somos diferentes. Os outros é que são iguais.
Veja e pense diferente.
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E por falar em DIFERENÇAS, talvez você também ache interessante ver:

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Tomando posse

Foto: Paulo Cesa


Excelente texto do Raphael Rap do Rapensando. Confira e comente.

Alteraram o significado de fé, agora chamam de "tomar posse". Junto com a nova roupagem semântica o conceito de fé também vem se alterando. Se na Bíblia fé é a certeza das coisas que não se vêem, hoje fé não passa da certeza das coisas que nós supomos que acontecerão.

Enquanto a fé bíblica fala sobre confiança em Deus, o "tomar posse" exalta o egoísmo e põe a confiança na intensidade da petição.

Enquanto os heróis da fé não pensam em nada mais além da vontade divina, os heróis da "promessa de Deus" olham para si mesmos e suas necessidades.

Ter fé não é crer apesar das dúvidas, é questionar sinceramente apesar de crer.

Fonte: http://rapensando.blogspot.com
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Veja também:

O Deus que age fora de nossos arraiais

Com o devido discernimento, um texto legal para refletir sobre graça divina e música secular.
 
 
por Digão
 
Para começarmos nossa presente discussão, gostaria de compartilhar duas composições de duas bandas que começaram suas atividades nos anos 70. A primeira letra diz o seguinte:
 
Você já pensou sobre sua alma
Será que ela pode ser salva?
Ou talvez você pense que quando estiver morto
Você vai simplesmente ficar no túmulo
Deus é só um pensamento na sua cabeça
Ou ele é uma parte de você?
Cristo é só um nome que você leu em um livro
Quando você estava na escola?
Quando você pensa na morte, você perde o fôlego
Ou fica tranqüilo?
Você gostaria de ver o papa enforcado?
Você acha que ele é bobo?
Bem, eu vi a verdade, sim, eu vi a luz
E mudei o meu caminho
E estarei preparado quando você estiver sozinho e assustado
No fim de nossos dias
Será que você ficaria com medo do que seus amigos poderiam dizer
Se eles soubessem que você crê no Deus Altíssimo?
Eles compreenderiam antes de criticar
Que Jesus é o único caminho para o amor
Sua mente é tão pequena que você tem que desabar
Com a sua turma por onde quer que você corra?
Você ainda zomba quando a morte se aproxima
E diz que eles podem muito bem adorar o sol?
Acho que é verdade que foi gente como você
Que crucificou a Cristo
Acho triste que a sua opinião
Tenha sido a única levada em consideração
Você estará tão certo quando o seu dia chegar
Ao dizer que não crê?
Você teve a chance, mas você a jogou fora
Agora você não pode reavê-la
Talvez você pense antes de dizer que
Deus está morto e enterrado
Abra seus olhos e entenda que Ele é o Único
O Único que pode salvar você de todo este pecado e ódio
Ou você ainda zomba de tudo o que ouve?
Sim, acho que é tarde demais.
 
É bem interessante. Agora, vejamos a segunda composição:
 
Eu O vi na multidão
Um monte de gente se reuniu ao redor dEle
Os mendigos gritavam e os leprosos O chamavam
O velho não disse nada
Apenas ficou fitando-O
Todos estão indo ver o Senhor Jesus
Então chegou um homem que caiu perante Seus pés
Impuro, disse o leproso, e tocou o seu sino
Sentiu a palma de uma mão tocar sua cabeça
Vá, vá, você é um novo homem
Todos estão indo ver o Senhor Jesus
Tudo começou com três sábios
que seguiram uma estrela que os guiou até Belém
E fizeram com que isso fosse conhecido em toda a terra
O líder dos homens nasceu
Todos estão indo ver o Senhor Jesus
 

A primeira letra parece ser de alguma banda evangélica que confronta, face a face, a obstinação do pecador em recusar a oferta salvífica de Cristo. A segunda letra parece ser de alguma banda de louvor e adoração que resolveu retratar algum episódio bíblico, convidando ao ouvinte a também seguir o Senhor.
 
Freddie Mercury

A banda responsável pela primeira letra ficou conhecida como a primeira banda de heavy metal da história. O seu nome é derivado de rituais de magia negra. É o Black Sabbath.

Ozzy OsbourneJá a banda responsável pela segunda letra ficou conhecida pela alta qualidade de sua música, que misturava rock com componentes progressivos e orquestrais, e pela teatralidade de seu vocalista. O nome da banda é uma antiga gíria para designar homossexual. Estamos falando do Queen.

Não é estranho que Black Sabbath e Queen fossem capazes de produzir músicas de conteúdo espiritual tão profundos e tão belos? Não é de se estranhar que, segundo a mentalidade evangélica segregacionalista e auto-centrada de hoje em dia, pessoas notoriamente contrárias à fé cristã falarem tão abertamente da realidade do Reino de Deus?

Estranhamos pelo fato de sofrermos da mesma miopia religiosa dos judeus do tempo de Jesus, que ficaram bravos quando Ele disse que Naamã, general sírio, havia sido curado de sua lepra por Deus, mesmo havendo tantos israelitas contemporâneos ao ele padecendo da mesma enfermidade (Lc 4.27). Estranhamos pelo fato de não compreendermos o que significa Graça Comum e imagem de Deus.
 
O que é Graça Comum?
 
Graça é o favor de Deus que nós não merecemos. É o Seu amor por nós, pecadores. Deus nos ama a ponto de enviar Seu Filho para morrer em nosso lugar naquela cruz. Mas Graça não é apenas isso.

A Graça de Deus também faz com que o mundo em que vivemos não se torne insuportável. A Graça de Deus manda chuva e sol, estações chuvosas e estações secas, frio e calor, sobre pessoas tementes a Ele e sobre pessoas que O rejeitam de modo completo. A Graça de Deus faz com que o homem não-regenerado saiba que, mesmo no seu mais profundo íntimo, existe o certo e o errado. A Graça de Deus, derramada sobre a Criação, sustentando-a, é designada Graça Comum.
 
Imagem e semelhança de Deus

Outro aspecto que negligenciamos é a doutrina da imagem de Deus. Como evangélicos, tendemos a pensar em todas as coisas de uma maneira maniqueísta: espiritual x material. Assim, temos dificuldade em entender o homem como imagem de Deus sem relacionar este fato com a sua espiritualidade, ou melhor, com sua filiação denominacional.

Ainda que o homem seja pecador, ele carrega em si uma identidade com o Criador. Tal identidade, a imagem e a semelhança – os dois termos são usados como sinônimos – faz com que ele seja distinto do restante da Criação.

Um mero animal não faz escolhas baseadas em um senso de justiça. Um animal não chega a conclusões lógicas baseadas em um pensamento abstrato. Os animais inferiores estão presos aos seus instintos, mas o homem possui a liberdade moral, ainda que limitada. Enfim, um animal não possui a capacidade de se encantar com a Ária na corda Sol de Bach, apreciar algum quadro de Salvador Dalí, se divertir lendo textos de Luís Fernando Veríssimo ou se entreter com algum filme hollywoodiano.

Tais características – senso de justiça, raciocínio lógico, espiritualidade e senso de estética – são o que teólogos classificam como imagem de Deus.

Obviamente que tal imagem foi seriamente prejudicada pelo pecado. Se, antes da Queda, poderíamos ver a assinatura de Deus na natureza, hoje, só podemos ter consciência de Deus e de nossa necessidade dEle através da Palavra.
 
Manifestações culturais
 
Cristo pode ser manifesto na cultura, não sendo um produto dela, e nem estar contra ela. A soberania de Deus se estende em toda a Sua Criação; Ele não está restrito aos evangélicos apenas.

Grandes obras de nossa literatura contemporânea, como O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Nárnia, apresentam a realidade do Evangelho de maneira implícita, lançando mão de elementos culturais europeus arcaicos e mitológicos. Embora os seus autores fossem cristãos – J. R. R. Tolkien e C. S. Lewis – não foram superficiais em seus trabalhos escritos, usando elementos religiosos cristãos. Podemos ver a figura de Jesus em Gandalf e em Aslam, o que nos mostra que Cristo pode se apresentar na cultura, ainda que esta não seja explicitamente cristã. E isto se deve à imagem de Deus no homem – ainda que não-regenerado – e à Graça Comum.
 
Fonte: Blog do Digão; imagens tiradas do post original do Digão.
 
 
Veja também:
Rádio Graça [cartum]

Vida artificial

Biochemistry and atom  photo
 
 
O homem [ciência] não para de correr atrás de conseguir produzi-la.
 
“Seja para entender melhor como a vida surgiu na terra, desvendar o funcionamento do nosso corpo ou para criar organismos independentes, brincar de Deus nunca foi um negócio tão sério.”
 
 
 
Lá você vai conhecer rapidamente as três principais vertentes de pesquisa: Biologia Sintética, Engenharia Genética e Engenharia-Reversa com Computadores e três iniciativas dentro dessas linhas aí que já estão em andamento.
 
 
Imagem de Sebastian Duda em 123 Royalty Free
 
 
Veja também:

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A origem da liturgia protestante

“A origem da liturgia protestante”, um post da Bacia das Almas, é uma  versão condensada do primeiro capítulo de Cristianismo Pagão, livro de Frank Viola. Nele são apresentadas as raízes históricas do funcionamento dos cultos protestantes. O texto também contém comentários/observações/opiniões pessoais do Frank [que soam fortes e até desdenhosas].
 
Pagan Christiany? [Frank Viola e George Barna] Esse livro do Frank citado acima tem até uma versão PDF, em português, que rola aí na net e que creio ser pirata, já que a versão original [imagem da capa você aí ao lado] é vendida, não é oferecida de graça! O Mural, por isso, não vai mencionar explicitamente link nenhum aqui.
 
O livro é polêmico, e há quem o critique nem que seja em parte. É o caso do texto que você vê aqui nesse post do blog do Charles Gomes. Já nesse tópico aqui do fórum do Rede SEPAL o participante “easferreira”, que já leu o livro, diz, em poucas palavras, o que achou do mesmo. Textos em inglês (até entrevista tem) são linkados aqui nesse post do Solomon1 [blog de cunho emergente, isto é, nos moldes da igreja emergente ou algo próximo a isso].
 
Assim como o Charles Gomes, o Mural recomenda maturidade ao ler e no agir depois do contato com esse livro.
 
Fique agora com A origem da liturgia protestante, o texto citado lá na primeira linha do post – um texto que certamente nos faz refletir sobre a forma atual dos cultos e a(s) forma(s) como tomamos parte nele.
 
 
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As reuniões da igreja primitiva eram marcadas pelo funcionamento de cada membro, numa participação espontânea, livre, vibrante e aberta. Era um encontro fluido, não um ritual estático. E era imprevisível, bem diferente do culto da igreja moderna.

A Missa Católica

De onde vem então a liturgia do culto protestante? Ela tem suas raízes principais na Missa Católica.

Segundo o historiador Will Durant, a Missa Católica foi “baseada em parte no culto do Templo judaico, em parte nos místicos rituais de purificação dos gregos”. Durant destaca que a Missa estava profundamente mergulhada tanto no pensamento mágico pagão como no drama grego. “A mente grega, moribunda, teve uma sobrevida na teologia e liturgia da igreja; o idioma grego, após reinar por séculos sobre a filosofia, chegou a ser o veículo da literatura e do ritual cristão; o misticismo grego foi passado adiante pelo impressionante misticismo da Missa”.

Os cristãos copiaram as vestimentas dos sacerdotes pagãos, o uso do incenso e da água benta nos ritos de purificação, a queima de velas durante a adoração, a arquitetura da basílica romana em seus edifícios de igreja, a lei romana como base da “lei canônica”, o título Pontifex Máximus (Sumo Pontífice) para o Bispo principal, e os rituais pagãos para a Missa Católica.
 
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Continue lendo o texto na Bacia das Almas (lá você o lê sem figuras) ou no Filosofia Primeira, onde você o verá incrementado, com algumas figuras.
 
 
 
Veja também:

Não saia da linha

Clique sobre a imagem para vê-la em tamanho maior.
 
 
Joyful 'toon_Derailed
 
Comentário do autor:
Jamais seja relutante em perdoar. Um coração imperdoável irá descarrilhar sua fé tirando-a do trilho do amor.
 
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Tradução por Mural na Net. Versão em português produzida pelo próprio autor.

sábado, 15 de agosto de 2009

Nosobow

Este não é bem o tipo de jogo que queria postar neste fim de semana, pois queria algo mais, digamos, dinâmico. Mas tudo bem! … Isso não quer dizer que o jogo de hoje não seja bom.
 
Nosobow exigirá de você habilidade em detectar diferença de padrões.
 
 
Nosobow [www.mindjolt.com]
 
 
Seu objetivo no jogo é remover da tela as peças que não formam par, ou seja, as peças que até podem ser parecidas com outras, mas que, na verdade, são sutilmente diferentes – fogem do padrão! Para remover uma peça basta clicar sobre ela.
 
Se você clicar numa peça que não foge ao padrão (porque tem par), será penalizado, vindo a perder pontos (o número que aparece lá junto à palavra SCORE), ou o jogo pode ser encerrado (ou, ainda, pode não acontecer nada! mas não confie nisso!).
 
O nível (LEVEL) acaba quando só restam peças que formam pares. E você não precisa se preocupar com o tempo, pois o jogo não o limita. Você pode, porém, contar o tempo que levou para chegar a um certo nível e desafiar, depois, outra pessoa a chegar lá num tempo menor.
 
Desligue o som do jogo clicando sobre o autofalante.
 
Boa diversão!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O Deus desta cidade

God of this city é uma música cuja letra, se não for analisada dentro do contexto que a levou a ser composta, pode soar como apenas mais uma canção gospel na trilha do Evangelho triunfalista. Dê um play no clip abaixo e, enquanto ele carrega, abra outra janela do navegador para ler a história por trás da música no blog do Everson Barbosa. Surpreenda-se.
O clip que o Mural veicula aqui é a versão do Livres para Adorar a qual tem por título Tempos Melhores.
De forma semelhante, creio eu, há músicas seculares que podem adquirir conotação cristã a depender do contexto em que são analisadas (ou do ouvido que as ouve!!).
Leia e ouça também:
Gentileza [Marisa Monte]

Ateus famosos e suas declarações

Ateus famosos
 
 
Um post que vai mais como curiosidade. É uma galeria de fotos interativa do Virgula onde são mostradas imagens de celebridades que não acreditam em Deus e declarações públicas de cada um revelando a posição em relação ao assunto.
 
Interessante é a fala da cantora islandesa Björk. Dá só uma lida lá!
 
 
 
 
Leia também:

Personagem de Uma Família da Pesada é gay

Uma família da pesada [Imagem de Terra.com.br]
Personagens de Uma Família da Pesada [Imagem da página deles no Terra]
 
 
Hoje em dia nem os desenhos animados se salvam como fonte de entretenimento saldável ou, pelo menos, como passatempo besteirol [ou nonsense, como preferem alguns, mas que dá no mesmo].
 
Tá na primeira página do UOL de hoje a notícia Criador de Uma Família da Pesada diz que o bebê Stewie é gay. Acesse a notícia e veja as declarações de um dos criadores do desenho. Ele fala até que o episódio em que Stewie “sai do armário” cita uma passagem do livro bíblico Levítico.
 
E a gente ainda deixa as crianças em frente da TV vendo qualquer coisa que possa distraí-las, né?! tsc tsc tsc.
 
 
 
Leia também:
Cinema e Fé Cristã [dica de livro]
A influência de Harry Potter debatida na CBN [entrevista e dica de livro]
Cuidado com a A Bússola de Ouro [crítica sobre o filme]
CineGospel [site que tá nos Nossos Favoritos – critica filmes sob o ponto de vista cristão]
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