sexta-feira, 30 de abril de 2010

ClearBits – baixe torrents legalmente

Essa é uma dica do wwwhat’s new, site que costumo visitar diariamente.
 
O Clearbits é um site onde você pode fazer buscas por arquivos torrent legais, ou seja, arquivos  que são liberados sob a licença Creative Commons. Ele tem seções que catalogam desenho animado, livros em áudio, livros comuns, jogos, quadrinhos, filmes, músicas, fotos, podcasts, sons e samples e ainda coisas da televisão.
 
 
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Tela inicial do Clearbits.

 

 

Fazendo uma busca usando a palavra ‘christian’ (cristão em inglês) achei os quadrinhos Therefore Repent, uma estória que se passa após o arrebatamento. Agora, tá em inglês!

 

Para executar os arquivos torrent e baixar o conteúdo para onde apontam recomendo o Free Download Manager, um gerenciador de downloads que também suporta o protocolo torrent. É gratuito! Se preferir um programa só dedicado a torrents, busque por esse termo no Baixaki. Há alguns deles que nem precisam ser instalados.

 

Saiba mais sobre torrents AQUI ou AQUI.

Sagrado (126º episódio): Muçulmanos (último episódio)

Sétimo e último episódio tratando do tema  Crianças abandonadas pelas mães e último episódio da série. Sim, a série chega ao fim depois de abordar 18 temas diferentes. Agora fica aí como acervo para consulta dos leitores do Mural quando quiserem saber como diferentes religiões pensam em relação a alguns temas atuais e até polêmicos. Sami Armed Isbelle responde às perguntas:
1) Por que para algumas mulheres, diante de dificuldades financeiras e familiares, o desespero supera o sentimento maternal?
e:
2) Falta de estrutura familiar, violência doméstica, ausência de companheiro e miséria fazem com que a chegada de uma criança nem sempre seja uma fonte de alegria, e assim, após dar a luz, algumas mães optam por abandonar seus filhos em nome da sobrevivência da criança. Como as religiões encaram essa atitude?
 
Stenio Garcia cita Louis Pasteur: “Quando vejo uma criança, ela inspira-me dois sentimentos: ternura, pelo que é, e respeito pelo que pode vir a ser”.
 
 
 
 
 
Em relação a esse assunto o islamismo é incisivo em apontar o afastamento de Deus e o pecado como culpados do problema. Nada de arrodeios apontando causas psicológicas, sociais ou coisas do tipo; o problema é a falta de fé e o pecado, dizem eles. Será que falta mais disso aos cristãos de hoje (protestar e apontar o pecado)?

O melhor da TV: Band of Brothers

De volta com O melhor da TV aqui no Mural, e com uma super dica pra vocês: próxima segunda, dia 03 de maio, às 21:00 hs, estréia na Band a super série Band of Brothers.

Steven Spielberg e Tom Hanks (que também trabalharam juntos no Resgate do Soldado Ryan), se juntaram mais uma vez para criar uma mini-série em 10 episódios de tirar o fôlego. Bando of Brothers foi baseada no livro homônimo de Stephen E Ambrose, e é ambientada na segunda guerra mundial. Especificamente trata da Companhia E (Easy Company) do 506º Regimento de Infantaria Pára-quedista do Exército Americano, e da sua participação na invasão da Normandia, no dia 6 de Junho de 1944, o famoso Dia D.

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Os episódios são abertos com depoimentos reais de veteranos que são representados na série, e mostram desde o treinamento até as batalhas com um realismo e sentimentos impressionantes. A Companhia E foi a que mais sofreu baixas na segunda guerra, entretanto tinha os soldados mais corajosos de todas as companhias. Band of Brothers trata de como jovens inexperientes foram praticamente jogados para a morte naquele lugar e como se uniram como uma irmandade, um verdadeiro bando de irmãos.

A produção foi milionária, de 125 milhões de dólares e incluiu 10 mil atores, 700 armas autênticas, 400 armas de borracha, 14 mil caixas de munição para cada dia da filmagem, tanques restaurados, um C-47 autêntico, vilas cenográficas e outros.



Band of Brothers é uma série criada pela HBO e estreou nos EUA em 2001. No ano seguinte arrecadou 6 Prêmios Emmy e um Globo de Ouro como melhor mini-série, e agora será exibida na TV aberta. Parabéns à Bandeirantes que nos presenteia com esta série magnífica. Se você já viu Band of Brothers, vale a pena ver de novo, e se ainda não viu, não esqueça a minissérie Band of Brothers (em 10 capítulos) vai ao ar de segunda à sexta, às 21:00 h, pela Band.


quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Irã não atacaria Israel

O matemático israelense Robert Aumann usa a Teoria dos Jogos para analisar o conflito no Oriente Médio. A revista Veja, em sua edição 2137, fez uma entrevista bem interessante com ele. Nela Robert explica porque não crê que o Irã atacará Israel.
 
 
Robert Aumann (Wikimedia Commons) Robert recebeu, em 2005, o Prêmio Nobel de Economia por seus estudos na área da Teoria dos Jogos. Suas teses ajudam a compreender os princípios que regem os conflitos e como se consegue convencer adversários a cooperar entre si. As teorias do judeu ortodoxo de 79 anos têm aplicação prática na economia, na diplomacia, em política e até em religião. Aumann começou a se interessar pelo assunto na década de 50, depois de conhecer John Nash – vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 1994 – e de receber a missão de desenvolver estratégias de defesa para os Estados Unidos em plena Guerra Fria. Aumann nasceu na Alemanha e sua família emigrou para os Estados Unidos em 1938, para fugir do nazismo. Um de seus filhos morreu na primeira guerra do Líbano, em 1982. Aumann, que vem ao Brasil no próximo dia 9 para uma série de palestras, concedeu a seguinte entrevista a VEJA, de sua sala na Universidade Hebraica de Jerusalém.
 

Se fazer concessões não ajuda, que tipo de incentivo pode acabar com um conflito?
É preciso dizer na mesa de negociação: "Não vamos aceitar essas demandas e, se vocês insistirem nelas, vamos revidar com violência". Há dois tipos de incentivo: a cenoura e o porrete. Theodore Roosevelt dizia para falar com suavidade, mas ter sempre à mão um porrete. Se Chamberlain tivesse dito a Hitler em 1938 em Munique que não aceitaria certas demandas, Hitler teria de recuar, porque não estava ainda preparado para a guerra. Na crise dos mísseis de Cuba, em 1962, o presidente americano John Kennedy deixou claro aos russos que, se os mísseis não fossem retirados da ilha, os Estados Unidos agiriam. Com isso, Kennedy conseguiu a paz.

 

Esse é só um trecho da entrevista. CLIQUE AQUI para lê-la na íntegra.

 

Foto de Wikimedia Commons.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sagrado (125º episódio): Budistas

Sexto episódio tratando do tema  Crianças abandonadas pelas mães e penúltimo episódio da série. Rinchen Khyenrab responde às perguntas:
1) O que pode levar uma mãe a abandonar seu filho antes mesmo que o vínculo afetivo e emocional entre os dois seja criado?
e:
2) É possível superar as carências deixadas pela rejeição?
 
Christiane Torloni cita um provérbio chinês (que já foi citado em um episódio anterior): “Você não pode impedir que os pássaros da tristeza voem sobre sua cabeça, mas pode sim impedir que façam ninho em seu cabelo”.
 
 
 
 
 
Falou o Rinchen que um ambiente de amor, acolhimento, respeito, afeto e ternura leva a criança adotada a superar a rejeição e os sentimentos que podem ter brotado nesse momento. Creio que ele está certo desde que o amor a que se refere seja o Amor de Deus.

Matt Chandler - Desviados

Com que Tipo de Morte Você Glorificará a Deus?


por John Piper

Quando João escreveu seu evangelho, talvez Pedro já houvesse sido morto por Nero, o imperador romano. Portanto, quando João registrou as palavras de Jesus sobre a morte vindoura de Pedro, João pôde olhar para trás e interpretar o simbolismo que Jesus usou. Eis o que Jesus disse a Pedro, com a interpretação de João:

Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres. Disse isto para significar com que gênero de morte Pedro havia de glorificar a Deus. Depois de assim falar, acrescentou-lhe: Segue-me (Jo 21.18,19).

Ouvir de seu Senhor e Amigo que você morrerá no serviço dEle é algo que nos torna sérios. Foi uma mensagem indireta, mas Pedro compreendeu o significado. E quem sabe que feição havia no rosto de Jesus, quando Ele disse estas palavras? Todavia, este é o preço de seguir a Jesus. Isto não difere do que Ele prediz para cada um de nós. “Se alguém vem a mim e não aborrece... a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.26). “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna” (Jo 12.25). “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24). “Matarão alguns dentre vós. De todos sereis odiados por causa do meu nome” (Lc 21.16,17).

A tradição nos diz que Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, em Roma, durante uma das perseguições de Nero, nos anos 60 d.C. Eusébio, o historiador da igreja primitiva, escreveu: “Parece que Pedro pregou no Ponto, Galácia, Bitínia, Capadócia e Ásia aos judeus da Dispersão. Quando, por fim, veio a Roma, foi ali crucificado de cabeça para baixo, pois ele mesmo havia pedido para sofrer deste modo”.1

Jesus predisse o martírio de Pedro. Jesus sabia o tipo de morte e o tempo específico. Este conhecimento específico poderia desanimar Pedro. Ou poderia servir para lembrar-lhe que, não importando o que tivesse de lhe acontecer, o Senhor Jesus nunca é tomado de surpresa. E não somente isso, Jesus falou estas palavras a Pedro depois de ressuscitar triunfantemente dentre os mortos. Isto significava que, “havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele” (Rm 6.9). Portanto, Jesus estaria vivo e reinando quando Pedro fosse morto. Ele estaria lá para ajudá-lo. “Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.20). E não somente para ajudá-lo a enfrentar a morte, mas também para ressuscitá-lo: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita” (Rm 8.11).

Jesus sabia que uma parte da vontade de Pedro não quereria esta morte. “Quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres” (Jo 21.18). O próprio Jesus clamou: “Se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mt 26.39). Isto também acontece com todo que segue os passos de Jesus. Sofrimento é sofrimento, e não prazer. Somente um amor mais sublime leva você a aceitar a morte, quando poderia evitá-la negando a Cristo.

João afirmou que a morte de Pedro glorificaria a Cristo: “Disse isto para significar com que gênero de morte Pedro havia de glorificar a Deus” (Jo 21.19). A maneira como João disse estas palavras parece mostrar que ele considerava todas as mortes de crentes como designadas para a glória de Deus. A diferença é esta: com que tipo de morte glorificaremos a Deus?

Você está pronto para isto? Você demonstrará que Deus é grande na maneira como morrerá? Você dirá: “O viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp 1.21). Você dará nomes agradáveis a este inimigo horrendo, torturante e derrotado? A perda de todos os queridos de sua família terrena, dos amigos e de seus bens desvanece ante à perspectiva de ver e estar com Cristo?

Depois de haver predito a morte horrível de Pedro, Jesus disse-lhe: “Segue-me”.

Saiamos, pois, a ele, fora do arraial (Hb 13.13).


Extraído do livro: Penetrado pela Palavra, de John Piper (Copyright © Editora FIEL 2009), via Voltemos ao Evangelho

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Church Mice: 3 segundos

Church Mice_3 seconds

Reverendo:
Tenho recebido reclamações de que meus sermões são muito longos. Então vou procurar fazer a mensagem de hoje curta…

Reverendo:
Deus bom… Diabo mau! Amém!

Reverendo:
3,2 segundos!

 

Igreja [batendo palmas]:

Podemos ir pro almoço agora?

 
 
Publicado aqui sob a autorização de Karl Zorowski (Church Mice).
Agradecimentos a Martin Erwin (Christian Cartoons).
 
Tradução (um tanto livre) por Mural na Net.

Sagrado (124º episódio): Religiões afro-brasileiras

Quinto episódio tratando do tema  Crianças abandonadas pelas mães. Etiene Sales responde às perguntas:
1) Por que algumas mulheres são levadas a abandonar um filho logo após o nascimento?
e:
2) Em muitos casos o abandono é um ato de desespero pela incapacidade financeira de se criar uma criança. Como a religião explica esse ato tão contrário à natureza?
 
Juliana Paes cita um provérbio persa: “Duas coisas indicam fraqueza: calar-se quando é preciso falar e falar quando é preciso calar-se”.
 
 
 
 
 
O abandono infantil é um sintoma de uma sociedade doente”, disse o Etiene. Alguém discorda? E ele completa “Se existe o abandono, é porque tanto as pessoas como os religiosos e a própria sociedade não estão fazendo sua parte de forma adequada em ajudar a mãe e a própria criança”.
 
O Etiene apontou corretamente que a condição financeira não é único fator que influencia os pais a abandonar uma criança, pois também concorrem para o desespero que leva a isso a ausência do apoio da família, dos amigos, da própria comunidade religiosa, bem como envolve estruturas morais.

sábado, 24 de abril de 2010

StopotS

StopotS é a versão on line de um jogo que era famoso nos anos 90 e que era conhecido por Stop, Adedanha, Adedonha, Salada de Frutas, Uestope ou Nome-Lugar-Objeto. Não sei bem que nome davam a ele por aqui nas terras alagoanas – acho que era Adedonha –, mas lembro-me que o joguei várias vezes. Naquela época jogávamos escrevendo em folhas de papel. Hoje, porém, com o advento da informática, podemos jogá-lo no PC e on line, através da internet.
 
 
StopotS (Adedonha) - Tela inicial do site
Tela inicial do site do StopotS.
 
 
Ainda não lembra do jogo? Quer matar a saudade? Ou nunca jogou mas quer ver agora como é? Então acesse a página do Stopots no Baixaki que ela te explica as regras dessa versão on line. Acesse direto o site do jogo CLICANDO AQUI.
 
Convide seus amigos, monte uma sala pra jogar e…
 
Boa diversão!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

ZIRALDO: O Eterno Menino Maluquinho

Hoje é o dia mundial do livro, e falar em livro no Brasil é falar do mineiro de Caratinga Ziraldo Alves Pinto ou simplesmente “Ziraldo o eterno menino maluquinho”.

Escritor, cartunista, educador, pintor, dramaturgo, cronista, desenhista e jornalista, Ziraldo nasceu no dia 24 de outubro de 1932 em Caratinga nas Minas Gerais, estudou dois anos no Rio de Janeiro e voltou a Caratinga em 1950 para fazer o Tiro de Guerra e onde concluiu o ensino médio. Em 1957, formou-se em Direito na Faculdade de Direito de Minas Gerais, em Belo Horizonte. No ano seguinte casou-se com Vilma Gontijo, após sete anos de namoro. Ziraldo tem três filhos - Daniela, Fabrízia e Antônio - e seis netos.

Ziraldo começou a desenhar desde que se entende por gente. Desenhava em todos os lugares: na calçada, nas paredes, na sala de aula... Outra de suas paixões desde a infância é a leitura. Lia tudo que lhe caía nas mãos: Monteiro Lobato, Viriato Correa, Clemente Luz (O Mágico), e todas as revistas em quadrinhos da época. Já nesse momento, ao ler as páginas do primeiro "gibi", sentiu que ali estava o seu futuro.

Em 1994 começou a trabalhar no Jornal Folha de Minas, de Belo Horizonte, com uma coluna dedicada ao humor. Ganhou notoriedade nacional ao se estabelecer na revista O Cruzeiro em 1957 e posteriormente no Jornal do Brasil, em 1963. Seus personagens (entre eles Jeremias, o Bom; a Supermãe e o Mineirinho) conquistaram os leitores em todo o Brasil.

Em 1960, lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, A Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzida no Brasil. Embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início do regime militar no Brasil. Nos anos 70, a Editora Abril relançou a revista, desta vez, porém, sem o sucesso inicial. Em 1969, Ziraldo recebeu o "Nobel" Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prêmio Merghantealler, principal premiação da imprensa livre da América Latina.

Foi fundador e posteriormente diretor do periódico O Pasquim, tablóide de oposição ao regime militar, uma das prováveis razões de sua prisão, ocorrida um dia após a promulgação do AI-5.
Em 1980, lançou o livro "O Menino Maluquinho", seu maior sucesso editorial e um dos maiores fenômenos da literatura brasileira, o qual foi mais foi tarde adaptado na televisão e no cinema. Ziraldo criou ainda uma serie de personagens inesquecíveis derivados da riqueza e diversidade da cultura brasileira.

Incansável, Ziraldo ainda hoje colabora em diversas publicações, e está sempre envolvido em novas iniciativas. Uma das mais recentes foi a "Revista Bundas", uma publicação de humor sobre o cotidiano que faz uma brincadeira com a revista "Caras", esta, voltada para o dia-a-dia de festas e ostentação da elite brasileira. Ziraldo foi também o fundador da revista "A Palavra" em 1999.

Ilustrações de Ziraldo já figuraram em publicações internacionais como as revistas Private Eye da Inglaterra, Plexus da França e Mad, dos Estados Unidos.

Aos 75 anos com os cabelos grisalhos, o escritor e ilustrador mantém até hoje o espírito do menino maluquinho e esta em plena atividade, você pode conferir um pouco do seu rico trabalho no canal TV Brasil no programa “ABZ do Ziraldo”. Que tem como proposta incentivar o prazer da leitura e estimular a imaginação e a criatividade das crianças.

A obra de Ziraldo e imensa, reflexiva e estimulante, quando nos deparamos com sua obra acabamos deixando escapar aquele menino maluquinho que temos dentro de nós, afinal quem que não teve contato com um pedacinho da sua obra e não botou uma panela na cabeça e sonhou mesmo que por um instante em ser o menino maluquinho.

Você quer conhecer um pouco mais desde grande brasileiro então visite o site http://www.ziraldo.com.br/ ou compre e leve pra casa o DVD- ZIRALDO: O ETERNO MENINO MALUQUINHO, que foi homenageado neste belíssimodocumentário narrado por José Mayer e dirigido por Sonia Garcia.

São 1h30min de duração dividido em três partes: Memórias, narradas pelo próprio escritor e recortadas por mensagens de seus próprios livros; cronobiografia, com depoimentos dos amigos Zuenir Ventura, Sergio Cabral, Chico Caruso, Miguel Paiva, Ana Maria Machado, Mariana Colassanti e a conterrânea da Caratinga Miriam Leitão, entre outros; e releituras, abordando suas obras no teatro, no cinema e na tv. Um trabalho imperdível, vale a pena conferir.

Sagrado (123º episódio): Judeus

Quarto episódio tratando do tema  Crianças abandonadas pelas mães. Sérgio Margulies responde às perguntas:
1) Já no ventre materno mãe e filho interagem e iniciam uma relação profunda. Mas quando essa interação não acontece, em razão de distúrbios psicológicos, uma mãe pode ser julgada moralmente por abandonar seus filhos?
e:
2) Para a religião, crianças que vivem nas ruas ou acolhidas em orfanatos e abrigos contam com a proteção divina?
 
Nathalia Timberg cita Pitágoras: “Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos”.
 
 
 
 
 
O rabino afirma que é dever da sociedade resgatar e cuidar da criança abandonada. Ele lembrou da Lei (o que é ordenado no Antigo Testamento e que parece mais estar relacionado ao ato religioso). Esqueceu, entretanto, de dizer que o amor deve nos levar a ajudar também os pais a superar seus distúrbios que os impedem de serem aquilo de que a criança necessita – isso, é claro, nos casos em que sabemos quem são os pais da criança abandonada. Se bem que criança abandonada não é só aquela que comumente vemos na rua; também são crianças abandonadas aquelas que muitas vezes tem um lar e pais (ou, pelo menos, o  pai ou a mãe) mas que não recebem os devidos cuidados de que necessitam: amor, carinho, atenção, educação de casa e outras coisas semelhantes.
 
Gostei da resposta do Sérgio à segunda pergunta quando ele diz que ao acolhermos as crianças abandonadas, fazemos as vezes de Deus, somos a proteção divina atuando no mundo.

O dia do Livro




Apesar do surgimento de tantas novas tecnologias, o livro ainda permanecerá muito tempo entre nós, apesar de muitos alardearem sua futura "aposentadoria". Ele ainda é a forma mais democrática e acessível de conhecimento, se considerarmos a população mundial como um todo. E, há lugar para todos, felizmente!

O dia-homenagem foi instituído pela Unesco em 1996. Ele é celebrado em cerca de 100 países, e mobiliza uma vasta rede internacional de editores, livreiros, bibliotecários, associações de autores, tradutores e muitos outros amigos da causa do livro e da leitura. É importante que se tome consciência dos benefícios econômicos, morais e cívicos da leitura, para que os indivíduos possam engajar-se na luta por um mundo melhor.

A escolha do dia deve-se ao fato que vários escritores consagrados, como Miguel de Cervantes, William Shakespeare, Vladimir Nabokov e Josep Pla, nasceram ou morreram em um 23 de abril.

O acesso à herança cultural através do livro possibilita o enraizamento do sujeito na comunidade, por dar-lhe suporte e coesão de idéias. O sentido comunitário do livro deve ser visto como prioritário, principalmente na educação das crianças, futuros cidadãos. Como em toda construção, o livro é um alicerce importantíssimo a formação de uma sociedade mais justa e igualitária.

"O livro constitui um meio fundamental para conhecer os valores, os saberes, o senso estético e a imaginação humana. Como vetores de criação, informação e educação, permitem que cada cultura possa imprimir seus traços essenciais e, ao mesmo tempo, ler a identidade de outras. Janela para a diversidade cultural e ponte entre as civilizações, além do tempo e do espaço, o livro é ao mesmo tempo fonte de diálogo, instrumento de intercâmbio e semente do desenvolvimento"

Fonte: Unesco via Portal São Francisco

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sagrado (122º episódio): Espíritas

Terceiro episódio tratando do tema  Crianças abandonadas pelas mães. Cesar Reis responde às perguntas:
1) Como explicar casos de filhos rejeitados pelas mães?
e:
2) Qual a possibilidade de crianças abandonadas, que têm sua infância roubada e vivem uma vida de sofrimento, solidão e angústia, virarem pessoas com sentimento de espiritualidade?
 
Carlos Vereza cita Mary Cholmondeley: “Uma infância feliz é o maior presente que um pai pode dar a seu filho”.
 
 
 
 
 
Veja aí que mesmo o espiritismo, uma crença que se baseia em inverdades, crê que o abandono de crianças é algo ruim.

Os suspeitos !


fonte: Notícia cretina via PavaBlog

Paisagens do mundo no dia do planeta!

Dia da Terra !

Foto: SOS Física

Bandeira não-oficial do Dia da Terra: O Planeta sobre um fundo azul.O Dia da Terra foi criado pelo então senador estadunidense Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril.
Tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.

História

A primeira manifestação teve lugar em 22 de abril de 1970. Foi iniciada pelo senador Gaylord Nelson, ativista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Agencia de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.

Em 1972 se celebrou a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicar-los.

O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulara por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.

O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.

No Dia da Terra todos estamos convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso planeta, tanto a nível global como regional e local.

"A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Nos sentimos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser..."

Surgiu como um movimento universitário, o Dia da Terra se converteu em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas o utilizam como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas. Por esta razão é o Dia da Terra.


Fonte: SOS Física, por Rodrigo Alhadef

terça-feira, 20 de abril de 2010

Sagrado (121º episódio): Cristãos protestantes

Confirmado! Estamos realmente já no último tema a ser tratado na série Sagrado: Crianças abandonadas pelas mães. Os episódios posteriores que são mostrado no site de vídeos da Globo são, na realidade, os primeiros vídeos da série – parece que a Globo vai reprisar todos. Aqui vai, então, o segundo episódio tratando do tema acima. Conta com a participação do pastor Ricardo Gondim, que responde às perguntas:
1) O que leva uma mãe a negar proteção e amparo a um filho?
e:
2) Quando a própria mãe é vítima de violência e as condições de vida em família são precárias, o sentimento de maternidade pode ser afetado?
 
Oscar Magrini cita Goethe: “Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a”.
 
 
 
 
 
Nada contra a resposta do Gondim à segunda pergunta – foi boa –, mas será que também não seria bom apontar o pecado como causa desses comportamentos estranhos e desviados do ser humano? A justificativa que ele ofereceu se aplica a mulheres não cristãs, você concorda? Mulheres cristãs não deveriam ter comportamento assim, não é mesmo? Não foram renovadas por Cristo? Na resposta à segunda pergunta, o Gondim amplia a visão sobre o tema em questão tratando de um pecado que não é individual, que não está de um só indivíduo: o pecado social.
 
Ainda não tinha ouvido falar desse negócio de pecado social. É algo novo para mim. A igreja católica até já fez uma lista dos 7 pecados sociais, sabia?!! Conheça-os aqui nessa página.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Lucas: O evangelho dos Excluídos!

Por: Pedro Fortunato


Foto:Cena do filme Justiça, de Maria Augusta Ramos

O evangelho de Lucas enfatiza pelo menos duas coisas mais do que os outros 3 evangelhos.

1 - a atuação do Espírito Santo
2 - o relacionamento de Jesus com os excluídos pela sociedade judaica (os perdidos)

Em Lucas, Jesus está sempre se relacionando com: publicanos, pecadores, enfermos, leprosos, mulheres, gentios, samaritanos, viúvas, pobres ou crianças. Todas essas classes de pessoas eram desprezadas pela sociedade judaica do 1º século e era simplesmente um absurdo que um Mestre judeu se preocupasse em estar na presença de algumas dessas pessoas.

Interessante é notar como o Espírito Santo age na vida de alguns desses grupos: criança, mulheres, viuvas, pobres, quebrantados, cativos, cegos, oprimidos.
(1:41;2:37-38;4:18-19 e 10:21)

Lucas é o evangelho da inclusão, da quebra de paradigmas, da valorização humana, do amor de Deus pelo perdido (15:20), do Deus que festeja quando um pecador decide mudar de vida (15:7)

É o evangelho da inclusão porque as figuras que ele mais usa para mostrar a quem pertence o reino de Deus são os pobres e as crianças. (6:20 e 18:16-17)

Jesus não está dizendo que o pobre por ser pobre, ou a criança por ser criança, MERECE o reino de Deus, ele não está aqui dizendo, como muitos afirmam, que a criança é pura e por isso o reino de Deus é dela, ou que o pobre por ser sofredor tem vaga garantida no reino. Para entendermos o que Jesus quis dizer precisamos entender a mentalidade do 1º público a quem ele se dirigiu, no caso, os judeus que o ouviram falar...

Para o judeu, não existia o nosso atual conceito de "infância" como a idade da fé simples, pureza e simplicidade, o judeu cria que para merecer o reino de Deus a pessoa precisava ter méritos, credenciais, créditos diante de Deus, e o que lhes conferia isso era a observancia da lei (isso na cabeça deles). Quando Jesus cita a criança, ele está confrontando essa mentalidade de mérito próprio, porque a criança não tinha mérito pela lei. Elas participavam de certos rituais da lei, porém a vida religiosa dos judeus as excluia em muitos aspectos. Eles viam as crianças, não como modelo de fé e pureza, mas como INÚTEIS!, Para um judeu a "infância" só era tolerada como algo necessário para se tornar adulto, quando realmente a pessoa passava a ter valor. Entendendo tudo isso podemos concluir que Jesus cita a criança apenas para demonstrar que não é pelos méritos próprios que alguém recebe o reino de Deus, pois a criança não os tem, mas o reino vem para todos!

E além disso, ao dizer que é necessário se tornar como uma criança para receber o reino (18:17), provavelmente Jesus está afirmando que qualquer um que se apegar a seus "méritos", éticos ou religiosos, nunca vai poder receber esse reino, é necessário ser INÚTIL COMO UMA CRIANÇA, SEM MÉRITO COMO UMA CRIANÇA, admitir que NÃO PODEMOS FAZER NADA para merecer o favor de Deus e confiar que mesmo assim ele POR SUA VONTADE E NÃO POR NOSSOS MÉRECIMENTO, resolveu nos dar o seu reino (12:32)

Nesse sentido o pobre também é uma ilustração usada por Jesus. Para os judeus o sinal visível do favor de Deus era o "bolso". Se alguém é rico é porque Deus o abençoou, se é pobre, é porque está sendo castigado por Deus (será que nós não estamos com esse pensamento nos nossos dias?)

Para aqueles judeus que achavam que os ricos eram ricos porque Deus os abençoava, ouvir que o reino de Deus era dos POBRES (6:20), foi um confronto direto na sua teologia. Jesus ainda diz: Ai de vós, os ricos! (6:24). Aqui, Jesus não quer dizer que é a posição econômica que faz MERECEDOR do reino! Ninguém o merece, nem o pobre, nem o rico, mas o reino é oferecido TAMBÉM ao pobre, e se o rico, a quem o reino também é oferecido, tiver nas suas riquezas a sua consolação, então ele não vai poder receber o reino. Nesse contraste de pobre e rico, Jesus apenas quer demonstrar isso: O REINO É PARA TODOS, PORÉM, AQUELE QUE FICA APEGADO AOS SEUS CONSOLOS TERRENOS, NÃO O PODE RECEBÊ-LO. Não é uma questão de mérito, nem de posição econômica.

A mulher também era desprezada na comunidade judaica. Eles as viam como uma propriedade, porém, Lucas enfatiza as mulheres, e como Jesus as valorizava.

Os doentes também eram vistos como castigados por Deus, mas Lucas demonstra como Jesus investia tempo os curando.

Os publicanos, que eram judeus que coletavam impostos dos seus conterrâneos e os entregava a Roma, como Roma não os pagava por isso, eles tinham que cobrar a mais para tirar seu saldo, eram ODIADOS pelos judeus, Mas Jesus era AMIGO DELES.

Os samaritanos eram extremamente discriminados, pois eram uma raça mestiça do antigo reino do norte de Israel que foi levado em cativeiro pela Síria e foi misturado com outros povos a quem a Síria dominava. Para um judeu, o só pisar numa vila de Samaria era tornar-se impuro, mas Jesus foi até os samaritanos.

Enfim, Lucas demonstra o Jesus alcançando os excluidos pela sociedade judaica. Aqueles a quem os mestres judeus consideravam como castigados, desprezados, ou desvalorizados por DEUS eram justamente eles, a quem Jesus investia seu tempo em alcançar.

Pois o filho do homem veio para BUSCAR e SALVAR o PERDIDO! Lc. 19:10

Por isso os fariseus e mestres da lei estavam em constante conflito com Jesus, porque ele mostrava amor a quem eles achavam que não tinham valor algum.

Mas, porque Lucas se preocupa em mostrar esse lado da história de Jesus mais do que qualquer um dos outros 4 evangelhos?

Ao que tudo indica, o escritor do evangelho de Lucas é o mesmo do livro de Atos dos apóstolos, sendo o mesmo Lucas, o médico amado, companheiro de Paulo, descrito em Cl. 4:14.

E há boas evidências de que ele escreveu esse evangelho tendo em mente os GENTIOS.

Gentio, era todo aquele que não era judeu.

Os judeus viam os gentios como se fossem inferiores, e criam que o reino de Deus viria para elevar Israel e esmagar os gentios.

Por isso, no início da igreja, quando Paulo começa e pregar aos gentios, causa tanta confusão nas igrejas, que começaram entre os judeus, até ao ponto de ser necessário um concílio em Jerusalém, para decidirem se os gentios que estavam se convertendo precisavam ou não guardar a lei dos judeus (At. 15)

Atos demonstra essa mentalidade dos judeus quando Pedro entra na casa de Cornélio, um gentio, e como eles ficam espantados pelo Espírito Santo descer sobre eles (At. 10 e 11)

Lucas escreveu para demonstrar aos gentios o quanto Jesus os amava, como o Espírito Santo também poderia agir na vida deles e como o reino de Deus também lhes pertencia, que eles não eram em nada inferiores aos judeus, e para demonstrar isso, ele relatou o relacionamento de Jesus com todos aqueles a quem os judeus desprezavam, os pobres, enfermos, mulheres, viuvas, samaritanos...

Aplicando aos nossos dias, Lucas me faz pensar sobre como eu vejo Deus e seu reino. Como eu vejo o agir do Espírito Santo.

A quem pertence o reino de Deus? Para quem Jesus veio? Quem pode ser usado pelo Espírito Santo?

Lucas mostra um Jesus que escolhe se relacionar com todos, desde os ricos e fariseus, aos pobres e publicanos, o Jesus que possui uma espiritualidade que não exclui as pessoas que pecam, mesmo quando confronta seus pecados.

Lucas começa seu livro demonstrando um contraste interessante. (cap. 1:6-38)

O anjo Gabriel é enviado ao "homem de Deus", o sacerdote Zacarias, dentro da "casa de Deus", o templo, na "cidade Santa", Jerusalém, e qual a reação desse "homem de Deus"? ele DUVIDA e fica mudo!

Depois o mesmo Anjo Gabriel é enviado a uma simples mulher, adolescente (as mulheres judias casavam com mais ou menos 12 anos de idade) que estava em sua casa, numa cidade desprezível, Nazaré, e qual a atitude dessa "mera mulher"? ELA crê e se submete! Eis aqui a escrava do Senhor!

Esse contraste confronta meus paradigmas religiosos!

Seria como se hoje Deus falasse com o pastor dentro da igreja e com uma menina de 12 anos em sua casa, e o pastor duvidasse e a menina acreditasse!

Em Lucas eu aprendo que é fútil o meu julgamento sobre questões espirituais! Quem tem intimidade com Deus? Quem é cheio do Espírito? Quem tem fé?

EU NÃO POSSO DEFINIR ISSO ME BASEANDO EM CARGOS OU STATUS RELIGIOSOS.

O pastor não tem mais fé por ser pastor, a adolescente não é menos consagrada a Deus por ser adolescente, o pastor não é cheio do Espírito por ser pastor, a menina não é vazia por ser jovem, porque o Espírito age em todos os que creêm e dão lugar a sua atuação, indepentende do cargo ou falta dele, que as pessoas possuem dentro da igreja e sociedade!

Vendo tudo isso, sou desafiado a ter essa espiritualidade que se submete a Deus independente de cargos e reconhecimento. Que valoriza as pessoas indenpentende de cargos e reconhecimentos na igreja e sociedade. Que se relaciona com todos, religiosos ou não, e entende que o reino é oferecido para Todos, independente de como eu os vejo, de como a sociedade os vê, e ainda indepentende de como a IGREJA, os vê...

Fico imaginando como nós hoje, como igreja, temos uma "espiritualidade" que exclui as pessoas. Lucas demonstra que as multidões de pecadores gostavam de estar com Cristo, mesmo ele os chamando muitas vezes de geração má e incrédula, porque as pessoas não gostam tanto de estar na igreja hoje?

O que nós temos feito que tem excluido as pessoas do reino ao invés de atrai-las?
Porque nós colocamos tantos impecilhos para as pessoas fazerem parte desse reino? a lista do não pode isso, não pode aquilo...

Em Lucas, um mestre da lei pergunta a Jesus quem era o próximo dele e Jesus responde com a conhecida parábola do bom samaritano (10:25-37), apenas para mostrá-lo que o samaritano era tbm seu próximo, e hoje, será que nós conseguimos ver "o samaritano" como nosso próximo? conseguimos ver os homossexuais, os drogados, as prostitutas, os bandidos como "nosso próximo"? Pois para um judeu, um samaritano era menos ainda que uma prostituta...

É algo a se pensar...

Deus os abençoe.
Pedro Fortunato é missionario da Jocum Maceió

Joyful 'toon: Evidência

Joyful 'toon mais recente, o de número 155.
 
    Joyful 'toon 156_Evidence PT.BR
 
 Comentário do autor:
A ressurreição de Jesus não é um mito ou fábula, mas um evento verdadeiro que aconteceu na história. Em Romanos 1:4, o apóstolo Paulo diz que Jesus "foi declarado Filho de Deus com poder, pela sua ressurreição dentre os mortos".
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

Sagrado (120º episódio): Cristãos católicos

De acordo com o site da série, o tema cujos vídeos começamos a exibir hoje, Crianças abandonadas pelas mães, é o último abordado por ela; no entanto, o site Globo Vídeos ainda mostra episódios posteriores. Bem, vamos verificar isso. Fique aí com o padre Antonio Manzatto, que veio responder às perguntas:
1) A proibição religiosa do controle da natalidade não contribui para esse mal (o abandono dos filhos)?
e:
2) O nascimento de um filho é um momento marcante para a maioria das mulheres. Mas, após o parto, algumas passam por distúrbios emocionais que comprometem a formação de um laço afetivo sadio entre a mãe e a criança. Como esse tipo de comportamento se explica à luz da religiosidade?
 
Tony Ramos cita o artigo 5º do Estatuto da Criança e do Adolescente: “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”.
 
 
 
 
 
Boa a resposta do padre Antonio à primeira pergunta, não? Querem por a culpa na religião pela irresponsabilidade das pessoas ao colocarem gente no mundo sem ter condições de criá-las. A religião (no caso aqui, a fé cristã) primeiramente afirma os direitos dos pequenos, dos mais fracos, dos necessitados, e não conjuntos de regras e obrigações a serem seguidas.
 
As doenças e patologias não devem ser atribuídas a Deus, sobretudo aquelas que são reforçadas por comportamentos culturais e sociais”, disse o padre ao responder à segunda pergunta. E ele completa dizendo que os desejos egoístas de aproveitar os prazeres da vida a todo custo pode levar ao abandono de crianças.
 
A título de curiosidade, aqui vai o link pruma matéria cujo título aparece durante o vídeo: Estudo sugere explicação para depressão pós-parto.

Você está preparado?

Curta metragem que achei no blog Classe Fruto Sagrado.
 
 
[preparado para morrer, sacrifício, pregar o evangelho, ateu]

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Jesus Cristo Homem

Não, este post não fala do Senhor Jesus que cremos, mas sim de José Luis de Jesús Miranda, um cabra que se intitula Jesus Cristo Hombre. Sim, os falsos cristos já estão no mundo, meu irmão, e as heresias se multiplicam!
 
Clique na imagem abaixo para ir à página do vídeo no MSN Vídeos.
 
Vídeo Jesus Cristo Hombre no MSN Vídeos 
 
 
Ele se diz a terceira manifestação de Jesus, e seus seguidores se tatuam o número 666! Seria interessante por ele e o Inri Cristo frente a frente e deixar os dois discutindo para chegarem ao consenso em relação a quem é o Cristo mesmo.
 
O fim está próximo!

Sagrado (119º episódio): Budistas

Sétimo e último episódio abordando o tema Meio-ambiente. Rinchen Khyenrab comenta a afirmação:
1) A natureza vem sendo transformada pela ação do homem na terra. Em nome do progresso e do desenvolvimento mudamos as paisagens, rios, mares, florestas, até o ar que respiramos;
e responde à pergunta:
2) Toda forma de vida é valiosa e tem sua função. Mas é possível que o ser humano viva confortavelmente em sociedade sem causar algum dano ao meio ambiente?
 
Christiane Torloni cita Leon Tolstoi: “Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para fogueira”.
 
 
 
 
 
Como disse o Rinchen, todas as religiões certamente ensinam a necessidade da preservação do meio ambiente, da natureza e de tudo que está ao nosso redor. E, bem, se não têm ensinado, pelo menos os representantes das religiões que por aqui passaram mostraram que suas crenças têm princípios que estimulam o indivíduo a se preocupar com a natureza.
 
Ao longo desses 7 episódios tratando do meio-ambiente vimos que todos apresentaram um discurso bonito sobre nossa relação com a natureza. Difícil é ver essa preocupação dos fiéis na prática. Não falo por todas as religiões, pois não conheço vários budistas ou seguidores de religiões afro-brasileiras, por exemplo, mas falo em nome de minha crença, o cristianismo. Não vejo nas igrejas cristãs os líderes tentarem conscientizar os fiéis para a causa ambiental. Parecemos estar, como já comentei em outro episódio da série, mais preocupados  com o imediato, com o prazer a curto prazo (ao prosperar e adquirir bens, consumir), com a certeza em mente de que tudo vai ser destruído e refeito por Deus mesmo quando findar a história desse mundo, né?!
 
Bem que Jesus e seus discípulos poderiam ter dito mais na hora de recomendar a autêntica religião (Tiago 1:27, por exemplo: A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo). Faltou aí dizer que deveríamos nos preocupar com o mundo que nos cerca, será?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Tocando em frente

É extremamente difícil traduzir a linguagem da alma, acredito que a melhor forma seja através de canções, e tocando em frente é uma destas canções que expressam com perfeição a linguagem da alma.

“Tocando em frente” nasceu pronta, letra e melodia, como um cochicho do Criador nos ouvidos sensíveis dos amigos Almir Sater e Renato Teixeira, como eles mesmo afirmam a “musica nasceu tão pronta que não deu nem tempo o café ficar pronto, foi um presente de Deus”.

Sempre que escuto esta canção me emociono, ela tem a capacidade de trazer paz e tranquilidade no caos nosso de cada dia “Ando devagar porque já tive pressa, levo esse sorriso porque já chorei demais”. Um convite a vivermos de uma forma alegre e simples na longa caminha da vida. A canção nos trás uma deliciosa receita para se viver bem,
“Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs, é preciso amor para poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso à chuva para florir”. “Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz”

Tocando em frente é a arte de viver e ser feliz, pois a nossa historia somos nós que fazemos, e seja a vida boa ou ruim cabe a nós entendermos e seguir adiante da melhor forma possível, sem esquecermos que também somos estradas para tantas outras pessoas.
Penso que cumprir a vida seja simplesmente Compreender a marcha e ir tocando em frente Como um velho boiadeiro levando a boiada eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou, estrada eu sou” Simplesmente amo esta canção, Tocando em frente é música para a minha alma”




Tocando em Frente
Composição: Almir Sater e Renato Teixeira

Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia.
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
e no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sagrado (118º episódio): Religiões afro-brasileiras

Sexto episódio abordando o tema Meio-ambiente. Etiene Sales responde às perguntas:
1) As religiões estão de fato conscientes da importância da natureza para a vida humana?
e
2) A natureza é bastante presente nos cultos e práticas das religiões afro-brasileiras. Mas essas crenças têm conseguido contribuir para a preservação ambiental?
 
Juliana Paes cita um provérbio africano: “O conhecimento é como um jardim: se não for cultivado, não pode ser colhido”.
 
 
 
 
 
Pensamento interessante deixou no ar o Etiene ao responder à primeira pergunta: “Sustentabilidade é o equilíbrio entre a natureza, deus e o próprio homem”. Nunca é demais lembrar que quando os seguidores das religiões afro-brasileiras falam de ‘deus’ eles estão se referindo a Olorum, e não a Jeová (ou Javé).
 
Se você ficou curioso em relação àquela primeira notícia cujo título aparece no vídeo, aqui vai o link pra ela: ONU adverte sobre risco ambiental do etanol.

Diário de Jocumeiro 9 - Mossionários Márcio e Ana


Coração no Altar

O altar é um lugar alto onde se oferece a Deus os sacrifícios. O coração do homem de Deus deve estar continuamente lá, sempre sacrificando para o seu Senhor. Daí você pode afirmar; “Deus não quer sacrifícios Ele quer obediência”, porém, afirmo que viver em obediência já é uma oferta de sacrifício vivo, e esse sacrifício Ele não abre mão.

O homem de Deus não se sente longe desse altar, porque o seu coração foi feito para servir e não estando servindo, ele se sente vazio e frio, a exemplo um peixe fora d’água, assim é um homem de Deus fora do altar. O seu prazer é servir a Deus continuamente, o que aliás está plenamente de acordo com os anjos de Deus, que sempre estão diante do Trono da Graça. O homem de Deus e os anjos têm o mesmo prazer, o mesmo objetivo e a mesma função, ou seja, estão sempre a serviço de Deus! O homem de Deus procurando salvar pessoas e os anjos guardando os pés do homem de Deus. “ Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estou, ali estará também o meu servo. E se alguém me servir, o Pai o honrará”. Jo 12.26

Dizer que o coração do homem de Deus está sempre no altar não significa necessariamente que ele esteja sempre na igreja pregando e orando, mas sim que o seu coração, a sua vida está no mesmo lugar onde está o seu Senhor, isto é, no mesmo lugar onde estão os aflitos, cansados e oprimidos da vida. É aí que o Senhor Jesus se encontra! E o seu servo se ajunta com eles para lhes alimentar com o pão da vida que é a verdadeira comida.

O homem de Deus é, acima de tudo, um ETERNO SERVO E NADA MAIS ALÉM DISSO! Ele existe para SERVIR e foi CHAMADO PARA SERVIR. Por isso, o seu coração está sempre no altar, pois este é o lugar de serviço ao Altíssimo.

Visite o nosso blog: http://missionariosmarcioeana.blogspot.com/

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sagrado (117º episódio): Judeus

Quinto episódio abordando o tema Meio-ambiente. Sérgio Margulies responde às perguntas:
1) Ao longo do tempo, as religiões têm dado a devida importância para a forma como nos relacionamos com a natureza?
e
2) Por que nos sentimos donos da natureza, livres para usá-la visando apenas o lucro e consumismo?
 
Nathalia Timberg cita Kepler: “A natureza ama a simplicidade”.
 
 
 
 
 
O Judaísmo, como se pode ver, tem uma visão consciente em relação ao meio ambiente.
 
Disse bem o rabino: “Sentir-se dono absoluto da natureza, no fundo, é um ato de estupidez”.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sagrado (116º episódio): Espíritas

Não, a série Sagrado ainda não acabou! Ainda faltam alguns vários episódios para o fim. É que eu, JT, andei meio ocupado esses últimos dias e não postei praticamente nada aqui. Só o Gonzaga é que tava atualizando o blog. Mas olha a série aí de volta.
 
E aqui vai o quarto episódio abordando o tema Meio-ambiente. Cesar Reis responde às perguntas:
1) Como a religião pode contribuir para o homem entender a importância de se preservar a natureza?
e
2) As instituições religiosas vêm fazendo sua parte nesta causa, isto é, vem conscientizando a as pessoas de que elas precisam consumir menos e abrir mão do conforto para reduzir os danos causados ao meio ambiente?
 
Carlos Vereza cita Nicolau Copérnico: “A sabedoria da natureza é tal que não produz nada de supérfluo ou inútil”.
 
 
 
 
 
Importante é notar que quando o narrador da série fala ‘a religião’, ‘as instituições religiosas’ ou outras expressões semelhantes, ele está, na verdade, querendo perguntar ‘a sua religião…?’, ‘a sua instituição religiosa…?
 
Tendo em vista o exposto no parágrafo anterior e a resposta do Cesar à segunda pergunta, percebemos que o espiritismo tem essa prática conscientizadora quanto ao consumismo – que bom, não? –; entretanto (infelizmente), isso parece não acontecer em certas vertentes do cristianismo. Basta observar que teologias que pregam prosperidade estão sempre nutrindo sonhos em seus seguidores de que os mesmos “devem” possuir mais para serem felizes, “devem” buscar (porque é seu direito) a realização de seus sonhos materiais. Então, vejam só que descoberta interessante, as teologias da prosperidade (uso o plural porque creio que já deve até existir mais de uma) são inimigas do meio ambiente!! Mais um motivo para você se opor às mesmas!

Ontem, amanhã e hoje

Ontem foi embora. Amanhã ainda não veio. Temos somente hoje, comecemos.

 

Madre Teresa de Calcutá

A maldita lei dos crentes - Parte 1



Por Pedro Fortunato

“Porque vieste nos atrapalhar!” É a acusação que o Grande Inquisidor faz a Jesus no romance de Dostoiévski “Os irmãos Karamazov”. A história se passa no auge da inquisição espanhola. Todos os dias pessoas são levadas as fogueiras e queimadas como hereges por motivos ligados a quebra de alguma tradição religiosa. De repente, como que do nada, o próprio Jesus Cristo retorna a terra, e, coisa estranha, todos o reconhecem!

Logo o povo prostra-se em adoração e louvor ao filho de Deus que resolveu visitar a miséria dos homens. Porém, logo outra figura aparece, o Grande Inquisidor, ancião octogenário, líder da igreja espanhola, chega com suas pomposas vestes e cara emburrada, não demora e a multidão muda seu objeto de veneração e prostra-se ante ao Inquisidor em reverência. “Prendam-no”, é a ordem dada e obedecida sem contestação, enquanto o povo assiste reverente e temerosamente, sem fazer nada pelo pobre Salvador.

Numa ironia absurda, depois de 1500 anos de igreja institucional, Jesus havia sido superado por leis humanas e tradições religiosas. Sua palavra, "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará", era intolerável! O Grande Inquisidor não tolera a liberdade e por isso quer queimar o Nazareno na fogueira como “O pior de todos os hereges!”

O Grande Inquisidor é uma interessante ilustração de como a igreja por vezes tem trocado a gloriosa liberdade do filho de Deus por um jugo de escravidão, de como temos a tendência de começar no Espírito, para depois tentar se aperfeiçoar pela carne! É triste ver pessoas e congregações presas em tantas leis e regras que só oprimem seus membros lhes suprimindo a liberdade.

Essas “igrejas” gostam de enfatizar sua rigidez doutrinária. A “ordem” de seus cultos e a “liturgia” são seu orgulho; não há espaço para o espontâneo e nem menção ao poder regenerador do Espírito Santo como sendo uma iniciativa e dom de Deus. Já ouvi, vivenciei e vi casos dos mais diversos, uns engraçados, outros trágicos, de como a rigidez da religião evangélica, essa “maldita lei dos crentes”, como gosto de chamar, é nociva, prejudicial ao Corpo de Cristo, podendo levar à morte alguns de seus preciosos membros.

Foi em Alagoas que conheci essa expressão “A lei dos crentes”, forma como algumas pessoas, principalmente no interior Nordestino, designa a religião evangélica, tipo, “fulana foi pra lei dos crentes". É comum ouvirmos: “De que lei você é?”, para se perguntar de qual igreja você faz parte. Ela expressa muito bem o que para muitos, dentro e fora da igreja, significa ser evangélico.

Quando digo “a maldita lei dos crentes”, não me refiro aos mandamentos éticos implícitos ao evangelho, entendo as obrigações morais dos cristãos, e os tenho como modelos para minhas próprias decisões, não sou antinomista! Uso aqui esse termo como um termo técnico. A “lei dos crentes” significa a visão religiosa de que o 'ser evangélico' se resume a obedecer um conjunto de regras específicas, a lista do 'pode e não pode fazer', para assim conseguir o favor de Deus, a salvação, as bênçãos necessárias para essa vida atual, etc..

Nada tem haver com o amor de um Pai que espera ansiosamente a volta do filho e o recebe com festa depois da bagunça que este mesmo filho fez com os bens da família, ou de um pastor que deixa 99 ovelhas em busca de uma rebelde! Digo que é maldita pois coloca as pessoas debaixo da terrível maldição do perfeccionismo, que gera pelo menos duas coisas terríveis.

A primeira delas é o orgulho! Insensíveis ao fato de que nós mesmos temos falhas, julgamos as pessoas sem misericórdia, e, confiando em nossa justiça própria, achamos que realmente merecemos as bênçãos de Deus. O pior, chegamos mesmo a pensar, mesmo sem admitir, que os que não praticam as mesmas obras que nós são inferiores, e acabamos orando como o fariseu da parábola de Lucas: “Senhor obrigado por eu não ser como essa outra pessoa”. Afirmativas do tipo: “Como pode um crente ter problema com isso? Parece que não tem fé!” ou “Vai se converter!” são típicas do legalista que entende o evangelho apenas num âmbito moral.

O segundo mau é nos tornamos perfeccionistas ansiosos, desconfiados e com uma auto-imagem muito baixa. Ansiosos em relação ao que a vida trará para nós, por causa da nossa desconfiança no amor de Deus, traçamos um ideal do que é ser “um crente espiritual” e nos esforçamos ao máximo para alcançá-lo, pois alcançando-o, Deus irá nos recompensar pela nossa obediência e poderemos deixar de nos sentirmos tão mal com nosso próprio eu.

O problema de viver nesse contínuo esforço por alcançar esse padrão de perfeição é que a base não é o amor de Cristo por nós, sua força em nós, que gera aquele desejo de mudar pela gratidão do favor imerecido. A Rocha que firma a casa não é a base, mas a areia do medo de ser rejeitado! Conseqüentemente, toda casa construída sobre a areia está fadada a cair. E quantos não são os filhos e filhas de Deus que se desviam por não conseguirem alcançar ou manter esse padrão hoje, sentindo-se indignos de estar na presença de Deus depois de um negro período de escravidão de pecados, como, por exemplo, prostituição, dependência química e depressão.

Para aqueles que entendem o evangelho como uma “lei” a palavra “graça” não faz sentido algum, sendo pouco mencionada nos seus cultos, ou, quando é mencionada, é de uma forma que distorce seu significado original de “favor imerecido”. Para muitos, a condição para se conseguir alguma “graça” é o sacrifício!

A mensagem evangélica para essas pessoas é mais ou menos assim: “Pela religião vocês são salvos, mediante a submissão! E isso tem que vir de vocês, pois Deus já fez a parte dele! Em ultima análise, é pelas obras que vocês são salvos, mas não podem se gloriar, porque gloriar-se é pecado e quem pecar vai pro inferno!” É a distorção clara da mensagem de salvação contida em Efésios 2:8-9.

Continua...

domingo, 11 de abril de 2010

Overkill Apache


E aí, pessoas, depois de uma longa pausa estamos de volta com nossos jogos de fim de semana, afinal, há tempo pra tudo, já dizia o sábio Salomão. E este jogo é exatamente para aquele momento bobeira, então nada de raciocínio lógico ou estratégia muito complexa; o negócio aqui é desviar das balas e mandar chumbo no inimigo.

Você é piloto de um helicóptero em plena guerra no deserto. Proteja-se o máximo que puder e ataque os inimigos.

Modo de jogar: Setas do teclado: controlam o helicóptero
Barra de espaço: atira



Boa diversão!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A imagem do Cristo que não quero para mim!



Jesus Cristo é o nome do homem que dividiu a história, que desafiou o senso comum. Nunca se viu tanto marketing sobre esse nome, nunca foi tão legal ser amigo de Jesus e dizer que o ama. É fato, Jesus Cristo é um ícone, seja ele político, religioso ou libertário.

Mas o que há de real nesse Cristo? Será que com o passar dos anos eu não construí a imagem de um Cristo que me é conveniente? Será que de repente o que conheço é o ícone "pop star" e não a pessoa?

Note que Jesus Cristo expressa a imagem de um homem livre, de mente e espírito livres, e uma das coisas que mais se tenta fazer é controlá-lo. A imagem do Cristo por mim construída é boa, pois vai sustentar a capa espiritual que visto. Isso é sempre mais fácil. É mais fácil me relacionar com a ideia que eu faço a respeito de Jesus, do que de fato me relacionar com ele, e ele é a verdade, o que faz com que cada pressuposto construído sobre ele venha a ruir.

O Cristo que convém a mim nega a minha humanidade, o Cristo que é escândalo me desnuda e revela o quão humano eu sou. O Cristo que me convém me dá o poder de julgar o que é certo ou errado, o Cristo que é loucura vai mostrar que nada sei e do quanto preciso me relacionar com a verdade. O Cristo religioso me cerca em um gueto, seja ele evangélico, batista, calvinista, marxista ou liberal, o outro Cristo vai mostrar que a vida que ele oferece é abundante e plena, que ao invés de me iludir com uma falsa espiritualidade dizendo não ter nada a ver com o mundo, impulsiona-me a desenvolver esta espiritualidade nele, envolvendo-me com pessoas ou grupos que normalmente não gostaria de me envolver.

Os judeus esperavam um Messias revolucionário, e Jesus os deu um Messias reformador. Tudo o que eles queriam era derramar seu ódio sobre os romanos, quando Jesus Cristo lhes ofereceu o amor ao próximo, o que inclui os inimigos. Para os gregos, o homem ideal deveria ser sábio e forte, mas ouviram de um Senhor que se sujeita por amor, que se calou quando podia se defender.

Quem está, de fato, erguido no altar do coração? Cristo ou eu mesmo com minha mente entrincheirada e armada? Talvez a imagem de um Cristo morto me soe melhor do que um vivo. Talvez seja melhor alimentar a ideia de um Cristo que me é conveniente do que permitir que ele se aproxime e mostre-se como realmente é.

Euro Mascarenhas Filho, 22 anos, missionário de Jovens Com Uma Missão.

Fonte: Editora Ultimato

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Fábrica de loucos!


Esta semana tomei conhecimento de um dado estatístico assustador: 70% dos pacientes internados em manicômios do Brasil são de origem evangélica. Sinceramente, perdi o chão. Que a religião pode ser um fator que contribui para o desequilíbrio psíquico, ao mesmo tempo que pode constituir um espaço confortável para desequilibrados mentais, eu já sabia, o que não sabia era que a contribuição evangélica para este desastre fosse tão acentuada.

A razão para esse trágico dado passa pela teologia, pela liturgia, e principalmente pelo compromisso do resgate de um Cristianismo mais bíblico, emoldurado pela Verdade escrita e não pela “verdade” sensitiva. Já não é de agora que denominações inteiras cultivam e estimulam um emocionalismo barato, sem o menor temor de rotular suas práticas ao “mover do Espírito Santo”. Com isso, transformam suas reuniões e grandes encontros num autêntico espetáculo do circo dos horrores, com gente caindo pra todo lado, tremendo, correndo, saltando e expressando sua insanidade em gargalhadas descontroladas, tudo isso sob a bandeira de um suposto “avivamento espiritual”. O mais preocupante em todo esse processo é a falta de alguém lúcido e psicologicamente são, que seja capaz de sugerir um exame criterioso das Escrituras.

A espiritualidade cristã jamais será moldada por qualquer geração doente. A chancela do que é saudável e do que é doentio é dada pelo próprio Cristo, por Seu ensino e exemplo. A tentativa de desenvolver uma espiritualidade vinculada à cultura ou às tendência de qualquer desequilibrado que aparece, contando uma visão ou uma revelação, só contribui para aumentar o número dos que dão entrada em clínicas psiquiátricas em meio a verdadeiros surtos psicóticos. O pior de tudo isto é que ninguém fala absolutamente nada.

É bem provável que a causa deste silêncio seja o despreparo teológico da maioria e a construção de certos paradigmas podres. Um deles é relacionar o estudo teológico à falta de unção. Com todo respeito, não há estupidez maior do que esta. Na verdade, é a resistência ao texto que colocou o movimento evangélico no Brasil e no mundo sob suspeita.

Uma rápida leitura dos Evangelhos, deixará em qualquer leitor minimamente atento, a real impressão de que o ministério de Jesus foi reflexivo. Ele nunca tencionou provocar transes e catarses. Suas mensagens e ensinamentos tinham o objetivo de fazer sua audiência pensar. Logo, embarcando na boléia de Jesus, Sua espiritualidade tinha um caráter mais cognitivo do que sensitivo, por isso Ele foi chamado de Mestre.

Já estou antevendo os comentários que chegarão: “O intelectualismo é morte”; “a letra mata”; “a teologia não presta pra nada”… Mas, vou correr o risco e fazer uma colocação final.

Todo cristão precisa estar comprometido com Cristo e o seu ensino. Nenhuma manifestação que escape ao escrutínio bíblico e não faça parte das práticas pessoais de Cristo e dos apóstolos, merece ser considerada, sequer analisada como possivelmente legítima, sob o risco de se abraçar a loucura ao invés da fé. Pense nisto!

Sola Escriptura!

Pr. Weber

Fonte: Pastoreando com o coração

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O Homem de Preto

Existem canções que dispensam comentários, elas são tão perfeitas que qualquer coisa que venhamos a comentar sobre elas é mera redundância, Man in Black é uma destas canções. Johnny Cash é música para minha alma.



Homem de Preto
Johnny Cash

Bom, você me pergunta por que sempre me visto de preto
Por que nunca vê cores brilhantes nas minhas costas,
E por que minha aparência parece ter um tom sombrio.
Bom, existe uma razão para as coisas que visto

Eu visto o preto pelo pobre e oprimido,
Vivendo no lado faminto e sem esperança da cidade,
Eu o visto pelo preso que há muito tempo já pagou pelo seu crime,
Mas está lá porque ele é uma vítima dos tempos.

Eu visto o preto por aqueles que nunca leram,
Ou escutaram as palavras que jesus pronunciou,
Sobre a estrada para a felicidade através do amor da caridade
Por que, você pensaria que ele está falando diretamente para você e eu.

Bom, nós estamos indo muito bem, eu suponho,
Na nossa fileira de carros reluzentes e roupas da moda,
Mas, então, somos lembrados daqueles que são excluídos,
Na frente, tem que existir um homem de preto.

Eu visto pelo velho doente e solitário,
Pelos descuidados que se tornaram frios por causa de uma péssima experiência
Eu visto preto em luto pelas vidas que poderiam existir,
A cada semana perdemos cem bons homens jovens

E, eu visto pelos milhares que morreram,
Acreditando que o senhor estava do lado deles,
Eu visto pelos outros milhares que morreram,
Acreditando que todos nós estávamos do lado deles.

Bom, existem coisas que nunca serão certas, eu sei,
E coisas que precisam de mudanças em qualquer lugar que você vá,
Mas, até nós começarmos a nos mexer para endireitarmos algumas coisas certas,
Você nunca me verá usando um terno branco.

Ah, eu adoraria vestir um arco-íris todos os dias,
E dizer para o mundo que tudo está ok,
Mas tentarei retirar um pouco da escuridão das minhas Costas,
Até as coisas serem brilhantes, eu sou o homem de preto.

Amor ou farisaísmo?


Por Bráulia Ribeiro

Não é fácil separar farisaísmo de amor verdadeiro; mera religião, de fé; medo, de coragem profética.

Tenho fé, aquela certeza interior da limitação da minha humanidade, e da grandeza de Deus. Sei que apesar de sua sublimidade posso me relacionar com Ele de uma maneira pessoal. A fé bíblica não é apenas um consentimento intelectual com as verdades do evangelho, mas relacionamento com o alvo de minha fé é essencial. A fé verdadeira também demanda um compromisso da vontade com as conclusões a que chega minha mente. Torno-me uma realização viva das verdades que creio.

No mundo de hoje no entanto os pressupostos da crença em Deus valem menos do que as emoções que a crença me traz. E estas emoções contraditoriamente são geradas por coisas que não tem nada a ver com Ele. A rigidez cultural da religião me traz muito mais conforto emocional do que seguir o Espírito. Fica complicado exercer uma fé simples porque as emoções humanas são sempre complexas. Jesus me faz tão bem... Como a chocolate, pimenta ou sexo, Jesus se tornou um estimulador da produção de endorfinas. Com esta lógica deixo de ter parâmetros para julgar minha fé. Tudo o que me faz bem deve ser produto de fé. As músicas cantadas hoje na maioria das igrejas só se referem a Deus em relação a mim e minhas emoções, portanto meu subconsciente conclui que tudo no universo gira em torno de mim.

O Espírito Santo paciente, no seu papel de me alertar, me diz que não é assim, e que não preciso me sentir bem, com qualquer coisa o tempo todo. Me mostra que a fé não necessariamente deve me fazer feliz mas sim me gerar uma paz não compreendida pela razão. Me questiono ao julgar decisões ou adotar posturas se o faço por dogmatismo cômodo, por mero conforto emocional, medo ou por convicção real. Não é fácil separar farisaísmo de amor verdadeiro; mera religião, de fé; medo, de coragem profética.

Um jeito de se descobrir a qualidade de fé que se tem é no ambiente de ausência dela. Se circulamos apenas entre cristãos que rezam pela mesma cartilha doutrinária, dificilmente teremos nossa fé/emoção religiosa colocada à prova. É num ambiente de questionamentos, deboches, críticas é que podemos testar a força e de nossas convicções.

A questão do infanticídio, este ano atraiu a máfia ideológica pró-índio que odeia as missões cristãs. Fui submetida durante o ano à diversas sabatinas. Algumas feitas por entrevistadores apenas curiosos, outras por repórteres especialistas em enganar o entrevistado. Em muitos momentos tivemos que nos questionar para saber o que realmente cremos e como podemos apresentar o que cremos ao público.

Por mais confortável que me faça sentir o atribuir ao diabo as perseguições, pensar que estamos sofrendo por amor à Cristo, um subproduto da fé, o Espírito Santo novamente me leva para um caminho diferente e me diz que estou sofrendo devido à minha própria burrice.

Durante muitos anos como missão só nos comunicamos para a audiência evangélica. Não havia nem interesse de nossa parte de falar com o mundo de fora. Vivíamos como a maioria dos crentes no mundo hermeticamente fechado da religião, e nossa única obrigação com o “mundo” era a kerigma, ou proclamação da fé. Hoje graças ao desconforto do Espírito considero este isolamento indesculpável, e vejo que sofremos perseguição não por causa do evangelho, mas por causa de nosso pecado de negligência com a missão mais ampla da igreja. Não amei a sociedade ao meu redor o suficiente para considerá-los dignos de receber minha prestação de contas em sua própria linguagem. Aliás tenho muita dificuldade em falar o socialês, crentês no entanto sai com facilidade. Não amei os movimentos indigenistas para ser transparente e compreensível, para educá-los numa abordagem mais humana. Nos tornamos, por orgulho religioso, uma utilidade pública, com utilidade privada, e isto hoje para nós é a desconfortável marca do pecado que vamos carregar por algum tempo.

Ser sal da terra e luz do mundo, sol e sal, dois elementos conhecidos anti-putrefação, não é coisa simples. Ser fariseu é fácil, viver fé é difícil. Percebo, espero que não tarde demais, que o verdadeiro amor me obriga à transparência e discipulado da sociedade como um todo.

Discipulado e verdade não podem ser trocados por conversão religiosa, e minha maior vitória será amar até o fim aqueles que me odeiam e ao evangelho que prego. Serei discípula d’ Ele quando ainda for capaz de responder em amor aqueles que nunca se convertem, que permanecem no pecado e debocham da minha fé, apesar de todos meus esforços. Não é fácil. Exige cruz, a d’ Ele que me cobre de graça e a minha que mata meu egoísmo, minha obsessão comigo e com minha própria gente.


Fonte: Eclésia
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