terça-feira, 31 de agosto de 2010

Casting Crowns: Jesus, me abrace agora!

Acredito que já ficou claro o quanto gosto do Casting Crowns. É incrível como suas canções tocam a minha alma, é como se cada letra fosse uma conversar particular entre eu e Deus.

Jesus, hold me now (Jesus, abrace-me agora) é mais uma destas canções/orações que você ouve por horas e horas sem se cansar. É difícil descrever, melhor mesmo é ouvir.



Casting Crowns
Jesus, Hold Me Now

(Jesus, Me Segure Agora )

Vivendo o proprio eu, pensando por mim mesmo
Castelos na areia, riqueza temporária
Agora as paredes estão caindo
Agora, as tempestades estão se fechando
E aqui estou eu de novo

Jesus, me abrace agora
Eu preciso Te sentir neste lugar
Para saber que estás ao meu lado
E ouvir Tua voz esta noite
Jesus me abrace agora
Eu anseio por Teu abraço
Estou castigado e quebrado
Eu nao consigo encontrar uma saida
Jesus, me abrace agora

O sol da manhã, arrasta-me para mais um dia
Para colher o que eu tenho plantado, vivendo com a minha vergonha
Bem-vindo ao meu mundo, e a vida que eu tenho construido
Um dia você é um príncipe, e no dia seguinte você é um escravo

Senhor, eu olhei para hoje
E percebi o quanto eu estou longe de tua presença
Eu não sei mais o que falar
quebrado aos Teus coloco
A vida que tenho dilacerado
Jesus me abrace agora
Jesus me abrace agora
Jesus me abrace agora
Jesus me segure agora

Viver ou juntar dinheiro?


"Meu nome é Sergio e tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada.
Quando eu era jovem as pessoas me diziam para escutar os mais velhos que eram os mais sábios, agora, me dizem que tenho que escutar os jovens, porque eles são mais inteligentes.

Na semana passada, eu li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico, e eu aprendi muita coisa.

Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de ter tomado um cafezinho por dia nos últimos 40 anos, eu teria economizado R$30mil. Se eu tivesse deixado de ter comido uma pizza por mes, eu teria economizado R$12mil, e assim por diante.

Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas e descobri, para a minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário; bastava eu não ter tomado as caipirinhas que eu tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que eu comprei e principalmente não ter desperdiçado o meu dinheiro em itens supérfulos e descartáveis.

Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$500mil na conta bancária, é claro que eu não tenho esse dinheiro, mas se tivesse, sabe o que esse dinheiro me permitiria fazer??? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfulos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos a vontade.

Por isso, acho que me sinto feliz em ser pobre: gastei meu dinheiro com prazer e por prazer.
E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz, caso contrário eles chegarao aos 61 anos com um monte de dinheiro, mas sem ter vivido a vida..."

Texto enviado a Max Gehringer - do jornal da CBN Brasil

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Joyful 'toon: Aquietai-vos

Joyful 'toon número 158.
 
     Joyful 'toon 158_Be still PT.BR
 
 
 Comentário do autor:
Quando você se encontrar numa situação que estiver além de sua compreensão, não ceda ao medo; antes, confie que Deus é capaz de lhe sustentar no meio da tribulação.
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Por que odiamos política?

Ó cristão safado e preguiçoso, rápido e disposto a consumir porcarias que de nada edificam. Você seria capaz de explicar por que a preguiça de pensar tomou por completo sua vida? Tenha um pouco de paciência e reflita.

Minha reflexão se iniciou quando…

…procurado por dois amigos em fase de decisão sobre suas candidaturas nas próximas eleições, fui inquirido sobre qual minha opinião a respeito. Confesso que já gastei muito tempo de minha vida revendo convicções a respeito do envolvimento de cristãos na política e, naquele momento, eu só pude dizer que meu desejo era realmente que houvessem candidatos em quem eu acreditasse.

Apenas quero ACREDITAR de verdade.

O problema desta apatia generalizada que tomou conta de nossa geração, é que um alto preço será pago num futuro nem tão distante assim. Tudo continuará ruim e, por omissão, somos tão culpados quanto cada corrupto no poder deste país.

A questão é analisarmos se de fato é necessário que um cristão se candidate a um cargo público. A experiência nos diz que militantes evangélicos geralmente são os piores. Então como transformar a história de uma cidade/estado/país sem estar diretamente à frente do poder?

No auge da perseguição ao cristianismo dentro do Império Romano, surgiu uma máxima que pode nos guiar para um caminho excelente e desafiador. Diziam que “o pensamento cristão é mais poderoso do que Roma“. Infelizmente esta frase não pode ser utilizada nos dias de hoje.

Creio que não faz diferença se o vereador eleito é um satanista, macumbeiro, ateu ou um pastor. Todos são pessoas da mesma laia. Pecadores e incapazes de buscar naturalmente o que é JUSTO. Porém, creio também em duas forças que, aplicadas em conjunto, quase que inevitavelmente proporcionam sucesso na proposta de transformar politicamente determinada região.

A primeira força é a oração. Mas não irei gastar meu tempo explicando como isto se dá e os “porquês”. Levante seu traseiro fétido da cadeira e procure na bíblia. Vai encontrar muitas explicações claras a respeito disto.

A segunda força é a influência. Não a que os evangélicos tem obtido às custas de formação de currais eleitorais, ou da terceirização de funções públicas em troca de dinheiro; mas através da influência moral individual que cada cristão DEVERIA exercer.

O político satanista ou ateu deveria, em tese, temer. Deveria, independente de suas crenças individuais, nutrir o temor que o Império Romano sentiu pelo pensamento cristão. Deveria ter respeito pelos mártires cristãos de nossa geração; e por todos os que, independente de governo, crise ou qualquer outra coisa, continuam a viver intensamente um evangelho unanimemente reconhecido como genuíno.

E nós, deveríamos dar o exemplo. Sendo aqueles que, renunciando ao lado sujo da política (tão visível em nossos denominacionalismos), começássemos a busca incessante pela justiça; não mais reclamando da má administração dos impostos, mas revelando que somos capazes de empreender com o que nos resta… e até com a nossa própria vida se necessário.

Deixemos Roma cuidar do que lhe é próprio; enquanto nós continuaremos a gastar nossa vida exclusivamente com o que é imp0rtante: pessoas.

A política é o reflexo do povo.
Porém, a política também é o reflexo da omissão da Igreja em todos os níveis.
Quando nós fizermos nossa parte, toda a sociedade será transformada.

Inclusive a política.
Ariovaldo Jr

Fonte : Ariovaldo Jr

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

As leis da natureza movem as coisas?


As leis da física estabelecem, entendo eu, que quando uma bola de bilhar A põe em movimento outra bola de bilhar B, a velocidade perdida por A equivale exatamente à velocidade ganhada por B. Isto é uma lei. Ou seja, é a norma a que se conforma o movimento das duas bolas. Isso, supondo, é lógico, que algo pôs a bola A em movimento. E aqui vem o porém. A lei não o fará. Geralmente é um homem com um taco que o faz. Porém, um homem com um taco nos remete a uma vontade. Admitamos, então, que a bola esteja sobre uma mesa em um barco e que o que a pôs em movimento foi uma sacudida no barco causado por uma onda. Nesse caso, não foi a lei que causou o movimento. Foi uma onda. E a onda, que se movia, certamente seguindo as leis da física, tampouco eram movidas por si próprias. Eram empurradas por outras ondas e por ventos, e assim sucessivamente. Por mais que voltemos à origem da história, nunca encontraremos leis causando nada.

Então surgiu na minha mente a óbvia conclusão deslumbrante: as leis da natureza não tem produzido um só acontecimento em toda a história do universo. As leis são a norma a qual os acontecimentos devem se ajustar, sempre que movidos ou ocorridos. Porém, como conseguimos que ocorram? Como conseguimos que o movimento não se detenha? As leis da natureza não nos podem ajudar a responder essas perguntas. Os acontecimentos as obedecem, como as operações monetárias obedecem as leis da aritmética. Some cinquenta centavos a outros cinquenta centavos e o resultado será de um real. Porém, a aritmética, por si mesma, não porá um só centavo em nossos bolsos. Até agora, eu tinha a vaga idéia de que as leis da natureza poderiam fazer com que as coisas ocorressem. Agora vejo que isso seria como pensar que poderíamos aumentar nossos salários fazendo somas com ele. As leis são a norma a qual se ajustam os acontecimentos. Porém, sua origem deve ser procurada em outro lugar.

Talvez se possa expressar esta idéia dizendo que as leis da natureza explicam todas as coisas, exceto a origem dos acontecimentos.

Então, de onde vem os acontecimentos? Cada acontecimento procede de um acontecimento prévio. Porém, o que ocorre se seguirmos a linha do processo até a sua origem?

Nosso problema atual não são as coisas, mas os acontecimentos. A ciência, quando atingir um estado de perfeição, explicará a conexão entre cada elo da corrente, porém a existência real da corrente continuará completamente inexplicável.

Em Hamlet, quebra-se um galho e Ofélia morre. O fato ocorreu porque o galho se quebrou ou porque Shakespeare quis que Ofélia morresse neste momento da obra? Escolham o que quiserem, até mesmo as duas possibilidades. A alternativa sugerida pela pergunta não é, de maneira alguma, uma alternativa real, uma vez que sabemos que é Shakespeare o autor de toda obra.

C. S. Lewis

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O que é preciso para construir um país

Vi essa apresentação de slides há muito tempo, antes das eleições que puseram o Lula na presidência pela primeira vez. Na época, me mandaram por email, formato de arquivo do PowerPoint. Agora a achei já hospedada no Slideshare e a compartilho aqui. Trata-se do texto Precisa-se de matéria prima para construir um país, de João Ubaldo Ribeiro. Sua leitura é extremamente recomendada para esse ano de eleições.
 
 
 

[política, eleições presidenciais/para presidente 2010]

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Joyful 'toon: Declaração de dependência

Joyful 'toon de número 157, produzido pelo Mike por ocasião da comemoração da Independência dos Estados Unidos. Seu comentário sobre este cartum, para o público não estadunidense, é:
 

Em 4 de julho de 1776, os líderes das treze colônias inglesas na América do Norte assinaram um documento conhecido como a "Declaração de Independência", proclamando a libertação da América do domínio britânico. O 4 de julho é celebrado anualmente nos Estados Unidos com paradas e espetáculos de fogos de artifício. Como cristãos, quando colocamos nossa fé em Jesus é como se estivéssemos assinando uma "Declaração de Dependência" expressando nossa total dependência de Jesus para nossa salvação.

 
   Joyful 'toon 157_Declaration PT.BR
 
 
 Comentário do autor:
Nenhum de nós pode prover nossa própria salvação do pecado e da morte. Dependemos da graça de Deus e do sacrifício de Jesus.
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Oração por um amigo

Prayer for a friend é uma das mais belas canções do Casting Crowns, um hino à amizade. E gostaria de dedicar esta linda oração a todos os "melhores amigos" do mundo. Que esta canção seja a nossa oração por aqueles irmãos que escolhemos para caminhar conosco.




Casting Crowns
Oração por um amigo / Prayer for a friend



Senhor, eu entrego meu amigo a Ti
Eu tenho feito tudo o que posso fazer
Eu entrego meu amigo a Ti
circunstâncias complicadas
tem atrapalhado sua visão
Senhor, eu entrego o meu amigo a ti

Eu temo não ter
as palavras que ele precisa ouvir
Eu oro pela sua Sabedoria, oh Deus
e um coração sincero
E Senhor, eu entrego o meu amigo a Ti

Senhor eu entrego o meu amigo a Ti
Meu melhor amigo no mundo,
eu sei que ele significa muito mais para Ti
Eu quero muito poder ajuda-lo, mas
isto é algo que só ele pode fazer
Senhor eu entrego meu amigo a Ti

Existe um caminho que parece tão certo para ele
mas Tu sabes aonde isto o guiará
Ele esta se tornando um marionete do mundo
Tão cego para ver as amarras
Senhor, eu entrego o meu amigo a Ti
Meu amigo a Ti...

Senhor, eu entrego meu amigo a Ti
Eu fiz tudo que podia fazer
Eu elevo meu amigo a Ti

domingo, 22 de agosto de 2010

A regreção da "redassão"


Tá pensando em prestar vestibular este ano? Então dá uma olhada nesta crônica de Carlos Eduardo Novaes, afinal o segredo de escrever está no que você lê.


Semana passada recebi um telefonema de uma senhora que me deixou surpreso.
Pedia encarecidamente que ensinasse seu filho a escrever.
- Mas, minha senhora - desculpei-me -, eu não sou professor.
- Eu sei. Por isso mesmo. Os professores não têm conseguido muito.
- A culpa não é deles. A falha é do ensino.
- Pode ser, mas gostaria que o senhor ensinasse o menino. O senhor escreve muito bem.
- Obrigado - agradeci -, mas não acredite muito nisso. Não coloco vírgulas e nunca sei onde botar os acentos. A senhora
precisa ver o trabalho que dou ao revisor.
- Não faz mal - insistiu -, o senhor vem e traz um revisor.
- Não dá, minha senhora - tornei a me desculpar -, eu não tenho o menor jeito com crianças.
- E quem falou em crianças? Meu filho tem 17 anos.
Comentei o fato com um professor, meu amigo, que me respondeu: "Você não deve se assustar, o estudante
brasileiro não sabe escrever". No dia seguinte, ouvi de outro educador: "O estudante brasileiro não sabe escrever".
Depois li no jornal as declarações de um diretor da faculdade: "O estudante brasileiro escreve muito mal".
Impressionado, saí a procura de outros educadores. Todos me disseram: acredite, o estudante brasileiro não sabe
escrever.
Passei a observar e notei que já não se escreve mais como antigamente. Ninguém mais faz diário, ninguém
escreve em portas de banheiros, em muros, em paredes. Não tenho visto nem aquelas inscrições, geralmente
acompanhadas de um coração, feitas em casca de árvore. Bem, é verdade que não tenho visto nem árvore.
- Quer dizer - disse a um amigo enquanto íamos pela rua - que o estudante brasileiro não sabe escrever? Isto é ótimo para mim. Pelo menos diminui a
concorrência e me garante emprego por mais dez anos.
- Engano seu - disse ele. - A continuar assim, dentro de cinco anos você terá que mudar de profissão.
- Por quê? - espantei-me.
- Quanto menos gente sabendo escrever, mais chance eu tenho de sobreviver.- E você sabe por que essa geração não sabe escrever?
- Sei lá - dei com os ombros -, vai ver que é porque não pega direito no lápis.
- Não senhor. Não sabe escrever porque está perdendo o hábito da leitura. E quando o perder completamente, você vai escrever para quem?
Taí um dado novo que eu não havia considerado. Imediatamente pensei quais as utilidades que teria um jornal no futuro: embrulhar carne?
Então vou trabalhar num açougue. Serviria para fazer barquinhos, para fazer fogueira nas arquibancadas do Maracanã, para forrar sapato furado ou
para quebrar um galho em banheiro de estrada? Imaginei-me com uns textos na mão, correndo pelas ruas para oferecer às pessoas, assim como
quem oferece hoje bilhete de loteria:
- Por favor amigo, leia - disse, puxando um cidadão pelo paletó.
- Não, obrigado. Não estou interessado. Nos últimos cinco anos a única coisa que leio é a bula de remédio.
- E a senhorita não quer ler? - perguntei, acompanhando os passos de uma universitária. – A senhorita vai gostar. É um texto muito curioso.
- O senhor só tem escrito? Então não quero. Por que o senhor não grava o texto? Fica mais fácil ouvi-lo no meu gravador.
- E o senhor, não está interessado nuns textos?
- É sobre o quê? Ensina como ganhar dinheiro?
- E o senhor, vai? Leva três e paga um.
- Deixa eu ver o tamanho - pediu ele.Assustou-se com o tamanho do texto:
- O quê? Tudo isso? O senhor está pensando que sou vagabundo? Que tenho tempo para ler tudo isso? Não dá para resumir tudo em cinco linhas?


(Carlos Eduardo Novaes)

Serra mente em debate: DEM quer sim acabar com o ProUni



Encontrei este texto no Conversa Afiada que republico do blog Amigos do Presidente Lula:

José Serra mente em debate. O DEM quer sim acabar com o ProUni

José Serra disse no debate promovido pelo Uol e Folha, que não era verdade da candidata Dilma quando se referiu ao DEM ter entrado no STF pedindo o fim do ProUni. Para mostrar que José Serra é mentiroso, leia o processo publicado na página do STF.

Quarta-feira, 02 de abril de 2008
Ministro Carlos Ayres Britto vota pela constitucionalidade do ProUni

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto votou hoje (2) pela constitucionalidade do ProUni, o Programa Universidade para Todos. O Programa foi alvo de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 3330, 3314 e 3379) logo após ser criado pelo governo, por meio de medida provisória, depois convertida na Lei 11.906/05. O julgamento foi interrompido pelo ministro Joaquim Barbosa, que pediu vista do processo.

Em seu voto, Ayres Britto rechaçou um a um os argumentos contra o ProUni. A Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenem), os Democratas (DEM) e a Federação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social (Fenafisp) alegam que o programa criou uma discriminação entre os cidadãos brasileiros, ofendendo os princípios constitucionais da isonomia e da igualdade

Pela lei, as universidades privadas devem instituir políticas de ações afirmativas para receber recursos do ProUni, com reserva de parte das bolsas de estudo para alunos que tenham cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou em instituições privadas na condição de bolsista integral, sendo que parte das bolsas deve ser concedida para negros, indígenas e pessoas portadoras de necessidades especiais. Além disso, a lei determina que as bolsas de estudo integrais só podem ser concedidas a brasileiros cuja renda familiar mensal per capita não exceda 1,5 salário-mínimo.

Ayres Britto disse que é pelo combate eficaz a situações de desigualdade que se concretiza a igualdade e que a lei pode ser utilizada como um instrumento de reequilíbrio social, se não incidir em discriminação. “Não se pode criticar uma lei por fazer distinções. O próprio, o típico da lei é fazer distinções, diferenciações, `desigualações´ para contrabater renitentes `desigualações´.”

Ao citar a máxima de que “a verdadeira igualdade consiste em tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais”, Ayres Britto lembrou que a lei beneficia estudantes com carência patrimonial e de renda, uma faixa da população que tem sido alvo de ciclos repetitivos de desigualdades.

“A `desigualação´ em favor dos estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas e os egressos de escolas privadas que hajam sido contemplados com bolsa integral não ofende a Constituição pátria, porquanto se trata de um discrímen que acompanha a toada de compensação de uma anterior e factual inferioridade [patrimonial e de renda]”, concluiu.

Isenção tributária
Outra inconstitucionalidade apontada é que a lei teria desvirtuado o conceito constitucional de entidade beneficente de assistência social, criando regras para as entidades aderirem ao ProUni e limitando o poder estatal de tributar, o que só poderia ser feito por meio de lei complementar.

Ayres Britto também afastou esses argumentos. Ele disse que as entidades beneficentes de assistência social abarcam as de assistência educacional e que a lei do ProUni tão-somente criou um “critério objetivo de registro contábil compensatório da aplicação financeira em gratuidade por parte das instituições educacionais”.
Matéria penal

As entidades argumentaram, ainda, que a lei tratou de matéria penal ao fixar penalidades para instituições que descumprirem as obrigações assumidas no termo de adesão ao ProUni. Ayres Britto disse que as determinações da lei “nem de longe” trataram de matéria penal. Segundo ele, elas transitam no campo de matéria administrativa e foram produzidas de modo cuidadoso, tanto que fazem questão de condicionar eventual sanção a uma entidade somente após a instauração de procedimento administrativo, assegurado o contraditório e o direito de defesa.Aqui o link

Leia mais:
22/10/04
Confenem questiona no Supremo o Programa Universidade para Todos
RR/LF
Processos relacionados
ADI 3330
ADI 3314
ADI 3379

Serra chega ao debate VAIADO

Na chegada de Serra, estudantes da PUC protestaram e chamaram o candidato tucano de “sem-vergonha, hipocondríaco e safado”, além de protestar pela atuação da polícia durante uma greve da Universidade de São Paulo (USP) em sua gestão à frente do Estado de São Paulo, quando a tropa entrou no campus.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Billie Holiday - Strange Fruit


Quando publiquei o som do mural sobre Billie Holiday, omiti o seu maior sucesso, "Strange Fruit", pois uma única postagem seria insuficiente para falar de Holiday e de seu "etranho fruto".

Vamos à história: "Strange Fruit" é um hino contra o racismo, e fala de estranhos frutos que pendiam dos álamos do sul, (corpos de negros linchados e enforcados em árvores).

"Strange Fruit" foi composta como um poema por Abel Meeropol, um professor judeu de colégio do Bronx, sobre o linchamento de dois homens negros. Ele a publicou sob o pseudônimo de Lewis Allan.

Meeropol escreveu "Strange Fruit" para expressar seu horror com os linchamentos e enforcamentos praticados pelos brancos no sul dos EUA. Meeropol fez o poema possivelmente após ter visto a fotografia de Lawrence Beitler do linchamento de Thomas Shipp e Abram Smith em Marion, Indiana, ocorrido em 7 de agosto de 1930. Ele publicou o poema em 1936, em The New York Teacher, uma publicação sindical.

Holiday cantou strange fruit pela primeira vez em 1939 no Café Society. Ela disse que cantá-la fazia-a ter medo de retaliações. Holiday mais tarde disse que as imagens de "Strange Fruit" lembravam-na de seu pai, isto fez com que ela continuasse a cantar a música. A canção tornou-se parte regular das apresentações ao vivo de Holiday.

No mesmo ano Holiday se aproximou de sua gravadora, a Colúmbia Records, para gravar a canção. Mas a Columbia, temendo a repercussão das lojas de discos no sul, assim como a possível reação negativa de rádios afiliadas à CBS, recusou-se a gravar a canção. Mesmo o grande produtor da Columbia, John Hammond, recusou-se também. Decepcionada, ela procurou seu amigo Milt Gabler (tio do comediante Billy Crystal), cuja selo, a Commodore Records, gravava músicas de jazz alternativo.

Holiday cantou para ele "Strange Fruit" a cappella e a canção comoveu Gabler ao ponto de fazê-lo chorar. Em 1939, Gabler fez um acordo especial com a Vocalion Records para gravar e distribuir a cancã, e a Columbia permitiu a realização de uma sessão fora do contrato para poder gravar a música.

Então no mesmo ano “Strange Fruit” sai em forma de um compacto e automaticamente se torna o maior sucesso de Holiday.

Barney Josephson reconheceu o impacto da canção e insistiu para que Holiday encerrasse suas apresentações com ela. Quando a canção estava para começar, os garçons paravam de servir as mesas, todas as luzes se apagavam e um único foco de luz iluminava Holiday no palco. Durante a introdução musical, Holiday ficava com seus olhos fechados, como se evocando uma oração.

A versão de Strange Fruit” de Holiday foi colocada na lista do Hall da Fama do Grammy em 1978
Em dezembro de 1999, a revista Time deu a "Strange Fruit" o título de canção do Século.

Em 2002, a Biblioteca do Congresso colocou a canção dentre as 50 que seriam adicionadas ao National Recording Registry.

A voz inigualável de Holiday, nunca foi tão poderosa como em Strange Fruit, é impossível ouvi-la e não se emocionar. Billie Holiday é musica para minha alma!



Estranho Fruto

As árvores do Sul estão carregadas com um estranho fruto,
Sangue nas folhas e sangue na raiz,
Um corpo negro balançando na brisa sulista
Um estranho fruto pendurado nos álamos.

Uma cena pastoral no galante Sul,
Os olhos esbugalhados e a boca torcida,
Perfume de magnólia doce e fresco,
Então o repentino cheiro de carne queimada!

Aqui está o fruto para os corvos arrancarem,
Para a chuva recolher, para o vento sugar,
Para o sol apodrecer, para as árvores fazer cair,
Eis aqui uma estranha e amarga colheita.

Fonte: Wikipédia

Billie Holiday, a dolorida voz do jazz



O que falar sobre Billie Holiday que já não tenha sido dito? Dizer que ela foi à maior cantora de jazz de todos os tempos é redundância. Dona de voz uma etérea, flexível e levemente rouca, Holiday impregnava suas canções de uma amargura e beleza ímar. Acredito que a melhor definição do que é escutar Holiday, seja a dada pelo blogueiro Pierre Oacks "Billie Holiday é um cotonete abstrato, em meio a toda essa poluição sonora em que vivemos ouvi-la purifica a alma e todos os sentidos do corpo!" Seu legado é indiscutível e sua música soa como bálsamo para a alma.

Eleanor Fagan Gough, ou como era conhecida pelos amigos Lady Day, nasceu no gueto negro de Baltimore em sete de abril de 1915. Filha de pais adolescentes Sara Fagan de 13 anos e Clarence Holiday de 15 anos.

Criada pela mãe separada do pai, Billie sofreu todas as dores que uma garotinha negra e pobre dos EUA poderia esperar da vida. Violentada por um vizinho aos dez anos e castigada por isso foi internada numa casa de correção para meninas vítimas de abuso. Aos 12 anos trabalhava lavando o chão de prostíbulos. Aos quatorze anos, indignada com o racismo e a posição de criada de sua mãe, caiu na prostituição. Alcoólatra e viciada em heroína apanhou e foi roubada por seus sucessivos maridos. Billie sofreu de todas as formas até a sua morte aos 44 anos, seu único refugia era a música, onde ela despejava toda a sua alma.

Em 1930, Billie e sua mãe são ameaçadas de despejo, por deverem 45 dólares ao seu senhorio, Billie então sai às ruas desesperada na busca de algum dinheiro. Entrando em um bar do Harlem, ofereceu-se como dançarina, mostrando-se um completo desastre. Penalizado com a situação o pianista pergunta se ela sabe cantar e Holiday pede que ele toque Trav’lin All Alone. Em instantes todos estão de olho nela, que sai do bar com cinquenta e sete dólares e um emprego fixo. Naquele dia nascia a lenda de Billie Holiday.

Após três anos cantando em diversas casas, atraiu a atenção do crítico John Hammond, através de quem ela gravou seu primeiro disco, com a big band de Benny Goodman. Era o real início de sua carreira. Começou a cantar em casas noturnas do Harlem (Nova York), onde adotou seu nome artístico.A parti daí Holiday passou a escrever seu nome na historia, ela nunca teve educação formal de música e seu aprendizado se deu ouvindo Bessie Smith e Louis Armstrong.

Cantou com as big bands de Artie Shaw e Count Basie. E foi uma das primeiras negras a cantar com uma banda de brancos, em uma época de segregação racial nos Estados Unidos (anos 1930). Consagrou-se apresentando-se com as orquestras de Duke Ellington, Teddy Wilson, Count Basie e Artie Shaw, e ao lado de Louis Armstrong.

Sua dicção, seu fraseado, a sensualidade à flor da voz, expressando incrível profundidade de emoção, a aproximaram do estilo de Lester Young, com quem, em quatro anos, gravou cerca de cinquenta canções, repletas de swing e cumplicidade. Lester Young foi quem lhe apelidou "Lady Day".

A partir de 1940, apesar do sucesso, Billie Holiday, sucumbiu ao álcool e às drogas, passando por momentos de depressão, o que se refletia em sua voz.

Pouco antes de sua morte por overdose de drogas, Billie Holiday publicou sua autobiografia em 1956, Lady Sings the Blues, a partir da qual foi feito um filme, em 1972, onde Diana Ross interpreta Holiday.

Holiday morreu em 17 de julho de 1959, mas seu canto permanece mais vivo que nunca, para saber mais sobre Lady Day, basta ouvir a sua musica que ela deixou como presente para um mundo que lhe foi tão ingrato.












quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Uma ovelha fala da vida no rebanho


O nosso dono é o meu pastor, ele não terceirizou o nosso apascentamento, ele mesmo cuida de tudo e eu não preciso de mais nada.

O movimento de nosso pastor é me levar a descansar. Ele nos coloca num pasto estourando de verde, e eu como daquela abundância! Mas, miraculosamente, contrário ao que me seria natural, ao invés de comer, vorazmente, até consumir a própria raiz da relva toda, eu como a me saciar e deito-me em completo descanso. Nosso pastor me faz compreender que não preciso me desesperar, sempre haverá alimento para nós.

Aí, ele nos leva para tomar água, e como eu sou estabanada, e qualquer movimento me leva a perder o equilíbrio, ele me leva a um lugar especial: não é água parada, então, não corro o risco de contrair nenhuma enfermidade; e, também, não são águas corredeiras, então, não corro o risco de ser arrastada pela correnteza; são águas tranqüilas, e, nesse estado de descanso, me dessedento tranquilamente, sabendo que não serei atacada enquanto me inclino para beber, porque o nosso pastor cuida de mim.

Eu vou com o nosso pastor por qualquer caminho. Eu me deixo conduzir! Não saio do estado de descanso, porque o nosso pastor escolhe sempre o melhor caminho... É uma questão de honra para ele!

Mesmo quando eu não consigo ver um palmo a frente do nariz, quando o caminho está coberto por uma sombra que parece cobrir qualquer luz, e percebo que a própria morte me espreita, e que é um caminho estreito, escorregadio, perigoso, que basta resvalar uma das patas para precipitar-me desfiladeiro abaixo... Eu não tenho medo! O nosso pastor está comigo e me protege: ele tem como, eficazmente, me puxar, se eu ameaçar cair; e eu sei que ele, pronta e precisamente, tocará na pata que estiver a ponto de escorregar e terei como endireitar o meu passo. Isso me consola em meio a essa escuridão, e permaneço em estado de descanso.

E quando lobos, leões, ladrões e mercenários se aproximam... Prontos para o ataque! O nosso pastor, ao invés de sair afugentando-os, prepara um banquete para mim, e continuo a desfrutar do descanso, da paz e de alegria, como de um copo a transbordar! Fica claro, para mim, que os meus inimigos não têm como me alcançar. O nosso pastor é uma barreira intransponível!

Eu quero ficar para sempre nesse rebanho! Aqui eu desfruto da bondade e da misericórdia do nosso dono e pastor. E o nosso pastor me garante que ficarei sempre aqui, com ele, desfrutando desse descanso promovido por sua bondade e misericórdia. Ele nunca vai embora... Ele mora conosco... Melhor! Ele mora em nós e nós nele! Nós somos a casa dele, e ele a casa da gente!

P.S. Talvez você me pergunte: Como é isso? Você fala de ser pastoreado por um pastor único e incomparável, e fala na primeira pessoa do singular, quando sabemos que um pastor apascenta rebanho e não, individualmente, a cada ovelha. Eu respondo: certa vez uma ovelha doutro rebanho qualquer, a observar como o nosso rebanho se movia em bloco, aproximou-se e me questionou sobre como a gente o conseguia. Eu lhe disse que era por causa de nosso pastor, nós o ouvíamos e o obedecíamos. Ela retrucou: Mas eu não consigo ver o seu pastor! E eu expliquei: é que o nosso pastor mora em nós! Nós estamos em rebanho, e o sabemos, mas, como ele mora em nós, embora ele fale a todas, cada uma de nós o ouve como se ele estivesse falando a cada uma de nós, de modo exclusivo. E sabe de uma coisa? Ele o está! De jeito inclusivo ele está falando de forma exclusiva a cada uma de nós. O nosso pastor é assim: nos mantém em unidade enquanto sustenta, em cada uma de nós, a particular identidade!
Ariovaldo Ramos

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Joyful 'toon: Empinador de pipas

Joyful 'toon de número 36.
 
 
  Joyful 'toon 36_Kiteflyer PT.BR
 
 
 Comentário do autor:
Assim como a arraia (pipa) de Franklin fez uma conexão com uma grande fonte de força quando foi acertada pelo raio, nós também podemos fazer uma conexão com a fonte de todo o poder dos céus e terra quando oramos a Deus.
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sobre Deus

Por Ricardo Gondim


Não sei explicar as razões de minha fé. Não sei dizer os porquês de minha devoção. Sinto-me inadequado para convencer os indiferentes. Como fazer que desejem o mesmo sal que tempera o meu viver? Limitado, reconheço que tudo o que sei sobre o Divino é provisório. Não tenho como negar, minhas convicções vacilam. As certezas que me comovem são, decididamente, vagas.

Sei tão somente que Ele se tornou a minha meta, o meu norte, a minha nostalgia, o meu horizonte, o meu atracadouro. Empenhei o futuro para seguir os seus passos invisíveis. No dia em que o chamei de Senhor, a extensão do meu meridiano se alongou e os fragmentos de meu mapa existencial se encaixaram. Ao seu lado, caíram os tapumes da minha estrada e o ponteiro da minha bússola se imantou.

Sei tão somente que Ele se fez residente no campus dos meus pensamentos. Presente nos vôos da minha imaginação, transformou-se no mais doce ponto de minhas interrogações. Causa de toda inquietação, tornou-se a fonte de minha clarividência.

Sei tão somente que Ele se desfraldou como flâmula sobre meus ombros. Por amar tanto e tão formidavelmente, cilício, purgações, sacrifícios, tudo foi substituído por desassombro. No porão da tortura, nos suplícios culposos, achei um ambulatório, o seu regaço.

Livros contábeis, que registravam meus erros, foram rasgados. Encaro a eternidade com a sensação de que as sentenças estão suspensas. Já não fujo dEle como de um Átila. Eu o chamo de Clemente.


Sei tão somente que Ele ardeu o delicado filamento que acendeu a luz dos meus olhos. Ele foi o mourão que marcou o outeiro de minha alma; sou um jardim fechado. Ele é o badalo que dobra o sino do meu coração e o alforje onde guardo acertos e desacertos do meu destino.

Sei tão somente que Ele me fascina com a sua luz refratada em muitos matizes. Dele vem o encarnado que tinge a minha face com o rubor do sol. Seu amarelo me brinda com o açafrão do mistério transcendental. Vejo um roxo que me colore de púrpura real. Seu branco é lunar e me prateia. Seu preto me imprime de um nanquim celeste. Por sua causa, a minha alma espelha o azul dos oceanos virgens.

O que dizer de Deus? Tão pouco! Calado, só espero que o meu espanto celebre o tamanho da minha reverência.

Soli Deo Gloria

Fonte: Ricardo Gondim

Das Vantagens de ser Bobo - Clarice Lispector

Para começar a semana bem, um belo texto: "As vantagens de ser bobo", de Clarice Lispector, na voz de Aracy Balabanian.


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

DEUS PROCURA-TE

Ao longo de toda a minha vida tenho lutado por encontrar Deus, por conhecer Deus, por amar a Deus; procurei seguir as directrizes da vida espiritual - orar constantemente, trabalhar pelos outros, ler as Escrituras - e evitei muitas tentações de arranjar desculpas. Falhei muitas vezes, mas voltei sempre a tentar, mesmo quando estive à beira do desespero.

Agora pergunto se durante todo este tempo tive ou não suficiente consciência de que Deus andou a procurar encontrar-me, conhecer-me e amar-me. A questão não é «Como hei-de encontrar Deus?», mas: «Como hei-de deixar que Deus me encontre?». A questão não é «Como posso conhecer Deus?» , mas: «Como posso deixar que Deus me conheça?». Finalmente, a questão não é: «Como vou amar a Deus?», mas: «Como vou deixar-me amar por Deus?». Deus anda por longe à minha procura, tratando de me encontrar e desejando levar-me para casa.

Nas três parábolas em que Jesus responde à pergunta: porque come com os pecadores? , põe a tónica na iniciativa de Deus. Deus é o pastor que vai à procura da ovelha perdida. Deus é a mulher que acende uma candeia, varre a casa e procura por todo o lado até encontrar a moeda perdida. Deus é o pai que anda em busca dos filhos, vela por eles, corre ao seu encontro, os abraça, roga, suplica e anima a que voltem para casa.

Por estranho que pareça, Deus deseja encontrar-me tanto, se não mais, do que eu desejo encontrar Deus. Sim, Deus reclama-me tanto como eu a Ele. Deus não é o patriarca que fica em casa, imóvel, à espera que os filhos voltem para ao pé dele, à espera que peçam desculpa pelo seu comportamento, que peçam perdão e prometam emendar-se. Pelo contrário, abandona a casa sem fazer caso da sua dignidade, corre à procura deles, não quer saber de desculpas e promessas de emenda, e condu-los à mesa magnificamente preparada.»


Henri Nouwen em "O regresso do filho pródigo"

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Versão gospel de personagens infantis

 
Fonte: Karapuça

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

10 verdades que pregamos sobre 10 mentiras que praticamos

Foto: Free Digital Photos

Certo pastor estava buscando levar a igreja à prática da comunhão e da devoção experimentadas pela igreja primitiva (conforme descrita em Atos dos Apóstolos). Logo recebeu um comunicado de seus superiores: “Estamos preocupados com a forma como você vem conduzindo seu trabalho ministerial. Você foi designado para tomar conta dessa igreja e a fez retroceder, pelo menos, uns 40 anos! O quê está acontecendo?”. O pastor respondeu: “40 anos? Pois então lamento muitíssimo! Minha intenção era fazê-la retroceder uns 2.000!”.

Atualmente temos acompanhado um retrocesso da vivência e prática cristãs. Mas, infelizmente, não é um retrocesso como o da introdução acima. Algumas das verdades cristãs têm sido negadas na prática. Como diz Caio Fábio, muitos de nós somos “crentes teóricos, entretanto, ateus práticos”. Segue-se uma pequena lista dos top 10 das verdades que pregamos (na teoria) acerca das mentiras que vivemos (na prática):

I - “SÓ JESUS SALVA” é o que dizemos crer. Mas o que ouvimos dizer é que só é salvo, salvo mesmo, quem é freqüente à igreja, quem dá o dízimo direitinho, quem toma a santa ceia, quem ganha almas para Jesus, quem fala língua estranha, quem tem unção, quem tem poder, quem é batizado, quem se livrou de todo vício, quem está com a vida no altar (seja lá o que isso signifique), quem fez o Encontro, etc e etc. Resumindo: em nosso conceito de salvação, só é salvo aquele que não me escandaliza.

II - “DIANTE DE DEUS, TODOS OS PECADOS SÃO IGUAIS” é o que dizemos crer. Mas, diante da igreja, o único pecado é fazer sexo fora do casamento. Quando um irmão é pego em adultério, é comum ouvirmos o comentário: “O irmão fulano caiu...”. Ou seja, adultério é visto como uma “queda”. Mas a fofoca que leva a notícia do adultério de ouvido a ouvido é permitida (embora, na Bíblia haja mais referências ao mexeriqueiro do que ao adúltero). Estar com o nome ‘sujo’ no SPC é permitido, embora a Bíblia condene o endividamento. Ser glutão é permitido, a ‘panelinha’ é permitida, sonegar imposto de renda é permitido (embora seja mentira e roubo), comprar produto pirata é permitido (embora seja crime) construir igreja em terreno público é permitido (embora seja invasão).

III - “AUTOFLAGELAÇÃO É SACRIFÍCIO DE TOLO”, é o que dizemos crer. Condenamos o sujeito que faz procissão de joelhos, que sobe escadarias para pagar promessas. Ainda assim praticamos um masoquismo espiritual que se expõe em frases do tipo: “Chora que Deus responde”; “a hora em que seu estômago está doendo mais é a hora em que Deus está recebendo seu jejum”; “quando for orar de madrugada, tem que sair da cama quentinha e ir para o chão gelado”; “tem que pagar o preço”.

IV - “ESPÍRITO DE ADIVINHAÇÃO É DIABÓLICO” é o que dizemos crer, mas vivemos praticando isso nas igrejas, dentro dos templos e durante os cultos!
- Olha só a cara do pastor. Deve ter brigado com a esposa.
- A irmã Fulana não tomou a ceia. Deve estar em pecado.
- Olha o irmão no boteco. Deve estar bebendo...
- Olha só o jeito que a irmã ora. É só para se amostrar...
- Olha a irmã lá pegando carona no carro do irmão. Hum, aí tem...

V - “DEUS USA QUEM ELE QUER” é o que dizemos. Mas também dizemos: Deus não pode usar quem está em pecado; Deus não usa ‘vaso sujo’; “Como é que Deus vai usar uma pessoa cheia de maquiagem, parecendo uma prostituta?”.

VI - “DEUS ABOMINA A IDOLATRIA” dizemos. Mas esquecemos que idolatria é tudo o que se torna o objeto principal de nossa preocupação, lealdade, serviço ou prazer. Como renda, bens, futebol, sexo ou qualquer outra coisa. A questão é: quem ou o quê regula o meu comportamento? Deus ou um substituto? Há até muitas esposas, por exemplo, que oram pela conversão do marido ao ponto disso tornoar-se numa obsessão idolátrica: “Tenho que servir bem a Deus, para ele converter meu marido”; “Não posso deixar de ir a igreja senão Deus não salva meu marido”; “Preciso orar pelo meu marido, jejuar pelo meu marido, fazer campanhas pelo meu marido, deixar de pecar pelo meu marido”. Ou seja, a conversão do marido tornou-se o objetivo final e Deus apenas o meio para alcançar esse objetivo. E isso também é idolatria.

VII - A BÍBLIA É A ÚNICA REGRA DE FÉ E PRÁTICA CRISTÃS
...Eu sei que a Bíblia diz, mas o Estatuto da Igreja rege...
... Eu sei que a Bíblia diz, mas nossa denominação não entende assim
... Eu sei que a Bíblia diz, mas a profeta revelou que é assim que tem que ser
... Eu sei que a Bíblia diz, mas o homem de Deus teve um sonho...
...Eu sei que a Bíblia diz, mas isso é coisa do passado...

VIII - DEUS ME DEU ESTA BENÇÃO!
...mas eu paguei o preço.
...mas eu fiz por onde merece-la.
...mas não posso dividir com você porque posso estar interferindo na vontade de Deus. Vai que Ele não quer que você tenha... Se você quiser, pague o preço como eu paguei.

IX - NÃO SE DEVE JULGAR PELAS APARÊNCIAS. AS APARÊNCIAS ENGANAM – mas frequentemente nos deixamos levar por elas para emitirmos nossos juízos acerca dos outros. Julgamos pela roupa, pelo corte de cabelo, pelo tamanho da saia, pelo tipo de maquiagem (ou a falta dela), pelo jeito de andar, de falar, pelo aperto de mão, pela procedência. Frequentemente, repito: frequentemente falamos ou ouvimos alguém falar: “Nossa! Como você é diferente do que eu imaginava. Minha primeira impressão era de que você era outro tipo de pessoa”.

X - A SANTIFICAÇÃO É UM PROCESSO DE DENTRO PARA FORA (é o que dizemos) – na prática não basta ser santo, tem que parecer santo. Se a tal ‘santificação’ não se manifestar logo em um comportamento pré-estabelecido, num jeito de falar, andar, vestir e de se comportar é porque o sujeito não se ‘converteu de verdade’.


Nina Simone ( Por favor não me deixe ser mal compreendido)

Já postei esta canção aqui antes, mas sou capaz de ouvir "Don't Let Me Be Misunderstood" (Por favor, não me deixe ser mal compreendido) por dezenas e dezenas de vezes seguidas. A letra da música é indescritível e a voz de Nina consegue tocar a minha alma de uma forma ímpar.

Esta canção é maravilhosa e o vídeo legendado pelo Celson fico excelente, e com certeza vale a pena ouvir de novo “Por favor não me deixe ser mal compreendido”.




Não Me Deixe Ser Mal Entendido ( Nina Simone )


baby, você me entende agora?
De vez em quando eu sinto uma pequena loucura.
Mas você não conhece um ser vivo capaz de ser um anjo.
Quando as coisas saem erradas eu me sinto péssimo.

Eu sou apenas uma alma com boas intenções.
Oh Senhor, por favor não me deixe ser mal entendido

baby, de vez em quando eu sou tão tranqüilo.
Com uma alegria que fica difícil de esconder.
E algumas vezes ela aparenta que, em meio a tudo que eu tenho que me preocupar,
E então você está condenado a enxergar meu outro lado.

Eu sou apenas uma alma com boas intenções.
Oh! Senhor! Por favor, não me interprete mal.

Se eu aparentar irritada,
quero que você saiba,
Que eu nunca tive a intenção de te dar um "fora".
A vida tem seu problemas,
e eu recebo mais do que a minha parte
Mas eis uma coisa que eu nunca quis fazer.

Pois eu amo você.
Oh!baby
Eu sou apenas humano
Você não sabe que eu tenho falhas como qualquer um

Às vezes eu me encontro lastimando
Por alguma coisa tola,
alguma coisinha simples que eu fiz.

Eu sou apenas uma alma com boas intenções.
Oh! Senhor! não me interprete mal.

Eu tento tanto
Então não me deixe ser mal entendido

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O fazendeiro e Deus

Quem me deu a dica desse filme foi minha irmã, já faz um tempo, e ela disse que ele é muito bom. Pesquisando na net descobri que a produção não é apenas uma estória (algo inventado), mas sim uma história, ou seja, coisa real!
 
Eu não assisti ainda, portanto, não tenho como contar sobre o enredo, mas veja a sinopse da película aí abaixo, achada no By Star Filmes.
 
O fazendeiro e DeusÁfrica do Sul - Angus Buchan é um fazendeiro de origem escocesa, muito trabalhador, dedicado à mulher e aos filhos, mas violento diante das contrariedades. Quando a situação em Zâmbia fica perigosa, ele decide mudar-se para KwaZulu Natal e recomeçar do zero. Morando num trailer, com a ajuda de Simeon Bhengu, um zulu que se oferece para o trabalho, a família Buchan luta para instalar-se nesta nova terra. À medida em que as dificuldades se avolumam, Angus mergulha num misto de medo, fúria e desespero. Neste momento ele é convidado para uma reunião de agricultores na Igreja Metodista local. Como consequência, em vez de riqueza, o fazendeiro passa a buscar Deus, e encontra a felicidade, a paz e o sucesso.
 
O Fazendeiro e Deus é baseado na história real de Angus Buchan, que se tornou um pregador da Palavra de Deus ao redor do mundo, enquanto sua família e Simeon Bhengu tocam a bem-sucedida fazenda Shalom, na África do Sul. Angus compara a fé em Deus à cultura de batatas, que permanecem invisíveis até o momento da colheita.
 
Segundo o My Gospel, nos extras do DVD você pode conhecer o verdadeiro casal Jill e Angus Buchan. Fique com uma pequena amostra do filme assistindo o trailer de 1 min e 19 seg no vídeo abaixo, com legendas em português.
 
 
 

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Joyful 'toon: Farol

Joyful 'toon de número 159.
 
 
 Joyful 'toon 159_Lighthouse PT.BR
 
 
 Comentário do autor:
Há muita confusão e engano neste mundo com respeito a Deus. Jesus veio para nos mostrar o caminho para Deus Pai.
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

Os novos evangélicos

Época  nº 638 É esse o título da matéria de capa da edição mais recente da revista Época (ed. 638). No site da revista figura o subtítulo "Inspirado no cristianismo primitivo e conectado à internet, um grupo crescente de religiosos critica a corrupção neopentecostal e tenta recriar o protestantismo à brasileira", ou seja, uma "nova reforma protestante".
 
Na internet só pode acessar a reportagem completa quem for assinante da revista, mas o Púlpito Cristão parece ter conseguido autorização para reproduzí-la por inteiro ou grande parte dela.
 
 
CLIQUE AQUI e veja o post do Púlpito Cristão.
 
 
Segundo o Leonardo Gonçalves,
"(…) a presente matéria é extremamente importante, pois nela fez-se distinção entre a liderança corrupta, mensaleira e vergonhosa, e crentes sinceros – ainda que imperfeitos, demonstrando que nem todo mundo é farinha do mesmo saco-gospel".

domingo, 8 de agosto de 2010

Aos pais e filhos...

É, sei que muitos acreditam que hoje é só mais uma data capitalista, criada para alavancar as vendas do comércio, mas não importa; hoje tem seu lado positivo, hoje podemos quebrar aquela barreira invisível e inexplicável que torna tão difícil dizer "Eu te amo pai". Hoje voltamos a ser meninos e ,ainda que por apenas um momento, homens crescidos não sentem vergonha de procurar o colo do pai.

A todos os pais queremos unir nossas vozes, a de todos os filhos, e dizer "Pai eu te amo". O homem barbado hoje é um menino e anseia por um abraço Teu.

Aos pais presentes quero dedicar este clássico belíssimo "Meu velho" interpretado por Altema Dutra, com uma participação pra lá de especial de José Augusto. E aos pais ausentes, aqueles que já não estão conosco, o belo hino de saudades "Naquela Mesa" interpretado pela voz poderosa de Nelson Gonçalves. Ouçam com muito amor e tenham um dia abençoado ao lado do nosso "Pai" amado.

Gonzaga Soares



Meu Velho
Altemar Dutra
Composição: (José / Piero – Vs. Nazareno de brito)


É um bom tipo meu velho
Que anda só e carregando
Sua tristeza infinita
De tanto seguir andando

Eu o estudo desde longe
Porque somos diferentes
Ele cresceu com os tempos
Do respeito e dos mais crentes

Velho, meu querido velho
Agora caminha lento
Como perdoando o vento
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e o teu tempo

Seus olhos são tão serenos
Sua figura é cansada
Pela idade foi vencido
Mas caminha sua estrada

Eu vivo os dias de hoje
Em ti o passado lembra
Só a dor e o sofrimento
Tem sua história sem tempo

Velho, meu querido velho
Agora caminha lento
Como perdoando o vento
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e teu tempo

Velho, meu querido velho
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e teu tempo
Velho, meu querido velho


Naquela Mesa
Nélson Gonçalves
Composição: Sérgio Bittencourt

Naquela mesa ele sentava sempre

E me dizia sempre, o que é viver melhor,

Naquela mesa ele contava estórias

Que hoje na memoria eu guardo e sei de cor

Naquela mesa ele juntava gente e contava contente

O que fez de manhã

E nos seus olhos era tanto brilho

Que mais que seu filho, eu fiquei seu fã

Eu não sabia que doía tanto

Uma mesa no canto, uma casa e um jardim

Se eu soubesse o quanto doi a vida

Essa dor tão doída não doía assim

Agora resta uma mesa na sala

E hoje ninguem mais fala no seu bandolim

Naquela mesa tá faltando ele e a saudade dele

Tá doendo em mim

sábado, 7 de agosto de 2010

Aos que querem ensinar a palavra...

Foto: Gonzaga

De quem é a responsabilidade pelo erro coletivo entre os que confessam o Nome?...

É claro que o povo é responsável também, mas, na Bíblia, a maior responsabilidade é de quem não é povo, como o rei, o sacerdote ou o falso profeta...

Na Bíblia os verdadeiros profetas não poupam o povo, mas o tratam como um menino tolo e enganável...

Oséias diz que assim como é o povo é o profeta, e assim como é o profeta é o povo...

No entanto, é o profeta que diz: “Eu tenho a Palavra do Senhor!...” — o povo apenas diz: “Conta-nos então...”; e, frequentemente, ouve sem saber discernir a mão direita da esquerda...

Por isto o povo sofre... Sim, em razão de seus profetas vendidos, sacerdotes gordos de conforto e reis corruptos e luxurientos...

Nos evangelhos vemos o amor e a compaixão de Jesus pela gente do povo, chamando-os de ovelhas sem pastor...

Assim Ele diz que quem sabia pouco e errou conforme o que sabia, esse levará “poucos açoites”, mas o que sabia muito e não curou os seus próprios caminhos, antes deliberadamente continuou em seu erro, esse levará “muitos açoites”...

As piores advertências do Novo Testamento são feitas a quem diz que sabe..., a quem diz que vê..., a quem diz que conhece e propõe que outros façam conforme ele diz saber...

As únicas vezes que Paulo menciona nomes negativamente nas suas cartas, todas elas têm a ver com aqueles que diziam que sabiam, mas ensinavam o erro...

O mesmo se pode dizer de Pedro. Suas duas cartas lidam com os que diziam que sabiam e ensinavam errado...

Judas, o irmão do Senhor, também dedica a sua cartinha aos que diziam que sabiam e ensinavam, e, por isto, corrompiam o povo pelo engano de seus ensinamentos...

As duas últimas cartas de João se referem também aos que impediam o povo de ter acesso ao que era bom e verdadeiro...

Por último, à exceção da Carta à Igreja em Filadélfia, todas as cartas às Igrejas do Apocalipse, são textos de advertência ao “anjo”, ao mensageiro; e, além dele, aos que no grupo diziam que sabiam, e, portanto, ensinavam errado e corrompiam...

Tiago diz:

“Não nos esqueçamos irmãos que aqueles que dizem que são mestres, esses receberem muito maior juízo!”

O que pode qualificar então alguém para anunciar o que sabe?

Primeiro: saiba apenas o que está revelado... Todos os problemas acima mencionados com Paulo, Pedro, Judas, Tiago, João e outros, sempre se vincularam ao que os “mestres traziam como novidades”...

Segundo: ensine somente aquilo que você sabe que Jesus ensinou e que os apóstolos ensinaram; portanto, não invente...

Terceiro: veja quais são as implicações de suas opiniões em relação ao que já esteja revelado... Não tenha opinião que se choque com a revelação, nem ao menos de resvalo...

Quarto: creia que você se torna responsável pela mentira, pelo engano, pelo distorcimento, pela perda de rumo que seu ensino sugerir...

Quinto: saiba que sua falta de fé não deve ser sua mensagem, pois, por ela você será cobrado...

Sexto: por mais cheio de conhecimento que você seja..., ainda assim não pregue se você apenas souber sem fé... Não anuncie nada sem fé... Nem mesmo um grande conhecimento!...

Sétimo: saiba que aquele que ensina fabrica idéias e pensamentos... Portanto, veja o que você semeia na mente das pessoas... No fim você será cobrado por todas as sementes hibridas que plantou ou por todas as sementes que você anunciou como sendo de uma qualidade... , quando, de fato, eram de outra...

Leva tempo até que a Palavra seja decantada em nós...

Por isto se diz que o “neófito”, ou “recém”, o “novinho”, “o jovem imaturo”, ou o “homem empolgado”..., não devem sair pregando; antes, precisam dar tempo ao tempo, e ver que qualidade de fruto será produzido em sua própria existência...

E mais:

Se em sua casa, com os seus, você não frutifica o Evangelho, por que haveria você se pregar a outros... se você não faz o Evangelho mostrado em silencio pela sua própria vida?...

A seara é grande e os trabalhadores são poucos... Mas Jesus não mandou treinar e nem recrutar...

Não! Ele disse que se deveria pedir ao Senhor da seara para que Ele mesmo mandasse trabalhadores para a Sua seara!

Assim, melhor do que uma multidão de pastores que não sabem discernir entre a mãe direita e a esquerda... — é se ter apenas uns poucos pastores maduros, mas que façam tudo com amor e certeza em fé.

Não se apresse em levantar-se para pregar!...

Deixe que a Palavra levante você!

Quanto ao mais, apenas compartilhe o que seja o amor de Deus em você, mas não se apresse em ensinar...

Pense nisso!...

Nele,
Caio

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Gafe ou preconceito de Dilma contra o nordeste?

É o que nos perguntamos ao ver esse trecho de uma entrevista com a Dilma Rousseff. Nele ela afirma que os "nordestinos saem do nordeste e vêm pro Brasil"!!
 
 
 
 
Achado no Belverede

terça-feira, 3 de agosto de 2010

As palavras de Deus sem a Palavra de Deus

As palavras de Deus separadas da Palavra de Deus tornam-se as palavras do Diabo.
 
Reflexão tirada do Sermão da Sexagésima do Pe. Antônio Vieira

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A graça embriagante!

Foto: Gonzaga Soares


Creio que a Reforma realmente começou no dia em que Martinho Lutero orou sobre o significado das palavras de Paulo em Romanos 1:17: "visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé". Como muitos cristãos dos nossos dias, Lutero se debatia noite adentro com a questão fundamental: de que forma o evangelho de Cristo podia ser realmente chamado de "Boa Nova" se Deus é um juiz justo que retribui aos bons e pune os perversos? Será que Jesus veio realmente revelar essa terrível mensagem?

De que forma a revelação de Deus em Cristo Jesus podia ser acuradamente chamada de "Nova", já que o Antigo Testamento defendia o mesmo tema, ou de "Boa", com a ameaça de punição suspensa como uma nuvem escura sobre o vale da história?

Porém, como observa Jaroslav Pelikan: "Lutero repentinamente chegou à percepção de que a "justiça de Deus" da qual Paulo falava nessa passagem não era a justiça pela qual Deus era justo em si mesmo (que seria uma forma passiva de justiça), mas a justiça pela qual, por causa de Jesus Cristo, Deus tornou justos pecadores (isto é, justiça ativa) através do perdão dos pecados na justificação. Quando descobriu isso, Lutero afirmou que os próprios portões do Paraíso haviam-se aberto para ele.

Que verdade atordoante!
"Justificação pela graça mediante a fé" é a frase erudita dos teólogos para o que Chesterton chamou certa vez de "amor selvagem de Deus". Ele não é instável nem caprichoso; não conhece épocas de mudança. Deus tem um único posicionamento inflexível com relação a nós: ele nos ama. Ele é o único Deus jamais conhecido pelo homem que ama os pecadores. Falsos deuses — criados pelos homens — desprezam os pecadores, mas o Pai de Jesus ama a todos, não importa o que façam. Isso é naturalmente incrível demais para aceitar. No entanto, a afirmação central da Reforma permanece: não por qualquer mérito nosso, mas pela sua bondade, tivemos nosso relacionamento restaurado com Deus através da vida, da morte e da ressurreição do seu amado Filho. Essa é a boa nova, o evangelho da graça.

Com sua característica joie de vivre, Robert Capon coloca da seguinte forma: "A Reforma foi uma ocasião em que os homens ficaram cegos, embriagados por descobrir, no porão empoeirado do medievalismo tardio, uma adega repleta de graça envelhecida mil e quinhentos anos, com teor alcoólico 100% —garrafa após garrafa de pura Escritura destilada, um gole da qual bastava para convencer qualquer um de que Deus nos salva sem precisar de ajuda. A palavra do evangelho — depois de todos aqueles séculos de tentar elevar-se ao céu preocupando-se com a perfeição de seus cadarços — tornou-se repentinamente um anúncio direto de que os salvos já estavam em casa mesmo antes de começarem (...)

A graça deve ser bebida pura: sem água, sem gelo, e seguramente sem água tônica; não se permite que nem bondade, nem maldade, nem as flores que desabrocham na primavera da superespiritualidade entrem no preparado".

Brennan Manning
Extraído do livro "O evangelho maltrapilho" de Brennan Manning, Editora Mundo Cristão

domingo, 1 de agosto de 2010

Eleitor “fiel”

Voto fiel (IstoÉ 2125) A figura aí ao lado é uma amostra grátis de parte da matéria Votos da fé, veiculada na edição 2125 da revista IstoÉ. Ela apresenta como anda a preferência dos líderes de 4 vertentes do cristianismo brasileiro em relação ao apoio a candidatos à presidência da república no pleito deste ano: igrejas Presbiteriana, Universal, Assembleia de Deus e Católica.
 
No quadro que há ao final há uma comparação mostrando o número de fiéis de cada igreja e quem cada uma "oficialmente (?)" apóia.
 
Diz, em certo trecho, o pastor Lelis Washington Marinhos, da Convenção Geral das Assembleias de Deus, que o PV, partido de Marina Silva, estaria usando-a para crescer e que seus dirigentes não estariam dispostos a ceder nos princípios aos quais a igreja defende – o PV milita a favor da união civil de homossexuais e do aborto (veja esse post do Mural).
 
A reportagem não é muito longa, e vale a pena a leitura.
 
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