terça-feira, 30 de novembro de 2010

Marcelo Adnet ironiza eleitores elitistas no Comédia MTV

Dica do meu amigo Rafael. O comediante Marcelo Adnet, em seu programa Comédia MTV, ironiza parcela do eleitorado de José Serra nas eleições 2010, que se destacou por suas opiniões preconceituosas. O quadro passou no programa do dia 10 de Novembro de 2010 e expõe a elite que odeia o Brasil, mora em Miami e não suporta pobres. Valeu Rafa.


domingo, 28 de novembro de 2010

Qual é a aparência de um cristão cheio de graça?


A vida cristã, eu creio, não se centraliza principalmente em ética ou regras, mas, antes, envolve uma nova maneira de ver. Eu escapo da força da "gravidade" espiritual quando começo a ver a mim mesmo como um pecador que não pode agradar a Deus por nenhum método de autodesenvolvimento ou auto-engrandecimento. Então posso voltar para Deus para buscar ajuda de fora: a graça. E, para o meu próprio espanto, aprendo que um Deus santo já me ama apesar dos meus defeitos.

Consigo escapar da força da gravidade novamente quando reconheço que meus semelhantes também são pecadores amados por Deus. Um cristão cheio de graça é aquele que olha para o mundo por meio de "lentes tingidas de graça".

U m pastor amigo meu estava estudando o texto de Mateus 7 no qual Jesus dizia, mais ou menos impetuosamente: "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade!". A frase "Nunca vos conheci" saltou da página. Claramente Jesus não disse Vocês nunca reconheceram", ou "Vocês nunca conheceram o Pai". Meu amigo se assustou ao perceber que uma de nossas principais tarefas, talvez a principal, é fazer-nos conhecidos de Deus.

Boas obras não bastam — "não profetizamos nós em teu nome?" — qualquer relacionamento com Deus deve ser fundamentado na plena revelação. As máscaras têm de ser tiradas. "Não podemos encontrá-lo se não reconhecermos que precisamos dele", escreveu Thomas Merton. Para alguém que foi criado em fortes fundamentos eclesiásticos, essa conscientização não vem facilmente. Minha própria igreja inclinava-se para o perfeccionismo, o que nos tentava todos a seguir o exemplo de Ananias e Safira, fingindo espiritualmente. Aos domingos, famílias aparentemente impecáveis saíam dos seus carros com sorrisos em seus rostos mesmo quando, depois ficávamos sabendo, haviam brigado vergonhosamente a semana inteira.

Quando criança, eu me comportava da melhor maneira possível nos domingos de manhã, vestindo-me para Deus e para os cristãos que me cercavam. Nunca me ocorreu que a igreja era um local para ser honesto. Agora, entretanto, quando procuro olhar para o mundo por meio das lentes da graça, percebo que a imperfeição é o requisito da graça. A luz só consegue passar pelas rachaduras. Meu orgulho ainda me tenta a parecer melhor, a limpar as aparências. "É fácil reconhecer", disse C. S. Lewis, "mas quase impossível aceitar, que somos espelhos cuja luminosidade, se somos luminosos, deriva totalmente do sol que brilha sobre nós. Certamente, temos um pouco, não importa quanto, de luminosidade natural. Não temos? Certamente, não podemos ser apenas criaturas". E ele continua em seu raciocínio: "A graça substitui uma aceitação total, infantil e deliciosa da nossa necessidade, uma alegria na dependência total. Nós nos tornamos 'mendigos joviais"'.

Nós, criaturas, mendigos joviais, damos glória a Deus pela nossa dependência. Nossas feridas e defeitos são as próprias fissuras através das quais a graça poderia passar. É nosso destino humano na terra sermos imperfeitos, incompletos, fracos e mortais, e apenas aceitando esse destino podemos escapar da força da gravidade e receber graça. Só então podemos crescer, aproximando-nos de Deus.

Philip Yancey em Maravilhosa Graça (ed. Vida)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Participe do abaixo-assinado em favor da liberdade religiosa


O Underground , ministério de jovens da Missão Portas,lidera no Brasil a campanha , Free to Believe,uma mobilização organizada pelo Portas Abertas Internacional, que tem o objetivo de arrecadar assinaturas em todo o mundo para se posicionar contra a Resolução da Difamação da Religião.

A campanha visa alertar sobre o perigo dessa resolução que tem sido apresentada na Organização das Nações Unidas desde 1999. Ela apoia as leis muçulmanas como a de apostasia e condena qualquer atitude considerada contra o islamismo. Quem mais sofre com essas leis são as minorias religiosas, principalmente os cristãos.

A Organização da Conferência Islâmica, que compreende 57 países, sendo a maioria de população muçulmana é quem está por trás dessa resolução e deverá apresentá-la à Assembleia Geral da ONU em dezembro, mas é muito importante que ela não seja aprovada este ano.

Com o passar dos anos, o apoio a essa resolução vem diminuindo porque os países que inicialmente a apoiavam estão desistindo aos poucos. Alguns países como o Brasil se abstiveram de votar. Por isso devemos orar para que as autoridades brasileiras se posicionem contra essa resolução, uma vez que ela fere completamente o direito de escolha religiosa dos cidadãos.

Acesse a página da campanha e assine a petição eletrônica em favor dos milhares de cristãos que enfrentam diariamente restrições e perseguição por conta da intolerância religiosa, principalmente por parte dos muçulmanos.

Você também poderá fazer download de alguns recursos como vídeos, apresentação em powerpoint e arquivos para fazer um marca-página. Além disso, você pode imprimir o abaixo-assinado quantas vezes quiser e distribuir para muitas pessoas. Quanto mais assinaturas coletarmos, mais chance existirá para que essa resolução seja derrotada.

O escritório da Portas Abertas dos Estados Unidos levará o abaixo-assinado para a ONU. Por isso, é importante que todas as assinaturas cheguem aos nossos cuidados até o dia 22 de novembro, pois enviaremos somente os que recebermos até esta data.

Contamos com sua ajuda na divulgação da campanha para o maior número de pessoas possível. Assine e incentive seus amigos, familiares e irmãos a participar também. Você pode fazer diferença na vida dos cristãos perseguidos.

Diga SIM à liberdade religiosa e NÃO para a Resolução da Difamação da Religião.



Por: Missão Portas Abertas, Fonte: Underground

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Pensando assim ...



Um belo texto do meu amigão e blogueiro Tarcísio Paz. Só para pensar.

Nos melancólicos tons menores da melodia que soa em minha vida

eu tento afinar as certezas e eliminar as duvidas e esquisitices

que ferozmente inquietam minha alma sonhadora.

Pensar, pensar e pensar,

alcançar horizontes inatingiveis,

alcançar a intensidade da paixão do olhar dos amantes

e a pureza do sorriso das crianças com o meu pensar.

È pensando assim que eu me pergunto:

Até quando eu não farei nada em prol do necessitado ?

Quando é que vou amar a Deus de todo meu coração ?

Pior ainda, quando é que vou amar o próximo como a mim mesmo ?

Será que um dia serei parecido com Cristo ?

Será que um dia eu amarei aqueles que me fazem mal e me odeiam ?

Será que um dia eu volto a ser como criança,

a brincar nessa ciranda de derrotas e vitórias que é a vida ?

A única certeza que tenho é que dependo de Deus,

de seu amor e de sua infinita graça,

Pois como disse o apóstolo Paulo

“O bem que quero fazer não faço, mas o mal que não quero esse faço”.

Por isso vou escutando essa musica que manda a Deus me entregar,

vou lutando com minhas maldades e imperfeições

nessa sinfonia de lágrimas e relutancias onde Deus é o grande maestro.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

True Colors ( Cindy Lauper )

Não consigo ouvir essa canção sem deixar de pensar nas inúmeras pessoas que encontro, tão sobrecarregadas, com problemas e cargas que acumulam ao longo da vida. Penso em como elas se perdem tentando agradar a outros, ou se encaixar dentro de um sistema.

Penso no Mestre, e como ele conseguia ver além do que os olhos podem enxergar. Penso no Mestre fitando-nos com o olhar de compaixão e falando ... "Você de olhos tristes... que se sente tão pequeno, não tenha medo... eu verei você como você é... brilhando, e é por isso eu te amo". Não parecem palavras saídas da boca do Mestre?



True Colors (Cores Verdadeiras)

Composição: Steinberg/Kelly intérprete Cindy Lauper

Você com estes olhos tristes
Não perca a coragem até eu perceber
Que é difícil ter coragem
Em um mundo, cheio de gente
Você pode perder de vista
E a escuridão, dentro de você te faz sentir pequeno

Mas eu verei você como você realmente é, brilhando
Eu vejo você como realmente é, e é por isso que te amo
Então não tenha medo, de mostrá-las
Suas cores verdadeiras, cores verdadeiras
São lindas, Ohh como um arco-íris

Me mostre um sorriso
Não fique infeliz. Não me lembro
Da última vez que te vi sorrindo
Quando esse mundo te deixar louco
E você tiver aguentado tudo que pode aguentar
Apenas chame-me, porque você sabe que eu estarei lá

E eu verei suas verdadeiras cores, brilhando
Eu vejo suas verdadeiras cores, e é por isso que te amo
Então não tenha medo, de mostra-las
Suas verdadeiras cores, verdadeiras cores
São lindas, Ohh como um arco-íris

Philip Yancey: "O Jesus que eu nunca conheci"

Qual a imagem que você tem de Jesus? Quando você pensa no salvador, o que lhe vem a mente? O Jesus dócil e sorridente, Salvador da Era Vitoriana inglesa e de todos os clichês da cultura popular, amplamente divulgado em molduras e quadros religiosos?

Esqueça tudo isto. Philip Yancey, com seu estilo investigativo, nos leva em uma jornada em busca da verdadeira figura do Messias. E nos apresenta um Jesus emblemático, criativo, imprevisível e desafiador.

Acompanhe Yancey nesta série de vídeos, com legendas do Izaque Resende do excelente blog Crônicas para cristãos cansados e desvende "O Jesus que eu nunca conheci".


Sérgio Pavarini entrevista o apóstolo da graça divina

Foto: Tom Fernandes

O profeta da graça Philip Yancey esteve no brasil para o lançamento do seu novo livro Para que serve Deus", lançado pela Mundo Cristão e Sérgio Pavarini conversou com ele, sobre o livro e como anda o cristianismo atual.

"De mil passará, mas a 2.000 não chegará..." Incontáveis vezes esse vaticínio repetido durante muito tempo foi reputado como "profecia bíblica". O fato é que chegamos ao ano 2.000 sem nenhum tipo de problemas, o que inclui o tal "bug do milênio". Foi um ano marcado pela vitória do PT nas eleições municipais e conquistas como a segunda vitória de Guga em Roland Garros. Antigas rivais, Brahma e Antarctica se fundiram e sepultaram a frase clássica atribuída a Vicente Matheus. No campo pessoal, virei titio com o nascimento do meu primeiro sobrinho.

Foi durante esse ano emblemático que dirigi até Águas de Lindóia (SP) para entrevistar Philip Yancey pela primeira vez. O papo foi agradabilíssimo e passamos mais de duas horas conversando. O escritor e jornalista já se destacava em meio à mornidão reinante nas prateleiras de livros cristãos e iniciou debates que ainda fazem parte das discussões entre o rebanho. Em sua quinta visita ao Brasil para o lançamento mundial de "Para que serve Deus", a Mundo Cristão gentilmente me convidou para rever um dos meus autores favoritos. Nada melhor para celebrar esses 10 anos do que levar o Henrique (meu sobrinho) para acompanhar o encontro. Confira o nosso papo.


Dez anos atrás o sr. afirmou que o seu público havia mudado e que muitos não-cristãos estavam lendo seus livros. Como é o seu público hoje?

Só posso falar sobre os leitores que entram em contato comigo, que me escrevem. Em geral, são pessoas que foram machucadas de alguma maneira pela igreja e, mesmo assim, não desistiram de sua busca por Deus. Um dos motivos que as atraíram a meu trabalho é que sou muito franco sobre minhas próprias feridas. Se a pessoa não crê em Deus, provavelmente nem pegará meus livros. Porém, se elas acreditam que existe "algo mais" e não se sentem confortáveis indo a uma igreja, então esse é o tipo de pessoa que lê os meus livros.

Os últimos presidentes norte-americanos declararam-se cristãos. Que diferença isso fez para os EUA? Estamos às vésperas de eleições no Brasil. Cristão deve votar apenas em cristão?

É interessante que um dos presidentes que recebeu o maior número de votos nos últimos tempos foi Jimmy Carter. Ele é um conhecido batista do sul. Durante todo o período em que foi presidente, continuou dando aula de Escola Bíblica todos os domingos. Ninguém pode questionar a sua fé. O mais engraçado é que a maioria dos cristãos norte-americanos não gostava dele, nem de sua maneira de fazer política.

Então veio Ronald Reagan, que foi o nosso primeiro presidente divorciado. Ele quase nunca ia à igreja e não deu quase nenhum apoio a obras cristãs beneficentes. Mesmo assim, era muito popular entre os evangélicos conservadores. Eles gostavam do seu jeito de fazer política. Quando penso sobre isso, lembro-me de algo que Martinho Lutero disse: "Se for me operar, prefiro um médico muçulmano a um açougueiro cristão".

Prefiro um líder que saiba liderar e conheça as melhores políticas para o país. Não adianta ter alguém que saiba a coisa certa a dizer, mas não age tendo em vista o que é melhor para a nação.



Veja a entrevista completa no pavablog

Fonte:
Mundo Cristão , via pavablog

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Uma doutrina estranha!


Há 1.800 anos, em meio ao mundo romano, surge uma nova doutrina, estranha, nada semelhante a nenhuma das que a haviam precedido e atribuída a um homem, Cristo.

Esta doutrina era inteiramente nova (tanto na forma, quanto na substância)para o mundo judaico que a tinha visto nascer e sobretudo para o mundo romano, onde era pregada e propagada.

Em meio às complicadíssimas regras religiosas do mundo judaico — onde, segundo Isaías, havia regra sobre regra — e à legislação romana, levada a um alto grau de perfeição, surge uma nova doutrina que negava não apenas todas as divindades,como também todas as instituições humanas e suas necessidades.

Em troca de todas as regras das antigas crenças, esta doutrina não oferecia senão um modelo de perfeição interna, de verdade e de amor na pessoa do Cristo e, como conseqüência desta perfeição interna, a perfeição externa, preconizada pelos profetas: o reino de Deus, no qual todos os homens, não mais sabendo odiar, serão unidos pelo amor, e no qual o leão estará frente ao cordeiro. Ao invés de ameaças de castigo para as infrações as regras ditadas por antigas leis religiosas ou civis, ao invés da atração das recompensas por sua observância, esta doutrina só atraía por ser a verdade.

“Se alguém quiser cumprir Sua vontade, saberá se minha doutrina é de Deus ou se falo de mim mesmo" (Jo 7,17). "Vós, porém, procurais matar-me, a mim que vos falei a verdade" (Jo 8,40), "e a verdade vos fará livres. Não devemos obedecer a Deus senão com a verdade.

Toda a doutrina será revelada e compreendida pelo espírito da verdade. Façam o que Deus lhes manda e conhecerão a verdade" (Jo 8,36). Nenhuma outra prova da doutrina foi apresentada além da verdade, a adequação da doutrina com a verdade.Toda a doutrina consistia na busca da verdade e em sua observação, na efetivaçâo cada vez mais perfeita da verdade e do desejo de dela se aproximar, sempre
mais, na vida prática.

Segundo esta doutrina, não é por meio de práticas que o homem se torna justo.Os corações elevam-se à perfeição interna através de Cristo, modelo de verdade, e a perfeição externa pela efetivaçâo do reino de Deus. O cumprimento da doutrina está no caminho da estrada indicada, na busca da perfeição interna pela imitação de Cristo, e da perfeição externa graças ao estabelecimento do reino de Deus. A maior ou menor felicidade do homem depende, segundo esta doutrina, não do grau de perfeição que ele pode alcançar, mas do seu caminho mais ou menos rápido para esta perfeição.

O ímpeto para a perfeição do publicano Zaqueu, da pecadora, do ladrão na cruz é, segundo esta doutrina, uma felicidade maior que a imóvel virtude do fariseu. A ovelha desgarrada é mais querida ao coração do pastor do que 99 ovelhas não desgarradas; o filho pródigo, a moeda perdida e reencontrada são mais caros a Deus do que tudo o que nunca foi perdido.

Cada situação, segundo esta doutrina, não é mais que uma etapa para o caminho da perfeição interna e externa realizável.


Leon Tolstoi em 'O reino de Deus está em vós'

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O céu é para os outros !

Foto: João Viegas


Meus heróis não morreram de overdose. Estão bem vivos trabalhando ou morreram de morte morrida ou matada. Não se entregaram estupidamente a vícios sem sentido nem se rebelaram sem produzir nada.

Um destes heróis acabou de partir para o Senhor. Se chamava Alberto Graham. Não era bonito nem interessante. Falava esquisito em inglês e pior ainda em português sua terceira ou quarta língua. Vestia umas roupas espalhafatosas e deselegantes, e tinha uma maneira peculiar de andar balançando para os lados como um marinheiro.

Quando jovem recebeu um chamado de Deus para trabalhar com tribos indígenas. Se inscreveu com a esposa no Instituto Lingüístico de Verão. A missão Wycliffe treinava seus possíveis missionários no ILV, mas só aceitava aqueles que tivessem notas acima de 95%. Alberto era um cabeça torta conforme lhe explicaram os índios mais tarde. Ele não conseguia aprender. Foi-se um verão de estudos, foi-se o outro. No meio tempo trabalhava duro quebrando asfalto com britadeira. Não é a toa que a cabeça ficou torta. Fez o curso três vezes antes de passar.

Finalmente passou e foi trabalhar entre os Sateré-Mawé no baixo Amazonas. Já contei esta história antes, talvez tenha esquecido algum detalhe, o fato é que o Alberto conseguiu comunicar Jesus aos Sateré de um jeito que Jesus não se tornou nem estrangeiro nem esquisito e irrelevante. Jesus ficou próximo da cultura e da vida diária da tribo, e Alberto foi tomado como um profeta.

Profeta ele era mesmo e nunca se acomodou ao lugar comum. Quando eu o conheci já velho, ele era um crente diferente. Fazia amigos entre as pessoas de rua, não freqüentava igreja evangélica, ia numa sinagoga em Belém, diz ele que era pra fazer amigo, distribuía dinheiro pelas ruas a desconhecidos. Quando falava dos índios chorava como criança.

Alberto era livre. Conhecia o amor de Jesus que não se limita à religião. Mas esta liberdade ao invés de torná-lo um libertino o tornou um escravo de Cristo. Já aos 70 anos terminou o novo testamento Sateré (talvez uma das mais demoradas traduções do Brasil), e foi trabalhar em outra tribo, depois em outra. Alberto e Dona Sue sua esposa nunca pensaram que já tinham feito o suficiente. Eram simplesmente servos trilhando o caminho da obediência.

Há alguns dias atrás eu soube que o Alberto partiu. Me fez pensar na herança que deixou para todos os que o conheceram e no que talvez signifique para nós o fim de uma era. A nossa formação evangélica hoje nos educa para gozarmos a vida em Cristo, não para perder a vida com Ele. Muito jovens que acompanhei conseguem ir até a entrega, mas esperam nas emoções que sentem a força pra continuar. E as emoções vêem controversas, uma hora te estimulando a ir pra frente, na maioria das vezes te chamando pra trás.

Ouvi outro dia um hino adaptado por uma banda de rock cristã, era um daqueles hinos antigos que falam do céu. O céu é um lugar feliz onde está Deus. Muita gente se liga nas tais das ruas de ouro. Eu tenho ojeriza de pensar numa rua de ouro e muros de pedras preciosas. A metáfora é um tanto absurda que certamente não se refere a nada que conhecemos aqui na terra. Imagine a dificuldade de se descrever algo que nunca se viu antes. Ouro transparente foi o mais próximo que João conseguiu chegar. Mais importante que o esplendor pra mim seria o fato de que a cidade é pura luz, sem que haja nenhuma iluminação a não ser a luz do Cordeiro. Do Cordeiro não do Leão. Não há cantos escuros nela, não há esquecidos. A cidade também não fecha suas portas, nela não há segredos, ou exclusão e não há términos.

O conjunto jovem se deteve por vários minutos no refrão que enfatizava meu desejo pela cidade celestial. Não consegui cantar. O Alberto tinha morrido. Não quero a cidade pra mim. Não a desejo para me aliviar de minhas mazelas. A quero para os outros. Quanto tempo você cantaria se o hino dissesse que o céu é para os outros? Quero o céu para os excluídos, o quero para os que sofrem , o quero para os sem esperança. E por causa disto estou disposta a viver aqui o inferno. O inferno verde, o inferno de mosquitos o inferno de desconforto de décadas de dedicação aos mais pobres dentre os pobres. Foi-se Alberto para a cidade depois de 50 anos de inferno verde. Salve, herói da fé que entendeu que o meu inferno é céu dos outros.

Braulia Ribeiro


Fonte: Ultimato

Hora de levantar! É segunda - feira!

Segunda-feira... tudo que você quer é ficar na cama, e no melhor do sono ele toca. Esse vídeo mostra a eterna luta entre nós e o nosso amigo indesejado, o despertador. Bom, se você tá vendo isso é porque já acordou, então boa segunda feira e divirta-se!


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

As normalidades do mundo...



Cuidado com as normalidades do mundo…

Sim, pois no mundo a vida é um morrer de descuido e de descaso...

Portanto, seguir a normalidade da vida segundo o mundo, de fato é entregar-se ao fluxo dos que vão na avalanche pensando que o abismo não chegará nunca...

A normalidade do mundo é doença segundo Deus...

Tal é a normalidade do mundo que pelo voto se pode escolher Barrabás...

No mundo um homem que salve uma vida em situação de por a sua própria em risco, é um herói; enquanto aqueles que vivem todos os dias salvando vidas, são apenas pessoas que fazem isso...

No mundo..., poder é domínio sobre outros...

No Evangelho..., poder, antes de tudo, é controlar a si mesmo.

No mundo a inveja faz os homens quererem crescer segundo o mundo...

No Evangelho, por exemplo, o que move um homem na vida deve sempre ser o amor que a ninguém inveja, e que é contente em ser quem é...

O mundo diz que o Grande é o quantificável...

O Evangelho diz que o quantificável é nada, pois o que É não é mensurável...

O mundo diz que odeia o ódio, mas odeia sempre com mais ódio ainda aqueles sobre os quais são impostas as certezas de “eles” serem os promotores do ódio...

No mundo quem não aceita um desafio é covarde...

No Evangelho aquele que aceita um desafio é tolo...

O homem do Evangelho nunca deve aceitar desafios de outros, mas apenas andar segundo sua própria superação em amor sábio.

Entretanto, no mundo é normal dar segundo se recebeu...

A toda ação corresponde uma reação equivalente, advoga o mundo, seguindo como sabedoria para a vida a Lei da Gravidade e das forças das pedras e dos projéteis...

No Evangelho... à cada ação que incida sobre nós, deve haver uma ponderação...; e, então, depois, a escolha do curso de caminho que seja o nosso próprio caminho, e não um andar tangido pelo pastoreio dos impositores de caminhos e veredas desviados...

Na normalidade anestesiada do mundo, todo sucesso é prisão e mais escravidão ainda ao sucesso como deus...

No Evangelho todo verdadeiro sucesso liberta a pessoa da escravidão do sucesso segundo o mundo.

O mundo do qual falo é apenas um: esse feito de ideologias, grifes, objetivos e cronogramas de alcance de alvos bem materiais e terrenos... Sim, o mundo do qual falo é esse ente sem dono humano aparente, mas que controla todas as nossas decisões, dando-nos a ilusão de livre arbítrio...

Ora, nesse mundo pode-se odiar quem nos odeia; pode-se antipatizar gratuitamente; pode-se tudo o que se pode...; exceto matar... [exceto nas exceções convencionadas] ou roubar [a menos que se evite ser “pego”].

No mundo é normal ser aflito, angustiado, preocupado, desejoso, insatisfeito, sempre em busca de algo, sempre se medindo por outros, sempre na Maratona das Comparações...

No mundo o normal é consumir...

Portanto, tome cuidado; pois ser normal segundo o mundo é fazer-se louco diante de Deus e da vida que é.

Não esqueça nunca que a única normalidade já vista em um homem está no Filho do Homem.

Pense nisso!

Caio Fabio


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sim, a mulher pode


Fonte: Duke

O CAMINHO DA CONFIANÇA


Daniel Considine escreveu na década de 1930: "Nunca houve uma mãe tão cega para os erros do filho quanto o Senhor para os nossos".6 Portanto, nunca devemos nos desani¬mar com nossos erros. Podemos começar a fazer isso se não ficarmos surpresos com eles. Uma criancinha que não sabe andar direito não se surpreende com seus tropeços e quedas a cada passo que dá. Embora a gravidade do pecado não deva ser minimizada, desperdiçar tempo deplorando o passado man¬tém Deus longe de nós. Como disse o Pastor de Hermas no segundo século: "Pára de bater na tecla dos teus pecados e ora pedindo justiça".

Qual a utilidade de nossa vida de oração, de nosso estudo da Bíblia, da teologia ou da espiritualidade, se não confiamos naquilo que aprendemos? Ficar num vai e vem entre um sim definitivo e um não desanimador nos mantém num estado de procrastinação terminal. Da mesma forma, uma ênfase exclusi-va nas questões teológicas e quentes da moda (muitas das quais não são nem quentes nem teológicas) ou uma ênfase unilateral nas questões urgentes de justiça social podem temporária ou permanentemente adiar uma decisão de confiar no amor de Deus, mantendo-nos assim num estado de limbo espiritual.

Minha avó paterna costumava dizer: "Viver sem correr riscos é correr o risco de não viver". O caminho da confiança é uma coisa arriscada, não há dúvida sobre isso. Mudar de profissão de uma hora para outra porque não nos sentimos realizados, assu-mir o cuidado extenuante dos pais idosos, isolar-se por três dias em silêncio e solitude com Jesus sem ficar estressado, fazer um trabalho voluntário no subSaara com somente alguns escassos recursos espirituais, assumir um cargo impopular com rumores

de descontentamento e medo nos bastidores, dominar a desilu-são quando ficamos de frente com o descrédito nos lugares onde menos se esperava — todos esses desafios exigem disposição para arriscar uma jornada rumo ao desconhecido e prontidão para confiar em Deus mesmo no meio das trevas.

É claro que não se deve agir impulsivamente. Toda e qualquer decisão mais importante deve ser precedida por um pro-cesso de discernimento cuidadoso, e isso envolve família, amigos e um mentor espiritual. Mas quando chega a hora certa, somente o discípulo que confia com determinação em Deus ousará correr o risco. E essa confiança não parte da ingenuida-de, mas há consciência de que a possibilidade de errar e de se dar mal é bem concreta. Mas sem se expor à possibilidade de fracasso, não existe risco.



Brennan Manning, Confiança cega (ed. Mundo Cristão)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A verdade do nosso evangelho

Dica do meu amigo Otaviano. Caíque, líder do ministério de teatro Jeová Nissi, fala de uma verdade que infelizmente é o retrato do evangelho fútil e mesquinho que tem-se vivido hoje no nosso país. Sim, Caíque, nós precisamos mesmo tomar vergonha na cara e agirmos realmente como corpo de Cristo.


Joyful 'toon: Adição de quartos

Joyful 'toon de número 162.
 
 
   Joyful 'toon 162_Room additions PT.BR
 
 
 Comentário do autor:
Temos esta promessa de Jesus: de que Ele tem um lugar preparado para cada um de nós que depositou a fé nEle. Esse lugar está na casa de nosso Pai, onde um dia iremos viver juntos como uma família.
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

OBRIGADO, SENHOR



Em seu livro Mortal lessons, o médico Richard Selzer escreve:

Estou em pé junto ao leito onde jaz uma jovem, seu rosto em pós-operatório; sua boca, retorcida com paralisia, tem um quê de palhaço. Um minúsculo ramo do seu nervo facial, aquele que controla os músculos da boca, foi removido. Ela ficará assim daqui em diante. O cirurgião havia seguido com religioso fervor a curvatura da sua carne, isso eu podia garantir. No entanto, para remover o tumor de sua bochecha, tive de cortar aquele nervinho.

O jovem esposo dela está no quarto. Ele está em pé no lado oposto da cama e juntos eles parecem habitar a luz vespertina da lâmpada, isolados de mim, num mundo particular. Quem são eles, pergunto a mim mesmo, ele e esta distorcida boca que fiz, que olham-se um ao outro tão generosamente, com tanta avidez? A jovem fala:

— Minha boca vai ficar assim para sempre?
— Sim — digo.
— Vai ficar assim, porque o nervo foi cortado.
Ela assente e silencia. Mas o jovem sorri.
— Eu gosto — ele diz. — Acho uma gracinha.

De repente sei quem ele é. Compreendo e baixo os olhos. Não devemos ser ousados na presença de um deus. Sem nenhum constrangimento, ele inclina-se para beijar a boca torta, e estou tão perto que consigo ver como ele entorta seus próprios lábios para ajustá-los ao dela, para mostrar-lhe que o beijo deles ainda funciona".

Desde que li essa passagem, tem me assombrado a imagem do marido entortando a boca e retorcendo os lábios para um beijo íntimo com a esposa paralisada.

Porém algo me escapou até que um dia, em oração, veio-me à memória de forma renovada a violência ocorrida numa colina do lado de fora das muralhas da velha Jerusalém.

O corpo mutilado do Filho está suspenso, exposto ao escárnio do mundo. Ele é um blasfemador de Deus e um sediciador do povo. Que morra em desgraça. Seus amigos estão dispersos, sua honra estilhaçada, seu nome motivo de zombaria. Ele foi abandonado por seu Deus. Deixado absolutamente só. Arrastem-no para fora da cidade santa e pelos meandros aos quais pertence gente como ele. O Cristo maltrapilho é tratado grosseiramente, empurrado de um lado para o outro, açoitado e cuspido, assassinado e enterrado em meio aos da sua própria laia.

A fim de dramatizar a sua morte, alguns pintores cristãos concederam ao Cristo crucificado um olhar dirigido para o alto e uma boca contorcida; usaram pigmento vermelho para fazerem gotas de sangue realistas fluírem de suas mãos, pés e lado.
Em 1963, um amigo deu-me um crucifixo de grande valor.
Um artista francês havia entalhado em madeira, com grande cuidado, as mãos de Jesus na cruz.

Na Sexta-feira Santa os artistas romanos entalharam — ah! Deus, como entalharam! — nosso irmão Jesus sem qualquer cuidado. Nenhuma arte foi requerida para bater os pregos com os martelos, nenhum pigmento vermelho necessário para fazer sangue de verdade jorrar de suas mãos, pés e lado. Sua boca contorceu-se e seus lábios ficaram retorcidos no mero ato de erguê-lo para a cruz. Nós já teologizamos tanto a paixão e a morte desse homem santo que não enxergamos mais o vagaroso rasgar dos tecidos, o alastramento da gangrena, sua sede exacerbada.

Em sua obra monumental, The crucified God, Jurgen Moltmann escreve: "Tornamos a amargura da cruz, a revelação de Deus na cruz de Jesus Cristo, tolerável para nós mesmos aprendendo a compreendê-la como uma necessidade no processo da salvação".

Roslyn e eu estamos caminhando ao longo da Royal Street no Bairro Francês de Nova Orleans. Adjacente à infame Borboun Street com seus entrepostos de jazz, lojas de camisetas e sex-shops, a Royal é pontuada de lojas de antiguidades.

— Venha ver isso — diz o antiquário.
— A Vénus custa mais, mas esse Cristo crucificado de marfim é bonito a seu modo, especialmente contra um fundo roxo.

E quanto mais o reproduzimos, mais esquecemos a respeito dele e da agonia da sua terceira hora. Transformamo-lo em ouro, prata, marfim ou o que quer que seja a fim de nos libertarmos da sua agonia e morte como homem.

"Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus" (2Co 5:21).

Brennan Manning em O Evangelho maltrapilho

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O mundo piorou?


“Não foi o mundo que piorou, as coberturas jornalísticas é que melhoraram muito.”
— G.K. Chesterton.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

As razões porque as pessoas não vão à Igreja !

Qual o motivo de você não ir a igreja? Todos têm um motivo. Qual é o seu?


O crime organizado

— Crime organizado, boa tarde.
— Boa tarde, eu queria agendar um assalto.
— Perfeitamente. Para sua segurança a ligação estará sendo gravada. Para quando seria o assalto, senhor?
— Deixa eu ver aqui na minha agenda... Quinta-feira, entre 2 e 3 da tarde vou estar de bobeira no Centro da Cidade...
— Em qual rua, senhor?
— Ali pela Presidente Vargas.
— Queira aguardar alguns instantes, senhor, que estarei verificando.Música de espera: Pra dançar créu / tem que ter disposição / Pra dançar créu / Tem que ter habilidade / Pois essa dança / Ela não é mole não / Eu vou te lembrar / Que são 5 velocidades...
— Quinta feira temos disponível 14:30 na esquina de Presidente Vargas com Rio Branco. Confirma, senhor?
— Pode ser, sim.
— Qual seria o seu carro, senhor?
— É um Palio.
— Senhor, no momento não estamos roubando Palio. Para este veículo oferecemos apenas roubo do celular e da carteira.
— Tudo bem, pode ser. O bandido vem armado?
— Não é necessário, senhor. Para roubar apenas alguns pertences basta ele fazer cara de mau e dizer “perdeu, perdeu”.
— Tem razão.
— Queira anotar o nome do bandido que vai abordá-lo, senhor.
— Peraí, deixa eu pegar uma caneta. Pronto, pode falar.
— O nome do meliante é Cleberson, senhor.
— Cleberson, anotado.
— Deseja mais alguma informação, senhor?
— Vocês estão agendando seqüestro relâmpago?
— No momento só para clientes que possuem Visa Electron, senhor.
— Poxa, que pena, eu só tenho Rede Shop.
— Infelizmente ainda não trabalhamos com Rede Shop, senhor. Mas caso o senhor deseje, entraremos em contato tão logo comecemos com esse serviço, senhor.
— Ótimo, vou querer sim.
— Queira informar o telefone de cadastro, senhor.
— 2345678.
— Telefone cadastrado, senhor. Mais alguma informação?
— Não, não, é só isso.
— Queira aguardar mais uns instantes, que estaremos efetuando o seu pedido, senhor.
Creu-créu-créu-créu...
— Apenas mais uns instantes, senhor, que o sistema está meio lento.
Creu-créu-créu-créu...
— Senhor, com apenas uma taxa adicional o senhor ainda ganha um tapa na cara para deixar de ser otário. Deseja confirmar, senhor?
— Tapa na cara? Hummm... pode ser.
— Perfeitamente. Só mais um momento.
A primeira é devagarzinho / só o aprendizado / é assim, ó / crééééééu...
— Confirmando, senhor: próxima quinta-feira, 14:30, na esquina da Presidente Vargas com Rio Branco, roubo de alguns pertences, bandido Cleberson, bônus adicional de um tapa na cara, senhor.
— Beleza.
— Para agilizar nosso serviço, queira deixar a janela do carro aberta, senhor.
— Deixa comigo.
— O crime organizado agradece a sua chamada. Tenha uma boa tarde, senhor.

Bruno Mazzeo

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A música 'Sabor de Mel'

Por Marcio Luiz

Aqui, em rápidas palavras, quero expor minha visão e compreensão critica da música já tão cantada nos cultos, e que até já se tornou tema de festividades em algumas igrejas, que é a música 'Sabor de Mel'. Confesso que só estou postando essa crítica por que muitas pessoas não aceitam minha repulsa por essa música. Por isso quero explicar a todos o fato de que não concordo com a letra.

1 – O agir de Deus é Lindo na vida de quem é Fiel?

- Diz Pv 15.3 que "Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons". Deus age com fidelidade na vida de todos sem acepção de pessoas, independente da nossa fidelidade ou infidelidade. Afirmar que Deus só se volta para uma classe de pessoas ou que só age na vida de quem é fiel seria um sentimento anti-bíblico. Será que só os que são fiéis é que são filhos de Deus? E os infiéis são filhos de quem? Ou foram criados por quem para não serem beneficiados com a misericórdia de Deus?

2 - Você vai ver a mão de Deus te exaltar. Quem te vê há de falar 'Ele é mesmo escolhido'.

- Diz Mt 5.16 "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus". Nessa afirmativa a gloria é de Deus ou do homem? Por mais que Deus nos exalte, nos coloque em lugar de destaque, todos devem olhar para nós e glorificar ao Pai, e não ser reconhecido como o ESCOLHIDO. Parece que o mais importante é ser escolhido, e não glorificar a quem nos escolheu.

3 - Vão dizer que você nasceu pra vencer, que já sabiam porque você tinha mesmo cara de vencedor, e que se Deus quer agir ninguém pode impedir. Então você verá cumprir cada palavra que o Senhor falou. Quem te viu passar na prova e não te ajudou, Quando ver você na benção vai se arrepender, Vai estar entre a plateia e você no palco, vai olhar e ver Jesus brilhando em você. Quem sabe no teu pensamento você vai dizer 'Meu Deus, como vale a pena a gente ser fiel. Na verdade, a minha prova tinha um gosto amargo, mas minha vitória hoje tem sabor de mel'.

- Fico impressionado com tanta palavra egoísta e vingativa que Deus fala nesse refrão, se é que foi Deus que falou mesmo. Plateia e Palco? Então quer dizer que nossa vida, culto, ministério, chamado e vida com Deus é um teatro? Que todos têm que nos ver em grande destaque e se culpando por não nos ajudar? E só porque estou no palco e com vitória as pessoas vão dizer que “vale a pena ser fiel”? E que minha vitória só tem sabor de mel porque eu vejo os outros com inveja de mim? Sinceramente, é melhor pensar um pouco antes de cantar certas coisas ou glorificar a Deus com qualquer música.

O pior é que ainda falam mal de músicas do mundo, enquanto dentro das igrejas o que se canta é puro egoísmo, egocentrismo, soberba e vanglória. E, ainda por cima, gritam dando 'Glória a Deus', 'Aleluia' e 'Amém'.

Irmãos, creio que o princípio da adoração não é a autoajuda, por mais que a adoração nos mude ou molde nossa vida. E essa música nem autoajuda é; trata-se de um grande sentimento de vingança e de falsa exaltação em Deus, e que ainda incita a quem está ouvindo a analisar se as vitórias de nossas vidas estão de acordo com o que a música diz.

A bíblia diz em Mc 12.31 "E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes", e Gl 5.14-16 "Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros. Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne".

Enfim, que sentimento de amor está em nós quando glorificamos a Deus por estar em um palco e ver nosso irmão numa plateia arrependido porque não me ajudou, e ainda pensar que sou mais fiel do que aquele que não me ajudou, e que por isso tenho mais vitória do que ele? Que sentimento de amor ao próximo é esse? Que respaldo bíblico essa música tem? Nem venha me dizer que isso foi revelação de Deus, porque Deus não está em um palco nos assistindo, nem muito menos é soberbo, egocêntrico. Vale a pena pensar no que estamos cantando.


Marcio Luiz

JOCUM-AL

Elvis Presley Gospel - Paz no vale

Ouvir Elvis Presley é algo realmente maravilhoso. Sua voz e a forma apaixonada como interpretava suas canções fazem justiça ao título de Rei do Rock. E nada melhor que começar a semana ouvindo sua interpretação de "Peace In The Valley". Nesta apresentação, Elvis dedicou a canção à sua mãe, e eu gostaria de dedicá-la neste dia a você andarilho da vida, na certeza de que o nosso Senhor nos dará Paz no vale.


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Calem a boca, nordestinos!

Por José Barbosa Junior

A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra... outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos "amigos" Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos... pasmem... PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura...

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner...

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia...

Ah! Nordestinos...

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário... coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso... mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: - Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dançando com as mãos ao ritimo do Pa-Panamericano

Um delicioso baile das mãos ao som de Pa-Panamericano, vale a pena conferir.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Quem mais saiu derrotado nesta eleição?



Ainda sobre as eleições, o blogueiro Marcos Araujo, do blog O Provocador, escreveu um texto fantástico sobre os derrotados desta eleição, vale a pena conferir.


Por Marco Antonio Araujo

Dilma derrotou não só seu adversário, José Serra, mas também um exército implacável, cruel e muito poderoso: os principais grupos de comunicação do país. Os milhões de votos recebidos pela candidata petista são a prova gigantesca de que os brasileiros nunca mais se deixarão ser manipulados. Nem permitirão ser tratados como gente ignorante. O povo, definitivamente, não é bobo.

Durante meses, houve um bombardeio incessante de manchetes, chamadas, apelos, boatos e factoides. Um massacre impiedoso, orquestrado. Em fiapos de verdade, urdiram uma rede de mentiras e preconceitos. Não bastou ser atacada durante o horário eleitoral gratuito. Isso faz parte do jogo. Infame foi ser fustigada diariamente pela propaganda política voluntária dos barões da mídia.

Dilma Rousseff e milhões de brasileiros enfrentaram o maior jornal do país, a Folha de S.Paulo. E a maior emissora de TV, a Globo. A revista de maior tiragem, a Veja. Nessa tropa de choque incansável também perfilam os jornais O Estado de S.Paulo e O Globo. Turma da pesada.

1) O discurso da intolerância

Essa turma toda que saiu derrotada da eleição pode buscar algum refúgio espiritual em Silas Malafaia, o pastor que usou seu programa de TV para, ilegalmente, conclamar seus fiéis a votarem em Serra. Ou pedir a benção do bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que mandou imprimir 2 milhões de cópias do panfleto anti-Dilma “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”. Aquilo, sim, foi apelação!



Na calada da Band, Malafaia bradou argumentos homofóbicos contra Dilma. E julgou Serra “mais preparado”. Foi apressado demais e, no dia seguinte, o tucano deu seu apoio à união civil entre homossexuais. Vergonha alheia. Malafaia apoiou Marina Silva até onde deu. Os dois são integrantes do mesmo grupo evangélico. Só que, passado um tempo, foi seduzido por sua santidade, o Serra. E aí caiu em tentação de vez: se uniu com orgulho aos padres e cardeais católicos contra Dilma. Foi para a campanha de Serra de corpo e alma.

Quando surgiram as boatarias criminosas na internet contra Dilma, Malafaia fez cara de santo. Uma delas espalhava que a candidata do PT havia dito que nem Deus tiraria sua vitória. Depois, a imprensa denunciou uma central para comprar pastores no centro de São Paulo. O pastor entrega os votos do seu rebanho e, em troca, leva um trocado. Malafaia mais uma vez posou de santo. Imaculado Malafaia.

O bispo católico Bergonzini também jogou pesado. A Polícia Federal apreendeu mais de 1 milhão de panfletos ilegais em uma gráfica de tucanos. Era uma encomenda da Diocese de Guarulhos. Crime eleitoral. Isso é exemplo que se dê ao rebanho?

A História está cheia de exemplos macabros de onde isso vai parar. Não por acaso, enquanto Malafaia e Bergonzini excomungavam Dilma, dos olhos deles saiam labaredas de ódio. Lembravam fogueiras. O fato é que esse discurso da intolerância foi derrotado nas urnas. O país amadureceu, e a liberdade de culto saiu fortalecida. Os falsos profetas se deram mal.

2) As organizações Globo

As Organizações Globo agiram como um partido de oposição durante as eleições que levaram Dilma Rousseff à presidência da República. Preferiam continuar aliados ao candidato das elites, como sempre estiveram durante a ditadura militar e os governos Collor, Itamar e FHC. Mas perdeu, playboy.

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Fonte: O Provocador, via Pava blog

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Desafios para o governo Dilma


Por Leonardo Boff

Celebramos alegremente a vitória de Dilma Rousseff. E não deixamos de folgar também pela derrota de José Serra que não mereceu ganhar esta eleição dado o nível indecente de sua campanha, embora os excessos tenham ocorrido nos dois lados. Os bispos conservadores que, à revelia da CNBB, se colocaram fora do jogo democrático e que manipularam a questão da descriminalização do aborto, mobilizando até o Papa em Roma, bem como os pastores evangélicos raivosamente partidizados, saíram desmoralizados.

Post festum, cabe uma reflexão distanciada do que poderá ser o governo de Dilma Rousseff. Esposamos a tese daqueles analistas que viram no governo Lula uma transição de paradigma: de um Estado privatizante, inspirado nos dogmas neoliberais para um Estado republicano que colocou o social em seu centro para atender as demandas da população mais destituída. Toda transição possui um lado de continuidade e outro de ruptura. A continuidade foi a manutenção do projeto macroeconômico para fornecer a base para a estabilidade política e exorcizar os fantasmas do sistema. E a ruptura foi a inauguração de substantivas políticas sociais destinadas à integração de milhões de brasileiros pobres, bem representadas pela Bolsa Família entre outras. Não se pode negar que, em parte, esta transição ocorreu pois, efetivamente, Lula incluiu socialmente uma França inteira dentro de uma situação de decência. Mas desde o começo, analistas apontavam a inadequação entre projeto econômico e o projeto social. Enquanto aquele recebe do Estado alguns bilhões de reais por ano, em forma de juros, este, o social, tem que se contentar com bem menos.

Não obstante esta disparidade, o fosso entre ricos e pobres diminuiu o que granjeou para Lula extraordinária aceitação.

Agora se coloca a questão: a Presidenta aprofundará a transição, deslocando o acento em favor do social onde estão as maiorias ou manterá a equação que preserva o econômico, de viés monetarista, com as contradições denunciadas pelos movimentos sociais e pelo melhor da inteligentzia brasileira?

Estimo que, Dilma deu sinais de que vai se vergar para o lado do social-popular. Mas alguns problemas novos como aquecimento global devem ser impreterivelmente enfrentados. Vejo que a novel Presidenta compreendeu a relevância da agenda ambiental, introduzida pela candidata Marina Silva. O PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento) deve incorporar a nova consciência de que não seria responsável continuar as obras desconsiderando estes novos dados. E ainda no horizonte se anuncia nova crise econômica, pois os EUA resolveram exportar sua crise, desvalorizando o dólar e nos prejudicando sensivelmente.

Dilma Rousseff marcará seu governo com identidade própria se realizar mais fortemente a agenda que elegeu Lula: a ética e as reformas estruturais. A ética somente será resgatada se houver total transparência nas práticas políticas e não se repita a mercantilização das relações partidárias("mensalão").

As reformas estruturais é a dívida que o governo Lula nos deixou. Não teve condições, por falta de base parlamentar segura, de fazer nenhuma das reformas prometidas: a política, a fiscal e a agrária. Se quiser resgatar o perfil originário do PT, Dilma deverá implementar uma reforma política. Será difícil, devido os interesses corporativos dos partidos, em grande parte, vazios de ideologia e famintos de benefícios. A reforma fiscal deve estabelecer uma equidade mínima entre os contribuintes, pois até agora poupava os ricos e onerava pesadamente os assalariados. A reforma agrária não é satisfeita apenas com assentamentos. Deve ser integral e popular levando democracia para o campo e aliviando a favelização das cidades.

Estimo que o mais importante é o salto de consciência que a Presidenta deve dar, caso tomar a sério as consequências funestas e até letais da situação mudada da Terra em crise sócio-ecológica. O Brasil será chave na adaptação e no mitigamento pelo fato de deter os principais fatores ecológicos que podem equilibrar o sistema-Terra. Ele poderá ser a primeira potência mundial nos trópicos, não imperial mas cordial e corresponsável pelo destino comum. Esse pacote de questões constitui um desafio da maior gravidade, que a novel Presidenta irá enfrentar. Ela possui competência e coragem para estar à altura destes reptos. Que não lhe falte a iluminação e a força do Espírito Criador.

Fonte: Brasil de Fato

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Joyful 'toon: Segurança angelical

Joyful 'toon de número 40.
 
 
Joyful 'toon 40_Angel security PT.BR
 
 
 Comentário do autor:
Da mesma forma que o presidente dos Estados Unidos tem pessoas protegendo-o aonde quer que ele vá, nós, crentes em Jesus, temos anjos nos guardando em todos os nossos caminhos.
   
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.
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