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Sagrado (63º episódio): Religiões afro-brasileiras

Sétimo e último episódio tratando do tema “Liberdade sexual (orientações de gênero, poligamia)”. Valdina Pinto está incumbida de responder às questões “Para a sua religião (candomblé) há tabus intransponíveis?” e “Como as relações homossexuais são vistas pela sua religião (candomblé)?”. Juliana Paes cita Arthur Schopenhauer: “O mundo no qual cada um vive depende da maneira de concebê-lo, que varia, por conseguinte, segundo a diversidade das mentes”.
 
 
 
 
 
 
De todas as religiões/credos abordados na série, as afro-brasileiras (candomblé, no caso da Valdina) parece ser a que menos impõe limites e regras, como se pode notar das palavras de sua representante. Você pode ter o comportamento sexual que for, banda-voou*, que eles te aceitam e não te encorajarão a mudar; basta que você faça a vontade das divindades. As religiões afro-brasileiras nem mesmo possuem livros sagrados – você sabia? – e a Valdina diz que a crença foi reconstruída, refeita, em algum momento aqui no Brasil. Crenças que, a exemplo do espiritismo e do budismo (veja aqui), andam se reformulando (se adaptando?) merecem tanta confiança?
 
* banda-voou = Cuca fresca, pessoa largada; quem topa tudo [segundo o Só se vê na Bahia, mas, apesar do nome do site, a expressão também é comum aqui em Alagoas]

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