Pular para o conteúdo principal

Sagrado (57º episódio): Budistas

O novo tema da série promete: “Liberdade sexual (orientações de gênero, poligamia)”. Padma Santem está incumbido de responder às questões: “A liberdade sexual, desde que sejam respeitados os direitos do próximo, é uma contradição com a espiritualidade?” e “A religião pode apoiar atitudes como a do sexo sem compromissos, sem vínculos afetivos?”. Christiane Torloni cita Pitágoras: “Os amigos têm tudo em comum, e a amizade é a igualdade”.
 
 
 
 
 
 
Na resposta à primeira pergunta, o lama diz que o budismo se apresentou, no passado, de uma forma e que hoje apresenta-se de outra. Isso não é muito bom, pois já imaginou uma crença que fica se alterando para se adaptar ao mundo que a cerca? Isso, para mim, é uma demonstração clara de que a mesma não detém/conhece a Verdade. Parece que o espiritismo também admite isso, isto é, que a crença deles “evolui”, se altera no tempo. A fé cristã, por outro lado, é a mesma; o que era pecado e errado continua assim hoje – nosso Deus não muda!
 
Que bom que o budismo aceita as pessoas sem discriminar a opção sexual de cada um. E o Padma diz que sua fé visa ajudar o indivíduo “a entender a natureza primordial, a natureza de Buda, que está além de todas essas manifestações (opções sexuais)”. Mas que natureza primordial seria essa? Por que tem que ser a de Buda? Se Buda não era um deus, como saber se essa natureza primordial defendida por ele é perfeitamente correta? Seres humanos podem ter “revelações” imperfeitas.
 
Na resposta à segunda pergunta, o lama diz que o budismo – de uma forma nobre – busca o indivíduo onde ele está, com seus sofrimentos, e tenta ajudá-lo a compreender sua natureza que está além do sofrimento. Mas como o budismo sabe a verdadeira natureza do homem?
 
Ainda no começo de sua segunda fala, o lama fala algo muito verdadeiro: “No passado as pessoas sofriam porque os vínculos eram forçados. Hoje nós podemos sofrer porque os vínculos são efêmeros ou quase inexistentes”.
 
Você consegue compreender a ligação entre a frase de Pitágoras, citada no início, e o conteúdo do episódio? Eu ainda tô matutando nisso.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Deus pegou no meu bilau

Bom pessoas e mudando um pouco de assunto, deixo pra vocês um texto muito bom do Marcos Botelho , leia e não esqueça de comentar. É lógico que você ficou escandalizado com o título desse artigo, não era para ser diferente, você é um brasileiro que cresceu com toda cultura e tradição católica latino americana onde os órgãos sexuais são as partes sujas e vergonhosas do corpo humano. Mas não é assim que Deus vê e nem que a bíblia fala do seu e do meu órgão sexual, a bíblia está cheia de referências boas sobre o sexo e sobre os órgãos sexuais, mesmo percebendo claramente que os tradutores tentaram disfarçar. Na narração de Gênesis 2.7 vemos Deus esculpindo o homem do barro, isso foi um escândalo para os outros povos e religiões, principalmente para os gregos que acreditavam que nenhum deus poderoso poderia tocar na matéria, principalmente no barro como um operário fazia. Hoje não temos a dificuldade de acreditar que Deus, na criação, sujou a mão de barro, mas temos tremenda dificuldade d...

O que aprendi com Esaú

Por Gonzaga Soares Gosto dos coadjuvantes da bíblia. Me identifico com eles, não sei ao certo o motivo. Talvez por não estarem sob os holofotes da trama, na qual figuram em plano secundário. Na historia dos gêmeos bíblicos, o foco narrativo é centrado em Jacó, restando a Esaú o papel de coadjuvante na trama de seu irmão. Todos conhecem a historia de Jacó, um relato bíblico cheio de intrigas, trapaças, traições e temor. Desde da primeira vez que li o texto bíblico, simpatizei com Esaú, que diante da traição da mãe e do irmão, sempre demostrou um caráter admirável. E como em um filme ou romance literário em que você torce pelo mocinho, que sofre com as maldades do vilão, eu torcia para que no final da história Esaú desse uma boa sova em Jacó. No entanto, o final da história é surpreendente e contraria todos os romance e filmes, em uma manifestação de pura graça.  Quando Jacó resolve regressar do seu exílio de vinte anos imposto pelo pecado que cometera contr...

O que Deus fez não se destrói não...

E pra finalizar os posts de hoje, deixo pra vocês um vídeo com a turma da Jocum voltando a ser criança e brincando pra valer ao som de Vencedores por Cristo infantil. P.S.: Fiquei com essa música na cabeça por semanas, mas quem liga?! E o pior é que é legal! Vejam o vídeo. E venham cantar comigo essa canção, o que Deus fez não se destrói não... "Nossa tô cantando de novo".