terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Sagrado (57º episódio): Budistas

O novo tema da série promete: “Liberdade sexual (orientações de gênero, poligamia)”. Padma Santem está incumbido de responder às questões: “A liberdade sexual, desde que sejam respeitados os direitos do próximo, é uma contradição com a espiritualidade?” e “A religião pode apoiar atitudes como a do sexo sem compromissos, sem vínculos afetivos?”. Christiane Torloni cita Pitágoras: “Os amigos têm tudo em comum, e a amizade é a igualdade”.
 
 
 
 
 
 
Na resposta à primeira pergunta, o lama diz que o budismo se apresentou, no passado, de uma forma e que hoje apresenta-se de outra. Isso não é muito bom, pois já imaginou uma crença que fica se alterando para se adaptar ao mundo que a cerca? Isso, para mim, é uma demonstração clara de que a mesma não detém/conhece a Verdade. Parece que o espiritismo também admite isso, isto é, que a crença deles “evolui”, se altera no tempo. A fé cristã, por outro lado, é a mesma; o que era pecado e errado continua assim hoje – nosso Deus não muda!
 
Que bom que o budismo aceita as pessoas sem discriminar a opção sexual de cada um. E o Padma diz que sua fé visa ajudar o indivíduo “a entender a natureza primordial, a natureza de Buda, que está além de todas essas manifestações (opções sexuais)”. Mas que natureza primordial seria essa? Por que tem que ser a de Buda? Se Buda não era um deus, como saber se essa natureza primordial defendida por ele é perfeitamente correta? Seres humanos podem ter “revelações” imperfeitas.
 
Na resposta à segunda pergunta, o lama diz que o budismo – de uma forma nobre – busca o indivíduo onde ele está, com seus sofrimentos, e tenta ajudá-lo a compreender sua natureza que está além do sofrimento. Mas como o budismo sabe a verdadeira natureza do homem?
 
Ainda no começo de sua segunda fala, o lama fala algo muito verdadeiro: “No passado as pessoas sofriam porque os vínculos eram forçados. Hoje nós podemos sofrer porque os vínculos são efêmeros ou quase inexistentes”.
 
Você consegue compreender a ligação entre a frase de Pitágoras, citada no início, e o conteúdo do episódio? Eu ainda tô matutando nisso.

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