segunda-feira, 17 de maio de 2010

A vida é uma dança na direção de Deus...


Foto: Imagens do Google

Fui criado acreditando que a qualidade de vida de um homem aumentaria muito não com a obtenção de status ou sucesso, não pela experiência de paixão ou por causa da prosperidade no trabalho ou na academia, mas com sua proximidade de Deus. Perturba-me saber que a vida cristã é simples assim.

O evangelho – as boas novas- é algo simples, mas é o portão, é o inicio da trilha. Resolver os conflitos da falta de fé é um trabalho duro. Deus deu três bênçãos aos homens ao homem: alimentá-lo como os pássaros, vesti-lo como as flores e ser seu amigo mais intimo.

Gente demais fica com as duas primeiras e ignora a terceira. Mais cedo ou mais tarde, você descobre que a vida é criada especifica e brilhantemente para colocar o homem em ligação com o Senhor do Céu. É um esforço, com dores de parto e acidentes de percurso, mãos cobertas de sangue e testa suada, a cabeça nas mãos, momentos de grande solidão e questionamento, momentos de dor e desejo. Tudo isso leva a Deus, imagino.

Talvez seja esse o outro lado dos comercias, o outro lado da cortina por traz do Mágico de OZ puxa as alavancas. Matéria e pensamentos são uma tela sobre a qual Deus pinta, uma pintura com tragédia e entrega, com pecado e redenção. A vida é uma dança na direção de Deus, começo a pensar.

E a dança não é tão graciosa como desejaríamos. Enquanto deslizamos e rodopiamos com nossos passos ensaiados, Deus atrapalha nossos pés, pisa em nossos dedos e raspa em nossos sapatos. Então, aprendemos a dançar com aquele que nos criou. E é uma dança difícil de aprender, porque seus passos são estranhos.

Começo a pensar em meu tempo no cânion nesses termos: como esta aprendendo a dançar de uma forma diferente, com as primeiras poucas lições fazendo com que me sinta canhestro e desajeitado, mas logo isso dará lugar a um bailado gracioso, e não pararei em lojas de lembrancinhas ou caçarei uma televisão.

Como Paul, serei capaz de passar horas debruçado sobre uma panela de feijão e me sentir inteiramente satisfeito, como se não houvesse na vida que estivesse perdendo. Sinto uma certa alegria de pensar assim sobre as coisas, e sorrio uma certa alegria de pensar assim sobre as coisas, e sorrio para um casal que passa por mim pela murada.

Pego um punhado de pinhas de uma árvore, as esfrego nas palmas das mãos e sinto o perfume mentolado da criação quando deixo os pedaços verdes caírem de minhas palmas para o caminho ao longo da beirada. E penso: Não há nada que eu esteja perdendo. Tenho tudo que deveria ter para experimentar a grandeza desta história, para dançar com Deus.

Donald Miller

Extraído do livro "Fé em Deus e pé na Tabua" (Editora Thomas Nelson Inc.)



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