Pular para o conteúdo principal

A vida é uma dança na direção de Deus...


Foto: Imagens do Google

Fui criado acreditando que a qualidade de vida de um homem aumentaria muito não com a obtenção de status ou sucesso, não pela experiência de paixão ou por causa da prosperidade no trabalho ou na academia, mas com sua proximidade de Deus. Perturba-me saber que a vida cristã é simples assim.

O evangelho – as boas novas- é algo simples, mas é o portão, é o inicio da trilha. Resolver os conflitos da falta de fé é um trabalho duro. Deus deu três bênçãos aos homens ao homem: alimentá-lo como os pássaros, vesti-lo como as flores e ser seu amigo mais intimo.

Gente demais fica com as duas primeiras e ignora a terceira. Mais cedo ou mais tarde, você descobre que a vida é criada especifica e brilhantemente para colocar o homem em ligação com o Senhor do Céu. É um esforço, com dores de parto e acidentes de percurso, mãos cobertas de sangue e testa suada, a cabeça nas mãos, momentos de grande solidão e questionamento, momentos de dor e desejo. Tudo isso leva a Deus, imagino.

Talvez seja esse o outro lado dos comercias, o outro lado da cortina por traz do Mágico de OZ puxa as alavancas. Matéria e pensamentos são uma tela sobre a qual Deus pinta, uma pintura com tragédia e entrega, com pecado e redenção. A vida é uma dança na direção de Deus, começo a pensar.

E a dança não é tão graciosa como desejaríamos. Enquanto deslizamos e rodopiamos com nossos passos ensaiados, Deus atrapalha nossos pés, pisa em nossos dedos e raspa em nossos sapatos. Então, aprendemos a dançar com aquele que nos criou. E é uma dança difícil de aprender, porque seus passos são estranhos.

Começo a pensar em meu tempo no cânion nesses termos: como esta aprendendo a dançar de uma forma diferente, com as primeiras poucas lições fazendo com que me sinta canhestro e desajeitado, mas logo isso dará lugar a um bailado gracioso, e não pararei em lojas de lembrancinhas ou caçarei uma televisão.

Como Paul, serei capaz de passar horas debruçado sobre uma panela de feijão e me sentir inteiramente satisfeito, como se não houvesse na vida que estivesse perdendo. Sinto uma certa alegria de pensar assim sobre as coisas, e sorrio uma certa alegria de pensar assim sobre as coisas, e sorrio para um casal que passa por mim pela murada.

Pego um punhado de pinhas de uma árvore, as esfrego nas palmas das mãos e sinto o perfume mentolado da criação quando deixo os pedaços verdes caírem de minhas palmas para o caminho ao longo da beirada. E penso: Não há nada que eu esteja perdendo. Tenho tudo que deveria ter para experimentar a grandeza desta história, para dançar com Deus.

Donald Miller

Extraído do livro "Fé em Deus e pé na Tabua" (Editora Thomas Nelson Inc.)



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

William Barclay, o falso mestre

  O texto a seguir foi traduzido por mim, JT. Encontrado em inglês neste endereço . As citações de trechos bíblicos foram tiradas da bíblia Almeida Revista e Atualizada (ARA).     William Barclay, o falso mestre Richard Hollerman Estamos convencidos de que muitas pessoas não percebem o quão difundido o falso ensinamento está em nossos dias. Elas simplesmente vão à igreja ou aceitam ser membros da igreja e falham em ter discernimento espiritual com respeito ao que é ensinado pelo pastor, pregador ou outro "sacerdote". Elas meramente assumem que tudo está bem; caso contrário, o quartel-general denominacional certamente não empregaria uma pessoa em particular para representar sua doutrina publicamente. Esta é uma atitude desgraçadamente perigosa a sustentar, uma que nos conduzirá de forma desencaminhada e para dentro do erro. Alguns destes erros podem ser excessivamente arriscados e conduzirão ambos mestre e ouvinte à condenação eterna! Jesus nos advertiu sobre os fa...

O Natal por Caio Fábio

NATAL CONFORME A NATA DE CADA ALMA Paulo disse que não era mais para se guardar festas religiosas como se elas carregassem virtude em si mesmas. Assim, as datas são apenas datas, e as mais significativas são aquelas que se fizeram história, memória e ninho em nós. Ora, o mesmo se pode dizer do Natal, o qual, na “Cristandade”, celebra o “nascimento de Jesus”, ou, numa linguagem mais “teológica”, a Encarnação. No entanto, aqui há que se estabelecer algumas diferenciações fundamentais: 1. Que Jesus não nasceu no Natal, em dezembro, mas muito provavelmente em outubro. 2. Que o Natal é uma herança de natureza cultural, instituída já no quarto século. De fato, o Natal da Cristandade, que cai em dezembro, é mais uma criação de natureza constantiniana, e, antes disso, nunca foi objeto de qualquer que tenha sido a “festividade” da comunidade dos discípulos originais. 3. Que a Encarnação, que é o verdadeiro natal, não é uma data universal — embora Jesus possa ter nascido em outubro —, mas sim um...

Deus pegou no meu bilau

Bom pessoas e mudando um pouco de assunto, deixo pra vocês um texto muito bom do Marcos Botelho , leia e não esqueça de comentar. É lógico que você ficou escandalizado com o título desse artigo, não era para ser diferente, você é um brasileiro que cresceu com toda cultura e tradição católica latino americana onde os órgãos sexuais são as partes sujas e vergonhosas do corpo humano. Mas não é assim que Deus vê e nem que a bíblia fala do seu e do meu órgão sexual, a bíblia está cheia de referências boas sobre o sexo e sobre os órgãos sexuais, mesmo percebendo claramente que os tradutores tentaram disfarçar. Na narração de Gênesis 2.7 vemos Deus esculpindo o homem do barro, isso foi um escândalo para os outros povos e religiões, principalmente para os gregos que acreditavam que nenhum deus poderoso poderia tocar na matéria, principalmente no barro como um operário fazia. Hoje não temos a dificuldade de acreditar que Deus, na criação, sujou a mão de barro, mas temos tremenda dificuldade d...