Pular para o conteúdo principal

Já fui "espiritual" - uma confissão

Texto de Victor, um dos mantenedores do blog Celebrai!, que nos faz refletir sobre a famigerada religiosidade:

monk or maybe sorcerer in black clothing with hoodTenho aprendido a cada dia em Deus que Evangelho sem autenticidade de vida não é o  Evangelho de Jesus Cristo. Depois que comecei a viver segundo esta premissa, tenho experimentado o mover da Graça de Deus me conduzindo, a cada dia, e me transformando mais e mais, de fé em fé, na imagem Daquele que reconciliou nossas vidas com Ele mesmo.

Hoje não consigo ser outra coisa a não ser eu mesmo. Aonde quer que eu vá, pela Graça de Deus, consigo ser eu, tanto diante Dele como diante dos homens. E hoje, já não estou mais disposto em dedicar cada minuto da minha existência com qualquer outra coisa que não seja o Evangelho de Jesus: que é a autenticidade de espírito. Não quero viver mais preocupado, com neuroses, com esquizofrenias, ou seja lá o que for, achando que irei para o castigo eterno, que perderei minha salvação, ou coisa do tipo, em nome de uma espiritualidade pagã do início ao fim.

Já fui “espiritual” o suficiente para viver segundo o: não toque, não prove, não manuseies.

Já fui “espiritual” a ponto de negar minha humanidade para viver uma realidade que tenho certeza: qualquer fariseu não agüentaria mais que um minuto com tal fardo.

Já fui “espiritual” o suficiente para viver uma neurose louca, em nome de uma santidade que quase me tirou a vida.

Já fui “espiritual” de modo que quem não fazia o que eu fazia estava condenado ao inferno.

Já fui “espiritual” o suficiente para julgar mais da metade da minha igreja e grupo de jovens e dizer que eles eram parceiros do Inimigo.

Já fui “espiritual” o suficiente para colocar o mundo todo no mesmo saco e entrega-los a Satanás, pois pensava que todos já estavam mortos mesmos, visto que não queriam ser “evangélicos”.

Já fui “espiritual” a ponto de estar junto dos meus amigos e nem sequer rir, ou me divertir, pois tinha medo de me parecer um “mundano”.

Já fui “espiritual” o suficiente para ouvir piadas e me segurar para não dar gargalhas, porém o meu interior queria mesmo era entrar na dança.

Já fui “espiritual” o suficiente para me orgulhar de minhas obras, ouvindo pessoas dizer que para ser igual a muitos crentes era melhor nem ser (claro que estes falavam dos piores exemplos de vida dos evangélicos).

Mas, também, Já fui “espiritual” o suficiente para ouvir um amigo meu, e que Deus me perdoe, dizer que para ser aquele crente em que eu me transformara, ele também não desejava ser; ou seja: (e isto escrevo com pesar no coração) Já fui “espiritual” para perder amigos pensando que estava amando a Deus, quando na verdade estava amando apenas a Igreja e aos cargos e funções que nela tenho, e a minha reputação.

Mas Graças a Deus que, em Cristo, me deu a vitória e me libertou dessas alienações que a religião ministra no coração de todo aquele que não conhece a Verdade, e vive como se ainda estivesse morto em seus pecados.

Mas agora, tenho uma Boa Nova a todos: quem deseja sair desse estado alienante, digo-vos que o que vos espera são vida e paz no espírito do Evangelho; porque em todo aquele em que a Luz se manifesta, produz verdade e autenticidade de vida, pois lembre-se: somente a Verdade Liberta.

Então, meu amigo, viva e viva muito bem!!!

Imagem de 123 Royalty Free

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

William Barclay, o falso mestre

  O texto a seguir foi traduzido por mim, JT. Encontrado em inglês neste endereço . As citações de trechos bíblicos foram tiradas da bíblia Almeida Revista e Atualizada (ARA).     William Barclay, o falso mestre Richard Hollerman Estamos convencidos de que muitas pessoas não percebem o quão difundido o falso ensinamento está em nossos dias. Elas simplesmente vão à igreja ou aceitam ser membros da igreja e falham em ter discernimento espiritual com respeito ao que é ensinado pelo pastor, pregador ou outro "sacerdote". Elas meramente assumem que tudo está bem; caso contrário, o quartel-general denominacional certamente não empregaria uma pessoa em particular para representar sua doutrina publicamente. Esta é uma atitude desgraçadamente perigosa a sustentar, uma que nos conduzirá de forma desencaminhada e para dentro do erro. Alguns destes erros podem ser excessivamente arriscados e conduzirão ambos mestre e ouvinte à condenação eterna! Jesus nos advertiu sobre os fa...

O Natal por Caio Fábio

NATAL CONFORME A NATA DE CADA ALMA Paulo disse que não era mais para se guardar festas religiosas como se elas carregassem virtude em si mesmas. Assim, as datas são apenas datas, e as mais significativas são aquelas que se fizeram história, memória e ninho em nós. Ora, o mesmo se pode dizer do Natal, o qual, na “Cristandade”, celebra o “nascimento de Jesus”, ou, numa linguagem mais “teológica”, a Encarnação. No entanto, aqui há que se estabelecer algumas diferenciações fundamentais: 1. Que Jesus não nasceu no Natal, em dezembro, mas muito provavelmente em outubro. 2. Que o Natal é uma herança de natureza cultural, instituída já no quarto século. De fato, o Natal da Cristandade, que cai em dezembro, é mais uma criação de natureza constantiniana, e, antes disso, nunca foi objeto de qualquer que tenha sido a “festividade” da comunidade dos discípulos originais. 3. Que a Encarnação, que é o verdadeiro natal, não é uma data universal — embora Jesus possa ter nascido em outubro —, mas sim um...

Deus pegou no meu bilau

Bom pessoas e mudando um pouco de assunto, deixo pra vocês um texto muito bom do Marcos Botelho , leia e não esqueça de comentar. É lógico que você ficou escandalizado com o título desse artigo, não era para ser diferente, você é um brasileiro que cresceu com toda cultura e tradição católica latino americana onde os órgãos sexuais são as partes sujas e vergonhosas do corpo humano. Mas não é assim que Deus vê e nem que a bíblia fala do seu e do meu órgão sexual, a bíblia está cheia de referências boas sobre o sexo e sobre os órgãos sexuais, mesmo percebendo claramente que os tradutores tentaram disfarçar. Na narração de Gênesis 2.7 vemos Deus esculpindo o homem do barro, isso foi um escândalo para os outros povos e religiões, principalmente para os gregos que acreditavam que nenhum deus poderoso poderia tocar na matéria, principalmente no barro como um operário fazia. Hoje não temos a dificuldade de acreditar que Deus, na criação, sujou a mão de barro, mas temos tremenda dificuldade d...