sexta-feira, 15 de maio de 2009

Por que é que eu fui crescer?

Navegando na web encontrei um vídeo incrível da música “Brincadeiras de criança” de Flávio Almeida Patrocínio. Nossa, que saudades que deu da minha infância. Acho que vi o vídeo pelo menos umas 20 vezes.

Quando vejo as crianças de hoje em frente a computadores e em Lan Houses fico pensando como elas estão perdendo a melhor fase de suas vidas.

Nossa, lembro que inventávamos as brincadeiras mais diversas e, como não tínhamos dinheiro para comprar brinquedos caros, inventávamos os nossos próprios brinquedos, fazíamos nossos carrinhos com latas de leite, garrafas de água sanitária, telefones com latas e barbantes, pipas, carrinhos de rolimã e um monte de outras coisas. As meninas faziam as bonecas de pano e retalhos velhos. Era incrível!

A turma se encontrava depois da escola para brincar na rua ou numa praça perto de casa? As meninas brincavam de passa-anel, amarelinha ou corda, enquanto os meninos jogavam bolinha de gude, pião, cabo de guerra, garrafão, polícia e ladrão, pipa, estilingue e tudo mais que a nossa imaginação inventa. Lembro que a noite, logo após o banho e o jantar, corria para a rua para encontrar a turma e e brincar de queimado, esconde-esconde, estátua, cuscuz, corre-cutia, rouba bandeira etc.
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Nossa, como era bom aquele tempo. Hoje a tecnologia coloca as crianças diante de uma tela e cria as mais fantásticas fantasias, com seu Tíbias e RPGs roubando das nossas crianças o tempo e a imaginação. Elas já não criam mais suas próprias fantasias, vivem fantasias de outros. Perdeu-se o contato, o abraço o aperto de mão foi substituído pelo beijo frio de um gif de uma maquina.

Se você viveu esta época, você é um sortudo, veja este vídeo, mate a saudade daquele tempo gostoso e responda a pergunta da música: Por que é que eu fui crescer?
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Parabéns a galera do vídeo ficou muito bom.

BRINCADEIRAS DE CRIANÇA - Flávio Almeida
Tem sempre uma criança
brincando dentro da gente.
Sua lembrança aliança
entre passado e presente.

Par ou ímpar, estátua, totó,
pipa, aviãozinho de papel.
Corrida de saco, dominó,
amarelinha e passa-anel.

Adivinhas, jogo de botão,
cabra-cega e queimada.
Palitinhos, dama, pião,
morto-vivo e charada.

Quem um dia não brincou
não sabe o que perdeu.
Pela infância da vida passou,
só passou mas não viveu.

Danças, cantigas, patinete,
boca de forno, bilboquê.
Caça-palavras, detetive e bete,
barra-manteiga, bambolê.

Peteleco, mímica, carrinho
e chicotinho-queimado.
Bolinha de gude, corda, trenzinho,
rolimã e marcha-soldado.

Quebra-cabeça, parlendas, peteca,
pelada de rua, escolinha.
Trava-língua, memória, boneca,
ioiô, salva-latinha.

Caça-tesouro, forca, casinha,
gol a gol, fincas no rio.
Caiu no poço, cozinhadinha
e telefone sem fio.

Faz-de-conta, polícia e ladrão,
perna-de-pau, rei e rainha.
Médico, visita, assombração,
prenda e ciranda-cirandinha.

Estilingue, dado, sô lobo,
pique de pegar e de esconder,
vaca-amarela, enganou o bobo...
Por que é que eu fui crescer?
Por que é que eu fui crescer?
Por que é que eu fui crescer?
Por que é que eu fui crescer?

Viva seu lado criança,
a pura felicidade,
enche a vida de esperança
e o coração de saudade.

Tem sempre uma criança
brincando dentro da gente,
brincando dentro da gente.

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