sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Consumo excessivo? Déficit ecológico?!

Significa que a grande maioria dos seres humanos está vivendo acima e além dos meios disponíveis no planeta.

A maior parte dos seres humanos vive em países que não são capazes de atender nossas demandas.

Por isso, alimentos são importados e a poluição e os problemas ambientais gerados são exportados.

Como se dá isso no dia-a-dia? Que impacto isso tem sobre nós?
Você pode ver alguns sinais sutis no supermercado que freqüenta.

Observe de onde vêm alguns tipos de alimento. A variedade crescente de nomes de países que você vê, agora, nos rótulos das embalagens dos alimentos é um indicador sutil de que nossas necessidades e desejos muitas vezes atravessam as fronteiras e vão a lugares longínquos.

Nossa necessidade de alimentos e de bens exóticos, frutas fora da estação, durante o ano inteiro, ou frango mais barato está ficando cada vez mais alta.

Onde leva esse consumo excessivo?

Tomemos a carne bovina como exemplo...
Nós gostamos dela. Em termos mundiais, comemos muita carne bovina.

Na realidade, nossa demanda por carne vermelha, e preferencialmente carne barata, provocou a derrubada das florestas tropicais e a irrigação das terras secas, como o Cerrado, para atender essa demanda.

Porém, transformar essas áreas em pastagem podem levar à degradação, pois elas só agüentam ser exploradas para este fim por um determinado tempo. Por isso as chamamos de “terras marginais”. Nossa demanda nos leva, então, a explorar novas áreas para pastagem e, por exemplo, colocar mais bois do que a terra é capaz de suportar a longo prazo.

Tais áreas eventualmente entram em "colapso" – ecologicamente falando. Isso significa que elas param de nos fornecer serviços ecológicos. São serviços como a capacidade de estabilizar o solo, manter sua fertilidade e reter a água, ou manter o equilíbrio entre as espécies silvestres.

Nossos padrões atuais de consumo significam o seguinte:

* precisaremos do equivalente a dois planetas até 2030 para nos sustentar;
* e se não encontrarmos esse segunda Terra logo (e qual é a probabilidade de que isso ocorra?!),
* então não estamos apenas demandando mais do que nosso planeta é capaz de produzir,
* mas estamos também reduzindo a quantidade de sua produção à medida que o estamos arruinando!

Você quer saber mais? Acesse: WWF
Fonte: www.wwf.org.br

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