sábado, 30 de maio de 2009

Obras sociais de igrejas evangélicas presentes no Brasil [4]

E aqui tá a quarta e última reportagem da série. Nesta eles falaram da atuação dos luteranos no Rio Grande do Sul.
.
Se preferir apenas ver o conteúdo da reportagem transcrito para a forma de texto, clique no continue lendo.
.
.
 
 
Na reportagem que encerra a série, Flávio Fachel e William Torgano mostram a atuação dos luteranos no Rio Grande do Sul com descendentes de europeus, de negros, escravos e de índios guaranis.

Uma bênção que ecoa há 15 décadas numa região de pequenas propriedades em São Lourenço do Sul, a 200 quilômetros de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
 
Eles são descendentes dos pomeranos, povo agricultor que vivia da própria terra na Europa, na região onde agora é a Alemanha.

Hoje, a lavoura no Brasil multiplica sorrisos. Mas nem sempre foi assim. A mesma terra que hoje vê prosperidade já foi testemunha de um modo de produção que empurrou os descendentes dos imigrantes para uma situação de dependência.

Durante quatro gerações, eles plantaram para patrões, venderam para atravessadores, perderam a relação de liberdade que tinham com a terra.
 
Hoje, 150 anos depois, a fé que os acompanhou nos barcos das grandes travessias do Atlântico, e que nunca foi esquecida, conseguiu começar a mudar essa história.

Uma chegada cheia de esperança nas promessas de terra farta e de felicidade. Nas malas, carregavam o pouco que tinham. Nos corações, traziam uma fé incomum no Evangelho e na Igreja Luterana.

“As primeiras igrejas que chegaram ao Brasil são igrejas que vieram a partir de grupos étnicos que foram trazidos para ocupar o lugar dos escravos. Esses grupos trazem suas crenças, criam as suas comunidades e as igrejas começam a se desenvolver”, explicou Maria das Dores Machado, socióloga da UFRJ.

A Igreja Luterana surgiu no século XVI, na Europa. Chegou ao Brasil com os pomeranos em 1824. Hoje já são 1 milhão de fiéis em todo o país.

Sua principal característica é acreditar que a salvação vem apenas pela fé e não como resultado de obras e boas ações. Mas isso não impede a forte ação social da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Rio Grande do Sul.

“A missão desse serviço foi exatamente de resgatar essa fé e uma fé tem que se articular com a vida das pessoas que se concretiza no jeito de se relacionar com a natureza”, disse Ellemar Wojahn, coordenador da IECLB.

Com o Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor, a igreja, de certa forma, devolveu aos fiéis a capacidade que os antepassados perderam: de sobreviver da terra sem depender de ninguém.

“Foi Deus que fez a natureza, foi Deus que fez em seis dias, no sétimo descansou e a deixou para nós para trabalhar e ganhar o nosso sustento”m afirmou o agricultor Romil Mühlenberg.

Seu Romil vive na terra que já foi de seu pai, do avô e do bisavô. Nunca abandonou a leitura da Bíblia. Na lavoura, o resultado do que está aprendendo com os irmãos luteranos: uma nova forma de produzir, sem agrotóxico. “Se não fosse a igreja, a gente não estava nessa da agroecologia”.
E a produção é vendida direto para o consumidor, na Feira dos Luteranos, no Centro de Pelotas.
Vantagem? O lucro de cada um não é dividido com mais ninguém. Mas o ganho maior para todos eles vem na esperança de ver a família continuar unida na fé e na terra dos antepassados.

“Agora eu sinto orgulho muito grande de estar na lavoura com meus filhos acompanhando. Eu acredito que daqui a 50 anos os meus netos estarão trabalhando aí”, projeta Seu Romil.

“A igreja tem essa pretensão de criar condições para que as famílias tenham possibilidade de ter renda e uma vida digna no meio rural”.

E ainda sobra para ajudar a quem precisa. Depois do culto, moradores pobres da região recebem cestas de alimentos doados pelos agricultores luteranos. “É uma sensação de que Deus está sempre com a gente apoiando, ajudando”, disse a desempregada Santa Janete Maia.

Estar com quem precisa. Os fiéis da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Rio Grande do Sul decidiram também estender a mão para mais gente que depende da terra no estado.

Descendentes de escravos, esquecidos nos quilombos, e os índios guaranis que, depois de perderem as terras, viraram mendigos de beira de estrada. Entre duas comunidades tão diferentes, muitas semelhanças.

“O Brasil tem uma dívida social e a igreja também tem uma dívida social com essas populações tradicionais que foram excluídas e marginalizadas que não têm lugar ainda hoje na sociedade”.

Preocupados com o mais básico – sobreviver – índios e quilombolas foram deixando os costumes para trás. Agora, os luteranos ajudam essas pessoas a se reencontrar com a própria cultura.

Estimulando os mais velhos a ensinar o que sabem aos mais novos. Assentados na reserva, os índios tiveram sorte. Podem agora ensinar às crianças guaranis que seu povo vive da terra. E que apesar do que sofreram com os brancos, continuam de braços abertos a quem quiser vir ajudar.
 
"Somos da tribo Tekoaporã e convidamos você a nos visitar", cantam os pequenos guaranis.

Uma lição de amor e solidariedade. “Jesus não perguntou se era difícil, onde estava, como é que era, que cor que tinha. Foi buscar e a gente tem que seguir esse exemplo, estar permanentemente nessa busca da ovelha perdida”, declarou Rita Sorita, coordenadora da Igreja.

Na reportagem de quinta, nós mostramos o trabalho dos batistas com crianças que foram afastadas dos pais pela Justiça e também apresentamos o trecho de uma entrevista com a socióloga Maria das Dores Machado.

Ela observou que a doutrina pentecostal enfatiza a capacidade do indivíduo de desenvolver o dom do Espírito Santo. Só que nós mostramos esse trecho logo depois de explicar as origens da Igreja Batista e aí ficou parecendo que a Igreja Batista seria pentecostal.

Mas isso não é verdade. A socióloga se referia a outras igrejas. Os batistas têm origem na Inglaterra, no século XVII, valorizam o batismo na idade adulta e adotam princípios comuns ao protestantismo.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Obras sociais de igrejas evangélicas presentes no Brasil [3]

Aqui vai a terceira reportagem. Nesta eles falaram de batistas e adventistas que ajudam crianças pobres.
.
Se preferir apenas ver o conteúdo da reportagem transcrito para a forma de texto, clique no continue lendo. Amanhã tem mais. Creio que deve haver mais uma reportagem.
.
.
O que pode acontecer quando alguém decide, simplesmente, ajudar? Estender a mão para quem precisa.

Jovens demais para ter lembranças que só existem em sonhos. O da menina, esta noite, foi com a mãe, com quem não pode mais morar. “A mãe de verdade é bem melhor do que o sonho, porque ela é real. Não estou com ela porque a gente não se deu bem”, a menina conta.
.
Em uma rua especial, onde casas em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, moram meninos e meninas que foram retirados da guarda dos pais por ordem da Justiça. Crianças que viviam largadas nas ruas, pedindo dinheiro nos sinais de trânsito, sofrendo todo o tipo de violência.

Para dezenas de crianças que pareciam não ter futuro, este é seu novo endereço: a Associação Evangélica Resgate e Ame, que poderia muito bem ser chamada de Rua da Esperança ou da Salvação.

Hoje, o abençoado pão de cada dia vem pelas mãos dos integrantes da Igreja Batista Brasileira, uma das várias igrejas que derivam da Igreja Batista, fundada no século XVII na Inglaterra.
Os Batistas são hoje no Brasil 1,5 milhão de fiéis, que frequentam cultos em 7,5 mil templos.

“A doutrina pentecostal enfatiza e muito essa capacidade dos indivíduos de desenvolver o dom do Espírito Santo”, explica a socióloga Maria das Dores Machado, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

É uma grande família unida pela fé, que tem suas regras. Escola, todos os dias. Depois dos estudos, almoço, aulas de reforço, de música e de dança. Não tinham futuro, hoje sonham até com a universidade.

Simone é uma das poucas mães que aparecem por aqui. A filha dela sabe que a esperança de reunir a família de novo está no abrigo.

“Eu me mantendo aqui dentro. Vai ser melhor para ela, porque quando eu sair, eu vou ajudá-la, porque, se eu não ficar aqui, eu não vou ter futuro. Quero ser advogada, eu quero defender os direitos das pessoas”, revela Bruna Ferreira, de 13 anos.

A rua encantada construída com o cimento da fé no evangelho só existe graças à assistente social Gislaine Monteiro Freitas, coordenadora do REAME.

Vinda também de família muito pobre, começou dando atenção e carinho a crianças de rua em um banco de praça.

“Tudo começou de forma despretensiosa. Apenas uma rua, mas a coisa foi chegando e a gente conseguiu comprar uma rua para as crianças, uma rua sem sofrimento”, afirma Gislaine.

Em uma favela do Rio, seguidores do Evangelho viraram pescadores de crianças mergulhadas na vida violenta do bairro. A função do Centro Adventista de Desenvolvimento Comunitário é ensinar a palavra de Deus e fazer sorrir, por dentro e por fora.

A Igreja Adventista foi criada nos Estados Unidos no século XIX e tem hoje no Brasil 1,2 milhão de fiéis. Guardam o sábado para atividades religiosas e valorizam as coisas da natureza.

Alimento saudável, sem agrotóxico para as crianças, no segundo almoço do dia. Tem jeito de escola, mas o centro mais parece uma grande gincana, que começa aos 7 anos de idade e vai até os 15, com jogos, brincadeiras e música.

Resultado? “Esse lugar é muito gostoso de ficar”, diz uma das crianças.

“Mudou muita coisa em mim. Antigamente, eu não sabia contas na escola e depois que fui aprendendo aqui, estou na sétima série e indo em frente”, conta Vinícius, de 14 anos.

A transformação que acontece na vida de uma criança não é pequena. São mudanças no corpo e na alma. Há cinco anos, quando o projeto começou, a principal resposta para a pergunta ‘o que você quer ser quando crescer?’ era ‘bandido’.

Hoje, bom hoje. “Bombeiro”. “Trabalhar na Aeronáutica”. “Pediatra”. “Médico, para salvar as pessoas da dengue”.

O centro começou com uma sala pequena. Hoje, já são 180 vagas para uma comunidade com sede de oportunidade.

“Para muitos deles, se não fosse essa ação social religiosa evangélica, talvez não tivessem acesso a esses programas e serviços”, explica Gislaine.

Agora outras 500 crianças esperam por uma chance de crescer no rumo do bem, pelas mãos de quem vive na prática os ensinamentos de Jesus.

“No mundo de dimensões tão grandes, a gente vê que a gente pode proporcionar uma perspectiva de vida melhor para uma pessoa fazendo tão pouco. Elas têm certeza de que podem ser alguém melhor. Tem uma passagem em Apocalipse que diz o seguinte: não mais ranger de dentes, não mais pranto, nem dor. Aqui é lugar de gente feliz, lugar de sorrir, lugar de esperança”, conclui Glauciete da Cruz Batista, coordenadora do Centro Adventista.

Xixi no Banho

O site SOS Mata Atlântica lançou a campanha “Faça xixi no banho” a idéia é simples a fácil da pessoas aderirem, é simples fazendo xixi no banho, você economiza uma descarga por dia”. Ou seja, 12 litros a menos no ralo a cada 24 horas.

8% do consumo de água doce doce do mundo é de uso doméstico*,desses, 80% do consumo de água é gasto no banheiro, a maioria na privada. Logo fazendo xixi no banho você estará ajudando o planeta com uma atitude muito simples. E se você acha o ato nojento , esqueça, o xixi é composto por 95% de água, sendo que os demais 5% possuem substâncias como uréia e sal. Se cada brasileiro fizer xixi no banho uma vez ao dia, serão economizados 64,8 bilhões de litros de água por mês.

Entre você também nesta campanha, divulgue para os seus amigos e vamos fazer a diferença.

O site da campanha é www.xixinobanho.org.br.

P.S.: Este humilde blogueiro que vos escreve é adepto do Xixi no Banho!



Bicicletada de Maceió


Está marcada para o dia 30/05 a 12ª Bicicletada de Maceió. O encontro será no mesmo local de sempre: no Posto 7 (próximo ao Hotel Jatiúca), às 8h30 da manhã.

Para os que não conhecem a bicicletada, trata-se de um movimento mundial com o intuito de apresentar a bicicleta como uma alternativa para a mobilidade urbana, cobrar respeito dos motoristas e melhorias na infra-estrutura para a utilização da bicicleta nas cidades. Queremos discutir o modelo de cidade o qual estamos inseridos e apresentar uma nova alternativa. A Bicicletada acontece em diversas cidades de diversos países, como um movimento horizontal, ou seja, sem líderes. É chamada de Bicicletada aqui no Brasil e em Portugal. Caso alguém queira buscar mais informações sobre bicicletadas de outros países, basta digitar no Google: “critical mass”, nome que recebe em países de língua inglesa.

Algumas cidades realizam suas bicicletadas nas noites da última sexta-feira de cada mês. Em atenção aos pedidos de algumas pessoas que estudam à noite, ou que se disseram impossibilitadas de participar por questões de trabalho, transferimos a Bicicletada de Maceió para as manhãs de sábado. Foi sugerido o domingo, mas explicamos que, realizando a Bicicletada aos domingos, perderia o sentido do movimento, já que é um dia completamente atípico, com poucos carros na rua, e assim, não atingiríamos nosso objetivo principal (apresentar a bicicleta como meio de transporte). Seria apenas um passeio de domingo.

Para aqueles que gostaram da idéia e pretendem participar, pedimos que levem seus panfletos, cartazes, faixas, fantasia, o que desejarem! Para dar uma idéia, deixamos alguns exemplos de panfletos em três locais da cidade. Basta pedir a “pasta da bicicletada” e tirar quantas cópias pretender distribuir no dia da bicicletada. Achamos que, se cada um tirar um pouquinho, não fica caro para ninguém. Caso não queira gastar dinheiro, cada um pode confeccionar seu próprio material. Os locais onde deixamos o material são:

- Multicópias, na Pajuçara (vizinho ao Hotel Ouro Branco);
- Gráfica Impressos, na Praça do Centenário (ao lado das farmácias);
- Papelaria Global, no Centro da cidade (no início da Barão de Penedo, próximo à Secretaria Estadual de Gestão Pública).

Para aqueles que não puderem participar dessa 12ª Bicicletada, pedimos que nos ajudem a divulgá-la e esperamos contar com sua presença na 13ª Bicicletada, quando comemoraremos nosso 1º aniversário (em junho).


Para aqueles que queiram buscar mais informações, sugerimos dois sites:



Por enquanto, é isso. Qualquer dúvida, basta escrever para esse e-mail.

Até sábado!






quinta-feira, 28 de maio de 2009

Evolução dos macacos

Clique sobre a imagem para vê-la em tamanho maior.
 
 
Mankind Toon_Monkey evolution
 
 
TRADUÇÃO:
 
Cientistas: Minha teoria é que nós evoluímos a partir de primatas que nem estes…
 
 Macacos: Minha teoria é que nós evoluímos a partir de primatas que nem estes…
 
Rodapé: EVOLUÇÃO DO MACACO – Hebreus 11:1-3
 
 
Publicado aqui sob a autorização de Ben Bateman (Mankind Toons).
Agradecimentos a Martin Erwin (Christian Cartoons).
 
Tradução por Mural na Net.
 
 
E aqui vai a dica de três blogs interessantes onde você pode encontrar material sobre ciência, evolucionismo evoilusionismo, criacionismo, design inteligente e temas correlatos.
 

Obras sociais de igrejas evangélicas presentes no Brasil [2]

Aqui vai a segunda reportagem. Nesta eles falaram de metodistas que salvam almas nos subterrâneos de São Paulo.
 
Se preferir apenas ver o conteúdo da reportagem transcrito para a forma de texto, clique no continue lendo. Amanhã tem mais.
 
 
 
Eles estão lá, mas pouca gente vê ou quer ver. Vidas estacionadas nas calçadas, presas no beco escuro da indiferença.

“A cidade trata como quem não tem mais chance. Eles olham e falam: ‘Aquele não tem mais jeito’”.
É um caminho que parece não ter volta. Viver na rua transforma a vida das pessoas por fora e também por dentro.

Sensações de raiva, angustia, fome, medo vão se multiplicando. A prefeitura de São Paulo estima que 12 mil pessoas vivam dessa forma, numa espécie de prisão a céu aberto, nas ruas da cidade.

Pois quis a ironia que justamente no bairro da Liberdade, uma porta aberta para dentro de um viaduto se transformasse numa saída, numa chance para quem não tem mais nada.
A escada leva para uma espécie de oásis urbano, repleto de desencontros. “Meu nome é Edileusa Maria de Lima”. “Sou aqui de São Paulo e quero que minha família venha me procurar”. “Estou procurando um primo meu de Minas Gerais”.

Uma chuveirada que revigora. Um tanque para lavar as roupas. Um ferro para passar. Um lugar para trocar a dureza do cimento pelo conforto de um travesseiro.

“Por enquanto, o meu endereço é o armário 59 e daqui a pouco pode ser uma outra coisa melhor. Esse barulho da rua é um terror”, disse o auxiliar de serviços gerais Paulo César Oliveira.

“Quando a pessoa está perdida, ela precisa de um gesto, de alguém que estenda a mão, que demonstre o amor de Cristo de forma prática. É essa fé que nos faz olhar para essa pessoa e entender que ele foi criado a imagem e semelhança de Deus. Se não fosse a fé, não estaríamos aqui”, declarou Marcos Antonio Garcia, pastor da Igreja Metodista.

Esta é fé dos evangélicos da Igreja Metodista, fundada em Londres, no século XVIII. Ela chegou ao Brasil em 1835 e hoje tem 341 mil fiéis. Os Metodistas são conhecidos por serem missionários, por considerarem que o mundo é a sua paróquia e por não perderem a esperança nas pessoas.

“A fé em ação transforma muita coisa, essa é uma crença de quem está nesses trabalhos e essa é uma crença importante porque acaba tendo uma interferência na vida dos indivíduos”, explicou a antropóloga Christina Vital da Cunha, do Instituto de Estudos da Religião.

Quem acreditaria no vigia Antônio José de Souza, afundado nas drogas, alcoólatra, abandonado pela família, mendigando nas ruas uma chance de sobreviver?

“Eu falei assim: ‘Eu posso entrar para tomar um copo de água?’. E ele carinhosamente abriu a porta. Nessa hora, o chão parece que se abre. Essa porta aqui foi o começo de uma vida”.
Antônio foi recebido no abrigo pelo ex-capitão Luiz Pereira de Souza. Condenado a 43 anos de cadeia por assassinato. Diz que conheceu a fé na prisão.

“Dia 15 de dezembro de 95 entrei em pânico e disse que não ficaria mais um dia. Eu lembro da data, porque nesse dia eu tive uma experiência com Deus, em que eu vi Jesus me abraçando e ali pude mudar a minha vida”.

Sem esperar, ganhou um indulto depois de cumprir 14 anos de pena.

“Quando eu vi o documento, estava lá: ex-sentenciado Luis Wilson Pereira de Souza está perdoado de todo o restante da sua pena, pode ir para casa. Nessa hora, desabei, comecei a chorar, e só falava uma coisa: ‘Deus é fiel, Deus é fiel, Deus é fiel’”.

De ex-detento, o antigo capitão passou a ser salvador de almas. Luis deu a Antônio o conforto e a chance de que ele precisava. Mudança iluminada: do esquecimento das ruas para uma vida intensa.

Neste mesmo templo, o ex-mendigo se casou com Tereza, também moradora de rua. Tiveram uma filha, conseguiu trabalho e uma vaga no hotel social da prefeitura. A improvável família sabe exatamente que nome dar para o que lhes aconteceu. “Nós três aqui somos um milagre”, afirmou Antônio.

São 38 anos vivendo na rua. Bastaram três conhecendo a compaixão dos metodistas para que Antônio e Tereza recuperassem a dignidade.

“Eu cheguei a dormir na 23 de maio, naqueles buracos que tem na 23. Hoje, eu moro na Brigadeiro Luis Antonio, Bela Vista”.
 

O que nós temos que aprender com "Troca de Família"

troca de família

Você já assistiu ao "Troca de Família", na Record? Não? Então deveria gastar um tempo prá ver e aprender algo que todos nós cristãos deveríamos saber de cor e salteado!

Basicamente o programa consiste em trocar as mães de famílias bem diferentes durante uma semana. O mais legal é que eles fazem essa troca com pessoas o mais diferentes o possível! São mães do norte trocadas por mães do sul; mães pobres que vão para famílias ricas; mães de comunidades hippies que vão para o centro urbano e por aí vai.

Como não poderia deixar de ser, logo o pessoal começa a se estranhar. Alguns se saem bem, mas geralmente uma das mães arma o maior barraco e os relacionamentos desandam. As mães que se saem melhor são aquelas que aprendem a conviver com a diversidade, e numa lição de extrema tolerância e humildade convivem com pessoas totalmente diferentes das que elas estão acostumadas.

Qual a lição para nós, cristãos? Todas! A começar pela capacidade que deveríamos ter de saber conviver com as diferenças sem impor o nosso modo de vida. Sim, a palavra aqui é tolerância! Podem me chamar de liberal ou seja o que for, mas tenho visto que as pessoas que mais amam "as pessoas" nesse mundo são justamente aquelas que são desprovidas de preconceito e arrogância.

O problema é que aprendemos a confundir o pecado com o pecador, e aí o molho azeda. As pessoas são diferentes, elas comem diferente, se vestem diferente. Elas adoram deuses diferentes. E nós, Cristãos, o que devemos fazer nesse mundo tão "mix", diferente? Devemos fazer aquilo que é simples e eficaz: amar as pessoas. Tenham elas tatuagens, sejam travestidas, fumem, falem palavrão ou leiam a Bíblia... pessoas são para serem amadas!

Penso que temos muuuuuuuuito a aprender com Cristo, embora levemos o nome de "cristãos". Ele sabia discernir o "pecado" do "pecador". Nós confundimos tudo isso. Vivemos pregando que Deus ama o pecador, mas se aborrece do pecado e fazemos justamente o contrário.

Não precisamos estar no "Troca de Família" para passarmos vergonha. Já estamos dando vexame a muito tempo em rede "celestial". Eu preciso me despir dos meus preconceitos (que são muitos!) e aprender a aceitar as pessoas como elas são, para construir pontes de relacionamentos a fim de conseguir ser uma boa influência com o meu cristianismo. Como eu tenho lidado com os tão diferentes e asquerosos que me rodeiam? Tenho até medo de responder...

Mauricio "buscando a troca de coração" Boehme em Eletroacústico. Imagem tirada da própria página do programa lá no site da Record.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Obras sociais de igrejas evangélicas presentes no Brasil [1]

Esta semana o Jornal Nacional (Rede Globo) está exibindo uma série de reportagens sobre as obras sociais desenvolvidas por algumas das dezenas de igrejas evangélicas que há no Brasil.
 
Ontem – foi a primeira reportagem – eles deram um introdução à série e falaram de missionários presbiterianos que traduzem a Bíblia para índios no Mato Grosso.
 
Aqui vai o vídeo de 7 min e 32 seg da matéria. Se preferir apenas ver o conteúdo da reportagem transcrito para a forma de texto, clique no continue lendo. Amanhã tem mais.
 
 
 
 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto a população brasileira cresceu 15,5% entre os dois últimos censos, o número de evangélicos dobrou. Hoje, são cerca de 15% dos brasileiros. Como a maioria católica inclui 73% da população, as obras da Igreja Católica são mais conhecidas.

Nesta semana, nós vamos ver o trabalho que os evangélicos estão fazendo não só em cidades grandes como o Rio de Janeiro, mas também em comunidades menores, do interior do país, apoiando populações que frequentemente são esquecidas pelo poder público.
A harmonia dos sons vale por uma prece.

“O instrumento, a música e o canto têm uma ligação muito íntima com Deus”, afirma o músico Gilberto Oliveira.
 
Diante da orquestra em um templo da Assembleia de Deus, como ficar de braços cruzados? A Assembleia de Deus é uma igreja brasileira, criada no início do século 20 em Belém do Pará, que tem hoje 8,4 milhões de fiéis espalhados pelo país.
 
São evangélicos de ramo pentecostal, que acreditam no poder do Espírito Santo e usa a música como oração. Música cheia de fervor.

A Sinfonia da Fé tem origem em um projeto que ajuda crianças, jovens e adultos. Gilberto achava que seria técnico em química. Hoje, toca no culto e também na Orquestra Municipal do Rio de Janeiro.

“Quando a gente está fazendo música, a gente já sente na pele. Às vezes, a gente fica arrepiado. Quando a gente faz a coisa para Deus e dá aquele arrepio, Meu Deus do céu. Esse, Deus recebeu”, explica o músico.
 
Nas oficinas da igreja, ele se descobriu como músico de talento. Uma atividade mantida com uma parte do dízimo, das doações que vem dos fiéis.

“As pessoas costumam ouvir que a igreja só existe para pegar dinheiro do povo, para enganá-lo. Os pastores são tidos como charlatões, pegadores de dinheiro. Mas ninguém vê os acontecimentos sociais que a igreja promove”, afirma Nelson dos Anjos, pastor da Assembleia de Deus.

A origem das igrejas evangélicas está no distante Século 16, na decisão de homens como o monge Martinho Lutero e o teólogo João Calvino, em romper com a Igreja Católica.

O primeiro por não concordar com o pagamento das indulgências, a possibilidade que existia, na época, de comprar o perdão divino. O segundo por querer uma grande reforma na organização dos ritos católicos.

O movimento é conhecido como Protestantismo, de onde derivam a imensa maioria dos evangélicos de hoje.

“Com o Lutero, você vai ter toda uma nova teologia muito calcada na interpretação, na leitura da Bíblia. Você tem que assumir para você que está tudo ali na Bíblia. As suas orientações estão na Bíblia para a sua vida”, declara a socióloga Maria das Dores Machado.

E está lá escrito: a missão dos cristãos é divulgar a palavra de Deus mundo afora. Os presbiterianos foram para Dourados, no Mato Grosso do Sul, em 1928, para levar o Evangelho, com autorização da Funai, para a maior aldeia do Brasil.

A Igreja Presbiteriana tem origem no Século 16, está no Brasil desde 1859 e tem hoje 980 mil fiéis. É conhecida por reforçar os valores éticos e morais. Na missão Caiuá, um hospital só para eles. Também uma escola, com ênfase evangélica.

Em meio à disputa por terras na região que já dura décadas, o preconceito afastou brancos e índios e dividiu a tribo. Hoje, são dois caciques e nenhum pajé, o líder espiritual. O último morreu há cinco anos. Os chocalhos sagrados dos rituais criaram teias de aranha.

Agora, as doenças são tratadas só no hospital da missão. Na cidade, os índios ainda não são bem recebidos.

“A discriminação e o preconceito são muito fortes”, afirma uma índia.

Na escola indígena, os mais velhos tentam não deixar a cultura morrer. Na escola da missão, as aulas dos brancos funcionam como reforço, como ferramenta para entender e transitar no mundo dos brancos.

“Quando você pode ensinar uma criancinha que está ao seu lado, quando você pode curar a ferida de alguém está sofrendo no hospital. Todos esses gestos não são simplesmente de um profissional que está fazendo, mas alguém que tem o ideal de servir e que gostaria, através daquele gesto, alcançar a grandeza e o amor de Deus no seu coração”, afirma Benjamim Bernardes, reverendo da Igreja Presbiteriana.

O reverendo Benjamim sabe que, para tudo isso dar certo, uma barreira tem que cair. Afinal, são evangélicos americanos, de língua inglesa, no Brasil da língua portuguesa, trabalhando com índios que falam o caiuá.

Um dos maiores desafios dos missionários foi tentar entender a língua dos índios para poder falar de igual para igual com eles. Mas os religiosos foram além. Conseguiram registrar pela primeira vez, por escrito, a gramática da língua kaiwá.

Ainda produziram um livro. De texto estranho, sagrado. É a Bíblia feita para os índios e escrita na língua deles.

“Deus me chamou para isso”, conta a missionária inglesa Audrey Taylor.
É o trabalho de uma vida. Audrey começou decifrando gestos e ruídos. Agora, divulga o Evangelho sem precisar de tradução simultânea.

“Eles têm mais valor do que eles pensavam que tinham. A língua está escrita e Deus falou com eles através da Bíblia, na própria língua”, esclarece Audrey.

“Eu gostei da parte onde diz que Deus não quer que nenhum dos pequeninos se perca. Assim como ele amou a ovelha perdida, ele ama a todos igualmente. A missão trouxe uma nova realidade para uma comunidade indígena, uma outra vida”, revela o índio caiuá Natanael Cárceres.

Ensinar, aprender, proteger e ajudar. Na missão evangélica encravada no cerrado, são os próprios índios os primeiros a reconhecer:

“Foi Deus que mandou a missão, tanto os caciques, os rezadores falam disso também. Se não fosse Deus, o caiuá estaria reduzido, muito reduzido, porque nós íamos morrer tudo", avalia a índia caiuá Valdelice Veron.

“Todos nós podemos fazer algo, por mais simples que seja, desde que haja no nosso coração o desejo sincero de poder servir ao próximo”, conclui Benjamim Bernardes.

Na quarta-feira, você vai ver como a vida de moradores de rua está se transformando por causa do trabalho dos metodistas, em um viaduto de São Paulo.
 

terça-feira, 26 de maio de 2009

O que é igreja?

Não precisa ligar as caixas de som do seu PC a menos que você queira ouvir a música de fundo.
 
 
 
 
Achado no Pavablog

Coitado do certo

Coitado do certo...
É errado como todos
e pensa que é certo
fazer-se de certo.
Se não fosse tão imprescindível,
daria a vida por ser certo,
por ser justo,
por ser bom.
Coitado do certo.
Não sabe que acaba no céu
como outro qualquer.
A vida lhe é uma competição,
mas não têm adversários,
joga com ele mesmo;
às vezes convida um Deus,
uma moral,
uma verdade,
um senso,
como parceiro.
Coitado do certo.
Não sabe que acaba no inferno
como qualquer outro.
Faz-se de necessário,
como exemplo,
como mártir,
mas não entrega seu corpo,
é mais útil vivo.
Contemporiza.
Fica na sua,
não pode ter inimigos,
não lhe caem bem...
É amigo de todos,
pois trata e trai a todos
de modo igual.
Se arruma discussão,
não dorme à noite...
corre logo pedir perdão;
a culpa é um açoite.
E o perdão não é pelo irmão,
é pela sua reputação.
Coitado do certo...
Não sabe que acaba no limbo
como qualquer outro.
Pondera,
prepondera,
avalia,
reflete,
pesa,
modera,
considera...
Coitado do certo...
Jamais certo coitado
hão de considerá-lo,
pois não desperta compaixão;
leva o cetro da convicção,
e na outra mão
o punhal da palavra;
mais o cinto de respostas
e o capacete de juízos,
vai pra sua guerra.
Coitado do certo,
em cuja presença
não se pode relaxar,
não se pode brincar;
encarcera a espontaneidade;
deixa-se de ser o que se é
se o que se é ele não deixa ser.
 
Coitado do certo...
Não sabe que acaba incerto
como outro qualquer.
Como aqueles que erram;
como aqueles que berram;
como aqueles que inventam;
como aqueles que acertam.
 
Wilson Tonioli em Verticontes

Tempo de estudar

Joyful 'toon_Study time
 
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Tradução por Mural na Net. Versão em português produzida pelo próprio autor.

Evangelismo no trem

Evangelismo no trem UMADF 2
Aí, pessoal, a União de Mocidade da Assembléia de Deus do Farol, no impulso do Espírito Santo, realizará mais um Evangelismo no Trem no próximo sábado, dia 30 de maio, viu?!
A concentração se dará na estação central de Maceió, às 07:45 h, com saída às 08:00 h e destino à cidade de Rio Largo. Serão momentos abençoados onde louvores a Deus serão entoados, o Livro da Vida será distribuído e a palavra de Deus será pregada. Venha estar conosco e/ou coloque este evento em suas orações! Cremos que vidas se renderão ao imenso amor do nosso Senhor Jesus.
Maiores informações com a coordenação da UMADF.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Homenagem a Ricardo Gondim – o herege que a Igreja precisa



por René Vasconcelos

Ontem estive na igreja Assembléia de Deus Betesta e pude presenciar uma das pregações de Gondim. Apesar de muito criticado por diversas lideranças religiosas, considero o pastor Ricardo Gondim um exemplo tanto de ministro da Palavra, quanto líder cristão. Ele não se vendeu aos movimentos modernos cristãos, não mudou seu discurso com medo de perder membros e não mudou para vender melhor seus discursos. Ele continua crítico, filósofo e firme.

Gondim é mais que um pregador; ele é um pensador. E a igreja não gosta de pessoas que pensam. A igreja prefere pessoas que sejam simplesmente manipuláveis, enganáveis. Quando surge um pensador, um “herege”, como o chamam, os líderes manipuladores buscam um meio de atacá-lo e depreciar sua imagem. E isso é acentuado com Gondim, que não tem medo de citar denominações evangélicas que buscam lucrar com a fé cristã.

Gondim prega – biblicamente baseado - que o cristão não será nem mais nem menos amaldiçoado se ele der o dízimo; que ser dizimista não influenciará sua vida com Deus. Imagina o quanto essa pregação não pertubou os líderes que visam lucrar com os dízimos dos evangélicos e pregadores que cobram para pregar?

Eu tenho sido atacado, tanto na internet como na igreja, por líderes que temem pensadores por causa do que prego. E quando falo “líderes”, não são de congregaçõezinhas de bairro. Tenho sido perseguido por apóstolos e certos pregadores dos Gideões. Homens que buscam religiosidade cega para doutrinar e “encabrestar” seus seguidores. Homens que pulam, gritam e sapateiam sobre púlpitos, a título de manifestação divina, simplesmente porque não sabem ensinar. Falam o que o povo quer ouvir e recebe o dinheiro deles em troca. São um câncer para a igreja e têm levado o cristianismo no Brasil a falência. Hora de darmos a volta por cima.

A Igreja precisa de homens como Ricardo Gondim, que não tem medo de dar a cara a tapa, que pregam uma verdade doída, mas real. Que ensina ao invés de gritar, que faz refletir ao invés de cegar, que abre horizontes ao invés de tirá-los de seus seguidores. Me lembra Lutero sendo chamado de herege pelo corrompida igreja católica. Hoje, a corrompida igreja evangélica o chama de herege e amanhã ele será lembrado como reformista do cristianismo no Brasil.

Fica aqui minha gratidão a Deus pela vida de Gondim. Como homem ele é corruptível, pecador. Mas tem dado o exemplo, com sua vida, de que você não precisa ser santarrão para ser um líder exemplo; basta ter um coração contrito a Deus e amor por ensinar a pensar. E como ele mesmo diz: “Viver não é para amadores“. Liderar igrejas também não.

Se você não o conhece, busque por suas pregações no Youtube ou visite seu site



A retórica do discurso evangélico

Foto: Roberto Cicchine , www.olhares.com/cicchine

Por Saulo Luz


Os líderes evangélicos dizem que igreja não salva ninguém.
Mas não acreditam realmente que alguém que não frequenta igreja alguma possa ser salvo.

Os líderes evangélicos dizem que Deus ama quem dá $ com alegria.
Mas não acreditam que um irmão pode estar precisando exatamente do contrário: receber

Os líderes evangélicos dizem que não existe representante de Deus na Terra.
Exceto quando se trata do dízimo, pois, ao não entregá-lo para a instituição religiosa, o crente está roubando a Deus.

Os líderes evangélicos dizem que o exame das escrituras é livre.
Mas não aceitam a exposição de opiniões e interpretações diferentes na Escola Dominical.

Os líderes evangélicos dizem que o sacerdócio é universal.
Mas não acreditam que ovelhas possam viver sem se submeter às autoridades eclesiásticas.

Os líderes evangélicos dizem que Deus odeia o pecado e ama o pecador.
Mas não acreditam que Deus possa amar aos “gentios” tanto quanto aos crentes.

Os líderes evangélicos dizem que não existe “pecadinho” e nem “pecadão”.
Mas disciplinam irmãos por causa de alguns pecados considerados mais graves e ignoram outros pecados tidos como menos graves.

Os líderes evangélicos dizem que é preciso amar ao próximo como a ti mesmo.
Mas pensam que o “próximo” se refere somente aos seus irmãos de fé e não aos que confessam outra (ou nenhuma) fé.

Os líderes evangélicos pregam que é preciso dar a outra face ao inimigo.
Mas não fazem desta maneira com grupos pró-aborto, macumbeiros, homossexuais e ateus.

Os líderes evangélicos dizem que Deus é soberano e sua vontade é o melhor.
Mas não tem temor ao aconselhar ao rebanho a exigir que Deus “olhe para eles” para poder tomar posse das benção$.

Os líderes evangélicos pregam que Jesus foi pobre, andou com pecadores, venceu o diabo no deserto e sofreu morte de cruz.
Mas te fazem acreditar que você está pobre (ou no leito da morte) porque não tem fé. Provavelmente está endemoniado e anda com pecadores.

Viver e liderar um evangelho assim é fácil, não?


Fonte: Sal com pimentas

UMADF - EvangelizAção

Veja as fotos e o relato da viagem ao sertão da galera da UMADF (União da Mocidade da Assembléia de Deus do Farol), em mais uma EvangelizAção!

sábado, 23 de maio de 2009

Loops of Zen

Loops of Zen é um joguinho de regras simples pra fazer você pensar.
 
 
Loops of zen 
 
Tá vendo esse monte de “curvas”, “traços” e “círculos vazados com pontas” aí acima? Pois seu objetivo no jogo é ligar todos esses elementos de maneira a formar um caminho único, um loop. Clique sobre cada peça e veja que elas giram podendo assumir até quatro posições diferentes.
 
Ao conseguir formar o caminho (loop contínuo), você passa de fase. E tenha calma porque essa imagem aí não é da primeira fase; a primeira fase é mais simples. E aí você já sabe: a medida que avançam os níveis a dificuldade aumenta.
 
Para iniciar o jogo é só clicar sobre a tela dele. Caso queira desligar a música do jogo – chatinha, por sinal –, aperte “m” no seu teclado.
 
Se você quiser registrar seu(s) recorde(s) no site e ganhar insígnias (badges), é só clicar na guia ACHIEVEMENTS (parte da direita da janela do jogo) e, então, no link Register. Agora, creio que você vai precisar fazer isso antes de jogar pela primeira vez, viu?
 
Clique aqui para ir à página do jogo.
 
Boa diversão!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Uma nova pespectiva do mundo

As mudanças climáticas sob uma pespectiva bem interessante em um vidéo feito pela agência Ponto de Criação. Veja e reflita.


Arte subversiva


O pastor Rob Bell fala para o site Cristianismo Hoje da forma ‘alternativa’ com que conduz suas pregações.

Rob Bell irá contar para você seu estilo não ortodoxo. Ele implantou uma igreja pregando sobre Levíticos. Seus ensinamentos são uma mistura de imagens, histórias pessoais e exegeses, além de algumas perspectivas que você provavelmente nunca ouviu na igreja. A mensagem, entretanto, é ortodoxa, bíblica e bem informada pela história. O pacote inteiro, Bell diz, é subversivo. Como Jesus.

Seja lá o que for, funciona. Atinge multidões totalizando 10 mil pessoas, a maioria nos finais de semana em Mars Hill Bible Church, em Grandville, Michigan, nos EUA, a igreja que Bell fundou há cinco anos atrás. Atinge estudantes na sua alma mater, a Universidade de Wheaton, e líderes da Igreja Emergente em conferências nacionais, onde Bell é apto a ensinar usando uma grande cadeira, um xale judeu, ou uma cabra viva. “Animais, o que seja. O que seja, leve.”, ele diz. “Sem regras”. Nos últimos dias ele tem falado muito sobre rabinos.

Ed Dobson fala sobre Bell: “Rob é dirigido pela paixão de ensinar a Bíblia, marcado por entender o livro sagrado no seu contexto, aplicando a Palavra onde as pessoas vivem.” Foi com Dobson, na Calvary Church, em Grand Rapid, que Bell serviu como pastor associado por três anos antes da igreja dar apoio ao lançamento da congregação pós-moderna de Bell. Hoje, Bell também lidera o Nooma (pense pneuma), um ministério que produz pequenos vídeos dramáticos das palavras de Bell, com o estilo da MTV, entre ruas de cidades, aeroportos e florestas (www.nooma.com).

Nossa conversa com ele vai de tópico a tópico (“Meus amigos me dizem que sou um caso clássico de Déficit de Atenção. Isso, lógico, já era óbvio”, ele diz). Mas em meio a pensamentos aparentemente fortuitos e perseguições de rabinos, Bell faz uma observação. Ele é intencional na exploração da pregação para alertar sua geração do real, histórico, presente e revolucionário Cristo.

CHRISTIANITY TODAY - Como você se interessou pelos ensinamentos rabínicos?

Eu tenho um casal de amigos judeus que se tornaram cristãos. Eles sempre prosseguiam dizendo sobre coisas na Bíblia:
“Você sabe sobre o que isso é?”
“Não”
“Seder”
“O que?”
“Quatro promessas em Êxodo 6, de 4 taças. Quando Jesus diz : “Essa é a minha taça”, existem quatro delas. Ele está escolhendo a quarta. Você sabe por quê?”
“Não”. Eu não conhecia o contexto das escrituras.
Jesus é judeu. Eu pensei que ele era um cristão. Então eu comecei a ler. Jesus ensinou sobre ele mesmo com Moisés - a Torah - e os profetas. Isso me deixou louco. Eu pensei, “deve haver um mundo inteiro de coisas que eu estou perdendo”. E havia. Havia milhares e milhares de páginas de escritos antigos que cristãos estão esquecendo.
Batismo, o mikvah, toda a parte de Levíticos, todas essas coisas.
Tudo o que Jesus disse - o Bom Samaritano é comentário em Levíticos 15 - essas coisas são discussões sobre a Torah. Ele não está aparentemente retirando as coisas do céu.
Quando Jesus se torna um tipo de figura esotérica espiritual e não um cara real em um lugar real num tempo real, as coisas realmente políticas e econômicas subversivas que ele diz se perdem em um esforço de proclamar o Filho de Deus, como nós fazemos. Mas ele é também um rabino judeu que viveu de um jeito judeu num tempo judeu, e nós temos muitas informações sobre como esse mundo foi.

Como os ensinamentos rabínicos se conectam com os jovens cristãos de hoje?
Eu estava numa universidade cristã ensinando no sistema rabínico, falando sobre o sistema educacional no primeiro século. Numa época mais próxima, as crianças memorizariam a Torah, mas poucas fazem isso para o outro nível. A criança pode fazer o que eu faço?
E Jesus continua dizendo aos seus discípulos, você pode fazer isso. “Vocês não me escolheram, eu escolhi vocês.” Isso é uma linguagem rabínica. Grande parte da frustração de Jesus com os discípulos foi quando eles pensaram que não poderiam ser como Ele. Jesus tinha fé nos seus discípulos. Ele diz para eles, “Agora vão e façam mais discípulos. Eu estou fora daqui”. É como o rabino trabalha. O rabino só escolhe os discípulos em quem acredita.

O que você lê para ter esse conhecimento?
Agora estou lendo um trabalho sobre César. Eu poderia estudar passagem por passagem onde os escritores da palavra de Deus usam a imagem de César. César chegou ao poder num processo de coroação de oito etapas. Marcos organizou a semana da paixão em oito etapas. Como César, Jesus foi coroado. Soldados se juntaram em torno dele como fariam com César. Eles colocaram uma coroa em sua cabeça. Eles se prostraram perante Jesus. O público romano e judeu de Marcos sabia exatamente como era a coroação de um rei. Marcos está dizendo que Jesus é rei. Isso não é impressionante?
Aqueles garotos eram tão brilhantes. Você começa a pensar que eles tiveram ajuda (risadas).

Seu ministério é muito contemporâneo, mas você realmente valoriza a história.
Apesar da tradição de se premiar quem está baseado na Bíblia, a comunidade cristã sabe muito pouco sobre o que acontece historicamente na Bíblia. E existem coisas tão grandes e incríveis. Mas alguns temem usar alguma coisa para explicar a Bíblia que não seja a Bíblia. Eu tenho dito, “Nós não podemos usar a história. História é falível”.
Um pregador recentemente disse para mim que você não pode usar a história, porque quanto mais você lê a história, mais afeta o modo como você interpreta a Bíblia. Sim, eu espero.
N.T. Wright diz nesse modo: “A maioria das pessoas querem acordar de manhã com um general no pé da cama dizendo ‘vá e faça isso’. O problema é que há alguém no pé da cama dizendo ‘Era uma vez’...”.
A ‘verdade eterna’ da escritura emerge de um povo real em lugares reais e um Deus que tem toda autoridade trabalhando em tempo real. Então quanto mais eu sei sobre os lugares e tempos, mas eu entendo da autoridade de Deus.

Por exemplo...
Artemis: a deusa da fertilidade. Seu centro de adoração mundial era a cidade de Éfeso. Acreditava-se que se você estivesse grávida e trouxesse uma oferenda ao templo, ela protegeria você no nascimento da criança. Agora no meio do século primeiro, de duas mulheres, uma morria na hora do parto. Isso é um terror real. Então o que Paulo diz a Timóteo? “A propósito, as mulheres serão salvas na hora do parto”. Mas, e sobre Artemis?
Paulo, de um brilhante e subversivo modo, diz que Artemis não salva as mulheres na hora do parto. Deus salva.
Agora como na Terra você entende esse verso sem conhecer um pouco da história?

Como você ensina as pessoas a aplicar a história em situações atuais?
No último inverno eu fiz uma série inteira de Efésios. Existem lugares onde Paulo faz referência a Artemis. Seu templo foi uma das Sete Maravilhas do Mundo. Milhões de pessoas vêm visitar seu templo e comprar estátuas, acreditando que Artemis é a fonte de riqueza econômica. E como Paulo começa Efésios? “Deus seja adorado por todas as bênçãos espirituais”.
“Espere, espere, espere. Não, Artemis. Nós adoramos Artemis por tudo.”
Em Efésios, a palavra de Paulo seria um ensinamento subversivo. Não surpreende ter causado um motim.
Mas Paulo não desmoraliza Artemis. Quando você conta bem a história, você não tem que desmoralizar. É claro. Na verdade, em Atos 19, o escrevente da cidade diz à quadrilha de rebeldes que “Paulo nunca blasfemou contra a deusa”. Umas das coisas que distinguem a revolução de Jesus é que ele nunca blasfemava contra os deuses das cidades, e toda a cidade ainda se tornava cristã.
Isso tem implicações inacreditáveis para o que os cristãos estão fazendo agora – pregadores ridicularizando Hollywood.
Quando você conta a história bem, você não precisa disso. É claro. Não que não haja um lugar e um tempo nos quais você deva chamar as coisas como elas são.

Você sempre levanta e diz: “Portanto diz o Senhor”?
Eu penso que nós temos que recuperar a voz pregadora da poesia profética. Nós temos que recuperar aquele momento quando a pessoa falava, e é a palavra de Deus, e todo mundo sabe. É uma coisa linda. Eu quero recuperar isso como uma forma de arte revolucionária que realmente tem poder para transformar comunidades e culturas.

Como você recuperaria a pregação?
Eu quero resgatar a pregação. Acredito que é uma forma de arte e eu quero resgatar isso dos cientistas e analistas. Eu quero ver os poetas, os profetas e os artistas segurando o microfone e dizendo coisas boas sobre Deus e a revolução. Eu penso que toda uma forma de arte tem sido perdida e precisa ser recapturada, uma grande ambição para a arte de pregar.
Existe um mistério para um homem e uma mulher em um quarto, quando o texto fez alguma coisa neles e então está retirando alguma coisa deles, seja lá o que for. É uma parábola, é silêncio, é uma série de imagens diferentes que não parecem ter nenhuma conexão, e de alguma maneira têm.

Os engenheiros tem dominado um pouco a pregação. O que os artistas poderiam fazer de diferente?
Muitos pregadores cristãos não são sérios sobre a história. Eu não quero conquistar mistério. Eu não quero celebrar isso. E na era moderna nós temos “Sete passos para oração”, “Quatro passos para finanças, etc.”. Tudo isso, eu assumo, tem o seu lugar.
Mas o que freqüentemente acontece é que Deus é encolhido no processo. E no esforço de simplificar as coisas, Deus é simplificado. E devem existir espaços onde o mistério é simplesmente celebrado.
A verdadeira fé ortodoxa é profundamente misteriosa, e toda questão respondida leva a um novo jogo de perguntas. Muitos pregadores tentam responder tudo. E no fim do sermão, pessoas se retiram sem mais questões.
Os rabinos acreditam que a Palavra é como uma pedra preciosa: quanto mais você a gira, mais sua luz refrata. Eu ouvi um cara dizer uma vez, “Oh sim, eu tive um sermão sobre aquele verso. Um sermão que foi muito pregado.” O que? Você está louco? Você teve um sermão muito pregado? Só agora, já posso transformá-lo de tantas maneiras diferentes.
Fiz uma série de seis meses sobre João 3:16. Fiz um sermão sobre a palavra que. Você precisa fazer perguntas. Algumas tradições cristãs pensam que um texto tem um significado e se você aplicar o método certo, pode afastar o significado correto. Isso é o cúmulo da arrogância. Se esse é um mundo vivente, então gire a pedra.
“E Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho”
Por que Deus deu o seu Filho?
“Por que Ele amou o mundo”
Ok, por que Deus ama o mundo? Ele ama todo mundo? Todo mundo mesmo?
“Porque Deus é amor”
Essas respostas – nas quais acredito que você pode descansar - podem te fazer mergulhar ainda mais fundo.

Não é o problema com pregadores respondidos-centrados que, uma vez que o sermão providenciou todas as respostas, a pessoa diga “Eu ainda tenho questões pendentes; entretanto a resposta é insuficiente?”
Sim, exatamente. Bem dito.

E então, como você tenta evitar isso?
Kierkegaard fala sobre fé no medo e no tremor como absolutamente necessários para se ter uma fé real. É fácil dizer, “Somente acredite. Você consegue todos os fatos”. Mas não funciona dessa maneira.
Duas semanas atrás eu patrocinei uma “Noite da Dúvida”. Eu disse, “Quero falar sobre todas as minhas dúvidas sobre Deus, Jesus, a Bíblia, salvação, fé. E se você tem alguma, traga-a. Escreva-a e passe para frente, nós a leremos e veremos o que acontece.” Nós tínhamos uma grande caixa - você não acreditaria - e começamos a ir através das dúvidas, ler e discutir. Foi impressionante.

Muitos pastores votariam contra esse artifício.
Eu estou tentando (risadas), mas, muitos pastores, se tiverem uma noite da dúvida, estariam falando para onde as pessoas vivem na realidade. Realmente penso que pessoas que são cristãs há muito tempo freqüentemente têm as maiores dúvidas, porque elas têm vivido isso, ainda têm muitas coisas não resolvidas. E está tudo bem.
Isso é central para o que significa ser uma pessoa de fé. Uma questão implica que existem coisas que eu não sei. Então, trazer questões e dúvidas é uma forma de respeito a Deus.

O que leva sua vida a essa direção?
Eu cresci em um lar cristão e fui familiarizado com as bases da fé, e ainda assim minha espiritualidade sempre pareceu não se ajustar (o que é verdade para muitas, muitas pessoas). Eu estava em torno de boas pessoas cristãs que não falavam a minha língua. Eu tinha o maior respeito para escutar, mas o mundo onde eu vivia não tinha.
Depois da universidade eu sabia que possivelmente iria para o seminário. E estava ensinando ski na água e, por alguma razão estranha, me voluntariei para pregar num serviço de capela. Me levantei para fazer minha pequena palestra, tirei minhas sandálias porque sabia que estava num solo sagrado. Foi como ter nascido de novo.
E Deus me disse: “Se você ensinar esse livro, eu vou tomar contar de tudo”. Através dos anos isso se tornou mais e mais claro, sim, Ele disse isso. Então, no ponto da minha rebelião, agitação, insatisfação, tudo se tornou canalizado. Eu tinha algo para fazer. Eu tinha uma razão para estar lá.

Sua pregação mistura estilos e imagens. E as pessoas frequentemente riem. Você pretende entreter as pessoas?
Na universidade meus amigos e eu começamos uma banda justamente quando a música estava começando a ser chamada de alternativa – pré-Nirvana. Nós estávamos escrevendo o nosso próprio material. As pessoas ouviriam, e se gostassem, comprariam a cassete. (Isso. Nós fazíamos cassetes nos nossos quartos). Meu pensamento é que se você vai ver uma banda e não gosta, vai embora. Você não fica em pé por uma banda que você não gosta.
Então meu entendimento em comunicação é que você engaja as pessoas onde elas estão. Se você não faz isso, elas vão embora.
Algumas vezes eu ouço as pessoas dizerem, “a igreja não está aqui para entreter”. Entreter significar segurar a atenção da pessoa, que é claramente o que os professores da escritura estão fazendo. Eles engajam e capturam a atenção.
Mas nós não estamos aqui para divertir. Divertir significa não pensar. E é errado impedir as pessoas de pensar ou distraí-las do pensamento. Eu não estou aqui para divertir. Mas é claro que eu quero engajar as pessoas. Eu tenho algo para dizer.

Então o que você diz é importante, mas tão importante é o modo como você diz.
Na aula a professora de história não pode ficar lendo, isso é insanamente chato. Ela põe um clipe de três minutos de O Patriota, e todas as crianças estão totalmente engajadas. Então ela pára o clipe e a tela fica azul e todas as crianças da classe dizem “Uauuu”.
Existe uma arte, e as crianças são sugadas por ela. A história está acontecendo em algum lugar, mas o escritor sabe onde concentrar a tensão, onde decidir, onde não decidir. O roteirista sabe introduzir a marca entre os minutos 28 e 32, então deixa isso não resolvido para a próxima hora.
Até o mais exegético pregador pode ter uma arte: nós estamos indo para algum lugar, e a tensão pode ser resolvida - ou não.

Como o celular que você usou no sermão que nós ouvimos na última noite. Tocou por quanto tempo, dois minutos?
Eu quis que todo mundo experimentasse a grande inquietação do momento. Eu quis que saísse do nada. Se as pessoas estivessem como “Oh, ele está esperando... vai atender daqui três minutos”, então eu as teria perdido. Eu queria que elas falassem “Eu não entendo. Ele não vai atender ao telefone? Onde ele está indo?”.
Eu uso muitos suportes e materiais visuais. As pessoas dizem, “você usa suportes e materiais. Eu sou somente um pregador da Bíblia”. Bem, encontre para mim uma pessoa nas escrituras que não usou imagens. Jesus disse, “Olhe para os pássaros, olhe para a árvore”.

Por que as imagens são criticadas na pregação de hoje?
A palavra da escritura é cheia de imagens. Jesus diz, “O Espírito é como o vento”. A mente oriental pensa muito em termos de figuras, a ocidental em palavras. A Oriental pensa, “Deus é uma rocha”. A mente Ocidental faz uma declaração de fé - mais confortável com definições e precisão. São boas, mas se você ganha alguma coisa, também perde alguma coisa.
Hoje você tem uma cultura que pensa em imagens. Eu sou uma criança de televisão, parte de toda uma geração onde o pensamento é baseado em imagens.
Mas os suportes nunca podem deixar de ter alguma coisa para dizer. É fácil se tornar o Cara Suporte, ou a Mulher Vídeo Clipe, mas não dizer nada. Deve se começar com alguma coisa para dizer.

Nós vimos você pregar usando um xale judeu. O que você pretende com isso?
O xale se torna como uma dobradiça sob a qual todo o resto gira em torno. É um ponto de referência. Mais tarde, quando você estiver relembrando o ensinamento, o xale te ajuda a lembrar qual foi o ponto. Nós também aprendemos pelo toque, paladar, visão e audição. Se fico em pé atrás de um púlpito e leio, estarei fazendo um aprendizado auditivo e de recolhimento. Mas, se apelo para diferentes sentidos, consigo entrar por outros portões.
Entreguei um modelo de argila quando as pessoas entravam e disse a elas que fizessem alguma coisa. Se eu posso fazer com que você toque ou faça alguma coisa, veja ou ouça alguma coisa, é muito mais provável que você seja impactado.

No fim do sermão, você tirou o xale. Pessoas vieram, se ajoelharam e oraram. O uso de adereços é tático e memorável. Mas nesse caso também é muito espiritual.
Deus é o Deus de adereços. Todo o sistema de sacrifícios é de adereços. Isso é como Deus explica a expiação, o sacrifício que substitui, a reconciliação. É abstrato. Então, o que Deus diz? “Pegue uma cabra. Abra. Você vê o sangue? Esse é o seu sangue. Claro?”
O pacto. “Ok, corte alguns animais ao meio. Ande para o centro. Diga para a pessoa, ‘Eu serei como esses animais se eu não mantiver minha parte no acordo’”.
Deus pega esses conceitos e os põe no barro, sangue, carne, ossos, madeira e aço. Eu diria que os adereços não são apenas formas de alcançar as crianças. É uma questão maior de o material ser espiritual.

Conte para nós sobre a mensagem do bode expiatório. Você tem realmente uma cabra?
Preguei um sermão uma vez em Willow Creek e a cabra fez cocô no palco. Um grande momento na história daquela igreja.

O espiritual se tornou físico, não foi?
Acho que os ajudei a ir a um novo nível de ministério, nos subúrbios de Chicago. A mesma coisa aconteceu em Mars Hill - Acho que é algo frequente na minha pregação. (risadas)
Uma vez trouxe uma ovelha para as crianças no Natal. Falamos sobre a aparição dos anjos aos pastores. Acho que eles são como crianças servindo.
Migdal Eder foi o local do túmulo de Raquel, perto de Belém, mas também foi o lugar onde os pastores mantinham a ovelha para a Páscoa. Então aquelas crianças foram pastoras que mantiveram as milhares de ovelhas que deveriam ser trazidas para Jerusalém. Seu trabalho era inspecionar as ovelhas para garantir que elas estavam perfeitas e apropriadas para o sacrifício. Então Migdal Eder esteve perto da pequena vila onde Jesus nasceu. E os pastores, que estavam perto, vieram inspecionar o Cordeiro para ver se era uma personalidade e então sair proclamando.
Então eu tinha um pastor e uma ovelha no palco, e trouxe todas as crianças. E queria que elas corressem pelo prédio, todas gritando, “Glória a Deus nas alturas”. E, naquele momento, a ovelha estava fazendo cocô no palco. Então tentei dizer às crianças para irem, mas elas estavam surpresas com a ovelha. Foi um momento incrível.

Isso fez você ficar contra o uso de adereços vivos?
Não, às vezes os uso com as crianças. Elas ficam gritando, “Mãe, você não vai acreditar no que a ovelha fez. Foi incrível”. Não foi o que eu esperava, mas elas lembram disso.
Animais, ou qualquer coisa. Seja o que for, leve. Sem regras.


Fonte: Cristianismo Hoje

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Gentileza

Gentileza é uma homenagem de Marisa Monte a José Datrino, mais conhecido como Gentileza. Ele era uma espécie de “profeta moderno”, um andarilho que saiu pelas ruas da cidade e durante quarenta anos pregou a boa convivência entre os homens. José Datrino ficou conhecido como o homem que renunciou à materialidade para se tornar o professor do amor, da compaixão e da beleza de espírito. Era ele o Profeta Gentileza.

Após a tragédia do Gran circo Americano em Niterói (RJ), em dezembro de 1961 ele ofereceu consolo e solidariedade aos parentes das vítimas e, após isso, começou a andar pelo País espalhando sua pregação de desprendimento ao mundo material e valorização do sentimento gentil, mas foi nas ruas , praças e barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, que ele levou suas palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Aos que o chamavam de louco, ele respondia: - "Sou maluco para te amar e louco para te salvar".

Gentileza encheu 56 pilastras do Viaduto do caju com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização. O seu lema era “Gentileza gera Gentileza”.

Morto em 96, Gentileza foi homenageado por Marisa, no dia em que ela foi gravar um comercial para a Campanha da Paz, junto com Carlinhos Brown. “O Gentileza tinha deixado mensagens escritas nos pilares de um viaduto. Chamei o Brown e disse que ia mostrar algo chocante. Quando chegamos lá, fiquei muito triste em ver que haviam passado cal por cima, apagando as mensagens. No dia seguinte, escrevi a música. Foi bastante sintomático o fato dessas mensagens de sabedoria serem encobertas em um momento em que o Rio de Janeiro anda tão violento”, declara a compositora e cantora.

Amo essa música e sempre que ando pela cidade, fico pensando quanta falta faz essa palavra-gesto tão pequena mas que pode mudar uma vida.


Gentileza
Marisa Monte


Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca

Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza

Por isso eu pergunto
À você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria

O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o Profeta

O Evangelho segundo o SexxxChurch

Olá, pessoas, estamos iniciando mais uma espaço aqui no nosso Mural, é o Meus Favoritos: Nesta seção vamos compartilhar blogs e sites que visitamos na rede e que indicamos para você, e a gente começa com o "Sexxx Church", um site cristão pornô. O "Sexxx Church" existe para combater a pornografia na internet, e para evangelizar pessoas viciadas em pornografia. O Marcelo Brasileiro fez uma excelente matéria sobre o SexxxChuch no Cristianismo Hoje, que você confere logo abaixo. Então vai lá e conheça esse incrível ministério.


“Crentes montam ministério virtual para combater a pornografia sem recorrer ao moralismo”.

“Eu levo uma vida dupla. Sou pastor em período integral, mas na maior parte do tempo fico sozinho no escritório da igreja, baixando vídeos pornô na internet. Sinto-me simplesmente incapaz de conter isso”. A confissão, contundente em sua sinceridade, está na página virtual do ministério SexxxChurch (http://www.sexxxchurch.com/), uma iniciativa que mistura muita originalidade, uma boa dose de ousadia e alguma polêmica. O site se propõe a socorrer almas perdidas no universo da pornografia, uma cadeia que a cada dia prende mais pessoas, inclusive crentes. Pelo menos um em cada dez evangélicos tem coragem de assumir problemas nesta área. Contudo, a quantidade deve ser bem maior, já que o receio dos efeitos negativos de uma confissão perante a família e a igreja faz com que muitos prefiram ocultar o desvio de comportamento.

Mantido por uma equipe ligada à Igreja Projeto 242, uma comunidade evangélica que fica no centro da cidade de São Paulo, o SexxxChurch não foi feito para crentes, já que tinha uma proposta evangelística. Mas em pouco tempo percebeu-se que a demanda principal estava situada do lado oposto da trincheira. “A maioria dos e-mails que recebíamos eram de pessoas que se identificavam como cristãos, membros de igrejas ou líderes, e que tinham enormes problemas com o vício da pornografia”, relata João Mossadihj, 25 anos, conhecido como Jota, um dos idealizadores da página deste ministério evangélico nada ortodoxo.

Em pouco tempo, a idéia transcendeu o ambiente virtual. Praticamente todo fim de semana, o grupo da 242 visita alguma igreja com o projeto Pornix, voltado a palestras sobre sexualidade e pornografia. A procura pelo serviço é grande, o que demonstra a extensão do problema nos arraiais evangélicos. Mas o ministério também costuma evangelizar em regiões como a da Rua Augusta, no centro da capital paulista, conhecido reduto de prostíbulos. SexxxChurch também marca presença na Parada Gay, ostentando camisetas com dizeres como “Jesus ama os atores pornôs”. Numa demonstração prática do conselho de Paulo, que recomendou que os cristãos fizessem de tudo para, de alguma forma, ganhar alguns, a equipe já faz planos para alugar um estande na Erótika Fair, feira especializada do mercado erótico que acontece em Outubro em São Paulo. O evento é uma prova do gigantismo de um setor que movimenta cerca de 500 milhões de reais ao ano apenas no Brasil – no mundo, são 60 bilhões de dólares anuais (leia abaixo). “Vamos distribuir Bíblias estilizadas durante a feira”, planeja Jota.

Mas é mesmo no mundo virtual que o SexxxChurch alcança números estratosféricos. Segundo Jota, são 600 mil acessos mensais e duzentos e-mails por dia. As mensagens são enviadas por gente nas mais diversas situações – algumas fazem confissões das mais indecorosas possíveis. No entanto, apenas 10% das mensagens são respondidas, contabiliza a psicóloga Sâmara Gabriela Baggio, 28, que acompanha boa parte desses casos. “Nós ouvimos e estabelecemos metas para a recuperação. Mas, para isso, é preciso que o viciado esteja realmente arrependido”, destaca a terapeuta. Para ela, não há limite seguro para o consumo de pornografia. “A partir do momento que uma pessoa entra em contato com isso, as imagens recebidas ou geradas na mente alimentam fantasias. Não demorará muito para que se tente colocar em prática tudo o que foi visto e fantasiado”, opina.

Dízimo e revistas pornô – O ministério direcionado a quem se sente escravo da pornografia foi inspirado no trabalho do pastor norte-americano Craig Gross, de 32 anos. Sua trajetória é semelhante à de boa parte das pessoas que ele decidiu ajudar. Craig era um jovem cristão que dividia seu dinheiro entre os dízimos e ofertas na igreja e as revistas pornográficas nas bancas. Ordenado pela igreja East Side Christian, em Fullerton, na Califórnia, ele criou a XXXChurch em 2002. A diferença entre ele e muitos outros pastores que sacodem suas bíblias no ar, esbravejando contra toda forma de imoralidade, está justamente no seu modus operandi. Craig, que se autodenomina “pornopastor”, abomina as abordagens moralistas, que já prenunciaram a queda de populares televangelistas de seu país (leia abaixo). É amigo do americano Ron Jeremy Hyatt, que vem a ser o principal ator e diretor de filmes pornô do mundo, com quem divide as bancadas de auditórios e igrejas para debates muitas vezes acalorados.

Alheio às críticas que costuma receber de muitos setores da Igreja Evangélica, sobretudo por conta de alguns conteúdos mais apimentados veiculados no site, Craig caminha com desenvoltura pelo submundo da pornografia. Dirige uma van estilizada com adesivos e adereços que lembram uma propaganda de site pornográfico. O “Porn Mobile”, como é chamado o veículo, já gerou até tumulto ao ser estacionado em frente a uma igreja evangélica. “A pornografia está conduzindo muita gente a um beco sem saída”, costuma dizer em suas pregações.

“Desde que conheci o trabalho de Craig Gross, fiquei empolgado e tentei contagiar o pessoal da igreja”, relata o pastor Sandro Ricardo Baggio, 40. Ministro ordenado pela Igreja do Evangelho Quadrangular, ele coordena o Projeto 242. Baggio animou-se com a possibilidade de falar sobre sexualidade na igreja, onde o tema normalmente é deixado de lado. “Já fazíamos isso em nossa comunidade local, mas não via ninguém falando sobre temas assim nas igrejas”, conta.

Dos planos à ação foi um pulo. No ambiente alternativo do Projeto 242 – uma congregação que reúne músicos, grafiteiros, designers e gente que faz da criatividade um veículo para a disseminação do Evangelho –, a idéia germinou rápido. “A curiosidade existe e faz parte do ser humano. Em algum momento da vida, toda pessoa se torna curiosa em relação ao sexo”, comenta Baggio. “Quando essa demanda não é atendida na família e na igreja, a informação acaba vindo de outros lugares. é aí que se abrem as portas à pornografia.” Ele conta que já aconselhou muitos casais crentes com problemas conjugais devido ao vício de um dos cônjuges, ou de ambos, em material pornográfico. “Alguns até se separaram”, lamenta.

Big Brother do bem – Um dos serviços disponibilizados aos usuários é um programa de computador chamado X3Watch, disponível para download gratuito. “É um software que possibilita a qualquer um – o cônjuge, o amigo ou até o pastor – fazer o cadastro de uma pessoa próxima, passando a receber um e-mail com um relatório mensal sobre os sites que foram acessados por ela”, explica o pastor. A idéia, que poderia até chocar muita gente, é uma espécie de Big Brother do bem, possibilitando um acompanhamento do viciado, ajudando-o a superar a dependência da pornografia. “Isso ajuda no processo de fuga dessa compulsão. Um dos passos fundamentais do processo é justamente admitir a fraqueza”, comenta Baggio.

Reconhecer o gosto pela pornografia é justamente o maior drama para quem freqüenta uma igreja evangélica. “Por não se falar sobre sexualidade, a igreja torna-se um lugar de intolerância. As pessoas preferem esconder suas dificuldades ao invés de procurar ajuda”, analisa o pastor. De acordo com Sâmara, o perfil dos internautas que enviam perguntas e pedem ajuda é de jovens evangélicos, com idade de 15 a 30 anos. “São pessoas que alimentaram, desde muito tempo, o vício da masturbação e do envolvimento com material pornográfico como filmes, contos eróticos, revistas e sites pornôs”, explica.

Quando a situação está fora de controle, é comum que a conversa saia do computador e vá para o divã. “A maioria dos casos atendidos gira em torno de lutas na esfera homossexual e da conduta cristã”, conta a psicóloga. Ela diz ainda que muitas pessoas justificam suas ações e inclinações pela pornografia devido a problemas no passado – principalmente, episódios de abuso sexual infantil. “Mas é preciso deixar as justificativas de lado e caminhar na direção da libertação”. Para ela, os efeitos da pornografia são devastadores, com reflexos no ambiente de trabalho, na vida social e nos relacionamentos pessoais. “Nos casos mais graves, pode-se chegar a extremos, como a prática de crimes sexuais como a pedofilia”, alerta.

Drama brasileiro - Uma pesquisa realizada pela empresa de tecnologia Symantec, no início deste ano, investigou os hábitos de sete mil internautas em países como Alemanha, Austrália, China, Estados Unidos e Japão, além do Brasil. E os resultados foram preocupantes, sobretudo por aqui – é no Brasil que mais se acessa sites com conteúdo pornográfico. De acordo com o levantamento, 55% dos internautas brasileiros visitam regularmente ou pelo menos já acessaram páginas do gênero. Além disso, o país está em terceiro no ranking de usuários que visitam sites de pornografia infantil e na vice-liderança quando o assunto é a produção de filmes pornô.

Espécie de irmã gêmea da pornografia, a pedofilia é um drama da sociedade brasileira. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, presidida pelo senador Magno Malta, que é evangélico, tem ajudado a desbaratar quadrilhas que fazem exploração sexual de crianças. Em conjunto com a Operação Carrossel, da Polícia Federal, já foram identificados 200 suspeitos de pedofilia. Nas páginas do Orkut, comunidade de relacionamento da internet, mais de três mil cadastros foram quebrados sob suspeita de abrigarem pedófilos.

Abalos no púlpito - Nos anos 1980, ele era considerado um paladino da moral e dos bons costumes. O pastor Jimmy Swaggart, um dos mais importantes televangelistas americanos, fazia de seus programas, transmitidos para mais de 40 países – inclusive o Brasil –, uma verdadeira trincheira na luta contra a carnalidade. Pregador eloqüente e carismático, Swaggart reunia famílias inteiras diante da TV e era crítico contundente da pornografia. Ironicamente, caiu justamente por causa dela, num episódio rumoroso envolvendo prostitutas e uma disputa pessoal com o também pregador televisivo Jim Bakker. Proprietário do canal de televisão PTL (Praise the Lord), com 12 milhões de telespectadores apenas nos Estados Unidos, Bakker acabou se tornando um rival de Swaggart. Tudo ruiu quando fotos suas, acompanhado de garotas de programa, chegaram à imprensa. Na época, atribuiu-se o vazamento das imagens a Swaggart.

O troco não demorou. Um detetive particular contratado por Bakker não teve muito trabalho para fotografar Swaggart diante de um motel, com o carro cheio de prostitutas. Sem saída, ele confessou que pagava para que elas fizessem strip-tease para ele. Perdoado pela mulher, Francis, ele foi à tevê, chorou e confessou-se arrependido pelo ato. Contudo, sua reputação e ministério foram irremediavelmente abalados.

No fim de 2006, outro escândalo sexual abalou a Igreja Evangélica dos Estados Unidos. Eleito pela revista Time como um dos 25 principais líderes cristãos do país, Ted Haggard admitiu consumir material pornográfico e o envolvimento sexual com um garoto de programa, que o denunciara publicamente. O caso provocou maior espanto porque Haggard era uma das principais vozes contra o homossexualismo.

Quem recentemente também admitiu problemas com o chamado mercado de “conteúdo adulto” foi o pastor australiano Mike Guglielmucci, do ministério Hillsong. Ele confessou, após dois anos declarando-se vítima de um câncer terminal – chegou até mesmo cantar com o auxílio de um tubo de oxigênio –, que sua única doença era o vício em pornografia. A farsa gerou um tremendo mal-estar no badalado grupo de louvor australiano. “Eu sou assim, viciado nesta coisa. Ela consome minha mente”, disse, em entrevista a um canal de tevê.

. 68 milhões de pessoas acessam sites pornográficos no mundo, todos os dias.

. 42% dos internautas freqüentam sites pornográficos e conteúdos relacionados.

. 500 milhões de reais são faturados por ano, no Brasil, com pornografia.

. 2,5 bilhões, é a quantidade de e-mails com conteúdo pornográfico enviados por dia.

. 60 bilhões de dólares anuais, é o que rende o mercado pornô em todo o mundo.

Marcelo Brasileiro

quarta-feira, 20 de maio de 2009

"Amando o próximo como a si mesmo"

Foto: Gonzaga Soares
Por John Piper

[Jesus] ordena: "Assim como você ama a Si mesmo, ame o seu próximo". O que quer dizer: assim como você anseia por comida quando está com fome, anseie por alimentar seu próximo quando ele está com fome. Assim como você anseia por roupas bonitas para si, anseie por roupas bonitas para o seu próximo. Assim como você deseja ter um lugar confortável para viver, deseje um lugar confortável para o seu próximo viver. Assim como você procura estar seguro e protegido de calamidades e violência, procure consolo e segurança para o seu próximo. Assim como você quer que sua vida faça diferença positiva, deseje o mesmo sentido de vida para o seu próximo. Assim como você se esforça para tirar boas notas, ajude seu próximo para que ele também tire boas notas. Assim como você gosta de ser bem recebido em ambientes novos, receba bem um estranho no meio em que você está. O que você gostaria que as pessoas fizessem a você, faça-o a elas.

Em outras palavras, faça da medida com que busca a sua realização própria a medida com que se dá aos outros. A expressão "assim como" é muito radical: "Ame o seu próximo assim como você ama a Si mesmo", "Assim como!" Isso significa: Se você está empenhado em buscar sua própria felicidade, empenhe-se para que seu próximo também seja feliz. Se você é criativo na busca da sua felicidade, seja criativo na busca da felicidade do seu próximo. Se você é perseverante na busca da sua felicidade, seja perseverante na busca da felicidade do seu próximo. Em outras palavras, Jesus não está apenas dizendo: Busque para o seu próprio as mesmas coisas que você busca para si, mas: Busque-as da mesma maneira — com o mesmo empenho, energia, criatividade e perseverança. Faça da medida com que busca a sua realização a medida com que se dá aos outros. Meça sua busca da felicidade dos outros pela busca da sua própria. Como você busca seu próprio bem-estar? Busque assim também o bem-estar do seu próximo.

Amar os outros em vez de amar a Si mesmo?

Isto é muito ameaçador. Sentimos imediatamente que, se levamos Jesus a sério, teremos de amar os outros não apenas "como amamos a nós mesmos", mas teremos de amá-los "em vez de amar a nós mesmos". Temo que, se eu seguir a Jesus nisso, realmente dedicando-me à busca da felicidade dos outros, meu próprio desejo de felicidade ficará em segundo plano. A demanda do meu tempo, empenho e criatividade pelo próximo terá a preferência de qualquer tempo, energia e criatividade que eu tiver para buscar a minha própria felicidade. Portanto, o mandamento de amar meu próximo como amo a mim mesmo no fundo parece ser uma ameaça ao meu amor a mim mesmo. Como isso é possível? Se há inato em nós o desejo natural da nossa própria felicidade, e se isso em Si mesmo não é mau mas bom, como podemos abrir mão disso para buscar a felicidade dos outros às custas da nossa própria?

O primeiro mandamento salva o segundo

Creio que é exatamente essa ameaça que Jesus quer que sintamos, até entendermos que por isso — exatamente por isso— o primeiro mandamento é o primeiro mandamento. É o primeiro mandamento que faz com que o segundo seja praticável e tira a ameaça de que o segundo mandamento significa o suicídio da nossa própria felicidade. O primeiro mandamento é: "Ame o Senhor seu Deus com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a inteligência" (Lc 10.27). O primeiro mandamento é a base do segundo. O segundo é uma expressão visível do primeiro. Isso significa que: antes de você tornar sua busca de Si mesmo a medida da sua doação de Si mesmo, torne Deus o alvo da sua busca de Si mesmo. Isto é o que ensina o primeiro mandamento.

"Ame a Deus com todo o coração" significa: Encontre em Deus uma satisfação tal que ela enche todo o seu coração. "Ame a Deus com toda a alma" significa: Encontre em Deus um significado tão rico e profundo que ele preenche todos os cantos angustiados da sua alma. "Ame a Deus com todas as forças" significa: Não poupe esforço ou empenho para pôr-se em posição de ver toda a graça de Deus, que nos satisfaz plenamente, derramada sobre você e através de você. "Ame a Deus com toda a inteligência" significa: Encontre em Deus as riquezas de conhecimento, percepção e sabedoria que guiam e suprem tudo para o que a mente humana foi criada.

Em outras palavras, tome todo o seu amor a Si mesmo — todo o seu anseio, esperança, amor, segurança, realização e significado— tome tudo isso e dirija-o para Deus, até que ele satisfaça seu coração, alma e mente. Isso não implica cancelar o amor a Si mesmo. Essa é a realização do amor a Si mesmo. Amor a Si mesmo é o desejo por vida e satisfação, em vez de frustração e morte. Deus diz: Venha a mim, e eu lhe darei alegria plena (cf Sl 16.11). Satisfarei seu coração, alma, força e mente com minha glória. Este é o primeiro e grande mandamento.

O amor a Deus torna-se a forma do nosso amor pelos outros

Com essa grande descoberta — que Deus é a fonte inesgotável da nossa alegria— a maneira em que amamos os outros é mudada para sempre. Agora, quando Jesus diz: "Ame o seu próximo como a Si mesmo", não respondemos: "Oh, isso me amedronta. Meu amor a mim mesmo é impossibilitado pelas exigências do meu próximo. Jamais poderei fazer isso". Em vez disso, dizemos: "Oh sim, eu amo a mim mesmo. Anseio por alegria, satisfação, realização, significado e segurança. Mas Deus me chamou — na verdade, ordenou-me— para vir primeiro a ele para buscar todas essas coisas. Ele ordena que meu amor por ele seja a forma do meu amor por mim. Que todos os meus anseios por mim encontro nele. Isso é o que o meu amor a mim mesmo é agora. É meu amor a Deus. Eles se tornaram um. Minha busca por felicidade é agora nada mais que minha busca por Deus. E ele tem sido achado".

Então, o que Jesus está ordenando no segundo mandamento — que amemos nosso próximo como a nós mesmos? Ele está mandando que nosso amor a nós mesmos, que agora descobriu sua realização no amor a Deus, seja a medida e o conteúdo do nosso amor ao próximo. Ou, colocando de outra forma, ele está mandando que nossa busca inata de nós mesmos, que agora foi redirecionada em busca de Deus, transborde e se expanda em direção ao nosso próximo. Por exemplo:

Se você anseia por ver mais da abundância e liberalidade no suprimento de comida, casa e vestimenta, procure mostrar a outros a grandeza dessa abundância divina pela generosidade que você encontrou nele. Deixe-a realização do seu próprio amor a Si mesmo no amor a Deus transbordar em amor ao próximo. Ou, melhor, procure fazer com que Deus, que é a realização do seu amor a Si mesmo, transborde por meio de você e se torne a realização do amor do seu próximo a Si mesmo.

Se você quer experimentar mais da compaixão de Deus no consolo que ele lhe dá quando você está triste, procure mostrar a outros mais da compaixão de Deus, pelo consolo que você lhes estende quando eles estão tristes.

Se você anela por saborear mais da sabedoria de Deus nos conselhos que lhe dá quando seus relacionamentos estão sob tensão, procure passar mais da sabedoria de Deus a outros nos relacionamentos tensos deles.

Se você se compraz em ver a bondade de Deus em momentos relaxados de lazer, proporcione essa bondade a outros ajudando-os a ter lazer.

Se você quer ver mais da graça salvadora manifesta poderosamente em sua vida, estenda essa graça à vida dos outros que carecem de graça salvadora.

Se você se regozija nas riquezas da amizade pessoal de Deus em circunstâncias boas ou ruins, estenda essa amizade aos solitários, em qualquer circunstância.

Sempre haverá perplexidade

Não estou querendo dizer que isso responde a todas as nossas indagações sobre o amor, ou que afasta todo tipo de ameaça quando amamos nosso próximo. Há sempre momentos de perplexidade na vida de amor. Há demandas que competem por nosso tempo limitado. Há escolhas difíceis quanto ao que abrir mão e ao que conservar. Há interpretações diferentes do que é bom para a outra pessoa. Não estou dizendo aqui que tudo isso se torna simples.

O que quero dizer é isso: amar a Deus nos sustenta em toda a alegria, dor, perplexidade e incerteza do que amar o nosso próximo deve ser. Quando o sacrifício é grande, lembramos que sua graça nos basta. Quando somos distraídos pelo mundo e nosso coração cede espaço temporariamente ao egoísmo, lembramos que somente Deus pode nos satisfazer, arrependemo-nos e amamos sua graça ainda mais.

Um mundo de alegria em Deus em expansão

Esse é um mandamento muito radical. Ele corta a raiz do pecado, que se chama orgulho. Lembre-se, essa raiz de orgulho que dá origem a todos os outros pecados, essa ânsia de ser feliz, é contaminada e corrompida por duas coisas: 1) a indisposição de ver Deus como a única fonte de alegria verdadeira e douradoura, e 2) a indisposição de ver que Deus quer que outras pessoas recebam de nós a alegria nele. Mas é exatamente essa contaminação e corrupção que Jesus combate nesses dois mandamentos.

No primeiro mandamento ele concentra a ânsia de ser feliz firmemente em Deus e apenas nele. No segundo mandamento ele abre todo um mundo de alegria em Deus em expansão, e diz: As pessoas, os seres humanos, onde quer que você os encontre, foram designados para receber alegria em Deus de você. Ame-os do modo que você ama a Si mesmo. Mostre-lhes, dê-lhes por qualquer meio pratico disponível o que você encontrou para você mesmo em Deus.


Fonte: Amando ao Próximo
Related Posts with Thumbnails