terça-feira, 2 de dezembro de 2008

SANTA MARIA OU MARIA SANTA?


O modo como os “protestantes” desconsideram Maria é tão ofensivo em seu ódio ou indiferença quanto o é em seu exagero idolátrico a reverencia adorativa ou mesmo a adoração disfarçada, que muitos “católicos” devotam a Maria.

Maria, no entanto, foi de fato extraordinária!

Sim! Era extraordinária na medida em que foi extraordinarizada pela Graça de Deus que a escolheu antes de ela pensar qualquer coisa sobre o assunto.

Ela, porém, entregou-se a Deus contra toda a interpretação dos homens. Afinal, todos nós sabemos que naqueles dias o que esperava uma mulher noiva ou casada que ficasse grávida — que não fosse de seu marido ou noivo — seria o apedrejamento.

Ela, porém, contra toda moral humana, disse: “Eis aqui está a serva do Senhor! Faça-se em mim conforme a Tua vontade”.

Também igualmente horrível é o que aconteceu a José.
Sim! Pois José aceitou criar como seu um filho que ele sabia que não gerara, e decidiu assim em razão de um sonho.

Ouviu uma voz de anjo no sonho, que lhe disse: “Não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado é do Espírito Santo!” — e, em razão de tal subjetividade, um sonho, assumiu para sempre diante de todos que o filho era seu.

A Encarnação do Verbo em Jesus aconteceu, em todos os aspectos, sob o signo da violação e da contradição.
Haveria certamente outras virgens para engravidar além de Maria. Sim! Uma virgem menos comprometida.
Mas nenhuma delas era Maria. Assim como nenhum outro homem era José.

José fez tudo o que tinha de fazer e desapareceu. Maria continuou... Até à Cruz ao lado Dele.
Jesus, da Cruz, dá a Maria outra missão: adotar e deixar-se adotar por um filho que não gerara: João. “Mulher, eis aí o teu filho! E disse a João: Eis a tua mãe. E, daquele dia em diante João cuidou dela.”

Estranha é a vontade de Deus!
Afinal, depois de tudo, não estaria na hora de Deus aposentar Maria?
No entanto, ao invés de descanso Maria recebe mais uma peregrinação nesta existência.
Ora, eis a pergunta que tal realidade impõe: Se foi assim com Maria, a mãe de Jesus, por que comigo seria diferente?
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Para quem dera o ventre e a carne ao Filho de Deus, agora era a hora de adotar e, também, de deixar-se cuidar por um filho de Deus que Maria não gerara.
Maria tinha outros filhos. Mas Jesus deu a ela a missão de se dar fora dos limites consangüíneos.
Maria era uma genuína hebréia, e, por isto, prosseguiu a caminhada.
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Jesus disse que nós que somos maus sabemos dar boas coisas aos nossos filhos.
Desse modo se sabe que ser bons para os filhos até os maus sabem ser.
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No entanto, o desafio para que se cresça no amor não conhece barreiras e nem tetos. Por isto, agora, Maria teria de amar fora dos limites da carne e do sangue.
Para quem acolheu a Deus, é chegada a hora de acolher aos homens!
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Maria e José viveram na prática, e João também, aquilo que João bem mais tarde diria: “Aquele que ama a Deus, ama também a todo aquele que Dele é nascido”.
Laços de carne e sangue são poderosos e legítimos. No entanto, se amarmos apenas aos de nossa própria carne, jamais aprenderemos a amar para além do instinto.
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Maria é santa em razão de ter se santificado no fazer a vontade de Deus com alegria e submissão em fé.
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Foi santificada em Jesus. Porém, Nele mesmo continuou a jornada; e, assim, foi santificada na experiência do amor que cresce para além do instinto!
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Por isto, digo:
Santa Maria nem tanto! Mas Maria santa, certamente!
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