quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Happy New Year Abba

O que é bom não tem prazo de validade, é eternizado nas nossas memórias e nas descobertas das novas gerações. Assim é o ABBA neste belíssimo vídeo de ano novo. Então um Feliz Ano Novo pra você. E até 2010!!!!

Mensagem de fim de ano do blog

No vídeo abaixo está a mensagem de fim de ano da gente que faz o Mural na Net, JT Ollemhebb e Gonzaga. Se ligue nos 8 pontos que ela aborda.
 
FELIZ ANO NOVO!!
 
 

Ganância e consumismo

Clique no nome dos autores para ver a origem e o contexto de cada frase.
 
Se terminamos a vida com sobra, isso é sinal de administramos muito mal o nosso tempo porque, na verdade, não é tempo que é dinheiro; é vida que é tempo.
 
 
 
Ganhe muito, consuma pouco, guarde nada, dê generosamente e celebre a vida.

Sagrado (59º episódio): Cristãos católicos

Terceiro episódio tratando do tema “Liberdade sexual (orientações de gênero, poligamia)”. Antônio Manzatto está incumbido de responder às questões “Pela ótica religiosa, a sexualidade pode ter outras dimensões além da do aspecto reprodutivo?” e “É possível incorporar valores religiosos no exercício da sexualidade mesmo com tantos estímulos a comportamentos mais liberais?”. Tony Ramos cita André Gide: “A liberdade é difícil de se alcançar, mas o que fazer com a liberdade é muito mais difícil”.
 
 
 
 
 
 
Como não há muito tempo disponível pros representantes das diferentes religiões responderem à questões, eles se veem obrigados muitas vezes a expor seus posicionamentos de uma forma seca, pois não dá pra entrar em detalhes e expor pormenores. A resposta à segunda pergunta, se não tivesse sido dada por um padre, talvez pudesse ter sido dada pelo representante de qualquer outra crença ou até por um ateu. Pareceu mais uma opinião politicamente correta do que o posicionamento religioso de um cristão. A resposta à primeira pergunta também soou mais ou menos assim; porém, nela já notei influências do pensamento cristão. E você, o que acha disso tudo?

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A bíblia ‘fake’ 2

O perigo da Bíblia Dake [pastorrobsonaguiar.nireblog.com]
 
 
Lembram do post de outubro (A bíblia ‘fake’) o qual já chamava atenção para a periculosidade dessa bíblia?
 
A polêmica em torno do assunto continua. Leia o post BÍBLIA DAKE - Posicionamento do Pr. Carlos Roberto e Comentário de Revisora demitida pela CPAD do blog Point Rhema e comprove.
 
Leia também:
■ No post A bíblia ‘fake’ e no blog do Pr. Robson Aguiar tem mais links/posts!
 
A imagem é do blog do Pr. Robson Aguiar.

Sagrado (58º episódio): Muçulmanos

Segundo episódio tratando do tema “Liberdade sexual (orientações de gênero, poligamia)”. Armando Saleh está incumbido de responder à questão “De que forma as crenças religiosas se adaptam aos novos comportamentos sexuais de homens e mulheres?” e à afirmação “A poligamia, apesar de ser condenada em algumas sociedades, é praticada e permitida em tantas outras culturas”. Stenio Garcia cita Sêneca: “Enquanto se vive é necessário aprender a viver”.
 
 
 
 
 
 
Olha só como é estranha a primeira pergunta feita ao xeique; o narrador já parte do pressuposto de que as crenças precisam (ou devem?) se adaptar aos novos comportamentos sexuais das pessoas!! Que ideia mais distorcida das coisas, hein?!
 
O Armando parece querer defender que a poligamia não é uma conduta tão errada assim em virtude de já ser praticada há muito tempo pelo homem. Mas se você reparar direitinho, ele usa essa afirmação para alegar que não foi o islamismo que a instituiu; ele apenas a aceitou e, mais tarde, a regularizou permitindo que a mesma se tornasse uma solução social.
 
Creio que o xeique falha ao afirmar que numa parte do Alcorão está a primeira lei de defesa da mulher conhecida pela humanidade. Entre os 10 mandamentos (Ex 20:2-17), que são mais antigos que a própria fé islâmica, estão duas leis de Deus afirmando que não se deve adulterar nem cobiçar a mulher do próximo. Isto não seria, além de recomendações contra o pecado, uma proteção da mulher não?

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Cartilha de segurança para redes sociais on line

Segurança nas redes sociais: recomendações gerais [imagem da capa] O Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (CAIS) elaborou um documento, publicado pela Organização do Dia Internacional de Segurança em Informática (DISI) em seu site, que é uma cartilha contendo recomendações e dicas segurança para usuários de redes sociais on line.
 
A cartilha de 16 páginas (formato PDF) contempla as redes orkut, Twitter e Facebook, as mais populares da atualidade. Suas principais recomendações são com relação a senhas, amigos e atalhos (links).
 
Se você é usuário e vive ligadão nessas redes sociais citadas acima, não pode deixar de ler a cartilha. O site do DISI 2009 é esse aqui: www.rnp.br/eventos/disi/2009. O link de download do documento está logo abaixo do texto Cartilha de Segurança DISI 2009.
 
Não possui programa leitor de arquivos PDF? Recomendamos o leve e eficiente Foxit Reader.
 
Se você usa o Windows Live Messenger (que há pouco tempo atrás se chamava MSN Messenger), então está conectado na rede Windows Live, e mesmo que não utilize serviços como o Windows Live Space e Windows Live Skydrive, por exemplo, você possui uma página de perfil na rede que, a depender de como estiver configurada, pode estar exibindo atualizações suas na internet, tais como sua imagem de exibição e sua frase pessoal no W L Messenger e suas fotos/álbuns do Windows Live Photos, mesmo para aqueles que não estão em sua rede de contatos. No caso específico desta rede, o bom é acessar esse tutorial do WinAjuda divido em 3 partes que ensina a configurar seu perfil lá:
 
 
Fonte: Olhar Digital (parte que fala da cartilha)

Joyful 'toon: Viajantes do tempo

Uma coisa que esquecemos de falar aqui…
Os Joyful ‘toons têm agora uma página em português. O Mike Waters a pôs no ar em 1 de dezembro deste ano. Vários dos cartuns já publicados aqui estão lá – todos os cartuns do 1 ao 40 mais alguns dos mais recentes. Clicando no link do site, lá embaixo depois dos comentários do autor, você já é direcionado a essa seção do site.
 
Este Joyful ‘toon de hoje não está na sequência comum, pois, na verdade, ele é número 60; entretanto, o Mike o republicou como o cartum para esta semana em virtude do contexto destes dias.
 
 
 
 Joyful 'toon 60_Time traveler PT.BR
 
 
Comentário do autor:

Estamos todos viajando através do tempo. E podemos ter certeza de que em algum lugar adiante na estrada está o retorno de Jesus.

 
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

Sagrado (57º episódio): Budistas

O novo tema da série promete: “Liberdade sexual (orientações de gênero, poligamia)”. Padma Santem está incumbido de responder às questões: “A liberdade sexual, desde que sejam respeitados os direitos do próximo, é uma contradição com a espiritualidade?” e “A religião pode apoiar atitudes como a do sexo sem compromissos, sem vínculos afetivos?”. Christiane Torloni cita Pitágoras: “Os amigos têm tudo em comum, e a amizade é a igualdade”.
 
 
 
 
 
 
Na resposta à primeira pergunta, o lama diz que o budismo se apresentou, no passado, de uma forma e que hoje apresenta-se de outra. Isso não é muito bom, pois já imaginou uma crença que fica se alterando para se adaptar ao mundo que a cerca? Isso, para mim, é uma demonstração clara de que a mesma não detém/conhece a Verdade. Parece que o espiritismo também admite isso, isto é, que a crença deles “evolui”, se altera no tempo. A fé cristã, por outro lado, é a mesma; o que era pecado e errado continua assim hoje – nosso Deus não muda!
 
Que bom que o budismo aceita as pessoas sem discriminar a opção sexual de cada um. E o Padma diz que sua fé visa ajudar o indivíduo “a entender a natureza primordial, a natureza de Buda, que está além de todas essas manifestações (opções sexuais)”. Mas que natureza primordial seria essa? Por que tem que ser a de Buda? Se Buda não era um deus, como saber se essa natureza primordial defendida por ele é perfeitamente correta? Seres humanos podem ter “revelações” imperfeitas.
 
Na resposta à segunda pergunta, o lama diz que o budismo – de uma forma nobre – busca o indivíduo onde ele está, com seus sofrimentos, e tenta ajudá-lo a compreender sua natureza que está além do sofrimento. Mas como o budismo sabe a verdadeira natureza do homem?
 
Ainda no começo de sua segunda fala, o lama fala algo muito verdadeiro: “No passado as pessoas sofriam porque os vínculos eram forçados. Hoje nós podemos sofrer porque os vínculos são efêmeros ou quase inexistentes”.
 
Você consegue compreender a ligação entre a frase de Pitágoras, citada no início, e o conteúdo do episódio? Eu ainda tô matutando nisso.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A pobreza é uma maldição?

Lendo uma das edições passadas da revista Cristianismo Hoje achei uma entrevista muito boa com o missionário Viv Grigg; foi feita quando ele esteve aqui no Brasil este ano.
 
A conversa foi legal, pois vários assuntos foram abordados: teologia da prosperidade, pobreza e riqueza (pregação do evangelho entre ricos e pobres), discipulado, evangelismo em massa, missão integral (muito interessante o que ele pensa a respeito desse assunto), presidente Lula/Fome Zero/Bolsa Família, missões urbanas e envolvimento de cristãos com a política.
 
 

Viv Grigg [fonte: Cristianismo Hoje] Com um jeito simples, fala mansa, sorriso tímido e olhar pacato, Viv Grigg facilmente passaria despercebido, não fosse pela notória aparência de estrangeiro. Mas por trás de seu temperamento tranquilo e comedido, este neozelandês de 58 anos faz um trabalho de gigante. Oriundo de uma família de posses, decidiu abrir mão dos confortos da vida abastada para viver em favelas miseráveis de países pobres e levar o Evangelho de Cristo aos mais necessitados. Munido de conhecimentos adquiridos em seu mestrado e doutorado em teologia, seguiu o que entende ser o exemplo de Jesus na encarnação: deixou sua realidade para viver o dia a dia dos carentes.

Grigg veio ao Brasil para compartilhar sua visão com os cristãos do país. Trata-se de uma filosofia de ação que ele batizou de “avivamento transformador”. Seu objetivo é treinar uma tropa de missionários urbanos locais para se unir a um exército internacional disposto a entrar nas favelas, mesclar-se à comunidade a compartilhar as boas novas de salvação com cores econômicas, sociais e políticas. Já há muita gente fazendo isso, por certo; mas Grigg enfatiza a necessidade de treinamento para que pastores e missionários urbanos possam de fato promover transformação social através do Evangelho. Ele coordena a Urban Leadership Foundation (www.urbanleaders.org, por enquanto apenas em inglês), entidade que é a base do projeto.

Mas esse batista de berço tem uma razão a mais para vir ao Brasil: ele é casado há vinte anos com a missionária brasileira Ieda, da Igreja Metodista Livre, com quem tem três filhos. Por isso, sua relação com o país é especial. “Quero encontrar cinco mil brasileiros que aceitem esse desafio”, anuncia. Autor de O grito pelos pobres e Servos entre os pobres (Ultimato), que está em sua segunda edição, Grigg tem uma visão bem própria acerca da teologia da prosperidade, riqueza e mutualidade. “Não é pecado ser rico, desde que se viva com simplicidade e se ajude os outros”, pontifica. No seu entender, e ao contrário do que boa parte da itelligentzia prega, programas governamentais que normalmente são acusados de assistencialismo podem ser boas iniciativas. Durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, Viv Grigg recebeu a reportagem de CRISTIANISMO HOJE para esta entrevista exclusiva nas dependências do Seminário Teológico Betel, que colaborou no agendamento do encontro.

CRISTIANISMO HOJE – A Igreja Evangélica brasileira é hoje muito influenciada pela teologia da prosperidade. O pobre realmente precisa de promessas materiais para seguir a Cristo?

VIV GRIGG – Sim, precisa. Mas isso não tem necessariamente a ver com a teologia da prosperidade. Quando a pessoa se converte, imediatamente ela ora e Deus começa a responder suas orações. A conversão a leva a integrar-se a uma comunidade de fé, que também é uma comunidade econômica, na medida em que todos ali se ajudam. Então, o indivíduo começa a abandonar determinados pecados – alcoolismo, dependência de drogas, violência doméstica… Quando essas coisas mudam, a situação econômica da família começa a se transformar, e essas são graças imediatas da conversão. Apesar das críticas que sofre, o pentecostalismo gerou um grande impacto: a vida das pessoas mudou, o senso de comunidade promoveu benefícios econômicos resultantes de uma ajuda mútua e seus participantes desenvolveram um senso de identidade. Isso é parte das bênçãos de Deus. O Senhor quer que nós tenhamos o suficiente para viver. Essa parte da doutrina é correta, bíblica e muito boa para os pobres. No entanto, isso não inclui mansões, carros de luxo e um estilo de vida esbanjador.

Então, o problema da teologia da prosperidade é a busca desenfreada pela riqueza?

Os ensinamentos mudam na medida em que as pessoas ascendem em seus padrões de vida. O problema da teologia da prosperidade é que ela não faz essa distinção; ela ensina que todos devem ter um padrão de vida nababesco, mas isso é anátema para Deus. Existe um padrão de vida que é justo – e que não é igual para todos. Mas é fácil perceber qual é o estilo de vida justo: é possível a um rico viver de forma simples e usar sua riqueza para ajudar os outros. Isso é o que eu ensino para a classe média e os ricos. Outro problema da teologia da prosperidade é que ela afirma que, se as pessoas derem, Deus vai abençoar. Não existe nada na Bíblia que diga que, se você der dinheiro, então Deus vai lhe abençoar. Existe uma manipulação para o ganho pessoal, que é o pecado de Ananias e Safira. E eles morreram, porque Deus amaldiçoou esse pecado.

Há alguma base bíblica para se dizer que o pobre é abençoado por Deus, como ensina a teologia da libertação, ou que o rico é abençoado, como prega a teologia da prosperidade? Pobreza ou riqueza significam necessariamente bênção ou abandono por parte de Deus?

Pobreza é sempre uma maldição, e o Senhor quer que nós tiremos as pessoas da pobreza. Mas a riqueza, por outro lado, afasta as pessoas de Deus e remove delas a percepção espiritual. Então, existe um grande perigo na riqueza, e o melhor é que nos afastemos dela. Deus quer nos abençoar com bênçãos materiais. Isso não é um problema. A pobreza é uma maldição, mas os pobres são abençoados. A riqueza é uma bênção, mas os ricos são amaldiçoados. Temos então que entender o que isso significa. Aqueles que têm riqueza material precisam organizar suas posses em favor dos necessitados e viver com simplicidade. Eu ensino uma frase: “Ganhe muito, consuma pouco, guarde nada, dê generosamente e celebre a vida”. Essa tem sido uma frase muito útil para a classe média, pois estimula as pessoas a viver num nível simples, razoável e suficiente.

Mas hoje em dia, muitas igrejas, ministérios e líderes religiosos também enriquecem, quase sempre às custas dos dízimos e ofertas dos fiéis…

Ao longo da história, vemos que poder e riqueza na Igreja corrompem. Os apóstolos de verdade foram homens que sofreram grandemente. Paulo, embora fosse rico, optou pela pobreza por amor ao Evangelho. O apóstolo Pedro, junto com João, disse ao deficiente que estava na porta do templo que não tinha ouro nem prata. A marca de um apóstolo é o sofrimento, é estar entre os pobres. Os dízimos não devem ser dados para financiar sacerdotes ou igrejas. Na Bíblia, os dízimos eram dados em primeiro lugar para cuidar dos pobres. O que era dado aos levitas era o dízimo do dízimo, ou seja, um centésimo do valor total. Ao longo dos séculos, o princípio do dízimo tem sido abusado com o objetivo de acumular riquezas para as igrejas, enquanto as pessoas dentro delas continuam pobres. Isso não é correto. Afirmo que o dízimo deve ser entregue às igrejas para o benefício dos pobres. Na Igreja primitiva, os ricos vendiam seus bens e os entregavam aos apóstolos, que distribuíam aos pobres. Ou seja, os líderes não retinham o dinheiro para si. Abusar desse princípio é uma violação das Escrituras.

O Evangelho pregado aos pobres deve ser diferente daquele pregado às pessoas mais abastadas?

O Evangelho de Cristo é, ao mesmo tempo, o Evangelho da misericórdia e do juízo. Para os pobres, você ouve Jesus dizendo “venham a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso”. Mas você encontrará Jesus confrontando os fariseus e os ricos, ressaltando como é difícil para um rico entrar no Reino dos céus. Qual foi seu conselho ao jovem rico? Que abandonasse tudo o que tinha e o seguisse. Mas aquele homem, apegado à sua riqueza, recusou. Então, o Evangelho, para o rico, é uma mensagem de juízo – ainda mais em um país como o Brasil, onde o enriquecimento geralmente se dá por meio da opressão do pobre ou da corrupção. Existem exceções, claro. E aqueles que ficam ricos por meios justos são abençoados por Deus. Veja que homens como Abraão e Salomão foram ricos e abençoados.

Sendo assim, que diferença deve haver entre o evangelismo voltado a um grande empresário e a pregação ao pobre?

São contextos muito diferentes. É preciso olhar os contextos, os meios utilizados na comunicação, o estilo. A mensagem não é muito diferente, mas a maneira de comunicá-la, sim. Os pobres gostam da verdade absoluta, das coisas ditas com autoridade e simplicidade. Já com a comunidade empresarial é necessário haver uma identificação com seu estilo de vida. Então, para alcançar empresários, você pode fazer um encontro em um restaurante ou em um salão especificamente preparado para isso. Certa vez, fiz uma apresentação do livro de Provérbios voltada para lideranças. Uma das pessoas que compareceram era o líder de uma empresa de seguros que, ao final, comentou comigo que jamais tinha imaginado que a Bíblia tivesse tanto a ver com a vida real. Você precisa trabalhar com as pessoas no meio em que elas estão e relacionar a mensagem de Cristo aos assuntos que têm a ver com sua vida.

Essa conexão com a realidade também deve nortear o discipulado?

Jesus não pregou um Evangelho puramente espiritual. Ele pregou um Evangelho que era espiritual, mas também econômico, social e político. Quantas pessoas foram até Cristo por intermédio do Evangelho espiritual? Basta ler a Bíblia. Nicodemos foi até ele por meio de uma discussão política. Zaqueu o procurou por meio de uma discussão econômica. Um quarto dos ensinamentos de Jesus é sobre aspectos econômicos. O discipulado é um assunto crítico. Eu diria que existe hoje um discipulado espiritual razoável: as pessoas sabem ler a Bíblia, orar, adorar. Mas não existe virtualmente nenhum discipulado econômico. E as áreas de relacionamentos sociais, relacionamentos conjugais, do caráter do discípulo, são muito fracas. E certamente se faz muito pouco discipulado voltado para aspectos políticos, de ordem pública. O resultado disso é que as pessoas não seguem a Cristo em todos os aspectos de sua vida. São piedosas apenas na igreja, aos domingos.

O evangelista Billy Graham diz que menos de 5% das pessoas que atenderam aos apelos para salvação em suas cruzadas ao longo das décadas permaneceram em Cristo. À luz da necessidade de customizar o evangelismo para pessoas de diferentes contexto sociais, como devemos encarar o evangelismo em massa?

Evangelismo em massa é parte do que devemos fazer. Existem benefícios que podemos extrair desse tipo de atividade, como o fato de muitas igrejas se unirem para esse tipo de ação. E a declaração pública da Palavra dá às pessoas um senso de identidade, a consciência de fazer parte de um povo. Mas para que haja a proclamação, primeiro é necessário haver a encarnação. Ou seja: é necessário primeiro estar entre as pessoas e estabelecer um relacionamento com elas, para que possam ver e escutar o Evangelho. As pessoas precisam ver e experimentar o amor de Deus de maneiras práticas, de modo que seja mais fácil para elas responder a esse amor. Não basta pregar; o ouvinte precisa ver o amor de Deus encarnado na vida daquele que prega. Também é fundamental ressaltar a importância da oração no evangelismo. São necessários de três a seis meses de oração antes de entrar em uma comunidade. Quando Deus age por meio da oração, então o Evangelho simplesmente se move com poder. A intercessão é um elemento crítico antes da proclamação. Existem muitas experiências na comunidade missionária internacional que comprovam isso.

A Missão Integral não seria uma utopia no âmbito do cristianismo como um todo?

Mas é bom ter utopias. Eu publiquei um livro sobre o espírito de Cristo nas cidades pós-modernas, em que procurei identificar como seria uma sociedade submetida ao Reino de Deus. Por outro lado, não creio que a Missão Integral seja uma utopia; prefiro vê-la como a busca pela totalidade do Evangelho que Jesus pregou. Gosto da Missão Integral, mas seu problema é que não acredito que ela vá longe o suficiente. E a dificuldade novamente é que ela vem dos teólogos de classe média. Repare que esse termo não tem significado para os pentecostais das classes baixas. Missão Integral? O que isso significa? Não faz sentido para eles. Tenho ensinado um outro termo, que é “avivamento transformador”. Para os pentecostais, você tem que começar de onde eles começam, que é do Espírito Santo, do avivamento. Mas qual é o objetivo do avivamento? O crescimento de igrejas? Não, o objetivo do avivamento é ver o Reino de Deus em cada núcleo da sociedade. Temos que começar com a transformação da sociedade, e as igrejas são um estágio intermediário para alcançar esse objetivo.

Houve alguém em especial que tenha marcado sua trajetória?

Todos nós temos nossos mentores entre os antigos. Eu li milhares de biografias, o que foi muito importante para mim. Mas poderia destacar o irmão Kagawa, do Japão, que nas décadas de 1930 e 40 viveu nas favelas por quinze anos e decidiu mudar as estruturas da sociedade. O que ele fez foi candidatar-se ao Parlamento, uma vez que vinha de uma família rica. Como político, ele transformou o Japão –  criou diversas cooperativas, lutou contra os comunistas e reconstruiu Tóquio sem favelas. Kagawa costumava pregar até para o imperador. Pregava e agia: dez dias por mês ele pregava, e nos outros vinte, dedicava-se a ações sociais. Um homem notável.

Do ponto de vista da profecia bíblica, existe como erradicar a pobreza?

Jesus disse que os pobres sempre estariam entre nós. Portanto, não creio que seja possível erradicar a pobreza. Mas acredito ser totalmente viável reduzi-la, baixá-la a níveis mínimos. Na Costa Rica e em países da Europa a pobreza foi diminuída a níveis irrelevantes com relação ao passado.

No atual governo brasileiro, políticas de distribuição de renda ganharam força. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito sob a bandeira do programa Fome Zero e faz do projeto Bolsa Família, de renda mínima, sua principal bandeira social. É o caminho acertado?

Existem diferentes níveis de pobreza e cada um deles exige um tipo diferente de ação. Recitar a frase “não se deve dar o peixe, mas sim ensinar a pescar” não ajuda em nada, porque afirma que a única forma de se combater a pobreza é dar às pessoas meios de trabalhar. Mas essa é resposta errada para a viúva, para o órfão. Para esses, você simplesmente tem que dar o peixe. Se o governo está oferecendo assistência social a essas pessoas, especificamente, é uma boa ação. Já outro nível de pobreza exige como resposta a possibilidade de devolver ao povo o direito sobre a terra. Para aqueles que podem trabalhar, abrir o mercado de trabalho é o caminho correto. O que não podemos é pôr todos os pobres no mesmo saco, achando que a solução para os diferentes tipos de pobreza é uma só.

Se o senhor pudesse conversar com o presidente Lula a respeito da pobreza no Brasil, o que lhe diria?

Haveria duas áreas que eu abordaria. A primeira seria a crítica cristã ao capitalismo. Ao longo dos últimos 150 anos, tem havido uma crítica consistente a respeito do terceiro caminho, que não é o comunismo nem o capitalismo, e sim, um esforço cooperativo. O presidente Lula conhece esse assunto. Eu falaria a respeito desses temas sob uma perspectiva bíblica: as motivações gananciosas do capitalismo, a limitação de salários dos executivos, a diminuição da distância entre os ricos e os pobres. No Brasil, os bancos têm atacado as cooperativas, porque não desejam que esse tipo de economia se desenvolva. Isso precisa ser revertido. Um país é forte dependendo de seu esforço cooperativo. A segunda área seria do direito sobre a terra, especificamente sobre a confusa situação legal que existe no Brasil no que se refere às questões fundiárias. A burocracia é gigantesca e por isso os pobres não conseguem adquirir propriedades. E é preciso assegurar que toda a família tenha direito a possuir uma casa própria.

Em se tratando de missões urbanas, o que funciona e o que não funciona?

É preciso seguir o princípio da encarnação: estar entre as pessoas, sejam elas pobres, de classe média ou ricas. Também existe o consenso de que o Evangelho pressupõe transformação. A unidade e o estabelecimento de redes de contato são temas significativos em missões urbanas, pois quando pastores de diferentes linhas se unem e trabalham juntos, a sinergia entre a capacidade de cada um aumenta a velocidade e a profundidade daquilo que se pode alcançar. Nós, como cristãos, devemos trabalhar junto com homens de boa vontade.

A via política tem sido defendida pelos evangélicos como maneira de trazer o cristianismo para a sociedade. Contudo, apesar do aumento da representação evangélica nos parlamentos, não se nota diferença – ao contrário, pol´ticos crentes são mais conhecidos pelos deslizes éticos e pelos escândalos nos quais se envolvem. A participação de crentes na política é proveitosa?

Essa questão dos escândalos não é um fenômeno brasileiro. Isso vem ocorrendo em diversos países do mundo como consequên­cia do aumento no número de evangélicos nas instâncias de poder. Acredito que devemos, sim, usar a política como forma de mudar as estruturas da sociedade – mas não podemos entrar nela sem pensar, pois a falta de reflexão teológica e de um pensamento estratégico baseado em princípios bíblicos significa que acabaremos tendo muito entusiasmo, mas péssimos resultados. A política é terrível; nela, não se pode cometer erros. Então, compreender sua natureza e saber como operar na esfera política é muito diferente de lidar com igreja.

Mas os crentes devem ou não participar da política?

Você não pode simplesmente usar uma base religiosa como base de poder para a política. Fazer isso é abusar dos relacionamentos de liderança. Os católicos são muito firmes ao dizer que não se pode ser um sacerdote e participar da política. Isso é um princípio muito sábio. Na minha opinião, nenhum pastor evangélico deveria ser um político, pois essas duas esferas de atuação são incompatíveis. O problema é que não existe atualmente no Brasil um pensamento adequado sobre teologia e prática política. E até que exista, que os políticos sejam bem treinados e que haja recursos para dar suporte a esse pensamento, continuaremos presenciando escândalos.

Qual é a razão de sua vinda ao Brasil?

Estou no seu país para tentar conseguir cinco mil brasileiros dispostos a encarar um desafio. Tenho entrevistado pastores que trabalham em favelas de vinte e três cidades por todo o mundo, a que pergunto em que áreas eles necessitam de treinamento. A partir dessa percepção, criamos um programa para líderes de projetos entre os pobres. Estou em contato com seis seminários diferentes no Brasil para viabilizar a aplicação desse programa aqui. Precisamos levar estudo teológico para as favelas. Atualmente, cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo vivem em favelas. Os ministros do Evangelho que atuam nessas áreas precisam de mais formação teológica. Sem uma reflexão sobre as questões profundas com as quais eles se deparam lá, as igrejas continuarão a atuar de uma forma muito tradicional, isoladas da comunidade, incapazes de transformar o tecido social no qual estão inseridas. Só que não se pode fazer isso sem que os líderes estejam treinados. É preciso evangelizar, claro, mas sempre provocando transformação social.

 
Fonte: Cristianismo Hoje (a foto também foi tirada da página da entrevista)

Sagrado (56º episódio): Muçulmanos

Sétimo e último episódio abordando o tema “Ganância: a permanente tensão riqueza versus felicidade”. As respostas às perguntas “Por que a religiosidade não se impõe como satisfação plena do indivíduo?” e “Que sentimento é esse (de medir a felicidade em função das conquistas do outro) que a fé não consegue superar?” estão a cargo do xeique Armando Saleh. Stenio Garcia cita Goethe na abertura do episódio: “O que não se compreende, não se possui”.
 
O vídeo desse episódio também não está disponível no site da Globo. Você vai ter de assisti-lo no site da série. Acesse-o (seção Biblioteca de Vídeos) e procure pelo vídeo do dia 15/12/2009 (lá pode estar como 15/15/2009!).
 
 
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A batata quente dos questionamentos em torno da ganância e seu relacionamento com a fé caiu nas mãos do xeique Armando, não? Notou o naipe das perguntas que foram feitas a ele? Entretanto, devemos observar que elas são preconceituosas, pois partem do princípio de que a fé e seus ganhos espirituais não conseguem satisfazer completamente o homem (pergunta 1), e do princípio de que mesmo os praticantes da fé são gananciosos e invejosos (pergunta 2). Agora, temos de ver que as perguntas são feitas usando conceitos gerais de “fé” e “religião”, e não o caso específico do cristianismo. Mesmo assim, as perguntas se sustentam na falácia de que fé ou religião alguma transformam totalmente alguém. Quem as formulou crê que o homem provavelmente muda por esforço próprio, e não pela transformação espiritual “prometida” pela fé.
 
Com a citação da frase de Goethe no início do vídeo, não estaria o editor do episódio insinuando que um crente (de qualquer fé) não a vive verdadeiramente porque não (ou nunca) a entende? Fiquei pensando nisso!
 
Mas… depois de toda essa exposição (achologia?) minha aí acima, me questiono se o editor do Sagrado não tem razão no que pensa. Por que a teologia da prosperidade faz tanto sucesso? Será que nós cristãos, que somos a crença de maior presença no Brasil e seguidores da verdadeira fé, vivemos de forma a passarmos para os outros essa impressão de que nossa fé não nos satisfaz por completo?
 
Não comentarei as respostas do xeique. Elas parecem aceitáveis e seguem o que o islã defende, se bem que não só ele como os representantes das outras religiões aparentaram ter respostas semelhantes.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Veja, Época e IstoÉ recentes

Edições publicadas nestes dias destas três revistas reservaram espaço em suas páginas para falar do cristianismo e/ou de seus elementos.
 
Parece até regra isso; chega fim de ano (e o Natal) e a imprensa acha de publicar coisas sobre a fé cristã. É uma pena que nem sempre (ou sempre?) essas reportagens fazem apologia à fé. Em geral, são escritas por jornalistas não cristãos (ou cristãos “não praticantes de meia-tigela”) que expõem o assunto com desdém, sem bom conhecimento e entendimento das escrituras e/ou da fé e permeado de posicionamentos preconceitos. No entanto, eu gosto de lê-las. É bom, para saber sobre que ataques à nossa fé temos de nos defender atualmente, ou… nem que seja só pra saber como anda o pensamento dominante na mídia a respeito de religião e fé!
 
 
Época 605 Época (edição 605)
 
Em nome de Deus (só um trecho) – Boa leitura, pois não é tendenciosa. Na verdade, fala do livro The case for God  (Uma defesa para Deus, em tradução feita pela revista) da escritora Karen Armstrong. Bons argumentos contra as falácias dos ateus/céticos são apresentados aqui de forma sucinta.
 
 
 
 
 
Veja 2144 Veja (edição 2144)
 
A história sem fim (completa) – Matéria mal escrita que demonstra pouco conhecimento, por parte de quem a escreveu, a respeito da Bíblia, da fé cristã e da relação entre judaísmo e cristianismo. Ela também aborda um pouco dum livro escrito por um jornalista americano que passou um ano vivendo conforme todas as “regras” bíblicas.
◙ Teste:  Você conhece a Bíblia (para não crentes, a menos que você seja um cristão que não lê a Bíblia)
 
 
IstoÉ 2094 IstoÉ (edição 2094)
 
A Face Humana de Jesus (completa) – Ainda não a li. Só posso dizer que tem uns vídeos na primeira página dela.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Os excluídos do Natal

Para lembrar-nos de algo que normalmente não nos lembramos.
 
 
por Levi B. Santos
 
Que paradoxo! Cristo veio trazer a Paz, e o povo escolheu esse “frenesi” caótico do TER, que se prolonga por todo o mês de dezembro, culminando com o rega-bofe do dia magno da cristandade. As Boas Novas de paz para os homens, nessa época, vem sendo substituída por um espetáculo consumista e hedonista, que por instantes, encantam os olhos e entorpecem os corações.

É nos dias que antecedem a esta festa, que a tranqüilidade vai às favas. As ruas são transformadas em um caldeirão fervente de balbúrdia e correrias sem sentido. As nossas cidades, nessa época, não diferem muito da atual Belém da Judéia, cujas ruas e vielas ficam tomadas por um formigueiro de gente de todas as nacionalidades, que ali vai adorar, mais ao deus “Mamon” que ao Deus Cristão.

A epopéia do casal Maria e José ─ os excluídos da sociedade judaica que não tiveram direito a uma estalagem para abrigar o seu filho Jesus que estava prestes a nascer, hoje, são simbolizados por aqueles que nesse Natal estão longe das mesas repletas de guloseimas e vinhos; por aqueles que estão bem distantes do burburinho da cidade engalanada e repleta de efêmeros atrativos. O drama dos pais de Jesus que não foram acolhidos pela sociedade daquela época, se repete hoje na pele dos excluídos de nossa sociedade.

O vídeo que segue abaixo aponta para aquilo que muitas vezes nos recusamos a ver. Ele obriga-nos a confrontar nossas próprias mazelas, nossa miséria social e afetiva, nossa hipocrisia em relação aos excluídos e marginalizados. O conteúdo da gravação contradiz a nossa religiosidade e vinculação com o transcendente que, em analogia ao nosso Hino Nacional, “está entorpecida e deitada eternamente em berço esplêndido”. Eles, os excluídos, tão somente nos revelam grandes verdades que o espelho distorcido e deformado de nossas consciências teima em não enxergar.

Ao assistir a este vídeo, veio imediatamente à minha mente as palavras de Cristo: “...tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; fui desprezado e não me recolhestes; estive nu e não me vestistes; estive enfermo e preso e não me visitastes.”
 
 
 
 
Fonte: Bereianos
 
 
Veja mais posts relacionados ao Natal buscando por essa palavra no mecanismo de busca aí da barra lateral.

A verdade sobre os “reis magos”

Existem mitos e lendas a respeito dos magos que foram ao encontro de Jesus quando Este nasceu, você sabia? Nem tudo que ouvimos a respeito deles é verdade. No texto que recomendamos aqui, o Hermes Fernandes esclarece muitos destas lendas e nos traz ainda curiosidades em relação à passagem bíblica que fala do nascimento de Jesus. Não deixe de ler.
 
 
 
journey on Camel in Christmas night  photo
Figuras notórias nos cartões natalinos, os três reis magos exercem fascínio sobre os cristãos do mundo inteiro. Mas quem disse que eram “reis”? E mais: quem disse que eram “três”? Não há uma única passagem bíblica que afirme isso.
 
Presume-se que eram três por serem três os presentes que trouxeram ao menino Jesus. Mas não há qualquer indício para que presumamos que eram reis.
 
Até nomes e nacionalidades já lhes foram atribuídos: Baltazar, o árabe; Belchior, o indiano; e Gaspar, o etíope.
 
Geralmente, eles aparecem nos quadros natalinos ao redor da manjedoura, porém a Bíblia sugere que ao chegarem a Belém, Jesus já teria por volta de dois anos.
 
Se quisermos distinguir entre o que diz a tradição e o que dizem as Escrituras, nada melhor do que examinarmos o texto bíblico em busca de mais informações sobre esses personagens misteriosos, aproveitando para buscar edificação para nossas vidas. Afinal, nada do que está registrado na Bíblia tem outro propósito que não seja nos edificar.
 
Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, vieram uns magos do Oriente à Jerusalém, e perguntavam: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no Oriente, e viemos adorá-lo” (Mt.2:1-2).
 
Quem seriam os magos? Por que foram chamados assim? Pode-se conjecturar a partir de evidências extra-bíblicas. A palavra “magoi”, traduzida como “magos” sugere que eles pertenciam à casta sagrada dos Medos, sendo sacerdotes da Pérsia. A religião praticada por eles provavelmente era o Zoroastrismo, que proibia a feitiçaria; seu encontro com Jesus se deveu à sua astrologia e habilidade de interpretar sonhos.
 
CLIQUE AQUI e leia o texto completo.
 
 
Imagem de Gopz Sivaraman em 123 Royalty Free

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Conselho de Natal

Esse conselho é, literalmente, do peru, não? he he he he
 
 
Alberto Alpino Filho [seção de cartuns do Yahoo!]
 
 
Alberto Alpino Filho na seção de cartuns do Yahoo!
 
 
Veja também o cartum no post Cadê seu convite para a festa de Natal?

Sagrado (55º episódio): Budistas

Sexto episódio abordando o tema “Ganância: a permanente tensão riqueza versus felicidade”. Comentários à afirmação “O consumo (na nossa sociedade) é constantemente estimulado, e para muitos é fonte de realização” e a resposta à pergunta “Como a religião lida com as diferenças sociais impostas pelo consumismo?” estão a cargo do lama Padma. Christiane Torloni cita um provérbio popular na abertura do episódio: “O avaro é cego; vê o ouro, e não vê a riqueza”.
 
Como o vídeo desse episódio não está disponível na Globo, você vai ter de assisti-lo no site da série. Acesse-o (seção Biblioteca de Vídeos) e procure pelo vídeo do dia 14/12/2009.
 
 
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Os budistas creem que a felicidade (verdadeira) vem dum plano espiritual, e que os bens materiais não podem compensar as felicidades que buscamos; entretanto, o lama também afirma, logo no começo, que esses mesmos bens “não podem nos levar adiante de certo tipo de sofrimento”! Não entendi o cara! E a busca POR e/ou apego A bens materiais não poderiam nos conduzir a sofrimentos não? Ao sofrimento de desejar incessantemente, e não poder ter? Ao sofrimento de invejar aquele que tem mais? E aí? E, pelo que o Padma fala logo depois, dá a entender que a felicidade espiritual vem se os bens materiais estiverem presentes.
 
Dizer que  “as diferenças sociais são impostas pelo consumismo” é um tanto forte, não acham? Será que, na verdade, ele não resulta em, instiga ou torna mais notáveis as mesmas? Falha do narrador! Os ciclos de morte e renascimento, vida de felicidades e vida de decepções (foi o que eu entendi a partir da fala do Padma), pregados pelo budismo podem ser uma boa desculpa para não ajudar o próximo que estivesse passando por sofrimento na vida, né não? Porque nesses casos poderia-se dizer que não adianta ajudar fulano ou cicrano em virtude de ser visível que aquela encarnação pela qual ele está passando é uma de sofrimento. Assim, ele que morra e que espere as próximas vidas pra ver se vai ser feliz! Uma sociedade budista levaria, dessa forma, à existência de pessoas individualistas que não tão nem aí pra vida dos outros, num é? Um “cristianismo a-religioso” também levaria a isso, eu acho, mas isso é um assunto que quero tratar em outro post.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Joyful ‘toon: Um dias desses…

Joyful 'toon 147_One of these days PT.BR 
 
Comentário do autor:

Para aqueles pastores há muito tempo atrás era apenas mais um dia, ou noite, comum de trabalho. Eles não sabiam que logo seriam visitados por anjos, ou que seria a noite da tão aguardada chegada do Messias (Jesus). Jesus nos diz em Mateus 24:36-44 que Seu retorno também será num desses dias em que não estaremos O esperando, e que "vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam". (NVI)

 
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

Sagrado (54º episódio): Religiões afro-brasileiras

A Globo gosta muito de posar como organizadinha, mas, na verdade, não o é. Seu site de vídeos, o Globo Vídeos, pelo menos no que se refere aos episódios do Sagrado, é uma bagunça. Eles não publicam lá todos os episódios. Além disso, não os disponibilizam no mesmo dia em que vão ao ar na TV.
 
A sequência que aborda o tema ganância já acabou e outra já foi iniciada, uma que fala sobre liberdade sexual, mas nós não sabíamos. Os vídeos que pensamos que ainda viriam, na verdade, foram os primeiros, como é o caso do episódio que publicamos hoje. Decidimos que vamos ficar assim mesmo, atrasados em relação a eles. É bom porque até damos tempo para a Globo publicar os vídeos em seu site.
 
Este é quinto episódio (mas não na mesma ordem posta pela Globo) abordando o tema “Ganância: a permanente tensão riqueza versus felicidade”. A resposta à pergunta “O contato com a riqueza transforma personalidades?” e comentários à afirmação “Quando os desejos (em relação à riqueza) não se realizam, precisamos lidar com o sentimento de frustração” estão a cargo da makota Valdina. Juliana Paes cita Horácio na abertura do episódio: “A riqueza pode servir ou governar o seu possuidor”.
 
Como o vídeo desse episódio não está disponível na Globo, o jeito é novamente assisti-lo no site da série. Acesse-o (seção Biblioteca de Vídeos) e procure pelo vídeo do dia 11/12/2009.
 
 
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Uma coisa que já me perguntei várias vezes ao assistir a série: como nem sempre os representantes das religiões dizem algo do tipo “em relação a isso, minha religião/crença defende ou pensa que…”, devemos nestes casos admitir que suas palavras são embasadas em sua fé, ou seja, que apesar não mencionar, os posicionamentos são feitos segundo a crença de cada um? Não haveria o perigo de alguém estar simplesmente emitindo uma opinião pessoal?
 
Fiquei com a impressão de que a Valdina emitiu mais opiniões pessoais do que respostas/posicionamentos de sua crença às perguntas/afirmações feitas. Ela diz, comentando a afirmação (segunda parte), que pessoas que “têm uma crença em algo mais do que aquilo que é material” têm condições de não se deixar levar pelo desejo de TER e que assim podem viver um equilíbrio. Ah, dona Valdina, a senhora diz isso porque nunca foi numa igreja que prega a teologia da prosperidade! Lá eles defendem que se você se faz filho de Deus, então tem direito a TER, a buscar, a possuir, e que isso vai lhe fazer feliz.

O Som do Natal

Natal tá em cima, e nós do Mural queríamos que você soubesse o quanto pensamos em você, caro leitor. Desejamos do fundo nosso coração um Natal de 365 dias para você, um Natal que dure até o próximo Natal. E, se assim o for, será Natal todos os dias!!

Selecionamos então oito lindas canções para desejar um Feliz Eterno Natal para você, um SomdoMural especial para você ver e ouvir neste Natal. Aí está a lista daquelas que acreditamos serem as mais belas canções de Natal.

Desfrute cada uma delas e deixe-nos saber se alguma em especial tocou você.

MERRY CHRISTMAS (ENTÃO É NATAL)

Uma linda voz, um carisma incrível, um grande talento e uma interpretação maravilhosa deste clássico natalino. Para mim, uma das melhores interpretações que já vi de Merry Cristmas. Pena que não há identificação da cantora no vídeo. Parabéns e que Deus te abençoe infinitamente.




MERRY CHRISTMAS - THIRD DAY

Uma das mais belas canções de Natal conheço. O Third Day tem a incrível capacidade de tocar os nossos sentimentos de uma forma única. Espero que esta música signifique algo para você tanto quanto ela signica para mim.




NATAL TODO DIA - ROUPA NOVA

Uma linda canção de natal de Mauricio Gaetani Tapajós interpretada pelo Roupa Nova, uma linda menssagem de Natal para você compartilhar com todos amigos, familiares...




HOLY NIGHT

Mais um clássico de Natal em uma interpretação incrível destes garotos super talentosos do Angelis.





SILENT NIGHT - SIXPENCE NONE THE RICHER

Uma bela animação para ilustrar mais este clássico natalino na bela interpretação do Sixpence None The Richer.




MARY DID YOU KNOW? (MARIA, VOCÊ SABIA?) - CLAY AIKEN

Mais uma bela música para celebrar o Natal, o aniversário do nascimento de Cristo. Amo esta canção. Ela é maravilhosa.




LOVE CAME DOWN AT CHRISTMAS - JARS OF CLAY

Mais uma canção de natal contemporânea, uma linda música e uma animação bem legal para você.




NATAL NORDESTINO - ELIEZER SETTON

E pra encerrar a nossa lista, o Natal nordestino na bela composição de Eliezer Setton.






segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Papéis de parede de Natal

Dois posts do blog de design Hongkiat contendo vários papéis de parede com o tema do momento, que é o Natal, é claro:
 
 
Há imagens do natal secular, onde o tema é o intruso do papai noel, e imagens com temática natalina geral e até do Natal verdadeiro que comemora o nascimento de Jesus.
 
 
christmas-cards-22 Christmas_Volcano_by_vladstudio
Christmas XP Wallpaper 1 

wallcoo.com_Christmas_wallpaper_christmas_photos_52616

 
 
Nem todas vão estar disponíveis para várias resoluções de monitor, viu?

A história do nascimento de Jesus em cordel animado

Muito criativo o vídeo feito pelos irmãos da Igreja Batista Central de Fortaleza e que achei no Genizah. Uma animação não no estilo mangá, mas no bom estilo cordel!
 
 

Me ame

Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso.
 
Provérbio chinês

Sagrado (53º episódio): Judeus

Quarto episódio abordando o tema “Ganância: a permanente tensão riqueza versus felicidade”. Comentários às perguntas “Como desfrutar do luxo quando sabemos do tamanho da miséria existente?” e “É possível usufruir a riqueza sem culpa?” estão a cargo do rabino Nilton Bonder. Nathalia Timberg cita um provérbio tibetano na abertura do episódio: “A maior riqueza consiste em ser generoso, e a maior felicidade está em uma mente serena”.
 
 
 
 
 
Olha só o que o rabino falou no final de sua resposta à primeira pergunta: “Se terminamos a vida com sobra, isso é sinal de administramos muito mal o nosso tempo porque, na verdade, não é tempo que é dinheiro; é vida que é tempo”. Bom pensamento no qual refletir, não? A segunda pergunta tem uma introdução; ela não é só aquilo que está lá em cima, no primeiro parágrafo. Antes, o narrador do episódio fala que às vezes o dinheiro (a riqueza) vem como fruto de muito trabalho, estudo e dedicação, aí é que ele emenda com a pergunta. O rabinho responde, na verdade, à primeira pergunta, não acha? E eu confesso que não entendi muito bem a parte final da resposta.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Resultado da COP 15

A conferência de Copenhague já acabou, e eu continuo encucado com as idéias do Molion [veja aqui e aqui]. Posicionamentos como o dele bem que deveriam ser discutidos, mas não são. Enquanto isso, as nações participantes da COP 15, alheia a visões como a desse pesquisador, se digladiaram em torno da redução das emissões de CO2.
 
A COP 15 chegou ao fim sem render algum acordo unânime e grandioso. Notícias sobre o que ficou acertado lá tem aos montes por aí na net, mas essa do G1 intitulada Cúpula de Copenhague acaba com texto mínimo, e ainda assim sem unanimidade parece fazer o melhor apanhado/resumo do resultado da reunião. Ela tem vídeos e links para várias outras reportagens relacionadas ao tema.
 
Duma reunião entre Estados Unidos, Brasil, Índia, África do Sul e China saiu um texto chamado Acordo de Copenhague o qual “ameaçava” ser reconhecido como resultado da COP 15. Seus principais pontos são expostos nessa matéria do MSN Verde. Nas palavras dos países que se recusaram a endossá-lo teve até alusão a texto bíblico – especificamente, a traição de Judas!
 
 
citação Tuvalu na COP15
 
 
 
 
 
Veja também:
Dicionário do aquecimento global de A a Z [com links para infográficos]
Cobertura da COP 15 [links de sites que fizeram cobertura da conferência]

“Precisamos já destruir o meio ambiente”

YES! Ele é uma ameaça ao nosso futuro, meu caro! Abaixo o meio ambiente!!
 
Ria com essa gafe da Dilma Rousseff proferida na COP 15.
 
 
 
 
Achado no blog Ciência em Dia do Marcelo Leite
 
 
 
Veja também:
Vazamento de 'texto final' divide países em Copenhague [tem uma charge do Jasiel Botelho lá]

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Cadê seu convite para a festa de Natal?

Pra refletir e lamentar com respeito ao que o Natal tem se tornado.
 
 
Quinho - cartum 147
 
 
Fonte: Quinho Ravelli em seu Fotolog

Sagrado (52º episódio): Espíritas

Terceiro episódio abordando o tema “Ganância: a permanente tensão riqueza versus felicidade”. Comentários à pergunta “Abdicar do conforto material torna o indivíduo mais evoluído espiritualmente?” e à afirmação “o valor que damos para vida não está no dinheiro” estão a cargo do espírita Cesar Perri. Carlos Vereza cita Camilo Castelo Branco na abertura do episódio: “A caridade é a felicidade dos que dão e dos que recebem”.
 
 
 
 
 
A resposta à pergunta foi até boa, se bem que ela poderia ter sido dada por qualquer religião. Agora, quando o Cesar fala dos valores espirituais, na hora que fala lá do equilíbrio, não parece querer deixar implícito (ou subentendido) que estes, no caso da religião dele, são todos louváveis, admiráveis etc.? Será que são mesmo? Ou fazer-nos crer nisso não faria parte de uma estratégia da Globo para fazer as pessoas aceitarem o ecumenismo? O comentário do Cesar à afirmação (segunda parte) até começa bem, mas depois entram elementos típicos do espiritismo. E fica a pergunta no ar: “Somos seres imortais (do ponto de vista espiritual)”?

Natal todo dia

Zdenka Micka [www.crestock.com]
Por Gonzaga Jr

Eu adoro o natal. Sei que tem sua origem no paganismo, sei também que se tornou uma data capitalista, mas, cá pra nós, não conheço outra data festiva que faça as pessoas baixarem suas defesas como o Natal. As pessoas sorriem umas para as outras, cumprimentam-se, estão mais abertas a perdoar e ficam mais sensíveis ao evangelho. Claro que há exceções. Existem sempre os céticos de plantão, aqueles para o qual o copo com água está sempre quase vazio, e nunca quase cheio, mas até esses, embora neguem, estão mais abertos, é verdade.

Mas não é só isso, eu amo as luzes, os enfeites nas árvores, as canções e toda a magia que envolve a data, e, embora não seja esta a data real do maior presente que a humanidade recebeu, é o dia em que podemos expressar a nossa alegria por um presente de amor tão especial de Deus para nós.

Então, como diz a canção de Mauricio Gaetani Tapajós

“Se a gente é capaz de espalhar alegria,
Se a gente é capaz de toda essa magia,
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia!"


Foto de Zdenka Micka em Crestock.com.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sagrado (51º episódio): Cristãos protestantes

Segundo episódio abordando o tema “Ganância: a permanente tensão riqueza versus felicidade”. Comentários à afirmação “ao querer sempre mais, perde-se a noção de uma vida saudável e feliz” e a resposta à pergunta “O consumo compulsivo não é sinal que a paz de espírito não é suficiente?” estão a cargo do pastor Israel Belo. Oscar Magrini cita Sêneca na abertura do episódio dizendo: “Para a ganância toda a natureza é insuficiente”.
 
 
 
 
 
“Todos nós tendemos a desejar aquilo que não temos”, disse o pastor logo no início. Grande verdade, não? E, logo depois, ele completa dizendo que a cobiça leva à ganância, e esta à morte. Teriam Adão e Eva cobiçado serem iguais a Deus, e daí mergulhado na gana de serem iguais a Deus pra o diabo ter se aproveitado dessa situação e as coisas terem dado no que deu?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Joyful ‘toon: Presente de Deus

Joyful 'toon 146_God's gift PT.BR
 
 
NOTA:
A palavra “dom” (aparece no versículo do rodapé do cartum) também significa “presente”, viu? Pode verificar num dicionário aí.
 
Comentário do autor:
Se você oferecer seu coração a Deus com fé, Ele irá preenchê-lo com Jesus e com todas as coisas que Jesus traz Consigo, tais como retidão, amor, paz & alegria.
 
Comentário do Mural:
Antes de sair por aí pensando que o cartum é um tanto herético, observe que a ideia do Mike Waters em seus cartuns é usar situações corriqueiras para fazer alusão a verdades cristãs, verdades bíblicas. Dessa forma, neste cartum, Mike usou inteligentemente a lenda de papai noel para falar do nosso Papai Deus!
 
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

Lombardi e o perfil do pregador

Lombardi Por Leonardo Gonçalves
 
Na semana passada Recentemente foram noticiadas duas mortes de famosos. Morreu Leila Lopes, ex-atriz de novelas que, embora se declarasse evangélica, se dedicava a fazer filmes pornográficos; e morreu Lombardi, o locutor do SBT cuja voz se tornou conhecida em todo país.

Ao analisar a trajetória do Lombardi, o que mais me chama atenção é “como alguém pôde obter tamanho sucesso sem jamais promover a própria imagem?”. Desde pequeno aprendi a reconhecer a voz do Lombardi no programa Silvio Santos, mas não me lembro de uma só vez em que ele tenha aparecido no programa: Toda sua vida foi dedicada ao patrão, Silvio Santos, e apesar das muitas propostas para sair do anonimato, o locutor se manteve fiel ao seu patrão. Jamais buscou auto-promoção, antes promovia com entusiasmo a imagem do chefe, o dono do SBT, senhor Abravanel.

Você já deve ter percebido onde quero chegar. Quantos pregadores que, ao invés de imitarem a João Batista, o qual declarou acerca de Cristo: “convém que ele cresça e eu diminua”, usam do nome de Jesus para promover a própria imagem? Na porta de um templo em Orlândia, há uma estampa enorme com o rosto do pastor Marco Feliciano, que preside a denominação. A Igreja Internacional da Graça de Deus tem, junto à placa das suas igrejas, o rosto do missionário RR Soares, e o apóstolo Valdemiro Santiago, novo ícone milagreiro e fenômeno religioso, vai no mesmo caminho.

A preocupação com a imagem é a principal atividade de milhares de novos pregadores. Há centenas de blogs e sites divulgando “conferencistas”, e a maioria usa o mesmo recurso de Photoshop: Colam a imagem de algum grande congresso no fundo (geralmente o de Camboriú) e a foto deles pregando. O objetivo da montagem é vender a própria imagem como pregador de multidões, atraindo para si os holofotes.

O pastor John Stott, em seu livro O Perfil do Pregador, usa algumas imagens para descrever este santo ministério. Ele fala do pregador como despenseiro, arauto, testemunha, pai e servo. Ao mencionar a igreja de Corinto, o escritor fala de um problema conhecido como “culto à personalidade”. O vergonhoso – segundo Stott – “é que esse culto que manchou a vida da igreja de Corinto no primeiro século ainda persiste entre os cristãos, e alguns líderes não hesitam em receber esta atenção exagerada e inadequada” [1].

Que bom seria se os pregadores do evangelho deixassem de se espelhar nos astros do mundo pop, ou nos apresentadores de programas de auditório, e imitassem a conduta deste “conhecidíssimo anônimo”, senhor Luiz Lombardi Netto, o qual jamais usou sua popularidade para promover a si mesmo, mas buscava sempre honrar o seu patrão. "Costumo dizer que fama e anonimato andam sempre juntos. Não tenho essa vaidade de aparecer. Sei que não sou nenhum galã” [2], declarou o locutor, em um bonito gesto de humildade.

Lombardi morreu nesta quarta-feira (02), aos 69 anos, mas deixou aos telepastores brasileiros uma analogia ministerial perfeita. Se nossos pregadores tivessem a mesma motivação que este paulistano do bairro do Bexiga, a vaidade seria substituída pela devoção, o desejo de aparecer seria permutado em vontade de promover o Evangelho, as competições infames para se descobrir quem é o maior jamais existiriam e muito mais almas se renderam aos pés de Cristo.
 
Notas:
[1] STOTT, John. O perfil do Pregador. São Paulo: Vida Nova, 2005, p. 96
[2] Veja em www.paginadosilviosantos.com
 
Fonte: Púlpito Cristão via Fé, Razão e Graça; a foto do Lombardi parece que é de domínio público já que não conseguimos localizar seu autor.
 
 
Veja também:
Não desperdice seu púlpito [vídeo do John Piper]

Sagrado (50º episódio): Cristãos católicos

O episódio de hoje inicia mais uma rodada de posicionamentos das religiões, e o novo tema é “Ganância: a permanente tensão riqueza versus felicidade”. A resposta da pergunta “como preservar a moral numa sociedade de consumo?” fica a cargo do padre Antônio Manzatto. Tony Ramos cita Victor Hugo na abertura do episódio dizendo: “O espírito se enriquece com aquilo que recebe. O coração, com aquilo que dá”.
 
AVISAMOS NOVAMENTE que os números dos vídeos anteriores ao 42º episódio ainda não foram corrigidos. :-((
 
 
 
 
 
Gostei das palavras do Antônio. Seria sua primeira fala uma alfinetada nas igrejas que pregam a teologia da prosperidade, hein? Agora, acho necessário primeiro tentarmos nos inteirar mais sobre o que vêm a ser “moral” e “valores da moral” [experimente essa página aqui da Wikipédia] para entender porque a segunda pergunta foi feita ao padre e saber se ele respondeu bem. Ao tentar definir essas palavras entre aspas entramos dentro da filosofia, e aí a coisa pode ficar feia, muito feia, se é que você me entende. He he he he. Talvez isso venha exigir algumas postagens sobre o assunto aqui no Mural, né não? Mas, caso queira ir por conta própria procurar algo, São Google tá aí pra te responder, irmão! Vai lá!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Aquecimento Global e Superpopulação

Veja edição 2143 Este é o título do especial publicado na Veja mais recente (edição 2143 – imagem ao lado). Uma boa sugestão de leitura para quem está ligado no tema nestes dias de “conferência mundial pra ver se conseguem dar um jeito no mundo”.
 
Integram o especial, e com acesso livre:
 
■ Quadro: Vai faltar comida?
 
Blog de Copenhagen – esse é o blog da Veja dedicado à COP 15.
 
Essas duas outras reportagens estão disponíveis a quem é assinante (ou a quem comprar a revista de papel mesmo):
■ Uma nova revolução verde
■ Riqueza ameaçada
 
 
Veja também:
Cobertura da COP 15 [links de sites que estão fazendo a cobertura da COP 15]

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

12 mentiras que você ouve na igreja

12 mentiras que você ouve na igreja [Tim Riter - editora Nova Vida Vi este livro anunciado nas páginas da revista Cristianismo Hoje e seu título me chamou logo a atenção.
 
Ele foi lançado este ano e, portanto, não achei na net comentários de leitores; mas o site da editora, Vida Nova, veicula uma breve sinopse:
 
Este é um livro que todo cristão que busca um relacionamento profundo com Deus não pode deixar de ler! Ao longo dos capítulos, o autor expõe uma série de falsas expectativas sobre nossa fé. À medida que ele nos guia através das ciladas imperceptíveis das meias-verdades, você se pegará reconhecendo muitos dos problemas que experimenta na vida cristã. Ao nos mostrar as mentiras mais comuns que ouvimos na igreja e revelar o que as Escrituras dizem sobre o assunto em questão, Tim Riter nos liberta para que possamos progredir em nossa caminhada com Deus e responder ao desafio lançado por Jesus: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.31-32).
 
Uma coisa boa do site da editora é que eles disponibilizam o prefácio em PDF (10 páginas) para leitura online. Também on line está o sumário onde você fica sabendo as 12 mentiras de que o livro trata (uma por capítulo):
 
1. Creio em Jesus e isso é suficiente
2. Temos de ser perfeitos
3. Não conseguimos ser perfeitos
4. Pequenos pecados não são tão ruins assim
5. Um único pecado já nos destrói
6. Não sou perfeito, mas comparado ao Jim, sou um santo
7. Casei-me com a pessoa errada
8. Nunca serei um Billy Graham
9. O cristianismo é muito bom aos domingos
10. Sou assim porque minha mãe era uma chata
11. Apenas coisas boas acontecem a pessoas boas
12. Nós temos a verdade
 
 
Quem aí ler a obra primeiro conta pra gente como ele é!  ;-)
 
 
[A foto da capa do livro foi tirada do próprio site da editora Nova Vida.]
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