segunda-feira, 29 de março de 2010

Hora do Planeta é celebrada ao redor do mundo



Hora do Planeta é celebrada em 11 fusos horários na Rússia

Os cidadãos de Moscou comemoraram animadamente a Hora do Planeta ao som do grupo convidado de percussão STOMP - conhecido mundialmente por usar objetos do dia-a-dia como instrumentos musicais e, especialmente, por seu uso de tampas de latas de lixo. Realizaram uma aula para os presentes e um concerto como parte do seu tour pela Europa do Leste.

No entanto, a Hora do Planeta começou neste país, o maior do mundo, 11 fusos horários mais cedo, com cidadãos de Petropavlosk-Kamchatksky apagando suas luzes na mesma hora que os cidadãos de Fiji. Pela primeira vez, os Mongóis também se juntaram à Hora do Planeta reunindo um grupo incrível - e bem resistente considerando as temperaturas gélidas do momento - de 3.000 pessoas na Praça Sukhbaatar na capital Ulaan Batar.

Esses dois países participaram do movimento global Hora do Planeta que reúne centenas de milhões de pessoas em mais de 4.000 cidades e comunidades em 125 países.

Na capital cazaque Astana, as luzes se apagaram no monumento nacional Astana-Baiterek, como também em vários prédios públicos incluindo o Palácio Presidencial, a Corte Suprema e o Palácio da Independência. Cerca de 90 cidades cazaques aderiram à campanha da Hora do Planeta.

A maioria das pontes famosas de Moscou se juntaram à Prefeitura, Universidade de Moscou e Arena de Esportes de Lujniki e outros ao apagarem suas luzes durante a Hora do Planeta. As luzes também se apagaram na Pequena Arena de Esportes de Lujniki.

Ação presidencial no Paquistão e nas Maldivas

O Presidente e o Primeiro Ministro apagaram as luzes de suas casas liderando a primeira participação do Paquistão na Hora do Planeta, se juntando aos cidadãos de Islamabad, Karachi e Lahore. "A conservação de recursos naturais e bens essenciais é crítico para criar um ambiente sustentável", afirmou o Presidente Asif Ali Zardani. A Assembléia Nacional e várias cadeias de hotéis se juntaram à Hora do Planeta no Paquistão.

O maior prédio do mundo apaga sua luzes para a Hora do Planeta

O petróleo pode ter muito bem financiado várias das maravilhas arquitetônicas da região ao redor do Golfo Pérsico, mas existem sinais de que os estados da região estão buscando participar da crescente economia de energias renováveis. Liderando o esforço está Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, agora construindo a eco-cidade Masdar. Lá, a mesquita Xeque Zayed - a maior da cidade podendo acolher 40.000 fiéis - será o ícone da mensagem da Hora do Planeta.

Não muio longe ao sul, em Dubai, o destaque foi a participação do maior prédio do mundo, com 828 metros, Burj Khalifa. Também participou o símbolo mais conhecido de Dubai, o hotel Burj Al Arab, conhecido como vela Árabe.

No Bahrein, a Torre Almoayyad, de apelido "Torre Negra", apagou suas luzes, bem como o Circuito Internacional do Bahrain onde ocorre a corrida de Fórmula 1 - admitidamente um pequeno gesto considerando as elevadas emissões do esporte.

Monumentos naturais - um incrível pano de fundo para a Hora do Planeta na África

Enquanto outros continentes concretizaram sua mensagem climática por meio de monumentos humanos, a África optou por monumentos naturais.

As Montanhas da Mesa, próximos à Cidade do Cabo, África do Sul, teve sua iluminação apagada e provavelmente foi o maior monumento natural a participar. As Cataratas de Victoria na fronteira entre o Zimbabwe e a República Democrática do Congo, as maiores do mundo, chegaram como próximo segundo.

"Se houvesse uma hora que importasse e um nome para descrevê-lo, seria este", afirmou o Arcebispo Desmond Tutu, vencedor sul-africano da Hora do Planeta. O Arcebispo havia descrito as mudanças climáticas como a "a maior crise de responsabilidade humana enfrentada pelo mundo hoje".

"Não descrimina raça, cultura e religião. Afeta todo os seres humanos de todo o mundo", disse ele.

As áreas com maiores dificuldades de acesso à eletricidade procuraram pôr maior ênfase em atividades ao invés do ato de apagar as luzes. Em Madagascar, restaurantes organizaram jantares a luz de velas e um carnaval de dia aconteceu nas ruas da cidade de Mada.

Estações de trem constituíram escolha predileta para apagar as luzes, já que são bem iluminadas, públicas e movimentadas.

No Quênia, o Centro Internacional de Conferência Kenyatta apagaram as luzes e organizaram um concerto de Achieng' Abura, cantor africano de jazz e também embaixador para o WWF Quênia.

Capital por séculos celebra a Hora do Planeta, uma ponte entre dois mundos

Istambul, uma cidade com um rico passado e que já foi capital sob os nomes de Bizâncio e Constantinopla, celebrou a Hora do Planeta apagando as luzes da Ponte Bosphorus que junta a Europa à Ásia. A ponte, inaugurada próximo ao 50º aniversário da República da Turquia em 1973, possui desde 2007 um sistema de luzes LED que produz um verdadeiro espetáculo visual no local.

Em outra parte da cidade, apoiadores da Hora do Planeta participaram de um concerto acústico a luzes de vela.

Os monumentos mais antigos da humanidade se juntam ao chamado

Monumentos antigos e repletos de segredos, a Esfinge e as Grandes Pirâmides de Guizé, Egito, bem como o Acrópole em Atenas permaneceram no escuro em ato para a sobrevivência das civilizações modernas. A Esfinge de Guizé, de 73,5 metros de altura, é a mais antiga escultura do mundo enquanto seu vizinho as Grandes Pirâmides é uma das poucas das sete maravilhas ainda em existência.

O Acrópole de Atenas, símbolo das primeiras democracias, simboliza a capacidade da humanidade de se superar.

A Grécia mostrou novamente sua incrível participação durante a Hora do Planeta, com 251 cidades participando. Em Tessalônika, a segunda maior cidade da Grécia, as luzes da estátua de Alexandre o Grande, que disseminou a cultura grega por uma grande área, se apagaram, bem como a Torre Branca, uma antiga fortificação otomana adotada como símbolo da cidade.

Apoio dos Bálcãs para a Hora do Planeta

Antes da Hora do Planeta, a Bulgária e a Romênia juntaram esforços para organizar um evento entre os dois países. Sob o nome de "Economia de baixo carbono - oportunidades de negócio e desafios", o evento foi organizado pelo WWF, o Conselho Britânico e as embaixadas britânicas de Sófia e Bucareste.

"Queremos conscientizar o setor privado já que enfrentar as mudanças climáticas requer uma transição para um economia de baixo carbono", afirmou Kanstantin Ivanov, Chefe de Comunicações e Marketing do WWF em Sófia. "Várias empresas estão aproveitando as oportunidades criadas pelas mudanças climáticas por meio de soluções inovadoras, enquanto aumentam seu volume de vendas e seus lucros", destacou.

Na noite, uma procissão de pessoas carregando velas e lanternas caminharam na parte central de Sófia e depois aproveitaram um concerto acústico no coração da cidade.

Na Bulgária, os prédios da Assembléia Nacional, o Palácio Nacional de Cultura e o Banco Nacional Búlgaro foram apagados para o evento.

Na Romênia, as luzes do Palácio do Parlamento, um dos prédios mais altos do mundo e certamente o maior prédio parlamentar, foram apagadas. Ele consome em uma hora o que uma casa consome normalmente em um ano, ou o que uma cidade de 20.000 pessoas consome em uma hora. As luzes do Palácio do Parlamento serão apagadas por Luminita Tanasie, o diretor do Programa Romeno do WWF para os Danúbio-Cárpatos, junto com Roberta Anastase, o presidente da Câmara de Deputados Romenos.

Outros prédios notáveis que serão apagados incluem o Athenaeum Romeno, a Casa de Ópera de Romênia em Bucareste e o Muséu Nacional de Artes.

Na Ucrânia, a capital Kiev liderou outras 16 cidades na adesão à Hora do Planeta pela segunda vez. Em Kiev, as luzes do movimento boulevard Kreschatik e do monastério ortodoxo cristão histórico Kievo-Pecherskaya se apagaram.

O centro histórico de Odessa, incluindo a Ópera e o quarteirão em frente ao mar, também ficaram às escuras. O dia todo, em Kiev, as pessoas podiam assistir a filmes no parque da cidade, projetadas com energias alternativas como eólica, solar e energia recebido por bicicletas elétricas movidas a esforço humano.

Cerca de 50 restaurantes da rede popular Kozyrna Karta ofereceram aos seus clientes um jantar a luz de velas ao redor da Ucrânia. Na cidade de Poltava, a Sociedade de Astronomia convidou as pessoas para um evento de "astronomia de rua" onde puderam olhar para estrelas com as luzes apagadas.

Na Sérvia, os Eco Mosqueteiros de Belgrado mais uma vez iniciaram atividades antes da Hora do Planeta. Armados com argumentos convincentes e material de divulgação da Hora do Planeta, eles pediram às transeuntes que apagassem suas luzes às 20:30. Em caixas da Hora do Planeta, eles coletaram mensagens a serem distribuídas às autoridades sobre a importância de enfrentar as mudanças climáticas.

Os Eco Mosqueteiros se juntaram a um dos monumentos do inventor Nikola Tesla (1856-1943). Um dos pais da energia comercial, Tesla foi "recrutado" como embaixador da Hora do Planeta por causa do seu jeito de pensar e sua pesquisa, fortemente influenciada pelo planeta.

O monumento de Nikola Tesla também "vestiu" uma camiseta da Hora do Planeta.

Na segunda maior cidade da Sérvia, Novi Sad, pessoas se aglomeraram na histórica Fortaleza Petrovaradin. No planetário, visitantes receberam uma palestra sobre as mudanças climáticas e foram convidados a olhar para um conjunto mais brilhante de estrelas.

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