Pular para o conteúdo principal

Sagrado (96º episódio): Cristãos católicos

Quinto episódio tratando do tema Fome versus vontade de comer. O padre Antonio Manzatto está de volta para responder às perguntas:
1) Com a exploração do homem pelo homem, surgem as desigualdades sociais. Enquanto alguns acumulam riquezas, outros sofrem a falta de bens básicos para sobreviver. Muitas vezes, a própria religião é acusada de promover a desigualdade. O que a religião fez e pode fazer para transformar essa realidade?
e
2)  Por que Deus criou seres como nós, com desejos insaciáveis que geram sofrimento e ameaçam nossa sobrevivência?
 
Oscar Magrini cita um provérbio chinês: “Sempre fica a fragrância na mão daquele que oferece uma rosa”.
 
 
 
 
 
 
Essas perguntas da série são meio estranhas, meio falaciosas e tendenciosas. Por que se usou ‘muitas vezes’, e não ‘há casos em que’ na afirmação que antecedeu lá a primeira pergunta? Será que existem realmente exemplos tão abundantes da religião promovendo a desigualdade? É uma coisa a se questionar!
 
Ao responder à segunda pergunta, o padre perdeu uma grande chance de agir também em defesa da fé cristã. Ele poderia afirmar que Deus não nos criou com desejos insaciáveis que geram sofrimento e ameaçam nossa própria sobrevivência, mas que Ele nos fez perfeitos e que as imperfeições vieram com a queda, com o fato de passarmos a ter uma natureza corrompida, tendenciosa ao pecado. Há pessoas nesse Brasilzão, que é um país de maioria cristã, que não sabem disso; acham que o homem tem todos esses problemas (causados pelo pecado) porque Deus nos quis fazer assim mesmo. O padre devia ter defendido mais a fé cristã em sua palavras.
 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Deus pegou no meu bilau

Bom pessoas e mudando um pouco de assunto, deixo pra vocês um texto muito bom do Marcos Botelho , leia e não esqueça de comentar. É lógico que você ficou escandalizado com o título desse artigo, não era para ser diferente, você é um brasileiro que cresceu com toda cultura e tradição católica latino americana onde os órgãos sexuais são as partes sujas e vergonhosas do corpo humano. Mas não é assim que Deus vê e nem que a bíblia fala do seu e do meu órgão sexual, a bíblia está cheia de referências boas sobre o sexo e sobre os órgãos sexuais, mesmo percebendo claramente que os tradutores tentaram disfarçar. Na narração de Gênesis 2.7 vemos Deus esculpindo o homem do barro, isso foi um escândalo para os outros povos e religiões, principalmente para os gregos que acreditavam que nenhum deus poderoso poderia tocar na matéria, principalmente no barro como um operário fazia. Hoje não temos a dificuldade de acreditar que Deus, na criação, sujou a mão de barro, mas temos tremenda dificuldade d...

O que aprendi com Esaú

Por Gonzaga Soares Gosto dos coadjuvantes da bíblia. Me identifico com eles, não sei ao certo o motivo. Talvez por não estarem sob os holofotes da trama, na qual figuram em plano secundário. Na historia dos gêmeos bíblicos, o foco narrativo é centrado em Jacó, restando a Esaú o papel de coadjuvante na trama de seu irmão. Todos conhecem a historia de Jacó, um relato bíblico cheio de intrigas, trapaças, traições e temor. Desde da primeira vez que li o texto bíblico, simpatizei com Esaú, que diante da traição da mãe e do irmão, sempre demostrou um caráter admirável. E como em um filme ou romance literário em que você torce pelo mocinho, que sofre com as maldades do vilão, eu torcia para que no final da história Esaú desse uma boa sova em Jacó. No entanto, o final da história é surpreendente e contraria todos os romance e filmes, em uma manifestação de pura graça.  Quando Jacó resolve regressar do seu exílio de vinte anos imposto pelo pecado que cometera contr...

O Natal por Caio Fábio

NATAL CONFORME A NATA DE CADA ALMA Paulo disse que não era mais para se guardar festas religiosas como se elas carregassem virtude em si mesmas. Assim, as datas são apenas datas, e as mais significativas são aquelas que se fizeram história, memória e ninho em nós. Ora, o mesmo se pode dizer do Natal, o qual, na “Cristandade”, celebra o “nascimento de Jesus”, ou, numa linguagem mais “teológica”, a Encarnação. No entanto, aqui há que se estabelecer algumas diferenciações fundamentais: 1. Que Jesus não nasceu no Natal, em dezembro, mas muito provavelmente em outubro. 2. Que o Natal é uma herança de natureza cultural, instituída já no quarto século. De fato, o Natal da Cristandade, que cai em dezembro, é mais uma criação de natureza constantiniana, e, antes disso, nunca foi objeto de qualquer que tenha sido a “festividade” da comunidade dos discípulos originais. 3. Que a Encarnação, que é o verdadeiro natal, não é uma data universal — embora Jesus possa ter nascido em outubro —, mas sim um...