quarta-feira, 31 de março de 2010

Sagrado (114º episódio): Cristãos católicos

Segundo episódio abordando o tema Meio-ambiente. O padre Antonio Manzatto aparece novamente representando o catolicismo e responde às perguntas:
1) A religião transmite o real valor da natureza para a nossa vida?
e
2) A religião não deve ser um ferramenta a serviço da sustentabilidade?
 
Tony Ramos cita Goethe: “A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas”.
 
 
 
 
 
Boas as respostas do padre Antonio!
 
Bem que o questionamento feito na segunda pergunta não deveria estar no ar, não?! Pensem comigo: se a religião – que no caso do mundo ocidental prevalece o cristianismo – tivesse sempre suscitado essa preocupação em seus seguidores, não deveria haver cobranças hoje, por parte de ninguém, com respeito à sua influência nessa área, não acham? Será que as Escrituras não têm nada que estimule o judeu e o cristão a preocupar-se com a natureza? Ou será que falhamos em não ver essa área da tão falada mordomia cristã? (Ainda nos lembramos do que vem a ser isso?) Será que a certeza de que o mundo um dia vai acabar, e de que em um outro momento tudo será renovado, nos levou a por nosso bem-estar acima do bem-estar do resto da criação (plantas e animais)? Quem aí pode responder a essas questões?

terça-feira, 30 de março de 2010

Sagrado (113º episódio): Muçulmanos

Hoje inicia-se um novo tema: Meio-ambiente, um assunto bem atual e importante nesses dias que vivemos ouvindo coisas e mais coisas sobre crise ambiental global, desenvolvimento sustentável e outros temas correlatos. Sami Armed Isbelle representa o islamismo e responde às perguntas:
1) Se as religiões consideram a natureza criação divina, elas não deveriam ser mais atuantes no combate à sua devastação?
e
2) As religiões nos revelam a importância da natureza? Elas não são capazes de nos mobilizar para preservá-la?
 
Stenio Garcia cita Aristóteles: “Em todas as coisas da natureza existe algo de maravilhoso”.
 
 
 
 
 
Segundo o que o Sami falou em suas respostas, o islamismo não precisa ter essa atuação mais enérgica em defender a natureza e tampouco é incapaz de mover o homem nesse sentido, como o narrador questiona, pois a religião possui princípios que estimulam o homem a essa prática. Como discurso isso é bonito; entretanto, não sei dizer se as pessoas/países islâmicos costumam ter uma grande zelo pela conservação do meio-ambiente. Talvez o Oráculo Google possa dar uma resposta. Também seria interessante fazer como os bereianos e ir ver onde estão no Corão (ou Alcorão) esses princípios que o Sami falou.
 
A matéria “Como explorar a riqueza da floresta sem destruí-la” cujo título aparece durante o vídeo faz parte de uma série especial do jornal Bom Dia Brasil. Acesse-a por aqui.

Joyful 'toon: O terceiro dia

Joyful 'toon mais recente, o de número 154.
 
 
    Joyful 'toon 155_The third day PT.BR
 
 
 Comentário do autor:
O diabo trancou Jesus em seu calabouço da morte pelo primeiro e segundo dias após a crucificação. Mas no terceiro dia Jesus escapou, e nesse processo destruiu aquele que detinha o poder da morte, o diabo.
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Sagrado (112º episódio): Religiões afro-brasileiras

Sétimo e último episódio tratando do tema Essência do ser humano. Etiene Sales responde às perguntas:
1) O ser humano é capaz de se transformar para melhor?
e
2)  As doutrinas religiosas também influenciam ou modificam nossa essência?
 
Juliana Paes cita Sófocles: “Há muitas maravilhas neste mundo, mas a maior de todas é o homem”.
 
 
 
 
 
Olha aí um não cristão com uma palavra interessante! Disse o Etiene: “Toda transformação sempre será possível desde que a pessoa queira mudar e buscar o melhor (…)”. Transformar-se em algo melhor sozinho, ou seja, por esforço próprio, é algo difícil ao homem e se tomarmos isso pelo lado puramente espiritual, veremos que é impossível. Precisamos da ajuda de Deus para nos convertermos em algo realmente melhor.
 
Nenhuma religião ou ideologia social modifica a essência do ser humano”, disse o Etiene. Confesso que não sei concordar ou discordar com o que ele diz! E você, sabe? Estes sete episódios abordando a essência do homem não solucionaram totalmente minhas dúvidas a respeito do assunto, mas me instigaram a buscar respostas, esclarecimentos – espero que todos que nos achamos assim os encontremos.

O dia sem nome !

Foto: Gonzaga Jr - GonzagassFotos

Por Philip Yancey

No estado de Louisiana, nos Estados Unidos, uma mulher está enterrada no cemitério de uma igreja episcopal num bosque onde há carvalhos com mais de 150 anos. Apenas uma palavra está gravada na sua lápide: “Esperando.”

Uma amiga minha conhece um pastor idoso que proferiu um sermão inspirador na Sexta-feira Santa intitulado: “É sexta-feira, mas domingo está chegando.” Numa cadência que cresceu em ritmo e volume, o sermão contrastou a situação do mundo na sexta-feira, quando parecia que as forças malignas haviam triunfado, com a situação do domingo da Páscoa. Os discípulos que sobreviveram àqueles dias nunca mais duvidaram de Deus. Eles aprenderam que quando Deus parece mais ausente, Ele na verdade está mais próximo do que jamais esteve.

Apesar disso, o sermão não mencionou um dia, "sábado", aquele dia sem nome. O que os discípulos viveram em escala menor, nós o experimentamos em escala universal. É sábado no planeta Terra; será que o domingo algum dia chegará?

Aquela sexta-feira escura no Gólgota pode ser chamada santa devido ao que aconteceu no domingo. A Páscoa causou uma ruptura no universo que despencava rumo à decadência. E algum dia Deus ampliará o milagre da Páscoa em escala universal.

Entrementes, nós aguardamos com esperançosa expectativa, vivendo nossas vidas, naquele dia de sábado, "um dia sem nome".

É sábado, mas o domingo está chegando.

Clique no link abaixo e veja um vídeo com um trecho deste sermão.

Madre Tereza de Calcutá - Servindo ao mundo

Foto: Imagens do Google

Agnes Gonxha Bojaxhiu ou, como o mundo a conhece, Madre Tereza de Calcutá, nasceu em Skopje na Macedônia, em 26 de agosto de 1910. Sua família era de descendência albanesa. Aos 12 anos de idade, Agnes sentiu poderosamente o chamado de Deus e soube de imediato que tinha de ser uma missionária para espalhar o amor de Cristo.

Seis anos mais tarde, cada vez mais convicta de sua vocação, solicitou a admissão na Congregação das Irmãs do Loreto que trabalhava em Bengala, mas teve primeiro de aprender a língua inglesa em Dublim. De Dublim foi enviada para a Índia em 1931 a fim de iniciar seu noviciado em Darjeeling no colégio das Irmãs de Calcutá.

No dia 24 de maio de 1931, fez a profissão religiosa, e emitiu os votos temporários de pobreza, castidade e obediência tomando o nome de "Teresa".

De Darjeeling passou para Calcutá, onde exerceu, durante os anos 30 e 40, a docência em Geografia no colégio bengalês de Sta. Mary, também pertencente à congregação de Nossa Senhora do Loreto. Impressionada com os problemas sociais da Índia, que se refletiam nas condições de vida das crianças, mulheres e velhos que viviam na rua e em absoluta miséria, fez a profissão perpétua a 24 de maio de 1937.

Com a partida do colégio, fez um curso rápido de enfermagem, que veio a tornar-se um pilar fundamental da sua tarefa no mundo.

Em 1946, decidiu reformular a sua trajetória de vida. Dois anos depois, e após muita insistência, o Papa Pio XII permitiu que abandonasse as suas funções enquanto monja, para iniciar uma nova congregação de caridade, cujo objetivo era ensinar as crianças pobres a ler.

No dia 21 de dezembro de 1948, foi-lhe concedida a nacionalidade indiana. A partir de 1950 empenhou-se em auxiliar os doentes com lepra.

Em 1965, o Papa Paulo VI colocou sob controle do papado a sua congregação e deu autorização para a sua expansão a outros países. Centros de apoio a leprosos, velhos, cegos e doentes com HIV surgiram em várias cidades do mundo, bem como escolas, orfanatos e trabalhos de reabilitação com presidiários.

Servindo ao mundo

Ao primeiro lar infantil ou "Sishi Bavan" (Casa da Esperança), fundada em 1952, juntou-se o "Lar dos Moribundos", em Kalighat.

Mais de uma década depois, em 1965, a Santa Sé aprovou a Congregação Missionárias da Caridade e, entre 1968 e 1989, estabeleceu a sua presença missionária em países como Albânia, Rússia, Cuba, Canadá, Palestina, Bangladesh, Austrália, Estados Unidos da América, Ceilão, Itália, antiga União Soviética, China etc..

O reconhecimento do mundo pelo seu trabalho concretizou-se com o Templeton Prize, em 1973, e com o Nobel da Paz, no dia 17 de outubro de 1979.

Madre Tereza morreu em 1997 aos 87 anos, de ataque cardíaco, quando preparava um serviço religioso em memória da Princesa Diana de Gales, sua grande amiga e falecida ela própria 6 dias antes, num acidente de automóvel em Paris.

Tratado como um funeral de Estado, vários foram os representantes do mundo que quiseram estar presentes para prestar a sua homenagem. As televisões do mundo inteiro transmitiram ao vivo durante uma semana, os milhões que queriam vê-la no estádio Netaji. No dia 19 de outubro de 2003, o Papa João Paulo II beatificou Madre Teresa.

O seu trabalho missionário continua através da irmã Nirmala, eleita no dia 13 de março de 1997 como sua sucessora.

Um de seus pensamentos era este: “Não usemos bombas nem armas para conquistar o mundo. Usemos o amor e a compaixão. A paz começa com um sorriso”.

Por tudo que representou, e por seu imenso legado, seu testemunho cristão, sua obra, seus escritos e sua vida de dedicação e amor a Deus e ao próximo, Agnes Gonxha Bojaxhiu foi uma das grandes almas femininas que já caminharam entre nós e uma lição real para nós cristãos que para Jesus importa o que fazemos e não o que falamos.

Fonte: Wikipedia

Hora do Planeta é celebrada ao redor do mundo



Hora do Planeta é celebrada em 11 fusos horários na Rússia

Os cidadãos de Moscou comemoraram animadamente a Hora do Planeta ao som do grupo convidado de percussão STOMP - conhecido mundialmente por usar objetos do dia-a-dia como instrumentos musicais e, especialmente, por seu uso de tampas de latas de lixo. Realizaram uma aula para os presentes e um concerto como parte do seu tour pela Europa do Leste.

No entanto, a Hora do Planeta começou neste país, o maior do mundo, 11 fusos horários mais cedo, com cidadãos de Petropavlosk-Kamchatksky apagando suas luzes na mesma hora que os cidadãos de Fiji. Pela primeira vez, os Mongóis também se juntaram à Hora do Planeta reunindo um grupo incrível - e bem resistente considerando as temperaturas gélidas do momento - de 3.000 pessoas na Praça Sukhbaatar na capital Ulaan Batar.

Esses dois países participaram do movimento global Hora do Planeta que reúne centenas de milhões de pessoas em mais de 4.000 cidades e comunidades em 125 países.

Na capital cazaque Astana, as luzes se apagaram no monumento nacional Astana-Baiterek, como também em vários prédios públicos incluindo o Palácio Presidencial, a Corte Suprema e o Palácio da Independência. Cerca de 90 cidades cazaques aderiram à campanha da Hora do Planeta.

A maioria das pontes famosas de Moscou se juntaram à Prefeitura, Universidade de Moscou e Arena de Esportes de Lujniki e outros ao apagarem suas luzes durante a Hora do Planeta. As luzes também se apagaram na Pequena Arena de Esportes de Lujniki.

sábado, 27 de março de 2010

A contagem acabou...



Hoje das 20:30 às 21;30 o mundo apagará suas luzes em um ato simbólico. É hora de tomarmos uma atitude em relação às questões ambientais. É hora de pararmos com o consumo desenfreado, inconsciente e inconsequente. É hora de dizermos aos nossos governantes que nós nos importamos ... sábado, 27 de Março de 2010, das 20:30 às 21:30 é a Hora do planeta!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Falta 1 dia para a Hora do Planeta !

Sem sentido

Pintura de Ludwig van Beethoven compondo a Missa Solemnis (Joseph Karl Stieler, 1820, em Wikimedia Commons) Ludwig van Beethoven. Um dos maiores gênios e pilares da música ocidental, enfrentou inúmeras dificuldades físicas, financeiras e sociais, criando obras fantásticas, libertadoras, profundas e eternas. Acho que não preciso gastar meu tempo falando da vida dele e nem sua grandeza no campo das artes. Enfim, uma rápida leitura em sua biografia e torna-se muito mais fácil ver a infinidade do Deus criador nela, do que em quaisquer manifestações delegadas à Ele, que tanto vemos por aí.

 

Há 200 anos atrás, esse garotão produziu uma bagatela chamada Für elise ou "Para Elisa". Ao que tudo indica, a fez para uma senhora, a quem proporia casamento, chamada Therese Malfatti (Elisa seria um pseudônimo para evitar qualquer semelhança). Essa peça é mundialmente conhecida, é bastante complexa e tem uma intensidade que, se ouvida dentro do silêncio, pode nos emocionar profundamente.

 

Não sei se Beethoven tinha noção completa de sua capacidade ou da qualidade e profundidade de suas obras. Mas fico pensando o que ele pensaria se voltasse a viver conosco nos dias de hoje e, depois de se estressar amargamente com todo o caos tecnológico que, felizmente, não existia em sua época, ligasse para sua nova operadora de telefone e, após horas e horas sendo pentelhado, escutasse sua famosa Für Elise transformada em um barulhinho irritante. Ou então, estivesse em sua nova casa e, de repente, ver o tiozão do gás a 20 km/h na rua e... lá estava sua Für Elise amolando novamente.

 

Essa obra, como muitos outros casos, foram completamente (ou bastante) banalizadas. Já não soa como deveria soar. Já não nos toca como deveria nos tocar. Apenas quem a conhece no passado a aprecia com seu devido valor.

 

Isso tudo me levou a olhar o lado que mais tem efeito em minha vida. Durante 16 séculos a maior das obras foi escrita: a bíblia. A obra perfeita. As palavras transformadoras, os ensinos atemporais de um Jesus que era indignado com as barreiras da sociedade em sua época. E então me pergunto.. o que aconteceu com o valor, com o efeito, com o sentido de palavras e expressões como misericórdia, glória, aleluia, vaso, fogo, benção (ou bença), sangue de Jesus, setas, brecha, cabeça e cauda, vitória, campanha, explosão de milagres, abrir a tal porta, cura, restituição, apostólico, revelação, unção, pisar na cabeça do diabo, vontade de Deus, varão, servo, irmão, arca, semeadura e principalmente paz do Senhor (ou graça e paz pra ninguém se sentir excluído).

 

Muitas dessas palavras até foram inventadas por nós, de uma forma conveniente e tendenciosa. E ninguém mais suporta ouví-las. Irracionalmente, todos os dias essas palavras e expressões (a lista não tem fim) são vomitadas em discursos prontos e ninguém pensa no verdadeiro sentido e valor de cada. E, comparado à estorinha de Beethoven, tantas outras que possuem uma profunda carga semântica, como a Misericórdia, que é o sentimento profundo de dor e compaixão de Jesus por causa de nossa fraqueza resultando num ato intenso de amor e perdão, e são proferidas de forma banal e vulgar, como se já não valessem de nada.

 

Beethoven que nos desculpe. Deus que nos perdoe.

 

Fonte: Túlio Benedetti em Unção outros não via Genizah; imagem de Wikimedia Commons

Sagrado (111º episódio): Judeus

Sexto episódio tratando do tema Essência do ser humano. Sérgio Margulies responde às perguntas:
1) Onde está nossa essência?
e
2)  Se realmente somos criação de um Deus bom, como explicar tanto mal?
 
Nathalia Timberg cita Rousseau: “Se é a razão que faz o homem, é o sentimento que o conduz”.
 
 
 
 
 
Essa questão levantada pelo ser humano a respeito de nossa essência parece ser difícil de ser respondida, hein? Foram boas as palavras do Sérgio na resposta à primeira pergunta; entretanto, não ficou muito claro nelas o que é essa essência. É o lado racional mais o lado espiritual ou ele quis dizer que era o lado espiritual, que vem como complemento do lado racional?
 
Legal também a resposta do Sérgio à segunda pergunta; entretanto [ói o entretanto de novo], por que não explicar pras pessoas que o mal praticado pelo homem é consequência de nossa natureza pecaminosa? Que isso é consequência da queda lá no Éden? Cristãos e judeus deveriam falar mais disso, chamar a atenção para isso. Será que os representantes dessas religiões partem do princípio de que praticamente todo o mundo já sabe disso e que, portanto, não precisam ficar explicando essas coisas? Eu acho o povo num sabe disso não! Ou… não entende bem isso! O povo carece duma explicação.
 
A título de curiosidade, e como dica de leitura, aqui vão os links de três matérias cujos títulos aparecem no vídeo: Bondade é explicada pela ação dos hormônios, dizem cientistas, Para cientistas, guerra faz parte da natureza humana e Palestinos x judeus: o histórico do conflito.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Como lidar com crentes difíceis?

Achei a capa de um livro aí nas andanças na net e na hora me surgiu logo a ideia de fazer uma montagem. Resultou nisso aí abaixo. Clica na imagem para ampliar.
 
Como lidar com crentes difíceis
 
E aí? Se amarrou na dica de leitura? Queres adquirir essa obra-prima? :-)))))
 
Veja o livro original aqui.

Sagrado (110º episódio): Espíritas

Quinto episódio tratando do tema Essência do ser humano. Cesar Reis responde às perguntas:
1) Existe um elemento essencial a todos os seres humanos?
e
2)  Evoluímos material e intelectualmente, mas insistimos em erros de ordem moral e ética. Como é possível sermos tão contraditórios em nossa essência?
 
Carlos Vereza cita John Donne: “Nenhum homem é uma ilha, completo em si próprio. Cada ser humano é uma parte do continente, uma parte de um todo”.
 
 
 
 
 
Epa, Cesar!!!! Que negócio é esse de afirmar que os textos sagrados de todas as religiões defendem que somos deuses? As escrituras de todas as outras podem até defender isso, mas não as escrituras sagradas do cristianismo e do judaísmo (e, talvez, a do islamismo também)!! A bíblia chega sim a registrar a afirmação de que somos deuses, mas não a defende, não estabelece isso como doutrina. Talvez o Cesar tenha se lembrado da passagem em Salmos 82:6 citada por Jesus em João 10:34. Se for isso mesmo, então ele precisa ler o artigo: O que a Bíblia quer dizer com “vós sois deuses” em Salmo 82:6 e João 10:34? A leitura também é recomendada aos cristãos. Leiam, tirem suas dúvidas e aprendam a defender-se de um eventual questionamento que seja baseado nessas passagens bíblicas aí. Isso é apologética!

Faltam 2 dias para a Hora do Planeta: Superpoderes

quarta-feira, 24 de março de 2010

Overdose de Deus

Happy summer [Paul Paladin em www.123rf.com]
 
 
Você desejaria overdose de Deus? Hum? Sim? Não? Pois aqui vai um excelente texto do Hermes Fernandes para ler e meditar nestes dias onde vemos o cristianismo ser desvirtuado por sofrermos a falta de um bom conhecimento de nossa fé e das Escrituras.
 
 
Há um tema sempre reincidente nos louvores atuais: “Mais de Deus”. Se por um lado, temos a impressão de que as pessoas estão realmente se interessando pelas coisas celestiais, a ponto de não se contentarem com uma espiritualidade rasa, por outro lado, corremos o risco de achar que a obra realizada por Deus em Cristo ainda não foi consumada.

Cantamos que “o melhor de Deus ainda está por vir”. Mas o que queremos dizer com isso? Se estamos declarando com isso que o Espírito Santo nos conduz sempre a uma glória maior, tudo bem. De fato, o melhor sempre está por vir. Porém, temos que cuidar pra que não haja um mal entendido. Pois o “Melhor de Deus” já veio, e Se chama Jesus Cristo. Num certo sentido, quem espera que o melhor de Deus ainda venha são os judeus, que rejeitam Jesus como o Messias prometido.

Definitivamente, Jesus é o Melhor de Deus. Ele poderia ter enviando um anjo, mas em vez disso, enviou-nos Seu único Filho. Alguém ainda se atreve a dizer que o Melhor de Deus ainda está por vir? E mais: “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas?” (Rm.8:32). Tudo o que por ventura desejássemos da parte de Deus, já está incluído em Jesus. Precisamos de mais?
É razoável insistirmos em querer mais de Deus?

Sagrado (109º episódio): Cristãos protestantes

Quarto episódio tratando do tema Essência do ser humano. Ricardo Gondim responde às perguntas:
1) Cada um de nós possui características físicas e emocionais que nós identificam e nos tornam únicos. Mas o que todos o seres humanos têm em comum?
e
2)  Nossa essência é tão ruim a ponto de precisarmos de regras para controlá-la?
 
Oscar Magrini cita Kant: “A missão suprema do homem é saber o que precisa para ser homem”.
 
 
 
 
 
As palavras do Gondim, em suas duas falas, vêm como resposta/contestação à afirmação do budismo de que o homem é bom em sua essência (veja o episódio 106).
 
A quem interessar possa, aqui vão o link de uma matéria cujo título aparece durante o vídeo: “Generosidade humana (aquela em que aparece o nome da Costa Rica)”.

Faltam 3 dias para a Hora do Planeta

terça-feira, 23 de março de 2010

Sagrado (108º episódio): Cristãos católicos

Terceiro episódio tratando do tema Essência do ser humano. Maria Clara Bingemer responde às perguntas:
1) O que todos nós temos em comum afinal? [ou… Qual é a nossa essência?]
e
2)  A fé é parte da essência do ser humano ou é uma imposição cultural?
 
Tony Ramos cita Kant: “Duas coisas me enchem a mente de crescente admiração e respeito quanto mais intensa e frequentemente o pensamento delas se ocupa: o céu estrelado sobre mim e a lei natural dentro de mim”.
 
 
 
 
 
A quem interessar possa, aqui vão o link de duas matérias cujos títulos aparecem durante o vídeo: “Bondade é explicada pela ação dos hormônios, dizem cientistas” e “Biólogos investigam as origens da fé religiosa na evolução do cérebro humano”.

A contagem continua: Faltam 4 dias para a Hora do Planeta

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sagrado (107º episódio): Muçulmanos

Segundo episódio tratando do tema Essência do ser humano. Sami Armed Isbelle responde às perguntas:
1) Qual a diferença entre o nosso comportamento social e o que realmente somos?
e
2)  Se a religião considera que somos criações divinas, como explicar sentimentos tão contraditórios (a exemplo do amor e do ódio)?
 
Stenio Garcia cita John Keats: “A paisagem é admirável, mas a natureza humana o é mais ainda”.
 
 
 
 
 
Em virtude de tudo o que é exposto no vídeo, bem que a citação feita pelo Stenio deveria ser a essa frase aqui de Gandhi “Acreditar em algo e não vivê-lo é desonesto” ou o dito popular “Faça o que digo, e não o que faço”, num era mesmo? He he he he.
 
O Sami mostrou, ao responder a primeira pergunta, que no islamismo a hipocrisia também é algo condenável.
 
O islamismo tem raízes no cristianismo e no judaísmo; entretanto, chega a defender, por vezes, ideias, no mínimo, estranhas. Sami afirma na resposta à segunda pergunta que Deus criou o mal e que não nos criou perfeitos! Em relação à segunda afirmação, sabemos claramente que isso não é verdade. Deus nos criou perfeitos e, se somos imperfeitos hoje, é por causa do pecado. Agora, quanto à primeira afirmação do Sami, lhe digo que é algo difícil de responder. Porquê? Fui buscar algo na net pra esclarecer minhas ideias e me deparei com textos que me deixaram com dúvidas até. Quer ver só? Busque no Google por “Deus criou o mal?”. Sim, sim, eu fiquei com dúvidas e acho que você também, leitor. Sabe que isso e deu uma ideia? Vou fazer uma enquete a respeito!
 
A título de curiosidade, durante o vídeo aparecem o título de duas matérias sendo visualizados na tela de um computador: “Em raras ocasiões as pessoas tomam decisões racionais, dizem cientistas” e “Ver alguém que você inveja levar a pior dá prazer ao seu cérebro”. Se você ficou curioso quanto ao conteúdo delas, clica aí nos links.

Não precisamos ir à igreja...

Foto: Jocum

Por Gonzaga Jr

Outro dia enquanto passava de coletivo por uma avenida da minha cidade, meus pensamentos foram tragados por um inscrição que vi em um pequeno prédio de arquitetura simples e discreto. Na fachada do prédio estava escrito “Aqui se reúne a igreja de Jesus Cristo”. Aquela frase me pegou em cheio, um sorriso invadiu a minha face e me jogou em meio a pensamentos e divagações.

A palavra igreja é a transliteração da palavra grega "eklesia" e significa "chamados para fora". Ela aparece na bíblia 109 vezes e em nenhuma destas vezes com o significado de lugar ou templo, a palavra igreja não é o templo, a organização ou instituição, mas as pessoas, os indivíduos (Mt. 16.18)

Ao ver aquela frase, lembrei da enorme quantidade de agremiações religiosas existentes nos nossos dias que reivindicam o nome “igreja” para elas. Não sei ao certo em que período da história perdeu-se o significado real do que é ser “Igreja”; quando deixamos de ser igreja para estar na igreja. Não busco culpados, não acusarei a Constantino ou mesmo a Roma, não busco juízo ou vingança, mas procuro a redenção, um retorno ao ser ao invés do estar.

Constantemente encontro com pessoas que me interrogam com um ar de autoridade – O que houve, você nunca mais veio a igreja? Ou mesmo leigos que costumam perguntar: "A que igreja você pertence?" Não, também não os culpo, pois no lugar destes que me questionam, se eu visse e ouvisse a infinidade de nomes de instituições religiosas existentes, muitas até com nomes que só perdem em espalhafatices para os seus fundadores, eu também ficaria confuso. A estes respondo: "Pertenço a igreja de Jesus Cristo, embora congregue na denominação evangélica Assembléia de Deus".

Ficou confuso? Espera que eu explico: Acredito fielmente na igreja como corpo de Cristo, e acredito no que fala as escrituras quando afirma que “As portas do inferno não prevalecerão contra ela”, então, igreja somos eu, você e aquela infinidade de filhos ou membros espalhados por este mundão de meu Deus, congreguem eles na Assembléia de Deus, Batistas, Presbiterianas... da vida ou não. Porque para mim igreja é corpo vivo e não concreto armado.

Ao ver aquela frase, sorri porque não me senti só em meio ao que acredito. Sorri porque descobri que nem todos perderam o significado de ser igreja! Sorri porque em meio a tantos nomes absurdos, e, pasmem, até cômicos, vi uma frase na fachada de um templo em que o significado real da palavra igreja estava preservado e cuja placa tive orgulho de pronunciar em alta voz.

Sorri ao ver aquela descrição tão simples e bela nos lembrando que não, não precisamos ir à igreja, mas sim, temos que ser igreja. E somos igreja quando obedecemos ao mandamento do mestre “... Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei" (Jo 15:12). E sendo igreja seremos atraídos involuntariamente aos outros membros do Corpo.

Um abraço e fiquem na paz.


Contagem regressiva para a Hora do Planeta 2010

O silêncio

"Há ocasiões em que o silêncio é ouro, mas há outros em que é pura covardia."
 
J. Blanchard

domingo, 21 de março de 2010

Noa, a voz de Israel!



De volta com o primeiro SomdoMural de 2010, a gente traz até você a voz e o talento de Achinoam Nini ou, como é conhecia internacionalmente, NOA.

Achinoam Nini - אחינועם ניני, nasceu em Israel em 23 de junho de 1969. Seus pais são de origem iemenitas e emigraram para os EUA quando Noa tinha apenas 2 anos de idade.

Com 17 anos ela retorna a Israel para cumprir os 2 anos de serviço militar obrigatório no exército israelense em uma unidade de entretenimento militar, Noa estudou música na Escola Rimon onde conheceu seu parceiro de longa data e colaborador Girl Dor.

Nini possui uma verdadeira reputação internacional. Ela já vendeu mais de um milhão de álbuns e conta com um forte público na Europa, especialmente na Espanha, Itália e França, onde se apresenta com frequência. Ela tem uma voz cristalina acompanhada por vocais de apoio judeus iemenitas que dão à sua música uma rica qualidade étnica. Após ter passado sua infância em Nova York, ela fala inglês de forma impecável e combina vários instrumentos e ritmos para produzir música de vários estilos.

O prestigiado New York Times descreveu Noa como alguém que retira inspiração de Ella Fitzgerald, Joni Mitchell, Prince, música tradicional israelita e canções iemenitas: a variedade extrema de referências reflecte, enfim, a dificuldade, mas canta com artistas árabes.

Suas fortes influências vem de cantores e compositores da década de 60, como Paul Simon, Joni Mitchell e Leonard Cohen. Com uma sensibilidade musical e lírica, e suas raízes iemenitas combinados a forte experiência em Jazz e Rock de Gil Dor deram uma originalidade impar a Noa.

Noa é casada com o Dr Asher Barack. Eles tem dois filhos, Ayehli e Enea, e vivem e Israel.

"Eu carrego uma bandeira multicultural, rompendo barreiras entre religiões", ela disse. "E também estou envolvida em outras coisas - eu sou uma embaixadora da boa vontade da ONU. Então me sinto com alguma função”.










Sobre a sua extensa carreira, ela gravou 4 álbuns em parceria com Gil Dor, outros quatro álbuns internacionais além de um álbum ao vivo com a Filarmônica de Israel, e um CD e DVD ao vivo com The String Quartet Solis.

Uma coleção de canções napolitanas traduzidas para o hebraico, realizado juntamente com o quarteto de cordas Solis, chamado Napoli-Tel Aviv.

Seu último trabalho é uma parceria com a cantora e amiga árabe Mira Awad, parceria esta iniciada a 9 anos e que inclui uma série de concertos e sua polêmica representação de Israel no Eurovision 2009 (festival da canção competitivo que realizado em Moscou) . A participação das duas no evento gerou descontentamento de todos os lados, mundo árabe, israelenses de direita e esquerda, com varias petições para que as duas se retirarem do evento, alegando que elas estariam passando uma imagem falsa de paz.

Contra tudo e contra todos as duas seguem firmes, em sua cruzada pela paz, há seis anos, no auge da segunda infiltrada de Israel e Gaza, elas gravaram uma versão de ‘We Can Work It Out” dos Beatles, que se transformou em um sucesso internacional.

Conhecida como “A voz de Israel”, Nini tem acumulado prêmios e homenagens ao longo de sua cruzada pela paz entre árabes e judeus.

Ela estava no palco em 4 de novembro de 1995, apresentando-se para um público de 50.000 pessoas no histórico comício da paz em Tel-Aviv. A poucos minutos antes do final, Yitchak Rabin foi assassinado. Ela foi a primeira e única grande artista israelense que concordou em ter seu nome afixado nos quadros de aviso para participar do evento.

Em março de 1999 Noa cantou para o presidente Clinton na Casa Branca, no evento realizado pelo "Yitzhak Rabin Foundation" em homenagem ao aniversário de Rabin .

Ela também foi convidada para cantar em Oslo, para o aniversário do acordo de paz assinado ali, diante de uma platéia que incluía o presidente Clinton, Ehud Barak, Yasser Arafat e do rei da Noruega.

Noa foi condecorada com a "pomba da paz" pelo Nobel da Paz Shimon Peres, e se apresentou e colaborou em várias ocasiões com o "Centro Peres”.

Em fevereiro de 1999, Noa apareceu junto com Steven Spielberg para a Fundação Shoah, em Berlim. Naquele mesmo mês, ela foi homenageada com o "Crystal Award" pelo "World Economic Forum" em Davos, na Suíça,.

Noa, em 2001, foi novamente convidada a participar do Fórum Econômico Mundial em NY, onde se apresentou ao lado de Phil Ramone,Quincy Jones, Bono, Peter Gabriel, Lauryn Hill, India Arie e muitos outros. Neste concerto especial cantou "Imagine" de John Lennon juntamente com o cantor argelino Khaled, em hebraico, Inglês e Árabe.

Em maio de 2002, Noa participou em um concerto no "Coliseu de Roma", sob a bandeira da "Time for Life-Um tributo para a Paz". O evento contou com Ray Charles, Mercedes Sosa, Khaled, Nicola Piovani e vários artistas do Afeganistão, Sarajevo, Belgrado, África e Irlanda. Milhares assistiram ao concerto em telões gigantes.

Em 16 de outubro de 2003, Noa foi nomeada "embaixadora da boa vontade" para a FAO (Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas). Numa cerimonia que teve lugar em Roma, ela se juntou ao embaixado de celebridades como Roberto Baggio, Dee Dee Bridgewater, Debbie Ferguson, Gilberto Gil, Gina Lollobrigida, N'Dour Yousou, Khaled e Dionne Warwick.

Em 3 de abril de 2005 Noa se tornou a primeira mulher a receber a "medalha de ordem Galileo Galilei" do "Grande Oriente", o braço italiano da maçonaria.

Em 7 de agosto Noa recebeu o prestigioso "Gemona Seminário" prêmio de excelência artística e sua contribuição para a paz e compreensão.

Em junho de 2006, o embaixador italiano em Israel notificou Noa de que o Presidente da República Italiana, decidiu conceder-lhe o prestigiado "Stella de la Republica" (a Estrela da República), com o estatuto de "Cavalliere" (cavaleiro). Essa é a mais alta honra que a Itália tem para dar a um civil.

Noa é um dos poucos talentos do mundo que podem juntar emoções com uma música de alta qualidade, para transmitir uma mensagem de paz e compreensão. Ouça e maravilhe-se com a voz e o talento desta mulher fantástica.








sexta-feira, 19 de março de 2010

1 bilhão de pessoas apagarão suas luzes pelo planeta!



A Hora do Planeta começou em 2007, em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram do movimento. Em 2009 o Brasil participou pela primeira vez, da hora do planeta que superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro.

Além da participação de artistas, atletas e apresentadores famosos que voluntariamente ajudaram na campanha de mobilização. Em 2010 a Hora do Planeta vai mobilizar cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.

Faça parte também desta grande mobilização, e apague também as luzes da sua casa das 20h30 até às 21h30 no dia 27 de março.

Saiba tudo sobre a Hora do Planeta 2010 acessando: WWF-Brasil ou www.horadoplaneta.org.br

Sagrado (106º episódio): Budistas

Hoje começa mais uma rodada de vídeos abordando um tema diferente. O assunto agora é Essência do ser humano e ele servirá para esclarecer diferenças fundamentais entre as religiões abordadas pela série. Rinchen Khyenrab responde às perguntas:
1) Como espécie os seres humanos são naturalmente bons e solidários?
e
2)  Somos bons ou ruins por natureza ou agimos por influência do meio em que vivemos?
 
Christiane Torloni cita Terêncio: “Eu sou homem e nada do que é humano me é estranho”.
 
 
 
 
 
O budismo choca-se com o cristianismo ao dizer que “Em essência todo ser humano é bom (…)”. O homem, na verdade, já nasce pecador e tendencioso ao mal. Jesus mesmo afirmou isso, e está registrado em Mateus 7:11: “Se vocês, apesar de serem maus, (…)”. Leia também Romanos 3:9-23 e Gálatas 5:19-21. Agora, o homem tem dentro de si uma espécie de capacidade mínima para a prática do bem. É como se fosse uma “amostra grátis” do que Deus realmente proporciona ao home renovado por Cristo (ver Gálatas 5:16;22-24). Há um certo trecho nos primeiros capítulos de Romanos que corrobora o que digo (só não lembro o capítulo e versículos).
 
Alguém aí entendeu o que o lama fala no fim da primeira resposta? “(…) se refletirmos na nossa essência e na ‘co…bdade’ que nos guia”. Que raio de palavra é essa? Que conceito é esse?
 
A segunda pergunta é claramente uma repetição da primeira só que, pelo jeito como foi formulada, permite uma resposta um pouco diferente. Na resposta do lama parece haver uma contradição, notaram? Ele diz que a essência última do ser humano é a essência do amor, da generosidade, do companheirismo e da solidariedade; porém, se é ÚLTIMA, não seria uma essência ainda a ser atingida/alcançada? Na primeira resposta ele disse que todo homem era bom em essência, o que dava a entender que isso já é um estado primeiro/primordial!!!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sagrado (105º episódio): Judeus

Sétimo e último episódio dentro do tema  Corrupção. O rabino Sérgio Margules responde às perguntas:
1) Por que até mesmo os líderes religiosos estão sujeitos a agir com práticas ilegais?
e
2)  Será que os valores religiosos não têm sido capazes de ser mais atrativos que os apelos financeiros da corrupção?
 
Nathalia Timberg cita Aristóteles: “O homem livre é senhor de sua vontade e escravo somente de sua consciência”.
 
 
 
 
 
Excelente resposta a do Sérgio à primeira pergunta! É isso mesmo, todos os personagens bíblicos são falíveis (lembrando que a bíblia judaica tem só o Antigo Testamento) e nós também, e as escrituras não escondem isso.  E devemos buscar o aperfeiçoamento com a ajuda divina.
 
Boa também a segunda resposta, se bem que a primeira resposta até serviria para a segunda pergunta.
 
Não há justificativa ou desculpas para a prática da corrupção, nem a desigualdade social o é!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sagrado (104º episódio): Espíritas

Sexto episódio dentro do tema  Corrupção. Cesar Reis responde às perguntas:
1) Como explicar quando a fé é utilizada para se conseguir vantagens materiais?
e
2)  A religião não deveria estar mais presente no combate à prática da corrupção, que prejudica tantas vidas?
 
Carlos Vereza cita Aristóteles: “Quanto à virtude, não basta conhecê-la, devemos tentar também possuí-la e colocá-la em prática”.
 
O vídeo deste episódio não está disponível no Globo Vídeos. Você vai ter de assistí-lo no site da série mesmo. Clique na imagem abaixo e lá na página escolha o vídeo do dia 25/02/2010.
 
 image
 
 
 
Interessante a afirmação do Cesar dissociando fé de religiosidade (‘religiosidade’ no sentido  negativo). Só tenho a impressão, entretanto, que em um episódio passado ele mesmo proferiu umas palavras que demonstravam crer o espiritismo na salvação por obras, coisa que reflete, no fim das contas, a manifestação de ‘religiosidade’ justamente nesse sentido negativo, ou seja, o de apego/zelo por seguir dogmas, regras e leis.
 
Ao responder à segunda pergunta, o Cesar parece querer usar um trecho bíblico para dar força ao seu argumento – mais especificamente a fala de Jesus em Mateus 18:7: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo!” –, mas não cita a referência, nem sequer para dizer que é advertência de Jesus. Será que os espíritas têm receio de falar o nome de Jesus? É sabido que eles leem a Bíblia, se bem que a interpretam erroneamente. O fato do Cesar defender que as religiões devem ensinar seus adeptos a não praticar a corrupção reflete claramente a falta de conhecimento de Deus por parte do espiritismo, pois se o conhecessem, saberiam que o Espírito Santo capacita o homem a não se corromper, ajudando-o a discernir bem o que é certo e o que é errado.
 

Joyful ‘toon: Transformação

Esse não é o Joyful ‘toon mais recente; é o de número 32. Ele continua a sequência que iniciamos com o número 1 e que estava parada, já há algum tempo, em virtude de estarmos publicando costumeiramente o cartum mais recente.
 
 
   Joyfyl 'toon 32_Transformation PT.BR
 
 
 Comentário do autor:
Este cartum é um lembrete convidando-nos a ler a Bíblia porque ela tem o poder de mudar nosso pensamento e nossa vida.
 
Publicado aqui sob a autorização de Mike Waters (Joyful 'toons).
 
Versão em português produzida pelo próprio autor com o auxílio de tradução do Mural na Net.

Noa e Mira Awad cantando pela paz!

Achinoam Nini, ou simplismente Noa, como é conhecida mundialmente, há muito provoca controvérsia em Israel e na comunidade árabe. Ela já gravou com artistas árabes, se recusou a se apresentar na Cisjordânia ocupada, condenou os assentamentos israelenses ali e cancelou concertos por causa de ameaças de bomba da extrema direita.

Em 2009 Noa deixou a esquerda israelense furiosa. Escolhida para representar Israel no festival da Canção Eurovision que foi realizado em Moscou, Nini pediu se podia levar consigo sua atual colaboradora artística, a atriz e cantora árabe israelense Mira Awad.

O comitê de seleção adorou a ideia de ter tanto uma árabe quanto uma judia na competição pela primeira vez. Mas por coincidir com a guerra de Israel em Gaza e com a ascensão de Avigdor Lieberman, o político ultranacionalista que ameaça os árabes israelenses com um juramento de lealdade, a escolha do comitê foi rotulada por muitos na esquerda e na comunidade árabe como um esforço para embelezar uma situação horrível.

Mira Awad é filha de um médico árabe da Galiléia e de uma mãe búlgara e mora em Tel Aviv. Ela é mais conhecida em Israel como a atriz que aparece em uma popular comédia da TV, além de atuar ultimamente em uma forte peça teatral a respeito do conflito entre israelenses e palestinos, em cartaz no Cameri Theater, em Tel Aviv.

Protestos de todos os lados começaram a surgir, exigindo que a dupla se retirasse da disputa. Entretanto, nem Nini nem Awad se deixaram abalar e continuam firmes em sua cruzada pela paz.




Awad é um dos 1,5 milhões de cidadãos árabes entre os mais de 7 milhões de habitantes de Israel. Há mais 4 milhões de árabes palestinos na Cisjordânia e Gaza que não possuem Estado próprio.

Juntamente com Gil Dor, colaborador artístico das cantoras, prepararam 4 canções, para ser escolhida a que representaria Israel no festival em um painel público. As canções foram compostas com partes iguais de hebreu, árabe e inglês.

A canção escolhida foi “There must be another way” Deve haver uma outra maneira, a canção ficou em 16º lugar no festival. Desta parceria surgiu o álbum Noa e Mira Awad. Intitulado “Deve haver uma outra maneira” com 6 duetos e 3 canções individuais de cada uma.

As duas mulheres já colaboram há quase oito anos. No auge da segunda intifada, há seis anos, elas gravaram uma versão de "We Can Work It Out" dos Beatles, que se transformou em um sucesso internacional.

Nini apesar de admirada em Israel, é mais popular no exterior. Sua música, diferente daquela da maioria dos astros pop, é menos uma reflexão da sensibilidade de seu próprio país e mais um esforço de expressar algo universal - um motivo para o painel ter achado que ela poderia conquistar a quarta vitória de Israel no Eurovision em três décadas.

Os dois principais programas humorísticos de Israel a retratam como mais interessada na Itália do que em Israel, assim como explora Awad para atender seu interesse próprio.

Awad, de origem interracial, também é uma estranha em sua própria terra, uma cantora e atriz árabe-cristã em um país dominado por judeus e muçulmanos.

Isso explica em parte o laço entre elas, dizem as duas mulheres, e também pode explicar a ambivalência com que a escolha delas foi recebida.

Ambas as cantoras e seu colaborador, Dor, disseram que passam muitas horas discutindo o significado de uma nação democrática judaica, o conflito entre israelenses e palestinos e como fazer sua parte para melhorar as coisas.

"Todo mundo é responsável por acrescentar algo em prol da paz e da coexistência", disse Nini. "A nossa contribuição é a música. Nós temos uma amizade real. É claro que discutimos. Mas a beleza é que oferecemos um exemplo de como poderia ser a coexistência."

Contrariando a todos e a tudo, estas mulheres nos dão um exemplo de que a paz é possível e de cada um pode fazer a sua parte. E elas o fazem com um talento único, com interpretações ímpares como a de “We Can Work It Out” de Lennon/McCartney, realmente brilhante. Por todo o talento, a coragem e o grande exemplo Noa e Mira Awad são música para a minha alma!

terça-feira, 16 de março de 2010

Sagrado (103º episódio): Cristãos protestantes

Quinto episódio dentro do tema  Corrupção. O pastor Ricardo Gondim responde às perguntas:
1) Podemos resistir à corrupção, ou todos temos um preço?
e
2)  Como explicar que até pessoas que se dizem religiosas cometam atos de corrupção?
 
Oscar Magrini cita um provérbio popular: “De falso bem o verdadeiro mal vem”.
 
 
 
 
 
Que bom que o Gondim confirmou que todo homem pode errar em virtude de sua natureza tendenciosa ao erro, mas bem que ele podia ter respondido de forma mais direta à pergunta, não? Bem que ele podia ter buscado mostrar, mesmo que em poucas palavras, o caminho para que o homem resista à tentação da corrupção.
 
Observe direitinho que bem que as respostas do Gondim poderiam ser invertidas em relação às perguntas, isto é, dava para por a resposta à primeira pergunta no lugar da segunda, e a segunda resposta no lugar da primeira, não é mesmo? Será que os produtores da série não trocaram os trechos de vídeo na hora da edição final, hein?

Eu sou Jocum!

Eles são Jovens apaixonados pelo evangelho do reino. Eles deixaram tudo, família, estudos e trabalho para atender ao chamado, eles vão em lugares que muitos, às vezes, não querem ir. Eles são jovens com uma missão ou, como são conhecidos mundialmente, simplesmente JOCUM.

O chamado foi feito há muito tempo, não foi algo exclusivo para alguns selecionados, mas para todos aqueles que confessam o nome do Senhor. Então não pergunte se você foi chamado, mas sim se você vai responder a ele. Se você encontra-se nesta jornada e está meio perdido e não sabe como responder ao chamado, veja este vídeo da Jocum Internacional e descubra como atender ao ide do Mestre.


Celebrando 50 Anos Extraordinários!

Foto do próprio site da Jocum


2010 é a marca do 50º aniversário de Jovens Com Uma Missão. As celebrações refletirão a diversidade da Missão e de suas atividades.

A Jocum começou com um sonho, que o estudante universitário Loren Cunningham teve de ondas quebrando na praia e espalhando para o interior de todos os continentes do mundo. Em seu sonho as ondas se tornavam jovens que compartilhavam a mensagem de Jesus com todas as nações.

Naquela época, a ideia de jovens (rapazes e moças) sem treinamento (seminário), envolvidos em trabalho missionário era novidade e inusitada. Mas os primeiros esforços na mobilização de equipes de curto prazo em 1960 foram marcantes para o resto da vida dos que se envolveram, e a Jocum cresceu rapidamente. O lema da Jocum “Conhecer a Deus e fazê-lo conhecido” tem inspirado centenas de treinamentos especializados e oportunidades únicas para jovens de todas as idades explorarem sua fé em Deus e expressarem seu amor por outros.

Clique aqui para ler a história da Jocum.

Hoje, a Jocum opera em mais de 1000 localidades em mais de 150 países. Os obreiros voluntários da Jocum, que são sustentados financeiramente por suas igrejas locais e indivíduos, são mais de 16000, e milhares de outros fazem o curso fundamental da Jocum: a Escola de Treinamento e Discipulado (ETED).

Loren e Darlene Cunningham estão liderando as celebrações do aniversário com uma série de “Jornadas dos Fundadores” em todos os continentes onde eles refletirão junto com os obreiros, alunos e ex-alunos sobre o passado, o presente e o futuro do movimento da Jocum.

Com a mesma visão e entusiasmo com que começou, Jovens Com Uma Missão está reconhecendo no seu 50º aniversário uma oportunidade de se comprometerem com esforços que demonstrarão o amor de Deus e avançar seus propósitos entre as gerações atuais e futuras.

Fonte: Youth With A Mission (www.ywam.org) - site internacional; Conheça também o site brasileiro (www.jocum.org.br).

segunda-feira, 15 de março de 2010

Viva e deixe viver!

Por Ogaiht

Foto: Gonzaga Jr

Filipenses 2:12-13 “...efetuai a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade.

Longe de querer fazer alusão ou apologia à libertinagem e permissividade, concluo que podemos encontrar nessa simples afirmação “Viva e deixe viver” a solução de muitos dos nossos problemas relacionais que temos com nossos amigos, parentes e principalmente as pessoas que estão sobre nossa liderança ministerial.

Quem nunca se angustiou e agoniou por uma pessoa próxima que amamos muito e essa pessoa toma uma decisão sobre o rumo de sua vida que aos nossos olhos e entendimento é um grande vacilo e até uma estratégia emergente e evidente? Existem situações emque nos deprimimos nesse sentido por questões muito menores, que, às vezes, se tratam apenas de uma divergência ideológica e visão de mundo.

De fato, não sabemos deixar viver como Deus nos deixa viver. Lembrando que Ele nos exorta, corrige e orienta; no entanto, não nos confunde nem nos manipula para nos ter ao lado Dele.

Naturalmente temos a tendência de querer “arrebanhar” e viver próximos das pessoas que amamos a qualquer custo, levamos essa idéia de “proximidade” para o âmbito das visões ministeriais e dos relacionamentos em geral.

Temos que dar liberdade ao Espírito Santo para atuar em situações que não podemos mudar ou influenciar, confiar que Ele efetue o “querer” perfeito nas pessoas. A partir disso temos de ter a maturidade para entender que mesmo que o Espírito Santo revele a direção correta das coisas que devemos de fato querer, o homem tem a escolha e livre arbítrio de não querer a direção proposta pelo Espírito Santo, e nem por isso Deus se descabela em desespero.

Vivamos em Paz! Com os outros e com nós mesmos. Façamos nossa parte orando, aconselhando, exortando em amor e dando bom exemplo de tudo isso.

Deixar viver às vezes é doloroso, assim como pra Deus é doloroso ver a destruição do homem em suas escolhas erradas. Deixar viver é maravilhoso porque revela a verdade. Deixar viver alegra o coração de Deus, pois em meio a tantos caminhos que são dados ao homem para que ele escolha, alguns desses homens negam a si mesmos e sacrificam suas vidas almejando estar em comunhão com Ele.

Alegre o coração de Deus!

Viva em Paz!

Viva e deixe viver!

Fonte: www.df.ywambrazil.org

sexta-feira, 12 de março de 2010

As mulheres que dominam o mundo

Por ocasião da passagem do Dia Internacional da Mulher (mas há quem diga que o mês todo é delas!), a Época preparou um pequeno quadro interativo mostrando as mulheres mais influentes do Brasil e do mundo, em diversas áreas. A alagoana Marta aparece lá. Clique na imagem abaixo para acessar.
 
Mulheres, inspirem-se!!
 
Quadro da Época sobre mulheres em destaque

Sagrado (102º episódio): Cristãos católicos

Quarto episódio dentro do tema  Corrupção. Maria Clara Bingemer está de volta para representar os católicos e então responder às seguintes perguntas:
1) Como reagir quando a igreja à qual estamos ligados aparece envolvida em atos de corrupção?
e
2)  A religião não tem sido capaz de nos ajudar a construir uma sociedade mais transparente e honesta?
 
Tony Ramos cita um provérbio hindu: “O bem que fizemos na véspera é o que nos trás felicidades pela manhã”.
 
 
 
 
 
Perguntas bem diretas e sem arrodeios essas, não? Quem dera não existissem maus exemplos na Igreja (no sentido de instituição) que maculassem sua imagem e permitissem aos não crentes levantarem questionamentos como esses, né? Mas é a realidade! E para esclarecer mais porque isso acontece, e mostrar o posicionamento que o cristão sério deve assumir, aí estão as respostas da Maria Clara. Foram excelentes!!

Sobre a liberdade

"A liberdade é difícil de se alcançar, mas o que fazer com a liberdade é muito mais difícil."
 
[Clique no nome do autor]

27 de Março de 2010, 20h30 É a Hora do Planeta!


27 de março de 2010, 20h30, é a Hora do Planeta, e você pode se juntar ao movimento que vai reunir um bilhão de pessoas em todo o mundo para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global. A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas.

Faça acontecer: divulgue, mobilize seus amigos, colegas de escola, faculdade, trabalho, igreja, a apagarem as luzes de seus lares por 60 minutos. Reúna uma equipe e monte algo especial para passarem a hora do planeta juntos e mande uma mensagem aos nossos governantes, dizendo "Sim, nos nós importamos e queremos ser parte da solução deste problema". O planeta conta com você nesta luta.

Você quer saber mais? Como participar?
Acesse o site oficial do movimento no Brasil: www.horadoplaneta.org.br;
ou acesse WWF Brasil: www.wwf.org.br

quinta-feira, 11 de março de 2010

Rosa Parks - Ela ousou dizer não

Foto: www.okaloosa.k12.fl.us/.../essays.html

Março é o mês internacional das mulheres, suas lutas e conquistas, e durante este período resgataremos algumas das figuras femininas que por algum gesto ou ato fizeram história.

Umas destas grandes figuras entrou para a histria há 54 anos atrás na cidade de Montgomery, estado do Alabama nos EUA.

Seu nome era Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks, uma jovem costureira negra que no dia 1º de dezembro de 1955 ousou desafiar o sistema e dizer não a segregação racial nos Estados Unidos da América.

Rosa Parks nasceu em Tuskegee, no estado do Alabama, EUA, filha de James McCauley (carpinteiro) e Leona Edwards (professora).

Por motivo de doença de sua avó, foi obrigada a interromper os estudos e começou a trabalhar como costureira.

Em 1932, casou-se com Raymond Parks, membro da National Association for the Advancement of Colored People (NAACP), uma organização que luta pelos direitos civis dos negros, da qual Rosa se tornou militante.

Em 1º de dezembro de 1955 a jovem costureira negra saíra do trabalho e pegara um ônibus. Cansada ela sentou-se junto a outras pessoas no início da “seção destinada aos negros”.

Nesta época a lei do Alabama exigia que pessoas negras abrissem mão de seus lugares no transporte público para pessoas brancas, desta forma os ônibus possuíam uma placa móvel destinando os assentos da frente para pessoas brancas e os do fundo reservado aos negros. Quando o número de pessoas brancas aumentava, o motorista deslocava a placa para trás, aumentando a “seção branca”. Os negros eram obrigados a se deslocarem ou deixarem o coletivo.

Neste dia o motorista do coletivo viu que um homem branco ficara em pé. O motorista então parou o coletivo e mandou que os negros liberassem uma fileira. Todos obedeceram menos uma pessoa, Rosa Parks. Encarando o motorista ela recusou a sair do seu lugar. Diante da recusa o motorista ameaça chamar a policia. Parks então respondeu: “Então, prenda-me”. O motorista desceu, chamou a polícia, que a prendeu. Parks foi declarada culpada quatro dias depois e teve que pagar multa de US$ 14. Foi libertada sob fiança por intervenção de Fred Gray, advogado e líder do movimento pelos direitos civis.

A prisão de Parks foi o estopim para uma imensa mobilização contra o racismo nos Estados Unidos. Alguns dias após sua prisão, o Conselho Político Feminino idealizou um boicote ao sistema de ônibus , que foi aceito em uma assembleia realizada pelo pastor e defensor dos negros, Martin Luther King Jr, na época com 26 anos, que abraçou a causa e liderou o boicote ao sistema de transporte coletivos da cidade que durou 381 dias.

Durante este período os negros iam trabalhar a pé, usavam táxi ou usavam um sistema de carona montado pelos ativistas dos direitos civis e simpatizantes do fim do racismos no país. King ganhou fama nacional tornando-se o maior líder pelos direitos civis negros na história da América.

Em 1956, a Suprema Corte do Alabama decidiu pela inconstitucionalidade da lei de segregação racial no transporte coletivo. Tudo graças a um gesto de uma simples mulher que decidiu dizer não à injustiça.

Rosa Parks foi perseguida e ameaçada de morte diversas vezes, demitida da loja onde trabalhava, teve dificuldades em conseguir emprego, e acabou mudando-se para Detroit em 1957, onde trabalhou como assistente no escritório de um congressista democrata.

Ela fundou o Instituto Rosa e Raymond Parks para o Autodesenvolvimento, destinado a ajudar jovens a conseguirem oportunidades de educação, registrarem-se como eleitores, e trabalharem em prol da paz racial.

Em 1996, recebeu do então presidente Clinton a medalha presidencial da liberdade e em 1999, ela recebeu uma medalha de ouro do congresso americano, entre outras honrarias.

Rosa Parks foi verdadeiramente a mãe do movimento moderno pelos direitos civis. Seu gesto solitário e corajoso foi o pontapé inicial do maior movimento cívico daquela nação.

Em 1977, ela escreveu sua autobiografia intitulada Rosa Parks – My Story.

Em novembro de 2000, foi inaugurado o Museu Rosa Parks, que lembra a lutar desta mulher contra o racismo.

Durante uma entrevista em 1992, Parks declarou o motivo do seu gesto : "Meus pés estavam doendo, e eu não sei bem a causa pela qual me recusei a levantar. Mas creio que a verdadeira razão foi que eu senti que tinha o direito de ser tratada de forma igual a qualquer outro passageiro. Nós já havíamos suportado aquele tipo de tratamento durante muito tempo".

O final de sua vida foi marcado pelo Mal de Alzheimer, e no ano de 2005 Parks morreu em sua casa de causas naturais.

Uma simples costureira de Montgomery, seu nome Rosa Louise McCauley, ou, como as pessoas a conhecem, Rosa Parks, deixou um legado ímpar que ficará eternizado na história
da humanidade para sempre.

Fonte consultada: Incontri, Dora.; Bigheto, Alessandro. Todos os Jeitos de Crer, Ensino inter-religioso, Volume Vidas, Ed. Atica

quarta-feira, 10 de março de 2010

Procuram-se anti-heróis

O mundo procura por heróis! Mas e o cristianismo? Também? O que você acha? Fique com esse texto do pastor Ricardo Gondim para meditar.
 
 
Superhero and mother arguing photo
Há alguns anos, Lance Morrow escreveu na revista “Time” que “ser famoso é, entre as ambições humanas, a mais universal. Quem, a não ser monges e freiras, se contenta com a simples atenção de Deus? Quem busca ser obscuro na vida? Em nossa sociedade, ser obscuro é ser fracassado”. Realmente, o mundo está lotado de gente correndo pelos primeiros lugares. Já se disse que quem chega em segundo não é vice, apenas o primeiro entre perdedores. Somos seduzidos pelas luzes e holofotes feito mariposas. O Ocidente alimenta o sonho do heroísmo; a modernidade, calcada na ideia do progresso, acena que a felicidade depende de conquistas; e a espiritualidade que se difundiu no hemisfério sacraliza ideais ufanistas.
 
Especialistas em planejamento estratégico, gurus em autoajuda e neurolinguistas repetem a fórmula da eficiência, competência, excelência, como estradas para o sucesso. A vida se transforma em uma guerra na qual os mais fortes sobrevivem. O esforço de ser campeão cria a necessidade de suplantar os outros. Importa conquistar o pódio dos grandes ídolos. Os menos hábeis que pelejem para não serem extintos.
 
Será que anônimos, gente simples, que jamais ganharão um Prêmio Nobel, merecem o desprezo que sofrem? Devem ser tratados como fracassados aqueles que nunca serão manchete de jornal? A indústria do espetáculo torna difícil acreditar que muita gente leve uma vida bonita sem as luzes da ribalta.
 
A cosmovisão moderna foi criticada em “Crime e Castigo”, de Dostoievski. Raskólnikov, personagem principal, classifica a humanidade em seres “ordinários” e “extraordinários”. Para justificar um assassinato, ele afirma que os “ordinários” são as pessoas que vivem uma vida despretensiosa, sem grandes desdobramentos para a macro-história. Esses podem ser sacrificados pelos “extraordinários”, que são os responsáveis pela condução da história. Impressionado por Napoleão ter derramado tanto sangue e mesmo assim ter sido perdoado pela história, Raskólnikov se comporta como uma pessoa “extraordinária” e assassina duas vidas.
 
O mundo, entretanto, não precisa de heróis, mas de anti-heróis. Gente que ame a discrição mais que o espalhafato, que valorize a intimidade relacional mais que a superficialidade, que veja beleza na candura mais que na sofisticação e que não fuja de sua fragilidade humana. O desabafo de Fernando Pessoa em “Poema em Linha Reta” merece ser mencionado: “Quem me dera ouvir de alguém a voz humana/ Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;/ Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!/ Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam./ Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?/ Ó príncipes, meus irmãos,/ Arre, estou farto de semideuses!/ Onde é que há gente no mundo?”.
 
O evangelho não incentiva a busca do sucesso. Jesus, discretíssimo, jamais aceitou a lógica do triunfo. Ele exerceu o seu ministério nos confins da Galileia e não em Jerusalém; escolheu pescadores rudes como discípulos; priorizou alcançar marginalizados, pobres e esquecidos. Não cedeu ao apelo de ir para Atenas, mas foi para Jerusalém morrer. A lenta transformação do cristianismo em um sistema religioso com heróis de renome, ícones aplaudidos e mitos idealizados não tem nada a ver com o projeto inicial do carpinteiro de Nazaré.
 
Cristianismo não é espetáculo. Nem sequer louvor significa show. Não se pode confundir profeta com animador de auditório nem evangelista com mascate. Púlpito não pode virar palco; nem sacristia, camarim. Esperança não se vende, nem milagre deve ser trampolim para a glória.
 
Paulo afirma em 1 Coríntios 4 que os líderes se consideram como despenseiros dos mistérios de Deus, e dos despenseiros requer-se tão-somente que sejam fiéis. Deus não premia sucesso, e sim integridade. Mulheres e homens anônimos, que trabalharam a vida inteira em asilos, comunidades indígenas, orfanatos, favelas, centros de reabilitação de alcoólicos, não malograram; pelo contrário, estes são os que a epístola aos Hebreus descreve como aqueles dos quais “o mundo não é digno”. Eles são sal da terra e luz do mundo. Nunca a fé cristã dependeu tanto desses anônimos que seguem os passos de Jesus.
 
Soli Deo Gloria
 
 
 
Leia também:
Poema em linha reta (o poema de Fernando Pessoa que o Gondim cita aí no texto, completo)

Sagrado (101º episódio): Muçulmanos

Terceiro episódio dentro do tema  Corrupção. Sami Armed Isbelle responde às perguntas:
1) Como as religiões encaram a corrupção quando ela se manifesta em suas instituições?
e
2)  Muitas pessoas, ao se verem em posições importantes, são capazes de se corromper, esquecendo suas origens e valores. Como explicar essa fraqueza até entre lideranças religiosas?
 
Stenio Garcia cita Christopher Marlowe: “A virtude é a fonte de onde jorra a honra”.
 
 
 

 

 

Percebemos que o islamismo – tomando como referência as palavras do Sami ao responder à segunda pergunta – parece ser centrado em salvação por obras, por seguir leis e regras. Note que o Sami fundamentou a razão para não se corromper ou ser corrompido no pensamento de que tal coisa será mal recompensada na vida após a morte. Por outro lado, o cristianismo oferece mais do que leis e regras para balizar nosso comportamento; ele oferece a ação transformadora do Espírito Santo na vida do homem, libertando-o do jugo do mal que o leva a pecar, isto é, a “errar o alvo”.

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